Quarta-feira, Maio 21, 2008

Delta Goodrem - Lost Without You

A gasolina está cara?


Está, vai continuar a estar e é muito provável que nunca volte a ter os preços de há três anos, nem que alguém encontre petróleo no Beato. O que fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis? Baixar os preços, para além de resmungar e protestar contra os ministros como se fossem membros da OPEP?
A solução mais óbvia seria baixar os impostos, mas mais tarde ou mais cedo a redução dos impostos poderia ser absorvida por novos e sucessivos aumentos. Entretanto, teríamos que pagar em IRS ou em IVA o que alguns deixaram de pagar em ISP; teríamos a ilusão de que estaríamos a pagar menos e isso até seria verdade para os que consomem mais combustíveis. Como preços dos transportes públicos acompanham o aumento dos preços os seus utentes teriam que suportar os aumentos dos preços dos combustíveis e, por via dos impostos, o dos combustíveis que não consumiram. E o que fazer quando o impacto da eliminação do ISP deixasse de se fazer sentir?
Vale a pena continuar a ler aqui, com a devida vénia ao "O Jumento".

O nosso PIB


A Síntese Económica de Conjuntura do Instituto Nacional de Estatística explica-nos com detalhe o abrandamento da economia verificado no primeiro trimestre:
"No plano interno, a estimativa rápida para o PIB aponta para um crescimento homólogo de 0,9% no 1º trimestre, menos 0,9 p.p. do que no trimestre anterior. Este abrandamento estará relacionado com o menor dinamismo da procura interna, particularmente do investimento, e reflectirá também efeitos de calendário significativos (mais 3 dias úteis no 4º trimestre de 2007 e menos um dia útil no 1º trimestre de 2008, face aos trimestres homólogos). O crescimento do consumo privado terá estabilizado no 1º trimestre, em resultado da aceleração do consumo corrente e do abrandamento do duradouro. O indicador de investimento sugere um forte abrandamento, que terá resultado sobretudo da componente de construção. Relativamente ao comércio internacional, registou-se, em termos nominais, um abrandamento de ambos os fluxos, mais intenso no caso das exportações (de 0,8 p.p. para 11,2% nas importações e de 1,2 p.p. para 4,6% nas exportações). Dada a forte aceleração dos preços do petróleo, o abrandamento das importações em volume terá sido mais expressivo do que o registado em termos nominais. Os indicadores do lado da oferta, como os índices de volume de negócios e de produção, apresentaram variações homólogas mais baixas no 1º trimestre de 2008 face ao 4º trimestre de 2007. Este andamento justifica-se principalmente pelas fortes diminuições ocorridas nas variações homólogas em Março, o que estará associado em parte a efeitos de calendário (mais um dia útil em Fevereiro e menos 2 dias em Março comparativamente aos meses homólogos de 2007). Refira-se a excepção do volume de negócios do comércio a retalho, cuja aceleração se deverá em parte ao facto de, em 2008, a Páscoa ter ocorrido em Março (em Abril em 2007)".
A ler na íntegra aqui.

Terça-feira, Maio 20, 2008

O papel da liderança

Uma mão amiga fez-me chegar o vídeo infra que gostaria de partilhar convosco. O vídeo retrata uma situação ocorrida nos Estados Unidos mas que poderia ter acontecido num qualquer país. Uma menina de 13 nos, Natalie Gilbert, tinha ganho como prémio a honra de cantar o Hino nacional do seu país, na abertura de um grande evento: um jogo dos play-offs da NBA que opunha Mavericks a Trail Blazers. 20.000 pessoas no pavilhão. A menina de vestido comprido, cabelo arranjado e um sorriso nos lábios, pega no microfone e começa muito bem. A sua voz afinada projecta-se pelo imenso pavilhão. Emocionada. De repente engasga-se, esquece a letra. Entra em pânico. Os olhos marejados de lágrimas, suplicam por apoio. Alguém que a ajude. Ela ali sózinha, no meio. O público assobia. As pessoas próximas imóveis. Segundos que parecem horas e ninguém a ajuda. Finalmente, um homem toma a iniciativa e caminha ao seu encontro, é Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers. Coloca-se ao lado dela, abraça-a, começa a cantar e incentiva-a a fazer o mesmo. Depois, por gestos, convida o público a fazer o mesmo. O público, guiado pelo gesto de Mo Cheeks, canta. Um canto colectivo, vibrante e emocionado. Quando Natalie Gilbert acaba de cantar, olha para o seu "salvador" e diz: "Muito obrigado".
Um gesto de um homem fez uma grande diferença Uma comportamento solidário com quem precisa de ajuda, uma palavra de estímulo quando é mais necessária, um ensinamento para 20.000 espectadores com base no exemplo. Um comportamento de líder.
Convido-vos a ver o vídeo e a apreciar a atitude de Mo Cheeks.


Segunda-feira, Maio 19, 2008

A melhor escola do Mundo


É este o título, de uma reportagem da revista Veja de que nos permitimos destacar:
- Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações;
- O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional. A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico;
-A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio);
- O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição, comparando o desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos professores decidir como resolver seus fracassos;
- A reforma educacional finlandesa levou três décadas para se consolidar;
- A estudante Eeva-Maria Puska, de 16 anos, passa seis horas e meia por dia na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque. Além das disciplinas obrigatórias, ela freqüenta aulas de música, artes e francês, opcionais para os alunos da 9ª série. Mesmo com tantas matérias, Eeva não reclama da carga horária nem, menos ainda, do ambiente;
- A empresa, Nokia, hoje é a maior fabricante mundial de celulares, com 40% do mercado internacional. Juntos, ela e o sistema educacional são os dois maiores orgulhos dos finlandeses.
Ler na artigo na íntegra, aqui.

O investimento público


"Que bom seria se todos falássemos inglês que nem irlandeses, trabalhássemos que nem chineses, tivéssemos taxas de aproveitamento escolar que nem indianos e inovássemos que nem finlandeses, sem gastarmos dinheiro em betão"!
Luis Nazaré, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, faz uma reflexão sobre o mérito do investimento em obras públicas, relevando a importância das infra-estruturas logísticas para o progresso de um país com as características de Portugal. A ler na íntegra aqui.

U2 Beautiful Day

Menos Estado


A Administração Pública registou uma redução de quase 40 mil efectivos em 2006 e 2007, correspondente a uma diminuição de 5,3 por cento, revela o relatório de orientação da política orçamental, entregue esta sexta-feira na Assembleia da República.
De acordo com a agência «Lusa», a redução de efectivos na Função Pública foi mais acentuada em 2006, quando as 30.272 saídas de funcionários corresponderam a 8.915 entradas, resultando num saldo de menos 21.357. No ano seguinte, em 2007, ocorreram 30.692 saídas e 12.676 admissões, perfazendo um saldo negativo de 18.016 funcionários públicos.
No total dos dois anos, saíram da Administração Pública 60.964 funcionários e entraram 21.591, correspondentes a uma redução de 39.373 efectivos.
É caso único na história dos nossos governos, a tendência tem sido para aumentar os efectivos da administração pública originando maior despesa. Menos recursos humanos, suscitam novas necessidades, competências acrescidas e uma gestão mais eficiente e eficaz. Desafios a que os governos, independente da cor, têm de responder para bem de todos.

Domingo, Maio 18, 2008

Randy Newman - Short People

Sábado, Maio 17, 2008

Primeiro selo de cortiça (*)


Desenhado por João Machado e fabricado em papel de cortiça auto adesivo, tem como propósito evocar o sector corticeiro português, cuja relevância para a economia nacional deriva do facto de fazer do nosso país o maior produtor e exportador mundial de cortiça. Portugal é líder mundial no que diz respeito à produção corticeira. É no nosso país que se situa a maior área de sobreiros do planeta, com 737 mil hectares, correspondentes a 32,5% de toda a área plantada com estas árvores no mundo. Os montados representam 23% de toda a floresta nacional. Portugal produz mais de metade de toda a cortiça mundial. A quase totalidade desta produção, cerca de 90%, destina-se ao mercado externo. A importância económica desta produção traduz-se nos cerca de 1.000 milhões de euros de produtos fabricados em cortiça exportados anualmente. Ao sector rolheiro correspondem cerca de 75% destes números. A cortiça leva o nome de Potugal aos cinco continentes. Por tudo isto se justifica uma política de protecção e promoção da cortiça.
(*) Selo emitido pelos CTT, em 28 de Novembro de 2007, com valor facial de 1 Euro e com 230.000 exemplares. Saiba mais sobre o selo e sobre a cortiça, aqui.

Conhece os Deputados do seu Círculo?


Foi lançado no passado dia 24 de Abril o Parlamento Global. Um projecto multimédia resultante de uma parceria entre a SIC, Expresso e a Renascença que reúne conteúdos televisivos, de rádio e de imprensa, produzidos pela equipa de jornalistas dos três meios coordenada por Anabela Neves. O objectivo é “aproximar quem representa o país dos cidadãos”, com informação sobre a actividade parlamentar e dos Deputados com assento na Assembleia da República.
Se não sabe quem são os Deputados eleitos pelo seu Círculo não se surpreenda, a larga maioria dos portugueses não sabe sequer quem ajudou a eleger. Pode, no entanto, por esta via, conhecer um pouco o perfil dos Deputados. Quem são? Que biografia apresentam? Porque entraram na política? Que relação têm com o seu Círculo? Que fazem fora da política? Pode acreditar que existem respostas muito interessantes, algumas com uma certa dose de criatividade e imaginação. Afinal eles - os Deputados - também são "do povo". Vale a pena conhecer. Clicar aqui : os nossos Deputados.

Desemprego diminuiu


O INE dá-nos boas notícias: " A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2008 foi de 7,6%. Este valor é inferior ao observado no período homólogo de 2007, em 0,8 pontos percentuais (p.p.), e ao observado no trimestre anterior, em 0,2 p.p.. A população desempregada foi estimada em 427,0 mil indivíduos, verificando-se um decréscimo de 9,1%, face ao trimestre homólogo, e de 2,8%, em relação ao trimestre anterior. O número de empregados aumentou 1,1%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2007, e 0,1%, relativamente ao trimestre anterior". Ver com mais detalhe aqui. Aguardemos pelo próximo trimestre para saber se a tendência se mantém ou se o arrefecimento da economia se repercute no nível de emprego.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Procurar emprego


A primeira experiência profissional e as mudanças de carreira são o ponto de partida para a procura de um emprego. O Portal do Cidadão, em conjunto com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, apresenta um dossier onde se referenciam alguns procedimentos a tomar. Ver em detalhe aqui.

Rihanna - Umbrella

Tempo é dinheiro


"Quem é que nunca se sentiu como se fosse uma bateria a ficar descarregada? Ou talvez como uma chama que se apaga lentamente, enquanto se esvai toda a força anímica? É a isto que os clínicos designam por síndroma do burnout, um estado limite de esgotamento, muitas vezes devido aos bloqueios originados pela incapacidade de gerirmos o nosso tempo".
Questiona-nos Luisa Rego, em artigo no semanário Económico desta data. Uma leitura imperdível e que nos dá excelentes dicas sobre a forma como podemos optimizar a gestão do nosso tempo, valendo-se dos ensinamentos de Nuria Chinchilla, professora do IESE.
Quer saber quais? É só clicar aqui.

A economia abranda...


Os números do INE foram divulgados ontem: a economia portuguesa apresentou um crescimento real de 0,9% no primeiro trimestre de 2008. Menos nove décimas do que no trimestre anterior.
O Governo não teve outra alternativa que rever a sua previsão do crescimento do PIB: os previstos 2,2% caem para 1,5%. A crise que afecta os mercados internacionais não nos é indiferente. Acelerar os investimentos é, pois, uma necessidade. Estranha-se, por isso, a demora na formalização dos contratos de apoio ao investimento no âmbito do QREN. O tempo escasseia e a confiança pode perder-se rapidamente. A recuperação da economia será depois muito mais complicada...

Quinta-feira, Maio 15, 2008

O cigarro, a lei e outras coisas mais...


Numa viagem pela blogosfera seleccionámos um conjunto de posts sobre um dos principais temas da agenda pública desta semana "Sócrates violou a proibição de fumar a bordo no voo Lisboa Caracas". Vejamos então as diferentes opiniões:
Trivialidadades, no Hoje há conquilhas amanhã não sabemos
Coisas que comovem uma Nação, na Barbearia do Sr. Luís
As singulariades de um Jornal de referência, no Câmara Corporativa
Mau exemplo, no Causa Nossa
A isto chamava-se alienação, no Blasfémias
O nosso primeiro-ministro fumou onde não deveria ter fumado. Não sabia? Deveria saber. Afinal o desconhecimento da lei não pode aproveitar ao infractor. Fez bem em reconhecer o erro e pedir desculpas. Se há lugar a coima deve pagá-la. A melhor forma de ensinar é através do exemplo e, como diz o povo, o exemplo deve vir de cima. José Sócrates na sua declaração sobre esta "não notícia" disse, também, uma outra coisa que deve ser relevada: "Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar". Os fumadores não lhe querem seguir o exemplo? Afinal os erros são uma oportunidade para aprendermos a fazer bem.
E.T.: Registo de interesses - não sou fumador

Kate Nash - Foundations

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Réplicas do Sub-prime


As dificuldades que as empresas e as famílias portuguesas sentiram nos últimos meses, por causa da crise financeira, estão para durar e vão mesmo acentuar-se. Os bancos portugueses estão mais pessimistas do que os seus congéneres europeus, e vão ser mais restritivos na hora de emprestar dinheiro. Uma situação que condicionará o consumo e a capacidade de investimento.
No Jornal de Negócios, aqui.
Os Bancos portugueses andaram a endividar-se para procurar satisfazer a procura de crédito dos portugueses. Hoje estão a pagar um preço mais elevado para se financiarem e, como é natural, reflectem o" custo do funding" no preço do dinheiro. Acresce a esta realidade uma maior sensibilidade ao risco, procurando incorporar um "prémio" que tem em conta o risco de incumprimento associado ao respectivo ao utilizador. Mas não deveria ter sido sempre assim?!