Quem avisa...

Publicada por José Manuel Dias


O Jornal de Negócios, através da pena do Nuno Carregueiro, faz aqui uma pequena síntese das recentes recomendações do FMI que vale a pena conhecer. Se quiser saber mais pode espreitar aqui. Em síntese, Portugal tem um conjunto de problemas que exigem uma resposta ambiciosa em ordem ao cumprimento destes grandes objectivos: o governo deve reduzir o seu défice, as empresas têm que se tornar mais eficientes e o trabalho mais flexível e produtivo e as famílias devem poupar mais. Aqui se elencam algumas indicações (sugestões imperativas) a observar:
1. Os salários da função pública não devem ser aumentados ou, se o forem, devem sê-lo pelos mínimos (os aumentos deste ano foram muito elevados.)
2. A alteração à regra de actualização das pensões de reforma - por causa da inflação negativa - não devia ter ocorrido e vai ser paga a prazo - ou seja, terá de se ir buscar o poder de compra que se deu agora;
3. O défice público, a dinâmica da dívida pública associada ao baixo crescimento e a dívida da economia em geral coloca Portugal numa situação especialmente frágil caso ocorra mais um choque financeiro externo;
4. O défice público tem de ser reduzido em média 1% ao ano;
5. É preciso reduzir despesas com os salários da função públicas, com as transferências sociais e com a saúde;
6. É preciso aumentar receitas fiscais o que pode passar pela subida do IVA.
Como se pode concluir as coisas não estão fáceis para ninguém. Nem para o Governo, nem para a oposição mas podem ficar muito pior para todos nós, se esta persistir na irresponsabilidade e aquele não revelar coragem para adoptar as medidas necessárias.

The Corrs - Only When I Sleep

Publicada por José Manuel Dias

O nosso dilema: congelar ou aumentar?

Publicada por José Manuel Dias


Para Eduardo Catroga, o último ministro das Finanças nos governos de Cavaco Silva, a situação das finanças públicas em Portugal é insustentável. Uma entrevista que merece ser lida com atenção por todos os que se preocupam com o futuro. Para aperitivo deixamos aqui algumas questões e as respectivas respostas:
P: Como se resolve o problema das finanças públicas?
R: Primeiro é preciso que os responsáveis políticos interiorizem, que não me parece ser o caso, que não houve consolidação orçamental. Sem o interiorizarem não há receitas milagrosas. Mas é preciso mudar de rumo porque já estamos a gastar hoje por conta do PIB futuro.
P: O que sugere em termos práticos?
R: Congelar a despesa pública total em valor absoluto durante dois ou três anos. E como governar é optar, ter-se-ia de definir prioridades. Ter-se-iam de criar envelopes sectoriais. O ministro das Finanças, com apoio do primeiro-ministro, dizia que o seu ministro A; B, ou C não têm mais do que este envelope em função das prioridades definidas. E nessas prioridades tinha de se dar mais ênfase à despesa nos sectores determinantes para a produtividade.
P: E o que fazia, por exemplo, à despesa com os funcionários públicos? É reduzível?
R: Não é reduzível, mas é congelável...
P: Deve voltar o congelamento dos salários na função pública?
R: Com certeza. Agora não quer dizer que, em função das prioridades, não se consiga, poupando noutras áreas, arranjar uma verba, por exemplo, para incentivar acréscimos de produtividade.
Entrevista a ler na íntegra, aqui, jornal Público.

Coisas importantes

Publicada por José Manuel Dias

Muitas horas que não são perdidas no trânsito em filas intermináveis, muitos litros de gasóleo que não são consumidos, mais tempo para o convívio com a família, mais tempo para o estudo ou para o trabalho.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


O Fundo Monetário Internacional recomendou hoje ao Governo que sinalize contenção salarial ao sector privado quando definir os aumentos salariais na função pública para 2010. Quanto ao aumento já decido para as pensões, o Fundo adverte que tal tem que ser “compensado” no futuro. Este ano os salários na função pública aumentaram 2,9%, uma subida que ficou acima da inflação verificada este ano.O FMI destaca a importância desta decisão a tomar pelo Governo, devido também à “necessidade de sinalizar a contenção salarial ao sector privado”. No âmbito da necessidade de reduzir o défice orçamental, o FMI salienta que “a consolidação deve concentrar-se na redução da despesa corrente primária, especialmente da massa salarial do sector público (com base nas recentes reformas da administração pública) e das transferências sociais”. Neste âmbito das transferências sociais, o FMI pede uma análise com “cuidado” aos “critérios de elegibilidade para os subsídios sociais”, bem como uma “gestão rigorosa” nos custos dos serviços de saúde.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

O preço da maioria relativa

Publicada por José Manuel Dias


Os contribuintes portugueses podiam estar a pagar uma prestação mais baixa pelos milhares de milhões de euros em dívida contraída pelo Estado não fossem os avanços e recuos dos políticos nas últimas semanas e o nevoeiro denso quanto às estratégias de saída para a crise, agora que o país é governado em maioria relativa. Comparativamente à dívida alemã (obrigações a dez anos - as Bunds), Portugal está a ser penalizado, em média, com quase mais um ponto percentual. Em relação a Espanha, que tem um défice público projectado bem maior e uma dívida quase idêntica em percentagem do produto interno bruto (PIB), Portugal também sai penalizado (em 0,2 pontos percentuais). Quer num caso, quer noutro, é o preço a pagar pelo risco associado aos empréstimos concedidos ao Estado, o quarto mais elevado da zona euro.
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Gonçalo Pascoal, economista-chefe do BCP, explica que "o diferencial face à Alemanha é uma medida do risco do país" e que "estará já a reflectir a incorporação de várias indefinições em matéria de política orçamental".
Fonte: jornal i, aqui.
Quando não se sabe se o caminho da consolidação das finanças públicas tem "pernas para andar" porque a oposição rejeita propostas do Governo, como o novo Código Contributivo, o risco é este: pagar mais pelos empréstimos (porque incorporam no preço um prémio de risco mais elevado).

Inovar para diferenciar

Publicada por José Manuel Dias


A fábrica de lápis Viarco, única em Portugal nesse sector, lançou este mês no mercado internacional três produtos que são estreias mundiais e reflectem a mudança de segmento que a empresa está a atravessar. Aguarela de grafite para pintura, barras de grafite aguarelável para uso em grandes superfícies e um estúdio portátil com utensílios incluídos são os artigos que José Miguel Vieira Araújo, administrador da Viarco, garante serem “inovações totais a nível mundial”. Integram a linha ArtGraf, vocacionada para os técnicos das artes plásticas e design, e “asseguram a diferenciação da marca em relação à concorrência”, numa “mudança radical” da área de negócios da Viarco, até aqui assente em materiais escolares. “Transferir um modelo de negócio para o outro requer tempo, mas estamos pela primeira vez a apostar na exportação da Viarco enquanto marca e não como prestadora de serviços contratados por terceiros”, diz Vieira Araújo. Os novos produtos da empresa de S. João da Madeira já estão a ser comercializados em Portugal, Alemanha e França, devendo brevemente chegar também a Espanha e aos Estados Unidos.
Fonte: Jornal i,
aqui.
Uma estratégia de sucesso obrigar a estabelecer uma relação duradoura com os clientes procurando ajustar-se a por forma a dar resposta a novas necessidades. O objectivo é subir na escala de valor. Se não és o maior, tens de ser o melhor (ou dos melhores) parece ser o caminho para as empresas com futuro...

Supertramp - it's raining again

Publicada por José Manuel Dias

O segredo está no trabalho

Publicada por José Manuel Dias


A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez comprada por um euro por uma trabalhadora, após uma tentativa de deslocalização para a República Checa há cinco anos, resistiu à crise e já quase triplicou a facturação. "O segredo? O segredo está no trabalho, na qualidade e na procura incessante de novas encomendas e novos nichos de mercado", disse à Lusa Conceição Pinhão, a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização da empresa e que conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por um euro.
Na altura tinha 89 trabalhadoras, agora tem uma centena.
A fábrica, que se dedica essencialmente à confecção de camisas, fechou 2005 com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, enquanto que para este ano a previsão aponta para mais de 1,3 milhões. Conceição Pinhão garante que desde que assumiu as rédeas da fábrica sempre "espreitou" todas as oportunidades de mercado. "Actualmente, 90 por cento da nossa produção é para exportação, sobretudo para Espanha, mas agora também começámos a exportar para o Canadá blusas de senhora", afirmou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Questões pertinentes

Publicada por José Manuel Dias


Importamos 4/5 do que comemos. Hoje, no produto nacional, 3% ou 4% são agricultura e alimentação, 20% ou 25% são indústria. Ou seja, produtos novos, feitos em Portugal, são 30%, menos de um terço. Que vamos exportar daqui a dez anos? E daqui a 20? Serviços? Quais?
Pergunta António Barreto numa entrevista publicada no jornal i, a ler na íntegra aqui, onde se faz um retrato pouco optimista do nosso presente, condicionado, em muito, por um passado que nos envergonha (tínhamos há 30 anos a mesma taxa de analfabetismo que a Inglaterra de 1800) e por um nível de dependência do Estado que não estimula a iniciativa e a tomada de riscos.

Nem tudo o que Dubai é ouro

Publicada por José Manuel Dias


As bolsas europeias caíram para o nível mais baixo das últimas três semanas e as obrigações dispararam, a reagirem à tentativa do Dubai de recalendarizar o pagamento da sua dívida. Esta situação está a abalar a confiança dos investidores que têm procurado os mercados emergentes para obterem retornos mais elevados.
As agências de notação de risco Moody’s e Standard & Poor’s cortaram ontem os “ratings” das empresas estatais do Dubai, dizendo que poderão considerar o plano da Dubai World de prorrogação do reembolso da dívida como um incumprimento. Se assim for, este será o maior incumprimento soberano desde a Argentina em 2001.O Dubai, regido pelo xeque Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, contraiu empréstimos no valor de 80 mil milhões de dólares ao longo de um “boom” de quatro anos no sector da construção que reduziu a sua dependência das receitas provenientes do petróleo e deu origem ao centro turístico e financeiro do Golfo Pérsico.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Este acontecimento coloca uma questão interessante: será que os nossos activos estão bem protegidos? Será que aqueles que julgamos capazes de honrar os seus compromissos estão mesmo em condições de o fazer? Com um mundo como o de hoje, o melhor mesmo é não dar nada por certo e, assim sendo, considerar que há sempre um risco inerente que é ditado pelas incertezas que se vivem. Neste contexto, o melhor mesmo é elevar o preço, incorporando um prémio de risco mais ajustado.

Situação de emergência

Publicada por José Manuel Dias



Não se trata aqui de dramatizar mas de apelar ao realismo. A componente mais nítida desta dificuldade é a não sustentabilidade do caminho que seguimos nos últimos doze anos, cujo desenlace pode bem ocorrer num prazo não muito longo. Efectivamente, uma das poucas coisas de que poderemos ter a certeza é que os próximos doze anos (e provavelmente os próximos seis) não poderão ser iguais aos passados. Isto por uma razão óbvia: é que simplesmente não haverá financiamento externo para sustentar sequer o magro crescimento da última década, porque ninguém emprestará a bancos ou empresas de um país com 150% ou 200% do PIB de dívida externa. Se e quando este financiamento se evaporar a economia e sociedade portuguesas entrarão numa situação de que mais vale não falar, mas que fará da crise de 1983-84 uma brincadeira de crianças.
A situação é pois de emergência. Conseguiu-se - e bem - através da política orçamental conter o colapso, a curto prazo, da economia através da sustentação da procura interna. Agora a prioridade absoluta terá de ser dada às exportações e à redução das importações. Para contimuar a ler este oportuníssimo artigo de João Ferreira do Amaral clicar
aqui, Diário Económico.

Peter Gabriel - In Your Eyes

Publicada por José Manuel Dias

Produto Financeiro complexo

Publicada por José Manuel Dias


O que é um Produto Financeiro Complexo? Segundo a CMVM (Regulamento nº1/2009) tratam-se de ”instrumentos financeiros que, embora assumindo a forma jurídica de um instrumento já existente, têm características que não são directamente identificáveis com as desse instrumento, em virtude de terem associados outros instrumentos de cuja evolução depende, total ou parcialmente, a sua rentabilidade.”

Coisas positivas (18)

Publicada por José Manuel Dias


O Governo congratulou-se hoje, quinta-feira, por Portugal ter sido classificado em primeiro lugar pela Comissão Europeia em matéria de disponibilização e sofisticação de serviços públicos electrónicos, considerando tratar-se de um resultado do Plano Tecnológico e dos programas SIMPLEX. A notícia sobre a classificação de Portugal nesta área foi divulgada hoje, no âmbito da Conferência Ministerial sobre administração electrónica, que está a decorrer em Malmoe (Suécia) - reunião que se integra na presidência sueca da União Europeia.
"O nosso pais obtém classificação elevada nos dois parâmetros (disponibilização e sofisticação) sobre os serviços públicos. Este resultado é fruto do trabalho do Plano Tecnológico e de medidas do programa de Simplificação Administrativa (SIMPLEX)", declarou o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Do endividamento externo

Publicada por José Manuel Dias


Numa década, o endividamento externo da economia portuguesa avaliado pela posição internacional de investimento líquida passou de 41% do produto interno bruto (PIB) para 105% no corrente ano. Esta evolução explica-se pelo acréscimo da dívida face ao exterior da Administração Pública (passou de 25% do PIB para 54% entre 2000 e 2009) e do sector financeiro (expandiu-se de 25% para 51%). O endividamento externo dos bancos materializou-se em expansão do crédito a empresas e particulares, sobretudo este. Efectivamente, o rácio de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 70% para 96% do PIB no mesmo período.A necessidade de recurso à poupança externa decorreu da queda da poupança interna e da observação de forte antecipação de consumo: incremento do consumo corrente em detrimento de futuro por parte de famílias e Estado. O recurso à poupança externa é perfeitamente justificável em países com forte crescimento e poupanças insuficientes para financiar investimento.
Para continuar a ler este artigo de Cristina Casalinho, onde se evidenciam os riscos do nosso endividamento externo, clicar aqui (Jornal de Negócios), se não for feita uma adequada alocação: aos investimentos reprodutivos que garantam taxas de rendibilidade superiores à remuneração exigida pela dívida externa.

A coisa ainda está negra

Publicada por José Manuel Dias



"Neste momento o desafio que Portugal enfrenta é ainda maior [face à última década], na medida em que a evidência histórica demonstra que as crises financeiras tendem a ter um impacto permanente no nível do produto, bem como um impacto negativo na produtividade que se prolonga por algum tempo", lê-se nas conclusões do boletim económico. "A actual crise poderá afectar negativamente o nível de equilíbrio da actividade e o próprio crescimento potencial das economias", aponta outra passagem do documento. A tempestade da crise está a passar, mas deixa todo um conjunto de destroços no caminho: subaproveitamento do capital instalado nas empresas, queda abrupta do investimento (a verificada este ano, prevista em 13,1%, não tem precedentes, sublinha o BdP) e aumento do desemprego estrutural (ver páginas 16 e 17). Todos estes choques somam-se às fragilidades de sempre da economia portuguesa, como a baixa produtividade do trabalho e o endividamento alto.
Do Boletim económico de Outono do Banco de Portugal, via Jornal i, artigo integral aqui.

Previsões do Banco de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal fez a revisão de alguns dos principais indicadores macroeconómicos. Aponta para uma previsão de inflação (Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) de -0,9% em 2009 e um incremento na taxa de poupança . O PIB para 2009 é revisto em alta perspectivando-se que encerre o ano com um decréscimo de 2,7%.

Lacatoni

Publicada por José Manuel Dias


A empresa de produção e comercialização de equipamentos desportivos do treinador do Sporting tem contratos com sete das 16 equipas da Liga. Emblemas como o do Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Belenenses, Marítimo, Académica, Rio Ave e Olhanense equipam Lacatoni.
O Chaves, Trofense, Friamunde, Varzim e Vizela, da Liga de Honra, ou os árbitros da Federação Portuguesa de Futebol e a selecção nacional de Hóquei em Patins também equipam "à Carvalhal". A empresa nasceu na década de 90, fundada em Braga, em 1986, por um grupo de amigos. Chama-se Lacatoni, em honra dos fundadores, Laureta, Carvalhal e Toni (António Soares). E foi crescendo durante a década de 90 no ramo desportivo/têxtil, começando por equipar clubes locais, mas depressa conquistou vários clubes profissionais portugueses.
A internacionalização da marca aconteceu naturalmente. A selecção de futebol de Angola e alguns clubes de futebol na Galiza já vestem Lacatoni.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Katie Melua - Thank You Stars

Publicada por José Manuel Dias