A independência da solidão

Publicada por José Manuel Dias


O que me importa unicamente é o que tenho de fazer, não o que pensam os outros. Esta regra, igualmente árdua na vida imediata como na intelectual, pode servir para a distinção total entre a grandeza e a baixeza. E é tanto mais dura quanto sempre se encontrarão pessoas que acreditam saber melhor do que tu qual é o teu dever. É fácil viver no mundo de conformidade com a opinião das gentes; é fácil viver de acordo consigo próprio na solidão; mas o grande homem é aquele que, no meio da turba, mantém, com perfeita serenidade, a independência da solidão.

4 comentários:

  1. Joana Dalila Santos disse...

    Da mesma forma que é fácil criticar, ou atirar com um "Eu também era capaz de fazer isso" (mas não fez, e o que conta são os resultados)

  2. jrd disse...

    Porque a solidão é amiga e leal e vem sempre que a convocamos.

  3. mariadosol disse...

    que não exagere e se torne autismo... digo eu...

  4. Cleopatra disse...

    Jean Paul Sartre diria que o Inferno são os outros.
    Mas eu digo-te que o Inferno é a ausência dos Outros.
    não podemos para ser verdadeiramente independentes, ser fechados ao outro.