Qualificação dos recursos humanos

Publicada por José Manuel Dias


A qualificação profissional foi considerada pelo Primeiro Ministro como " uma das prioridades das políticas públicas de Portugal". No próximo quadro comunitário de apoio as verbas para a Educação passarão dos actuais 26,5% para 37,0%. " Significa que, nos próximos anos, as áreas de educação, da formação e da ciência terão mais de 1300 milhões de Euros do que tiveram no quadro comunitário anterior, passando de 4700 milhões de Euros para 6000 nilhões de euros" assegurou o Eng. José Sócrates, no debate sobre o estado da Nação. Foi ainda garantido que " não será financiada qualquer formação para jovens que não seja de dupla certificação ( níveis escolar e profissional) ".
Boas notícias, portanto, para todos os que acreditam que a formação profissional pode dar um excelente contributo para a melhoria da competividade do nosso país, qualificando os recursos humanos, com o propósito de, em cada dia que passa, se fazer mais e se fazer melhor.
Parece-nos, assim, oportuno reavivar a memória de alguma das palavras chave da formação profissional, não sem antes referir que o Código de Trabalho (Lei 99/2003) contempla a formação contínua dos trabalhadores (35 horas/ano).
Formador é o profissional que, na realização de uma acção de formação, estabelece uma relação pedagógica com os formandos, favorecendo a aquisição de conhecimentos e competências, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional.
Decreto Regulamentar nº66/94, de 19 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar nº 26/97, de 18 de Junho.
Formação: intervenção que visa contribuir para a emergência de uma resposta comportamental nova. Fonte: Jean Berbaum
Alguns conceitos utilizados em Formação:
Aprendizagem - processo integrado em que um indivíduo se mobiliza no sentido de uma mudança, nos domínios cognitivo, psicomotor e/ou afectivo. ( Fonte : CIME)
Aptidão - disposição inata para efectuar uma aprendizagem específica num determinado domínio do saber. ( Fonte; CIME)
Capacidade: conjunto estabilizado de saberes, que potencialmente habilitam o indivíduo para uma tarefa ou função específica. ( Fonte : CIME)
Competência: capacidades mobilizadas e integradas, com carácter adaptativo, por um indivíduo ou grupo, na realização de uma actividade ocupacional, resolução de um problema ou concretização de um projecto. ( Adapt. Le Bortef)

4 comentários:

  1. AC disse...

    Muito grato pela visita e coment no Notícias.

    O tipo de notas que vou deixando no blog, pelo número de visitas, entende-se que não interessa a muita gente. É o tipo de assunto sobre o qual reflectimos quando atingimos uma certa maturidade. Mas, por aqui vai ficando.

    Um pouco a mesma coisa com o seu Cogir que frequento a espaços. Tem um público alvo restrito. Não me lembro se lhe deixei qualquer comentário anteriormente, mas a formação profissional é um assunto que me interessa bastante na medida em que eu próprio já fui formador na área comercial.

    Os blogs são boas ferramentas para comunicar, aprender, contestar, etc.

    Cpts, aqui d'aldeia!

  2. vida de vidro disse...

    Obrigada pela tua visita e comentário deixado no meu blogue.
    Conheço alguma coisa da área da formação profissional e espero, sinceramente que as oportunidades do novo QCA não se desperdicem.

  3. Tacitus disse...

    Em primeiro lugar agradeço a visita. Quanto ao tema merece-me o seguinte comentário: acho que uma sociedade qualificada é uma sociedade evoluida e que contém sempre novos desafios pela frente. O que me deixa de pé atrás é a incapacidade do mercado (nacional) de trabalho em aborver trabalhadores qualificados, dar-lhe formação contínua e estimulá-los...obviamente ressalvando que os estudantes pecam por escolher áreas já saturadas em si. Quanto à formação contínua, especialmente a financiada pela UE, peca por ter alguns formadores muito mal preparados (com CAP mas nada mais que isso), e que caiem facilmente no túnel do "deixa andar". Há pouco tempo conheci um formador que se limitava a por os alunos a ler o manual nas aulas...no fim dava notas elevadas a todos e levava o seu cheque...conheço tantos casos deste facilistismo(lido com esta área à 4 anos) que, embora acreditando nas capacidades da formação, duvido da fórmula que está a ser seguida...Boa semana.

  4. José Manuel Dias disse...

    Apreciei os comentários aqui deixados.
    De facto, como Abel Cunha diz este espaço tem um público alvo restrito.Concordo. Não devemos, no entanto, abdicar de uma ideia simples: a partilha do saber é essencial numa sociedade que se deseja mais competitiva. Todos podem aprender com todos( e aqui todos são os que têm acesso à informação e a desejam reter).
    Comungo do desejo da Vida de Vidro quando diz "espero, sinceramente, que as oportunidades do novo QCA não se desperdicem". Seria um prejuízo irreparável...estamos num tempo em que não temos tempo a perder. Precisamos de andar mais depressa se queremos o desenvovimento do nosso país e para isso temos de melhorar as nossas qualificações.
    Tacitus alerta, de forma pertinente, para alguns riscos...Esperemos que se tenha aprendido com os erros do passado e que uma cultura de exigência e rigor se generalize acabando com o "porreirismo" e o facilitismo.
    Obg a todos