Os limites das reformas

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de 12 quadros privados de topo avançou com uma acção contra o Estado, na qual contesta o artigo da nova lei da Segurança Social que impõe um limite ao valor das pensões dos trabalhadores do sector privado. A acção contra o Instituto de Segurança Social, que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa em Novembro do ano passado, foi desencadeada por quadros com 60 anos ou mais e que ocuparam cargos de direcção e administração em algumas das principais empresas portuguesas como Brisa, Portugal Telecom, Galp Energia e grandes grupos de construção, entre outros. Em causa está uma alteração às regras de cálculo das pensões, introduzida na recente reforma da Segurança Social, que na prática cria um tecto à média dos dez melhores salários dos últimos 15 anos que conta para a reforma. A aplicação desta regra, prevista no artigo 101 do Decreto-Lei 187/2007, impede que essa componente ultrapasse 12 indexantes de apoio social, o que na prática cria um limite de cerca de cinco mil euros mensais brutos às reformas.
Fonte: i, aqui.
Um em cada mil reformados vai passar a ter um tecto de 5.000 euros. Não gostam, acham que esse valor é reduzido, querem mais. Ora o Estado tem que pensar em todos e não apenas numa minoria que, em bom rigor, já é privilegiada ao receber o que recebe. Fez bem o Governo ao aprovar a lei, há que pensar nos direitos e benefícios dos outros 999 reformados.

Maus exemplos

Publicada por José Manuel Dias


O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, foi multado em 135 mil euros; o antigo presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Leão, em 120 mil euros; e o antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, João Silveira, em 160 mil euros. As multas foram aplicadas pela Direcção-Geral de Seguros de Espanha por terem recebido ajudas de custo para deslocações, alegadamente indevidas, enquanto desempenharam funções de conselheiros da seguradora espanhola AMA, em Madrid.
Além da coima, decretada pela Direcção-Geral de Seguros espanhola, os conselheiros têm de devolver os montantes recebidos como ajudas de custo, que, no caso de Pedro Nunes, são de três mil euros mensais, durante dois anos, o que totaliza 72 mil euros. Foi multado em 135 mil euros. No total, tem de pagar 207 mil euros.
Fonte: Correio da Manhã,
aqui.
Não deixa de ser curioso observar que nem sempre coincide a ética do discurso com a prática da ética...

Joan Baez and Nana Mouskouri - Plaisir d'amour

Publicada por José Manuel Dias

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias



As famílias continuam a receber boas notícias à medida que os empréstimos à habitação indexados à Euribor vão sendo revistos. O mesmo se passa com os empréstimos das empresas associados a estas taxas, que estão em queda há 10 meses consecutivos, atingindo actualmente mínimos históricos, ou seja, nunca estiveram tão baixas desde a sua criação, em Janeiro de 1999.Para os empréstimos antigos, e desde que o contrato não tenha sofrido alterações, designadamente ao nível do spread, nunca a prestação foi tão baixa. Fonte : Público, aqui.
São boas notícias para as famílias, como é sabido a larga maioria tem empréstimos em curso, e para as empresas que têm de financiar a sua actividade ou decidir sobre investimentos.

B - On: conhecimento à distância de um click

Publicada por José Manuel Dias


A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) tem um novo site, que apresenta mais conteúdos e uma melhoria em termos da ferramenta de pesquisa. Tem uma nova estrutura de informação que procura evidenciar uma nova abordagem, mais virada para as necessidades do utilizador, para as novas capacidades de informar, promovendo o conhecimento. Vale a pena visitar, aqui.

Desemprego estabiliza

Publicada por José Manuel Dias


Portugal registou uma taxa de desemprego de 9,3% em Junho, igual à do mês anterior e agora abaixo da média da Zona Euro, onde a taxa atingiu um máximo desde 1999 nos 9,4%.Segundo os dados hoje divulgados pelo Eurostat, a taxa de desemprego de Junho é igual à de Maio e compara com os 9,2% registados em Abril. Em Junho do ano passado o desemprego em Portugal estava nos 7,7%. Entre os jovens portugueses (menos de 25 anos) a taxa de desemprego desceu de 20,1% em Maio para 19,8% em Junho. Nos homens estabilizou nos 8,7% e nas mulheres subiu de 9,9% para 10%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

O nosso problema...

Publicada por José Manuel Dias


Olhando a economia pelo lado da despesa, o consumo é de 85% do PIB, o que deixa para a poupança apenas 15%. Mas o investimento é de 22%, o que desde logo suscita o problema do financiamento dos 7% restantes. É conhecida a prática corrente: na ausência de poupança interna, recorremos à poupança do exterior, endividando-nos até ao pescoço. Precisamos de aumentar a poupança.
Os 7% que nos faltam para equilibrar as contas aparecem reflectidos no comércio externo, através da diferença entre exportações (33%) e importações (40%). Este défice tem de ser anulado e o bom senso sugere que o façamos através aumento das exportações. Aqui as frentes de ataque são duas: é preciso reduzir os custos, para melhorar a oferta - um problema nosso; e é preciso eliminar a crise, para aumentar a procura - um problema dos deuses da economia.
Resta-nos o investimento e o seu peso no PIB. Há 10 anos, era de 26-27%, valor que depois baixou para os 22%. Já o da zona euro estabilizou nos 20-21%. Mas, ainda que investindo menos, a Europa sempre cresceu mais do que nós, o que sugere esta leitura fatídica: afinal, o nosso investimento é mau; precisamos de melhorar o seu efeito multiplicador. Eis os pilares de um bom modelo: a poupança, o investimento e as exportações.
Daniel Amaral, em artigo de opinião no Diário Económico, aqui, põe o dedo na ferida: precisamos de reduzir os custos para melhorar a nossa competitividade.

A Euribor está na moda...

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses estão a optar pela Euribor a três meses nos novos créditos à habitação pelo facto das revisões trimestrais permitirem reflectir mais rapidamente na prestação da casa a descida dos juros.
O ciclo de descidas da Euribor está a levar a uma corrida à taxa a três meses, nos novos empréstimos à habitação. As revisões com uma periodicidade inferior, e que permitem reflectir mais rapidamente a queda dos juros na prestação é uma das principais justificações para os portugueses estarem a optar, cada vez mais, por esta maturidade. Além disso, o facto da Euribor a três meses, ter sido desde o início do ano a taxa que mais desceu e o facto de se manter num valor inferior às restantes maturidades são motivos que têm levado à corrida da Euribor a três meses.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Rock Me Baby-BB KIng/Eric Clapton/Buddy Guy/Jim Vaughn

Publicada por José Manuel Dias

Tecnologia portuguesa

Publicada por José Manuel Dias


Dois anos e 3 milhões de euros depois, a start-up portuguesa GuestCentric está pronta para mudar as regras do jogo na reserva de alojamento na internet. Não é uma concorrente do Booking.com, do Experia.com ou do Hotels.com, mas constitui um desafio para estes portais que lideram a marcação de hotéis na net. Como? Por cem euros mensais, a empresa portuguesa fornece um site com um avançado sistema de reservas a qualquer hotel de pequena dimensão, localizado em qualquer parte do mundo. A ideia é que as PME da indústria hoteleira, que estão fora dos circuitos das cadeias internacionais, tenham um espaço de última geração na Internet por um preço muito abaixo do que é praticado pela concorrência. Em resultado do novo sistema, a GuestCentric pode ajudar a mudar as regras do jogo na marcação virtual de reservas turísticas. O software tem tanto potencial que a empresa fundada em Outubro de 2006 acaba de garantir a sua primeira ronda institucional de financiamento, no valor de três milhões de euros. Destes, 1,35 milhões vieram direitinhos da InovCapital, sociedade de capital de risco do Ministério da Economia.
Fonte: Jornal i, aqui.

A Ibéria tem futuro

Publicada por José Manuel Dias


O CEO do BES lembrou que "não faz sentido estarmos na União Europeia sem integração ibérica, sem a integração do nosso país na Ibéria", esclareceu. "Não me venham dizer que com o crescimento das relações económicas entre Portugal e Espanha o TGV não vai ter passageiros?". O presidente do BES, que tem uma operação de banca de investimento e de banca para PME´s em Espanha, considera o TGV uma obra essencial para o desenvolvimento de Portugal e para a construção da ibéria. Portugal, defende, "não pode continuar" no seu cantinho "à beira mar plantado".
Fonte: Público, aqui.
A Ibéria tem futuro. Quem o diz não é uma pessoa qualquer é o CEO do BES, uma pessoa que está habituada a gerir os riscos. Uma pessoa que está habituada a ponderar custos e benefícios e a decidir. Não procrastina, decide.

Lidar com o monstro

Publicada por José Manuel Dias


No editorial do i de quarta-feira perguntava-se como vai o futuro governo lidar com o novamente explosivo défice público, visto que quer PS quer PSD prometeram não subir os impostos. Há pelo menos três hipóteses.A primeira tem um nome afectuoso na gíria: "esfomear o monstro". A expressão entrou em voga nos EUA nos anos 80, quando Reagan cortou os impostos e aumentou a despesa militar criando um enorme défice. Os líderes republicanos defendiam que o défice obrigaria o próximo governo a equilibrar as contas cortando na despesa.
A segunda hipótese defende que é mais difícil descer a despesa do que subir os impostos. Depois dos últimos quatro anos de esforços, os portugueses de certeza concordam com esta premissa. Por isso, a variável que ajusta em relação aos défices são sempre os impostos, se não no presente então no futuro. A despesa tem uma vida própria, independente dos défices.
Existe uma terceira hipótese: que o défice leva a um aumento da despesa, e logo a um aumento ainda maior dos impostos do que no caso anterior. Uma teoria de irresponsabilidade que prevê este comportamento afirma que um grande défice leva a que os eleitores se iludam pensando que despesas não têm de ser iguais às receitas. Por isso, eles apoiam novas expansões da despesa e só mais tarde descobrem chocados que os impostos têm de subir.
Para continuar a ler este artigo de Ricardo Reis, Professor de Economia, na Universidade de Columbia, clicar aqui.

Norah Jones - Thinking About You

Publicada por José Manuel Dias

Ameaças e oportunidades

Publicada por José Manuel Dias


A multinacional farmacêutica Glaxo prevê ganhar 1,7 mil milhões de euros com a venda de vacinas e de medicamentos destinados a curar a gripe A.
Como em todas as crises, uns perdem e outros ganham, sendo que no caso da Gripe A as farmacêuticas ganham. A GlaxoSmithKline é uma destas empresas: a farmacêutica britânica espera facturar cerca de três mil milhões de libras (1,7 mil milhões de euros) até Janeiro do próximo ano, graças à venda de vacinas e de medicamentos para a gripe que assola o globo.
Fonte: Diário Económico, aqui.

5 milhões

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de desemprego entre os jovens europeus com idades entre os 15 e os 24 anos aumentou para 18,3 por cento no primeiro trimestre de 2009. Há cinco milhões de jovens sem trabalho nos 27 sete países da UE. Os dados avançados hoje pelo Eurostat, braço estatístico da União Europeia, mostram que a taxa de desemprego entre os mais novos aumentou 3,7 pontos percentuais no espaço de um ano - era de 14,6 por cento no primeiro trimestre de 2008. O fenómeno do desemprego entre os jovens atinge uma escala que ultrapassa o dobro dos indicadores disponíveis para o desemprego total, que no primeiro trimestre deste ano se fixou nos 8,2 por cento entre os Vinte e Sete.
Fonte: Público, aqui.
Uma Europa que se fecha sobre si própria, que valoriza os direitos dos instalados e se esquece dos jovens, é uma Europa que compromete o futuro.

Aveiro inova...

Publicada por José Manuel Dias


A PT Inovação, a Universidade de Aveiro e o Instituto de Telecomunicações desenvolveram um equipamento óptico de elevado desempenho que permite levar até casa das pessoas a internet em fibra óptica com velocidades até 10Gb/s. Este equipamento, que poderá ser lançado no mercado dentro de aproximadamente um ano, é o produto de 18 meses de desenvolvimento de uma equipa multidisciplinar composta por cinco investigadores do Instituto de Telecomunicações e da Portugal Telecom Inovação.
O projecto foi desenvolvido no âmbito dos Planos de Inovação de 2007 e 2008 que engloba as actividades de inovação tecnológica exploratória do Grupo PT e onde a PT Inovação investe anualmente cerca de 6% das suas receitas em projectos com universidades portuguesas e estrangeiras e ainda organismos internacionais de I&D.
Os principais objectivos do projecto consistiram em massificar a oferta de banda ultra larga (acima de 2Gb/s) até casa dos utilizadores, através da única tecnologia possível para o efeito: a fibra óptica. Neste quadro foram exploradas tecnologias inovadoras, que permitiram obter equipamentos de baixo custo.
Fonte: Jornal da Universidade de Aveiro, aqui.

Diagnóstico perfeito

Publicada por José Manuel Dias


CM – Qual a sensação de ser o primeiro português a vencer uma medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Matemática?
– Muita felicidade. É o reconhecimento de muito trabalho.
CM– Será um efectivo sinal de que os portugueses estão melhor à disciplina?
– Os que competem em Olimpíadas estão melhor...
CM - Sempre gostou da disciplina de Matemática?
– Desde a escola primária.
CM– Qual o segredo para ter sucesso nesta cadeira?
– Acima de tudo, não se pode ter espírito derrotista e desistir à primeira, é preciso tentar descobrir onde está o erro. O grande problema dos estudantes portugueses é desistirem com facilidade.
Pedro Vieira, 18 anos, medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, em entrevista ao jornal Correio da Manhã, coloca o dedo na ferida: "o grande problema dos portugueses é desistirem com facilidade". Para nosso mal, não é só um problema dos estudantes mas de quse todos os portugueses. Habituámo-nos ao facilitismo e lidamos mal com as contrariedades. Planeamento, esforço, determinação, empenho e dedicação são preocupações que têm estado afastadas do quotidiano de muitos que esperam pelo "lampejo de sorte" para alcançarem os seus objectivos. Os novos tempos já não se compaginam com essa postura. Vão ter que esperar sentados.

Cerâmica tem futuro

Publicada por José Manuel Dias


«Reforçar a competitividade das empresas portuguesas de cerâmica, identificando as potencialidades e as fragilidades do sector e mostrar o seu valor aos potenciais clientes» é um dos objectivos deste plano, que propõe também fortalecer a sua imagem a nível internacional, uma vez que tem já um peso significativo fora do país: no subsector dos pavimentos e revestimentos ocupa o 4º lugar em volume de produção ao nível europeu e é o principal produtor e exportador de faianças.
Actualmente, o sector da cerâmica é constituído por 703 empresas, «empregando nos subsectores muita mão-de-obra e gerando ainda mais indirectamente». Possui um volume de negócio correspondente a 1225 milhões de euros, ou seja, 1,7% do total da indústria transformadora, sendo que «tem muito peso na economia portuguesa, com um valor de exportações que representa quase 2%», sublinha o vice-presidente. Em 2007, este foi de 632,5 milhões de euros, superando as importações (205,5 milhões de euros).
Fonte: Agência Financeira, aqui.

O valor do empreendedorismo

Publicada por José Manuel Dias


No ‘site' empreendorismo.pt aparecem 25 programas, iniciativas e financiamentos para aqueles que pretendem criar a sua empresa. Estes apoios são um desperdício. Se o objectivo é ajudar as pessoas a criar o seu próprio emprego não é preciso ir além do micro-crédito. Se o objectivo é potenciar a inovação, os apoios são desnecessários.
O micro-crédito tem muitas vantagens como forma de criação de emprego. A minha preferida é o aumento do nível democrático. As empresas são,muitas vezes, sistemas feudais em que aqueles que têm mais poder informal têm um conjunto de vassalos que esperam uma oportunidade para acelerar a sua carreira. As empresas pequenas, como aquelas que os financiamentos ao empreendorismo apoiam, a relação patrão-empregado é paternalista e baseia-se em laços de lealdade e obediência. Nas micro-empresas as relações são mais próximas da parceria do que do autoritarismo. Um país com 1.000.000 de micro empresas com uma ou duas pessoas é mais democrático do que um país com 10.000 empresas com cem empregados cada uma.
Um artigo de opinião de João Vieira da Cunha, doutorado pelo MIT, que nos remete para a importância do Microcrédito e para a importância de apresentar desafios e oportunidades aos futuros empreendedores. Leitura integral,
aqui.

Ave Mundi - Rodrigo Leão

Publicada por José Manuel Dias