A Segurança Social resolve

Publicada por José Manuel Dias


Com a actividade económica a abrandar, as receitas fiscais são penalizadas. Segundo os dados da execução orçamental, as receitas fiscais apenas cresceram 1,2 por cento nos sete primeiros meses de 2008 face a igual período do ano passado. Ora, o Orçamento do Estado (OE) para 2008 tem prevista uma taxa de crescimento de 5,6 por cento.
A diferença é explicada pela quebra no crescimento dos impostos indirectos (IVA, Imposto Automóvel, Imposto sobre o Tabaco ou sobre os combustíveis). E aqui, há ainda o dado suplementar de que foi em Julho que passou a vigorar a nova taxa de IVA de 20 por cento contra os 21 que ainda estavam em vigor em Junho. Mas não é esta diferença que explica tudo. Actualmente, o IVA está a crescer a um ritmo de 4,1 por cento, enquanto o Orçamento prevê um crescimento de oito por cento.
Este não deverá ser, no entanto, um problema para o Executivo já que a evolução das contas da Segurança Social mais do que compensam este efeito.Segundo os dados apresentados ontem pela DGO, o excedente da Segurança Social atingiu em Julho mais de 1253 milhões de euros. No orçamento para 2008, o excedente previsto para a Segurança Social não chegava aos 700 milhões. Uma diferença superior a 500 milhões de euros.Para justificar este "bónus" nas contas aparecem, essencialmente, três rubricas: as despesas com pensões, com subsídio de desemprego e com o subsídio de doença.
No primeiro caso, as despesas com pensões cresceram 6,1 por cento nos primeiros sete meses de 2008 face a igual período do ano passado, quando o orçamento prevê um crescimento de 6,8. Mas mais significativo ainda é o que se passa com os subsídios de desemprego e de doença. O orçamento previa que fossem gastos 1779 milhões de euros com os desempregados, mas, até ao final de Julho, apenas foram gastos cerca de 900 milhões. Fonte: Jornal Público, aqui.
O arrefecimento económico está a ter impacto no nível da recuperação de impostos mas, em contrapartida, o reforço da exigência e do rigor nas prestações sociais (desemprego e doença), aliados ao reforço da fiscalização, estão a gerar poupança expressivas a nível de Segurança Social.

Oportunidades de negócio

Publicada por José Manuel Dias


O número de famílias sobreendividadas que pedem ajuda à Deco - Associação de Defesa do Consumidor não pára de aumentar. Entre Janeiro e Julho deste ano, o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) daquela associação recebeu 956 processos de mediação e resolução de situações de manifesta dificuldade no pagamento de empréstimos. Destas quase mil famílias que pediram auxílio à Deco já em 2008, mais de metade (60%) possui entre três e dez empréstimos, um número que atesta o cada vez maior recurso a novos créditos para poder pagar dívidas de outros créditos em incumprimento.
O multiendividamento é um fenómeno em crescimento entre os consumidores portugueses e que leva a situações de ruptura no pagamento das prestações. De registar ainda que 5% dos pedidos de ajuda à Deco provêm de famílias com dez ou mais créditos.
A principal causa do sobreendividamento, verificada em 53% dos casos registados este ano, é o desemprego. Em segundo lugar, surgem os problemas de saúde, com 18%, e, em terceiro, alterações no agregado familiar, normalmente resultantes de divórcio, com 15%. Estas três causas principais são designadas pelos especialistas que estudam o sobreendividamento como o fenómeno dos três D: desemprego, doença e divórcio. Curiosamente, o agravamento do custo do crédito só justifica 8% dos processos entrados na Deco em 2008, numa altura em que as taxas de juro registavam já uma forte subida. Na distribuição por mês, verifica-se um número maior de pedidos de auxílio no mês de Julho, altura em que as famílias sobreendividadas terão mais tempo disponível para procurar resolver as suas situações de incumprimento perante a banca.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
O crédito tem sido ao longo dos séculos um instrumento de desenvolvimento económico. Nas duas últimas décadas o recurso ao crédito acentuou-se por parte dos particulares. Nem todos souberam, no entanto, "tomar a dose certa" . Situações imponderadas contribuem para o agravar de dificuldades e abrem-se novas oportunidades de negócio para os consultores financeiros. Diminuir o impacto do endividamento no orçamento do mês é um dos principais propósitos.

Record batido

Publicada por José Manuel Dias


Julho foi um mês de recordes em operações processadas pela SIBS. Na rede Multibanco foram efectuadas 75 milhões de operações, atingindo-se um máximo histórico, ultrapassando mesmo os levantamentos e pagamentos de multibanco realizados na última quadra natalícia.Em média, registaram-se diariamente mais de 2,4 milhões de processamentos nas caixas multibanco. Actualmente, os cartões registados na base de dados da SIBS ultrapassam já os 19 milhões (quase dois por cada cidadão registado em Portugal), tendo o número de caixas da rede atingido os 13 mil.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Os portugueses sabem ser práticos e usam cada vez mais os cartões. Estão, de resto, entre os primeiros a escolher o cartão de plástico como forma de pagamento. Mais cómodo, mais seguro, mais eficiente para quem paga e para quem recebe.

Somos os melhores

Publicada por José Manuel Dias


Somos um povo que anda sempre a encontrar domínios em que somos os melhores, por exemplo, somos os melhore a pronunciar línguas estrangeiras mas só falamos português, somos os melhores a encontrar soluções de improviso mas passamos a vida enrascados, somos os emigrantes mais trabalhadores mas por cá cheira a cera que tresanda. Somos os melhores em quase tudo, eu diria mesmo que somos os melhores em tudo menos naquilo em que há competição, seja a economia ou os jogos olímpicos.
A verdade é que apesar de sermos um povo que beneficia ao máximo de um bom clima ainda há por aí uns atletas que não se queixam de não terem condições, de não terem sido fruto de uma política desportiva nas escolas, que não foram bafejados pelas medidas de um responsável político competentíssimo, e apesar de tudo isso conseguem medalhas.
Apesar de tudo ainda conseguimos ganhar medalhas, ou melhor, temos atletas que se esforçam em ganhar medalhas já que não fui eu que dei o litro durante quatro anos, não me sujeitei a nenhuma dieta rigorosa nem dediquei cinco horas por dia a treinos intensos. Quem o fez foi Vanessa Fernandes, que vive no mesmo país dos falhados, a medalha é dela e não minha mais dos muitos outros que fazem um povo que se fosse um atleta não ganharia medalha nenhuma.
Com a devida vénia ao blogue O Jumento, com leitura integral aqui.

Quantidade versus qualidade

Publicada por José Manuel Dias


As vendas de vinho de Porto amentaram 2,1% para 404 milhões de euros de 2007, valor inferior aos 411 milhões de euros registados em 2003. O crescimento deve-se essencialmente aos vinhos mais caros, nomeadamente à categoria Vintage. Os produtores são categóricos: os problemas do Douro têm uma resposta – qualidade. Um pequeno grupo de famílias com forte tradição no universo vitícola como os Symington, originários da Escócia e ligados ao comércio de vinho há 13 gerações, optou por engarrafar vinho mais caro para alargar as suas vantagens competitivas. A Symington Family Estates tem 67 hectares de vinha e é uma das principais produtoras da região. O Quinta do Noval Vintage 2004, por exemplo, é vendido a 104,35 euros no retalhista português Wine O’Clock. As vinhas do Douro obedecem a um sistema de classificação que assenta em critérios como o tipo de solo. As uvas vendidas para a produção de vinho do Porto podem custar sete vezes mais que as uvas destinadas ao vinho de mesa, realça Charles Symington, director de produção da marca homónima que abastece regularmente a família real inglesa – como foi o caso no banquete que a Rainha ofereceu a Nicolas Sarkozy. “O futuro pertence aos produtores que souberem apostar na competência”, sublinha Adrian Bridge, administrador-delegado do grupo The Fladgate Partnership, já com 300 anos de história. E acrescenta: "há excesso de produção mas a qualidade escasseia".
Fonte: Diário Económico, aqui.
Um artigo excelente que põe a nu uma das maiores dificuldades da gestão. Não basta produzir, importa garantir a venda a preço interessante. O que é preciso fazer? Pensar estrategicamente! Definir um adequado posicionamento competitivo, tendo em conta o ambiente externo e a nossa realidade.

Um bom vinho quer uma boa rolha

Publicada por José Manuel Dias


As rolhas de cortiça da Corticeira Amorim são o vedante escolhido para o vinho servido nos Jogos Olímpicos de Pequim 08, divulgou a empresa em comunicado.Todos os vinhos servidos nos Jogos Olímpicos de Pequim são vedados exclusivamente com produtos de cortiça. O projecto resulta da associação entre a Corticeira Amorim e o maior produtor de vinho chinês, a COFO Wines & Spirits. A COFO Wines & Spirits, fornecedor da marca Great Wall, vinho exclusivo dos Jogos Olímpicos de 2008, possui uma relação de longa data com a Corticeira Amorim e participa neste projecto também com o objectivo de introduzir e fomentar práticas de sustentabilidade no processo de produção dos seus vinhos, de acordo com o comunicado emitido hoje.
Fonte: Jornal de Negócios desta data, aqui.

Madonna - Frozen

Publicada por José Manuel Dias



A mulher merece. Fez ontem 50 aninhos e continua plena de energia.

As coisas estão a mudar..

Publicada por José Manuel Dias


Muitas já ganham mais do que o marido ou companheiro. Outras são o principal, ou mesmo único, ganha- -pão lá de casa. Ao todo, quase 33% dos lares portugueses tem uma mulher como 'indivíduo de referência', um conceito usado em estatística para designar o membro do agregado familiar com mais elevado rendimento líquido. Os dados constam do Inquérito às Despesas das Famílias-2005/2006, divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A evolução é mais significativa se se disser que, entre as mulheres dos 24 aos 44 anos, que são indivíduos de referência para as respectivas famílias, o diferencial de rendimento em relação aos homens da mesma tipologia é praticamente nulo. Isto não ocorre nas mais idosas, fazendo com que, ainda hoje, nos agregados que têm mulheres como referência, o rendimento líquido anual seja mais baixo do que naqueles em que os homens exercem o mesmo domínio. Ou seja, são 19 467 contra 23 447 euros-
O nível de escolaridade do indivíduo de referência também influencia o rendimento médio das famílias, mas neste caso sem qualquer surpresa. As famílias cuja pessoa com melhor salário não ia além do primeiro ciclo do ensino básico só auferiam 16 392 euros por ano. Do lado contrário, quando o indivíduo de referência completou o ensino superior, o rendimento médio anual atinge os 47 614 euros.
As famílias portuguesas tinham, no período em que este inquérito foi efectuado (2005/2006) um rendimento líquido médio anual de 22 136 euros.
Fonte: Diário de Notícias
aqui.

Ney Matogrosso - Sangue Latino

Publicada por José Manuel Dias

Bendita lei (*)

Publicada por José Manuel Dias


O preço do barril de petróleo continuou hoje a recuar nos principais mercados internacionais, e atingiu mesmo o valor mais baixo dos últimos três meses em Nova Iorque, pouco acima dos 111 dólares.Os analistas de mercado atribuem a descida sobretudo à valorização do dólar e a dados hoje divulgados pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que apontam para uma estagnação na procura petrolífera a nível mundial, devido ao abrandamento da actividade económica.
A revisão das projecções da OPEP aponta para um crescimento da procura na ordem dos 1,03 por cento em 2009, o ritmo mais baixo dos últimos sete anos. “As perspectivas para a economia mundial degradaram-se ainda mais, com a emergência de dados que apontam para um abrandamento [da actividade económica] a nível global”, refere o cartel em nota hoje divulgada.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Da oferta e da procura. Para saber mais espreitar aqui e e compreenderá como os mercados tendem a alcançar o equilíbrio.

Estudar compensa

Publicada por José Manuel Dias


Em apenas um ano, o mercado de trabalho recebeu 40,4 mil licenciados à procura de emprego. Mas a resposta foi concludente, já que o País conseguiu absorver 44 mil indivíduos com formação superior, mais 6% do que no período homólogo anterior. Os dados, revelados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referem-se ao segundo trimestre de 2008.A população empregada que tem, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico, aumentou apenas 0,6%, enquanto que os que possuem um grau secundário ou pós-secundário contam mais 0,8%. A empregabilidade aumentou em todas as classes escolares, com excepção dos homens que apenas possuem o ensino básico (menos 0,3%) e das mulheres com o secundário (menos 2,6%). Nos licenciados, é indiferente o género, já que quer homens quer mulheres subiram 6%.A população empregada, estimada em 5,22 milhões de pessoas no segundo trimestre, registou um acréscimo homólogo de 1,4% (cerca de 73,5 mil indivíduos). O aumento do emprego foi mais favorável às mulheres, com mais 2,0% a arranjar trabalho, enquanto que o acréscimo no sector masculino não foi além dos 1,0%. Das 73,5 mil pessoas que arranjaram emprego, 46,6 mil são mulheres.
Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.

Vendedores ou Consultores de Compra?

Publicada por José Manuel Dias


"Na semana passada deu-me para parar em Coimbra em viagem para o norte. Almocei e entrei depois ao acaso numa sapataria para experimentar uns sapatos que tinha visto através da montra. Pedi ao empregado o número 42. Não sou um homem de grande pé. Vi depois o empregado regressar com três caixas. Como é costume, sentei-me. Corremos os modelos todos e, após um instante de observação, o empregado fez-me um complexo diagnóstico podológico. Que eu tinha uns pés altos e ligeiramente cavos e mais não sei o quê e com um calcanhar retraído e com tendência para curvar para dentro quando ando. Bom, chega de pormenores. Ficámos ali uns minutos a debater um tema que eu pensava ser só do agrado de certo tipo de “fetichistas”. Aconselhou-me outro par que de facto me pareceu melhor. E fiquei a ouvi-lo".
Pedro Lomba, no Diário Económico, aqui, relata-nos a sua experiência, explica as razões da motivação do empregado e conclui:
"Ao ouvi-lo, lembrei-me das vezes em que me desloco a um sítio para adquirir um serviço ou uma comodidade (pode ser comprar um livro, adquirir um electrodoméstico ou celebrar um contrato) e fico com a impressão de que quem me atende não faz a menor ideia de como me aconselhar. É como se eu próprio tivesse do outro lado a tentar responder às minhas próprias perguntas.
Este homem era o oposto. Não sei se tinha mesmo interesse no que fazia. Não perguntei. Mas havia nele algo profundamente moral: tinha um trabalho e queria executá-lo o melhor que podia e sabia. Obviamente, comprei os sapatos".
Uma lição de gestão de grande utilidade para a larga maioria dos nossos gestores e empresários
.

Rui Veloso - Porto Sentido

Publicada por José Manuel Dias

A importância da comunicação

Publicada por José Manuel Dias


A um líder de uma empresa não basta ser bom gestor. Numa época em que a comunicação e a imagem circulam à velocidade da luz, é preciso saber passar a mensagem certa no momento exacto. Conscientes desta realidade, os CEO das empresas procuram, cada vez mais, formação na área da comunicação, junto das universidades e as agências de comunicação. O objectivo é apenas um: conseguir que a mensagem que o líder passa seja exactamente aquela que deseja passar. Uma tarefa que, muitas vezes, implica anular algum ruído. “Alguns tiques podem ser um obstáculo à transmissão correcta da mensagem”, defende Assunção Sá da Bandeira, manager da Cunha Vaz & Associados.
Um artigo assinado por Catarina Madeira, no Semanário Económico desta semana que pode ser lido na íntegra, aqui.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias

As notícias da minha morte (*)

Publicada por José Manuel Dias


A economia portuguesa cresceu 0,4 por cento no segundo trimestre de 2008 face ao trimestre anterior, escapando a uma recessão técnica depois de no primeiro trimestre ter recuado 0,1 por cento.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9 por cento no segundo trimestre face a igual período do ano passado e 0,4 por cento face ao primeiro trimestre de 2008.
Com a revisão efectuada pelo INE, o primeiro trimestre de 2008 não foi tão negativo, com a economia a recuar apenas 0,1 por cento face ao último trimestre de 2007, quando na anterior estimativa rápida essa queda era de 0,2 por cento. Em termos homólogos não houve alteração e, tal como no segundo trimestre, a taxa de crescimento foi de 0,9 por cento.
Fonte: Público,
aqui.
A economia portuguesa está a aguentar bem a crise. Os dados divulgados podem até ser considerados excelentes atenta a situação vivenciada noutros países europeus como a Espanha, a Itália, a França e a Alemanha. Portugal incrementou o volume de emprego, diminuiu o desemprego, registou a segunda mais baixa inflação da zona Euro e conseguiu crescer. Está, pois, a resistir bem aos ventos adversos que sopram do exterior para profundo desgosto de uns tantos que só rejubilam com as más notícias.
(*) eram manifestamente exageradas.

Timbaland - Apologize

Publicada por José Manuel Dias

Guerra nas estradas?

Publicada por José Manuel Dias


João Picoito, professor catedrático convidado da Universidade de Aveiro, conta-nos em artigo de opinião publicado no semanário Expresso a experiência vivenciada por um colega finlandês nas estradas portuguesas. "Uma experiência aterrorizante" diz-nos o professor finlandês que entra em detalhes: "tentativas de abalroamento por não sair da faixa esquerda suficientemente depressa, passando pelas vulgares ultrapassagens pela direita, pelos carros colados na traseira a pressionar com sinais de luzes e buzinadelas". Uma viagem de Lisboa ao Algarve que não será facilmente esquecida.
João Picoito defende que o que se passa " nas nossas estradas é de todo inaceitável" e que importa repensar o método de formação dos condutores. Em seu entender "a preparação para tirar a carta devia ter três componentes de igual peso: educação e atitude cívica na estrada, código e prática de condução, esta com ênfase na condução em auto-estradas".
Não podemos deixar de concordar com o essencial do que diz e corroboramos da ideia que "mudar depende apenas de nós".

O segredo do sucesso

Publicada por José Manuel Dias


A partir de Outubro, um grupo de 20 a 25 escolas vai funcionar com novas regras de gestão. Até final do ano lectivo, a EPIS acredita que o manual de "boas práticas" estará em condições de se tornar operacional.
A EPIS, em parceria com a empresa MacKinsey e Company, trabalha desde Maio de 2007 na elaboração de um guia de boas práticas de gestão dos estabelecimentos escolares. O objectivo do manual é "servir de apoio, uma base para" os conselhos directivos "olharem", defendeu, ao JN, Diogo Simões Pereira. A partir de Setembro, o Conselho de Escolas passa a fazer parte da parceria.
O segredo do sucesso é quase básico: "um bom gestor e um bom corpo docente produzem bons resultados", independentemente do contexto socioeconómico em que a escola está inserida, garante o administrador da associação.
"As escolas com melhores resultados são as que fazem de forma mais detalhada o seu planeamento e gestão da sua actividade". Ou seja, insistiu, "são as que geram mais e que trabalham mais próximo das famílias e com os docentes". São também as que investem mais na formação dos seus professores - esta tendência revelou-se, mesmo, linear: docentes "mais qualificados têm melhores resultados".
Ler na íntegra aqui, Jornal de Notícias desta data.

Os 3 D's

Publicada por José Manuel Dias


Os divórcios são responsáveis por um terço do incumprimento à Banca em Portugal. Olhando para o valor do total do crédito malparado nos primeiros cinco meses do ano, 2,59 mil milhões de euros, o fim do casamento responde por mais de 800 milhões de euros de dívidas incobráveis, o que representa mais de dois milhões de euros por dia, avança o «Correio da Manhã».
Em 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foram decretados 23.935 divórcios.
Isto significa que por cada 100 casamentos celebrados 48 acabam em divórcio. Uma taxa que afasta as empresas de seguros de protecção de crédito de um nicho de mercado significativo.
«O risco é muito elevado», diz o director-geral da Genworth Financial, Luís Marques.
«Um terço do incumprimento à Banca é por motivos de divórcio e os outros dois terços são devidos ao desemprego, a doença», e outras situações, resume o executivo, «a doença é a que apresenta menor risco» às seguradoras.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.
Desemprego, doença e divórcio explicam a larga maioria dos incumprimentos no Crédito Habitação. Divórcio à vista? Aumenta a probabilidade de incunprimento, como se pode concluir pelos dados disponibilizados neste artigo.

Brandi Carlile - The Story

Publicada por José Manuel Dias

Oportunidades de negócio

Publicada por José Manuel Dias


O Millennium BCP criou linhas de crédito de médio prazo para financiar as exportações de bens de equipamento e serviços portugueses para Angola. As linhas de crédito disponibilizadas pelo banco “traduzem-se num leque alargado de soluções financeiras desenhadas para responder às exigências dos seus clientes, independentemente do produto ou serviço a exportar”, lê-se em comunicado divulgado hoje. O apoio às exportações para Angola vai ser feito pela modalidade de crédito ao comprador, por períodos entre os dois e os sete anos, com a cobertura de riscos através da Cosec, quando os bens a exportar e os montantes envolvidos se enquadrem na Convenção Portugal-Angola.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Angola é já o um dos principais destinos das nossas exportações. Situa-se em quinto lugar, à frente dos Estados Unidos, e depois da Espanha, Alemanha, França e Reino Unido. Máquinas e aparelhos mecânicos e bens agro-alimentares são os principais produtos exportados para este país africano. Em 2007 Portugal exportou para Angola 1,7 mil milhões de euros, mais 39% que no ano anterior. Nos primeiros seis meses do ano em curso este mercado rendeu às empresas portuguesas 955 milhões de euros, se a tendência se mantiver, ficaremos perto dos 2 mil milhões de Euros. Angola representa uma excelente oportunidade de negócio, aproveitá-lo, é uma aposta estratégica, sobretudo numa situação de anemia económica da União Europeia. O Millennium Bcp sabe o que faz, ver em detalhe aqui.

A brincar também se aprende...

Publicada por José Manuel Dias


Fomentar o interesse pela prática do cálculo mental e desenvolver o interesse pela Matemática de forma lúdica são alguns dos objectivos do Campeoneto de superTmatik de Cálculo Mental cujas inscrições decorrem até 31 de Janeiro. O campeonato destina-se a alunos do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico – de escolas públicas e privadas – que queiram mostrar que são verdadeiros talentos na área do cálculo mental. Durante o torneio os alunos têm de criar e utilizar estratégias de cálculo próprias e inovadoras para responderem de forma rápida e correcta às perguntas e problemas que lhes são colocados.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Para Angola, em força!

Publicada por José Manuel Dias


Angola é um mercado cada vez mais importante para as exportações portuguesas, especialmente com a Europa a arrefecer. Até ao fim do ano, vai valer 1,9 mil milhões de euros.
Máquinas, materiais de construção, instalações eléctricas, alimentos, carros, cerveja, cutelaria, papel são alguns dos produtos que explicam a forte subida das exportações portuguesas para Angola, país que absorve já quase 5% das vendas totais ao exterior.
No primeiro semestre, este mercado africano rendeu às empresas nacionais mais de 955 milhões de euros em facturação, 25% mais do que no mesmo período do ano passado. Se a tendência se mantiver no segundo semestre, como costuma acontecer, as vendas ultrapassarão facilmente 1,9 mil milhões de euros em 2008. Angola tornou-se, este ano, o melhor cliente das exportações portuguesas fora da Europa. Passou a ocupar o quinto lugar, ultrapassando os Estados Unidos. Mais recentemente suplantou a Itália. E, nos próximos meses, deverá destronar o Reino Unido como quarto maior destino já que este compra cada vez menos. Quando tal acontecer à sua frente ficarão apenas três países: Espanha, Alemanha e França.
Angola está a ser uma ajuda importante para que a economia portuguesa consiga amortecer os efeitos nocivos da crise que faz travar a maioria dos parceiros mais desenvolvidos. “Angola está em crescimento muito acelerado e tem ajudado a colmatar as dificuldades sentidas noutros mercados, como os Estados Unidos”, exemplifica David Ribeiro, presidente da Cutipol, a fabricante de cutelaria.
No Diário Económico de hoje, para ler na íntegra
aqui.

Ala dos Namorados - Caçador de Sóis

Publicada por José Manuel Dias

Jogos Olímpicos

Publicada por José Manuel Dias



A História dos Jogos Olímpicos contada pelos cartazes oficiais. Um trabalho deslumbrante que pode ser visto clicando aqui. Da responsabilidade de Leonel Vicente e Paulo Querido.

Jogos são Jogos

Publicada por José Manuel Dias



Abertura Jogos Olímpicos 2008.

O problema não é só "deles"

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com uma nota interna da TAP, citada pela Lusa, os trabalhadores são convidados a intervir, a partir da próxima semana, dadas "as dificuldades criadas pela crise dos combustíveis, que obrigam a recorrer a todas as formas de controlar os custos".
As propostas dos trabalhadores, remetidas para o e-mail poupar@tap.pt, serão posteriormente avaliadas pelo comité de gestão e acompanhamento, responsável por desenhar as grandes medidas de contenção da TAP, de que são exemplo a suspensão de 60 voos a partir de Outubro e a rescisão do Acordo de Empresa, ainda em negociação.
A TAP registou prejuízos de 136 milhões de euros, o pior resultado dos últimos anos, no primeiro semestre deste ano face a igual período de 2007, reflectindo o “aumento brutal” do preço dos combustíveis. A transportadora gastou 312 milhões de euros em combustíveis, mais 133 milhões que nos primeiros seis meses do ano passado, o que representa um agravamento de 75 por cento.
Fonte: Jornal Público aqui.
Há ainda muito boa gente que pensa que os problemas que as empresas enfrentam dizem apenas respeito aos sócios (ou accionistas) e aos gestores. Nada mais errado. Um mau desempenho de uma empresa penaliza não apenas os detentores do capital e os gestores mas também os trabalhadores pois se a empresa tiver piores resultados verão reduzida a sua segurança de emprego, podendo, inclusive, perder o posto de trabalho em caso de encerramento da empresa. Existem também outros interessados (ou Stakeholders) numa boa performance da empresa: clientes, fornecedores, sociedade em geral e, ainda, o Estado, por via dos impostos, que pode arrecadar. Neste enquadramento anda bem a Administração da TAP em envolver os trabalhadores inquirindo-os sobre medidas para recuperação da empresa. O discurso de alguns sindicalistas pode levar a pensar que o problema é só "deles" (da Administração). Não é. É de todos, designadamente dos trabalhadores da TAP e, até, nosso, que somos "accionistas do Estado" por via dos impostos que pagamos.

Mercado da habitação

Publicada por José Manuel Dias


A subida das taxas de juro e as regras mais rígidas das instituições financeiras em conceder empréstimos para aquisição de casa estão a levar cada vez mais famílias a recorrerem ao arrendamento.
“ Com a subida das taxas de juro deixou de ser compensador comprar casa”, adianta Frederico Mendoça, responsável pelo departamento residencial da Abacus -Savills. Ao mesmo tempo, há uma maior oferta de casas para arrendar, já que, como não se conseguem vender, os proprietários e promotores colocam-nas para arrendar. Uma situação peculiar que permite a diminuição dos valores das rendas em muitas zonas, especialmente nas periféricas das grandes cidades de Lisboa e Porto.
A procura para arrendamento é constituída por famílias que deixaram de conseguir pagar os empréstimos ao banco, jovens casais ou casais divorciados a quem são negados empréstimos, ou famílias que vendem as casas e preferem esperar mais algum tempo para comprar uma nova habitação.
Fonte: Semanário Económico de 8 de Agosto de 2008
Elisabete Soares, no Semanário Económico desta semana, oferece-nos uma excelente análise do mercado da habitação, com particular enfoque no mercado de arrendamento. Estamos longe da época em que mais de metade da contrução se destinava ao arrendamento, início da década de 70, mas, já temos mais do que os 5% da altura do boom da compra de habitação própria ( 1998-2000). Um artigo que vale a pena ler na íntegra aqui.

Crédito mais selectivo

Publicada por José Manuel Dias


O aumento dos spreads, das garantias exigidas e a diminuição do rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia foram as formas usadas para restringir a cedência dos empréstimos. A implementação de medidas restritivas baseia-se “na deterioração das expectativas quanto à actividade económica” e na maior probabilidade de os consumidores não conseguirem pagar a dívida. As perspectivas pessimistas para o mercado de habitação e a fraca confiança dos consumidores influenciaram de forma negativa, de acordo com os bancos inquiridos, a procura de crédito para a compra de casa.
Também a concessão de empréstimos ou linhas de crédito a empresas foi restringida com a aplicação de spreads mais elevados, no segundo trimestre deste ano. Mas a procura destas formas financiamento não se alterou “significativamente”, tendo apenas uma instituição referido “uma ligeira diminuição da procura" nos últimos três meses, lê-se nos resultados do inquérito divulgados pelo Banco Central Europeu. As mudanças na concessão de empréstimos devem-se “a uma avaliação bastante mais cautelosa do risco de crédito a nível mundial”, quando os EUA vivem uma crise de crédito hipotecário de alto risco e os mercados financeiros permanecem num período de turbulência.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Novos mercados

Publicada por José Manuel Dias


Cerca de 55% das vendas das empresas nacionais ao exterior vão para destinos à beira de uma recessão ou em forte travagem – Espanha é o caso mais paradigmático, mas a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos são também mercados de peso. A única escapatória – como bem sabem os empresários, a avaliar pelos voos cheios para Angola – está nos mercados emergentes. É aqui (Angola, Brasil, Rússia, China) que se poderá ir buscar oxigénio para aguentar a asfixia actual. São mercados arriscados e exigentes – mas, para muitas empresas, são a única saída. Fonte: Diário Económico, aqui.

David Fonseca - "The 80's"

Publicada por José Manuel Dias

Diz quem sabe...

Publicada por José Manuel Dias


Em Portugal há 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados e, por isso, não encontram qualquer comprador, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da APEMIP, José Eduardo Macedo."Estimo que actualmente a oferta de imóveis usados no mercado português ascenda a 200 mil, mas porque estão sobreavaliados não encontram comprador", disse o dirigente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). Segundo José Macedo, estima-se que hajam 200 mil imóveis usados "na cabeça dos proprietários". "Os preços pedidos estão ainda relativamente próximos dos valores a que são vendidos os imóveis novos, mas por estarem sobreavaliados os compradores não optam por os adquirir", sublinhou.
O responsável pela APEMIP disse à Lusa que o parque imobiliário edificado, que ascendeu a 64 mil imóveis em 2007, estima-se que deverá crescer este ano mais 50 mil unidades. Há 5,7 milhões de imóveis edificados, mas entre 800 mil a um milhão não reúnem condições mínimas de habitabilidade ou estão muito degradadas. "Estamos numa fase em que a construção não é paradigma, mas sim a reabilitação, além da construção atendendo à sustentabilidade e eficiência ambiental", sublinhou.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Subida de Taxas afastada, por ora....

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, reconheceu hoje que o crescimento na Zona Euro enfraqueceu e deu entender, segundo a leitura feita pela agência AFP, que, apesar de uma inflação "inquietante", novas subidas nas taxas de juro devem estar afastadas no imediato. "Identificámos alguns riscos para o crescimento", disse, apontando para um abrandamento do crescimento no segundo e no terceiro trimestres do ano.
Os últimos indicadores económicos "sugerem que o crescimento real para meados de 2008 será substancialmente mais fraco que para o primeiro trimestre do ano", reconheceu, sem entrar em detalhes. "Vamos esperar pelas novas previsões (...) em Setembro", acrescentou o presidente do BCE, quando interrogado sobre o risco de recessão admitido por um número cada vez maior de economistas.
O Conselho de Governadores "não tem orientação" para os próximos tempos e nunca se compromete, o que, atendendo ao jargão habitualmente usado pelo presidente do banco central, leva a AFP a interpretar que está a fechar a porta a novas subidas das taxas no imediato.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Descer, subir ou manter a taxa de juro? A satisfação de uns é a incomodidade de outros. As decisões não são fáceis e o unanimismo nunca se consegue. A intenção e a realidade nem sempre convergem. Por ora os devedores sossegam...

Cartões sem PIN

Publicada por José Manuel Dias


A SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços anunciou que vai, a partir de 2009, introduzir novos cartões e terminais de pagamento de baixo valor que dispensam a marcação do código PIN.
"O novo cartão funcionará apenas para os pagamentos mais pequenos e as pessoas poderão sempre optar pelo pagamento com o novo cartão ou com o Multibanco normal", explicou fonte da empresa. Os principais benefícios da nova tecnologia são a comodidade, rapidez e redução de custos, disse.
Portugal será o primeiro país da Europa a ter este tipo de pagamentos disponível a todos os emissores e com as mesmas regras de funcionamento.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
A SIBS é um caso de sucesso. A sua criação remonta à década de 80 e foi o resultado da cooperação da comunidade bancária. A automatização das transacções bancárias rotineiras, criação de uma rede de serviços interbancários, universal e aberta a todos os participantes no projecto, corresponderam a iniciativas que se traduziram em melhor serviço para os clientes e e ganhos de eficiência não desprezíveis. Um exemplo para muitos sectores de actividade...

50.000 visitas

Publicada por José Manuel Dias


Reparo que já ultrapassámos as 50.000 visitas. O contador Sitemeter conta com já 50.013. O visitante número 50.000 é dos USA, da cidade de Newburyport no Estado de Massachusetts e chegou a COGIR através do Google pesquisa "empreendedorismo". Um tema a que dedicámos alguns posts, a maioria dos quais da responsabilidade do Professor Emanuel Leite.
Portugal e Brasil respondem por cerca de de 90% dos acessos. Estados Unidos, Moçambique, e Angola são os países que se seguem. Vêm parar cibernautas de todos os continentes, como se pode verificar pela distribuição dos visitantes. O mundo está transformado numa aldeia global.
Obrigado a todos os que por aqui têm passado. Voltem sempre!

Viagens na minha terra (2)

Publicada por José Manuel Dias


A aldeia de Soajo, localizada em pleno Parque Natural Peneda Gerês, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez. É uma aldeia muito conhecida pelo conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo datará de 1782. A sua construção tinha como propósito proteger as espigas de milho das intempéries e dos animais roedores. A qualidade da gastronomia e as paisagens são duas boas razões para revisitar esta aldeia.

E a cenoura?

Publicada por José Manuel Dias


É muito. Está acima da média da OCDE. É demais para um país que se quer desenvolvido. Não estão em causa apenas os esquemas de fuga ao fisco ou à Segurança Social, é mais do que isso. São todos os estratagemas usados para fintar as regras de funcionamento da economia, nos licenciamentos, na protecção do ambiente, na segurança no trabalho. É o pior do ‘nacional porreirismo’. Esta é uma das principais causas do atraso do país relativamente às médias internacionais, uma vez que permite a sobrevivência de empresas sem futuro nem razão de existir. Como conseguem escapar às obrigações com o Estado e a sociedade, estas empresas têm custos inferiores e continuam a operar, apesar de mal geridas e de muitas vezes não serem competitivas. Ainda assim, acabam por roubar clientes aos cumpridores, que são penalizados por seguirem as regras. As consequências são óbvias. Primeiro, há um nivelamento por baixo, o que resulta numa evolução da produtividade abaixo do que é necessário para a expansão da economia. Segundo, há a questão moral: nenhuma sociedade pode ter um futuro risonho se tolerar níveis elevados de desrespeito pelas leis. Portanto, a questão é: como se resolve a chaga da economia informal? Com muito pau e cenoura.
Bruno Proença no Diário Económico desta data, aqui.
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) vai colocar inspectores tributários e funcionários dos serviços de Finanças a visitar pessoalmente contribuintes com dívidas em processos de execução de forma a identificar o património que estes possuam e que pode ser penhorado. Se não existir património, no caso das empresas, é iniciado um processo de reversão, passando as dívidas a ser exigidas aos responsáveis das empresas devedoras.
Jornal Público, aqui.
Simplificar processos, reforçar o controlo, penalizar os incumpridores são medidas necessárias à diminuição da economia paralel. Convirá, no entanto, perguntar: e a cenoura onde está?

António Pinho Vargas - Vilas Morenas

Publicada por José Manuel Dias

Promover a competitividade

Publicada por José Manuel Dias


Alargamento para dez anos do prazo de prescrição dos crimes fiscais mais complexos, criação de um balcão único a nível municipal para agilizar o contacto com as empresas, reforço do aconselhamento nos primeiros anos de negócio e melhorias de formação dos juízes em matérias económico-financeiras, estão entre as 61 medidas sugeridas pela COTEC ao Ministério das Finanças para combater a economia informal considerada um dos grandes "entraves" à inovação empresarial, à concorrência e à competitividade das Pequenas e Médias (PME) empresas.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Um contributo da associação COTEC Portugal que visa combater a economia informal ou dito de outro modo a economia em que os agentes económicos não cumprem com as suas obrigações (fiscais e legais). Para além do impacto negativo nas receitas públicas não devemos negligenciar o facto desta situação manter operadores menos eficientes no mercado, em resultado das "vantagens" da fuga às obrigações, com manifesto prejuízo dos que observam as melhores práticas. Estima-se que a economia informal atinja cerca de 25% do PIB. Minorar este problema passa pela responsabilidade social individual e pelo reforço de vigilância da administração tributária, como bem sugere a COTEC.

O Mantorras resolve

Publicada por José Manuel Dias


A crer no comportamento dos portugueses diria mesmo que o combustível está a preços de saldo, são muito poucos os que conduzem de forma a minimizar o seu consumo. Este comportamento faz-me lembrar a velha convição dos Benfiquistas, quando a equipa está em apuros dizem logo que “Mantorras” resolve, a equipa pode jogar mal que o Angolano vai lá e desfaz o adversário. Aliás, a generalidade das equipas tem o seu resolvedor de problemas, no estádio do Sporting são sempre visíveis os cartazes a dizer que “Liedson resolve”.
Enquanto portugueses comportamo-nos como os adeptos de equipas em apuros, encontramos sempre quem nos resolve o problema,em regra é o governo, se este for mal sucedido recorremos ao presidente, se nem assim a coisa vai pedimos que entre a líder da oposição e quando tudo falha há sempre alguém que assegurar que se Salazar (no Benfica seria o Eusébio) fosse vivo haveria de encontrar uma solução.
Para quê preocuparmo-nos ou empenharmo-nos na solução dos nossos problemas? O Mantorras resolve.
Com a devida vénia do blogue O Jumento, leitura integral aqui.

Combater a economia informal

Publicada por José Manuel Dias


A Associação Empresarial para a Inovação – COTEC Portugal –, liderada pelo ex-banqueiro Artur Santos Silva, apresenta hoje um retrato da ‘Economia Informal em Portugal’ e 50 medidas necessárias para combater o fenómeno, que já representa 25 por cento do PIB, ou seja, mais de 30 mil milhões de euros.
Para os responsáveis da COTEC, a "economia informal constitui um sério entrave à concorrência, à competitividade e à inovação empresarial", pelo que o grupo promoveu um estudo para analisar os mecanismos que alimentam este fenómeno. O estudo foi desenvolvido pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e tem entre os responsáveis nomes como Vasco Rodrigues, Miguel Cadilhe e Alberto Castro.
O grupo vai propor vários instrumentos e políticas para minimizar os efeitos da economia informal ao nível do sistema fiscal, da Justiça e dos processos de licenciamento.
O objectivo principal passa por reduzir "o grau de incidência da economia informal no País". Entre algumas das acções que se incluem no fenómeno estão irregularidades na contratação de trabalhadores ou a falta de pagamento de certos impostos.
Fonte: Correio da Manhã desta data, aqui.
25% do PIB, mais de 30 mil milhões de Euros é obra! Faz todo o sentido combater a economia informal. Aplauda-se o trabalho realizado e aguarde-se pela divulgação das medidas.

Prémio Nacional de Professores

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação promove a atribuição anual de um Prémio Nacional de Professores, com o objectivo de distinguir professores que revelem, ao longo da carreira, a adopção de boas práticas e capacidade de lidar com as dificuldades, tornando-se uma referência para os seus pares e para os seus alunos, bem como para a restante comunidade educativa. No ano de 2008, vai decorrer a segunda edição do concurso, podendo as candidaturas ser submetidas electronicamente através do Portal da Educação (www.min-edu.pt), a partir de 10 de Março até 15 de Setembro de 2008.
Para conhecer em detalhe é só espreitar aqui.
O benchmarking é um excelente instrumento de melhoria de desempenho. Conhecer quem faz melhor e como faz melhor é de utilidade para todos. Os professores têm por esta via uma boa oportunidade de "adoptar boas práticas" em ordem a conseguir melhores resultados. Todos ficam a lucrar.

A importância do networking

Publicada por José Manuel Dias


O networking é a cunha do século XXI. Ou antes, é a cunha naquilo que tem de positivo. Melhor ainda é como a descreveu o criador e líder do projecto Star Tracking Tiago Forjaz: "O explorar de sinergias." Uma pessoa conhece outra pessoa e outra e outra e, quantas mais conhecermos, maiores as probabilidades de um emprego melhor, de mais clientes, de mais negócio. Ou de eu e o leitor juntarmos os nossos negócios para um outro negócio. No entanto, não basta ter o nome nas agendas ou BlackBerrys alheios, é preciso ser bom naquilo que se faz. O que, convenhamos, faz toda a diferença face ao sistema antigo que apenas servia para enfiar sobrinhos na PT ou num ministério. (Para os que não sabem o que seja isso do BlackBerry, esclareço que é um telemóvel xpto para quem não pode passar um minuto sem acesso ao correio electrónico ou às cotações da Bolsa.)
Retirado daqui, artigo de João Villalobos, Orgulhosamente nós, no Diário de Notícias.

Aprender a poupar...

Publicada por José Manuel Dias


"O louco disparar do preço do petróleo forçou-nos a mudar alguns hábitos. O Governo percebeu que era obrigatório e urgente atenuar a nossa enorme dependência do petróleo e, por isso, apoiou e favoreceu investimentos em energias alternativas, renováveis e limpas. Os construtores de automóveis perceberam que não podiam continuar a hipotecar as suas vendas futuras e, por isso, descontinuaram o fabrico de modelos bêbados de gasolina (como Hummer e os grandes SUV) , aceleraram a investigação de combustíveis alternativos e apostam na produção de carros que gastam pouco .Os 60 mil automóveis por dia que desde o início deste ano deixaram de entrar em Lisboa estão aí a provar que os brutais e sucessivos aumentos do preço da gasolina, obrigaram muitos de nós a fazer as contas, encostar o carro e passar a usar os transportes públicos. Os preços exorbitantes atingidos pelo barril de brent forçaram-nos a uma dieta pobre em derivados do petróleo. Agora que o preço do barril recuou 27 dólares , em apenas duas semanas, seria uma pena se não aproveitássemos esta crise para continuarmos a lutar por um estilo de vida mais saudável para o planeta Terra".
Jorge Fiel, no Diário de Notícias de hoje, elenca algumas das vantagens da subida do preço do petróleo, defendendo que devemos continuar a combater o desperdício de energia. Não podíamos estar mais de acordo. Para ver o artigo na íntegra clicar aqui.

Um país diferente e bem melhor

Publicada por José Manuel Dias


Uma investigadora portuguesa ganhou o mais alto galardão europeu para a investigação científica. Dois irmãos criaram uma empresa de investigação e apresentaram esta semana o computador portátil Magalhães, criado para crianças em idade escolar e que poderá vir a ser exportado para o mundo inteiro. Um português criou, há um ano, a Star Tracker, uma rede de relacionamento e contactos sociais que reúne talentos portugueses dispersos por 144 países do mundo num total de 15.000 emigrados ou descendentes de emigrantes lusos que exercem funções de destaque nos países de acolhimento. É outra raça de portugueses: os que não ficaram sentados à espera do subsídio, do favor, da ‘cunha’. Aqueles que um dia poderão dizer “eu fiz isto e isto pelo meu país”. Se houvesse muitos mais assim, seríamos, seguramente, um país diferente e bem melhor,
Miguel Sousa Tavares, no semanário Expresso de 3 de Agosto de 2008

Toca a todos...

Publicada por José Manuel Dias


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou hoje ter aumentado o seu capital social em 400 milhões de euros para os 3,5 mil milhões de euros, através da emissão de 80 milhões de novas acções, com um valor nominal unitário de cinco euros, que foram integralmente subscritas pelo Estado, accionista único da instituição.
Tendo presente a estratégia de crescimento da actividade do Grupo, nomeadamente nos mercados internacionais, o aumento do capital da Caixa Geral de Depósitos, S.A. justifica-se pela necessidade de assegurar os níveis de solvabilidade claramente acima dos limites prudenciais aceites pela entidade de supervisão e adequados à sua posição de liderança no mercado financeiro português e à sua notação de rating internacional, factores imprescindíveis para manter num patamar competitivo o respectivo custo de financiamento e, consequentemente, a respectiva rendibilidade", explica a CGD.
Fonte: Diário Económico de 1 de Agosto, aqui.

Diana Krall - Just The Way You Are

Publicada por José Manuel Dias

Maior rigor e mais transparência?

Publicada por José Manuel Dias


Foi uma verdadeira chuva de concursos públicos o que se verificou nos dias que antecederam a entrada em vigor do novo Código dos Contratos Públicos (CCP) - quarta feira, 30 de Julho. Trezentos nos últimos dois dias, uma média de 40 por dia no últimos dois meses. Em períodos normais, a média de concursos públicos anunciados por dia no Diário da República é de cerca de uma dezena. Serviços municipalizados e empresas municipais, regiões autónomas, hospitais, câmaras e juntas de freguesia, ministérios e empresas públicas como a Rave, a Refer ou a Estradas de Portugal (vários por dia, quase todos os dias), e até o Tribunal de Contas. Com tantos exemplos, parece que as empresas e instituições andaram numa correria para evitar as novas regras do CCP, pelo que lançaram os concursos para empreitadas e para fornecimentos de serviços ao abrigo da anterior lei. O novo regime introduziu alterações profundas na área da contratação pública. São elas, em última instância, que justificam a verdadeira "corrida aos concursos" dos últimos meses. Por um lado, estão em causa as alterações das regras, que têm como objectivo aumentar o rigor e a transparência no acto da contratação e no período de vigência dos contratos. Por exemplo, passou a ser obrigatória a publicitação, durante seis meses, de quaisquer modificações do contrato que representem um valor acumulado superior a 15 por cento do preço contratual, sob pena de pôr em causa a própria eficácia da adjudicação). Por outro lado, não é negligenciável o facto de a grande maioria dos cerca de 5500 donos de obras públicas e entidades que se submetem à regra da contratação pública (como as instituições de solidariedade social) não estarem ainda apetrechadas técnica e formalmente para montar concursos de acordo com as novas regras.
Fonte: Jornal Público,
aqui.

Participar no Star Tracking

Publicada por José Manuel Dias


Desafiamos-te a explorar o potencial desta rede, propondo iniciativas concretas que possam contribuir para um Portugal vencedor, por isso, se quiseres abraçar esta causa deves comprometer-te com algumas regras simples:
1) Não dizer mal de Portugal;
2) Explicar porque te orgulhas de ser Português;
3) Fomentar o networking com Portugueses;
4) Participar cívica e socialmente na construção do futuro do nosso País;
5) Participar activamente no Star Tracking com ideias, projectos e opiniões para a construção de um Portugal vencedor;
6) Participar na implementação de um projecto que faça bem a Portugal;
7) Divulgar o Star Tracking junto do teu network de amigos talentosos.
Quer saber mais? É só espreitar aqui.
Portugal precisa de portugueses que acreditem no seu valor e que tenham orgulho no seu país. Há muito boa gente que se não mudar de atitude nunca poderá associar-se a esta causa: construir um Portugal vencedor.
Poderá ver os vídeos do encontro Star Tracking de 31 de Julho de 2008, clicando no "Lugar do conhecimento".

Norah Jones - My Dear Country

Publicada por José Manuel Dias

Cogir (Cogitar+Agir)

Publicada por José Manuel Dias


Pensar é deliberar sobre a acção antes de agir, e reflectir em seguida sobre a acção efectuada. Pensar e agir são inseparáveis. Toda acção está sempre baseada numa ideia específica quanto a relações causais. Quem pensa uma relação causal, pensa um teorema. Acção sem pensamento e prática sem teoria são inimagináveis. O raciocínio pode ser falso e a teoria incorrecta; mas o pensamento e a teoria estão presentes em toda acção. Por outro lado, pensar implica sempre imaginar uma futura acção. Mesmo quem pensa sobre uma teoria pura pressupõe que a teoria é correcta, isto é, que uma acção efectuada de acordo com o seu conteúdo teria por resultado um efeito compatível com seus ensinamentos.
Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. IX

O absentismo dos Deputados

Publicada por José Manuel Dias


Os 230 deputados da Assembleia da República deram mais de 1500 faltas nas 109 reuniões plenárias da terceira sessão legislativa, das quais só 10 foram injustificadas. Manuel Alegre, PS, e Carlos Gonçalves, PSD, são os recordistas, com 39 faltas.
Os deputados do PSD foram os mais faltosos, com 675 faltas, uma média de nove faltas por deputado e de seis faltas por sessão.
Logo a seguir, a bancada socialista registou 593 faltas, uma média de cinco por deputado e por sessão.
Seis deputados foram obrigados a descontar parte do ordenado mas nenhum perdeu o mandato - o que acontece com mais do que quatro faltas injustificadas.
Houve vinte e três deputados nunca faltaram nos dez meses da sessão legislativa: 15 são do PS, quatro do PSD, dois do CDS-PP, um do PCP e outro do PEV.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Ao que nos dizem, desde que José Sócrates é Primeiro Ministro o absentismo dos parlamentares reduziu. É bom que assim seja. O exemplo deve "vir de cima"...

Não há sectores condenados...

Publicada por José Manuel Dias


Foi o primeiro sector da economia a sofrer o embate da abertura de mercados. Muito por culpa da mão-de-obra barata em que assentava a sua competitividade. O que sucedeu a seguir é conhecido: falências em massa, aceleradas pela abertura dos mercados às importações da China e Índia. Não tardou que aparecessem as habituais carpideiras a sugerir que não havia lugar para o têxtil.
A experiência recente mostra que não é assim. Veja-se o aparecimento de empresas cujo modelo de negócio não assenta na mão-de-obra barata mas no valor acrescentado (com inovação à mistura). Quem visitar a cintura industrial têxtil constata que, no meio dos destroços fumegantes de empresas que não se adaptaram à mudança, estão a nascer unidades empresariais de ponta. Com capacidade para competir com os melhores. Como as empresas que fornecem equipamentos de ponta aos atletas, de várias nacionalidades, presentes nos Jogos Olímpicos (v.g. a Petratex, cujo fato de banho está a fazer cair recordes do mundo na natação). Empresas que já não se limitam a fabricar, mas a inovar. E a patentear as inovações, verbo até há pouco inexistente no dicionário da gestão portuguesa. O que se está a passar na indústria têxtil é a confirmação de que não há sectores condenados. Há empresas bem e mal geridas. Cortesia da abertura dos mercados, que obrigaram os empresários a usar a cabeça, em vez do proteccionismo, para sobreviver.
Camilo Lourenço no Jornal de Negócios, aqui.
Objectivos bem definidos, uma estratégia bem delineada, uma boa implementação e um controlo cuidado permitem alcançar boas performances que se traduzem em benefícios para todos os stakeholders. Como diz Camilo Lourenço "não há sectores condenados, há empresas bem e mal geridas"...

Assim se faz Portugal...

Publicada por José Manuel Dias


Nove selecções que participam nos Jogos Olímpicos deste ano em Pequim, incluindo a portuguesa, vão vestir fatos de hipismo made in Portugal, salvando 500 postos de trabalho em Paços de Ferreira.
A fábrica que produz os equipamentos que serão usados pelos atletas olímpicos, a Profato, estava há um ano na falência quando foi «descoberta» pelo alemão Dieter Klein, que viu na pequena unidade um grande potencial de investimento. «Comprei essa fábrica e uma outra de corte também em Paços de Ferreira por um euro e fiquei com todas as dívidas, num total de 4 milhões de euros, e prejuízos acumulados de 7 milhões de euros nos últimos três anos», contou à agência Lusa o proprietário da Profato, que falava à margem de uma apresentação organizada pelo Ministério da Economia para dar a conhecer as empresas envolvidas no evento olímpico.
Segundo Dieter Klein, o risco que assumiu no início de 2007 foi um «tiro certeiro», visto que ambas as unidades estão já a dar lucro, esperando fechar o ano a Profato com um resultado positivo de 500 mil euros e a Supercorte de 800 mil euros.
Fonte: semanário Sol, aqui.
Uma empresa em situação de quase insolvência é recuperada pelas mãos de um gestor alemão e vai apresentar lucros de 500 mil Euros. Não são as condições nem os recursos que impedem a consecução de bons resultados, a liderança parece ser determinante. Um bom caso de estudo...