Universidade bate record de entradas

Publicada por José Manuel Dias


O número de candidatos admitidos na 1.ª fase de colocações do ensino superior voltou a crescer comparativamente ao ano anterior. Mais de 45 mil estudantes foram colocados na 1ª fase do concurso, o que corresponde a 86% de todos os que se candidataram. Universidades e politécnicos do ensino superior público disponibilizaram 51.352 lugares, mais 941 que o ano passado. Dos 1099 cursos existentes, cerca de um quarto (244) receberam menos de 20 alunos nesta 1ª fase, existindo mesmo nove licenciaturas que não registaram uma única entrada. Dito de outro modo, existe oferta de cursos que estão desajustados nas necessidades do mercados e, até mesmo, das pretensões dos candidatos. A sua manutenção podendo servir a alguns docentes, penaliza a necessária racionalidade na afectação de recursos financeiros do Estado. Neste contexto foi acertada a decisão do Governo de condicionar a continuidade de financiamento público à existência de um número mínimo de ingressos, sob pena de qualquer dia termos um professor para dois alunos.
Poderá consultar aqui a tabela com as médias de entrada de cada curso e de cada faculdade. Depois, é só fazer contas e ver se a sua média é superior à da média do ultimo aluno para cada curso.

Estudar compensa

Publicada por José Manuel Dias


As economias dos países da OCDE dependem cada vez mais de uma oferta estável de trabalhadores bem qualificados, e esta é uma tendência que provavelmente aumentará. Consoante as populações dos países da OCDE envelhecem, os níveis mais altos de habilitação académica e uma idade de reforma mais tardia ajudarão a baixar as taxas de dependência e a aliviar o peso do financiamento das pensões públicas. Os indicadores mostram que:
- As taxas de emprego aumentam consoante o grau académico obtido na maioria dos países da OCDE. Com poucas excepções, a taxa de emprego para diplomados do ensino superior é significativamente superior à dos diplomados do ensino secundário.
Estas são algumas das conclusões do Panorama sobre a Educação 2007: Indicadores da OCDE, a ler na íntegra
aqui.

Coisas positivas (4)

Publicada por José Manuel Dias


"Dia do Diploma" ocorre hoje nas escolas portuguesas com o intuito de distinguir os melhores alunos do ensino secundário, presenteados com um diploma alusivo à ocasião e um prémio pecuniário de 500 euros. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os dois secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, associam-se à iniciativa, entregando prémios de mérito em diferentes escolas.
O "Dia do Diploma" foi criado no ano passado pelo Ministério da Educação, destacando por cada escola secundária os melhores estudantes dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais e tecnológicos.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.
Uma iniciativa que se aplaude. Há que dar mérito a quem o tem. Premiar os mais capazes por forma a que reforcem a sua motivação, constituindo bons exemplos para os demais.

Portugal recupera

Publicada por José Manuel Dias


O clima económico em Portugal deverá continuar a melhorar nos próximos seis meses.
O
indicador da OCDE, que prevê a evolução da economia com cerca de meio ano de avanço, subiu em Julho, pelo quinto mês consecutivo, para 94 pontos, divulgou hoje a organização internacional.
Enquanto o indicador não ultrapassar os 100 pontos, significa que a economia ainda não está em expansão, mas as melhorias já podem ser interpretadas como uma recuperação.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Estas notícias são boas notícias para os portugueses mas más notícias para os que gostavam de ter más notícias sobre a evolução da nossa economia.

Caetano Veloso - Paloma Hable Con Ella

Publicada por José Manuel Dias

O optimismo contagia

Publicada por José Manuel Dias


A euforia está, definitivamente, instalada no mercado accionista português. Se na sessão de quarta-feira o PSI 20 não foi além da "ameaça", ontem o índice conseguiu fechar acima da barreira psicológica dos 8.000 pontos, tocando em máximos de quase um ano. Para alcançar um patamar superior ao de ontem, nos 8.070,07 pontos, é necessário recuar até ao dia 26 de Setembro do ano passado, dia em que a praça nacional terminou nos 8.190,10 pontos.
A recente escalada do PSI 20 não tem sido mais do que o reflexo do sentimento de optimismo dos investidores mundiais. "A subida dos mercados internacionais e a diminuição da aversão ao risco por parte dos investidores está a contribuir para a subida em Lisboa", afirmou Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker. Já Vasco Balixa, da Ok2Deal, justifica os ganhos com a divulgação de "dados económicos favoráveis e a saída do estado de recessão técnica de alguns países".
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Ler os outros

Publicada por José Manuel Dias


Porfírio Silva, no Machina Speculatrix
Filipe Silva, no e-Ventos Tecnológicos
Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa
Ana Paula Fitas, no A nossa candeia
Cleópatra, no CleopatraMoon
Arábica, no Em Pequenas Doses
Carlos Santos, no Valor das Ideias
Luís Novaes Tito, no A Barbearia do Sr. Luís
Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado

Segundo medicamento criado em Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Portugal vai lançar mais um medicamento inovador a nível mundial para o tratamento de doenças do fígado. A Cardiotrofina-1 é a molécula desenvolvida pelo consórcio formado pela Biotecnol e pela espanhola Digna Biotech que vai agora ser desenvolvida e comercializada pelo grupo Roche, para um mercado avaliado em 400 milhões de euros.
O acordo entre a Biotecnol, a Digna e a Genentech, que integra o grupo Roche (adquiriu o direito de concluir o desenvolvimento da molécula e de comercializar o produto), vai ser anunciado hoje e põe fim a um processo negocial de vários meses. A molécula inovadora, que actua na regeneração do fígado, em casos de cirurgias, hepatites e cancro, não tem concorrente no mercado internacional, embora haja outras empresas a tentar desenvolver produtos semelhantes
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Sem darmos conta Portugal avança em domínios que era suposto serem inantingíveis. Estas coisas não acontecem por acaso, resultam de uma aposta na investigação. Importa, no entanto, prosseguir em ordem a procurar concretizar o objectivo ambicioso da UE: 3% do PIB dedicado à investigação.

Coisas positivas (3)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal subiu para a 33ª posição em termos de Inovação, numa lista de 133 países, uma melhoria que compensou a queda de dois lugares no pilar dos Requerimentos Básicos, para o 39º posto, e o recuo de nove posições nos Indicadores de Eficiência (43º). "O dado mais significativo é que Portugal neste ano de grande crise mantém a sua posição, mas sobe num pilar muito importante, a Inovação", sublinhou Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, em declarações à agência Lusa.
Entre as 27 economias da União Europeia, levando em conta os 12 pilares analisados, Portugal também manteve a posição que ocupava na edição anterior, no 17º lugar, atrás de Espanha - que caiu na lista -, mas à frente de países como a Itália ou a Grécia.
"Em comparação com os países do Sul da Europa, como mostra o 'ranking' de Davos, que coloca Portugal como o país mais competitivo do Sul europeu, a tendência é para alcançar a Espanha", frisou Carlos Zorrinho.
Fonte: Semanário Expresso,
aqui.

As PMEs

Publicada por José Manuel Dias


A maioria das empresas portuguesas que fechou em Portugal tinha menos de dez empregados. Essas empresas geraram 162 mil desempregados. Somando as empresas com mais de dez trabalhadores, mas ainda pequenas, são mais 30 mil desempregados. Ou seja, a morte de pequenas empresas criou, em 2006, quase 200 mil desempregados. Mais de 40% do desemprego total do país. Em Portugal existiam quase 900 mil empresas (888 213). Grandes e pequenas. Dessas, 81% tinham menos de quatro empregados (718 415). Isso: apenas 20% das empresas nacionais não são pequenas unidades familiares.
O que isto significa é que a economia portuguesa está nas mãos das decisões individuais destas pessoas - que são muitas: 718 mil empresas, 718 mil decisores, com preparações e saberes diferenciados, que podem não ter em conta a visão estratégica necessária à firmação das respectivas unidades económicas. E isto é muito importante. Um país cuja economia depende destas pessoas - pessoas que podem cometer erros, que podem abrir negócios sem lógica de mercado, etc. - não pode fingir que o seu caminho passa por outro lado. É aqui que tem de apostar.
Texto do Jornal, i, adaptado, com leitura integral
aqui.
Em épocas de crise, como a que vivemos, as empresas capazes têm que reformular estratégias, não podem continuar a fazer o que sempre fizeram. Quem está num buraco, se continuar a cavar o que lhe acontece é ficar mais no fundo. Muitas destas empresas não tinham futuro. As crises acabam por seleccionar as mais capazes. Importa, no entanto, que o Estado disponibilize meios financeiros e humanos aos empresários que querem avançar, criando mais riqueza para as suas empresas e para o seu país. O nosso futuro depende, em grande parte, deles.

Coisas positivas (2)

Publicada por José Manuel Dias


"Estamos a um passo de conseguir o objectivo de ter total cobertura da rede pré-escolar para as crianças com cinco anos de idade. E vamos consegui-lo, com a ajuda de todos", sublinhou a ministra da Educação, em declarações aos jornalistas, no final da assinatura de 64 contratos com autarquias e instituições de solidariedade das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa (as zonas do país que mais deficiências apresentam na rede pré-escolar).
Antes disso, na intervenção feita durante a cerimónia, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que, em 1996, a taxa de pré-escolarização era de 60 por cento e "mais de 18 por cento das crianças de sete anos chumbavam no segundo ano de escolaridade". À medida que se foi apostando no pré-escolar, o sucesso no ensino básico aumentou: em 2007/2008, o número de crianças com sete anos que chumbavam no segundo ano de escolaridade desceu para os sete por cento, observou a ministra.
Fonte: Público,
aqui.
A diferença que existe entre uma criança do primeiro ciclo do básico que tenha frequentado o pré-escolar é muito relevante. As que frequentarm o jardim de infância estão em melhores condições para terem percursos escolares de sucesso. Os números não enganam.

Katie Melua - I Cried for you

Publicada por José Manuel Dias

A política é uma arte

Publicada por José Manuel Dias


De entre todas as reformas estruturais prometidas pelo Governo em exercício de funções, a mais conseguida foi a da Segurança Social. Consistiu, no essencial, numa redução das pensões de reforma e na adopção de mecanismos que continuarão a reduzi-las, de forma quase automática, tanto quanto se revele necessário para devolver ao sistema uma expectativa de solvabilidade.
É dura, a realidade, mas não há como fugir-lhe. Os Estados modernos, sobretudo os da Europa Ocidental, correm sérios riscos de impossibilidade de solver todos os compromissos assumidos, em particular na área social (sistema de pensões, sistema de saúde e sistema de ensino, por esta ordem, para referir apenas os três mais importantes). A resolução deste problema é muito complexa, exigindo a redução de direitos ou um aumento da carga fiscal que acabaria por se revelar asfixiante, e letal.
Daniel Bessa, em artigo de opinião, no Expresso, com leitura integral
aqui.

Melhores condições, melhores resultados

Publicada por José Manuel Dias


A Associação de Professores de Matemática (APM) considera que há hoje melhores condições físicas e humanas para o ensino da disciplina, mas não consegue aferir se tal resultou em melhorias na aprendizagem.
Ter melhores condições para o ensino tem sido o desiderato de muitos professores. Deixou de existir o alibi da "falta de condições". Agora, depende basicamente dos professores e da sua real habilitação e motivação para ensinarem. Melhores condições arrastam, por via de regra, melhores resultados. Importa no, entanto, sublinhar que o gosto pelos números deve despontar muito cedo e, muitas vezes, descura-se a importância do Jardim de Infância nesse processo de aproximação à matemática.

Money as debt

Publicada por José Manuel Dias




Um vídeo, sugerido pelo Jorge Freitas, meu aluno no IFB, que, em minha opinião, devia ser visto por muitos dos nossos comentadores de temas económicos por forma a não dizerem os disparates que, por vezes, dizem. Os interessados no desenvolvimento destas questões podem aprofundar o conhecimento aqui, com o documentário completo em 5 vídeos.

Tira não tira?

Publicada por José Manuel Dias


Os governos em todo o mundo gastaram biliões de euros em pacotes contra a crise - em Portugal a conta é de 2,18 mil milhões -, motivando o debate sobre como retirar esses apoios. Se forem retirados cedo de mais as economias podem mergulhar de novo no vermelho - se continuarem por demasiado tempo podem gerar pressões inflacionistas e agravam a dívida pública.
Apesar dos sinais de recuperação - produção industrial a subir na Europa e Estados Unidos, França e Alemanha a crescer no segundo trimestre do ano, confiança a subir - os ministros das Finanças europeus pareceram aceitar a prudência dos economistas e guardaram os anúncios definitivos de recuperação com o champanhe no congelador. Neste cenário é certo que os pacotes orçamentais de apoio se irão manter durante mais algum tempo. "Até ver o pior já passou, mas ainda não é tempo de retirar os estímulos orçamentais", apontou Juncker. Christine Lagarde, ministra francesa das Finanças, foi mais longe: "Não uso as palavras recuperação e ponto de viragem porque decidimos [conselho de ministros] hoje de manhã que ainda não chegamos aí".
Fonte: i,
aqui.
O acréscimo de despesa pública, resultante dos apoios concedidos, tem uma consequência: agravamento do défice. Recuperar as contas públicas obrigará a aumentar as receitas, por regra pela via mais fácil dos impostos, ou a diminuir a despesa pública. Esta decisão implica, no entanto, coragem e determinação dos Governos e, claro, uma maioria estável. A situação não é fácil para nenhum dos governos.

Regresso ao trabalho

Publicada por José Manuel Dias


Agradeço à F. a sugestão musical.

Desemprego não sobe

Publicada por José Manuel Dias


Tudo o que sobe acaba por descer. O ditado ainda não se pode aplicar ao desemprego em Portugal mas já se acumulam sinais de que pelo menos a fase ascendente pode estar perto do fim. Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal manteve-se, em Julho, em 9,2%, tal como nos três meses anteriores, contrastando com o ligeiro agravamento verificado no conjunto dos 27 Estados-membros, de 9,4% para 9,5%.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
As conclusões resultam dos dados de emprego divulgados ontem pelo organismo oficial de estatísticas da União Europeia que podem ser vistos
aqui. Os números desmentem as palavras dos arautos da desgraça que Portugal está pior que os outros. Portugal saiu da recessão técnica, o desemprego estabilizou e é menor que a média da Área Euro.

Coisas positivas (1)

Publicada por José Manuel Dias


Paraísos fiscais começam a abrir mão do sigilo bancário. OCDE diz que Portugal cumpre requisitos exigidos na troca de informação fiscal.
Portugal é um dos países que merece mais elogios da OCDE, em termos de combate à fraude fiscal. A organização considera que Portugal tem implementado "de forma substancial" os padrões exigidos na troca de informação fiscal. A economia nacional tem acordos com 45 países, tendo em vista uma maior transparência do sistema financeiro, que estão de acordo com os padrões exigidos pela OCDE para um melhor combate à fraude.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Casas a mais

Publicada por José Manuel Dias


As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto absorvem mais de 70 por cento da oferta de habitação em Portugal Continental e que eram, no primeiro trimestre deste ano, referentes a 490 mil habitações. As casas mais baratas estão no Norte; as mais caras estão no Algarve.
Das 490 mil habitações que existiam no stock de oferta no primeiro trimestre, cerca de 63 por cento correspondiam a alojamentos usados. Ou seja, apenas 181 das 490 mil casas que existem em oferta correspondem a alojamentos novos, e destes, na área metropolitana de Lisboa existiam cerca de 69 mil fogos novos em oferta.
Fonte: Público,
aqui.