O preço da maioria relativa

Publicada por José Manuel Dias


Os contribuintes portugueses podiam estar a pagar uma prestação mais baixa pelos milhares de milhões de euros em dívida contraída pelo Estado não fossem os avanços e recuos dos políticos nas últimas semanas e o nevoeiro denso quanto às estratégias de saída para a crise, agora que o país é governado em maioria relativa. Comparativamente à dívida alemã (obrigações a dez anos - as Bunds), Portugal está a ser penalizado, em média, com quase mais um ponto percentual. Em relação a Espanha, que tem um défice público projectado bem maior e uma dívida quase idêntica em percentagem do produto interno bruto (PIB), Portugal também sai penalizado (em 0,2 pontos percentuais). Quer num caso, quer noutro, é o preço a pagar pelo risco associado aos empréstimos concedidos ao Estado, o quarto mais elevado da zona euro.
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Gonçalo Pascoal, economista-chefe do BCP, explica que "o diferencial face à Alemanha é uma medida do risco do país" e que "estará já a reflectir a incorporação de várias indefinições em matéria de política orçamental".
Fonte: jornal i, aqui.
Quando não se sabe se o caminho da consolidação das finanças públicas tem "pernas para andar" porque a oposição rejeita propostas do Governo, como o novo Código Contributivo, o risco é este: pagar mais pelos empréstimos (porque incorporam no preço um prémio de risco mais elevado).

Inovar para diferenciar

Publicada por José Manuel Dias


A fábrica de lápis Viarco, única em Portugal nesse sector, lançou este mês no mercado internacional três produtos que são estreias mundiais e reflectem a mudança de segmento que a empresa está a atravessar. Aguarela de grafite para pintura, barras de grafite aguarelável para uso em grandes superfícies e um estúdio portátil com utensílios incluídos são os artigos que José Miguel Vieira Araújo, administrador da Viarco, garante serem “inovações totais a nível mundial”. Integram a linha ArtGraf, vocacionada para os técnicos das artes plásticas e design, e “asseguram a diferenciação da marca em relação à concorrência”, numa “mudança radical” da área de negócios da Viarco, até aqui assente em materiais escolares. “Transferir um modelo de negócio para o outro requer tempo, mas estamos pela primeira vez a apostar na exportação da Viarco enquanto marca e não como prestadora de serviços contratados por terceiros”, diz Vieira Araújo. Os novos produtos da empresa de S. João da Madeira já estão a ser comercializados em Portugal, Alemanha e França, devendo brevemente chegar também a Espanha e aos Estados Unidos.
Fonte: Jornal i,
aqui.
Uma estratégia de sucesso obrigar a estabelecer uma relação duradoura com os clientes procurando ajustar-se a por forma a dar resposta a novas necessidades. O objectivo é subir na escala de valor. Se não és o maior, tens de ser o melhor (ou dos melhores) parece ser o caminho para as empresas com futuro...

Supertramp - it's raining again

Publicada por José Manuel Dias

O segredo está no trabalho

Publicada por José Manuel Dias


A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez comprada por um euro por uma trabalhadora, após uma tentativa de deslocalização para a República Checa há cinco anos, resistiu à crise e já quase triplicou a facturação. "O segredo? O segredo está no trabalho, na qualidade e na procura incessante de novas encomendas e novos nichos de mercado", disse à Lusa Conceição Pinhão, a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização da empresa e que conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por um euro.
Na altura tinha 89 trabalhadoras, agora tem uma centena.
A fábrica, que se dedica essencialmente à confecção de camisas, fechou 2005 com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, enquanto que para este ano a previsão aponta para mais de 1,3 milhões. Conceição Pinhão garante que desde que assumiu as rédeas da fábrica sempre "espreitou" todas as oportunidades de mercado. "Actualmente, 90 por cento da nossa produção é para exportação, sobretudo para Espanha, mas agora também começámos a exportar para o Canadá blusas de senhora", afirmou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Questões pertinentes

Publicada por José Manuel Dias


Importamos 4/5 do que comemos. Hoje, no produto nacional, 3% ou 4% são agricultura e alimentação, 20% ou 25% são indústria. Ou seja, produtos novos, feitos em Portugal, são 30%, menos de um terço. Que vamos exportar daqui a dez anos? E daqui a 20? Serviços? Quais?
Pergunta António Barreto numa entrevista publicada no jornal i, a ler na íntegra aqui, onde se faz um retrato pouco optimista do nosso presente, condicionado, em muito, por um passado que nos envergonha (tínhamos há 30 anos a mesma taxa de analfabetismo que a Inglaterra de 1800) e por um nível de dependência do Estado que não estimula a iniciativa e a tomada de riscos.

Nem tudo o que Dubai é ouro

Publicada por José Manuel Dias


As bolsas europeias caíram para o nível mais baixo das últimas três semanas e as obrigações dispararam, a reagirem à tentativa do Dubai de recalendarizar o pagamento da sua dívida. Esta situação está a abalar a confiança dos investidores que têm procurado os mercados emergentes para obterem retornos mais elevados.
As agências de notação de risco Moody’s e Standard & Poor’s cortaram ontem os “ratings” das empresas estatais do Dubai, dizendo que poderão considerar o plano da Dubai World de prorrogação do reembolso da dívida como um incumprimento. Se assim for, este será o maior incumprimento soberano desde a Argentina em 2001.O Dubai, regido pelo xeque Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, contraiu empréstimos no valor de 80 mil milhões de dólares ao longo de um “boom” de quatro anos no sector da construção que reduziu a sua dependência das receitas provenientes do petróleo e deu origem ao centro turístico e financeiro do Golfo Pérsico.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Este acontecimento coloca uma questão interessante: será que os nossos activos estão bem protegidos? Será que aqueles que julgamos capazes de honrar os seus compromissos estão mesmo em condições de o fazer? Com um mundo como o de hoje, o melhor mesmo é não dar nada por certo e, assim sendo, considerar que há sempre um risco inerente que é ditado pelas incertezas que se vivem. Neste contexto, o melhor mesmo é elevar o preço, incorporando um prémio de risco mais ajustado.

Situação de emergência

Publicada por José Manuel Dias



Não se trata aqui de dramatizar mas de apelar ao realismo. A componente mais nítida desta dificuldade é a não sustentabilidade do caminho que seguimos nos últimos doze anos, cujo desenlace pode bem ocorrer num prazo não muito longo. Efectivamente, uma das poucas coisas de que poderemos ter a certeza é que os próximos doze anos (e provavelmente os próximos seis) não poderão ser iguais aos passados. Isto por uma razão óbvia: é que simplesmente não haverá financiamento externo para sustentar sequer o magro crescimento da última década, porque ninguém emprestará a bancos ou empresas de um país com 150% ou 200% do PIB de dívida externa. Se e quando este financiamento se evaporar a economia e sociedade portuguesas entrarão numa situação de que mais vale não falar, mas que fará da crise de 1983-84 uma brincadeira de crianças.
A situação é pois de emergência. Conseguiu-se - e bem - através da política orçamental conter o colapso, a curto prazo, da economia através da sustentação da procura interna. Agora a prioridade absoluta terá de ser dada às exportações e à redução das importações. Para contimuar a ler este oportuníssimo artigo de João Ferreira do Amaral clicar
aqui, Diário Económico.

Peter Gabriel - In Your Eyes

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Produto Financeiro complexo

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O que é um Produto Financeiro Complexo? Segundo a CMVM (Regulamento nº1/2009) tratam-se de ”instrumentos financeiros que, embora assumindo a forma jurídica de um instrumento já existente, têm características que não são directamente identificáveis com as desse instrumento, em virtude de terem associados outros instrumentos de cuja evolução depende, total ou parcialmente, a sua rentabilidade.”

Coisas positivas (18)

Publicada por José Manuel Dias


O Governo congratulou-se hoje, quinta-feira, por Portugal ter sido classificado em primeiro lugar pela Comissão Europeia em matéria de disponibilização e sofisticação de serviços públicos electrónicos, considerando tratar-se de um resultado do Plano Tecnológico e dos programas SIMPLEX. A notícia sobre a classificação de Portugal nesta área foi divulgada hoje, no âmbito da Conferência Ministerial sobre administração electrónica, que está a decorrer em Malmoe (Suécia) - reunião que se integra na presidência sueca da União Europeia.
"O nosso pais obtém classificação elevada nos dois parâmetros (disponibilização e sofisticação) sobre os serviços públicos. Este resultado é fruto do trabalho do Plano Tecnológico e de medidas do programa de Simplificação Administrativa (SIMPLEX)", declarou o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Do endividamento externo

Publicada por José Manuel Dias


Numa década, o endividamento externo da economia portuguesa avaliado pela posição internacional de investimento líquida passou de 41% do produto interno bruto (PIB) para 105% no corrente ano. Esta evolução explica-se pelo acréscimo da dívida face ao exterior da Administração Pública (passou de 25% do PIB para 54% entre 2000 e 2009) e do sector financeiro (expandiu-se de 25% para 51%). O endividamento externo dos bancos materializou-se em expansão do crédito a empresas e particulares, sobretudo este. Efectivamente, o rácio de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 70% para 96% do PIB no mesmo período.A necessidade de recurso à poupança externa decorreu da queda da poupança interna e da observação de forte antecipação de consumo: incremento do consumo corrente em detrimento de futuro por parte de famílias e Estado. O recurso à poupança externa é perfeitamente justificável em países com forte crescimento e poupanças insuficientes para financiar investimento.
Para continuar a ler este artigo de Cristina Casalinho, onde se evidenciam os riscos do nosso endividamento externo, clicar aqui (Jornal de Negócios), se não for feita uma adequada alocação: aos investimentos reprodutivos que garantam taxas de rendibilidade superiores à remuneração exigida pela dívida externa.

A coisa ainda está negra

Publicada por José Manuel Dias



"Neste momento o desafio que Portugal enfrenta é ainda maior [face à última década], na medida em que a evidência histórica demonstra que as crises financeiras tendem a ter um impacto permanente no nível do produto, bem como um impacto negativo na produtividade que se prolonga por algum tempo", lê-se nas conclusões do boletim económico. "A actual crise poderá afectar negativamente o nível de equilíbrio da actividade e o próprio crescimento potencial das economias", aponta outra passagem do documento. A tempestade da crise está a passar, mas deixa todo um conjunto de destroços no caminho: subaproveitamento do capital instalado nas empresas, queda abrupta do investimento (a verificada este ano, prevista em 13,1%, não tem precedentes, sublinha o BdP) e aumento do desemprego estrutural (ver páginas 16 e 17). Todos estes choques somam-se às fragilidades de sempre da economia portuguesa, como a baixa produtividade do trabalho e o endividamento alto.
Do Boletim económico de Outono do Banco de Portugal, via Jornal i, artigo integral aqui.

Previsões do Banco de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal fez a revisão de alguns dos principais indicadores macroeconómicos. Aponta para uma previsão de inflação (Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) de -0,9% em 2009 e um incremento na taxa de poupança . O PIB para 2009 é revisto em alta perspectivando-se que encerre o ano com um decréscimo de 2,7%.

Lacatoni

Publicada por José Manuel Dias


A empresa de produção e comercialização de equipamentos desportivos do treinador do Sporting tem contratos com sete das 16 equipas da Liga. Emblemas como o do Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Belenenses, Marítimo, Académica, Rio Ave e Olhanense equipam Lacatoni.
O Chaves, Trofense, Friamunde, Varzim e Vizela, da Liga de Honra, ou os árbitros da Federação Portuguesa de Futebol e a selecção nacional de Hóquei em Patins também equipam "à Carvalhal". A empresa nasceu na década de 90, fundada em Braga, em 1986, por um grupo de amigos. Chama-se Lacatoni, em honra dos fundadores, Laureta, Carvalhal e Toni (António Soares). E foi crescendo durante a década de 90 no ramo desportivo/têxtil, começando por equipar clubes locais, mas depressa conquistou vários clubes profissionais portugueses.
A internacionalização da marca aconteceu naturalmente. A selecção de futebol de Angola e alguns clubes de futebol na Galiza já vestem Lacatoni.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Katie Melua - Thank You Stars

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Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias


A Cleopatra do CleopatraMoon classificou este espaço como "um Blog viciante". Dou por adquirido, sabendo de quem vem tal apreciação, que não existem efeitos perniciosos na continuidade das visitas. Fico, por isso, satisfeito com este "novo selo" e deixo aqui os meus agradecimentos.

Coisas positivas (17)

Publicada por José Manuel Dias


Segundo o IUTIC 2009, cujos resultados foram divulgados no dia 6 de Novembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 46% dos agregados familiares possuem acessos em Banda Larga. Este valor, que representa um crescimento de 283% em relação ao valor verificado em 2004, faz com que a Banda Larga esteja já presente em 96% dos agregados domésticos que possuem ligação à Internet.
Fonte: Portal do Cidadão.

Norah Jones - Cold Cold Heart

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S. C. Beira Mar

Publicada por José Manuel Dias


Como é possível que um clube com 87 anos de existência se veja confrontado com esta realidade? Como é possível que se chegue a esta situação caricata de não existirem verbas para pagar o policiamento do jogo? A quem devem ser assacadas responsabilidades por esta situação ? Quem vai ficar associado ao fim do clube mais representativo do Distrito de Aveiro?

Portugal sai da recessão

Publicada por José Manuel Dias


Portugal consegue ser o terceiro país que mais cresce na Europa, mas os economistas duvidam da consistência da retoma. Mais uma vez, a economia portuguesa surpreendeu. Contra as expectativas das instituições internacionais e dos economistas, o produto interno bruto (PIB) cresceu 0,9% no terceiro trimestre deste ano, face aos três meses anteriores - muito acima do que estava previsto.
Os números revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que Portugal consolidou a saída da recessão. "É o maior crescimento trimestral dos últimos dois anos, desde antes do início da crise, 2007", reagiu Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. "É um número muito superior às estimativas do Governo, sendo o terceiro maior crescimento em cadeia de toda a Europa", acrescentou José Sócrates.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Boas notícias para Portugal. A nossa econonia está a reagir bem. A UE-27 também já registou crescimento positivo (0,2), agora precisamos que os nosso principal parceiros económico, a a Espanha, encete a necessária recuperação. Para conhecer a informação do do Eurostat clicar aqui.

Coisas positivas (16)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal recebeu seis galardões nos World Travel Awards 2009, os mais prestigiados prémios do sector do turismo.
Lisboa esteve em destaque, recebendo três distinções: melhor destino para escapadinha da Europa, melhor destino para cruzeiro na Europa e melhor destino na Europa.
O complexo turístico Vila Joya, de Albufeira, ganhou em duas categorias: Melhor “Boutique Resort” da Europa e do Mundo.
Por fim, a TAP recebeu a distinção de melhor companhia aérea para viajar para a América do Sul.
Fonte: jornal i, aqui.

Kate Bush & Peter Gabriel - Another Day

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Palavras avisadas

Publicada por José Manuel Dias


As políticas laborais deviam dar prioridade à formação dos trabalhadores para permitir a mobilidade e a procura de emprego, em vez de apoiar “a manutenção dos postos de trabalho condenados”. A ideia foi defendida hoje pela administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, durante o 7º Congresso da Administração Pública, onde se discutiu o papel do Estado na resposta à crise.“As leis laborais, por razões ideológicas mas pouco defensoras dos trabalhadores, têm tendência para defender os postos de trabalho que existem”, realçou, acrescentando que devia haver mais investimento e maior pró-actividade dos serviços no apoio à busca de emprego e formação profissional.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Se a inflação é negativa

Publicada por José Manuel Dias


O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de -1,6% (-1,8% em Setembro), 1,5 p.p. inferior à variação homóloga estimada pelo Eurostat para a área do Euro. A taxa de variação mensal do IHPC foi nula, tendo a taxa de variação média dos últimos doze meses diminuído para -0,6%. Ver em detalhe, aqui no site do INE. Assim sendo podemos concluir que mesmo que os salários nominais não aumentem, existe um acréscimo do poder de compra dos trabalhadores.

Katie Melua - Nine Million Bicycles

Publicada por José Manuel Dias

Tempos perdidos?

Publicada por José Manuel Dias


Esta breve inspecção trouxe bastantes elementos para reflexão. As recentes condições internacionais, excelentes para os pobres, não favoreceram os abastados, grupo a que, sem darmos por isso, já pertencemos. É irónico constatar que o mal está em sermos demasiado prósperos. Portugal cresceu menos que os pobres porque é rico, e menos que os ricos porque é novo-rico.
A nossa falta de dinamismo sócio- -económico vem na cultura de parasitismo, direitos adquiridos, requintes, imposições e exigências, tudo pago pela tributação dos que produzem. Como novos-ricos, ganhámos hábitos refinados sem saber lidar com eles. Não se pensa em produzir como rico, mas em consumir como rico. Imitamos os europeus no centro comercial, não no emprego. Temos defesa do consumidor, ambiente, cultura, emprego, sexo. Só não há defesa do trabalho, empresa, produtor, desenvolvimento. Impomos muitas reivindicações, poucas realizações.
João César das Neves analisa, em artigo de opinião no Diário de Notícias, muitos dos problemas com que nos debatemos. Uma reflexão a não perder, com leitura integral aqui.

Poupar, poupar...

Publicada por José Manuel Dias


A crise fez as famílias aumentarem o aforro - um termo que caiu em desuso depois do ‘boom' consumista dos últimos anos - mas, apesar de o período de maior turbulência nos mercados financeiros já ter passado, a tendência ganhou raízes e os portugueses estão a apostar em produtos de maturidades cada vez mais longas.
A nova ‘moda' é confirmada pelo Banco de Portugal: de acordo com o boletim estatístico, os depósitos com prazos mais longos (mais de dois anos), que estavam praticamente estagnados durante a maior parte do ano, tornaram-se subitamente atractivos nos últimos três meses e chegaram mesmo a registar um crescimento de 173% em Agosto.
Fonte: Diário Económico, aqui.
A crise tem destas coisas. Faz pensar no futuro. E se muita gente andava a viver acima das suas possibilidades, agora faz bem em reformular as suas prioridades e fazer o aforro que pode ser necessário para os tempos de dificuldades que o futuro pode trazer.

Coisas positivas (15)

Publicada por José Manuel Dias



A economia portuguesa continuou em Setembro a registar uma forte recuperação, segundos os indicadores económicos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), acumulando já seis meses consecutivos a melhorar.
Segundo os dados divulgados hoje, os indicadores avançados relativos a Portugal apresentam uma melhoria para os 98 pontos em Setembro, uma subida de 6,1 pontos desde Março, altura em que atingiu o mais baixo valor da série apresentada, que remonta a Novembro de 2007.
Fonte: Expresso,
aqui.

Diana Krall - Devil May Care

Publicada por José Manuel Dias

Qual é o nosso plano?

Publicada por José Manuel Dias



A Comissão Europeia quer que Portugal acabe com a situação de défice excessivo até 2013, um dos prazos mais dilatados no contexto da zona euro, a par da Irlanda. A recomendação de Bruxelas - que será apresentada na próxima quarta-feira, juntamente com os prazos para mais oito países com défice orçamental acima de 3% do PIB - implicará alguma margem de tolerância para o governo português na elaboração do Orçamento do Estado para 2010, apontando 2011 como o início da correcção do défice.
O governo terá de entregar à Comissão um novo Programa de Estabilidade e Crescimento - após a apresentação e discussão do Orçamento do Estado, em Janeiro - no qual terá de explicar como pensa reequilibrar as finanças públicas. As palavras do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sugerem que o Orçamento do Estado para 2010 deverá dar sinais de contenção na despesa, embora mantenha os apoios à economia e não assuma o défice como prioridade. Não há detalhes sobre como irá o governo corrigir as contas no contexto esperado de estagnação económica.
Fonte: Jornal i, aqui.
O Governo ( e as oposições) não têm muitos graus de liberdade. A despesa pública tem de ser contida. Não há volta a dar.

Combater a corrupção

Publicada por José Manuel Dias


Podemos falar da criação de Códigos de ética nas empresas, como aqui, em copiar as boas práticas, aqui, definir um novo estatuto para o gestor público, mais rigoroso e transparente, aqui, mas a corrupção continua a corroer a democracia, como se explica aqui, e pode até o Governo definir um Guia para combater a corrupção, numa publicação feita em 2007, da responsabilidade o Ministério da Justiça, mas o problema persiste, como bem demonstra o Diário de Notícias, aqui. Um sujeito que "antigamente andava numa motorizada, com um atrelado, pelas ruas a recolher sucata" conseguiu "construir um império do qual fazem parte diversas empresas sedeadas em Ovar, Feira, Aveiro, Canas de Senhorim e no Barreiro". Um sujeito que conseguiu " estruturar um projecto delituoso ao longo do tempo, para que as empresas de que era dono ou tinha participações maioritárias vencessem os concursos públicos ou tivessem primazia nas adjudicações directas feitas por grandes empresas". Funcionários públicos, quadros superiores de grandes empresas, políticos, agentes de forças de segurança, são referenciados no processo em investigação. Pasma-se como se chegou tão alto e, ao mesmo tempo, tão baixo. Neste enquadramento só pode haver um caminho, investigar com toda em extensão e profundidade e julgar, condenando que deve ser condenado. Muitos dirão que a corrupção é um problema universal. De facto, assim é, na teoria da escolha pública o "rent-seeking"é um fenómeno estudado. Benefícios, privilégios, concorrem para a obtenção de rendas artificiais superiores aos custos em que se incorre para a sua compra. Como é que se combate esta situação? Pela exigência de um comportamento ético irrepreensível para os detentores de cargos de nomeação política, pela diminuição do peso do Estado, pela definição de regras claras de concursos públicos, pela condenação severa de quem prevarica e, ainda, pela forte censura social destas situações. Só assim conseguiremos atenuar este mal que nos vai fazendo perder o respeito por quem tem funções de responsabilidade, como bem disse Fernando Ulrich.

Making of

Publicada por José Manuel Dias



Já não é necessário imaginar um futuro em que toda a informação se confunde com publicidade, porque esse futuro chegou. A promoção de marcas e produtos está hoje presente em muita da informação jornalística e noutros conteúdos mediáticos. A nova campanha do BES com Cristiano Ronaldo teve direito a dezenas de inserções indirectas nos noticiários, através do seu making of, um género de publicidade sem custos conhecidos e que se mantém no espaço mediático para além do tempo de vida dos próprios anúncios.
O caso de Cristiano Ronaldo no espaço informativo e comercial português é especial, dada a notoriedade mundial do jogador, mas serve como ponto de partida para uma reflexão sobre o lugar dos making of na comunicação empresarial.
Eduardo Cintra Torres no Jornal de Negócios. Para ler o artigo na íntegra, clicar
aqui.

Jon Bon Jovi & Pavarotti - Let it Rain

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (14)

Publicada por José Manuel Dias


O INE acaba de divulgar o inquérito anual à utilização de tecnologias da informação e da comunicação nas empresas relativo a 2009, no âmbito das estatísticas sobre a Sociedade da Informação e Conhecimento. Segundo este inquérito, “82% das empresas com dez e mais pessoas ao serviço acederam à internet através de banda larga“.

Conduril empresa do ano

Publicada por José Manuel Dias


Quando o presidente do conselho de administração da Conduril relata um episódio passado no século iii a. C, percebe-se que tanto nos negócios como na guerra os bons resultados alcançam-se tendo em atenção o mais pequeno pormenor. Aníbal, general cartaginês é uma das referências de António Amorim Martins. Numa batalha durante a Segunda Guerra Púnica contra Roma, aquele estratego militar mandou atear fogo às suas próprias embarcações para que os seus soldados não tivessem sequer hipótese de fugir. Eram obrigados a lutar.
Não sendo "tão exigente" quando Aníbal, António Amorim Martins desde cedo soube que um dos factores para o sucesso da sua construtora passava pelos soldados que estão no terreno. "É em momentos difíceis e menos confortáveis que os melhores mostram as suas potencialidades", explica. Na realidade, a boa performance dos colaboradores na hora de tomar decisões, em especial quando estão a abrir novos mercados internacionais, demonstra que a confiança e a delegação de responsabilidades os leva a querer fazer melhor e a "mostrar o que realmente valem". Também por isso este empresário considera que quem está a trabalhar nas filiais da Conduril (até agora concentradas no continente africano) "tem de receber uma melhor remuneração".
Fonte: Expresso, aqui.
O sucesso não se alcança sem uma boa estratégia. Esta empresa pode bem constituir um exemplo para muitas outras. As crises arrastam excelentes oportunidades. Basta saber agarrá-las.

U2 40 Live From Chicago

Publicada por José Manuel Dias

Nas costas dos outros

Publicada por José Manuel Dias


A Otto von Bismarck crear un sistema de pensiones y contrarrestar la influencia del movimiento obrero alemán le resultó más sencillo de lo que parece. En 1889, cuando la esperanza de vida no llegaba a los 40 años, el Gobierno del dirigente prusiano fijó la edad de jubiliación... ¡en 70 años! Si el canciller de hierro levantara la cabeza se quedaría pasmado: ahora vivir más de 70 años, al menos en Europa, es de lo más corriente. La idea de garantizar una renta a las personas mayores, además de generalizarse, se ha complicado sobremanera. Más ahora, cuando el reciente colapso financiero ha golpeado (y muy duro) a los fondos privados de pensiones, la solución que ganaba terreno en los últimos años. El siguiente golpe se lo pueden llevar los sistemas públicos de reparto, como el español: si el paro se enquista, los problemas derivados del envejecimiento de la población estarán aquí en un futuro demasiado próximo. Y todo se viene encima de una generación que ahora soporta las pensiones de sus padres y abuelos, pero que, con los mecanismos actuales, no tienen certeza de acceder a una jubilación digna cuando lleguen a viejos.
Fonte: El País, aqui.

A Regra do Jogo

Publicada por José Manuel Dias


É um novo blogue que aborda temas de política interna e internacional e onde escrevem, entre outros, o Carlos Santos, a Sofia Loureiro dos Santos, a Ana Paula Fitas, o Luís Novaes Tito, o Eduardo Graça e o Porfírio Silva. Merece a visita regular. Para conhecer basta clicar aqui: A Regra do Jogo.

Sucateiros

Publicada por José Manuel Dias


Os resíduos sólidos costumam atrair gente com costumes não tão sólidos assim. Lixo atrai lixo. Basta ver a série televisiva Os Sopranos. Os amigos mafiosos de Tony Soprano, e ele próprio, dedicam-se a várias traficâncias - da falsificação de cartões telefónicos à prostituição - que pontuam este ou aquele dos 86 episódios. Mas só um negócio atravessa toda a série da Máfia de Nova Jérsia: o negócio do lixo (na sua vasta gama, recolha e tratamento do lixo, aterros sanitários, incineração, sucatas...). Outro exemplo, e desta vez sem recorrer à ficção: o mais lucrativo negócio da Camorra, a Máfia de Napóles, é o lixo. Não conheço as razões que relacionam os homens do lixo e os homens de negócios sem escrúpulos. Mas que se atraem, atraem. Talvez o compadrio venha do convencimento comum de que o dinheiro não tem cheiro. Uns porque já têm a pituitária destruída pela matéria orgânica em putrefacção, outros porque são podres eles próprios. Em todo o caso, o facto é esse: a gente venal adora o lixo. E o país que se lixe.
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, aqui.

MARK LANEGAN - I'll Take Care Of You

Publicada por José Manuel Dias

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


A Moody's, uma das três agências internacionais de notação de dívida pública, colocou ontem o ‘rating' de Portugal sob pressão negativa. A agência explica que os sucessivos governos têm mostrado "falta de vontade" para adoptar mudanças estruturais e duvida que um Governo de minoria tenha capacidade para inverter a tendência. A oposição garante que será responsável e que vai forçar o Governo a produzir melhores resultados do que o anterior Governo de maioria.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Este apreciação tem o seu lado positivo. Constitui um alerta sério para o governo e para as oposições. Não basta propôr medidas de apoio às empresas e às famílias e exigir melhores salários para a função pública, é preciso saber onde ser vão buscar as receitas para suportarem o acréscimo de despesas. E, como é consabido, num cenário de anemia económica, como o que se vive, as receitas provenientes da arrecadação de impostos tendem a diminuir. O governo tem de ter coragem para fazer o que é preciso fazer e as oposições devem ser responsáveis. Para bem de todos.

Repensar a economia

Publicada por José Manuel Dias


"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."
Versão traduzida de uma petição que circula na auto-estrada da informação, picada aqui, apresentada na sequência deste artigo de Paul Krugman, Nobel da Economia. São cada vez mais os questionam a forma como se vem olhando para a Economia. Se quiser subscrever tem de clicar aqui.

Histórias de vida

Publicada por José Manuel Dias


Eis a história: o padre Fernando Guerra, 74 anos, foi detido anteontem no fim da missa na aldeia de Covas do Barroso, Boticas, por suspeita de posse ilegal e tráfico de armas. À chuva, militares da GNR esperaram pelo fim da eucaristia das 7 horas de domingo. Aguardaram que os 40 fiéis saíssem e surpreenderem o padre na sacristia, enquanto despia os paramentos e se preparava para seguir para a paróquia vizinha. Depois das buscas à igreja e à casa do padre, a GNR encontrou munições e seis armas ilegais - três pistolas e três caçadeiras - e o padre foi detido. Foram detidas outras três pessoas, com idades entre os 50 e os 54 anos. Os fiéis das aldeias de Cerdedo, Vilar e Videiro, já não tiveram direito a missa. Ontem, à hora do fecho desta edição, o padre continuava a ser ouvido pelo juíz no Tribunal de Boticas.
Para continuar a ler, clicar aqui, site do Jornal i.

Temos Governo!

Publicada por José Manuel Dias


José Sócrates estabeleceu hoje três objectivos centrais para o seu Governo – combate à crise, modernização da economia e da sociedade e justiça social. O primeiro-ministro definiu com objectivo central da governação a recuperação da economia, através do apoio ao investimento privado e às empresas, mas também “promovendo o investimento público” e defendendo o emprego. Para conhecer o discurso do Primeiro Ministro clicar aqui.

Nada de euforias

Publicada por José Manuel Dias


O membro do conselho do BCE Christian Noyer afirmou hoje que os bancos devem continuar a fazer reformas e a reforçar as bases de capital, tendo recomendado cautela nos dividendos e bónus pagos. Os esforços para reforçar a regulação e o capital da indústria financeira global continuam a ser uma prioridade e devem ser mantidos, mesmo numa altura em que os bancos apresentam “lucros trimestrais impressionantes”, afirmou Noyer num discurso em Singapura, citado pela Bloomberg.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

O Carlos Santos, professor de Economia e autor do blogue O Valor das ideias, teve a amabilidade de distinguir este espaço com o prémio "Esse blog é VIP, just perfect". É uma apreciação que nos enche de orgulho por ter ser feita por quem foi. Obrigado.

As reformas e as conquistas irreversíveis

Publicada por José Manuel Dias


The Economist abordou recentemente o problema do peso das reformas dos idosos no conjunto da população. No artigo ficámos a saber que nos países desenvolvidos, existem em média 4 pessoas com idade para trabalhar [20-64 anos] por cada pessoa com mais de 65 anos. Porém, daqui a 40 anos, a relação descerá para apenas dois trabalhadores por cada pensionista. O peso das reformas será insuportável. Daqui se conclui que as pensões terão de ser menos generosas e a maioria das pessoas terá de trabalhar para além dos 65 anos. Nada que nos surpreenda. Por cá o problema já foi diagnosticado e, com a reforma da Segurança Social, aplicada uma primeira terapêutica. Se atentarmos num estudo da APS, ver em detalhe aqui, apresenta-se uma previsão, para Portugal, de duplicação até 2050 do "fardo da segurança social". Com 20,8% do PIB ficaríamos a ser o país que mais investiria no apoio aos idosos... Logo não há volta a dar, como na maioria dos países da OCDE de resto, as reformas terão de ser "menos menos generosas e a maioria das pessoas terá de trabalhar para além dos 65 anos". Não há conquistas irreversíveis que nos valham. Será bom que se vá interiorizando esta ideia. Não nos vai custar tanto.

Acertemos os relógios

Publicada por José Manuel Dias



Os relógios vão recuar uma hora na madrugada do próximo domingo, dando início ao horário de Inverno, que se prolongará até Março de 2010, altura em que se regressa à hora de Verão. Este recuo nos ponteiros dos relógios vai fazer com que se acorde com mais luminosidade. As noite vão, entretanto, cair mais cedo. Uma horinha mais, até que sabe bem.

Palavras avisadas

Publicada por José Manuel Dias



Segundo Vítor Constâncio, que falou no 3º Congresso Internacional dos Economistas, no Funchal, a fraca posição competitiva da economia portuguesa desaconselha aumentos nominais acima de 1,5% para o próximo ano. "Para 2010 nós prevemos uma inflação de 1,3% e algum aumento da produtividade", disse o Governador. "Por outro lado as previsões internacionais para aumentos dos salários nominais na área do euro são de 1,5%. Portanto, aumentos até este valor no sector produtivo são razoáveis para mantermos a desinflação competitiva que temos vindo a realizar desde 2007, com inflação mais baixa que na área do euro", concluiu.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Só é pena que não dê o exemplo, congelando os salários dos administradores do Banco de Portugal, por forma a que não se diga que "bem prega frei Tomás".

Fazer contas à vida

Publicada por José Manuel Dias


Antes de a crise financeira rebentar, em Agosto de 2007, o volume de novos empréstimos para compra de casa contratados em Portugal, nos primeiros oito meses do ano, ascendia a 12,6 mil milhões de euros. Este ano, tomando como referência igual período, o valor em crédito à habitação caiu para metade. Culturalmente, as famílias portuguesas sempre desejaram ter casa própria. A crise veio pôr uma pausa nessa preferência, obrigando muitos a refazerem as contas à vida.
Para uma economia dependente do financiamento bancário para crescer, este fenómeno é particularmente grave pois, em muitos casos, congela a actividade empresarial e empurra as famílias para um patamar de menor riqueza. Era o ajustamento que faltava, defendem vários economistas que leram esse endividamento excessivo como um dos males estruturais da economias. Porém, foi esse dinheiro do endividamento (que nas famílias equivale a quase 130% do seu rendimento disponível) que permitiu comprar casa própria e consumir produtos e serviços estrangeiros, melhorando de forma significativa os níveis de conforto dos lares portugueses. No crédito à habitação, o malparado está mais controlado, mas também sobe. O rácio de incumprimento neste último segmento vale quase 2,8% dos empréstimos totais. É bem menor do que os quase 7% do segmento de consumo, embora caminhe perigosamente para o máximo da série fornecida pelo Banco de Portugal.
Fonte: Jornal i, aqui.

Christina Aguilera - Back In The Day

Publicada por José Manuel Dias

As mulheres na AP

Publicada por José Manuel Dias


Apesar de o Estado recorrer cada vez mais a serviços de outsourcing, Portugal continua a ser o quarto país da OCDE com o maior peso de salários dos funcionários no total de custos de produção do Estado.
Os dados, que constam de um estudo ontem divulgado, referem-se a 2007, altura em que os custos com os funcionários correspondiam a 56% do total dos custos de produção do Estado. A percentagem é apenas superada pelo México, Grécia e Dinamarca.
O relatório Government at Glance, baseado em dados que na maioria dos casos se referem a 2005, retrata uma administração pública portuguesa centralizada, com forte presença de mulheres, mas menos envelhecida do que na generalidade dos países da OCDE.
Num conjunto de 22 Estados analisados, Portugal é, aliás, o segundo país com a maior percentagem de mulheres na administração pública central. A Polónia é o único país que supera a proporção de 61% registada em Portugal.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

Coisas positivas (13)

Publicada por José Manuel Dias


"As escolas profissionais estiveram estagnadas durante muitos anos com 30 mil alunos, mas, neste últimos três anos, o número de estudantes subiu para 40 mil", disse o presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), José Luís Presa.
Este crescimento, segundo José Luís Presa, deveu-se, em parte, à política seguida pelo Governo, que "definiu como meta colocar 50 por cento dos alunos do Ensino Secundário em percursos de formação profissional".O número de alunos deve continuar a aumentar porque os países mais desenvolvidos da Europa são aqueles que mais apostam na formação profissional", sustentou. O responsável assegurou que "os 20 anos de experiência das escolas profissionais foram muito positivos" e considerou que "o facto de as escolas públicas terem vindo a importar o modelo de funcionamento profissionais é a prova dessa qualidade".
Fonte: Público, aqui.
Este tipo oferta formativa tem crescido de forma significativa - 33% e não 25%, como erradamente se refere no artigo. Razões? Poderão ser apontadas várias mas, de entre elas, podem destacar-se, a nosso ver, a obtenção de competencias facilitadoras da integração no mercado de trabalho e a possibilidade de prosseguimento de estudos a nível superior.

Coisas positivas (12)

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, o sector da construção teve no mês de Agosto um aumento de 2% na produção, enquanto a média europeia caiu 0,5%. Em termos anuais a diferença também é bastante expressiva: Portugal baixa 3%, bem melhor que os -11,1% europeus.

Empresas do passado versus empresas do futuro

Publicada por José Manuel Dias



Para além "deste trabalho de casa" de falar com Basílio Horta, "há sectores consensuais na sociedade portuguesa que merecem uma grande atenção" do Governo. Ulrich citou-os: "O da energia (para reduzir a dependência de Portugal do petróleo), as telecomunicações (para facilitar ao acesso das empresas e particulares à internet, ao conhecimento e à informação), o turismo (em que não sofremos a concorrência directa e esmagadora da China; pelo contrário a China pode alimentar o nosso turismo), o mar (em que temos grandes recursos que devemos desenvolver)".
Mas "acima de tudo", prosseguiu Fernando Ulrich, "temos de dedicar cada vez mais atenção às empresas e aos empresários que mostram que sabem criar riqueza, inovar e construir soluções de futuro." "Em alguns casos estamos a discutir e a canalizar recursos públicos para salvar empresas do passado. Se calhar esses recursos trariam mais riqueza ao País se fossem dados em apoios a empresas modernas, competitivas, que inovam."
Um artigo a propósito do Prós e Contras de ontem com leitura integral no Jornal de Negócios,
aqui.
Temos de concordar com a opinião de Ulrich. Muitas vezes os apoios apenas adiam o inevitável. As empresas têm de estar atentas à realidade envolvente e ajustarem-se. Colocar dinheiro em empresas do passado é penalizar o futuro.

Cadernos do Banco de Portugal

Publicada por José Manuel Dias



Pode consultar aqui os Cadernos do Banco de Portugal, escritos pelo Banco de Portugal com a finalidade exclusiva de informar e esclarecer os consumidores. A informação apresentada é exclusiva do Banco de Portugal. Débitos directos, Central de Responsabilidades de Crédito, Central de Balanços, Transferências a Crédito, Cartões Bancários, Cheques restrição ao uso, Notas e Moedas de Euro, Abertura e movimentação de contas, são alguns dos cadernos publicados. Muita coisa que um consumidor informado deve saber.

Cat Power - House Of The Rising Sun

Publicada por José Manuel Dias

Dez vezes mais

Publicada por José Manuel Dias


O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest.
Os dados deste estudo contabilizam 4,48 milhões de indivíduos que costumam usar a Internet em Portugal Continental. Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento - mais 863 por cento do que então, indica o relatório.
Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam.
Fonte: Público,
aqui.
Portugal avançou muito na utilização da internet. A crescente utilização das tecnologias de informação é um dado adquirido. Os mais novos já "tratam por tu" a internet. A geração Magalhães vai dar um novo impulso a esta realidade, sensibilizando, também, os progenitores para o uso das novas tecnologias.

Lila Downs - Paloma Negra

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A gestão das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


O alargamento do sistema - hoje universal, apesar dos 14,7% de abandono no fim do 9º ano - transformaram Portugal num país moderno. Infelizmente, o sistema ficou eternamente marcado pelo PREC. E a herança sente-se ainda, na forma pouco eficaz como as escolas são geridas. Ou melhor, não são geridas. As escolas portuguesas são organizações onde todos mandam e ninguém tem responsabilidade ou se sente responsabilizado.
[.../...]
Mas o sacudir de ombros das escolas e dos seus ideólogos em relação aos rankings é assustador. Assim como não passa pela cabeça da maioria dos professores ser avaliado pelos resultados dos alunos - embora, no limite, seja esse o único critério objectivo para o fazer - também não passa pelos projectos das escolas lutarem para melhorar os seus lugares nos rankings. A culpa não poder ser atirada apenas para cima das escolas - muitas têm projectos de combate ao insucesso escolar que muitos alunos desaproveitam, e os profesfesores queimam pestanas fazendo fichas de recuperação. O problema é que as escolas não são geridas como empresas. Se houvesse uma luta diária pelos resultados e a responsabilização de quem não os conseguiu atingir, provavelmente orgulhar-se-iam de ficar num bom lugar. Mas se calhar, esta é apenas outra utopia.
Catarina Carvalho, Directora Adjunta do Diário Económico, aqui.

A vitória das marcas brancas

Publicada por José Manuel Dias


Os produtos de marca própria já chegam a todos os lares portugueses. Ou seja, segundo a TNS Worldpanel, empresa de estudos de mercado, todas as famílias compram pelo menos um artigo deste tipo. No entanto, a quota de mercado destes produtos é de 33%. Isto significa que em cada 100 euros de compras 33 são gastos em artigos com a marca dos supermercados.
O crescimento destes artigos ocorreu maioritariamente devido à crise económica, com os portugueses a reduzirem as suas despesas fora de casa e a concentrarem os seus gastos em alimentação. Com a retoma da economia é expectável que o aumento do consumo destes produtos desacelere.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Se é verdade que a necessidade de poupar reforçou o consumo de produtos de marcas brancas, também não é menos verdade que países com melhor nível de vida que o nosso, como a Inglaterra e a França, aderem em maior percentagem às marcas brancas que os portugueses. Podemos concluir então que o que está em causa é, também, uma questão cultural. Existem povos que dão mais valor à poupança que outros.

Coisas positivas (11)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal registou um défice comercial de 10 mil milhões de euros entre Janeiro e Julho, uma melhoria de 3,4 mil milhões de euros, quando comparado com igual período de 2008, indicou hoje o Eurostat. Segundo o gabinete oficial de estatísticas das comunidades europeias, Portugal continuou a comprar mais ao estrangeiro do que a vender, alcançando no entanto uma redução em percentagem idêntica na queda das exportações e das importações, reduzidas em um quarto. Entre Janeiro e Julho deste ano Portugal gastou 28 mil milhões de euros em importações, menos 25 por cento quando comparado com os 37,2 mil milhões de euros gastos em igual período do ano passado.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

Louis Armstrong & Friends - Nobody Knows

Publicada por José Manuel Dias

Novas regras no crédito habitação

Publicada por José Manuel Dias



As novas regras para os créditos à habitação, publicadas em Diário da República a 17 de Agosto , entram hoje em vigor para facilitar a concessão e renegociação dos empréstimos.
Assim, os bancos passam a ter que adoptar as regras do crédito à habitação aos outros empréstimos associados, conhecidos por multi-opções, o que significam comissões de amortização de capital em dívida mais baixas (0,5%), por exemplo, para quem tem empréstimos para obras ou compra de mobiliário. As instituições financeiras passam também a ter o prazo máximo de um ano para poderem subir o spread (margem de lucro dos bancos) em contratos cujo cliente não esteja a cumprir com o pacote de produtos e serviços financeiros combinados, na altura, e que levaram à bonificação daquela taxa.
Por último, passam a ter que apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) nas simulações de crédito à habitação sempre que seja proposto ao cliente uma redução de spread à custa da aquisição ou adesão de outros produtos.
Fonte: Expresso, aqui.

Problema ultrapassado

Publicada por José Manuel Dias


Pedro Duarte Neves, vice-governador do Banco de Portugal, afirmou hoje que as instituições financeiras portuguesas resistiram à crise, e já não têm problemas de liquidez. "O problema agudo de liquidez da segunda metade de 2008 e do primeiro trimestre de 2009 está ultrapassado", afirmou Pedro Duarte Neves, citado pela Lusa. Este responsável sublinhou "o programa de garantias e de recapitalização do Estado teve um efeito importante no desanuviar da tesouraria dos bancos". Há exactamente um ano, o Governo anunciou a concessão de garantias pessoais do Estado para o reforço da estabilidade financeira do mercado português, assumindo responsabilidades até 20 mil milhões de euros, de forma a assegurar que os bancos mantivessem o financiamento da economia.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
São boas notícias para a economia que o mesmo é dizer para os particulares e para as empresas. O crédito é um instrumento decisivo para o desenvolvimento económico. A fazer fé nas palavras de um dos responsáveis do Banco de Portugal o "dinheiro vai continuar a circular com normalidade".

Low - In Silence

Publicada por José Manuel Dias