Esta tendência é distinto do verificado na Europa, quer entre os países da Zona Euro como no conjunto da União Europeia, em que se verificou um agravamento no primeiro trimestre de 2009 face ao quarto trimestre de 2008.
Na zona euro, o PIB em cadeia passou de uma queda de -1,8 por cento no quarto trimestre de 2008 para -2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009.
(*) depende de quem as profere.
O boicote às eleições europeias foi a forma encontrada por populares para manifestarem o seu descontentamento por a freguesia não ser servida por banda larga. Após a presença do presidente da Câmara, Gil Nadais, e do presidente da Junta de Freguesia, Victor Abrantes Silva, os populares que impediam a abertura da porta acabaram por ceder e a mesa de voto abriu, mantendo-se a GNR nas proximidades para evitar incidentes. Fala-se tanto de novas tecnologias, mas a banda larga não chega a Castanheira do Vouga, o que cria dificuldades à própria Junta, às escolas e aos empresários locais. A Internet hoje é tão indispensável como o era há anos o lápis e a borracha e os nossos alunos acabam por ser discriminados por causa disso", disse à Lusa.
Hoje, a trabalhar num restaurante de luxo onde era cliente habitual, ganha oito vezes menos do que há dois anos. Mas não tem opção: encontrar emprego de acordo com as suas qualificações tornou-se uma tarefa impossível. A história de Carlos Araya, contada ao Wall Street Journal , não é única. De acordo com o jornal, a crise financeira arrastou muitas famílias de empresários de Wall Street , antes acostumados a salários confortáveis. Em comum têm a dificuldade em conseguir encontrar um novo emprego especializado, onde consigam ter um rendimento semelhante ao que tinham há tão pouco tempo atrás.
Fonte: Expresso, aqui.
A política nacional só pode ter uma prioridade neste momento, que é levar Portugal a exportar”, afirmou hoje Daniel Bessa, durante o encontro nacional da Associação de Leasing e Factoring (ALF), em Lisboa.Para o economista, é necessário apostar nas Pequenas e Médias Empresas (PME) viradas para a exportação, que “temos de fazer crescer a todo o custo”. Além disso, sustenta Daniel Bessa, há que fomentar o empreendedorismo, que “vai fazer nascer as empresas exportadoras que ainda não temos”.
Fonte: Público, aqui.
Existem muitas PMEs que de forma discreta estão a dar o contributo para o desiderato enunciado. Não dão nas vistas. Expoloram estratégias de diferenciação. Conseguem alcançar bons resultados.
Em Portugal, a queda foi de 1,5 por cento, quando comparada com o último trimestre do ano passado, e de 3,7 por cento face ao período homólogo, isto é, aos primeiros três meses de 2008. Os números divulgados esta manhã pelo Eurostat são os piores resultados da zona euro desde 1995 e comprovam a recessão a nível europeu. Já no que diz respeito ao consumo privado, os dados mostram uma quebra de 0,5 por cento nos primeiros três meses de 2009. As exportações na zona euro, por outro lado, contraíram-se 8,1 por cento e as importações sofreram uma queda de 7,2 por cento.
De acordo com o Observador Cetelem, «para 2009, as perspectivas de crescimento neste sector continuam positivas uma vez que o vestuário não é uma das despesas mais afectadas, em caso de diminuição de poder de compra dos portugueses». Na verdade, dos inquiridos neste estudo, apenas 6% dizem que cortariam prioritariamente as despesas neste segmento se o seu poder de compra caísse. Em termos de volume de negócios o segmento de vestuário para adultos é o mais significativo, representando 80% da facturação nacional, sendo que é no Porto, Lisboa e Braga que as famílias mais despendem em vestuário, uma vez que, nestes distritos, os valores situam-se acima da média nacional que é de 785 euros por ano.
Descoberto aqui, Blogue A Metamática anda por aí. Imperdível.
Para isto foi decisiva a transição da Rússia e da China do sistema comunista para a economia de mercado. A crise que estamos a viver é comparável a um terramoto.[.../...]
A competição, ao tornar-se global, torna-se mais assanhada, a luta é mais dura.
Quem pense que isto ainda pode voltar para trás, desiluda-se.
Esta crise não vai ser ‘superada’, a ‘retoma’ não vai chegar, pela simples razão de que estes ajustes no capitalismo eram inevitáveis e necessários – e por isso vieram para ficar.
Ao dar o salto de um sistema regional, geograficamente localizado, para um sistema global, o capitalismo necessitou de fazer acertos – e são deles que estamos a sofrer as consequências, até se atingir um novo equilíbrio.
Fonte: Semanário Sol, artigo de opinião de José António Saraiva, a ler na íntegra aqui.
De facto, a parceria com Portugal "é a maior da Europa", sublinha Subra Suresh, reitor de Engenharia do MIT. E Paulo Ferrão lembra que o instituto de tecnologia tem duas grandes ligações mundiais: Singapura e Portugal.
Fonte: Público, aqui.
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Como já aqui disse, a Alemanha tem a chave do próximo futuro da Zona Euro, e talvez mesmo da própria UE. Mas não parece estar a ser muito pressionada a abrir a porta ao crescimento do mercado interno, um futuro em que todos ganhariam. No entanto, com uma crise destas, quem sabe?
Em comunicado, o ministério de Teixeira dos Santos precisou terem sido recebidas via Internet 1.272.373 declarações modelo 3.2 de 2008.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
"Tenho a certeza de que este efeito se vai fazer sentir em mais zonas do país. Nós que andamos todos os dias no terreno - pois temos perto de sete mil casas para vender - sabemos que é exactamente assim. Quanto a isso não tenho a mínima dúvida. O mercado vai continuar a cair", refere João Costa Reis, presidente da Domusvenda.
Desde há alguns anos que a sua empresa se dedica à compra de imobiliário malparado à banca - casas adquiridas com recurso a empréstimo, cujas prestações mensais os clientes deixaram de poder pagar. Essas casas ficam na posse dos bancos que, por sua vez, as negoceiam com empresas de recuperação de crédito, como a Domusvenda, que tem 80% do mercado.
Vamos a votos com mais ou menos participação, mas na realidade pouco participamos. O envolvimento do cidadão para fortalecimento de uma democracia participativa é cada vez menor. Voltamos, de certo modo, aos tempos da ditadura: isso é com eles, eles é que sabem, eu cá não me meto em políticas, etc., etc.
A participação a nível europeu não pode desenvolver-se fora do contexto de cada país, temos que começar por fazer o trabalho de casa para depois fazermos o trabalho europeu.
André Correia, em artigo de opinião no DN, com leitura integral aqui, enfatiza a importância das eleições para o parlamento europeu e dá sugestões em ordem a melhorarmos a qualidade da nossa participação cívica.
Segundo o IMD, em 2007 Portugal estava no 39º posto da tabela da competitividade. No ano seguinte subiu para o 37º, e este ano para o 34º. É bom sinal? Sim. Motivo de euforia? Não. Porque a luta por um lugar ao sol (a competividade é a medida da riqueza de um país) faz-se de apostas no longo prazo. É por isso que não devíamos dar pulos de contentes porque passámos a Espanha, a Itália e a Grécia. Essa é a II Liga europeia, nós temos de lutar pela Liga dos Campeões. E isso implica compararmo-nos com os melhores.
Camilo Lourenço, am artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral aqui.
O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.
Este ano, o Governo já antecipou em alguns meses os reembolsos do imposto sobre o trabalho (ver caixa), mas agora o objectivo é "implementar um sistema de liquidação e de emissão de reembolsos online", descreve o plano da Direcção Geral de Informática Tributária. A nova aplicação do Fisco destina-se a contribuintes com "reembolsos de pequeno valor" e sem historial de execuções fiscais.
Mas há mais números preocupantes nas projecções avançadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Sobretudo pelo impacto no futuro. O défice orçamental volta a tocar a barreira dos 6%, a dívida pública salta para os 80% do produto e a despesa estatal está no nível mais alto de sempre (quando medida em percentagem do PIB). Ou seja, as contas públicas voltam a estar fortemente desequilibradas. O Governo tem uma justificação que faz sentido: a crise.
Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.
En comparación con el primer trimestre de 2008, el desplome de la actividad fue aún mayor, del 4,6% en el área de la moneda única y del 4,4% en los Veintisiete, también las tasas más negativas de la serie histórica. Estos primeros cálculos sobre la evolución de la economía europea en el primer trimestre dejan claro que la recesión se está intensificando. Tanto la eurozona como la UE llevan cuatro meses consecutivos con descensos de la actividad que, además, son cada vez más intensos. Así, en el área del euro, el PIB ha pasado de caer el 0,2% en el segundo y tercer trimestre de 2008, a retroceder el 1,6% en el cuarto y desplomarse el 2,5% en el primero de 2009.
O mundo no seu todo está a parecer-se bastante com o Japão durante a sua ‘década perdida’”, disse hoje Krugman durante um fórum em Taipei, capital de Taiwan, citado pela Bloomberg. “Estou muito optimista sobre o mundo em, diremos, 2030. São os próximos dez anos ou coisa assim que me preocupam”, acrescentou o Nobel da Economia. O especialista adiantou que, embora uma repetição da Grande Depressão dos anos 30s seja agora menos provável, a economia global enfrenta um fraco consumo privado e um nível elevado de desemprego nos EUA e na Europa que não deverá descer.Entre as semelhanças com os problemas do Japão, Krugman incluiu um sistema financeiro em dificuldades, a fraca procura e o “apoio orçamental útil, mas limitado” por parte dos governos.
Fonte: Diário Económico, aqui.
















































