Os 7% que nos faltam para equilibrar as contas aparecem reflectidos no comércio externo, através da diferença entre exportações (33%) e importações (40%). Este défice tem de ser anulado e o bom senso sugere que o façamos através aumento das exportações. Aqui as frentes de ataque são duas: é preciso reduzir os custos, para melhorar a oferta - um problema nosso; e é preciso eliminar a crise, para aumentar a procura - um problema dos deuses da economia.
Resta-nos o investimento e o seu peso no PIB. Há 10 anos, era de 26-27%, valor que depois baixou para os 22%. Já o da zona euro estabilizou nos 20-21%. Mas, ainda que investindo menos, a Europa sempre cresceu mais do que nós, o que sugere esta leitura fatídica: afinal, o nosso investimento é mau; precisamos de melhorar o seu efeito multiplicador. Eis os pilares de um bom modelo: a poupança, o investimento e as exportações.
O ciclo de descidas da Euribor está a levar a uma corrida à taxa a três meses, nos novos empréstimos à habitação. As revisões com uma periodicidade inferior, e que permitem reflectir mais rapidamente a queda dos juros na prestação é uma das principais justificações para os portugueses estarem a optar, cada vez mais, por esta maturidade. Além disso, o facto da Euribor a três meses, ter sido desde o início do ano a taxa que mais desceu e o facto de se manter num valor inferior às restantes maturidades são motivos que têm levado à corrida da Euribor a três meses.
A segunda hipótese defende que é mais difícil descer a despesa do que subir os impostos. Depois dos últimos quatro anos de esforços, os portugueses de certeza concordam com esta premissa. Por isso, a variável que ajusta em relação aos défices são sempre os impostos, se não no presente então no futuro. A despesa tem uma vida própria, independente dos défices.
Existe uma terceira hipótese: que o défice leva a um aumento da despesa, e logo a um aumento ainda maior dos impostos do que no caso anterior. Uma teoria de irresponsabilidade que prevê este comportamento afirma que um grande défice leva a que os eleitores se iludam pensando que despesas não têm de ser iguais às receitas. Por isso, eles apoiam novas expansões da despesa e só mais tarde descobrem chocados que os impostos têm de subir.
Para continuar a ler este artigo de Ricardo Reis, Professor de Economia, na Universidade de Columbia, clicar aqui.
Como em todas as crises, uns perdem e outros ganham, sendo que no caso da Gripe A as farmacêuticas ganham. A GlaxoSmithKline é uma destas empresas: a farmacêutica britânica espera facturar cerca de três mil milhões de libras (1,7 mil milhões de euros) até Janeiro do próximo ano, graças à venda de vacinas e de medicamentos para a gripe que assola o globo.
O projecto foi desenvolvido no âmbito dos Planos de Inovação de 2007 e 2008 que engloba as actividades de inovação tecnológica exploratória do Grupo PT e onde a PT Inovação investe anualmente cerca de 6% das suas receitas em projectos com universidades portuguesas e estrangeiras e ainda organismos internacionais de I&D.
Os principais objectivos do projecto consistiram em massificar a oferta de banda ultra larga (acima de 2Gb/s) até casa dos utilizadores, através da única tecnologia possível para o efeito: a fibra óptica. Neste quadro foram exploradas tecnologias inovadoras, que permitiram obter equipamentos de baixo custo.
– Muita felicidade. É o reconhecimento de muito trabalho.
CM– Será um efectivo sinal de que os portugueses estão melhor à disciplina?
– Os que competem em Olimpíadas estão melhor...
– Desde a escola primária.
CM– Qual o segredo para ter sucesso nesta cadeira?
– Acima de tudo, não se pode ter espírito derrotista e desistir à primeira, é preciso tentar descobrir onde está o erro. O grande problema dos estudantes portugueses é desistirem com facilidade.
Actualmente, o sector da cerâmica é constituído por 703 empresas, «empregando nos subsectores muita mão-de-obra e gerando ainda mais indirectamente». Possui um volume de negócio correspondente a 1225 milhões de euros, ou seja, 1,7% do total da indústria transformadora, sendo que «tem muito peso na economia portuguesa, com um valor de exportações que representa quase 2%», sublinha o vice-presidente. Em 2007, este foi de 632,5 milhões de euros, superando as importações (205,5 milhões de euros).
No ‘site' empreendorismo.pt aparecem 25 programas, iniciativas e financiamentos para aqueles que pretendem criar a sua empresa. Estes apoios são um desperdício. Se o objectivo é ajudar as pessoas a criar o seu próprio emprego não é preciso ir além do micro-crédito. Se o objectivo é potenciar a inovação, os apoios são desnecessários.
O micro-crédito tem muitas vantagens como forma de criação de emprego. A minha preferida é o aumento do nível democrático. As empresas são,muitas vezes, sistemas feudais em que aqueles que têm mais poder informal têm um conjunto de vassalos que esperam uma oportunidade para acelerar a sua carreira. As empresas pequenas, como aquelas que os financiamentos ao empreendorismo apoiam, a relação patrão-empregado é paternalista e baseia-se em laços de lealdade e obediência. Nas micro-empresas as relações são mais próximas da parceria do que do autoritarismo. Um país com 1.000.000 de micro empresas com uma ou duas pessoas é mais democrático do que um país com 10.000 empresas com cem empregados cada uma.
Um artigo de opinião de João Vieira da Cunha, doutorado pelo MIT, que nos remete para a importância do Microcrédito e para a importância de apresentar desafios e oportunidades aos futuros empreendedores. Leitura integral, aqui.
A chamada "lovebrand" resulta de uma opção conjunta por parte do Turismo do Douro, do Museu do Douro e da Rota do Vinho do Porto, e enquadra-se nos objectivos do programa Douro Vivo, que, além das acções de promoção nas seis capitais, prevê também 40 concertos em território duriense. O objectivo é projectar a região a nível nacional e internacional, enquanto destino turístico com capacidade para atrair investimento, e também aumentar o período de estadia de quem visita o Douro, combatendo a sazonalidade.
Pedro Vieira, aluno do 12.º ano do Externato Ribadouro, no Porto, conquistou a primeira medalha de prata portuguesa nas IMO, as mais antigas olimpíadas internacionais de ciências do mundo, que se realizam desde 1959.
A equipa portuguesa, de seis alunos, fica também para a história por, além de conquistar a primeira medalha de prata portuguesa, ter conseguido a melhor pontuação de sempre, 99 pontos, e a melhor posição na tabela geral, em 33.º lugar. Este ano as olimpíadas estão a decorrer em Bremen, Alemanha, com a participação de 104 países, e com os resultados obtidos, Pedro Vieira e Jorge Miranda já têm lugar garantido na equipa portuguesa para as Olimpíadas Iberoamericanas de Matemática (OIM), que se realizarão de 17 a 27 de Setembro em Santiago de Querétaro, no México.
















