Comissões Bancárias

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é um dos Estados-membros dos 27 em que as comissões bancárias são mais baratas, segundo um relatório da Comissão Europeia divulgado hoje que aponta “inúmeros problemas” na forma como os bancos europeus informam e aconselham os seus clientes. O Relatório da União Europeia sobre os serviços financeiros coloca Portugal no quarto lugar dos preços menos elevados das comissões bancárias cobradas nas contas correntes. Segundo a Comissão Europeia, Portugal tem “comissões bancárias muito baixas” e está “acima da média” europeia em termos de “simplicidade” e “transparência” do sistema de informação aos clientes. Portugal faz, por outro lado, parte de um grupo de países onde os consumidores preferem fazer transacções por via electrónica (internet), um sistema utilizado por 83 por cento do total. No entanto, o número de transacções por cliente está abaixo da média europeia.
Fonte: Público, aqui.
A análise comparativa é um bom indicador da nossa qualidade de desempenho. As comissões bancárias são baixas mas a transparência da informação deve melhorar. Se são baixas é expectável que subam, atenta a actual realidade dos Bancos, mas existe sempre um alternativa: o recurso às transacções electrónicas que têm associadas comissões mais baixas. Quanto à qualidade de informação existe um grande caminho pela frente - embora seja justo dizer-se que no passado recente muito tem sido feito neste domínio - para saber o que se paga e como se podem comparar as diversas ofertas.

Ben Harper- She's Only Happy In The Sun

Publicada por José Manuel Dias

Coisas difíceis (1)

Publicada por José Manuel Dias


Com maior ou menor alcance, o Governo reestruturou a Administração central, implementou a avaliação de desempenho, alterou o vínculo da maioria de funcionários, reduziu o número de efectivos. Mas a alegada "resistência sub-reptícia" à mudança já fazia antever algum grau de conflito. Agora a avaliação é a dos funcionários: da adesão dependem votos e pode depender o êxito da reforma. Foi difícil no Estado como seria difícil numa empresa privada. Quando Marta (nome fictício) integrou o instituto público, em 2004, não havia um verdadeiro sistema de avaliação. Em 2006, porém, é aplicado o Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho (SIADAP). Absorvida no espírito "meritocrático", esta técnica superior levou a avaliação a sério. Mas nem todos fizeram o mesmo. "Existe uma discrepância brutal por parte dos avaliadores e não existe ninguém que controle os objectivos. Eu estabeleço metas exigentes e o avaliador do lado escreve algo como 'tem de vir ao trabalho'. Por isso há pessoas muito boas que são ultrapassadas ". Difícil foi enfrentar os avaliados: "Está a ver como nos prejudicou?"
Para continuar a ler este artigo de Catarina Almeida, no Diário de Notícias desta data, clicar aqui.

Sapato a preços europeus

Publicada por José Manuel Dias


A nossa dor é menos forte do que a dos outros sectores", disse o presidente da APICCAPS, acrescentando que "há um ambiente de fé em relação ao futuro", esperando que, no próximo ano, a tendência de queda estagne para, em 2011, retomar a curva de crescimento dos últimos anos. As exportações de calçado cresceram 11 por cento entre 2005 e 2008, atingindo, no último ano, perto de 1,3 mil milhões de euros. "Vamos sair desta crise sem grande mazelas", reforçou o representante dos industriais de calçado, acrescentando que é o momento de trabalhar na alteração da imagem do calçado português que está desajustada com a realidade. "É preciso mudar a imagem que os sapatos portugueses têm no exterior, porque só melhorando a imagem podemos acrescentar valor ao nosso produto", defendeu o presidente do grupo Kyaia e dono da marca Fly London. "O sapato português tem que ser pago a preços europeus", reforçou Fortunato Frederico.
Fonte: Público, aqui.
O sector de calçado pode constituir um bem exemplo para muitos sectores. O pessimismo não gera a ambição salutar. Só acreditando no futuro mobilizamos as energias necessárias à materialização estratégias que apostem na diferenciação. Não podemo competir com base nos "custos", temos que apostar na qualidade para nos diferenciarmos. Apostar na qualidade para que "o sapato português seja pago a preços europeus" como bem defende o presidente da associação do sector do calçado.

Portugal melhor que a média

Publicada por José Manuel Dias


Como é consabido, estamos em crise. Portugal e o Mundo. A informação divulgada pelo Eurostat é, entretanto, muito animadadora. Evidencia um revitalização do comércio internacional e o nosso país revela um bom desempenho no que concerne ao comércio para fora da UE27. De acordo com os dados as exportações portuguesas cresceram em Julho face a Junho bem mais que a média (7,4% face a 3,3%), e as importações diminuiram muito mais que a média (-13,2% face a -0,6%).

Coisas positivas (6)

Publicada por José Manuel Dias



O Simplex traduziu-se num salto qualitativo na cidadania e na modernização, conjugando economia, eficácia e eficiência da Administração Pública. Em muitos casos as medidas implementadas foram de uma simplicidade surpreendente de tal sorte que muitos se questionam porque é que não foram levadas à prática mais cedo. Hoje somos um país que se pode orgulhar do que que já feito a nível do e-Government. A OCDE aponta-nos mesmo como um exemplo para outros países que querem modernizar a administração pública. Se quisermos verificar a amplitude e profundidade das mudanças basta consultar o relatório dos 4 anos de Simplex. Ora click e veja se não é verdade que "quanto mais simples melhor".

As qualidades mais importantes

Publicada por José Manuel Dias


Muitos consideram que as qualidades mais importantes para enfrentar o mundo são o rigor, a firmeza e a vontade. Na realidade, há qualidades igualmente importantes como a criatividade, a curiosidade, a flexibilidade, a capacidade de reduzir a tensão e a de retirar prazer daquilo que se faz. E, sobretudo, a capacidade de fazermos auto-análise, de examinarmos as nossas acções, reconhecemos os nossos erros e os corrigirmos imediatamente. Muitos atribuem a culpa das suas desgraças e insucessos ao azar, à maldade e à incompreensão dos outros. Lamentam-se, criticam tudo e todos e acabam por ficar tristes e enfadonhos. A verdade é que somos quase sempre nós os responsáveis pelos nossos insucessos. Porque fomos preguiçosos, porque não fizemos o necessário, porque nos sobrevalorizámos, porque fomos arrogantes, ou demasiado crédulos, ingénuos. As pessoas de grande vitalidade tentam sempre prever as consequências das suas acções e, quando as coisas correm mal, têm a capacidade de perceber onde erraram e de mudar de rumo. As personalidades realmente criativas estão em contínua regeneração e mantêm-se sempre inovadoras e jovens.
Francisco Alberoni, em artigo de opinião no Jornal i, com leitura integral
aqui.

Suzanne Vega - Luka

Publicada por José Manuel Dias

Da docência para a apicultura

Publicada por José Manuel Dias


Sandra Barbosa tinha sido aluna do Instituto Politécnico de Bragança, mais tarde docente, e a saída afigurou-se como uma catástrofe. Na situação de desempregada, frequentou vários cursos de formação profissional, nomeadamente de apicultura e decidiu criar o seu próprio emprego.
Delineou um projecto de produção e extracção de mel, mediante a instalação de 400 colmeias em duas aldeias do de Bragança, Zoio e Labiados. Associado à venda de mel está também a confecção de sabonetes e velas, feitos com cera, mel e ervas naturais. Candidatou o projecto ao Programa Agro, como jovem empresária agrícola. Foi aprovado e conseguiu um financiamento de 120 mil euros. Criou a sua própria marca, a Montesinos. Procurou outros apoios para arranjar instalações e estabeleceu um protocolo com a Câmara de Bragança e a Junta de freguesia de Refeitos, com vista à cedência das antigas instalações da escola primária, em troca de formação aos apicultores da zona.
Volvidos três anos, assegura que não se arrepende de se ter lançado por conta própria. "É muito bom ser eu a criar o meu ritmo de trabalho, o motor está em mim, é exigente, trabalho mais horas", contou. Este ano comercializou três toneladas de mel biológico, e já não conseguiu dar vazão a todas as encomendas. "Tive lista de espera para entrega de mel, foi extraordinário", afirmou.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Cousteau - Last Good Day of the Year

Publicada por José Manuel Dias

Coisas positivas (5)

Publicada por José Manuel Dias


Lisboa vai receber em Setembro de 2010 o 22º Concurso Europeu de Jovens Cientistas, uma iniciativa que a Fundação da Juventude pretende "inesquecível" num país onde "a maior parte da população desconhece" o entusiasmo científico dos seus jovens.
Na semana em que cinco alunos portugueses de 16 e 17 anos estão a participar com dois projectos de biologia e engenharia na 21ª edição do evento, em Paris, a directora-geral da entidade acreditada pela Comissão Europeia para seleccionar jovens através de um concurso nacional adiantou à agência Lusa que estão já a decorrer vários preparativos.
Fonte: Jornal i,
aqui.

Fado Positivo

Publicada por José Manuel Dias


"Porque não estamos condenados a ver sempre o copo meio-vazio, aqui só se destaca o copo meio-cheio" é a frase de apresentação do novo blogue do Miguel Carvalho, o Fado Positivo, que pode ser visto aqui. Um blogue a acompanhar, até porque partilhamos da argumentação que expende a propósito: "se o pior dos piores é aceite como informação válida, porque não poderá ser o melhor dos melhores? ".
Convido-vos, assim, a visitar Fado Positivo, um blogue que é uma referência para quem acredita que os bons exemplos são a melhor forma de aprender. Um blogue que está farto do "dantes é que era", do "isto está cada vez pior" e do "só neste país". Numa só palavra um blogue "optimista".

Universidade bate record de entradas

Publicada por José Manuel Dias


O número de candidatos admitidos na 1.ª fase de colocações do ensino superior voltou a crescer comparativamente ao ano anterior. Mais de 45 mil estudantes foram colocados na 1ª fase do concurso, o que corresponde a 86% de todos os que se candidataram. Universidades e politécnicos do ensino superior público disponibilizaram 51.352 lugares, mais 941 que o ano passado. Dos 1099 cursos existentes, cerca de um quarto (244) receberam menos de 20 alunos nesta 1ª fase, existindo mesmo nove licenciaturas que não registaram uma única entrada. Dito de outro modo, existe oferta de cursos que estão desajustados nas necessidades do mercados e, até mesmo, das pretensões dos candidatos. A sua manutenção podendo servir a alguns docentes, penaliza a necessária racionalidade na afectação de recursos financeiros do Estado. Neste contexto foi acertada a decisão do Governo de condicionar a continuidade de financiamento público à existência de um número mínimo de ingressos, sob pena de qualquer dia termos um professor para dois alunos.
Poderá consultar aqui a tabela com as médias de entrada de cada curso e de cada faculdade. Depois, é só fazer contas e ver se a sua média é superior à da média do ultimo aluno para cada curso.

Estudar compensa

Publicada por José Manuel Dias


As economias dos países da OCDE dependem cada vez mais de uma oferta estável de trabalhadores bem qualificados, e esta é uma tendência que provavelmente aumentará. Consoante as populações dos países da OCDE envelhecem, os níveis mais altos de habilitação académica e uma idade de reforma mais tardia ajudarão a baixar as taxas de dependência e a aliviar o peso do financiamento das pensões públicas. Os indicadores mostram que:
- As taxas de emprego aumentam consoante o grau académico obtido na maioria dos países da OCDE. Com poucas excepções, a taxa de emprego para diplomados do ensino superior é significativamente superior à dos diplomados do ensino secundário.
Estas são algumas das conclusões do Panorama sobre a Educação 2007: Indicadores da OCDE, a ler na íntegra
aqui.

Coisas positivas (4)

Publicada por José Manuel Dias


"Dia do Diploma" ocorre hoje nas escolas portuguesas com o intuito de distinguir os melhores alunos do ensino secundário, presenteados com um diploma alusivo à ocasião e um prémio pecuniário de 500 euros. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os dois secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, associam-se à iniciativa, entregando prémios de mérito em diferentes escolas.
O "Dia do Diploma" foi criado no ano passado pelo Ministério da Educação, destacando por cada escola secundária os melhores estudantes dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais e tecnológicos.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.
Uma iniciativa que se aplaude. Há que dar mérito a quem o tem. Premiar os mais capazes por forma a que reforcem a sua motivação, constituindo bons exemplos para os demais.

Portugal recupera

Publicada por José Manuel Dias


O clima económico em Portugal deverá continuar a melhorar nos próximos seis meses.
O
indicador da OCDE, que prevê a evolução da economia com cerca de meio ano de avanço, subiu em Julho, pelo quinto mês consecutivo, para 94 pontos, divulgou hoje a organização internacional.
Enquanto o indicador não ultrapassar os 100 pontos, significa que a economia ainda não está em expansão, mas as melhorias já podem ser interpretadas como uma recuperação.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Estas notícias são boas notícias para os portugueses mas más notícias para os que gostavam de ter más notícias sobre a evolução da nossa economia.

Caetano Veloso - Paloma Hable Con Ella

Publicada por José Manuel Dias

O optimismo contagia

Publicada por José Manuel Dias


A euforia está, definitivamente, instalada no mercado accionista português. Se na sessão de quarta-feira o PSI 20 não foi além da "ameaça", ontem o índice conseguiu fechar acima da barreira psicológica dos 8.000 pontos, tocando em máximos de quase um ano. Para alcançar um patamar superior ao de ontem, nos 8.070,07 pontos, é necessário recuar até ao dia 26 de Setembro do ano passado, dia em que a praça nacional terminou nos 8.190,10 pontos.
A recente escalada do PSI 20 não tem sido mais do que o reflexo do sentimento de optimismo dos investidores mundiais. "A subida dos mercados internacionais e a diminuição da aversão ao risco por parte dos investidores está a contribuir para a subida em Lisboa", afirmou Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker. Já Vasco Balixa, da Ok2Deal, justifica os ganhos com a divulgação de "dados económicos favoráveis e a saída do estado de recessão técnica de alguns países".
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Ler os outros

Publicada por José Manuel Dias


Porfírio Silva, no Machina Speculatrix
Filipe Silva, no e-Ventos Tecnológicos
Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa
Ana Paula Fitas, no A nossa candeia
Cleópatra, no CleopatraMoon
Arábica, no Em Pequenas Doses
Carlos Santos, no Valor das Ideias
Luís Novaes Tito, no A Barbearia do Sr. Luís
Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado

Segundo medicamento criado em Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Portugal vai lançar mais um medicamento inovador a nível mundial para o tratamento de doenças do fígado. A Cardiotrofina-1 é a molécula desenvolvida pelo consórcio formado pela Biotecnol e pela espanhola Digna Biotech que vai agora ser desenvolvida e comercializada pelo grupo Roche, para um mercado avaliado em 400 milhões de euros.
O acordo entre a Biotecnol, a Digna e a Genentech, que integra o grupo Roche (adquiriu o direito de concluir o desenvolvimento da molécula e de comercializar o produto), vai ser anunciado hoje e põe fim a um processo negocial de vários meses. A molécula inovadora, que actua na regeneração do fígado, em casos de cirurgias, hepatites e cancro, não tem concorrente no mercado internacional, embora haja outras empresas a tentar desenvolver produtos semelhantes
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Sem darmos conta Portugal avança em domínios que era suposto serem inantingíveis. Estas coisas não acontecem por acaso, resultam de uma aposta na investigação. Importa, no entanto, prosseguir em ordem a procurar concretizar o objectivo ambicioso da UE: 3% do PIB dedicado à investigação.

Coisas positivas (3)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu para a 33ª posição em termos de Inovação, numa lista de 133 países, uma melhoria que compensou a queda de dois lugares no pilar dos Requerimentos Básicos, para o 39º posto, e o recuo de nove posições nos Indicadores de Eficiência (43º). "O dado mais significativo é que Portugal neste ano de grande crise mantém a sua posição, mas sobe num pilar muito importante, a Inovação", sublinhou Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, em declarações à agência Lusa.
Entre as 27 economias da União Europeia, levando em conta os 12 pilares analisados, Portugal também manteve a posição que ocupava na edição anterior, no 17º lugar, atrás de Espanha - que caiu na lista -, mas à frente de países como a Itália ou a Grécia.
"Em comparação com os países do Sul da Europa, como mostra o 'ranking' de Davos, que coloca Portugal como o país mais competitivo do Sul europeu, a tendência é para alcançar a Espanha", frisou Carlos Zorrinho.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.

As PMEs

Publicada por José Manuel Dias


A maioria das empresas portuguesas que fechou em Portugal tinha menos de dez empregados. Essas empresas geraram 162 mil desempregados. Somando as empresas com mais de dez trabalhadores, mas ainda pequenas, são mais 30 mil desempregados. Ou seja, a morte de pequenas empresas criou, em 2006, quase 200 mil desempregados. Mais de 40% do desemprego total do país. Em Portugal existiam quase 900 mil empresas (888 213). Grandes e pequenas. Dessas, 81% tinham menos de quatro empregados (718 415). Isso: apenas 20% das empresas nacionais não são pequenas unidades familiares.
O que isto significa é que a economia portuguesa está nas mãos das decisões individuais destas pessoas - que são muitas: 718 mil empresas, 718 mil decisores, com preparações e saberes diferenciados, que podem não ter em conta a visão estratégica necessária à firmação das respectivas unidades económicas. E isto é muito importante. Um país cuja economia depende destas pessoas - pessoas que podem cometer erros, que podem abrir negócios sem lógica de mercado, etc. - não pode fingir que o seu caminho passa por outro lado. É aqui que tem de apostar.
Texto do Jornal, i, adaptado, com leitura integral
aqui.
Em épocas de crise, como a que vivemos, as empresas capazes têm que reformular estratégias, não podem continuar a fazer o que sempre fizeram. Quem está num buraco, se continuar a cavar o que lhe acontece é ficar mais no fundo. Muitas destas empresas não tinham futuro. As crises acabam por seleccionar as mais capazes. Importa, no entanto, que o Estado disponibilize meios financeiros e humanos aos empresários que querem avançar, criando mais riqueza para as suas empresas e para o seu país. O nosso futuro depende, em grande parte, deles.

Coisas positivas (2)

Publicada por José Manuel Dias


"Estamos a um passo de conseguir o objectivo de ter total cobertura da rede pré-escolar para as crianças com cinco anos de idade. E vamos consegui-lo, com a ajuda de todos", sublinhou a ministra da Educação, em declarações aos jornalistas, no final da assinatura de 64 contratos com autarquias e instituições de solidariedade das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa (as zonas do país que mais deficiências apresentam na rede pré-escolar).
Antes disso, na intervenção feita durante a cerimónia, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que, em 1996, a taxa de pré-escolarização era de 60 por cento e "mais de 18 por cento das crianças de sete anos chumbavam no segundo ano de escolaridade". À medida que se foi apostando no pré-escolar, o sucesso no ensino básico aumentou: em 2007/2008, o número de crianças com sete anos que chumbavam no segundo ano de escolaridade desceu para os sete por cento, observou a ministra.
Fonte: Público,
aqui.
A diferença que existe entre uma criança do primeiro ciclo do básico que tenha frequentado o pré-escolar é muito relevante. As que frequentarm o jardim de infância estão em melhores condições para terem percursos escolares de sucesso. Os números não enganam.

Katie Melua - I Cried for you

Publicada por José Manuel Dias

A política é uma arte

Publicada por José Manuel Dias


De entre todas as reformas estruturais prometidas pelo Governo em exercício de funções, a mais conseguida foi a da Segurança Social. Consistiu, no essencial, numa redução das pensões de reforma e na adopção de mecanismos que continuarão a reduzi-las, de forma quase automática, tanto quanto se revele necessário para devolver ao sistema uma expectativa de solvabilidade.
É dura, a realidade, mas não há como fugir-lhe. Os Estados modernos, sobretudo os da Europa Ocidental, correm sérios riscos de impossibilidade de solver todos os compromissos assumidos, em particular na área social (sistema de pensões, sistema de saúde e sistema de ensino, por esta ordem, para referir apenas os três mais importantes). A resolução deste problema é muito complexa, exigindo a redução de direitos ou um aumento da carga fiscal que acabaria por se revelar asfixiante, e letal.
Daniel Bessa, em artigo de opinião, no Expresso, com leitura integral
aqui.

Melhores condições, melhores resultados

Publicada por José Manuel Dias


A Associação de Professores de Matemática (APM) considera que há hoje melhores condições físicas e humanas para o ensino da disciplina, mas não consegue aferir se tal resultou em melhorias na aprendizagem.
Ter melhores condições para o ensino tem sido o desiderato de muitos professores. Deixou de existir o alibi da "falta de condições". Agora, depende basicamente dos professores e da sua real habilitação e motivação para ensinarem. Melhores condições arrastam, por via de regra, melhores resultados. Importa no, entanto, sublinhar que o gosto pelos números deve despontar muito cedo e, muitas vezes, descura-se a importância do Jardim de Infância nesse processo de aproximação à matemática.

Money as debt

Publicada por José Manuel Dias




Um vídeo, sugerido pelo Jorge Freitas, meu aluno no IFB, que, em minha opinião, devia ser visto por muitos dos nossos comentadores de temas económicos por forma a não dizerem os disparates que, por vezes, dizem. Os interessados no desenvolvimento destas questões podem aprofundar o conhecimento aqui, com o documentário completo em 5 vídeos.

Tira não tira?

Publicada por José Manuel Dias


Os governos em todo o mundo gastaram biliões de euros em pacotes contra a crise - em Portugal a conta é de 2,18 mil milhões -, motivando o debate sobre como retirar esses apoios. Se forem retirados cedo de mais as economias podem mergulhar de novo no vermelho - se continuarem por demasiado tempo podem gerar pressões inflacionistas e agravam a dívida pública.
Apesar dos sinais de recuperação - produção industrial a subir na Europa e Estados Unidos, França e Alemanha a crescer no segundo trimestre do ano, confiança a subir - os ministros das Finanças europeus pareceram aceitar a prudência dos economistas e guardaram os anúncios definitivos de recuperação com o champanhe no congelador. Neste cenário é certo que os pacotes orçamentais de apoio se irão manter durante mais algum tempo. "Até ver o pior já passou, mas ainda não é tempo de retirar os estímulos orçamentais", apontou Juncker. Christine Lagarde, ministra francesa das Finanças, foi mais longe: "Não uso as palavras recuperação e ponto de viragem porque decidimos [conselho de ministros] hoje de manhã que ainda não chegamos aí".
Fonte: i,
aqui.
O acréscimo de despesa pública, resultante dos apoios concedidos, tem uma consequência: agravamento do défice. Recuperar as contas públicas obrigará a aumentar as receitas, por regra pela via mais fácil dos impostos, ou a diminuir a despesa pública. Esta decisão implica, no entanto, coragem e determinação dos Governos e, claro, uma maioria estável. A situação não é fácil para nenhum dos governos.

Regresso ao trabalho

Publicada por José Manuel Dias


Agradeço à F. a sugestão musical.

Desemprego não sobe

Publicada por José Manuel Dias


Tudo o que sobe acaba por descer. O ditado ainda não se pode aplicar ao desemprego em Portugal mas já se acumulam sinais de que pelo menos a fase ascendente pode estar perto do fim. Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal manteve-se, em Julho, em 9,2%, tal como nos três meses anteriores, contrastando com o ligeiro agravamento verificado no conjunto dos 27 Estados-membros, de 9,4% para 9,5%.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
As conclusões resultam dos dados de emprego divulgados ontem pelo organismo oficial de estatísticas da União Europeia que podem ser vistos
aqui. Os números desmentem as palavras dos arautos da desgraça que Portugal está pior que os outros. Portugal saiu da recessão técnica, o desemprego estabilizou e é menor que a média da Área Euro.

Coisas positivas (1)

Publicada por José Manuel Dias


Paraísos fiscais começam a abrir mão do sigilo bancário. OCDE diz que Portugal cumpre requisitos exigidos na troca de informação fiscal.
Portugal é um dos países que merece mais elogios da OCDE, em termos de combate à fraude fiscal. A organização considera que Portugal tem implementado "de forma substancial" os padrões exigidos na troca de informação fiscal. A economia nacional tem acordos com 45 países, tendo em vista uma maior transparência do sistema financeiro, que estão de acordo com os padrões exigidos pela OCDE para um melhor combate à fraude.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Casas a mais

Publicada por José Manuel Dias


As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto absorvem mais de 70 por cento da oferta de habitação em Portugal Continental e que eram, no primeiro trimestre deste ano, referentes a 490 mil habitações. As casas mais baratas estão no Norte; as mais caras estão no Algarve.
Das 490 mil habitações que existiam no stock de oferta no primeiro trimestre, cerca de 63 por cento correspondiam a alojamentos usados. Ou seja, apenas 181 das 490 mil casas que existem em oferta correspondem a alojamentos novos, e destes, na área metropolitana de Lisboa existiam cerca de 69 mil fogos novos em oferta.
Fonte: Público,
aqui.

Leituras de uma manhã de domingo

Publicada por José Manuel Dias

Linkin Park - Shadow of the Day

Publicada por José Manuel Dias

Clima económico melhora

Publicada por José Manuel Dias


Os consumidores portugueses estão menos pessimistas e as empresas começam a prever melhores resultados. Em Agosto, o clima económico calculado pelo Instituto Nacional de Estatística acentuou a tendência de melhoria que se regista desde os mínimos históricos atingidos em Abril. E os indicadores de confiança dos consumidor já estão a regressar a níveis próximos do que se verificava antes da crise.
Fonte: Público,
aqui.
Parece que o pior já terá passado. Não é só por cá que as coisas tendem a melhorar, por toda a Europa se registam melhorias. Claro que existem uns tantos que ficam incomodados com estas notícias mas para esses podemos dizer: resignem-se, é a economia.

Um Agosto em grande

Publicada por José Manuel Dias


Índice acumula ganhos de 8,23% este mês, com os títulos da Altri e do BCP a liderarem as subidas em bolsa.
Há 16 anos que o PSI 20 não tinha um Agosto tão positivo. O índice do mercado nacional leva ganhos de 8,23% desde o início do mês e está a negociar no nível mais alto desde Outubro de 2008. Para encontrar um melhor desempenho em Agosto, é necessário recuar a 1993, altura em que o PSI 20 conseguiu acumular uma valorização de 12,6%.O PSI 20 está a superar as subidas das ‘praças' europeias.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Accountability

Publicada por José Manuel Dias



Uma queda de 18,8% nas receitas e a um aumento de 3,7% na despesa, contribuiram para o agravamento do défice mas o Governo mantém objectivo de chegar ao final do ano com um défice das contas públicas de 5,9 por cento. O Ministério das Finanças fez bem em divulgar o nível de execução orçamental para ninguém diga que não sabe como as coisas estão, e que não sabe ao que vai. As coisas estão devidamente explicadas aqui. Só precisam de ser lidas.

Pink Floyd-Wish You Were Here

Publicada por José Manuel Dias

Ajustar critérios

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos concederam no primeiro semestre do ano menos 28% de crédito do que em igual período do ano passado. Ao contrário do que parece, esta é uma boa notícia. Ela significa que a banca está a adequar a sua política creditícia aos riscos da nova conjuntura económica.
E, por essa via, a salvaguardar os seus rácios de solvabilidade, algo que deve tranquilizar os cidadãos, em vez de os preocupar. Ou seja, ao contrário do que sucedia há um ano, os bancos já não têm falta de capital para emprestar (o mercado monetário interbancário e os mercados financeiros readquiriram liquidez); estão é mais cuidadosos a avaliar o risco de certas operações. De empresas e famílias.
Camilo Lourenço em artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

A competição do leite

Publicada por José Manuel Dias


Não podemos criar a ilusão de que um produtor que tenha uma dúzia de vacas vai continuar a produzir leite, porque não vai. Não vai conseguir ser competitivo", avisa Jaime Silva, para quem "é normal que, a curto prazo, passemos de 10 mil para sete mil produtores que produzirão tanto ou mais leite do que hoje".
Uma maior consolidação neste sector é, em sua opinião, "incontornável". Jaime Silva sublinha que os menos de dez mil produtores portugueses que hoje existem produzem muito mais leite do que os 80 mil que existiam há 10 anos. Daí que pretenda incentivar a saída de cerca de três mil produtores da actividade a curto prazo. "Criámos medidas para aqueles que têm 100 vacas poderem vir a ter 200, mas também criamos medidas para aqueles que não têm capacidade financeira e queiram sair: daremos 250 euros de ajuda por hectare aos que abandonem a produção", avançou.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
O Ministro da Agricultura é um homem que sabe o que diz. As verdades podem custar a ouvir mas não é por isso que deixam de ser verdade. Quem sabe o que são economias de escala há muito que antecipou este desenlace: menos produtores e maior produção, para melhorar a competitividade.

O PIB: problemas da medição

Publicada por José Manuel Dias


Um derrame gigante de petróleo provoca prejuízos ambientais e sociais difíceis de calcular, mas dá trabalho às empresas de limpeza e cria emprego, logo aumenta o produto interno bruto (a riqueza gerada numa economia). Um programa de saúde infantil pode reduzir o risco de doença e mortalidade em crianças, fazer baixar as despesas hospitalares e, a prazo, o consumo de medicamentos, aumentando assim o bem-estar das pessoas, mas reduz o PIB. A privatização de uma praia, reduzindo o acesso livre ao público, pode estragar as férias a muita gente, mas aumenta a facturação da empresa concessionária, logo contribui positivamente para a riqueza. A exploração de petróleo, um recurso finito, idem.
Estes são alguns exemplos "paradoxais" que provam que o PIB está mal medido, defende Ladislau Dowbor, professor de Economia na Universidade Católica de São Paulo.
Fonte: i, aqui.
As coisas nem sempre são o que aparentam... As coisas vão bem ou vão mal? As estatísticas são importantes nas importa saber como são construídas.

Need You - Tim McGraw Ft. Faith Hill

Publicada por José Manuel Dias

SNS: gratuito?!

Publicada por José Manuel Dias


Portugal está entre os países que mais dinheiro do PIB aplica na Saúde, situando-se cima da média da OCDE. Ainda assim, o valor gasto por cada habitante é relativamente baixo: 1514 euros por pessoa, quando a OCDE gasta, em média, 2087 euros.
No estudo ‘Dados sobre Saúde 2009: Como Portugal se Comporta’, os números mostram que o País gasta 9,9% do PIB neste sector, o equivalente a 16,6 mil milhões, um ponto percentual acima da média da OCDE. Ainda assim, o dinheiro despendido per capita coloca-nos no fundo da lista dos 30 países que compõem a organização: 1514 euros gastos com cada português, abaixo dos 2087 euros médios. Abaixo, só países como a Hungria, República Checa ou Polónia.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
O Serviço Nacional de Saúde é uma das grandes conquistas dos Portugal democrático e é através dele que o Estado assegura o direito à saúde (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos. Importa ter, no entanto, a noção que neste mundo "não há almoços grátis" e que maior disponibilização de recursos acarreta maiores encargos para os contribuintes já que a procura potencial de saúde é ilimitada. Daí que seja relevante introduzir critérios de racionalidade económica no SNS, dando informação aos utentes do verdadeiro custo dos serviços que utilizam.

O lápis da estratégia bem sucedida

Publicada por José Manuel Dias


No fim da linha de produção, cinco mulheres dão os últimos acabamentos aos pequenos lápis de nove centímetros que vão acompanhar as agendas de um cliente inglês. "Estão a colocar as pontas de plástico. É um trabalho que exige muita mão-de-obra e fica caro, mas como a encomenda era só para 200 mil lápis não interessava aos chineses e nós aproveitámos a oportunidade", explica o gerente da Viarco, José Araújo.
Os pequenos lápis saem da fábrica já bem afiados, prontos a escrever, respeitando a tradição de uma marca que teima em resistir em instalações do início do século XX, decidida a valorizar as máquinas velhas como "arqueologia industrial".
São a etapa mais recente numa história iniciada há 78 anos, quando Manoel Vieira Araújo decide diversificar os negócios de chapelaria da família e compra a Fábrica Portuguesa de Lápis, com uma herança empresarial que remonta a 1907. Cinco anos depois é já sob o comando do seu filho que a marca Viarco chega ao mercado para fabricar lápis cobertos de sinais de trânsito, com a tabuada, as vogais e até a história da carochinha. Ao longo dos anos, ajudou milhões de portugueses a aprender a escrever e tornou-se ferramenta indispensável a carpinteiros, artistas e jogadores de golfe.
Para continuar a ler este artigo de Margarida Cardoso no Expresso desta semana, clicar aqui.
Uma empresa com mais de 75 anos que permanece no mercado. Qual é o segredo? Aproveitar as situações "geradoras de oportunidades", manter uma "estrutura pequena e flexível" e "criar produtos com maior valor acrescentado" e "inverter a estrutura de vendas, tornando as exportações dominantes". " Em sínteses apostar numa estratégia de diferenciação focada.

Bancos sólidos

Publicada por José Manuel Dias


Os cinco maiores bancos reforçaram os capitais para níveis acima dos exigidos pelo Banco de Portugal, conseguindo assim ultrapassar a banca espanhola em solidez.
Os principais bancos nacionais atingiram, no final de Junho, um rácio de fundos próprios de base (Tier 1) médio de cerca de 9% e que compara com o rácio médio de 8,3% dos maiores bancos espanhóis. Uma diferença que se irá acentuar ainda mais quando o BCP atingir em Agosto o Tier 1 que estima atingir então, de 8,8%, face aos actuais 8%.F
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Brad Mehldau Trio - O Que Sera

Publicada por José Manuel Dias

Portugal saiu da recessão

Publicada por José Manuel Dias


Pelo quinto trimestre consecutivo, a Zona Euro permaneceu em terreno negativo entre Abril e Junho. Mas foi por pouco. Alemanha, França e, até Portugal, saíram da recessão. Metade dos países está a crescer. E, quem ainda não está, está a cair menos. O fim da recessão à escala europeia está para breve. Para além da Alemanha, França e Portugal (todos com variações trimestrais do PIB de 0,3%), a Grécia cresceu 0,3%, regressando a uma rota de expansão apenas interrompida no primeiro trimestre, o mesmo tendo sucedido com a Eslováquia, que depois de ter afundado uns impressionantes 11% no arranque do ano, voltou a crescer 2,2%. Itália (-0,5%), Holanda (-0,9%), Bélgica (-0,4%), Áustria (-0,4%) e Chipre (-0,5%) voltaram a sofrer contracções, mas, em todos os casos, bem menos acentuadas do que no trimestre anterior.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Boas notícias para todos nós, más notícias para os profetas da desgraça.

As buzzwords da gestão

Publicada por José Manuel Dias

Teste os seus conhecimentos sobre economia e responda aqui ao Quiz de Verão do Negócios. Veja se conhece as buzzwords de gestão. Clique aqui para abrir o questionário no Jornal de Negócios.

Paul Simon: Diamonds on the soles of her shoes /zimbabwe

Publicada por José Manuel Dias

Recenseamento agrícola

Publicada por José Manuel Dias


Este ano é ano de recenseamento agrícola. O trabalho de campo vai ser realizado entre Novembro de 2009 e Maio de 2010 um pouco por todo o país. O INE, entidade responsável por esta operação estatística, está a contratar:
186 técnicos locais com contrato a termo certo e 1540 entrevistadores em regime de recibos verdes. Eventuais interessados podem recolher informação adicional aqui:
INE RA09.

Elas são mais sensatas

Publicada por José Manuel Dias


Numa altura em que o crédito mal parado está a caminho de máximos históricos, um estudo académico sugere que, quando são mulheres a decidir quem e quanto pode pedir emprestado ao banco, as taxas de incumprimento são menores.Esta conclusão foi hoje divulgada pelo Centre For Economic Policy Research (CEPR), um centro de investigação de política económica sedeado em Londres, e surge quando vários outros estudos sugerem que elas são também mais ajuizadas quando estão do outro lado do balcão, a pedir emprestado.
E porquê são elas mais sensatas na concessão de crédito? A primeira das duas explicações avançadas pelos investigadores não prima pela originalidade: as mulheres – concluem - parecem conseguir intuir características dos clientes difíceis de avaliar pelas meras respostas aos inquéritos, e que acabam por escapar aos homens. Os investigadores não o escrevem, mas do que falam é do velho “sexto sentido”. Mas há mais. Segundo estes investigadores, as mulheres têm uma maior capacidade de “acompanhar” os seus clientes. Também não o escrevem, mas o que dão a entender é que ao primeiro deslize do cliente, o telefone toca... Velho sentido maternal?
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Bons conselhos

Publicada por José Manuel Dias


Os azares acontecem, mas, ao contrário do que muitos acreditam, é possível planeá-los, em particular se forem imprevistos financeiros. Os especialistas em finanças pessoais concordam que a criação do fundo de emergência é tão importante como a redução da dívida. Um fundo de emergência é uma reserva de dinheiro que está pronta a entrar em acção caso surja um acontecimento inesperado que exija capital. A perda do emprego, uma despesa médica substancial, uma reparação grave na casa ou no carro e uma factura surpresa do fisco são exemplos de ocorrências que justificam a mobilização do fundo de emergência. A compra de um carro novo, a remodelação da casa ou as próximas férias já não devem usar esse fundo, porque poderiam ser planeadas antecipadamente.
Para continuar a ler este artigo de David Almas, publicado no i, clicar aqui.

Estratégias e preços

Publicada por José Manuel Dias


O aumento do salário mínimo nacional deste ano fez com que as remunerações negociadas, em Junho, para cerca de 90 mil trabalhadores do sector têxtil subissem 5,2%, valor que ultrapassa as actualizações conseguidas até agora. Os dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) reflectem assim as subidas acordadas para o salário mínimo nacional, com grande aplicação naquele sector.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Vale a pena fazer uma pequena reflexão sobre a bondade desta medida e o respectivo impacto na nossa realidade económica. Se não temos marcas próprias, não nos diferenciamos. A nossa estratégia assenta nos custos e a competitividade baseia-se no preço. Ora se os salários aumentam sem se alcançarem ganhos de produtividade, o custo do factor trabalho incorporado no produto sobe, diminuindo, por essa via a nossa competitividade - preço. Se as exportações já caíram em 2008, este ano, com a crise, vão ainda cair mais. Não basta por isso boas intenções, é preciso que os caminhos trlhados pelas empresas sejam outros, evitando a dependência do "trabalho a feitio" e apostando em têxteis técnicos que permitam a necessária diferenciação, sob pena do desemprego no têxtil aumentar.

Natalie & Nat King Cole - Unforgettable

Publicada por José Manuel Dias

Publicada por José Manuel Dias

Reformas milionárias diminuem...

Publicada por José Manuel Dias


No final de Setembro próximo serão 31 os aposentados da Função Pública com reformas milionárias. Mas o número de pensões com valores acima dos cinco mil euros começa a abrandar. Nos primeiros nove meses do ano passado foram 36 os funcionários públicos que se retiraram da vida activa com valores mensais entre os cinco e os oito mil euros. Os mesmos limites em que oscilam as 31 pensões milionárias atribuídas este ano pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
O valor recorde deste ano é uma pensão mensal de 8156,97 euros atribuída a um inspector-geral dos CTT, repetindo o cenário do ano passado, no mesmo período.O Ministério da Justiça é o campeão das aposentações milionárias. Nas listagens publicadas pela CGA contam-se diversos juízes desembargadores, juízes conselheiros, juízes de direito ou procuradores-gerais adjuntos com reformas que ultrapassam os cinco mil euros mensais e, em vários casos, seis mil euros.
Fonte: Correio da Manhã,
aqui.
Não há dúvidas que o Estado tem sido um patrão generoso. Paga a tempo e horas, garante estabilidade do emprego e, ainda por cima, oferece reformas muito generosas. Registe-se que o valor médio das pensões na Função Pública ronda os 1200,87 euros, muito acima da reforma média do sector privado (390,00 euros). Não deixa se ser chocante identificar estas disparidades, sobretudo quando se sabe que são os privilegiados que mais reclamam. Sem um Governo forte capaz de enfrentar as corporações instaladas na Administração Pública o nosso país debate-se com uma "equação quase impossível": reduzir a despesa pública que já absorve metade da riqueza nacional.

Bons ventos de Espanha

Publicada por José Manuel Dias

O pior já passou...

Publicada por José Manuel Dias


O pior parece já ter passado, tanto para as maiores economias do mundo, como para Portugal, mas há ainda muitas incógnitas quanto a uma recuperação económico sólida.
Ontem, a OCDE divulgou os seus indicadores avançados, que permitem identificar sinais de inversão dos ciclos económicos, revelando que a situação nacional está melhor, em linha com a tendência evidenciada pela generalidade dos países da OCDE. Em Junho, o indicador situou-se nos 93,17 pontos, mais 0,6% pontos que no mês anterior. Em termos homólogos, houve um abrandamento da quebra do indicador.
Fonte: Diário Económico, aqui.
As boas notícias são sempre más notícias para os arautos das desgraças.

Balança Comercial melhora

Publicada por José Manuel Dias


A balança comercial portuguesa melhorou no segundo trimestre deste ano, tendo a taxa de cobertura das importações pelas exportações passado para 64,6 por cento, graças a uma queda das importações superior à das exportações, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre Abril e Junho, as vendas de bens ao exterior caíram 25,2 por cento face ao período homólogo de 2008, mas as importações sofreram uma queda ainda maior, de 27,6 por cento, o que se traduziu numa melhoria de 2,0 pontos percentuais da taxa de cobertura face ao segundo trimestre do ano passado.
Fonte: Público, aqui.
Estamos a reagir bem perante as dificuldades. Estamos a comprar ao exterior menos do que a quebra das exportações. A nossa Balança comercial está a recuperar.

Fato 2.0

Publicada por José Manuel Dias


Leve, ergonómico, com materiais inéditos e sensores electrónicos de calor. É assim que vai ser o fato de protecção de bombeiros que uma equipa de engenheiros portugueses irá desenvolver durante o próximo ano. O projecto será financiado pela Unilever Jerónimo Martins e pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), e deverá custar mais de 100 mil euros. O projecto envolve um consórcio de três empresas, para o qual está escolhida apenas uma, a Actijob, e o objectivo é conseguir um fato pioneiro de alta tecnologia, que possa ser exportado para os mercados europeus. "Vamos ter uma equipa multidisciplinar, com bombeiros, engenheiros e empresas", adiantou o responsável, para quem este projecto pode ser um ponto de partida para desenvolver os têxteis técnicos em Portugal.
Além dos materiais mais leves, que serão combinados de forma diferente, a equipa pretende testar microelectrónica, desde LED (díodo semicondutor que emite luz de baixo consumo) a ligação sem fios Bluetooth e ainda localização GPS. Aqui, o grande problema estará no tamanho e peso das baterias. Até porque o objectivo não é criar um protótipo para o futuro, mas sim um fato pronto a fabricar dentro de um ano.
Fonte: Jornal i, aqui.

EnerEscolas: aprender a poupar

Publicada por José Manuel Dias


Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra em parceria com congéneres finlandesas pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo, disse fonte do promotor nacional.O EnerEscolas passa pela monitorização da electricidade e gás consumidos em cada estabelecimento de ensino para aquecimento de salas de aula e edifícios administrativos. Depois, os dados são tratados por um programa informático, segmentado por faixas etárias, que permite aos alunos interpretar os resultados e compará-los com os de outras escolas. A partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas."É um projecto com uma forte componente de eficiência energética. Prevê a integração nos currículos escolares para que os alunos assimilem noções de consumo e poupança de energia, baseadas em dados reais da sua própria escola", disse Basílio Simões, responsável da empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere).
Fonte: Público, aqui.
Um projecto meritório. Só medindo e comparando é que se avaliam poupanças. Há que despertar esta sensibilidade nos mais novos.

Eric Clapton - Change the world

Publicada por José Manuel Dias

Ainda o carro eléctrico

Publicada por José Manuel Dias


Barack Obama garantiu esta quarta-feira que vão ser efectuados investimentos de 2,4 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) em carros eléctricos numa última tentativa para reconstruir a economia que continua a perder empregos. O presidente norte-americano lembrou aos trabalhadores de uma fábrica da Navistar Internacional, no estado norte-americano do Indiana que, mesmo nos tempos mais difíceis, «nunca nos rendemos. Não vamos desistir», avança a AP. «Não entregamos os nossos destinos à sorte. Sempre nos esforçámos, sempre trabalhamos arduamente e temos lutado pelo nosso futuro», rematou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
A a «opção pelos carros eléctricos» definida pelo nosso Governo como uma «prioridade» pela oportunidade tecnológica e por as energias renováveis serem «uma resposta» aos problemas como a crise dos combustíveis, parece estar em linha com os objectivos estratégicos da maior economia do mundo. O carro eléctivo tem futuro.

Magallanes em Espanha

Publicada por José Manuel Dias


No próximo ano lectivo, todos os alunos espanhóis de dez e 11 anos vão ter um computador de baixo custo feito à imagem e semelhança do português Magalhães. A experiência tecnológica feita em Portugal impressionou tanto o chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que está em marcha um projecto decalcado do "e-escolinhas" de José Sócrates. Chama-se "Escuela 2.0" e vai distribuir 420 mil portáteis educativos aos alunos do quinto ano de escolaridade. "A iniciativa começa a ser aplicada em Setembro, no ano 2009/2010, e será alargada a todos os ciclos escolares até chegar ao último ano do secundário.
Fonte: i, aqui.

O sector empresarial do estado

Publicada por José Manuel Dias


O Relatório de 2009 do sector empresarial do Estado foi divulgado ontem. Pode ser visto aqui.
Vale a pena fazer uma leitura crítica e identificar alguns dos problemas com que nos confrontamos: os prejuízos operacionais depois de subsídios - que medem a margem do negócio sem os efeitos financeiros - foram de 403,9 milhões de euros, contra 169,4 em 2007, mais 338,4%; os Transportes - um clássico - e a Saúde são os sectores que mais concorrem para os prejuízos. Como sempre a velha questão: será que podemos fazer melhor com menos recursos? A resposta tem de ser afirmativa. A qualidade da gestão deve ser bem escrutinada. Para bem de todos.

Costa Nova

Publicada por José Manuel Dias


Hoje fui à praia da Costa Nova. Uma praia de areia de fina, com um mar vivo, como é habitual na zona norte. Na Costa Nova vale a pena apreciar as suas casas de de cores fortes, pintadas em riscas, predominantemente verticais, inspiradas nas antigas casas de madeira dos pescadores.

Quem não tem dinheiro...

Publicada por José Manuel Dias


A partir de hoje começa a funcionar a lista negra de clientes de operadores móveis alimentada e acedida pelas respectivas empresas com o propósito de se protegerem dos devedores relapsos que saltam de uma para outra sem liquidarem os seus débitos. É uma iniciativa que trará vantagens para o próprio Estado, uma vez que, por esa via, se reduzirãos situações de litígio inviabilizando o acesso de incumpridores aos serviços das operadores de serviços móveis. Na base de dados conta há já 200 mil registos, todos com dívidas superiores ao salário mínimo nacional. É caso para dizer que quem não tem dinheiro não tem vícios.