Dez vezes mais

Publicada por José Manuel Dias


O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest.
Os dados deste estudo contabilizam 4,48 milhões de indivíduos que costumam usar a Internet em Portugal Continental. Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento - mais 863 por cento do que então, indica o relatório.
Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam.
Fonte: Público,
aqui.
Portugal avançou muito na utilização da internet. A crescente utilização das tecnologias de informação é um dado adquirido. Os mais novos já "tratam por tu" a internet. A geração Magalhães vai dar um novo impulso a esta realidade, sensibilizando, também, os progenitores para o uso das novas tecnologias.

Lila Downs - Paloma Negra

Publicada por José Manuel Dias

A gestão das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


O alargamento do sistema - hoje universal, apesar dos 14,7% de abandono no fim do 9º ano - transformaram Portugal num país moderno. Infelizmente, o sistema ficou eternamente marcado pelo PREC. E a herança sente-se ainda, na forma pouco eficaz como as escolas são geridas. Ou melhor, não são geridas. As escolas portuguesas são organizações onde todos mandam e ninguém tem responsabilidade ou se sente responsabilizado.
[.../...]
Mas o sacudir de ombros das escolas e dos seus ideólogos em relação aos rankings é assustador. Assim como não passa pela cabeça da maioria dos professores ser avaliado pelos resultados dos alunos - embora, no limite, seja esse o único critério objectivo para o fazer - também não passa pelos projectos das escolas lutarem para melhorar os seus lugares nos rankings. A culpa não poder ser atirada apenas para cima das escolas - muitas têm projectos de combate ao insucesso escolar que muitos alunos desaproveitam, e os profesfesores queimam pestanas fazendo fichas de recuperação. O problema é que as escolas não são geridas como empresas. Se houvesse uma luta diária pelos resultados e a responsabilização de quem não os conseguiu atingir, provavelmente orgulhar-se-iam de ficar num bom lugar. Mas se calhar, esta é apenas outra utopia.
Catarina Carvalho, Directora Adjunta do Diário Económico, aqui.

A vitória das marcas brancas

Publicada por José Manuel Dias


Os produtos de marca própria já chegam a todos os lares portugueses. Ou seja, segundo a TNS Worldpanel, empresa de estudos de mercado, todas as famílias compram pelo menos um artigo deste tipo. No entanto, a quota de mercado destes produtos é de 33%. Isto significa que em cada 100 euros de compras 33 são gastos em artigos com a marca dos supermercados.
O crescimento destes artigos ocorreu maioritariamente devido à crise económica, com os portugueses a reduzirem as suas despesas fora de casa e a concentrarem os seus gastos em alimentação. Com a retoma da economia é expectável que o aumento do consumo destes produtos desacelere.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Se é verdade que a necessidade de poupar reforçou o consumo de produtos de marcas brancas, também não é menos verdade que países com melhor nível de vida que o nosso, como a Inglaterra e a França, aderem em maior percentagem às marcas brancas que os portugueses. Podemos concluir então que o que está em causa é, também, uma questão cultural. Existem povos que dão mais valor à poupança que outros.

Coisas positivas (11)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal registou um défice comercial de 10 mil milhões de euros entre Janeiro e Julho, uma melhoria de 3,4 mil milhões de euros, quando comparado com igual período de 2008, indicou hoje o Eurostat. Segundo o gabinete oficial de estatísticas das comunidades europeias, Portugal continuou a comprar mais ao estrangeiro do que a vender, alcançando no entanto uma redução em percentagem idêntica na queda das exportações e das importações, reduzidas em um quarto. Entre Janeiro e Julho deste ano Portugal gastou 28 mil milhões de euros em importações, menos 25 por cento quando comparado com os 37,2 mil milhões de euros gastos em igual período do ano passado.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

Louis Armstrong & Friends - Nobody Knows

Publicada por José Manuel Dias

Novas regras no crédito habitação

Publicada por José Manuel Dias



As novas regras para os créditos à habitação, publicadas em Diário da República a 17 de Agosto , entram hoje em vigor para facilitar a concessão e renegociação dos empréstimos.
Assim, os bancos passam a ter que adoptar as regras do crédito à habitação aos outros empréstimos associados, conhecidos por multi-opções, o que significam comissões de amortização de capital em dívida mais baixas (0,5%), por exemplo, para quem tem empréstimos para obras ou compra de mobiliário. As instituições financeiras passam também a ter o prazo máximo de um ano para poderem subir o spread (margem de lucro dos bancos) em contratos cujo cliente não esteja a cumprir com o pacote de produtos e serviços financeiros combinados, na altura, e que levaram à bonificação daquela taxa.
Por último, passam a ter que apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) nas simulações de crédito à habitação sempre que seja proposto ao cliente uma redução de spread à custa da aquisição ou adesão de outros produtos.
Fonte: Expresso, aqui.

Problema ultrapassado

Publicada por José Manuel Dias


Pedro Duarte Neves, vice-governador do Banco de Portugal, afirmou hoje que as instituições financeiras portuguesas resistiram à crise, e já não têm problemas de liquidez. "O problema agudo de liquidez da segunda metade de 2008 e do primeiro trimestre de 2009 está ultrapassado", afirmou Pedro Duarte Neves, citado pela Lusa. Este responsável sublinhou "o programa de garantias e de recapitalização do Estado teve um efeito importante no desanuviar da tesouraria dos bancos". Há exactamente um ano, o Governo anunciou a concessão de garantias pessoais do Estado para o reforço da estabilidade financeira do mercado português, assumindo responsabilidades até 20 mil milhões de euros, de forma a assegurar que os bancos mantivessem o financiamento da economia.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
São boas notícias para a economia que o mesmo é dizer para os particulares e para as empresas. O crédito é um instrumento decisivo para o desenvolvimento económico. A fazer fé nas palavras de um dos responsáveis do Banco de Portugal o "dinheiro vai continuar a circular com normalidade".

Low - In Silence

Publicada por José Manuel Dias

To be green

Publicada por José Manuel Dias



O que costuma fazer às rolhas de cortiça depois de abrir uma garrafa de vinho ou de champanhe? Se as manda para o lixo, saiba que está a perder uma boa oportunidade de ser amigo do ambiente. "To be green" é um modo de estar que cada vez recolhe mais adeptos e guardar as rolhas de cortiça é uma das formas de ser ambientalmente responsável.E porquê? A cortiça reciclada é aplicada no fabrico de inúmeros produtos, conforme se pode ver no nosso País. Já não são só as malas, pastas, canetas, caixas para os óculos, como isolamento de som e calor, pistas de atletismo, projectos artísticos ou solas de sapatos. Agora há também anéis, colares, pendentes, entre muitos outros artigos, que são feitos à base de cortiça.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Ranking das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


A tabela das escolas com melhores resultados nos exames nacionais deste ano volta a ser liderada pelos colégios privados. Entre as 20 melhores escolas no ranking de 2009 encontramos novamente apenas uma pública, a Secundária Aurélia de Sousa, do Porto... em vigésimo lugar.
A classificação das escolas de Aveiro- média de Exames - foi a seguinte: Escola Secundária José Estêvão - 60ª -, Escola Secundária Mário Sacramento - 62ª - Escola Secundária Homem Cristo - 83ª - e Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - 131ª.
O Diário de Notícias analisou em detalhe os resultados e dá-nos uma informação interessante que pode ser vista clicando aqui. Por exemplo seria interessante saber quais são as práticas das escolas que alcançam melhores resultados, e tentar perceber porque é que em algumas escolas a disparidade entre a média da classificação interna e a nota dos exames é tão elevada. Avaliar é um passo para melhorar desempenhos. Aprender com os melhores é um bom método para conseguir melhores resultados.

Investigadores premiados

Publicada por José Manuel Dias


Dois investigadores de Coimbra venceram uma competição internacional com uma solução capaz de prever, com uma hora de antecedência, episódios de hipotensão arterial em doentes internados nos cuidados intensivos, foi hoje anunciado. A aplicação informática foi desenvolvida pelos investigadores Jorge Henriques e Teresa Rocha, que venceram o concurso internacional, anual, promovido pela PhysioNet, organização do MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) que gere uma das maiores bases de dados clínicos do mundo para fins de investigação.
Atrás dos portugueses ficaram dois investigadores norte-americanos, um da Universidade de Michigan, outro da Universidade Marquette Milwaukee, Wisconsin, que obtiveram os segundo e terceiro lugares, segundo uma nota divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Fonte: Diário de Notócias,
aqui.

Nobel da Economia

Publicada por José Manuel Dias


A economista americana Elinor Ostrom tornou-se hoje a primeira mulher a vencer o Prémio Nobel da Economia. Oliver E. Williamson, também americano, partilhou o prémio.
Os dois premiados trabalham actualmente nos Estados Unidos: Elinor Ostrom na universidade de Bloomington (Indiana) e Oliver Williamson na de Berkeley (Califórnia).
Os dois economistas foram galardoados pelo trabalho que desenvolveram na área de investigação e análise da governação económica.
Nas suas investigações, Elinor Ostrom demonstrou como a propriedade comum pode ser gerida de uma forma rentável pelas associações de utilizadores. Oliver Williamson desenvolveu uma teoria que mostra que as empresas podem funcionar como estruturas de resolução de conflitos e trouxe para a primeira linha de preocupações a questão da governação económica.
Fonte: Público,
aqui.

Simon & Garfunkel - Sound Of Silence

Publicada por José Manuel Dias

Vinho de princesas

Publicada por José Manuel Dias


Há cerca de uma semana, a princesa Victoria da Suécia bebeu um Periquita Reserva 2005 num jantar de gala que distinguiu dezenas de mulheres empreendedoras de toda a Europa. No luxo da Câmara Municipal de Estocolmo (o mesmo edifício que recebe o famoso banquete do Prémio Nobel), o vinho da José Maria da Fonseca acompanhou o prato principal e foi saboreado por mais de 400 pessoas.
O episódio poderia passar despercebido, não fosse o aumento expressivo das exportações de vinho para a Suécia. Nos primeiros seis meses do ano, já ultrapassaram a totalidade de 2008, tanto em valor como em volume (ver infografia). Mas o bom comportamento do sector fora de portas não se registou apenas no país da princesa Victoria. Aliás, a manter-se o ritmo de exportações verificado no primeiro semestre deste ano, 2009 poderá ser o melhor dos últimos nove anos em termos de valor.
Fonte: Público,
aqui.
Portugal pode ser mais competitivo em muitos sectores de actividade. Precisa apenas de adoptar a estratégia mais adequada. Quem não pode concorrer pelo baixo preço, tem de apostar na diferenciação. Este sector pode servir de exemplo para outros.

A criação do próprio emprego

Publicada por José Manuel Dias


Em 2008, o número de unidades ao abrigo de contratos de franchising aumentou 3%, avança Andreia Jotta, directora do Instituto de Informação em Franchising (IIF), uma firma que presta serviços às marcas e compila directórios sobre o sector. "Alguns empreendedores vêem o franchising como forma de auto-emprego", explica a especialista. "Há várias pessoas que usam as indemnizações para entrar num negócio de franchising." É por isso natural que as marcas mais procuradas sejam as que exigem capitais iniciais inferiores, como as inseridas nas actividades de consultoria financeira, seguros e gestão de condomínios e as clínicas de unhas. Segundo a base de dados do IIF, os investimentos iniciais do franchising em Portugal começam nos 100 euros e chegam às centenas de milhares de euros.
Fonte: jornal i, aqui.
Existe muito empreendedorismo ditado pela necessidade ou como se diz desde tempos imemoriais: a necessidade aguça o engenho.

Hojé é dia de eleições

Publicada por José Manuel Dias


Votei pela primeira vez em Abril de 1975, nas eleições para a Assembleia Constituinte. Desde essa altura que exerci sempre esse direito que considero, também, uma obrigação. Não me reconheço no estilo dos que dizem que as coisas estão mal mas nada fazem para as alterar. Nós somos cidadãos, não nos podemos alhear da vida das nossas cidades, vilas e aldeias. Não somos estranhos aos resultados. Podemos ajudar a mudar as coisas escolhendo os que nos parecem mais capazes para a governação local, exigindo, depois, o cumprimento dos respectivos objectivos programáticos.
Hoje, manhã cedo, lá coloquei o meu voto na urna. Sei que vai ser contado. Só ainda não sei se conta como gostaria. O futuro dirá.

O problema é sério

Publicada por José Manuel Dias


Desdramatizemos a situação. No final deste ano, o défice orçamental em percentagem do PIB deverá ser de 13,5% nos EUA, de 14,4% no Reino Unido e de 10,3% em Espanha.
Inépcia política? Não, responsabilidade social. A violência da crise foi de tal ordem que justificava tudo isto e muito mais. Portugal deverá ficar-se por cerca de 6%, ainda assim abaixo dos 6,5% esperados para a zona euro. Mas não nos iludamos: o problema é sério e vamos ter de o enfrentar. Admitamos que, a um PIB de 100, correspondem receitas de 45 e despesas de 48, gerando um défice de 3 - 3% do PIB. Se, no ano seguinte, a produção cair para 97, as receitas descerem para 43 e, para evitar males maiores, as despesas subirem para 50, então o défice sobe para 7 - neste caso 7,2% do PIB. O acréscimo fica a dever-se ao efeito conjugado de três factores: menos produto, menos receita e mais despesa. É este o cenário de 2009.
O problema existe e carece de solução. E as soluções não são fáceis.
Para continuar a ler opinião de Daniel Amaral, publicada no Diário Económico, clicar
aqui.

Suzanne Vega - The Queen And The Sold

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (10)

Publicada por José Manuel Dias


A retoma começa a fazer-se sentir no sector das novas tecnologias. Prova disso é que a Microsoft e a sua rede de parceiros - constituída por cerca de quatro mil empresas - vão investir em Portugal um total de 526 milhões de euros, nos próximos quatro anos. A conclusão é da consultora IDC, que adianta que em 2009 a multinacional norte-americana, em conjunto com os seus parceiros, vão gerar mais de 1,6 mil milhões de euros em receitas em Portugal. O "ecossistema" Microsoft inclui a própria empresa norte-americana, bem como os seus parceiros e profissionais que trabalham com os seus produtos.
"Uma conclusão essencial deste estudo é que na retoma económica, que já se começa a fazer sentir, as tecnologias inovadoras desempenhem um papel vital na promoção de ganhos de produtividade e no incentivo à criação de empresas locais e de empregos altamente especializados que estimulem a recuperação económica e suportem o crescimento económico sustentável", considera Cláudia Goya, directora-geral da Microsoft Portugal.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Jorge Palma - Encosta-te a Mim

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (9)

Publicada por José Manuel Dias



Os portugueses estão a pagar menos pelo crédito à habitação do que as famílias dos restantes países europeus. Este ano, a taxa de juro média praticada nos empréstimos, em Portugal, registou a maior queda entre os 16 países Zona Euro. Além disso, Portugal manteve-se como o segundo país da Zona Euro com o crédito à habitação mais barato, ficando apenas atrás do Luxemburgo cuja a taxa média se fixou em 2,38%.
Segundo os dados do Banco Central Europeu (BCE), em 2009, a taxa de juro média no crédito à habitação, em Portugal, protagonizou a maior descida entre as instituições financeiras dos 16 países da Zona Euro, ao descer 3,42 pontos percentuais para 2,44%. Uma queda bastante expressiva, quando comparada com o recuo da taxa média dos empréstimos da Zona Euro, que desceu 0,8 pontos percentuais para 4,28%. As disparidades em relação aos restantes países "podem ser explicadas pelas várias circunstâncias nacionais, tais como: diferentes ‘spreads', diferentes práticas de concessão de crédito nos sistemas bancários nacionais, legislação, etc", explicou fonte oficial do Banco de Portugal, ao Diário Económico. A ler
aqui.

Crédito mal parado sobe

Publicada por José Manuel Dias


Perante o aumento do desemprego, as famílias sentem cada vez mais dificuldades em cumprir com o pagamento dos seus empréstimos. É esta a conclusão que é possível retirar dos últimos dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados ontem.
O peso do crédito malparado, no montante total dos empréstimos concedidos às famílias, atingiu o valor mais elevado da última década. Em Agosto, o crédito malparado voltou a aumentar, representando 2,78% do montante de empréstimos concedidos às famílias portuguesas.
Segundo os dados do Banco de Portugal, do total de 135,1 mil milhões de euros de crédito concedido pela banca aos particulares, 3,8 mil milhões de euros correspondem a crédito malparado.
Fonte: Diário Económico, aqui.
A história ensina-nos que os maus créditos nascem nos bons tempos. Agora, com o agravar da crise, o desemprego sobe e, por via disso, muitas famílias entram em incumprimento. É um dos D´s, dos 3 D´s (Desemprego, Doença e Divórcio) habitualmente apontados como as principais causas do incumprimento.

Chaotics

Publicada por José Manuel Dias


A mais recente obra de Kotler era aguardada com expectativa, não fosse o autor uma das maiores referências mundiais em marketing. A capa do livro suscita alguma apreensão: com os nomes dos autores e o título do livro em letras garrafais e a imagem de um mar muito agitado em fundo teme-se o pior: um livro "popular" e sem conteúdo relevante. Após a leitura verifica-se que não é o caso. O livro pretende passar a mensagem de que a turbulência veio para ficar, constituindo a nova normalidade e exigindo mudanças de mentalidade. O futuro não trará ciclos claros e definidos, mas antes um "chaotics continuum", em que se verificam constantes mudanças abruptas. E há duas mensagens secundárias. Para se protegerem do risco e responderem à incerteza, as empresas devem dotar-se de três sistemas: um de aviso antecipado de alteração das condições, outro de construção de cenários alternativos e, finalmente, um sistema de resposta rápida. Paralelamente, perante cenários de turbulência, não se devem cometer erros de gestão, nomeadamente de desinvestimento, já que a turbulência comporta vulnerabilidades e oportunidades.
Filipe Garcia, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui.

Agradar e encantar

Publicada por José Manuel Dias



O Millennium BCP anunciou hoje que, a partir do próximo dia 10 de Outubro, 28 das suas sucursais implementadas nas capitais de distrito e nos grandes centros urbanos passam a estar abertas ao sábado. "Há dois grandes objectivos, que passam por servir melhor os actuais clientes e captar novos clientes", explicou Nelson Machado, administrador do Millennium BCP, acrescentando que a abertura de parte da rede aos sábados "deixou de ser um projecto e passou a realidade".
A iniciativa decorrerá até ao final de Junho de 2010, implicando a abertura de 20 agências no horário matinal (9h30 às 13h30) nas sucursais de rua, e de oito balcões localizados em centros comerciais (14h00 às 18h00). Os serviços disponibilizados aos sábados serão semelhantes aos oferecidos nas agências nos restantes dias, porém, não estarão disponíveis operações de caixa ao balcão - que podem ser realizadas pela via automática.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Quem sabe que os verdadeiros "patrões" são os clientes tem uma preocupação cimeira: ajustar a oferta às efectivas necessidades dos consumidores. Não basta agradar, é preciso encantar.

Lembrete

Publicada por José Manuel Dias


O Sistema de Normalização Contabilística (SNC) publicado em Diário da República (Decreto-Lei n.º 158/2009. D.R. n.º 133, Série I de 2009-07-13), vai substituir o Plano Oficial de Contabilidade (POC) a partir de 1 de Janeiro de 2010.
Do respectivo preâmbulo permitimo-nos destacar:
“(…) Conceptualmente, o SNC caracteriza -se pelas linhas mestras essenciais adiante explicitadas.Trata -se de um corpo de normas coerente com as normas internacionais de contabilidade em vigor na UE e, por outro lado, com as actuais versões das quarta e sétima directivas comunitárias sobre contas, respectivamente, de entidades individuais e grupos de sociedade s.Em conexão com o primeiro aspecto indicado, o SNC é um instrumento moderno ao serviço daquelas empresas portuguesas que, não tendo valores mobiliários admitidos à negociação num mercado regulamentado, têm uma dimensão, uma estrutura de capitais ou uma presença em determinadas actividades que as colocam em pleno ambiente globalizado de negócios, parceiros e fontes de financiamento.
Claro que todas as mudanças comportam dificuldades e esta não será diferente. Uns dizem que as empresas ainda não estão preparadas, outros dizem que que poderão surgir dificuldades mas procuram, entretanto, preparar-se para as mudanças, incrementando a formação. Uns focam o problema, outros procuram a solução.

Peter Hammill - Been Alone So Long

Publicada por José Manuel Dias

Orgulho nacional

Publicada por José Manuel Dias


Just as some people have a better self-image than others, so it seems do countries. In a poll of 33 nations by the Reputation Institute, a branding consultancy, people were asked to rate their trust, admiration, respect and pride in their country. The results are presented as an index. By this measure, Australians are almost as exuberant about their country as they are about sport, and lead the list. They are followed closely by Canadians. Americans, normally a patriotic and positive bunch, are perhaps being affected by the recession.
Para ver na íntegra clicar aqui, The Economist.
A pesquisa de opinião levada a cabo em 33 países pelo Reputation Institut permitiu concluir que os australianos são os que têm uma auto-estima mais elevada, seguidos dos canadianos e dos finlandeses. Portugal não está muito bem classificado mas ainda assim estamos acima dos brasileiros e dos japoneses.

Aprender com os suecos

Publicada por José Manuel Dias


The Government wants to shape health and medical care services around the needs of the patients. Good health and medical care means being able to come into rapid contact with the system, which should be of a high and uniform quality. Improving quality requires better follow-up and the possibility to compare quality, cost and efficiency.
Vale a pena conhecer as reformas que o Goveno sueco está a implementar no sector da Saúde. Qualidade, custo e eficiência têm de ser ponderados. Até lá, na rica Suécia. Para continuar a ler clicar aqui.

A limpeza da cozinha

Publicada por José Manuel Dias


Sou estudante de economia e partilho uma casa com dois colegas. Mas não nos entendemos quanto à limpeza da cozinha.
Pensei que se desenvolvesse uma estratégia implacável de penalizações talvez conseguisse manter uma certa rotatividade na limpeza da cozinha. Mas os meus colegas não levam a sério as minhas ameaças de "castigá-los" e de me recusar a limpar e arrumar a cozinha, uma vez que sabem que prezo muito mais uma cozinha limpa do que eles. O que acha que devo fazer?
Para saber a resposta de Tim Harford, publicada no Financial Times, traduzida para o Diário Económico, clicar
aqui. Uma resposta que constitui uma excelente sugestão para a postura que devemos asssumir perante determinados problemas do nosso quotidiano.

Miley Cyrus - The Climb

Publicada por José Manuel Dias

A gestão do crédito

Publicada por José Manuel Dias


O número de instituições financeiras que não conseguem cobrar pelo menos 20% dos créditos concedidos atingiu o valor mais elevado dos últimos 18 anos, sinalizando mais falências bancárias nos EUA. Pelo menos 26 bancos têm uma taxa de incumprimento dos créditos concedidos superior a 20%, sendo que três destes bancos têm um crédito malparado superior a 50%, indicam os dados da agência governamental FDIC, compilados pela Bloomberg. Os especialistas consideram que uma taxa de incumprimento do crédito concedido superior a 5% representa um grave risco para as instituições financeiras.Embora as autoridades norte-americanas poderão não forçar estes bancos a encerrar as portas, a necessidade destes aumentarem os respectivos capitais e reduzirem o crédito que concedem poderá atrasar a retoma económica em pelo menos nove estados norte-americanos, nota a Bloomberg.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Dizem que o negócio dos bancos é a gestão dos riscos. A avaliar por esta notícia os bancos da terra do Tio Sam não se podem orgulhar da qualidade do respectivo negócio. Têm tomado riscos que não deveriam e, agora, com o acentuar da crise, os incumprimentos vêm crescendo, colocando mesmo em causa a sobrevivência de alguns deles. Para garantirem o futuro algumas dessas instituições são forçadas a aumentarem os capitais próprios e a "reduzirem o crédito concedido". Caso para dizer que "errar é uma forma dolorosa de aprender".

Portugal volta a crescer

Publicada por José Manuel Dias


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu as previsões de evolução económica e garante, agora, que Portugal regressa a um cenário de crescimento já em 2010 (0,4 por cento). Em Abril, a organização estimava que no próximo ano a economia portuguesa iria registar uma contracção de 0,5 por cento. Portugal alinha pelo tom optimista do FMI, nas previsões inscritas no World Economic Outlook hoje divulgado pela instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn.
Fonte: Público,
aqui.
Afinal o futuro não vai ser tão mau como inicialmente se previa, em 2010 já vamos ter crescimento positivo. Quem o diz é o FMI.

Crédito mais difícil

Publicada por José Manuel Dias


Soube-se no final da semana passada. A Moody's, uma das mais conceituadas agências de rating a nível mundial, baixou marginalmente a notação de rating da maior parte dos grandes bancos portugueses, tendo mantido a notação dos restantes.
A decisão já era aguardada, tendo sido pré-anunciada em Abril último. Implica um agravamento do custo do crédito para as instituições atingidas, podendo implicar também, sobretudo para as mais pequenas, algum tipo de restrição ao financiamento. Para os dez milhões de portugueses: crédito mais caro, e menos crédito.
Daniel Bessa, no Expresso, a ler na íntegra aqui.

O clima económico melhora

Publicada por José Manuel Dias


O clima económico melhora. Há vários meses que há bons indicadores nos índices qualitativos de confiança às empresas e consumidores. Tratam-se de indicadores baseados em inquéritos mensais que questionam qualitativamente como tem evoluido ou se espera vir a evoluir um conjunto de variáveis chave na vida das empresas ou das famílias. Este mês a Construção e Obras Públicas, o INE avança com mais um mês de melhoria (exclui-se apenas a Construção e Obras Públicas). Os relatatórios podem ser vistos aqui.

Tindersticks »Mistakes

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (8)

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de poupança das famílias portuguesas aumentou 1,6 pontos percentuais, para 8,6 por cento, no ano que terminou em Junho, face ao ano terminado no primeiro trimestre, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
O nosso comportamento presente é ditado, em grande parte, pela nossa visão do futuro. Se aumentamos a poupança, estamos a ajustar o nosso consumo a níveis que consideramos mais adequados aos nossos rendimentos. Acautelamos o futuro, preservando uma maior independência financeira e, ao mesmo tempo, contribuímos para diminuir o endividamento externo do nosso país. Poupar faz todo o sentido.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

À Ana Paula Fitas, d´A nossa Candeia, pela atribuição do Prémio "Vale a Pena Ficar de Olho Nesse Blog".
Ao José Leitão, do Inclusão e Cidadania, pela atribuição do Prémio "Este Blog É Viciante".

Dia de eleições

Publicada por José Manuel Dias


9.490.680 eleitores podem votar hoje, domingo, nas eleições legislativas, de onde sairá o novo Governo e a composição da Assembleia da República na XI Legislatura. Votar é ajudar a escolher o caminho que marcará o nosso futuro. Vote.

Prestações mais baixas

Publicada por José Manuel Dias


As taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal, atingiram ontem mínimos históricos. A Euribor a seis meses, à qual a maioria dos empréstimos bancários para comprar casa está indexada, está nos 1,02%. Isto significa uma poupança de 242 euros num empréstimo de cem mil euros, face à prestação de há um ano. Em Outubro de 2008, quando a Euribor a seis meses atingiu um recorde de 5,1%, qualquer português que tivesse contraído um empréstimo à habitação a trinta anos e com um spread de 1% pagava 611 euros. Agora, para os contratos que vão ser revistos já em Outubro, as famílias portuguesas com as mesmas exigências bancárias vão pagar 369 euros. Uma diferença de 242 euros.
Fonte: Correio da Manhã,
aqui.
Quem tem rendimentos fixos e crédito habitação tem visto o seu rendimento disponível aumentar. É bom que esse acréscimo não seja todo canalizado para o consumo. Um dia destes, não muito distante, o crescimento económico acelera e as tensões inflacionistas resurgem, e, como é natural, as taxas retomarão as subidas. A poupança, entretanto, efectuada pode dar jeito para suportar o aumento das prestações.

ENIGMA - SADNESS

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (7)

Publicada por José Manuel Dias


As encomendas à indústria voltaram a subir em Julho na zona euro, pelo segundo mês consecutivo, em comparação mensal, com Portugal a acompanhar a tendência, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat. As encomendas às fábricas da zona euro subiram 2,6 por cento em Julho face a Junho, mês em que tinham registado uma progressão de 4 por cento. Em Portugal, subiram 2,9 por cento, após uma quebra de 1,1 por cento no mês anterior.
Na União Europeia no seu conjunto, as encomendas à indústria subiram 1,6 por cento, após uma quebra de 0,6 por cento no mês anterior.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Comissões Bancárias

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é um dos Estados-membros dos 27 em que as comissões bancárias são mais baratas, segundo um relatório da Comissão Europeia divulgado hoje que aponta “inúmeros problemas” na forma como os bancos europeus informam e aconselham os seus clientes. O Relatório da União Europeia sobre os serviços financeiros coloca Portugal no quarto lugar dos preços menos elevados das comissões bancárias cobradas nas contas correntes. Segundo a Comissão Europeia, Portugal tem “comissões bancárias muito baixas” e está “acima da média” europeia em termos de “simplicidade” e “transparência” do sistema de informação aos clientes. Portugal faz, por outro lado, parte de um grupo de países onde os consumidores preferem fazer transacções por via electrónica (internet), um sistema utilizado por 83 por cento do total. No entanto, o número de transacções por cliente está abaixo da média europeia.
Fonte: Público, aqui.
A análise comparativa é um bom indicador da nossa qualidade de desempenho. As comissões bancárias são baixas mas a transparência da informação deve melhorar. Se são baixas é expectável que subam, atenta a actual realidade dos Bancos, mas existe sempre um alternativa: o recurso às transacções electrónicas que têm associadas comissões mais baixas. Quanto à qualidade de informação existe um grande caminho pela frente - embora seja justo dizer-se que no passado recente muito tem sido feito neste domínio - para saber o que se paga e como se podem comparar as diversas ofertas.

Ben Harper- She's Only Happy In The Sun

Publicada por José Manuel Dias

Coisas difíceis (1)

Publicada por José Manuel Dias


Com maior ou menor alcance, o Governo reestruturou a Administração central, implementou a avaliação de desempenho, alterou o vínculo da maioria de funcionários, reduziu o número de efectivos. Mas a alegada "resistência sub-reptícia" à mudança já fazia antever algum grau de conflito. Agora a avaliação é a dos funcionários: da adesão dependem votos e pode depender o êxito da reforma. Foi difícil no Estado como seria difícil numa empresa privada. Quando Marta (nome fictício) integrou o instituto público, em 2004, não havia um verdadeiro sistema de avaliação. Em 2006, porém, é aplicado o Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho (SIADAP). Absorvida no espírito "meritocrático", esta técnica superior levou a avaliação a sério. Mas nem todos fizeram o mesmo. "Existe uma discrepância brutal por parte dos avaliadores e não existe ninguém que controle os objectivos. Eu estabeleço metas exigentes e o avaliador do lado escreve algo como 'tem de vir ao trabalho'. Por isso há pessoas muito boas que são ultrapassadas ". Difícil foi enfrentar os avaliados: "Está a ver como nos prejudicou?"
Para continuar a ler este artigo de Catarina Almeida, no Diário de Notícias desta data, clicar aqui.

Sapato a preços europeus

Publicada por José Manuel Dias


A nossa dor é menos forte do que a dos outros sectores", disse o presidente da APICCAPS, acrescentando que "há um ambiente de fé em relação ao futuro", esperando que, no próximo ano, a tendência de queda estagne para, em 2011, retomar a curva de crescimento dos últimos anos. As exportações de calçado cresceram 11 por cento entre 2005 e 2008, atingindo, no último ano, perto de 1,3 mil milhões de euros. "Vamos sair desta crise sem grande mazelas", reforçou o representante dos industriais de calçado, acrescentando que é o momento de trabalhar na alteração da imagem do calçado português que está desajustada com a realidade. "É preciso mudar a imagem que os sapatos portugueses têm no exterior, porque só melhorando a imagem podemos acrescentar valor ao nosso produto", defendeu o presidente do grupo Kyaia e dono da marca Fly London. "O sapato português tem que ser pago a preços europeus", reforçou Fortunato Frederico.
Fonte: Público, aqui.
O sector de calçado pode constituir um bem exemplo para muitos sectores. O pessimismo não gera a ambição salutar. Só acreditando no futuro mobilizamos as energias necessárias à materialização estratégias que apostem na diferenciação. Não podemo competir com base nos "custos", temos que apostar na qualidade para nos diferenciarmos. Apostar na qualidade para que "o sapato português seja pago a preços europeus" como bem defende o presidente da associação do sector do calçado.

Portugal melhor que a média

Publicada por José Manuel Dias


Como é consabido, estamos em crise. Portugal e o Mundo. A informação divulgada pelo Eurostat é, entretanto, muito animadadora. Evidencia um revitalização do comércio internacional e o nosso país revela um bom desempenho no que concerne ao comércio para fora da UE27. De acordo com os dados as exportações portuguesas cresceram em Julho face a Junho bem mais que a média (7,4% face a 3,3%), e as importações diminuiram muito mais que a média (-13,2% face a -0,6%).

Coisas positivas (6)

Publicada por José Manuel Dias



O Simplex traduziu-se num salto qualitativo na cidadania e na modernização, conjugando economia, eficácia e eficiência da Administração Pública. Em muitos casos as medidas implementadas foram de uma simplicidade surpreendente de tal sorte que muitos se questionam porque é que não foram levadas à prática mais cedo. Hoje somos um país que se pode orgulhar do que que já feito a nível do e-Government. A OCDE aponta-nos mesmo como um exemplo para outros países que querem modernizar a administração pública. Se quisermos verificar a amplitude e profundidade das mudanças basta consultar o relatório dos 4 anos de Simplex. Ora click e veja se não é verdade que "quanto mais simples melhor".

As qualidades mais importantes

Publicada por José Manuel Dias


Muitos consideram que as qualidades mais importantes para enfrentar o mundo são o rigor, a firmeza e a vontade. Na realidade, há qualidades igualmente importantes como a criatividade, a curiosidade, a flexibilidade, a capacidade de reduzir a tensão e a de retirar prazer daquilo que se faz. E, sobretudo, a capacidade de fazermos auto-análise, de examinarmos as nossas acções, reconhecemos os nossos erros e os corrigirmos imediatamente. Muitos atribuem a culpa das suas desgraças e insucessos ao azar, à maldade e à incompreensão dos outros. Lamentam-se, criticam tudo e todos e acabam por ficar tristes e enfadonhos. A verdade é que somos quase sempre nós os responsáveis pelos nossos insucessos. Porque fomos preguiçosos, porque não fizemos o necessário, porque nos sobrevalorizámos, porque fomos arrogantes, ou demasiado crédulos, ingénuos. As pessoas de grande vitalidade tentam sempre prever as consequências das suas acções e, quando as coisas correm mal, têm a capacidade de perceber onde erraram e de mudar de rumo. As personalidades realmente criativas estão em contínua regeneração e mantêm-se sempre inovadoras e jovens.
Francisco Alberoni, em artigo de opinião no Jornal i, com leitura integral
aqui.

Suzanne Vega - Luka

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Da docência para a apicultura

Publicada por José Manuel Dias


Sandra Barbosa tinha sido aluna do Instituto Politécnico de Bragança, mais tarde docente, e a saída afigurou-se como uma catástrofe. Na situação de desempregada, frequentou vários cursos de formação profissional, nomeadamente de apicultura e decidiu criar o seu próprio emprego.
Delineou um projecto de produção e extracção de mel, mediante a instalação de 400 colmeias em duas aldeias do de Bragança, Zoio e Labiados. Associado à venda de mel está também a confecção de sabonetes e velas, feitos com cera, mel e ervas naturais. Candidatou o projecto ao Programa Agro, como jovem empresária agrícola. Foi aprovado e conseguiu um financiamento de 120 mil euros. Criou a sua própria marca, a Montesinos. Procurou outros apoios para arranjar instalações e estabeleceu um protocolo com a Câmara de Bragança e a Junta de freguesia de Refeitos, com vista à cedência das antigas instalações da escola primária, em troca de formação aos apicultores da zona.
Volvidos três anos, assegura que não se arrepende de se ter lançado por conta própria. "É muito bom ser eu a criar o meu ritmo de trabalho, o motor está em mim, é exigente, trabalho mais horas", contou. Este ano comercializou três toneladas de mel biológico, e já não conseguiu dar vazão a todas as encomendas. "Tive lista de espera para entrega de mel, foi extraordinário", afirmou.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Cousteau - Last Good Day of the Year

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Coisas positivas (5)

Publicada por José Manuel Dias


Lisboa vai receber em Setembro de 2010 o 22º Concurso Europeu de Jovens Cientistas, uma iniciativa que a Fundação da Juventude pretende "inesquecível" num país onde "a maior parte da população desconhece" o entusiasmo científico dos seus jovens.
Na semana em que cinco alunos portugueses de 16 e 17 anos estão a participar com dois projectos de biologia e engenharia na 21ª edição do evento, em Paris, a directora-geral da entidade acreditada pela Comissão Europeia para seleccionar jovens através de um concurso nacional adiantou à agência Lusa que estão já a decorrer vários preparativos.
Fonte: Jornal i,
aqui.

Fado Positivo

Publicada por José Manuel Dias


"Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio" é a frase de apresentação do novo blogue do Miguel Carvalho, o Fado Positivo, que pode ser visto aqui. Um blogue a acompanhar, até porque partilhamos da argumentação que expende a propósito: "se o pior dos piores é aceite como informação válida, porque não poderá ser o melhor dos melhores? ".
Convido-vos, assim, a visitar Fado Positivo, um blogue que é uma referência para quem acredita que os bons exemplos são a melhor forma de aprender. Um blogue que está farto do "dantes é que era", do "isto está cada vez pior" e do "só neste país". Numa só palavra um blogue "optimista".

Universidade bate record de entradas

Publicada por José Manuel Dias


O número de candidatos admitidos na 1.ª fase de colocações do ensino superior voltou a crescer comparativamente ao ano anterior. Mais de 45 mil estudantes foram colocados na 1ª fase do concurso, o que corresponde a 86% de todos os que se candidataram. Universidades e politécnicos do ensino superior público disponibilizaram 51.352 lugares, mais 941 que o ano passado. Dos 1099 cursos existentes, cerca de um quarto (244) receberam menos de 20 alunos nesta 1ª fase, existindo mesmo nove licenciaturas que não registaram uma única entrada. Dito de outro modo, existe oferta de cursos que estão desajustados nas necessidades do mercados e, até mesmo, das pretensões dos candidatos. A sua manutenção podendo servir a alguns docentes, penaliza a necessária racionalidade na afectação de recursos financeiros do Estado. Neste contexto foi acertada a decisão do Governo de condicionar a continuidade de financiamento público à existência de um número mínimo de ingressos, sob pena de qualquer dia termos um professor para dois alunos.
Poderá consultar aqui a tabela com as médias de entrada de cada curso e de cada faculdade. Depois, é só fazer contas e ver se a sua média é superior à da média do ultimo aluno para cada curso.

Estudar compensa

Publicada por José Manuel Dias


As economias dos países da OCDE dependem cada vez mais de uma oferta estável de trabalhadores bem qualificados, e esta é uma tendência que provavelmente aumentará. Consoante as populações dos países da OCDE envelhecem, os níveis mais altos de habilitação académica e uma idade de reforma mais tardia ajudarão a baixar as taxas de dependência e a aliviar o peso do financiamento das pensões públicas. Os indicadores mostram que:
- As taxas de emprego aumentam consoante o grau académico obtido na maioria dos países da OCDE. Com poucas excepções, a taxa de emprego para diplomados do ensino superior é significativamente superior à dos diplomados do ensino secundário.
Estas são algumas das conclusões do Panorama sobre a Educação 2007: Indicadores da OCDE, a ler na íntegra
aqui.

Coisas positivas (4)

Publicada por José Manuel Dias


"Dia do Diploma" ocorre hoje nas escolas portuguesas com o intuito de distinguir os melhores alunos do ensino secundário, presenteados com um diploma alusivo à ocasião e um prémio pecuniário de 500 euros. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os dois secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, associam-se à iniciativa, entregando prémios de mérito em diferentes escolas.
O "Dia do Diploma" foi criado no ano passado pelo Ministério da Educação, destacando por cada escola secundária os melhores estudantes dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais e tecnológicos.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.
Uma iniciativa que se aplaude. Há que dar mérito a quem o tem. Premiar os mais capazes por forma a que reforcem a sua motivação, constituindo bons exemplos para os demais.

Portugal recupera

Publicada por José Manuel Dias


O clima económico em Portugal deverá continuar a melhorar nos próximos seis meses.
O
indicador da OCDE, que prevê a evolução da economia com cerca de meio ano de avanço, subiu em Julho, pelo quinto mês consecutivo, para 94 pontos, divulgou hoje a organização internacional.
Enquanto o indicador não ultrapassar os 100 pontos, significa que a economia ainda não está em expansão, mas as melhorias já podem ser interpretadas como uma recuperação.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Estas notícias são boas notícias para os portugueses mas más notícias para os que gostavam de ter más notícias sobre a evolução da nossa economia.

Caetano Veloso - Paloma Hable Con Ella

Publicada por José Manuel Dias

O optimismo contagia

Publicada por José Manuel Dias


A euforia está, definitivamente, instalada no mercado accionista português. Se na sessão de quarta-feira o PSI 20 não foi além da "ameaça", ontem o índice conseguiu fechar acima da barreira psicológica dos 8.000 pontos, tocando em máximos de quase um ano. Para alcançar um patamar superior ao de ontem, nos 8.070,07 pontos, é necessário recuar até ao dia 26 de Setembro do ano passado, dia em que a praça nacional terminou nos 8.190,10 pontos.
A recente escalada do PSI 20 não tem sido mais do que o reflexo do sentimento de optimismo dos investidores mundiais. "A subida dos mercados internacionais e a diminuição da aversão ao risco por parte dos investidores está a contribuir para a subida em Lisboa", afirmou Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker. Já Vasco Balixa, da Ok2Deal, justifica os ganhos com a divulgação de "dados económicos favoráveis e a saída do estado de recessão técnica de alguns países".
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Ler os outros

Publicada por José Manuel Dias


Porfírio Silva, no Machina Speculatrix
Filipe Silva, no e-Ventos Tecnológicos
Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa
Ana Paula Fitas, no A nossa candeia
Cleópatra, no CleopatraMoon
Arábica, no Em Pequenas Doses
Carlos Santos, no Valor das Ideias
Luís Novaes Tito, no A Barbearia do Sr. Luís
Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado

Segundo medicamento criado em Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Portugal vai lançar mais um medicamento inovador a nível mundial para o tratamento de doenças do fígado. A Cardiotrofina-1 é a molécula desenvolvida pelo consórcio formado pela Biotecnol e pela espanhola Digna Biotech que vai agora ser desenvolvida e comercializada pelo grupo Roche, para um mercado avaliado em 400 milhões de euros.
O acordo entre a Biotecnol, a Digna e a Genentech, que integra o grupo Roche (adquiriu o direito de concluir o desenvolvimento da molécula e de comercializar o produto), vai ser anunciado hoje e põe fim a um processo negocial de vários meses. A molécula inovadora, que actua na regeneração do fígado, em casos de cirurgias, hepatites e cancro, não tem concorrente no mercado internacional, embora haja outras empresas a tentar desenvolver produtos semelhantes
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Sem darmos conta Portugal avança em domínios que era suposto serem inantingíveis. Estas coisas não acontecem por acaso, resultam de uma aposta na investigação. Importa, no entanto, prosseguir em ordem a procurar concretizar o objectivo ambicioso da UE: 3% do PIB dedicado à investigação.

Coisas positivas (3)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu para a 33ª posição em termos de Inovação, numa lista de 133 países, uma melhoria que compensou a queda de dois lugares no pilar dos Requerimentos Básicos, para o 39º posto, e o recuo de nove posições nos Indicadores de Eficiência (43º). "O dado mais significativo é que Portugal neste ano de grande crise mantém a sua posição, mas sobe num pilar muito importante, a Inovação", sublinhou Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, em declarações à agência Lusa.
Entre as 27 economias da União Europeia, levando em conta os 12 pilares analisados, Portugal também manteve a posição que ocupava na edição anterior, no 17º lugar, atrás de Espanha - que caiu na lista -, mas à frente de países como a Itália ou a Grécia.
"Em comparação com os países do Sul da Europa, como mostra o 'ranking' de Davos, que coloca Portugal como o país mais competitivo do Sul europeu, a tendência é para alcançar a Espanha", frisou Carlos Zorrinho.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.

As PMEs

Publicada por José Manuel Dias


A maioria das empresas portuguesas que fechou em Portugal tinha menos de dez empregados. Essas empresas geraram 162 mil desempregados. Somando as empresas com mais de dez trabalhadores, mas ainda pequenas, são mais 30 mil desempregados. Ou seja, a morte de pequenas empresas criou, em 2006, quase 200 mil desempregados. Mais de 40% do desemprego total do país. Em Portugal existiam quase 900 mil empresas (888 213). Grandes e pequenas. Dessas, 81% tinham menos de quatro empregados (718 415). Isso: apenas 20% das empresas nacionais não são pequenas unidades familiares.
O que isto significa é que a economia portuguesa está nas mãos das decisões individuais destas pessoas - que são muitas: 718 mil empresas, 718 mil decisores, com preparações e saberes diferenciados, que podem não ter em conta a visão estratégica necessária à firmação das respectivas unidades económicas. E isto é muito importante. Um país cuja economia depende destas pessoas - pessoas que podem cometer erros, que podem abrir negócios sem lógica de mercado, etc. - não pode fingir que o seu caminho passa por outro lado. É aqui que tem de apostar.
Texto do Jornal, i, adaptado, com leitura integral
aqui.
Em épocas de crise, como a que vivemos, as empresas capazes têm que reformular estratégias, não podem continuar a fazer o que sempre fizeram. Quem está num buraco, se continuar a cavar o que lhe acontece é ficar mais no fundo. Muitas destas empresas não tinham futuro. As crises acabam por seleccionar as mais capazes. Importa, no entanto, que o Estado disponibilize meios financeiros e humanos aos empresários que querem avançar, criando mais riqueza para as suas empresas e para o seu país. O nosso futuro depende, em grande parte, deles.

Coisas positivas (2)

Publicada por José Manuel Dias


"Estamos a um passo de conseguir o objectivo de ter total cobertura da rede pré-escolar para as crianças com cinco anos de idade. E vamos consegui-lo, com a ajuda de todos", sublinhou a ministra da Educação, em declarações aos jornalistas, no final da assinatura de 64 contratos com autarquias e instituições de solidariedade das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa (as zonas do país que mais deficiências apresentam na rede pré-escolar).
Antes disso, na intervenção feita durante a cerimónia, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que, em 1996, a taxa de pré-escolarização era de 60 por cento e "mais de 18 por cento das crianças de sete anos chumbavam no segundo ano de escolaridade". À medida que se foi apostando no pré-escolar, o sucesso no ensino básico aumentou: em 2007/2008, o número de crianças com sete anos que chumbavam no segundo ano de escolaridade desceu para os sete por cento, observou a ministra.
Fonte: Público,
aqui.
A diferença que existe entre uma criança do primeiro ciclo do básico que tenha frequentado o pré-escolar é muito relevante. As que frequentarm o jardim de infância estão em melhores condições para terem percursos escolares de sucesso. Os números não enganam.

Katie Melua - I Cried for you

Publicada por José Manuel Dias