Big is beautiful?

Publicada por José Manuel Dias


A crise financeira e económica poderá precipitar movimentos de consolidação. Influência ou não de um contexto particular, de conjuntura muito negativa, o regresso ao tema das fusões foi ontem posto de novo na mesa, sem pruridos, pelo Banco de Portugal e pelas Finanças, no VII Fórum Banca e Mercado de Capitais do Diário Económico. E corroborado pelos banqueiros.
"A banca nacional poderá passar por uma fase de consolidação", assumiu o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina. Face às "limitações ao crescimento económico" trazidas pela crise e "a forte concorrência" obrigam a "criar instituições mais robustas", explicou o responsável.
Opinião semelhante tem o governador do Banco de Portugal que defendeu "mais consolidação no sector financeiro". Para Vítor Constâncio, "os bancos vão continuar grandes" e a concentração, nos países desenvolvidos, vai "aumentar ainda mais". Um processo que, considera, "deverá ser necessário".
Fonte: Diário Económico, aqui.

Brincar com o fogo

Publicada por José Manuel Dias


1.Tentámos construir um chapéu-de-chuva que nos protegesse da tempestade e esse chapéu foi deitado fora”. Foi desta forma que António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa, reagiu ontem à noite, ainda a quente, ao “não” com que os trabalhadores da fábrica de Palmela rejeitaram em plenário a proposta de pré-acordo que a CT havia negociado com a administração da empresa. Bastaram 129 votos de diferença para que aquela que já foi a maior exportadora nacional voltasse, no espaço de um mês, a um futuro incerto.
2. Os pilotos da British Airways aceitaram acções da empresa no valor de 13 milhões de libras (15,3 milhoes de euros) em troca de uma menor remuneração, colaborando desta forma no plano de viabilização e recuperação económica da empresa. A redução salarial - que ronda, em média, os 2,61 por cento - vai permitir poupar cerca de 26 milhões de libras por ano. O número de acções por piloto irá depender do preço dos títulos na altura em que forem alocados.
Depois de lermos as notícias 1 e 2 temos de concluir que alguém ainda não entendeu que o mundo mudou e que não há direitos adquiridos em empresas que não têm futuro. Os que recusaram o acordo na Autoeuropa deviam saber que a produção da fábrica de Portugal é apenas 2% do universo da VW. Os que recusaram o acordo na AutoeEuropa deviam saber o que sucedeu aos colegas da General Motors: 500 euros fizeram toda a diferença. A fábrica portuguesa fechou e a produção foi transferida para Saragoça.

Desde o tempo dos lusitanos

Publicada por José Manuel Dias

"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."
Caius Julius Caesar (100-44 AC)

Hoje não fumo mais

Publicada por José Manuel Dias


Carlos Candal, membro histórico do Partido Socialista e deputado por aquele partido em várias legislaturas, faleceu hoje aos 71 anos de idade. Carlos Candal estava internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra desde 14 de Maio, data em que se sentiu mal durante uma acção de pré-campanha de Vital Moreira na Universidade de Aveiro.
Carlos Candal desmaiou durante um encontro do cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, com estudantes universitários, em Aveiro. Foi assistido no local por uma equipa médica e depois transportado para o Hospital de Aveiro. Antes de abandonar o auditório da Universidade de Aveiro, Candal, que era o mandatário distrital da candidatura de Vital, não deixou de manifestar o seu habitual humor: “Desculpem lá ter-vos estragado isto. Hoje não fumo mais.” Do Público, aqui.
Conheci o Carlos Candal antes do 25 de Abril. Andava no sétimo ano do Liceu Nacional de Aveiro. Tínhamos ousado fazer um greve às aulas com o propósito de exigir um ensino mais democrático. Uma greve muito participada mas que se reflectiu em preocupações acrescidas para muitos de nós. Ouvimos, na oportunidade, o Carlos Candal. As sugestões que nos deu foram de grande utilidade. As suas palavras tranquilizaram-nos. Dois meses depois era Abril. Sossegámos por completo. Obrigado Carlos Candal. Até sempre!

Wonderful Portugal

Publicada por José Manuel Dias

Turismo como actividade estratégica

Publicada por José Manuel Dias


O Governo aprovou hoje em conselho de ministros o decreto-lei que elege o turismo como “actividade estratégica para a economia nacional”. O sector, que vale hoje 11 por cento do PIB e emprega mais de 500 mil pessoas, passa a ter um diploma onde são definidas as bases das políticas de desenvolvimento da actividade turística. O decreto-lei aponta como áreas prioritárias os transportes e acessibilidades, (sobretudo o transporte aéreo), a qualificação da oferta, a promoção, o ensino e formação profissional, e a política fiscal. São definidos os princípios estruturantes das políticas públicas de turismo e destacada a “transversalidade do sector”.
Fonte: Público, aqui.
Temos condições naturais ímpares para apresenta uma oferta turística de qualidade. Não desperdicemos a oportunidade de conseguir melhorar o nosso desempenho num sector tão promissor como o do turismo. Há, no entanto, que fazer mais e melhor. O Governo, por via do Turismo de Portuga pode (e deve) ter um papel preponderante, mas todos, sem excepção, devem dar o seu concurso.

A premência das reformas

Publicada por José Manuel Dias


Os professores portugueses perdem muito tempo na sala de aula até conseguir o ambiente de aprendizagem ideal, confessam num inquérito feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado no ano lectivo de 2007/2008. O estudo Criar Ambientes Eficazes de Ensino e Aprendizagem feito em 23 países através de questionários a docentes do 3.º ciclo do ensino básico, foi apresentado hoje.
[.../...]
A OCDE defende que "a principal lição política" a retirar deste estudo é que os ministérios têm que prever incentivos "mais eficazes" para os professores, recompensando-os e reconhecendo o seu trabalho. Além disso, devem olhar menos para o controlo dos recursos e conteúdos educativos e mais para os resultados da aprendizagem. Em comunicado, o Ministério da Educação congratula-se com a avaliação do desempenho dos professores e a gestão escolar e considera que as recomendações da OCDE confirmam "a centralidade e a premência das reformas introduzidas".
Fonte: Público, aqui.
Assino por baixo. As reformas da educação não eram apenas necessárias, eram urgentes. Os resultados não deixarão de aparecer. Importa, no entanto, diferencias os professores com base no desempenho, premiando os mais capazes.

Liquidez não é situação líquida...

Publicada por José Manuel Dias


Mas pormenores à parte, o debate suscitou algumas reflexões. A primeira é que Constâncio falhou na abordagem ao caso BPN: o governador teria ganho muito mais se reconhecesse que o Banco de Portugal falhou (como outras entidades de supervisão pelo mundo fora), explicando contudo o que vai fazer para que situações destas não se repitam. A segunda é que os políticos precisam de se preparar para estes debates: confundir liquidez com situação líquida de uma empresa, como sucedeu com Nuno Melo, é uma "boutade.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
É sempre bom saber do que se fala para não incorrermos em "boutades".

Ryan Adams - Sylvia Plath

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Angola? É já ali

Publicada por José Manuel Dias


No final de Abril, as exportações portuguesas para Angola ultrapassaram mil milhões de dólares (720 milhões de euros), o que representa uma subida de 21,6%", revelou hoje o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Portugal Angola (CCIPA), Carlos Bayan Ferreira, que falava durante um colóquio sobre as relações económicas entre Portugal e Angola.
"Em quatro meses continua a haver uma dinâmica importante de interesse dos produtos portugueses em Angola", salientou Carlos Bayan Ferreira, citado pela "Lusa". O responsável frisou a importância do papel de Angola como quarto destino das exportações portuguesas e o primeiro fora dos países da União Europeia.
Fonte: Dário Económico, aqui.

Cá e lá

Publicada por José Manuel Dias


Tivemos oportunidade de ler alguns dias atrás que "a greve dos pilotos da Portugália iria custar 1,5 milhões de euros à TAP e cerca de 1 milhão de euros à própria Portugália". Entretanto, a greve foi concretizada e, a fazer fé nesta informação, " o sétimo de 10 dias de greve levou ao cancelamento de 80% dos voos e que aderiram à greve 85% dos 150 pilotos da companhia". Não sabemos qual foi o prejuízo efectivo para a companhia de bandeira portuguesa desta acção reivindicativa dos pilotos. Uma coisa é certa: os prejuízos do ano transacto tenderão a agravar-se e comportamentos desta natureza não contribuem para a recuperação da empresa. O futuro não é brilhante. Curiosamente, outra companhia aérea, a British Airways, enviou, nesta data, um e-mail a mais de 30 mil empregados, a solicitar que trabalhem voluntariamente entre uma semana a um mês sem renumeração. Os salários que não forem pagos no próximo mês serão distribuidos parcialmente num prazo de três a seis meses.
Uns procuram defender os seus interesses, outros preocupam-se com o futuro da empresa. Cá pensam em direitos, lá equacionam as obrigações. A história ensina-nos que o excesso de garantismo pode levar ao sufoco das empresas e, por via disso, à inexistência de direitos. Pelos vistos existem alguns que só aprendem com os próprios erros.

A crise, a estratégia e a Telepizza

Publicada por José Manuel Dias


De las nueve a las once de la noche de un sábado cualquiera, 500.000 clientes están cenando en España pasta y productos de Telepizza servidos a domicilio. Para ello, 16.000 empleados de la compañía están trabajando. "Es un mecanismo muy complejo que hay que poner en funcionamiento con precisión milimétrica", dice José Carlos Olcese, consejero delegado de la compañía. Telepizza acaba de dar una vuelta de tuerca a su estrategia comercial al ampliar de oferta de productos, servicios y puntos de venta para incrementar su cartera de pedidos. "Hemos preguntado a nuestros clientes y ofrecemos desde esta semana hamburguesas, pasta y ensaladas que junto con las pizzas, pollo y kebabs que ya teníamos podemos completar en un solo pedido los gustos de una familia", según Olcese.
Fonte: El País, aqui.
Importa estar atento ao meio envolvente e transformar ameaças em oportunidades, potenciando os pontos fortes da organização. A Telepizza sabe o caminho para o seu objectivo.

A maior fábrica de papel do Mundo

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Fica em Setúbal, vai estar pronta daqui a dois meses, e deverá criar 350 postos de trabalho directos e entre 1000 a 1500 indirectos. Representa um investimento de 550 milhões de euros e pertence ao Grupo Portucel Soporcel. Fonte: Expresso, aqui.

Os jovens sabem que o mundo mudou...

Publicada por José Manuel Dias


Os finalistas portugueses dos cursos ligados às engenharias ou de economia mostram-se dispostos a trabalhar mais horas por menos dinheiro. E admitem mesmo sair do país para poder encontrar o primeiro emprego.
Os dados constam do inquérito Trendence, que decorreu no primeiro trimestre deste ano lectivo e envolveu 196 mil alunos de 22 países europeus. Comparado com o realizado no final do ano lectivo anterior, o estudo mostra as expectativas mais baixas dos estudantes finalistas de cursos na área da economia e da engenharia. Nas duas áreas de conhecimento, os alunos estão dispostos a trabalhar mais horas do que estavam os seus colegas finalistas do ano passado. Se, antes, era reportada a intenção de trabalhar 43 horas por semana, agora os jovens admitem passar mais tempo no trabalho (44,6 horas no caso da engenharia e 45,3 horas na economia). Já os espanhóis e os holandeses são dois exemplos dos alunos que menos horas admitem trabalhar; do outro lado estão os suíços, que antecipam semanas com quase 50 horas de trabalho.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Atente-se na dimensão do estudo: 196 mil alunos, de 22 países. Registe-se a conclusão: disponíveis para trabalhar mais horas por menos dinheiro. Podem alguns falar em "direitos irreversíveis" mas quem está do lado da procura sabe que a realidade não é como alguns a pintam. As regalias e os privilégios dos instalados só penalizam os mais jovens. Eles sabem que o futuro é dos melhores e estão preparados para competir. É nossa obrigação dar-lhes essa oportunidade.

A retoma está quase aí...?

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Pela primeira vez desde o início da crise financeira, em 2007, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prepara-se para anunciar uma revisão em alta para as previsões da economia mundial em 2010. O mundo deverá crescer 2,4%, contra a anterior previsão - datada de Abril - de 1,9% e a retoma deverá ocorrer nos primeiros seis meses do ano.
A nova previsão do FMI deverá ser anunciada amanhã, em Itália, na reunião dos ministros das Finanças do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo. A estimativa, diz o FMI, é sustentada pelas "medidas de estímulo às economias", decididas pelos governos nos últimos meses. Já no início desta semana, e sem adiantar previsões, Dominique Strauss-Kahn, director-geral do Fundo, projectava a retoma da economia mundial para a "primeira metade de 2010".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

À primeira vista, é só um Banco

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Um spot publiciário que é um hino ao empreendedorismo. Uma via de excelência para combater o desemprego: criar o seu próprio posto de trabalho. O Microcrédito pode ajudar a viabilizar muitos negócios, garantindo a independência financeira aos seus promotores. O Millennium BCP está de parabéns!

Sinais de confiança

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Os investidores regressaram em definitivo aos fundos de investimento e os dados relativos a Maio, ontem divulgados pela APFIPP, espelham a aposta cada vez maior nestes instrumentos. Contas feitas, os fundos terminaram o mês passado com um saldo líquido de 294 milhões de euros, um valor mais do que cinco vezes superior aos 54 milhões alcançados em Abril. Para além de ser o terceiro mês consecutivo em que o valor das entradas nos fundos supera o dos resgates, Maio é também o melhor mês dos fundos em quase dois anos.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Van Morrison - Sweet Thing

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Portugal resiste

Publicada por José Manuel Dias


A produção industrial na União Europeia (UE) caiu em Abril 19,4 por cento, face a igual período do ano passado, mas Portugal foi o terceiro país europeu que menos recuou, registando uma diminuição de 11,1 por cento. Segundo o gabinete de estatísticas da UE (Erostat), se se considerar apenas os países da Zona Euro e para os quais há informação disponível, a queda da produção industrial foi mais elevada, 21,6 por cento.
Na UE a 27 Estados-Membros, Portugal é dos países que menos caiu, situando-se apenas atrás da Polónia, que recuou 6,9 por cento, e da Roménia, que diminuiu a produção industrial em 7,8 por cento.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Como é consabido existe uma grave crise internacional. A economia portuguesa, até pelos problemas estruturais que enferma e que ainda não foram resolvidos, ressente-se. Apesar de tudo, como se verifica, temos resistido bem. Estamos melhor (ou menos mal) que a larga maioria dos países da Zona Euro. A quem se deve atribuir a responsabilidade desta situação?

Salários reais aumentam

Publicada por José Manuel Dias


A inflação caiu para 1,3% na média dos últimos 12 meses de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Se excluirmos a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação do IPC foi de 0,5%. É, assim, provável que a inflação no final do ano se situe perto do valor estimado pela OCDE (1,3%) já que a variação negativa ocorrida nos últimos meses, decorrente da involução dos preços dos produtos energéticos e alimentares, não se deve manter. O comportamento reecente do preço do petróleo é um indício que as coisas estão a mudar. Neste enquadramento quem tem emprego, empréstimos a taxa variável e recebeu aumentos superiores à taxa de inflação esperada, como por exemplo os funcionários públicos com 2,9%, vê o seu rendimento real a subir de forma muito expressiva.
Talvez seja bom lembrar que quem tem emprego deve fazer tudo para o conservar e quem não o tem que tenha em conta o conselho de Paul Krugman , Prémio nobel da Economia, "Bad jobs at bad wages are better than no jobs at all".

Um longo caminho pela frente

Publicada por José Manuel Dias


O défice de qualificações vai continuar a ser um problema em Portugal ao longo da próxima década. Os mais de 6,7 milhões de trabalhadores pouco qualificados, em 2007, representavam 75,1% da população com mais de 15 anos. Um valor que deverá descer para 57,8% em 2020, mas que continuará a ser o mais elevado da Europa. São dados do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) que constam de um relatório ontem divulgado pela Comissão Europeia. A progressão dos restantes 24 países analisados será, em média, menos acentuada, mas incapaz de alterar a posição relativa de Portugal. A proporção da população com o ensino básico, que se situava nos 38,1%(2007) deverá descer para 29,3% (2020).
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Nos últimos anos tem sido feito um grande esforço em ordem a recuperarmos o nosso atraso no que concerne às qualificações. As Novas Oportunidades são bem um exemplo desse trabalho meritório. Importa, no entanto, prosseguir com empenho redobrado em ordem a grantirmos a convergência com os países mais desenvolvidos. A aprovação, nesta data, da proposta do Governo que contempla o "alargamento da escolaridade obrigatória de nove para 12 anos" e “a universalidade da educação pré-escolar para crianças a partir dos cinco anos” constitui um passo importante nesse caminho de melhorar as qualificações de portugueses. Um objectivo que merece um consenso alargado na sociedade e que todos os partidos subscreveram ao votarem favoravelmente a proposta do Governo.

Cristiano Ronaldo e os impostos

Publicada por José Manuel Dias


Com a saída do Manchester United para o Real Madrid, Cristiano Ronaldo vai ver a sua factura fiscal registar um corte substancial. O que somado ao aumento de salário e valorização do euro, representa um forte crescimento no rendimento do melhor jogador de futebol do mundo. Segundo escreve hoje o “Financial Times”, com a saída do clube inglês, Ronaldo vai escapar à taxa de imposto de 50%, que vai ser implementada no próximo ano no Reino Unido, para contribuintes com rendimentos mais elevados. Em Espanha, o futebolista irá beneficiar da denominada “lei Beckham”, que limita a 25% a taxa de imposto cobrada aos jogadores estrangeiros a actuar na liga espanhola.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Um conhecimento exaustivo do ambiente externo contribui para a optimização das decisões. O jogador português não deixou, por certo, de ponderar os aspectos fiscais na sua decisão.

Brandi Carlile - The Story

Publicada por José Manuel Dias

Baixas por doença

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses que metem baixa por motivos de saúde ficam, em média, 12 dias por ano em casa. É um recorde europeu, apenas ultrapassado pela Bulgária, segundo um estudo sobre saúde que incluiu 24 países. De acordo com o inquérito da consultora Mercer sobre benefícios de saúde no trabalho, Portugal está muito acima da média europeia, que se fixa nos 7,4 dias por ano. A vizinha Espanha, pelo contrário, ocupa o top três dos países em que menos dias se tira de baixa. As dores musculares, o stress e as doenças psíquicas lideram as razões de baixa no País, revela o estudo. Os números nacionais dão ainda mais força a este recorde. Isto porque em Portugal as baixas têm subido nos últimos meses.
Fonte: Diário da Manhã, aqui.
Stress e doenças psíquicas são as causas invocadas para grande parte das baixas médicas. Será que é o resultado das crescentes exigências nos mais diversos domínios e actividades da Administração Pública? Será o resultado da crise económica e do desemprego? Sabe-se, entretanto, que os turcos são os que menos faltam (4,5 dias/ano). Será que estamos a precisar de "banhos turcos" ?

Mudanças positivas

Publicada por José Manuel Dias


Portugal está já longe das cifras negras do trabalho infantil - cujo dia mundial hoje se assinala - dos anos 90. Hoje as crianças fazem "trabalho artístico"A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) encontrou este ano quatro casos de trabalho infantil em Portugal e está a investigar uma denúncia por trabalho artístico. De acordo com o inspector Paulo Morgado, o cenário em Portugal está agora muito longe do de há dez anos. Em 1998 e 1999 foram detectados 191 e 233 casos de trabalho infantil, respectivamente. Em 2005, apesar das mais de 12 mil visitas de equipas inspectoras, encontraram-se oito situações ilegais. Em 2008 foram seis e este ano, até dia 8, eram quatro. "Portugal já não é aquele país que era uma mancha negra no panorama europeu", disse Paulo Morgado ao PÚBLICO, a propósito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que hoje se assinala.
Fonte: Público, aqui.

Universidade de Aveiro distinguida

Publicada por José Manuel Dias


Quatro instituições de ensino superior portuguesas recebem hoje rótulos europeus de qualidade especiais em reconhecimento dos seus esforços no sentido de facilitar aos estudantes a possibilidade de estudar no estrangeiro. As universidades de Aveiro, do Minho, Técnica de Lisboa e o Instituto Politécnico de Tomar estão entre as 65 instituições de ensino superior de 16 países europeus que demonstraram “excelência” na aplicação do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS) e do Suplemento ao Diploma (DS). Segundo a Comissão Europeia, estes dois instrumentos europeus que tornam o ensino e a aprendizagem mais transparentes e facilitam o reconhecimento de estudos e qualificações.
Fonte: Público, aqui.
Os bons exemplos deveriam multiplicar-se. Aveiro foi umas das Universidades que passaram a Fundação Pública.

A notícia do dia

Publicada por José Manuel Dias


La alianza Real Madrid-Cristiano Ronaldo ha dado un paso casi definitivo tras el "sí" del Manchester United a la oferta récord de 93.84 millones lanzada por el club de Chamartín. La noticia, sin embargo, no es más que el cumplimiento de una de las cláusulas del contrato al que ambas entidades llegaron el año pasado, cuando acordaron que el club británico estaba obligado a venderlo a partir del 1 de julio si se mantenía una puja de más de 80 millones de euros por el jugador. De hacerse realidad el fichaje, sería el traspaso más caro de la historia del fútbol en un mercado que atraviesa una profunda depresión.
Fonte: El País, uma reportagem sober a mais cara transferência de sempre com direito a vídeo sobre Cristiano Ronaldo. Os recursos humanos podem ser fonte de vantagem competitiva. Precisam, no entanto, de ser valiosos, raros, de difícil substituição e dispendiosos. O jogador português parece que responde a estes requisitos e o Real Madrid acredita que o retorno do capital investido será asseguardo. Dentro do campo, com resultados desportivos, e fora de campo, por via das receitas associadas a uma boa gestão da imagem do jogador. O futuro dirá se o desejo se transforma em realidade. Para já, o jogador, o Manchester e o Sporting (que vai receber 2,5 Milhões) têm razão para estar satisfeitos.

Bruce Springsteen - Secret Garden

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Portugal Vice campeão europeu

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses que metem baixa por motivos de saúde ficam, em média, 12 dias por ano em casa. É um recorde europeu, apenas ultrapassado pela Bulgária, segundo um estudo sobre saúde que incluiu 24 países.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Um estudo que merece análise para saber onde é o absentismo é maior e porquê. Seria interessante saber-se onde o absentismo por doença é maior: no no sector privado ou na função pública?
Imaginem, entretanto, qual seria a nossa posição se não se tivesse feito isto e aquilo.

Dê-se o exemplo!

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Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.
[.../...]
Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e deque o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis. Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país.
Do discurso de António Barreto nas comemorações do 10 de Junho, com leitura integral aqui. Um discurso que merece ser lido na íntegra pelo valor pedagógico que encerra. Um discurso que deve ser um guia para acção. Um discurso que nos pode ajudar a mudar para melhor.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Carlos Santos, do Valor das Ideias, pela referência ao COGIR no post "A ler na Blogosfera".

Sétima Legião - Sete Mares

Publicada por José Manuel Dias

Ler na Rede

Publicada por José Manuel Dias


1. No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, ocorreram-me, logo de manhãzinha, quatro perguntitas que vinham, sussurantes, insistindo em formular-se no meu cérebro: 1) o que faz com que alguns cidadãos escolham, voluntária, assumida e orgulhosamente, para efeitos de guardião das suas economias, uma entidade designada como Banco Privado que assumiu, desde o início, ser gestora de fortunas pessoais e independente da influência do Estado e dos Governos?
Ana Paula Fitas, n´ A Nossa Candeia, continuar a ler aqui.
2. No contexto mundial resultante da globalização um país não precisa de fazer reformas deve fazê-las permanentemente de forma a assegurar a sua competitividade. E no caso de Portugal a situação é mais complexa, além das exigências decorrentes das mudanças mundiais há os factores que nos prendem ao subdesenvolvimento há décadas cuja eliminação exigem reformas sempre adiadas. Durante décadas o país suportou uma ditadura paternalista que criou nos portugueses a ideia de que o Estado tudo resolve, que todos os problemas do cidadão, desde a saúde aos depósitos bancários desastrosos são resolvidos pelo erário público. Era o preço de a política ser para os políticos, os cidadãos podiam ficar tranquilos que para resolver os problemas estão os políticos. Talvez isso explique a má opinião que temos dos políticos, supostamente eles deveriam resolver todos os problemas de forma indolor, os nossos e os do país, mas ficamos desiludidos, não os resolvem.
Jumento, no blogue O Jumento, continuar a ler, aqui.

Até tu, Alemanha?!

Publicada por José Manuel Dias


Le groupe de tourisme et de distribution Arcandor, propriétaire du voyagiste Thomas Cook, s'est résolu mardi 9 juin à déposer le bilan faute d'avoir obtenu une aide financière de l'Etat allemand. Le groupe, qui emploie près de 43 000 personnes, a tenté jusqu'au bout de mettre sur pied un ultime plan de sauvetage pour convaincre le gouvernement de lui venir en aide.
Fonte: Le Monde, aqui.
O grupo alemão Arcandor acaba de apresentar o pedido de insolvência. Mais de 43.000 pessoas têm o emprego comprometido. Acreditar que se podem manter os "direitos adquiridos" num cenário de grave crise internacional, em que a maior economia da Europa é atingida desta forma, é não ter os pés assentes na terra. É não querer ver a realidade.

R.E.M. - Drive

Publicada por José Manuel Dias

Coisas que merecem reflexão

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores do jornal Público rejeitaram, esta terça-feira, uma proposta de redução salarial apresentada pela administração da empresa. Segundo anunciou o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado, os empregados, não só rejeitaram a proposta dos salários, como exigiram mais informação sobre a situação da empresa. Segundo o mesmo documento, o SJ indicou ainda que está solidário com a decisão das pessoas em recusar a proposta em questão, escalonada entre os três e os 12 por cento para salários brutos superiores a 900 euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando as receitas não estão em linha com o esperado, importa ajustar os custos. Nem sempre é fácil. Muitas pessoas julgam que ainda se vive no tempo dos "direitos irreversíveis". O futuro encarregar-se-á de demonstrar que estão enganadas.

De que nos queixamos?!

Publicada por José Manuel Dias


Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje, a economia portuguesa recuou -1,6 por cento no primeiro trimestre de 2009 relativamente aos últimos três meses de 2008. Comparando com a registada no quarto trimestre de 2008, que foi de -1,8%, verifica-se que a economia portuguesa terá abrandado ritmo de queda.
Esta tendência é distinto do verificado na Europa, quer entre os países da Zona Euro como no conjunto da União Europeia, em que se verificou um agravamento no primeiro trimestre de 2009 face ao quarto trimestre de 2008.
Na zona euro, o PIB em cadeia passou de uma queda de -1,8 por cento no quarto trimestre de 2008 para -2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Portugal continua a convergir com a Europa. Apesar da crise a nossa economia tem-se comportado melhor que a União Europeia. O nosso PIB caiu 1,6%, enquanto na Zona Euro a queda foi de 2,5%. Para além disto, registe-se, ainda, que as contas externas melhoraram. O défice da balança de bens e serviços passou de 9 por cento do PIB no último trimestre de 2008 para 6,5 por cento do PIB no primeiro trimestre de 2009. Acho curioso que o Público escolha para título a queda do PIB face a mês homólogo do ano anterior, ignorando a tendência do último trimestre em que se regista uamdesaceleração da queda e não tenha o cuidado de comparar com o conjunto da União Europeia. Se assim fosse, o título da notícia deveria ser outro: " Economia portuguesa melhor que a média europeia". Seria uma chatice...

A esmola, os pobres e o BPP

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças anunciou esta tarde que o Governo vai apoiar uma solução para os clientes do Banco Privado Português que subscreveram produtos de retorno absoluto, embora considere que eles não são "tecnicamente" depósitos e que, por isso, "os contribuintes não devem substituir-se ao banco nas garantias prestadas."Em conjunto com as autoridades de supervisão, o Executivo irá promover uma solução que passa pela substituição dos títulos que os clientes detêm por outros títulos, a serem geridos por uma entidades exterior ao BPP, que serão transaccionados no mercado e gerarão rendimentos para reembolsar anualmente os clientes.
A solução preconizada pelo Governo, afirmou o ministro, "atenua ou minimiza" as perdas dos clientes com produtos de retorno absoluto, mas não garante a recuperação total dos montantes aplicados.
Fonte: Público, aqui.
Parece-me uma decisão acertada. Os contribuintes não devem suportar os riscos associados a produtos do BPP que prometiam rentabilidades superiores. O povo, com a sua sabedoria, costuma dizer " quando a esmola é grande o pobre desconfia". Ora os clientes do BPP não desconfiaram...

A força das palavras (*)

Publicada por José Manuel Dias


O optimisto do Nobel da Economia, Paul Krugman, em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos inverteu o sentido do índice industrial Dow Jones, que fechou o dia com ganhos ligeiros de 0,02 por cento."Não ficaria surpreendido se o fim da actual recessão nos Estados Unidos fosse decretado durante este Verão", disse Krugman, durante uma conferência na London School of Economics. "Há alguns sinais que nos levam a pensar que a economia está a estabilizar", acrescentou.Estas declarações travaram a queda do Dow Jones, que subiu para os 8.767,49 pontos, praticamente anulando a desvalorização que regista desde o início do ano.
(*) depende de quem as profere.

Cake - I Will Survive

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Melhor vinho do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


O melhor vinho tinto do Mundo, eleito num certame realizado em Paris, o «Vinailes Internacionales 2008», é português. O «Syrah» de 2005 bateu os três mil vinhos concorrentes, originários de 36 países, numa prova de escolha cega. Produzido pela casa Ermelinda Freitas, das terras de Fernando Pó, no concelho de Palmela, este «Syrah» é até um vinho novo. A primeira produção ocorreu em 2004 e a vencedora do título de campeã do Mundo foi arrecadada logo pela de 2005. Nesse ano, foram colocadas no mercado português cinco mil garrafas deste verdadeiro néctar dos deuses, com um preço próximo dos 20 euros por garrafa.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

O gigante amarelo

Publicada por José Manuel Dias


O investidor e multimilionário George Soros afirma que o relativo isolamento do país asiático e a forte presença do Estado no sector bancário são dois factores que vão agilizar a forma como a China irá recuperar da crise financeira. Em declarações proferidas hoje na universidade chinesa de Fudan, citado pela Reuters, Soros disse que, quando o Estado diz aos bancos para emprestarem, estes não hesitam em cumprir as ordens e injectam capital na economia. "A China vai ser uma força positiva no mundo e nos mercados, e, como consequência, a sua influência deverá crescer. Pessoalmente, penso que o seu poder irá crescer mais rapidamente do que se poderia pensar”, afirmou Soros.
Fonte: Público, aqui.
A China vai ser dentro de poucos anos a maior economia do mundo. Ora se os chineses viverem um pouco melhor, em resultado dos ganhos da sua economia, outros, designadamente no velho contintente, terão de habituar-se a viver com um pouco menos. Vai custar mas não há volta a dar. A globalização tem destas coisas.

Agora as exigências são outras

Publicada por José Manuel Dias


A porta do salão de Castanheira do Vouga, Águeda, onde está instalada a mesa de voto para as eleições europeias , teve de ser forçada e as urnas acabaram por abrir às 11:15.
O boicote às eleições europeias foi a forma encontrada por populares para manifestarem o seu descontentamento por a freguesia não ser servida por banda larga. Após a presença do presidente da Câmara, Gil Nadais, e do presidente da Junta de Freguesia, Victor Abrantes Silva, os populares que impediam a abertura da porta acabaram por ceder e a mesa de voto abriu, mantendo-se a
GNR nas proximidades para evitar incidentes. Fala-se tanto de novas tecnologias, mas a banda larga não chega a Castanheira do Vouga, o que cria dificuldades à própria Junta, às escolas e aos empresários locais. A Internet hoje é tão indispensável como o era há anos o lápis e a borracha e os nossos alunos acabam por ser discriminados por causa disso", disse à Lusa.
Fonte: Expresso, aqui,
No passado os protestos eram justificados por não existirem estradas em condições, acesso a centros de saúde, agora reclama-se pela internet, e em banda larga, invocando que é tão necessária como o lápis e a borracha há anos atrás. São capazes de ter razão. Portugal mudou muito.

Hoje é dia de votos

Publicada por José Manuel Dias


1. Dezanove países elegem hoje a nova eurocâmara. O Parlamento Europeu é decisivo em matérias como : impostos, política industrial, agricultura e alargamento da Zona Euro. Dois terços da legislação comunitária têm o cunho do Parlamento Europeu (PE). É esta a força do Parlamento Europeu, cuja composição de 2009 a 2014 se conhece, nas primeiras projecções após o fecho das urnas, esta noite. Diário de Notícias, aqui.
2. As urnas estão abertas em Portugal continental, Madeira e Açores. Cerca de 9,6 milhões de portugueses podem hoje votar nas eleições europeias para eleger 22 dos 736 deputados do Parlamento Europeu. Jornal Público, aqui.
3. O novo sistema, em que a inscrição nos cadernos eleitorais se faz automaticamente ao atingir os 18 anos de idade, aumentou o número de eleitores em mais de 700 mil. Os 9 562 141 recenseados estão, porém, muito acima do que o INE calcula serem os portugueses acima dos 18 anos. Correio da Manhã, aqui.
Eu já fui votar. Não quero que outros decidam por mim. Estou de acordo com os que dizem que "é importante que os portugueses renovem o seu compromisso com o projecto europeu". E você?

Menores salários ou melhor trabalho?

Publicada por José Manuel Dias


Portugal parte de uma base industrial, de níveis de utilização de capital, investigação e desenvolvimento, e de qualificação da mão-de-obra, bem como patamares salariais absolutos, rendimento médio e de igualdade social dramaticamente inferiores. Mas, aparentemente, está-se a intensificar a abertura do mercado doméstico de alguns serviços a agentes externos (ex.: electricidade) e uma outra forma de reduzir os custos laborais é aumentar a produtividade (trabalhar mais e melhor: os franceses são dos que trabalham menos horas e foram dos que registaram maiores aumentos de produtividade nos últimos anos). E as melhorias de produtividade podem despontar em pequenos actos voluntários/individuais: mudanças que podem começar pelo cidadão/trabalhador/utente/consumidor e não pelo estado. Menores salários ou melhor trabalho?
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, confronta-nos com uma das nossas actuais dificuldades. A nossa prutividade é baixa. Pode melhorar? Pode. Há que escolher a melhor via...

História de vida

Publicada por José Manuel Dias


E se no espaço de poucos meses o seu rendimento anual passasse de 140 mil euros para 17 mil? Foi o que aconteceu a Carlos Araya, que de um luxuoso nível de vida enquanto negociador de petróleo passou a empregado de mesa de um restaurante por não conseguir encontrar emprego na sua área. Com 38 anos, duas filhas e um estilo de vida que incluía lagosta ao jantar e garrafas de vinho de 150 euros, Carlos Araya foi apanhado de surpresa pelos efeitos da crise económica quando, em 2007, perdeu o emprego no prestigiado New York Mercantile Exchange .
Hoje, a trabalhar num restaurante de luxo onde era cliente habitual, ganha oito vezes menos do que há dois anos. Mas não tem opção: encontrar emprego de acordo com as suas qualificações tornou-se uma tarefa impossível. A história de Carlos Araya, contada ao
Wall Street Journal , não é única. De acordo com o jornal, a crise financeira arrastou muitas famílias de empresários de Wall Street , antes acostumados a salários confortáveis. Em comum têm a dificuldade em conseguir encontrar um novo emprego especializado, onde consigam ter um rendimento semelhante ao que tinham há tão pouco tempo atrás.
Fonte: Expresso,
aqui.

Moody Blues - Tuesday Afternoons

Publicada por José Manuel Dias

Novas políticas públicas

Publicada por José Manuel Dias


Mesmo os mais distraídos terão já tido conhecimento que, na área dos Cuidados Primários de Saúde, se processa uma espécie de revolução de veludo, com a criação e disseminação das Unidades de Saúde Familiar (USF). No fundo, esta revolução vem reconhecer que a excessiva institucionalização da prestação de cuidados primários de saúde tem mais desvantagens do que benefícios. Mas, mais exemplar do que os aparentes bons resultados desta iniciativa, parece ser a metodologia adoptada para a implementar. A estratégia adoptada baseia-se na adesão voluntária dos profissionais e no reconhecimento do seu direito a escolher com querem fazer equipa (médicos, enfermeiros, administrativos e outros técnicos de saúde) para assegurarem os cuidados a uma população mais alargada do que a que cobririram sob o regime convencional dos Centros de Saúde tradicionais e à introdução de incentivos que permitam alinhar os objectivos de cada uma das Unidades com as necessidades das populações que servem. O número de USF tem vindo paulatinamente a crescer e aproximar-se-á das 250 no final deste ano. Este bom exemplo de desenho e implementação de políticas públicas não é, infelizmente, replicado noutras áreas...
Artur Vaz, no site da SEDES, aqui.
Estes bons exemplos deviam multiplicar-se. É possível fazer melhor com os mesmos (ou menos) recursos desde que se elimina o "espírito de funcionário público" e se assuma o papel de "servidor público". A larga maioria dos utentes está satisfeito com as USFs. Eu sou um deles. Das duas vezes que tive que aceder aos serviços públicos de saúde a prestação foi excelente.

Exportar, exportar, exportar...

Publicada por José Manuel Dias


A política nacional só pode ter uma prioridade neste momento, que é levar Portugal a exportar”, afirmou hoje Daniel Bessa, durante o encontro nacional da Associação de Leasing e Factoring (ALF), em Lisboa.Para o economista, é necessário apostar nas Pequenas e Médias Empresas (PME) viradas para a exportação, que “temos de fazer crescer a todo o custo”. Além disso, sustenta Daniel Bessa, há que fomentar o empreendedorismo, que “vai fazer nascer as empresas exportadoras que ainda não temos”.
Fonte: Público,
aqui.
Existem muitas PMEs que de forma discreta estão a dar o contributo para o desiderato enunciado. Não dão nas vistas. Expoloram estratégias de diferenciação. Conseguem alcançar bons resultados.

Queen-Don't Stop Me Now

Publicada por José Manuel Dias

Pergunta com resposta

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta: Portugal tem condições para acompanhar o ritmo de recuperação económica dos principais parceiros comerciais, agora que parecem surgir os primeiros sinais de desaceleração da crise?
Resposta: A economia portuguesa tem algumas desvantagens para apanhar a recuperação económica internacional. E essas desvantagens resultam, em primeiro lugar, do facto de Portugal ter uma economia aberta, muito dependentes do que se passa com os nossos parceiros comerciais a nível mundial, portanto, uma recessão a nível mundial tem um impacto forte numa pequena economia como a nossa. Em segundo lugar, os nossos principais parceiros comerciais, como a Espanha, a Alemanha e a Inglaterra, estão a contrair-se mais do que a média do sistema e isso afecta Portugal também de maneira especial. E finalmente, em terceiro lugar, Portugal entra numa situação financeira difícil, muito endividado. Temos um país que está muito endividado ao nível das famílias, das empresas e do Estado. Portugal tem que ter um cuidado especial para manter a sua credibilidade internacional e manter os custos de financiamento a níveis aceitáveis. Nesta recuperação, que antevejo lenta e difícil, Portugal terá que fazer um esforço importante devido à posição de partida. A nossa situação de maior endividamento relativo em relação a outras economias, como a inglesa ou a espanhola, implica que o Governo tem que escolher bem as prioridades onde actuar em termos de política orçamental, tendo sempre em atenção a questão da avaliação do ‘rating' da economia nacional, da sua credibilidade externa e do respectivo custo de financiamento.
António Horta Osório, na primeira entrevista concedida depois de ser nomeado administrador do Banco de Inglaterra, aqui.

Bem vindo ao Parlamento Europeu

Publicada por José Manuel Dias


O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas. Os 785 deputados que nele têm assento são representantes dos cidadãos, escolhidos de cinco em cinco anos pelos eleitores de todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, em nome dos seus 492 milhões de cidadãos.
Do site do Parlamento Europeu, aqui.
As eleições do dia 7 de Junho são de grande importância para o nosso futuro colectivo. O Parlamento Europeu tem hoje poderes muito alargados, em relação a um passado que começou em 1979. É o Parlamento que decide sobre as directivas comunitárias que influenciam mais de 2/3 da nossa legislação interna nos mais variados domínios: saúde, ambiente, segurança, educação, emprego, energia... escolher os nossos representantes não é apenas um direito, é, também, uma obrigação. Precisamos de uma Europa mais forte e mais solidária. Votando, também, influenciamos o nosso futuro.
Na imagem as instalações do Parlamento Europeu que tive o prazer de visitar em Setembro de 1978, integrado numa delegação de jovens dirigentes associativos que participaram num Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional. Desde essa altura que me considero um europeísta convicto.

Faltam líderes

Publicada por José Manuel Dias


O perito mundial em liderança, Rob Goffee, professor na London Business School, defende que "as organizações devem dar espaço à autenticidade", desde que "devidamente qualificada". “ Muitas vezes confunde-se liderança com ‘management’, que é organizar, controlar, calendarizar, implementar, executar, produzir... A liderança em termos simples é a habilidade de entusiasmar, de mexer com as pessoas acima do desempenho médio”, refere, em entrevista ao Negócios.“O que está a acontecer é que queremos que os nossos gestores também sejam líderes, capazes de entusiasmar as pessoas e de fazer a diferença numa organização. Ser só gestor já não é suficiente bom”, acrescenta.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
Um tema colocado na ordem do dia e que já tinha sido objecto de um post aqui, onde se questionava: " líder e gestor são a mesma coisa?".

Portugal a convergir

Publicada por José Manuel Dias


A economia da zona euro caiu no primeiro trimestre deste ano 2,5 por cento, quando comparado com os últimos três meses de 2008, de acordo com os dados do Eurostat, o organismo responsável pelas estatísticas da UE. Comparando com o período homólogo (os primeiros três meses do ano passado), os números agravam-se: o PIB (produto interno bruto) da zona euro contraiu-se 4,8 por cento.
Em Portugal, a queda foi de 1,5 por cento, quando comparada com o último trimestre do ano passado, e de 3,7 por cento face ao período homólogo, isto é, aos primeiros três meses de 2008. Os números divulgados esta manhã pelo Eurostat são os piores resultados da zona euro desde 1995 e comprovam a recessão a nível europeu. Já no que diz respeito ao consumo privado, os dados mostram uma quebra de 0,5 por cento nos primeiros três meses de 2009. As exportações na zona euro, por outro lado, contraíram-se 8,1 por cento e as importações sofreram uma queda de 7,2 por cento.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A economia cá do burgo caiu 1,5% mas a da União Europeia caiu 2,5%. Estamos mal mas estamos melhor (ou menos mal) que a média dos países da UE. Por outras palavras, estamos a convergir...

A a Z na Educação

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação fez bem em publicar o A a Z da Educação. Nesta legislatura mudou muito o panorama da educação, por via das reformas que foram implementadas. Hoje a Escola Pública está melhor em muitas vertentes. Há quem não goste das mudanças (nunca é possível agradar a todos) mas a larga maioria dos pais e encarregados de educação reconhecem mérito ao trabalho desenvolvido. Vejamos apenas algumas das medidas:
- escola a tempo inteiro, com oferta gratuita e generalizada do inglês e de outras actividades de enriquecimento curricular;
- diversificação da oferta formativa, com criação de cursos profissionais;
- alargamento da Acção Social escolar triplicando o número de alunos abrangidos;
- modernização física e tecnológica das ecsolas e uso generalizado dos computadores e da internet nas actividades educativas (310.000 computadores, 9.000 quadros interactivos e redução do número de alunos por computador de 16 para 5);
- avaliação interna e externa das escolas;
- atribuição do prémio de mérito aos melhores alunos de cada escola;
- novo modelo de gestão escolar .
Para termos um ideia da extensão e profundidade das mudanças, nada melhor que espreitar o fascículo de A a Z. Um resumo do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação ao longo dos últimos 4 anos, ver aqui. Nem tudo terá sido bem feito bem feito mas o balanço é, a nosso ver, altamente satisfatório. Até os críticos do desempenho da Ministra concordam com a maioria das medidas tomadas, apenas discordando, de forma mais evidente, da avaliação de desempenho. As mudanças, como é consabido, geram sempre algum desconforto mesmo quando se muda para melhor. Convirá, no entanto, sublinhar que muitas das medidas que hoje todos aplaudem não teriam saído do papel se não tivesse existido estabilidade. Existem coisas a que só damos valor quando nos faltam.

O Luís Figo sabe o que diz

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Critical Software

Publicada por José Manuel Dias


Uma das empresas mais importantes na área da Inovação e Tecnologia. Nasceu no seio da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários través do nosso projecto Academia dos Empreendedores e venceu a 1ª edição do Prémio do Jovem Empreendedor (1998). Precisamente no ano em que foi criada na incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. Hoje, a NASA é um dos clientes da Critical Software e o primeiro cliente internacional a confiar dos produtos da empresa portuguesa. Na realidade, a empresa iniciou cedo o seu processo de internacionalização. Em dois anos conseguiu atingir os objectivos que tinha estruturado para um período de cinco anos.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
Ao DT, do blogue De cara ao Vento, pela referência ao Cogir no post Podia ser eu a escrever isto!

A mania de vestir bem...

Publicada por José Manuel Dias


O mercado nacional de vestuário, que representa 2,8 milhões de euros, revela estar em alta, tendo-se verificado, nos últimos anos, um crescimento contínuo.
De acordo com o Observador Cetelem, «para 2009, as perspectivas de crescimento neste sector continuam positivas uma vez que o vestuário não é uma das despesas mais afectadas, em caso de diminuição de poder de compra dos portugueses». Na verdade, dos inquiridos neste estudo, apenas 6% dizem que cortariam prioritariamente as despesas neste segmento se o seu poder de compra caísse. Em termos de volume de negócios o segmento de vestuário para adultos é o mais significativo, representando 80% da facturação nacional, sendo que é no Porto, Lisboa e Braga que as famílias mais despendem em vestuário, uma vez que, nestes distritos, os valores situam-se acima da média nacional que é de 785 euros por ano.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
... ou será que o parecer é já um passo para o ser?

Primeiro Eco-camping Resort

Publicada por José Manuel Dias


"Esperamos continuar com este ritmo de reservas", disse à agência Lusa Francisco de Mello Breyner, da empresa Multiparques A Céu Aberto, responsável pelo parque de campismo de cinco estrelas. O mesmo responsável afiançou que, ainda antes de abrir portas (a data certa ainda não é revelada), o Zmar está a despertar o interesse dos turistas, estando contabilizadas até agora "18.630 reservas". O Zmar Eco-Camping Resort, com capacidade para perto de três mil pessoas, está em construção no concelho de Odemira, a cerca de dez quilómetros de distância da Zambujeira do Mar. O objectivo deste complexo turístico, que ocupa 81 hectares, "único em Portugal e, pela dimensão, provavelmente na Europa", disse, passa por "conquistar" os "desportistas, as famílias e os amantes da natureza". "Mas pode vir quem quiser e gostar de qualidade a preços acessíveis", frisou Francisco de Mello Breyner, garantindo que o parque está "ao alcance de todas as carteiras". "Não é um parque de luxo. É sim um parque com qualidade, com um preço nominal superior à média portuguesa e que oferece mais valor do que o que se paga", acentuou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Beleza e matemática

Publicada por José Manuel Dias



Descoberto aqui, Blogue A Metamática anda por aí. Imperdível.

O fim das vacas gordas

Publicada por José Manuel Dias


Na semana passada avancei com uma explicação para a crise inteiramente diferente daquela que tem sido apresentada.Basicamente, disse o seguinte: o problema não foi o subprime, nem as fraudes, nem outras práticas menos ortodoxas. O problema é a globalização. A questão é que o capitalismo deixou de ser ‘regional’ para ser ‘global’. Um modelo que vigorava apenas na Europa Ocidental e na América (com uma ‘extensão’ ao Japão) em meia dúzia de anos passou a vigorar praticamente em todo o Globo.
Para isto foi decisiva a transição da Rússia e da China do sistema comunista para a economia de mercado. A crise que estamos a viver é comparável a um terramoto.[.../...]
A competição, ao tornar-se global, torna-se mais assanhada, a luta é mais dura.
Quem pense que isto ainda pode voltar para trás, desiluda-se.
Esta crise não vai ser ‘superada’, a ‘retoma’ não vai chegar, pela simples razão de que estes ajustes no capitalismo eram inevitáveis e necessários – e por isso vieram para ficar.
Ao dar o salto de um sistema regional, geograficamente localizado, para um sistema global, o capitalismo necessitou de fazer acertos – e são deles que estamos a sofrer as consequências, até se atingir um novo equilíbrio.
Fonte: Semanário Sol, artigo de opinião de José António Saraiva, a ler na íntegra
aqui.
Podemos não concordar com a análise efectuada por JAS mas os factos parecem dar-lhe razão. Neste novo mundo, de capitalismo global, só há duas alternativas: ou somos competitivos e conseguimos sobreviver ou somos engolidos. Ou, como costumo dizer, "o futuro é dos melhores e os muito bons são melhores que os bons". Para sermos competitivos,temos de passar a viver pior. O tempo das vacas gordas acabou.

Joe Cocker - You Are So Beautiful

Publicada por José Manuel Dias

A maior parceria da Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Massachusetts Institute of Technology (MIT) vai investir entre um a dois milhões de euros por ano até 2016 em Portugal para financiar a participação de investigadores nas pesquisas do MIT-Portugal. O valor agora avançado para o investimento pode crescer de acordo com o número de projectos desenvolvidos. O financiamento directo do instituto americano, três anos depois da assinatura do contrato de parceria, representa para o director nacional do programa Paulo Ferrão "um estreitar de relações".
De facto, a parceria com Portugal "é a maior da Europa", sublinha Subra Suresh, reitor de Engenharia do MIT. E Paulo Ferrão lembra que o instituto de tecnologia tem duas grandes ligações mundiais: Singapura e Portugal.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.