Saber fazer contas

Publicada por José Manuel Dias


A sociedade portuguesa encontra-se atravessada por uma intensa batalha ideológica, e política. Encontra-se, de um lado, gente para quem despesa acima do rendimento, e consequente défice, não têm limite; ignoram o problema ou, quando se vêem confrontados com ele, acham que não é seu; odeiam contas. Encontra-se, do outro lado, gente que gosta ou se sente obrigada a fazer contas e que acha que, cedo ou tarde, há limites que têm de ser observados (restrições orçamentais, como nos ensinaram, em casa e na escola).
Alguns dos primeiros gostam de apelidar os segundos, sobretudo os mais notáveis, de contabilistas.
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Em tempos de luta mais intensa entre os dois campos, como os que vivemos, o uso da expressão leva-nos mais longe. Quem não gosta ou se recusa a fazer contas apelida os outros de contabilistas; mais do que perante uma expressão de soberba, que só atinge quem a utiliza, encontramo-nos perante a expressão de um perigo público.
Fonte: Expresso, aqui.
O Professor Daniel Bessa alerta-nos para um perigo público: as pessoas que não saber fazer as contas e que, ainda por cima, criticam quem as sabe fazer. Uma leitura imperdível.

Norah Jones - Feelling the same way

Publicada por José Manuel Dias

Com as contas públicas não se brinca...

Publicada por José Manuel Dias


As preocupações com as contas públicas de Portugal continuam a centrar as atenções dos investidores, atirando os CDS, seguros contra o incumprimento do país, para novos recordes. A situação das contas públicas está também a pressionar as Obrigações do Tesouro, que estão novamente a subir. Os “credit default swaps” (CDS) da dívida pública portuguesa a 10 anos estão hoje novamente a subir para um novo recorde de 224,25 pontos base. Já as Obrigações do Tesouro a 10 anos estão a avançar um ponto base para os 4,732%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Os mercados são implacáveis. Se não se vislumbra um plano que sustente de forma consistente a diminuição do défice, os investidores internacionais põem reservas à continuação dos apoios nos termos e condições que vimos usufruindo. O prémio de risco sobe e o crédito fica mais caro e, naturalmente, tenderá a ser mais escasso. É neste cenário que não se compreende a posição de alguns partidos sobre a Lei das Finanças Regionais. Dirão que o défice sobe pouco. Pois é, sobe pouco mas sobe! E o simbolismo dessa subida, para beneficiar uma das regiões mais ricas de Portugal, não pode deixar de ter leituras. A oposição é que decide onde gastar e como gastar, só não diz onde se vão buscar mais recursos financeiros para sustentar o crónico despesismo homem que trata o Presidente da República por senhor Silva.

HUMANOS - Mudar de vida

Publicada por José Manuel Dias

Vêm aí tempos difíceis...

Publicada por José Manuel Dias


"Os próximos anos vão ser mais difíceis do que se esperava", disse Vítor Constâncio. Para o Governador do Banco de Portugal, atingir a meta de um défice inferior a 3% até 2013, "vai agora ser mais difícil", depois de no ano passado este ter subido para 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Constâncio admitiu que não esperava este resultado e isso reforça a necessidade de serem tomadas medidas adicionais, o que já tinha defendido anteriormente.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Quem anda por aí e está atento aos pequenos sinais sabe que o que se vê é, em muitos casos, sustentado, apenas, pelo crédito. Muitas das pessoas habituaram-se a um nível de vida que já não é compaginável com o seu nível de rendimentos. Esta crise mundial, com impacto profundo na nossa economia, está a contribuir para que essa percepção seja mais nítida. E se alguns, com consciência deste facto, arrepiam caminho, reformulam o seu estilo de vida e elegem a poupança como necessidade prioritária, outros julgam que os rendimentos reais podem subir em resultado do barulho mediático que procuram fazer. Esquecem-se que o patrão enferma dos mesmos problemas. Tem andado a gastar mais do que o devia e, agora, também, não tem quem lhe continue a financiar os défices recorrentes e, por isso mesmo, não tem outra alternativa que não seja a de conter despesas. E é bom que o faça, sem hesitações, para bem de todos. A não ser assim, as próximas gerações não vão viver pior que as actuais, vão viver muito pior.

Nós não somos a Grécia

Publicada por José Manuel Dias



P: Não somos uma Grécia?
R: Eu não vou por comparações, isso é mais para criar ruído do que para ir à essência do problema. Não há uma iminência de default que leve a secar as fontes de financiamento. Pode é haver a percepção de que Portugal tem um risco maior e portanto o custo a pagar [por pedir emprestado] é mais elevado. Grande parte da preocupação está em evitar as incertezas e as ameaças. Essa tarefa não é fácil e da minha experiência só há uma forma de convencer os mercados. Não adianta desfazermo-nos em lágrimas pelas injustiças que nos são feitas, nem evitar opiniões contrárias. Temos de ter a capacidade de apresentar factos que enfraqueçam as opiniões que nos são desfavoráveis. Esse é o único caminho que temos de fazer e, por isso, o orçamento é importante.
P: O Orçamento é decisivo?
R: O statement mais importante para os mercados, mais do que quaisquer declarações públicas, mais do que quaisquer comunicados, vai ser aquilo que venha a ser o orçamento.
Retirado da entrevista de Vítor Bento, Presidente da SIBS, ao Jornal i, uma leitura imperdível, aqui.

Harvard estuda case study português

Publicada por José Manuel Dias



O melhor modelo de negócio para uma cidade inteligente desenvolvido até hoje e com maior probabilidade de sucesso". É assim que o professor norte-americano Robert Eccles, docente da Harvard Business School, descreve o projecto PlanIT Valley, uma espécie de "Silicon Valley" português que a start-up Living PlanIT já está a construir em Portugal, no concelho de Paredes, e que deverá estar pronto em 2013. Para Robert Eccles, a ‘smart city' que será construída do zero, a 30 minutos de viagem do Porto, é tão "interessante e inovadora" que o professor americano viajou mais uma vez para Portugal, onde estará até sexta-feira, para estudar de perto o projecto e a partir daí elaborar um ‘case study' que será apresentado nas suas aulas de MBA na Harvard Business School.
"Este caso de estudo português terá grande impacto em Harvard e já tenho provas disso", confirmou Robert Eccles ao Diário Económico.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Miles Davis - Human Nature

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (21)

Publicada por José Manuel Dias


Foram apresentados os resultados do “STEPS: Study of the impact of technology in primary schools”, estudo que avalia o impacto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas com 1.º Ciclo do Ensino Básico da União Europeia e também do Liechtenstein, da Islândia e da Noruega.
O STEPS foi financiado pela Comissão Europeia (CE), abrange 209 mil escolas e “foi realizado pela European Schoolnet e pela Empirica GmbH, com o apoio de agentes nacionais, de investigadores, de decisores políticos, de professores e de alunos em trinta países”, permitindo concluir que se regista “um aumento do acesso e do uso das TIC”, que estas “facilitam a aprendizagem e a concretização de objectivos educativos” e que os “índices de motivação de professores e de alunos aumentaram, o que favorece o desenvolvimento de competências e a aprendizagem ao longo da vida”.
Fonte: Portal do Cidadão, aqui.

Assim não vamos lá

Publicada por José Manuel Dias


Alguém muito imaginativo e com uma maldadezinha à mistura pegou nos países do sul da Europa, avaliou-lhes o comportamento e chamou-lhes PIGS – Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain). Se a este acrónimo juntarmos o I da Irlanda, a fonética mantém-se e ficamos com o grupo de países da zona euro que hoje mais sofrem com as finanças públicas. A pergunta que me interessa: como é que Portugal compara com os outros?
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Tudo ponderado, eu diria que Portugal não sai mal do confronto. Mas há dois problemas que não podemos ignorar. O primeiro é de competitividade: precisamos de produzir e de vender mais, o que passa pelo controlo dos custos. O segundo é de bom senso: na Irlanda, perante medidas draconianas, as pessoas compreenderam; em Portugal, onde ainda nem há orçamento, já se programam as greves - em nome dos sacrossantos "direitos dos trabalhadores". Assim não vamos lá.
Daniel Amaral, em artigo de opinião no Diário Económico, aqui alerta-nos para os constrangimentos em que vivemos e para as dificuldades em que alguns, por regra bem instalados, teimam em criar a todos nós.