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Publicada por José Manuel Dias


Licenciados desempregados por área de estudo:
Formação de professores-5.895; Ciências empresariais-5.040; Ciências sociais e do comportamento-3.997; Engenharias Técnicas e Afins-2.436; Humanidades-2.036; Arquitectura e construção-1.413; Artes-1.318; Serviços sociais-1.094; Informação e jornalismo-838; Direit-833; Ciências físicas-779; Agricultura,Silvicultura e Pescas- 708;Indústrias transformadoras -551; Ciências da Vida-556.
Informação do Gabinete de Planeamento, Estratégia e Avaliação e Relações Internacionais do MCTES (Fonte: Diário Económico de 9 de Novembro)
Importará, no entanto, registar que os licenciados representam menos de 10% do total de desempregados e, como é óbvio, têm muito maior facilidade em arranjar emprego do que os trabalhadores não qualificados.
Os candidatos ao ensino superior não podem deixar de ter em conta este tipo de informação que vai passar a ser disponibilizada semestralmente (Junho e Dezembro), indicando, também, a respectiva escola de formação. A cada um compete assumir os respectivos riscos da escolha. Há cursos e cursos, escolas e escolas... O processo de Bolonha ao permitir que o aluno mude de curso, sem ter que voltar ao início, permitirá aos actuais estudantes a escolha de um mestrado(2º ciclo) numa área em que a empregabilidade seja superior.
Esta realidade confronta-nos, também, com outro problema. Comprova-se a opinião expressa por António Câmara, CEO da Ydreams, as " Universidades não formam pessoas para serem empreendedoras" mas pessoas que esperam que alguém, de preferência o Estado, lhe garanta o emprego. Estimular o empreendedorismo entre os jovens licenciados à procura do primeiro emprego é urgente e necessário.

4 comentários:

  1. A.J.Faria disse...

    Caro J.M.Dias!
    Infelizmente a nossa economia está a recuperar lentamente, o que implica que a capacidade de absorção dos desmpregados seja muito débil, de qualquer forma, há que mudar a mentalidade do ensino em Portugal de modo a que cada vez mais possa sair licenciados com capacidade de risco.
    Abraço

  2. veritas disse...

    Concordo com António Câmara. Cabe-nos a sensatez de orientar os jovens ao nosso alcance...

    Bjs. Bom fim-de-semana.

  3. Terra & Sal disse...

    Continuamos com este paradigma de fazermos o que sempre fizemos durante muitas e muitas dezenas de anos, sem razões, meu Caro José Manuel Dias.
    Os filhos das educações mais esmeradas, e mesmo os filhos das famílias inseguras, ambas, e cada uma à sua maneira tradicionalistas, não querem que os “seus” arrisquem num qualquer empreendimento por muito promissor que seja.
    Sonham é que eles tenham uma posição social de destaque numa empresa de nomeada, ou nas múltiplas funções que a função publica detém, e ainda proporciona.
    Enveredar-se pelo “empreendorismo” só se for filho de um empresário que teve sorte, aliada às habituais e conjugadas habilidades lusas.
    Mas o bom mesmo, a norma, o infalível, é serem subalternos mais ou menos remunerados, e que, por meia dúzia de tostões ao fim do mês, entregam o “ouro” que possuem ao “ bandido “.
    Depois , seria cómico se não fosse tão trágico as “pegadas” que o próprio Governo está a admitir:
    Agora, a grande moda, são os nossos jovens licenciados andarem por aí a trabalhar à borla, a fazer como dizem, “trabalho de voluntariado “…
    Ou seja, as vagas que deviam ser preenchida por trabalhadores devidamente remunerados, são colmatadas por esses mesmo “trabalhadores, mas graciosamente, e são milhares e milhares deles nestas circunstancias…
    Uma vergonha!
    Pelos vistos, e em pleno século XXI, temos um novo método de escravatura, em que os escravos são “voluntários”, e não há ninguém que levante a voz contra esta pouca vergonha.
    Um abraço José Manuel Dias.

  4. RM disse...

    Caro José Manuel Dias
    Tens um desafio no Margem Esquerda
    Abraço
    Raul Martins