Os verdadeiros donos

Publicada por José Manuel Dias


O jornal Público gerou um prejuízo de 4.414.846 euros em 2008, depois de, em 2007, ter atingido um pico de perdas de 5.827.674 euros. No Balanço, observa-se que o Capital Social é de 50 mil euros e que os prejuízos acumulados (incluindo 2008) ascendem a mais de 21 milhões de euros. Para fazer face a esta gestão, os accionistas tiveram de injectar 4,4 milhões de euros.
Apesar deste mau desempenho os accionistas decidiram manter o jornal em actividade mas na condição dos salários
dos trabalhadores com vencimentos superiores a 1.200 euros serem reduzidos entre os três e os 18 por cento. Depois da rejeição da proposta em 2 plenários de trabalhadores parece que o bom senso imperou e, de acordo com a Agência Financeira, o acordo foi assinado por 90 por cento dos trabalhadores, o que permite à administração avançar para reduções salariais escalonadas nos termos inicialmente propostos.
Podemos, então, concluir que os detentores do capital, vulgo accionistas, aceitaram incorrer em mais riscos desde os trabalhadores aceitassem reduzir os seus benefícios. Resta saber agora se os outros stakeholders estão disponíveis para continuar a apoiar a empresa por via do seu contributo para a geração de proveitos. Referimo-nos aos clientes (compradores de jornais e anunciantes) porque são eles os "verdadeiros donos das empresas". O futuro dirá por quanto tempo teremos "este" Público ou se o Público continuará por via do regresso às origens. Afinal o estatuto editorial refere que é um jornal de "grande informação, orientado por critérios de rigor e criatividade editorial, sem qualquer dependência de ordem ideológica, política e económica" e mais, ainda, que defende "a tradição europeia de jornalismo exigente e de qualidade, recusando o sensacionalismo e a exploração mercantil da matéria informativa". Temos de concordar que as intenções são boas...

Simon and Garfunkel, the concert in Central Park

Publicada por José Manuel Dias

Não sou um super homem

Publicada por José Manuel Dias


Eu já simpatizava com ele. Ambos somos duplamente do Porto (clube e cidade). Mas Teixeira dos Santos subiu alguns pontos na minha consideração ao declarar: "Não sou um super-homem. Sou um simples cidadão que, quando tem de trabalhar mais, trabalha."
Ao acumular a Economia com as Finanças, o ministro induziu ganhos de produtividade num sector (Função Pública) que bem anda precisado deles, como o prova o facto de termos 52 almirantes para 40 navios. A baixa produtividade é a kryptonite que debilita a nossa economia. Portugal foi um dos três países da OCDE onde a produtividade registou a desaceleração mais significativa entre 2001 e 2006. A riqueza por hora trabalhada em Portugal é das mais baixas da Europa, apesar de passarmos horas infindas no local de trabalho, desperdiçadas em reuniões improdutivas, incursões pessoais ao YouTube - e pausas para café, aproveitadas para alimentar a má-língua interna, tão perniciosa para o ambiente como a traça num guarda-fatos.
Há a ideia de que tudo muda quando vamos para fora. O exemplo clássico desta tese é o Luxemburgo, que é o país mais produtivo do mundo e tem 20% de portugueses na sua população activa.
Jorge Fiel, em artigo de opinião no Diário de Notícias, aqui, alerta-nos para um dos nossos problemas: a baixa produtividade. Existe, no entanto, uma resposta: "Temos de trabalhar mais horas e, sobretudo melhor, com mais produtividade", de acordo com um dos homens mais ricos de Portugal.

Coisas que merecem reflexão

Publicada por José Manuel Dias


"Os trabalhadores do sector público auferem um salário médio mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado, tendo o respectivo diferencial aumentado ao longo do tempo, de cerca de 50% em 1996 para quase 75% em 2005", diz o documento, assinado por Maria Manuel Campos e Manuel Coutinho Pereira.
Segundo o documento, elaborado com base nos recenseamentos da Administração Pública de 1996, 1999 e 2005, e nos quadros de pessoal do sector privado para estes anos, se a referência for a remuneração horária, então esse diferencial é ainda maior. Isto acontece porque, no sector privado, onde é menor a assimetria e dispersão salarial, o tempo médio de trabalho é mais longo, adianta.
Fonte. Diário Económico,
aqui.

Emiliana Torrini - Easy

Publicada por José Manuel Dias

Na dúvida, poupa-se

Publicada por José Manuel Dias


Quando a actual crise eclodiu, um dilema saltou para o centro das discussões. O que seria melhor para as economias? Que as famílias não travassem as suas despesas de consumo e continuassem a gastar para sustentar o crescimento? Ou, pelo contrário, os benefícios seriam maiores, caso arrefecessem os ímpetos consumistas e reforçassem os esforços de poupança?A resposta, no que diz respeito à economia portuguesa, está dada nas previsões do Banco de Portugal que ontem foram divulgadas. A forte queda do consumo privado é um dos motivos para a contracção que Portugal vai experimentar durante este ano e o próximo. Ao aumento da incerteza sobre o futuro e à ameaça do desemprego, que continuará a alastrar de forma alarmante, as famílias vão responder com a subida da taxa de poupança, depois de anos consecutivos de deterioração no indicador.Esta reacção, previsível, tem efeitos negativos no imediato. Mas, quando se olha mais para a frente, as vantagens poderão ser superiores aos inconvenientes, caso se reconheça que, com ou sem recessão global, o facto de o país estar a viver há demasiado tempo acima das suas possibilidades era um mau hábito que teria de ser corrigido, a bem ou a mal.
João Cândido Silva, em artigo de opinião, aqui.

Sair da crise

Publicada por José Manuel Dias


Martim Avilez Figueiredo em artigo de opinião no i, aqui, dá-nos algumas pistas:
1. O problema maior (o maior, não o pior) da economia mundial é que está a replicar o seu velho modelo de acesso ao dinheiro. Será através de dinheiro emprestado que se vai redinamizar a economia. Isto significa que o dinheiro que desapareceu (ou que existia apenas virtualmente) está a ser substituído por mais dinheiro emprestado - algum dele também virtual. Aprendeu-se a lição, mas não se conhece ainda outro caminho além de "inventar" dinheiro.
2. É por isso que se fala tanto em investimento público. Só os estados podem endividar-se e gastar agressivamente, dando como garantia a sua existência no tempo. Para a dívida, oferecem as gerações futuras. Para os gastos acima dos ganhos (o célebre défice), acenam com a capacidade de esperar que a economia melhore.
3. É preciso gastar na despesa social (financiar o desemprego) e em investimento que traga retorno. Aqui entra a questão da periferia - é difícil entender investimentos públicos em Portugal que não passem por um crescimento das infra-estruturas que encurtam a periferia nacional
Conclusão: Em 2010 o défice vai derrapar e parece inevitável que se invista em obras para diminuir a periferia e que se apoiem fiscalmente as pequenas e médias empresas, tudo com dinheiro emprestado. Sobre esta equação é preciso, agora, exigir respostas aos candidatos a primeiro-ministro.

Líder ibérico

Publicada por José Manuel Dias


O grupo português Pecol, líder ibérico na fabricação de parafusos, comprou a concorrente italiana Tevi, reforçando assim a sua internacionalização.Em comunicado, a empresa afirma que a aquisição, cujo valor não foi revelado, vai permitir alargar a sua "gama de oferta e reforçar a sua presença na Europa, dando continuidade ao seu programa de internacionalização". A Pecol, líder a nível ibérico e a quinta maior empresa do sector a nível europeu, afirma ainda que está a analisar duas outras aquisições. Criada em 1983, já está presente, além do mercado italiano, em Angola e em Espanha. Com 340 colaboradores, a Pecol, que foi alargando a sua oferta, além dos parafusos, para produtos como buchas, vedantes, ferramentas e material de soldadura e de segurança, regista um volume de negócios da ordem dos 50 milhões de euros, tendo os mercados externos um peso superior a 25 por cento.
Fonte: Público, aqui.

Portugal exemplar

Publicada por José Manuel Dias

Sistema de Normalização Contabilística (SNC)

Publicada por José Manuel Dias



O Sistema de Normalização Contabilística (SNC) (que vai substituir o POC e legislação complementar) foi finalmente publicado em Diário da República (Decreto-Lei n.º 158/2009. D.R. n.º 133, Série I de 2009-07-13. Do preâmbulo permitimo-nos destacar: “(…) Conceptualmente, o SNC caracteriza -se pelas linhas mestras essenciais adiante explicitadas.Trata -se de um corpo de normas coerente com as normas internacionais de contabilidade em vigor na UE e, por outro lado, com as actuais versões das quarta e sétima directivas comunitárias sobre contas, respectivamente, de entidades individuais e grupos de sociedades.

Bette Davis Eyes - Gwyneth Paltrow

Publicada por José Manuel Dias

Software português na Samsung

Publicada por José Manuel Dias


É um acordo extremamente importante para a NDrive, empresa portuguesa que resultou de um 'spin-off' da InfoPortugal e que desenvolveu um dos melhores software de navegação GPS do mundo. Em breve, este software vai entrar nos telemóveis da marca sul-coreana Samsung, o que permitirá à NDrive uma importante exposição ao mercado mundial. A empresa tem vindo a desenhar uma estratégia de internacionalização que passa pelo licenciamento do seu software – depois de te desistido do fabrico integrado do hardware, cujas pequenas margens de lucro não compensam – e esta parceria é um passo importante nesse sentido.
O primeiro modelo a disponibilizar o GPS NDrive será o Samsung I8910 HD,que corre com o sistema operativo Symbian.
Fonte: i, aqui.

Bem prega frei Tomás

Publicada por José Manuel Dias


"Apesar dos esforços dos governos, Portugal enfrenta há vários anos um problema grave nas suas finanças públicas, cuja responsabilidade se encontra mais do lado da despesa do que da receita. A sua resolução deve ser partilhada pelo conjunto das entidades responsáveis pela aprovação, execução e controlo da despesa."
Palavras que todas as pessoas de bom senso subscrevem mas que nem todos são (ou foram) capazes de levar à prática. Sobre as palavras ver em detalhe aqui, sobre o modo de implementação da Reforma da Administração Pública (objectivos, resultados, vínculos, evolução de efectivos e resultados) espreitar aqui. Claro que há muita despesa pública que tem sido motivada pela crise e pela necessidade de amortecer danos sociais graves mas, ao que parece, ninguém questiona a bondade desses gastos.

O que vai mudar no C.H.

Publicada por José Manuel Dias


O governo aprovou ontem em Conselho de Ministros mais medidas de protecção dos consumidores com empréstimos de casa e que visam estimular a concorrência na banca. As medidas aguardam a publicação em Diário da República para entrar em vigor.
Os bancos vão passar a estar proibidos de subir os spreads dos créditos à habitação um ano após as cláusulas do contrato assinado com o cliente terem começado a deixar de ser cumpridas - ou seja, 12 meses depois de as condições que justificaram um spread mais baixo terem deixado de se verificar. Vários factores influenciam o valor do spread: a relação entre o montante do empréstimo e o valor da casa, o período do crédito e o grau de relação do cliente com o banco, que depende não só do património financeiro, mas de outros factores, como a domiciliação do ordenado e o número de produtos contratados (cartões de crédito, poupanças, etc.). No último ano, face à descida das Euribor (indexante usado no cálculo dos juros dos créditos), os bancos procuraram compensar a perda de margem de lucro com a subida dos spreads, com o argumento do incumprimento de cláusulas dos contratos.
Fonte: i, aqui.

Coldplay - Viva La Vida

Publicada por José Manuel Dias

Quais são os nossos objectivos estratégicos?

Publicada por José Manuel Dias


A perspectiva do longo prazo parece ser algo essencial, embora por vezes esquecido ou colocado em plano secundário. Na vida das pessoas, das famílias, das empresas, de outras instituições e dos próprios países parece ser fundamental definir uma orientação de longo prazo, colocar os grandes objectivos que nos devem animar ao longo do percurso. Procurarmos perceber para onde será útil irmos, o que queremos, de facto, fazer nas suas grandes linhas.
Isso permite-nos definir metas intermédias, que nos sinalizam o percurso a ser feito, contrariando algum desnorte que possa surgir perante as dificuldades - pequenas ou maiores - que sempre aparecem. A que acresce a motivação de atingir os objectivos definidos a longo prazo. Quanto mais forte é a nossa determinação para atingirmos um grande objectivo de vida, mais fácil se torna ladearmos os pequenos acidentes de percurso, encararmos com serenidade os problemas, tantas vezes transformados em oportunidades para reforçarmos posições ou acelerarmos a nossa trajectória.
Luis Portela, em artigo de opinião mo Jornal de Notícias, aqui.
Saber onde estamos e para onde desejamos ir são dois passos essenciais para delinear o melhor trajecto. Quando não se cuida de identificar o primeiro e clarificar o segundo, o resultado é perder tempo, energias e motivação ou, por outras palavras, ficar a "ver passar os comboios".

Cartão para que te quero...

Publicada por José Manuel Dias


Mais de 1,6 milhões de pessoas já pediram o Cartão do Cidadão, o novo documento que está a intrigar os portugueses habituados a sorrir para a fotografia. É que normas internacionais obrigam a uma expressão neutra, de boca fechada.Além da utilização que todos lhe dão no dia-a-dia quando se dirigem aos serviços públicos em Portugal, o Cartão do Cidadão é também reconhecido como documento de viagem no Espaço Schengen e cumpre as normas impostas pela Organização Internacional da Aviação Civil . Os cidadãos estão ainda a habituar-se ao novo documento electrónico, que substitui o Bilhete de Identidade e os cartões do Serviço Nacional de Saúde, de contribuinte e da segurança social, mas, segundo o Governo, não é preciso uma revolução tecnológica para usar o cartão. Os números inscritos nos outros cartões mantêm-se visíveis no Cartão do Cidadão: na frente, o de identificação civil; no verso, os de contribuinte, segurança social e saúde. Assim, atesta o Governo, "não é necessário os serviços públicos possuírem um leitor" electrónico para identificar o cidadão.
Fonte: Público, aqui.
são muitos os que têm Cartão Único. As vantagens são inquestionáveis: meio de autenticação electrónica e instrumento para assinar documentos electrónicos. Além disso, é multifuncional. Reúne num só cartão a informação anteriormente contida em cinco. Facilita o nosso quotidiano e permite poupar meios e recursos à Administração Pública que o mesmo é dizer aos contribuintes.

Lisa Stansfield - All Around The World

Publicada por José Manuel Dias

Um bom vinho quer uma boa rolha

Publicada por José Manuel Dias


A história não estará documentada, mas conta-se que Américo Amorim tinha por hábito, há uns anos, divertir-se em alguns restaurantes à conta das rolhas de cortiça. Pegava na lista de vinhos e mandava vir uma garrafa que, sabia de antemão, usava um vedante sintético. Com a garrafa na mesa e depois de o escanção retirar o detestado vedante, o rei da cortiça aproveitava para invectivar contra a indústria dos pásticos - alto e bom som, como lhe é costume - perguntando ao desnorteado empregado se não sabia que um vinho que se preze tem de ser arrolhado com cortiça.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Como é consabido, a teoria das 5 forças de Porter constitui uma ferramenta importante para avaliar a atractividade de um qualquer sector de actividade. Uma das 5 forças estudadas é justamente o potencial de entrada de produtos substitutos. O lançamento de uma rolha mais barata que os vedantes sintéticos representa, pois, uma excelente notícia para o sector da cortiça .

Nanotecnologia: parceria ibérica

Publicada por José Manuel Dias


O Presidente da República português, Cavaco Silva, o rei Juan Carlos de Espanha, e os primeiros-ministros dos dois países, José Sócrates e José Luiz Zapatero, inauguram a 17 de Julho em Braga o Laboratório Internacional de Nanotecnologia.
Trata-se de um centro de investigação internacional resultante de uma parceria entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e da Ciência e Inovação de Espanha - vão participar investigadores dos dois países e de várias outras nacionalidades.
O Instituto deverá ter 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, cuja primeira pedra foi lançada na XXIII Cimeira Ibérica, que se realizou nos dias 18 e 19 de Janeiro de 2008 em Braga. Esta estrutura dedicar-se-á à investigação na área das nanotecnologias e possuirá várias oficinas, laboratórios, uma biblioteca, auditórios e um espaço para instalar visitantes de curta duração. Será também dotado com um centro de ciência viva para que seja mostrado à população o trabalho que lá será desenvolvido.
Fonte: Público, aqui.