Problemas e oportunidades

Publicada por José Manuel Dias



Em meados dos anos 60 algumas empresas do sector do calçado iniciaram projectos de exportação para Angola. No mesmo do dia, dois vendedores de empresas distintas, uma de Felgueiras e outra de S. João da Madeira, desembarcaram em Luanda. Tinham como propósito fazer um levantantamento das potencialidades do mercado. No final do dia, depois de terem conhecido a cidade, mandaram "telexes" (os faxes apareceriam duas décadas mais tarde) para as gerências das respectivas empresas. Um deles dizia " Senhores, cancelem o projecto de exportação para Angola. Aqui ninguém usa sapatos! ". O outro dizia " Senhores, enviem-me, desde já, três contentores de sapatos e acelerem o projecto de exportação. Aqui andam todos descalços".
A mesma situação foi interpretada de modo diferente pelos dois vendedores. Onde um viu dificuldades, o outro viu oportunidades. Tudo na vida pode ter sempre duas visões. Depende de cada um de nós transformar problemas em oportunidades.

4 comentários:

  1. david santos disse...

    Olá, José Manuel!
    Afinal do meu Distrito? E a falar de calçado! Pois é! Calçado é aqui na minha terra.
    Bom trabalho. Parabéns.
    Até sempre.

  2. Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

    Isso é correto... Há sempre modos de interpretação de situações, que podem geram um desenrolar distinto... prefiro sempre os que naturalmente conduzem aos resultados positivos, ainda que com grandes esforços.

    Estou chegando agora de tua terra e estive nela por 1 mës, o que certamente poderia ser mais, mas náo [e poss[ivel... Lamentavelmente.

    Aproveito para te desejar muitas coisas boas nas festas que se aproximam e que teu novo ano seja repleto de boas novidades e com muitas realizacoes.

    Beijinhos,
    Cris

  3. Terra & Sal disse...

    Meu Caro José Manuel Dias:

    A vida é isso mesmo.
    Um pesadelo para alguns, uma miragem para outros.
    O mundo de negócios em Portugal é feito maioritariamente de “aventureiros”.
    São na maioria pessoas que jogam à sorte, sem noção das probabilidades de vencerem ou serem vencidos...
    Alguns, conseguem triunfar até “moldando” a sorte a seu jeito.

    É que, pelo meio, sabemos que há sempre histórias “cinzentas” quando não mesmo escuras como o breu...
    Seja do “Zé pedreiro” que agora até auto-estradas faz, ou do banqueiro de punhos de renda, filhote de gente com “traça” e “linhagem”que desde sempre frequentou “salões nobres”...
    Mas isso agora não importa.

    Sabemos é que, numa corrida em que muitos milhares participam, só alguns, poucos, a vencem...
    E claro, tal como os heróis que são condecorados por actos de bravura, muitas vezes esquecem-se os outros...
    Aqueles que fizeram o seu dever, comedidamente...
    Não calcaram o que é “sagrado” apenas para serem considerados triunfadores.
    Claro que me estou a referir aos milhares de pessoas que tentam a sua vida nos negócios e ficam pelo caminho...

    Bem, embora ache a metáfora interessante e pedagógica mesmo, eu cá para mim se fosse o vendedor mandava era reconverter a fábrica...
    Sapato novo e barriga vazia não dão mesmo...

    Um abraço José Manuel Dias eu entendo-o mas olhe que podemos "pegar" sempre numa coisa interessante e dar-lhe o nosso jeito...

    Eu acho que os verdadeiros cérebros deste país não têm “estômago” para serem “empresários”...
    Sei que é pena mas preferem viver a soldo dos tais “Zés-pedreiros”que agora até fazem auto-estradas...

    Há qualquer coisa que não os deixa passar disso...
    Se calhar são como aqueles bravos mas comedidos, que nunca são condecorados...
    Opções!

    Um abraço meu Caro Amigo que está interessante o post.

  4. Anónimo disse...

    Olá amigo,
    Hoje venho cá para te desejar um bom natal e um ano de 2007 cheio de vitórias.
    abraço