Porquê uma sociedade aberta?

Publicada por José Manuel Dias

Retomo o convívio com os leitores do Diário de Aveiro, depois de uma interrupção de alguns meses, agora numa crónica com um nome distinto: Sociedade Aberta. A mudança não será substancial, mas terá um espírito mais marcado, que o seu título sintetiza.
Embora a expressão venha do filósofo
Henri Bergson, o nome é inspirado no da obra do grande pensador Karl Popper, “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”. A sua alma procurará estar de acordo, em grande medida, com as ideias aí defendidas por aquele filósofo, que tão bem compreendeu, descreveu e marcou a actual sociedade ocidental. Recuso qualquer pretensiosismo da minha parte, embora reconheça o abuso da expressão que deu nome a uma das suas obras mais conhecidas. Porém, julgo-me absolvido por recorrer ao seu pensamento inspirador, o que, com a devida humildade, mais não é que o reconhecimento da sua importância para a nossa sociedade.
Ângelo Ferreira, no seu novo Blogue Sociedade Aberta
Sugiro uma espreitadela ao blogue deste meu amigo. As seguintes serão ditadas pelo gosto da primeira.

Um "ataque" aos direitos...

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores da empresa ferroviária EMEF não têm direito a usar uma hora do seu horário de trabalho para irem ao banco levantar o ordenado, que é pago por transferência bancária, sob pena de lhes ser aplicada falta injustificada. A empresa, que tinha sido multada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), tinha afinal razão, de acordo com uma sentença do Tribunal de Trabalho de Abrantes a que o Correio da Manhã teve acesso.
Fonte : Correio da Manhã desta data, aqui.
A EMEF é uma empresa participada a 100% pela CP. A prática de ir receber o salário ao Banco remontava ao final da década de 70. Os sindicalistas afectos a uma das centrais sindicais queriam que os trabalhadores tivessem direito a uma hora por mês, durante o horário de trabalho, para poderem ir ao Banco dar uma vista de olhos pelas respectivas contas bancárias. Essa luta até teve direito a cartazes, ver aqui. Se é certo que dos 600 trabalhadores da empresa só 30 solicitavam regularmente e por escrito o pedido da hora, não é menos verdade que agora os trabalhadores vêem perdidos "direitos adquiridos", para usar a expressão Cgtpiana.

Não estamos imunes...

Publicada por José Manuel Dias



O Banco de Portugal baixou a sua previsão do crescimento económico deste ano para 1,2 por cento, uma diminuição de oito décimas em relação à previsão anunciada em Janeiro e que era de dois por cento. O boletim económico de Verão sustenta esta revisão em baixa na deterioração de quase todas as componentes macroeconómicas, em particular na forte quebra do investimento, que passa a crescer apenas um por cento, contra os 3,3 por cento apontados em Janeiro passado, da procura interna, que recua para um por cento (era 1,4 por cento no início do ano) e nas exportações (abranda para 4,4 por cento, menos cinco décimas do que em Janeiro).
Fonte: Público, aqui.
Não estamos imunes à crise internacional mas estamos muito melhor preparados para enfrentar as difculdades que no tempo, não muito distante, em que o défice orçamental se situava acima de 5%. Agir estrategicamente é, pois, tarefa de todos, e não apenas "deles", do Governo". Pena é que a nossa oposição se limite a expressar a satisfação pela crise sem apontar uma qualquer solução e se limite a dizer que "Não há dinheiro para nada!".

Eles não são loucos

Publicada por José Manuel Dias


Porque é que finlandeses e alemães acreditam em nós, investindo milhões de euros na criação de centros de investigação e desenvolvimento na área das telecomunicações no nosso país ? Será que são loucos?
Vejamos. Há um ano, dois dos gigantes mundiais das telecomunicações fundiram-se, dando origem à Nokia Siemens Networks. Em Portugal, o novo conglomerado incorporou a área de telecomunicações da Siemens.
Pois bem, um ano depois do arranque, a Nokia Siemens Networks criou mais 466 postos de trabalho especializados em Portugal, resultantes: 1) do arranque em Maio de 2007 do Centro de Inovação de Aveiro, desenvolvido em parceria com a Universidade de Aveiro; 2) da criação, em Junho, de um novo Global Network Solutions Center em Lisboa, o segundo a nível mundial, como parte integrante da estratégia de serviços da NSN; 3) da criação em Setembro de um novo Centro de Inovação Global, no Taguspark, em Oeiras, como resultado da cooperação entre a NSN, a Universidade Técnica, o IST e a Tagusparque.
Mais recentemente, a NSN assinou um protocolo com a Universidade de Aveiro e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, visando a criação de uma Cátedra NSN, com o objectivo de desenvolver projectos de investigação e desenvolvimento nas telecomunicações.
Pode dizer-se que se não fosse João Picoito, o principal responsável pela NSN em Portugal, todo este investimento não teria acontecido. Mas se Picoito não mostrasse resultados também não conseguiria convencer alemães e finlandeses a reforçar a aposta que estão a fazer em Portugal e nos nossos técnicos.
A resposta à pergunta inicial é que eles apostam e acreditam em nós porque obtemos resultados tão bons ou melhores que os outros centros da NSN. Ou seja, não, eles não são loucos.
Nicolau Santos, na coluna de opinião Cem por Cento, Expresso de sábado p.p..

Leonard Cohen - Chelsea Hotel

Publicada por José Manuel Dias

Leonard Norman Cohen actua dia 19 em Lisboa. Um concerto a não perder para apreciadores de "um dos dos mais importantes e influentes compositores dos nossos tempos, uma figura cujo trabalho alcança maior mistério e profundidade à medida que o tempo passa".

Dólar afunda-se...

Publicada por José Manuel Dias


O dólar baixou hoje para o valor mínimo histórico, cotando-se cada euro nos 1,6038 dólares, antecipando eventuais declarações do presidente da Reserva Federa e do secretário do Tesouro norte-americano sobre os efeitos da crise de crédito no abrandamento da economia do país.
[...]
“Os mercados estão a reagir negativamente á retoma da crise do crédito nos EUA e isso está a atingir o dólar”, explicava à Bloomberg online Roberto Mialich, da Unicredit Markst & Investment Banking, com escritórios em Milão. “Os mercados estão a especular que Bernanke [presidente da Reserva Federal dos EUA] irá traçar um cenário sombrio sobre a economia do país”, antecipava ainda o mesmo analista.
Fonte Jornal Público desta data, aqui.
A desvalorização do dólar é bem a expressão dos problemas estruturais que afectam a maior economia do mundo e que se reflectem, também, no nosso país. A competividade das nossas exportações para a terra do Tio Sam fica prejudicada, bem como para países que usam a nota verde como referência. Mas há sempre um lado bom nestas coisas: o custo da factura dos combustíveis não vai ser tão penalizante.

Como vai a economia europeia...

Publicada por José Manuel Dias


As economias de Espanha, França, Alemanha, Irlanda, Reino Unido e Itália evidenciam dificuldades, como nos relata Luis Rego, no Diário Económico de hoje, aqui.
Parece evidente que estamos num período de estagnação da actividade, com consequências negativas para o mercado de trabalho. A subida da taxa de juros (com o propósito de ajudar a conter a inflação) e o fortalecimento do Euro face ao dólar, diminuem competitividade das exportações europeias, contribuindo para uma mais fraca actividade da economia da zona Euro. Neste cenário enquadramento os economistas evitam a apalvra recessão, como nos é explicado neste artigo de opinião.
Algumas questões podem ser suscitadas: será que é apenas uma quebra de actividade ditada por um ciclo conjuntural ou será que este arrefecimento é ditado por razões de natureza estrutural derivadas do nosso modelo de desenvolvimento? Só o futuro nos poderá dar uma resposta concludente.

Novos modelos organizacionais

Publicada por José Manuel Dias


Se cortarmos a cabeça a uma aranha, esta acabará por morrer. Mas se cortarmos a perna a uma estrela-do-mar, essa perna poderá dar origem a uma nova estrela-do-mar. Esta pequena história do mundo da natureza pode ser adaptada ao mundo dos negócios. As empresas tradicionais, organizadas hierarquicamente de cima para baixo, e que têm uma liderança formal, são como as aranhas. As empresas mais descentralizadas, flexíveis e organizadas em rede podem ser equiparadas às estrelas-do-mar. São estas últimas – as que seguem o modelo de organização em rede, típico das empresas associadas à Internet - que estão a mudar o mundo.
Brafman, Ori e Beckstrom, Rod, A Estrela-do-Mar e a Aranha, da Editora Presença, divulgado pelo Jornal Público, aqui. As organizações flexíveis e descentralizadas parecem responder melhor à complexidade do actual mundo dos negócios em que o tempo de resposta às mudanças se pode traduzir nma vantagem competitiva. Esta estrutura exige formação adequada por parte de todos os colaboradores e implica um maior grau de envolvimento com os propósitos da organização. Os autores deste livro defendem que a descentralização: "torna um organismo mais resistente e menos vulnerável a ataques".

Regresso da vantagem comparativa

Publicada por José Manuel Dias


A empresa alemã Steiff, que inventou os ursinhos de peluche, fez regressar a Portugal parte da produção deslocalizada para a China, num movimento que se começa a verificar noutros sectores da economia, devido ao aumento do preço do petróleo.
[...]
O regresso da produção a Portugal, segundo a Steiff, decorre da estratégia da nova direcção da empresa-mãe, de dificuldades logísticas e do aumento do preço dos transportes. Os chineses privilegiam o preço e a quantidade, mas "há uma falta de capacidade de resposta para série mais limitadas e mais sofisticadas, onde se pretende uma resposta atempada", disse a empresa.
[...]
A proximidade geográfica, numa altura em que os custos dos transportes disparam, e a capacidade de adaptar rapidamente a produção às exigências do mercado são factores determinantes em nichos de mercados de diversos sectores, para os quais Portugal está bem posicionado.
Fonte: Jornal Público desta data, notícia desenvolvida aqui.
O aumento dos preços dos combustíveis fez regressar a vantagem comparativa do nosso país estar mais próximo dos mercados finais. Há que potenciar esta oportunidade noutros sectores, apostando, ao mesmo tempo, na melhoria da nossa capacidade de resposta em termos de tempo e qualidade.

Crédito habitação

Publicada por José Manuel Dias


(…) O decreto-lei hoje aprovado visa estabelecer “mecanismos de protecção no âmbito do crédito à habitação” e veda “às instituições de crédito a cobrança de qualquer montante” no “âmbito da renegociação das condições do empréstimo à habitação”, revela o comunicado emitido pelo Executivo. (…)”
Notícia completa no Jornal de Negócios, aqui.

Anastacia - Sick And Tired

Publicada por José Manuel Dias

Ainda os exames de matemática (2)

Publicada por José Manuel Dias


O secretário de Estado da Educação considerou hoje "maus" os resultados do exame de Matemática no 9º, mostrando-se preocupado por se estar tentar passar a ideia de que 50 por cento de negativas é um bom resultado.Valter Lemos assinalou as melhorias registadas na Matemática mas considerou que os resultados "ainda estão longe do que deverá ser a expectativa". "Cinquenta por cento de negativas é mau e lamento muito que estes resultados estejam a ser apresentados e a ser passados para as famílias e professores como muito bons", disse o responsável do Ministério da Educação.
Fonte: Jornal Público, aqui.
A fixação de objectivos ambiciosos é um passo para melhorar o desempenho. Contentar-se com pouco, como fazem alguns, é resignar-se com o suficiente. O reforço da competitividade à escala mundial exige uma postura diferente: só o excelente deve ser suficiente!

A epidemia do século XXI

Publicada por José Manuel Dias


Aos 11 anos, as crianças portuguesas são "significativamente mais baixas" do que a maior parte das suas congéneres da União Europeia e também mais pesadas do que o padrão de referência para a idade. Deste cruzamento resulta que, em conjunto com as crianças espanholas, as portuguesas são aquelas que têm um Índice de Massa Corporal mais acima da norma para a idade, segundo revela o estudo europeu Pro Children, financiado pela UE e concluído em 2007.
[...]
A obesidade é já responsável por seis por cento das despesas de saúde. Em Portugal, dados da DGS situam este patamar nos 3,5 por cento: 235 milhões de euros. No futuro será pior. Um dos principais especialistas portugueses em diabetes, Davide Carvalho, prevê que, devido à obesidade crescente, em 2025 Portugal será o quatro ou quinto país com mais casos daquela doença.Apesar dos dados já disponíveis, João Breda considera que o diagnóstico da situação em Portugal ainda não está completo. Por essa razão, acrescenta, a DGS tem em mãos três estudos "de grande envergadura e representatividade nacional" que "finalmente permitirão dados fiáveis relativos às crianças em idade pré-escolar, dos seis aos 10 anos, em adolescentes dos 11 aos 16". Até ontem, o Ministério da Educação ainda não divulgara se e como aplicará o novo programa contra a obesidade anunciado esta semana pela Comissão Europeia, que vai disponibilizar 90 milhões de euros por ano para promover a distribuição gratuita de fruta e legumes nas escolas do 1.º ciclo.
Notícia desenvolvida no jornal Público, aqui.
A quem imputar a responsabilidade por esta situação? Aos pais, em primeira linha, e às escolas. Aos pais que permitem que os seus filhos vejam demasiada televisão e passem muitas horas em frente dos computadores e das consolas. Aos pais que compram comida pré-confeccionada, batatas fritas , donuts, chocolates, refrigerantes... Às escolas que permitem que nas suas cantinas se vendam todo o tipo de doçarias e imensos refrigentantes à base de açúcar. Às escolas que não desenvolvem trabalhos de promoção de alimentação saudável. Existe muito trabalho pela frente para mudarmos os nossos (maus) hábitos alimentares.
Sobre esta temática, em tempos, suscitámos a seguinte questão: Obesidade, doença ou maus hábitos? Ver aqui.

Ainda os exames de matemática (1)

Publicada por José Manuel Dias


A preocupação dos professores de matemática em relação às supostas facilidades dos exames tem um aspecto curioso, os professores que defendem níveis de reprovação mais elevados, que no ano passado chegaram 70%, não repararam que não são só os alunos que chumbam. Se numa turma reprovam 70% dos alunos não são apenas estes que reprovam são também os professores, tanto mais que na matemática o papel do professor é mais determinante do que na generalidade das disciplinas.
É uma pena que os nossos professores falem do insucesso dos nossos estudantes esquecendo que esse insucesso é também e sobretudo deles.
Com a devida vénia ao Blogue O Jumento.

Exames...de consciência

Publicada por José Manuel Dias


Os exames são mais fáceis? São mais difíceis? São diferentes? São iguais? São tudo isso, devemos dizer em abono da verdade. E há quem diga cada uma das coisas, com toda a razão cada um dos que fala quando compara com alguma coisa que tem na cabeça e que os outros não conhecem.Hoje em dia, os exames são mais acessíveis? São, de facto são. Desde há um bom par de anos que se tem vindo (finalmente!) a publicar as perguntas que se fazem e se podem fazer sobre os programas e até mesmo as respostas que se esperam. Para esperar o quê? Que os alunos tenham piores resultados? É mau que os alunos saibam que tipo de perguntas se podem e devem fazer no fim de um ciclo de escolaridade? Não, não é. É mau que muitos alunos percebam que as questões que lhes podem ser postas são acessíveis no sentido que procuram que eles mostrem se estudaram e compreenderam o que de essencial se espera deles? Mais transparência do sistema dá mais confiança, e, com mais tempo para pensar, preparar e escrever as respostas não é natural que tenhamos melhores resultados?Assim é, mas nada nos permite diminuir e espalhar a crença que melhores resultados do trabalho actual só podem ser uma fraude. Uns serão...
A opinião de Arsélio Martins, docente de matemática, distinguido com o Prémio Nacional de Professores, sobre o alegado facilitismo dos exames de matemática, a ser lida na íntegra aqui.

Você sabia disto?

Publicada por José Manuel Dias

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qeu odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Crise? Qual crise?!!

Publicada por José Manuel Dias


A Loja Fnac do Centro Comercial Colombo encheu-se com uma pequena multidão para comprar o novo iPhone 3G. O telemóvel da Apple foi posto à venda em Portugal, hoje à 00h00. Pedro Morais, um lisboeta com 27 anos, linguista, esteve na loja para adquirir o telemóvel. "Estava à procura de um telemóvel que me permitisse aceder à Internet e ao mesmo tempo fosse um leitor de música", afirmou Pedro Morais. O aparelho custou-lhe 599 euros, para Pedro Morais não é um preço “barato”, mas tendo em conta as funcionalidades do iPhone, considera que é “um bom negócio”."Tem uma boa relação entre qualidade e preço", afirmou o linguista. Mas, "é pena que as operadoras não tenham optado por preços mais baratos", acrescenta.
No Jornal Público de hoje, aqui.
Se um qualquer jornalista perguntasse aos Pedros se havia "crise", estou tentado a dizer que mais de metade diria que sim. "Não é barato", diz o Pedro, mas é um "bom negócio", assegura. A Apple, por certo, concordará. Bom negócio para quem o vai utilizar? Não sabemos. Será que os Pedros vão utilizar todas as funcionalidades de modo eficiente? E quantos Pedros vão recorrer ao crédito ao consumo para satisfazer necessidades deste tipo?
E depois queixam-se da "crise" ...

O cliente é o mais importante

Publicada por José Manuel Dias


Nos últimos anos, os bancos têm concentrado os seus esforços de marketing nos seus clientes, nomeadamente através da disponibilização de novos produtos/serviços e do acesso a canais de distribuição alternativos. Os bancos estão a aprender que o cliente, e não apenas o produto, é a parte mais importante da transacção e que na verdade os negócios podem ser quebrados por três componentes distintos – o produto, a entrega e o cliente.
[...]
É de facto no cliente que está a chave para se alcançar o sucesso pretendido, pelo que os bancos devem fazer com regularidade uma revisão crítica das suas metas globais e da eficácia de marketing, pois como diz Kotler é “uma área em que a obsolência de objectivos, políticas, estratégias e programas representa uma possibilidade constante”. Daí que a capacidade de criar algo novo e de diferente se torne mais premente no sector bancário. Para isso é necessário que os vários responsáveis tenham sentido ético e percebam que a capacidade criativa que não é usada se perde. É certo que muitas vezes a criatividade é temida, porque pode ser revolucionária, mas pode ser também extremamente eficaz. Será por isso mesmo que alguns responsáveis a invejam e são ciumentos da capacidade de quem os rodeia ? Os tempos que aí vêm são dos responsáveis que não temem a mudança...
Bruno Valverde, em artigo de opinião no Diário Económico, a ler na íntegra aqui.

Vagas Ensino Superior

Publicada por José Manuel Dias


As vagas abertas no ensino superior público para o próximo ano lectivo totalizam 50.777, mais 1.505 lugares face ao ano anterior, informou esta terça-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, noticia a Lusa. Se desejar ver as listas, bem como a média do último candidato colocado em 2007 é só espreitar aqui.
De salientar o aumento do número de vagas para horários pós-laborais, que cresceu 60,7 por cento, passando de 2.160 em 2007 para 3.471 em 2008, ampliando a oferta para os trabalhadores-estudantes.
O ensino superior politécnico foi o grande responsável pelo aumento do número de vagas, pois disponibiliza mais 1.166 lugares, enquanto o ensino superior universitário apenas criou mais 339.
Fonte: Portugal Diário aqui.
Registe-se o aumento de 151 vagas no Curso de Medicina, em resultado de alguma pressão efectuada pelo Governo junto das respectivas faculdades. Um acréscimo plenamente justificado uma vez a formação de médicos tem estado muito aquém das necessidades do País.
A lista inclui ainda a nota de candidatura do último colocado em cada curso de 2007
E o que se passa em Aveiro? De acordo com o Diário de Aveiro desta data, a Universidae de Aveiro (UA) aposta, no próximo ano lectivo, nos cursos que funcionam em regime pós-laboral, oferecendo um número de vagas superior ao do ano passado. É o caso do curso de Marketing, a funcionar no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro (ISCAA), que passa de uma oferta de 12 para 20 vagas em 2008/09. A crescer está também a oferta ao nível do curso de Contabilidade, que regista um acréscimo de cinco lugares, dos 25 disponíveis há um ano para os actuais 30. Por fim, o mesmo ISCAA sobe o número de vagas disponíveis na licenciatura de Finanças, de dez para 15.
Não se compreende, no entanto, que a Universidade de Aveiro não assegure outros cursos em regime pós laboral. Capacidade instalada existe e candidatos, seguramente, não faltarão, se a oferta se ajustar às reais necessidades do tecido empresarial.

Brasil Superpotência

Publicada por José Manuel Dias


Não é exagero dizer que o Brasil está em vias de adquirir o status de superpotência", diz artigo publicado nesta terça-feira no jornal britânico Financial Times (FT), que traz um caderno especial de seis páginas sobre o país.
"Em uma época de crescente demanda global por alimentos e energia, o Brasil está em uma posição única", diz o jornal. "Já o maior produtor mundial de quase qualquer produto agrícola (...) inclusive etanol feito da cana-de-açúcar, o Brasil é o quarto maior fabricante de veículos e logo se tornará um importante exportador de petróleo."
Fonte BBC Brasil, aqui.