Gestão matricial

Publicada por José Manuel Dias


A gestão matricial é um sistema para gerir empresas que tenham quer uma diversidade de produtos quer uma diversidade de mercados. Numa estrutura de matriz, existe uma dupla responsabilidade, a nível de produtos e a nível de mercados. Os gestores passam, assim, a ter uma dupla informação: uma por via da direcção de produtos e outra através da direcção de mercados.
Foi a multinacional holandesa Philips quem deu início a este tipo de organização, no período pós II Grande Guerra, contudo, na década de 90, procedeu a um reajustamento total, em virtude dos resultados já não estarem em consonância com o esperado.
O problema tinha sido diagnosticado por Christopher Ballet e Sumantra Ghoshal, em artigo publicado na Harvard Business Review:
"A dupla informação levava ao conflito e à confusão; a proliferação de canais criava obstruções de informação na medida em que uma proliferação de comissões e relatórios parava a organização e a sobreposição de responsabilidades produzia lutas e perda de responsabilização".
A gestão matricial tem, no entanto, os seus entusiastas que alegam que é a melhor forma de organização nos casos em que a empresa tem de lançar novos produtos ou desenvolver um novo negócio.

9 comentários:

  1. sem-comentarios disse...

    Eu acho que é uma "politica" de gestão com muita qualidade.
    Curioso, eu ouvi dizer que a Universidade do Minho, está a fazer um estudo que configura o modelo de gestão matricial.

    Excelente post :)**

  2. [ CJT ] disse...

    Sim... "Googlizando" a expressão "gestão matricial" obtemos muitos resultados, inclusive de empresas que ainda a referem como sendo a sua forma de gestão de eleição. A Universidade do Minho é uma das casas que a utiliza, segundo o que está exposto no seu site.
    Curiosamente, parece ser o modelo adoptado por muitas organizações governamentais... o que talvez a coloque em descrédito... ;-)
    Na realidade, a gestão matricial pressupõe grupos interdisciplinares de estudo dos diversos relatórios [sabemos que tal, em grande parte das vezes, não resulta devido à mesquinhez dos envolvidos - nada mais] e a tal sobreposição de trabalho e responsabilidades pode, em casos onde não exista uma cultura de empresa, levar à confusão.
    É certo e sabido que levamos sempre em conta os nossos interesses, muitas vezes em detrimento dos da Empresa...
    Daí que o termo "matriz" seja, por si só, um contrasenso, a não ser nos serviços de estado...

  3. Lorena Sáez disse...

    Pese a que la traducción no fue muy buena, me parece un tema bastante interesante, sobre todo porque trabajo en una organización con un sistema un tanto anticuado.

    Saludos y gracias por la visita.

    Desde Chile traduciendo... :D

  4. luma disse...

    Parece que tenho que aprender muita coisa por aqui. Prometo me esforçar pra aprender. Gestão não é o meu forte!!
    Amanhã tem blogagem coletiva. Não sei se é do seu interesse mas falaremos da violência no mundo. Se interessa? Participe!!
    Boa semana! Beijus

  5. AC disse...

    Também na gestão as modas determinam métodos e o que é valido hoje poderá ser completamente obsoleto amanhã. A própria gestão é um negócio, sendo seguro que o excesso de informação gera confusão.
    Cpts

  6. veritas disse...

    Olá José Manuel!

    Ainda bem que estás de volta, reitero as tuas palavras...é na ausência que a presença mais se valoriza!

    Bjs

  7. Janaina Staciarini disse...

    A comunicação eficaz é essencial em qualquer tipo de relacionamento. Principalmente no empresarial.

  8. Sea disse...

    Acho que se deve cada vez mais encontrar soluções de gestão e acima de tudo, bons gestores!
    Beijos

  9. Guilherme Roesler disse...

    Muito interessante José Manuel Dias. Mias ums prova que quem não puder o ferecer serviços de qualidade no merdado está fora do jogo. Sempre tem que renovar. Abraços, Guilherme