O pior já passou...

Publicada por José Manuel Dias


O pior parece já ter passado, tanto para as maiores economias do mundo, como para Portugal, mas há ainda muitas incógnitas quanto a uma recuperação económico sólida.
Ontem, a OCDE divulgou os seus indicadores avançados, que permitem identificar sinais de inversão dos ciclos económicos, revelando que a situação nacional está melhor, em linha com a tendência evidenciada pela generalidade dos países da OCDE. Em Junho, o indicador situou-se nos 93,17 pontos, mais 0,6% pontos que no mês anterior. Em termos homólogos, houve um abrandamento da quebra do indicador.
Fonte: Diário Económico, aqui.
As boas notícias são sempre más notícias para os arautos das desgraças.

Balança Comercial melhora

Publicada por José Manuel Dias


A balança comercial portuguesa melhorou no segundo trimestre deste ano, tendo a taxa de cobertura das importações pelas exportações passado para 64,6 por cento, graças a uma queda das importações superior à das exportações, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre Abril e Junho, as vendas de bens ao exterior caíram 25,2 por cento face ao período homólogo de 2008, mas as importações sofreram uma queda ainda maior, de 27,6 por cento, o que se traduziu numa melhoria de 2,0 pontos percentuais da taxa de cobertura face ao segundo trimestre do ano passado.
Fonte: Público, aqui.
Estamos a reagir bem perante as dificuldades. Estamos a comprar ao exterior menos do que a quebra das exportações. A nossa Balança comercial está a recuperar.

Fato 2.0

Publicada por José Manuel Dias


Leve, ergonómico, com materiais inéditos e sensores electrónicos de calor. É assim que vai ser o fato de protecção de bombeiros que uma equipa de engenheiros portugueses irá desenvolver durante o próximo ano. O projecto será financiado pela Unilever Jerónimo Martins e pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), e deverá custar mais de 100 mil euros. O projecto envolve um consórcio de três empresas, para o qual está escolhida apenas uma, a Actijob, e o objectivo é conseguir um fato pioneiro de alta tecnologia, que possa ser exportado para os mercados europeus. "Vamos ter uma equipa multidisciplinar, com bombeiros, engenheiros e empresas", adiantou o responsável, para quem este projecto pode ser um ponto de partida para desenvolver os têxteis técnicos em Portugal.
Além dos materiais mais leves, que serão combinados de forma diferente, a equipa pretende testar microelectrónica, desde LED (díodo semicondutor que emite luz de baixo consumo) a ligação sem fios Bluetooth e ainda localização GPS. Aqui, o grande problema estará no tamanho e peso das baterias. Até porque o objectivo não é criar um protótipo para o futuro, mas sim um fato pronto a fabricar dentro de um ano.
Fonte: Jornal i, aqui.

EnerEscolas: aprender a poupar

Publicada por José Manuel Dias


Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra em parceria com congéneres finlandesas pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo, disse fonte do promotor nacional.O EnerEscolas passa pela monitorização da electricidade e gás consumidos em cada estabelecimento de ensino para aquecimento de salas de aula e edifícios administrativos. Depois, os dados são tratados por um programa informático, segmentado por faixas etárias, que permite aos alunos interpretar os resultados e compará-los com os de outras escolas. A partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas."É um projecto com uma forte componente de eficiência energética. Prevê a integração nos currículos escolares para que os alunos assimilem noções de consumo e poupança de energia, baseadas em dados reais da sua própria escola", disse Basílio Simões, responsável da empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere).
Fonte: Público, aqui.
Um projecto meritório. Só medindo e comparando é que se avaliam poupanças. Há que despertar esta sensibilidade nos mais novos.

Eric Clapton - Change the world

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Ainda o carro eléctrico

Publicada por José Manuel Dias


Barack Obama garantiu esta quarta-feira que vão ser efectuados investimentos de 2,4 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) em carros eléctricos numa última tentativa para reconstruir a economia que continua a perder empregos. O presidente norte-americano lembrou aos trabalhadores de uma fábrica da Navistar Internacional, no estado norte-americano do Indiana que, mesmo nos tempos mais difíceis, «nunca nos rendemos. Não vamos desistir», avança a AP. «Não entregamos os nossos destinos à sorte. Sempre nos esforçámos, sempre trabalhamos arduamente e temos lutado pelo nosso futuro», rematou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
A a «opção pelos carros eléctricos» definida pelo nosso Governo como uma «prioridade» pela oportunidade tecnológica e por as energias renováveis serem «uma resposta» aos problemas como a crise dos combustíveis, parece estar em linha com os objectivos estratégicos da maior economia do mundo. O carro eléctivo tem futuro.

Magallanes em Espanha

Publicada por José Manuel Dias


No próximo ano lectivo, todos os alunos espanhóis de dez e 11 anos vão ter um computador de baixo custo feito à imagem e semelhança do português Magalhães. A experiência tecnológica feita em Portugal impressionou tanto o chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que está em marcha um projecto decalcado do "e-escolinhas" de José Sócrates. Chama-se "Escuela 2.0" e vai distribuir 420 mil portáteis educativos aos alunos do quinto ano de escolaridade. "A iniciativa começa a ser aplicada em Setembro, no ano 2009/2010, e será alargada a todos os ciclos escolares até chegar ao último ano do secundário.
Fonte: i, aqui.

O sector empresarial do estado

Publicada por José Manuel Dias


O Relatório de 2009 do sector empresarial do Estado foi divulgado ontem. Pode ser visto aqui.
Vale a pena fazer uma leitura crítica e identificar alguns dos problemas com que nos confrontamos: os prejuízos operacionais depois de subsídios - que medem a margem do negócio sem os efeitos financeiros - foram de 403,9 milhões de euros, contra 169,4 em 2007, mais 338,4%; os Transportes - um clássico - e a Saúde são os sectores que mais concorrem para os prejuízos. Como sempre a velha questão: será que podemos fazer melhor com menos recursos? A resposta tem de ser afirmativa. A qualidade da gestão deve ser bem escrutinada. Para bem de todos.

Costa Nova

Publicada por José Manuel Dias


Hoje fui à praia da Costa Nova. Uma praia de areia de fina, com um mar vivo, como é habitual na zona norte. Na Costa Nova vale a pena apreciar as suas casas de de cores fortes, pintadas em riscas, predominantemente verticais, inspiradas nas antigas casas de madeira dos pescadores.

Quem não tem dinheiro...

Publicada por José Manuel Dias


A partir de hoje começa a funcionar a lista negra de clientes de operadores móveis alimentada e acedida pelas respectivas empresas com o propósito de se protegerem dos devedores relapsos que saltam de uma para outra sem liquidarem os seus débitos. É uma iniciativa que trará vantagens para o próprio Estado, uma vez que, por esa via, se reduzirãos situações de litígio inviabilizando o acesso de incumpridores aos serviços das operadores de serviços móveis. Na base de dados conta há já 200 mil registos, todos com dívidas superiores ao salário mínimo nacional. É caso para dizer que quem não tem dinheiro não tem vícios.

Nelly Furtado & Pedro Abrunhosa - Tudo o que te dou

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A maldição do envelhecimento

Publicada por José Manuel Dias


Nas últimas semanas, têm sido publicados dados sobre a demografia portuguesa, revelando uma população envelhecida, por via da baixa taxa de natalidade e da queda dos movimentos imigratórios. Paralelamente, a lista dos países mais envelhecidos é encabeçada por economias que, na última década à semelhança de Portugal, têm revelado crescimentos económicos débeis: Japão, Alemanha e Itália. Esta circunstância desperta interrogações sobre um eventual nexo entre envelhecimento e fraco crescimento.Para Portugal, inevitavelmente, o envelhecimento coloca importantes desafios à sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, impondo a refundação dos regimes prevalecentes. Para além deste efeito, analisando o andamento das economias nipónica, alemã e italiana, emerge a ideia de que o envelhecimento poderá constituir um factor adicional para o empobrecimento da economia nacional ou obstaculizar a desejada reversão da tendência dos últimos dez anos. O diagnóstico das dificuldades da economia portuguesa condensa-se em reduzida produtividade com excessivo peso do sector dos bens não transaccionáveis, baixa poupança, limitado investimento em investigação e desenvolvimento, empreendedorismo mitigado, desadequação da qualificação da força de trabalho.
Cristina Casalinho coloca-nos perante um dos maiores problemas da actualidade: o envelhecimento da população. O artigo, que pode ser lido na íntergra aqui, suscita uma série de reflexões: aumento da pirâmide de idades tende a reduzir o consumo interno; ora se vendemos menos internamente e queremos manter a capacidade instalada utilizada em nível adequado temos de exportar. Mas para exportarmos temos de ser competitivos, explorando ao máximo o outsourcing dada a rigidez do nosso mercadode trabalho. Esta situação conduz a uma diminuição de perspectivas de futuro para os jovens que adiam as decisões de constituir famílias e, em consequência, a menores nascimentos. Se nascem menos, a população envelhece e consome-se menos. Se se consome menos, cobram-se menos impostos e aumenta o défice. Se as pessoas são mais velhas tendem a recorrerem mais aos serviços públicos de saúde e o défice agrava-se. Se o défice se agrava o Governo é levado a lançar mais impostos e os preços aumentam o que induz perca de competitividade externa. A coisa não está fácil. Há que aumentar a natalidade se queremos dar a volta a isto.

O mundo não está para os cobardes

Publicada por José Manuel Dias


Jardim Gonçalves, que também fez na vida muitas coisas de aplaudir, costumava dizer que não se devem tratar os filhos todos da mesma maneira, pois são diferentes uns dos outros. Usava esta imagem para explicar porque estruturou a oferta do banco em diversas redes, uma estratégia de segmentação reconhecida como uma das razões do rápido sucesso do BCP, o primeiro banco a perceber que Américo Amorim, o seu motorista e o director financeiro da Corticeira Amorim não podiam ser todos tratados da mesma maneira, pois tinham patrimónios e necessidades diferentes.
Quando contou num livro algumas das histórias da sua passagem dourada pelo FC Porto, José Mourinho declinou de uma forma ainda mais rica a regra de que é errado tratar os filhos todos da mesma maneira. Conta Mourinho, que chamou Sicrano para uma conversa a dois, antes de o lançar pela primeira vez na equipa, e lhe explicou que não tinha de estar nervoso com a estreia. Mesmo que o jogo lhe corresse mal, era garantido que seria titular no fim-de-semana seguinte. Já quando se tratou de anunciar a titularidade a Beltrano, o treinador avisou-o de que a estreia era uma oportunidade única. Se ele a desperdiçasse, bem podia pensar em ir tratar de vida, porque no Porto não teria futuro.
[.../...]
Com o céu carregado de nuvens, a única coisa que devemos temer é ter medo de decidir, de falhar e de arriscar. Não é a jogar para o lado que se ganham jogos. Só marca quem chuta à baliza - e não tem medo de que o remate saia torto. O mundo não está para cobardes.
Jorge Fiel, em artigo de opinião, no Diário de Notícias, com leitura integral aqui.

Jim Hinde - Shout Down the Wind

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Uma entrevista imperdível

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Pergunta: Defende que, mesmo neste contexto, Portugal tem de trabalhar na imagem que projecta lá para fora. Na sua opinião, como se poderia construir a marca do país?
Resposta : Uma área que facilmente poderia projectar Portugal é o vinho. É uma área em crescimento e da qual todos gostam. O único sítio do mundo onde se pode fabricar vinho do Porto é em Portugal. O Douro é uma região demarcada há séculos e não percebo porque é que ninguém no mundo ainda reparou nisso. Muitos pensam que o vinho do Porto ganhou esta designação porque anda de porto em porto, da cidade do Porto para o Reino Unido. As pessoas não sabem. E sabem que o champanhe é produzido em França.
Pergunta: Para além do vinho do Porto, que outra áreas podem “vender” Portugal?
Resposta: As energias renováveis. Se olharmos para qualquer estatística Portugal está nos primeiros lugares da produção de energia solar, eólica, co-geração... Penso que agora é preciso que alguém crie a imagem de Portugal como o centro mundial das energias verdes. Teria um impacto no sistema de educação, na investigação e desenvolvimento, na atracção de universidades e de investimento.
Da entrevista de Anupam Prakash, 48 anos, consultor da Hewitt Associates e especialista em globalização, ao Público, para ler na íntegra aqui.

Os limites das reformas

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de 12 quadros privados de topo avançou com uma acção contra o Estado, na qual contesta o artigo da nova lei da Segurança Social que impõe um limite ao valor das pensões dos trabalhadores do sector privado. A acção contra o Instituto de Segurança Social, que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa em Novembro do ano passado, foi desencadeada por quadros com 60 anos ou mais e que ocuparam cargos de direcção e administração em algumas das principais empresas portuguesas como Brisa, Portugal Telecom, Galp Energia e grandes grupos de construção, entre outros. Em causa está uma alteração às regras de cálculo das pensões, introduzida na recente reforma da Segurança Social, que na prática cria um tecto à média dos dez melhores salários dos últimos 15 anos que conta para a reforma. A aplicação desta regra, prevista no artigo 101 do Decreto-Lei 187/2007, impede que essa componente ultrapasse 12 indexantes de apoio social, o que na prática cria um limite de cerca de cinco mil euros mensais brutos às reformas.
Fonte: i, aqui.
Um em cada mil reformados vai passar a ter um tecto de 5.000 euros. Não gostam, acham que esse valor é reduzido, querem mais. Ora o Estado tem que pensar em todos e não apenas numa minoria que, em bom rigor, já é privilegiada ao receber o que recebe. Fez bem o Governo ao aprovar a lei, há que pensar nos direitos e benefícios dos outros 999 reformados.

Maus exemplos

Publicada por José Manuel Dias


O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, foi multado em 135 mil euros; o antigo presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Leão, em 120 mil euros; e o antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, João Silveira, em 160 mil euros. As multas foram aplicadas pela Direcção-Geral de Seguros de Espanha por terem recebido ajudas de custo para deslocações, alegadamente indevidas, enquanto desempenharam funções de conselheiros da seguradora espanhola AMA, em Madrid.
Além da coima, decretada pela Direcção-Geral de Seguros espanhola, os conselheiros têm de devolver os montantes recebidos como ajudas de custo, que, no caso de Pedro Nunes, são de três mil euros mensais, durante dois anos, o que totaliza 72 mil euros. Foi multado em 135 mil euros. No total, tem de pagar 207 mil euros.
Fonte: Correio da Manhã,
aqui.
Não deixa de ser curioso observar que nem sempre coincide a ética do discurso com a prática da ética...

Joan Baez and Nana Mouskouri - Plaisir d'amour

Publicada por José Manuel Dias

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias



As famílias continuam a receber boas notícias à medida que os empréstimos à habitação indexados à Euribor vão sendo revistos. O mesmo se passa com os empréstimos das empresas associados a estas taxas, que estão em queda há 10 meses consecutivos, atingindo actualmente mínimos históricos, ou seja, nunca estiveram tão baixas desde a sua criação, em Janeiro de 1999.Para os empréstimos antigos, e desde que o contrato não tenha sofrido alterações, designadamente ao nível do spread, nunca a prestação foi tão baixa. Fonte : Público, aqui.
São boas notícias para as famílias, como é sabido a larga maioria tem empréstimos em curso, e para as empresas que têm de financiar a sua actividade ou decidir sobre investimentos.

B - On: conhecimento à distância de um click

Publicada por José Manuel Dias


A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) tem um novo site, que apresenta mais conteúdos e uma melhoria em termos da ferramenta de pesquisa. Tem uma nova estrutura de informação que procura evidenciar uma nova abordagem, mais virada para as necessidades do utilizador, para as novas capacidades de informar, promovendo o conhecimento. Vale a pena visitar, aqui.