Palavras avisadas

Publicada por José Manuel Dias


A actual crise gerada pelos preços dos combustíveis será a primeira de muitas, não havendo problemas de abastecimento é evidente que o aumento da procura sustenta a especulação. Essa mesma procura é alimentada pelo crescimento das economias emergentes, não sendo previsível nem desejável um arrefecimento dessas mesmas economias.
Portugal não tem petróleo, mas está em excelentes condições para apostar nas economias renováveis. Mais não basta investir em energias renováveis, importa adoptar medidas imediatas e apostar a soluções a médio e longo prazo. Mais do que uma opção, estamos perante um imperativo, uma boa parte do que exportamos destina-se a pagar as importações de crude e essa factura tende a aumentar. Além disso o aumento dos preços dos combustíveis tenderá a reduzir a competitividade das nossas exportações.
O aumento dos preços não tem sido suficiente nem para que haja uma poupança significativa, nem para que os agentes económicos reequacionem as suas opções de investimento. Por isso mesmo, seria um erro grave uma redução fiscal que apenas servisse para estimular ou manter os actuais níveis e padrões de consumo, o que hoje não é economicamente viável com os actuais preços deixá-lo-á de ser mais tarde ou mais cedo. Faz mais sentido usar a política fiscal para penalizar o consumo ineficiente da energia.

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