O Banco do futuro

Publicada por José Manuel Dias


Em vez de ter clientes a fazer o login ocasional para verificar o saldo, movimentos da conta, ou efectuar pagamentos, e logo de seguida, sair sem ter apreciado a relação estabelecida na totalidade, não seria melhor permanecerem online para colocar questões ou falar sobre as suas preocupações financeiras com pessoas especializadas na matéria? Ou até para partilharem as suas experiências, opiniões e conhecimentos com a comunidade usufruindo assim dos benefícios da sabedoria colectiva de uma rede de clientes? Esta é pois a verdadeira mais-valia que está a mobilizar as marcas para a construção de comunidades online.Esta é a razão pela qual o Deutsche Bank Group se encontra no YouTube, Bank of America e o Santander no Twitter (como muitos outros) e HSBC e Chase no Facebook. Enquanto grande parte dos bancos asseguraram rapidamente a sua presença (muitos só com um logo e uma breve descrição) para evitar que a sua marca seja registada por quem não a detém, poucos têm coragem e bom senso para utilizar estes novos canais como forma privilegiada de construir confiança - uma das principais características de uma relação duradoura.
Nuno Machado Lopes, am artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

Mais confiança

Publicada por José Manuel Dias


O indicador de clima económico aumentou nos últimos dois meses, interrompendo o forte movimento descendente observado desde Maio de 2008, após ter registado em Abril o valor mais baixo da série iniciada em 1989. Em Junho, os indicadores de confiança apresentaram um andamento positivo na Construção e Obras Públicas, Comércio e Serviços, observando-se um ligeiro agravamento na Indústria Transformadora. O indicador de confiança dos Consumidores continuou o movimento ascendente iniciado em Abril, após o mínimo histórico da série (iniciada em Junho de 1986) registado em Março.”
Para saber mais ver
o sítio do INE.

Supertramp - Its raining again

Publicada por José Manuel Dias

RoboCup

Publicada por José Manuel Dias


Uma das grandes vantagens do formato do RoboCup é que tem um "problema padrão": jogar futebol. Desse modo concentram-se recursos e esforços num mesmo tipo de actividade, segundo regras comuns que todos conhecem e avaliam - em vez de pura e simplesmente andar cada um para seu lado. A medida do sucesso também é simples: os melhores ganham os jogos. Contudo, há muita diversidade no RoboCup: há diferentes modalidades e nem sequer são todas "futebol".
É desta forma que o meu estimado amigo Porfírio Silva, do Machine Speculatrix, se propõe aguçar o nosso petite para o acompanhamento das reportagens diária e em directo que se propõe fazer do RoboCup 2009, em Graz (Áustria), a partir do próximo dia 1 de Julho.Para saber mais clicar aqui. Pela minha parte vou procurar estar atento. Estou curioso. Será que conseguem fazer um robot futebolista à semelhança do Cristiano Ronaldo?

Coisas que vale a pena conhecer

Publicada por José Manuel Dias


Chama-se Portal das Escolas. Está em funcionamento desde o dia 22 p.p. e o Ministério da Educação considera-o "um dos projectos-chave do Plano Tecnológico da Educação". Na primeira fase, o Portal das Escolas dirige-se sobretudo aos docentes, disponibilizando-lhes o acesso sem custos a um repositório com recursos educativos digitais, para o qual os próprios podem contribuir com conteúdos da sua autoria”, lê-se no site do projecto que se assume como “a maior rede colaborativa em linha da educação em Portugal”. O grande objectivo é fomentar “a produção, a partilha e a utilização de conteúdos digitais pela comunidade docente”. Para entrar no Portal das Escolas, clicar aqui. Fonte: Público

O preço não é tudo...

Publicada por José Manuel Dias


Mesmo em tempo de crise, 75% dos portugueses estão dispostos a pagar mais por um produto novo que os satisfaça. Esta é uma das conclusões do estudo da Peres n? Partners, uma empresa de estudos de mercado que se propôs avaliar os produtos do ano em matéria de inovação."Os consumidores privilegiam a inovação e a diversidade da oferta. Portugal é um caso de adesão espontânea à inovação, seja ao nível do grande consumo, seja a outros níveis", afirma António Peres, presidente da empresa. "Os casos das tecnologias de informação, como os telemóveis, são paradigmáticos, mas antes já tínhamos assistido ao sucesso dos microondas." Outra das conclusões do estudo, com uma amostra de 2 mil pessoas, é o facto de nos últimos quatro anos menos pessoas terem invocado o factor qualidade/preço para justificar a compra de um novo produto. Em 2005, 70,3% das pessoas tinham apontado este factor como motivo para a compra. Em 2009 apenas 56,5% o fizeram. "Ninguém come e vive no dia-a-dia numa lógica única e exclusiva de preço. Sem diversidade e inovação não há vida", diz António Peres.
Fonte: I,
aqui.
Quando se compra um qualquer bem ou serviço o consumidor tem em conta o preço mas não deixa de considerar, de igual modo, os benefícios que espera obter, não se importando, nessas condições, de pagar um excedente face ao valor inicial. Compete à gestão das empresas saber qual é a melhor proposta de valor que podem aprsentar, definindo a estratégia com base nos custos ou na diferenciação. A escolha pode fazer toda a diferença.

Joan Manuel Serrat - Tu nombre me sabe a yerba

Publicada por José Manuel Dias

Receita perigosa

Publicada por José Manuel Dias


A receita é simples e o resultado garantido. Junta-se um crédito à habitação, de preferência indexado a uma taxa instável, a um crédito para o carro e a um empréstimo para as férias. Vai ao lume numa altura de contracção económica e tempera-se com um novo crédito para ajudar a pagar os anteriores. O resultado pode ser apreciado mensalmente nas estatísticas do Banco de Portugal, que ontem avaliou o crédito malparado nos níveis mais elevados desde que há registo, Dezembro de 1997. Segundo o Boletim Estatístico de Junho, atingiu-se em Abril o valor recorde de 3,38 mil milhões de euros cuja cobrança é duvidosa, o que significa um acréscimo impressionante de 34% face ao homólogo. Feitas as contas, 2,54% do total de crédito concedido pelos bancos a particulares não está a ser pago. Mais de metade desta dívida (1,75 mil milhões) corresponde a crédito contratado para a compra de casa, que é normalmente a última prestação a ser abandonada em caso de dificuldades.
Fonte: i, aqui.
A conjuntura explica muito do incumprimento (aumento do desemprego...) mas a tomada de riscos por parte dos bancos parece não ter tido em devida conta o risco geral e o risco profissional. Agora, imaginem o que seria se a Euribor se tivesse mantido aos níveis de Setembro de 2008. A situação seria "bem mais negra", em particular para aqueles que estão habituados a transformar "os desejos em realidade" com base exclusivamente no crédito.

60-28

Publicada por José Manuel Dias


Não é um qualquer resultado de um jogo de basquetebol, em que uma das equipas dá "capote" à outra. É o número se subscritores de um documento que pugna pela a continuidade do "investimento público económica e socialmente útil" versus os que subscreveram um manifesto que defende a reavaliação dos investimentos públicos. Em relação à posição destes deixámos um post aqui, com link para o respectivo documento de reflexão. Sobre a posição daqueles, em que se integram figuras como Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade, André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE, Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve, Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa, permitimo-nos sublinhar esta parte do documento (leitura integral, aqui):
"Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação".

Primeiro emprego ou primeira empresa?

Publicada por José Manuel Dias


O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou os primeiros resultados sobre o empreendedorismo em Portugal para 2004-2007, com indicadores sobre a demografia das empresas que permitem caracterizar o dinamismo da economia portuguesa. Segundo os dados do INE, em 2007, existiam 1,1 milhões de empresas não financeiras com 3,8 milhões de pessoas ao serviço e um volume de negócios de cerca de 354,3 mil milhões de euros. Mais de 68 por cento do sector empresarial era composto por empresas individuais. Mas, as sociedades, embora tenham um peso de apenas 31,8 por cento no total de empresas, empregavam 77,2 por cento dos trabalhadores e representavam 94,1 por cento do volume de negócios gerado pela área não financeira, em 2007. A taxa de natalidade atingiu 15,2 por cento, com a criação de 167.473 novas empresas.
O INE realça que "cerca de 30 por cento dos nascimentos não sobrevive no final do primeiro ano". Do primeiro para o segundo ano, "a taxa de sobrevivência do total de empresas decresce consideravelmente (19 pontos percentuais)" e do segundo para o terceiro ano, a descida é de 6,7 pontos, acrescenta o INE.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Os dados são esclarecedores: mais de 68% do universo empresarial é constituído por empresas individuais. São cada vez mais os portugueses que procuram concretizar os seus projectos profissionais por via da constituição de empresas. Eles sabem que na próxima década não vai faltar trabalho mas não vai haver empregos. Daí que decidam criar a sua empresa, assumindo os riscos do próprio negócio e retirando da experiência, ainda que menos bem sucedida, os necessários ensinamentos. Um empreendedorismo que deve ser incentivado. Para bem deles e de todos nós.

Um coisa inédita

Publicada por José Manuel Dias



"O Governo tinha um objectivo central, que era reduzir os efectivos da função pública, e esse objectivo foi conseguido com a redução de 50 mil funcionários públicos, pois hoje temos uma administração pública que equivale à que tinhamos há 10 anos", disse Teixeira dos Santos aos jornalistas.Não houve falha no objectivo, o que foi feito foi algo de inédito pois nunca tinha sido feita uma redução desta magnitude e não enveredámos por soluções dráticas", disse o ministro, lembrando que não foram feitos despedimentos. Teixeira dos Santos salientou ainda que "o esforço de redimensionamento da Administração Pública" permitiu reduzir a despesa com salários. De acordo com o Boletim da Execução Orçamental dos primeiros cinco meses do ano, a despesa com pessoal desceu 19,5 por cento nos primeiros cinco meses do ano, em termos homólogos, e a despesa com remunerações certas e permanentes cairam 0,2 por cento.
Fonte: i,
aqui.
São muitos os que clamam por "menos estado e melhor estado" mas são poucos os que conseguem materializar essas intenções.

Bob Dylan - Like A Rolling Stone

Publicada por José Manuel Dias

A importância dos clientes

Publicada por José Manuel Dias


Uma empresa para estar de forma continuada no mercado tem de satisfazer vários stakeholders com os quais comunica e interage, a saber: clientes, fornecedores, colaboradores, accionistas e Estado. Cada grupo é motivado por um dado objectivo e pode acontecer que os respectivos objectivos sejam conflituantes. É aos gestores que compete encontrar uma posição de equilíbrio procurando optimizar a satisfação de todos, sem penalizar a própria empresa. Não é tarefa fácil, em particular em tempos de mudança como os que vivemos. É importante saber a tipologia de interesses dos vários stakeholders, sobretudo dos clientes. Se as alterações no ambiente externo não são percepcionadas tempestivamente e os clientes começam a abandonar a empresa, as cadeiras começam a ficar vagas e o futuro dos artistas, por melhor que representem, fica em risco.

Portugal: um exemplo a seguir...

Publicada por José Manuel Dias


American classrooms need to enter the 21st century.
[.../...]
To show the way, I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that's turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.
That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe. So Prime Minister Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.
Fonte: The Huffington Post,
aqui.
O especialista canadiano em tecnologia Don Tapscott aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas. Num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama -, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América: "Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!". Para continuar a ler o artigo do Público, clicar aqui. Apesar de uns tantos -quase sempre os mesmos - criticarem as reformas promovidas no sector da educação, alguns especialistas nesta matéria, como Steve Ballmer e Don Tapscott, apontam Portugal como exemplo, até para os USA.

Christina Aguilera - A Song For You

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Um Portugal que não é notícia

Publicada por José Manuel Dias


No filme "Tempestade", George Clooney enfrentou a intempérie com um fato da Plúvia, empresa da Pontinha que fabrica vestuário para a pesca em parceria com a sueca Grundéns. Em Pequim, os cabos da Cotesi somaram três medalhas olímpicas em provas de vela e, na America's Cup, a empresa do grupo Violas marca novamente presença no barco Desafio Español, ao lado da Quebra-mar, que vestiu toda a tripulação. Mas estas são, apenas, algumas das histórias que as empresas portuguesas levaram esta semana até à feira TechTextil, de Frankfurt, onde Portugal juntou em 100 m2 alguns exemplos da capacidade de criação e produção nacional na área dos têxteis técnicos para o sector náutico, dos fatos de mergulho às pranchas de surf, velas, cabos para plataformas petrolíferas, caiaques e bancos para iates. Avaliado em €100 mil milhões, o sector dos têxteis técnicos tem revelado capacidade de resistência à conjuntura, com um crescimento anual de 4% impulsionado pelas áreas da saúde e higiene, indústria automóvel, arquitectura e construção civil. Em Portugal, a fileira conta apenas com 70 empresas que facturam €400 milhões.
Fonte: Aicep,
aqui.

Mary Gauthier - Mercy Now

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E agora, Manuel?

Publicada por José Manuel Dias


A Autoeuropa vai informar quarta-feira os trabalhadores sobre as medidas que vai tomar após a rejeição do pré-acordo laboral pelos trabalhadores, adiantou à agência Lusa a porta-voz do fabricante de Palmela.A administração da Autoeuropa reúne-se às 14h00 com a Comissão de Trabalhadores (CT) e logo depois informará os colaboradores da decisão tomada. Após as reuniões, o fabricante enviará uma nota à imprensa sobre o assunto.
Será que os trabalhadores são os que melhor captam os sinais quanto ao futuro da empresa, Manuel?
A administração da Autoeuropa decidiu hoje que não irá dispensar “para já” nenhum dos 250 trabalhadores a contrato a prazo, mas vai avançar com uma paragem de dez dias entre Setembro e Dezembro em regime de lay-off (paragem de trabalho com diminuição das remunerações). Ora, conforme diz António Chora, coordenador da CT, as medidas anunciadas pela administração da Autoeuropa, designadamente os dez dias de lay-off até ao final do ano, são mais penalizadoras para os trabalhadores do que o pré-acordo laborar chumbado pelos funcionários. Será que quanto pior, melhor?

Esta crise é como um tsunami

Publicada por José Manuel Dias


O economista e premiado com o Nobel da Paz, Mohammad Yunus, comparou a actual crise financeira ao efeito de um «tsunami». «Cresce num sítio e anda até atingir os outros países. Espero que seja parado no mar, antes de atingir a costa», referiu à margem da conferência «Desafiar a Pobreza: o Crescimento do Microcrédito». Para o responsável esta crise «é terrível e, apesar do epicentro ser nos EUA, o tremor sente-se em todo o mundo, sendo os pobres os que vão realmente sofrer com ela». Quanto a previsões sobre o fim deste período conturbado, Yunus acredita que dentro de um a dois anos no máximo deverá ter sido ultrapassada, ainda que admita que é difícil fazer previsões. Para o economista, a solução para o fim da crise financeira, e também para evitar outras como esta, não passa apenas pela intervenção do Governo nos mercados, mas por uma supervisão dos mesmos. «A solução é a supervisão do mercado, mas esta tem que ser feita de forma eficiente e precisa», afirmou à margem da conferência organizada pelo ISCTE. E acrescentou que o mercado tem de encontrar o seu caminho.
«A acção do Governo não é suficiente», disse.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Mercedes Sosa - Gracias a La Vida

Publicada por José Manuel Dias