Coisas que merecem reflexão

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores do jornal Público rejeitaram, esta terça-feira, uma proposta de redução salarial apresentada pela administração da empresa. Segundo anunciou o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado, os empregados, não só rejeitaram a proposta dos salários, como exigiram mais informação sobre a situação da empresa. Segundo o mesmo documento, o SJ indicou ainda que está solidário com a decisão das pessoas em recusar a proposta em questão, escalonada entre os três e os 12 por cento para salários brutos superiores a 900 euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando as receitas não estão em linha com o esperado, importa ajustar os custos. Nem sempre é fácil. Muitas pessoas julgam que ainda se vive no tempo dos "direitos irreversíveis". O futuro encarregar-se-á de demonstrar que estão enganadas.

De que nos queixamos?!

Publicada por José Manuel Dias


Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje, a economia portuguesa recuou -1,6 por cento no primeiro trimestre de 2009 relativamente aos últimos três meses de 2008. Comparando com a registada no quarto trimestre de 2008, que foi de -1,8%, verifica-se que a economia portuguesa terá abrandado ritmo de queda.
Esta tendência é distinto do verificado na Europa, quer entre os países da Zona Euro como no conjunto da União Europeia, em que se verificou um agravamento no primeiro trimestre de 2009 face ao quarto trimestre de 2008.
Na zona euro, o PIB em cadeia passou de uma queda de -1,8 por cento no quarto trimestre de 2008 para -2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Portugal continua a convergir com a Europa. Apesar da crise a nossa economia tem-se comportado melhor que a União Europeia. O nosso PIB caiu 1,6%, enquanto na Zona Euro a queda foi de 2,5%. Para além disto, registe-se, ainda, que as contas externas melhoraram. O défice da balança de bens e serviços passou de 9 por cento do PIB no último trimestre de 2008 para 6,5 por cento do PIB no primeiro trimestre de 2009. Acho curioso que o Público escolha para título a queda do PIB face a mês homólogo do ano anterior, ignorando a tendência do último trimestre em que se regista uamdesaceleração da queda e não tenha o cuidado de comparar com o conjunto da União Europeia. Se assim fosse, o título da notícia deveria ser outro: " Economia portuguesa melhor que a média europeia". Seria uma chatice...

A esmola, os pobres e o BPP

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças anunciou esta tarde que o Governo vai apoiar uma solução para os clientes do Banco Privado Português que subscreveram produtos de retorno absoluto, embora considere que eles não são "tecnicamente" depósitos e que, por isso, "os contribuintes não devem substituir-se ao banco nas garantias prestadas."Em conjunto com as autoridades de supervisão, o Executivo irá promover uma solução que passa pela substituição dos títulos que os clientes detêm por outros títulos, a serem geridos por uma entidades exterior ao BPP, que serão transaccionados no mercado e gerarão rendimentos para reembolsar anualmente os clientes.
A solução preconizada pelo Governo, afirmou o ministro, "atenua ou minimiza" as perdas dos clientes com produtos de retorno absoluto, mas não garante a recuperação total dos montantes aplicados.
Fonte: Público, aqui.
Parece-me uma decisão acertada. Os contribuintes não devem suportar os riscos associados a produtos do BPP que prometiam rentabilidades superiores. O povo, com a sua sabedoria, costuma dizer " quando a esmola é grande o pobre desconfia". Ora os clientes do BPP não desconfiaram...

A força das palavras (*)

Publicada por José Manuel Dias


O optimisto do Nobel da Economia, Paul Krugman, em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos inverteu o sentido do índice industrial Dow Jones, que fechou o dia com ganhos ligeiros de 0,02 por cento."Não ficaria surpreendido se o fim da actual recessão nos Estados Unidos fosse decretado durante este Verão", disse Krugman, durante uma conferência na London School of Economics. "Há alguns sinais que nos levam a pensar que a economia está a estabilizar", acrescentou.Estas declarações travaram a queda do Dow Jones, que subiu para os 8.767,49 pontos, praticamente anulando a desvalorização que regista desde o início do ano.
(*) depende de quem as profere.

Cake - I Will Survive

Publicada por José Manuel Dias

Melhor vinho do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


O melhor vinho tinto do Mundo, eleito num certame realizado em Paris, o «Vinailes Internacionales 2008», é português. O «Syrah» de 2005 bateu os três mil vinhos concorrentes, originários de 36 países, numa prova de escolha cega. Produzido pela casa Ermelinda Freitas, das terras de Fernando Pó, no concelho de Palmela, este «Syrah» é até um vinho novo. A primeira produção ocorreu em 2004 e a vencedora do título de campeã do Mundo foi arrecadada logo pela de 2005. Nesse ano, foram colocadas no mercado português cinco mil garrafas deste verdadeiro néctar dos deuses, com um preço próximo dos 20 euros por garrafa.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

O gigante amarelo

Publicada por José Manuel Dias


O investidor e multimilionário George Soros afirma que o relativo isolamento do país asiático e a forte presença do Estado no sector bancário são dois factores que vão agilizar a forma como a China irá recuperar da crise financeira. Em declarações proferidas hoje na universidade chinesa de Fudan, citado pela Reuters, Soros disse que, quando o Estado diz aos bancos para emprestarem, estes não hesitam em cumprir as ordens e injectam capital na economia. "A China vai ser uma força positiva no mundo e nos mercados, e, como consequência, a sua influência deverá crescer. Pessoalmente, penso que o seu poder irá crescer mais rapidamente do que se poderia pensar”, afirmou Soros.
Fonte: Público, aqui.
A China vai ser dentro de poucos anos a maior economia do mundo. Ora se os chineses viverem um pouco melhor, em resultado dos ganhos da sua economia, outros, designadamente no velho contintente, terão de habituar-se a viver com um pouco menos. Vai custar mas não há volta a dar. A globalização tem destas coisas.

Agora as exigências são outras

Publicada por José Manuel Dias


A porta do salão de Castanheira do Vouga, Águeda, onde está instalada a mesa de voto para as eleições europeias , teve de ser forçada e as urnas acabaram por abrir às 11:15.
O boicote às eleições europeias foi a forma encontrada por populares para manifestarem o seu descontentamento por a freguesia não ser servida por banda larga. Após a presença do presidente da Câmara, Gil Nadais, e do presidente da Junta de Freguesia, Victor Abrantes Silva, os populares que impediam a abertura da porta acabaram por ceder e a mesa de voto abriu, mantendo-se a
GNR nas proximidades para evitar incidentes. Fala-se tanto de novas tecnologias, mas a banda larga não chega a Castanheira do Vouga, o que cria dificuldades à própria Junta, às escolas e aos empresários locais. A Internet hoje é tão indispensável como o era há anos o lápis e a borracha e os nossos alunos acabam por ser discriminados por causa disso", disse à Lusa.
Fonte: Expresso, aqui,
No passado os protestos eram justificados por não existirem estradas em condições, acesso a centros de saúde, agora reclama-se pela internet, e em banda larga, invocando que é tão necessária como o lápis e a borracha há anos atrás. São capazes de ter razão. Portugal mudou muito.

Hoje é dia de votos

Publicada por José Manuel Dias


1. Dezanove países elegem hoje a nova eurocâmara. O Parlamento Europeu é decisivo em matérias como : impostos, política industrial, agricultura e alargamento da Zona Euro. Dois terços da legislação comunitária têm o cunho do Parlamento Europeu (PE). É esta a força do Parlamento Europeu, cuja composição de 2009 a 2014 se conhece, nas primeiras projecções após o fecho das urnas, esta noite. Diário de Notícias, aqui.
2. As urnas estão abertas em Portugal continental, Madeira e Açores. Cerca de 9,6 milhões de portugueses podem hoje votar nas eleições europeias para eleger 22 dos 736 deputados do Parlamento Europeu. Jornal Público, aqui.
3. O novo sistema, em que a inscrição nos cadernos eleitorais se faz automaticamente ao atingir os 18 anos de idade, aumentou o número de eleitores em mais de 700 mil. Os 9 562 141 recenseados estão, porém, muito acima do que o INE calcula serem os portugueses acima dos 18 anos. Correio da Manhã, aqui.
Eu já fui votar. Não quero que outros decidam por mim. Estou de acordo com os que dizem que "é importante que os portugueses renovem o seu compromisso com o projecto europeu". E você?

Menores salários ou melhor trabalho?

Publicada por José Manuel Dias


Portugal parte de uma base industrial, de níveis de utilização de capital, investigação e desenvolvimento, e de qualificação da mão-de-obra, bem como patamares salariais absolutos, rendimento médio e de igualdade social dramaticamente inferiores. Mas, aparentemente, está-se a intensificar a abertura do mercado doméstico de alguns serviços a agentes externos (ex.: electricidade) e uma outra forma de reduzir os custos laborais é aumentar a produtividade (trabalhar mais e melhor: os franceses são dos que trabalham menos horas e foram dos que registaram maiores aumentos de produtividade nos últimos anos). E as melhorias de produtividade podem despontar em pequenos actos voluntários/individuais: mudanças que podem começar pelo cidadão/trabalhador/utente/consumidor e não pelo estado. Menores salários ou melhor trabalho?
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, confronta-nos com uma das nossas actuais dificuldades. A nossa prutividade é baixa. Pode melhorar? Pode. Há que escolher a melhor via...

História de vida

Publicada por José Manuel Dias


E se no espaço de poucos meses o seu rendimento anual passasse de 140 mil euros para 17 mil? Foi o que aconteceu a Carlos Araya, que de um luxuoso nível de vida enquanto negociador de petróleo passou a empregado de mesa de um restaurante por não conseguir encontrar emprego na sua área. Com 38 anos, duas filhas e um estilo de vida que incluía lagosta ao jantar e garrafas de vinho de 150 euros, Carlos Araya foi apanhado de surpresa pelos efeitos da crise económica quando, em 2007, perdeu o emprego no prestigiado New York Mercantile Exchange .
Hoje, a trabalhar num restaurante de luxo onde era cliente habitual, ganha oito vezes menos do que há dois anos. Mas não tem opção: encontrar emprego de acordo com as suas qualificações tornou-se uma tarefa impossível. A história de Carlos Araya, contada ao
Wall Street Journal , não é única. De acordo com o jornal, a crise financeira arrastou muitas famílias de empresários de Wall Street , antes acostumados a salários confortáveis. Em comum têm a dificuldade em conseguir encontrar um novo emprego especializado, onde consigam ter um rendimento semelhante ao que tinham há tão pouco tempo atrás.
Fonte: Expresso,
aqui.

Moody Blues - Tuesday Afternoons

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Novas políticas públicas

Publicada por José Manuel Dias


Mesmo os mais distraídos terão já tido conhecimento que, na área dos Cuidados Primários de Saúde, se processa uma espécie de revolução de veludo, com a criação e disseminação das Unidades de Saúde Familiar (USF). No fundo, esta revolução vem reconhecer que a excessiva institucionalização da prestação de cuidados primários de saúde tem mais desvantagens do que benefícios. Mas, mais exemplar do que os aparentes bons resultados desta iniciativa, parece ser a metodologia adoptada para a implementar. A estratégia adoptada baseia-se na adesão voluntária dos profissionais e no reconhecimento do seu direito a escolher com querem fazer equipa (médicos, enfermeiros, administrativos e outros técnicos de saúde) para assegurarem os cuidados a uma população mais alargada do que a que cobririram sob o regime convencional dos Centros de Saúde tradicionais e à introdução de incentivos que permitam alinhar os objectivos de cada uma das Unidades com as necessidades das populações que servem. O número de USF tem vindo paulatinamente a crescer e aproximar-se-á das 250 no final deste ano. Este bom exemplo de desenho e implementação de políticas públicas não é, infelizmente, replicado noutras áreas...
Artur Vaz, no site da SEDES, aqui.
Estes bons exemplos deviam multiplicar-se. É possível fazer melhor com os mesmos (ou menos) recursos desde que se elimina o "espírito de funcionário público" e se assuma o papel de "servidor público". A larga maioria dos utentes está satisfeito com as USFs. Eu sou um deles. Das duas vezes que tive que aceder aos serviços públicos de saúde a prestação foi excelente.

Exportar, exportar, exportar...

Publicada por José Manuel Dias


A política nacional só pode ter uma prioridade neste momento, que é levar Portugal a exportar”, afirmou hoje Daniel Bessa, durante o encontro nacional da Associação de Leasing e Factoring (ALF), em Lisboa.Para o economista, é necessário apostar nas Pequenas e Médias Empresas (PME) viradas para a exportação, que “temos de fazer crescer a todo o custo”. Além disso, sustenta Daniel Bessa, há que fomentar o empreendedorismo, que “vai fazer nascer as empresas exportadoras que ainda não temos”.
Fonte: Público,
aqui.
Existem muitas PMEs que de forma discreta estão a dar o contributo para o desiderato enunciado. Não dão nas vistas. Expoloram estratégias de diferenciação. Conseguem alcançar bons resultados.

Queen-Don't Stop Me Now

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Pergunta com resposta

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta: Portugal tem condições para acompanhar o ritmo de recuperação económica dos principais parceiros comerciais, agora que parecem surgir os primeiros sinais de desaceleração da crise?
Resposta: A economia portuguesa tem algumas desvantagens para apanhar a recuperação económica internacional. E essas desvantagens resultam, em primeiro lugar, do facto de Portugal ter uma economia aberta, muito dependentes do que se passa com os nossos parceiros comerciais a nível mundial, portanto, uma recessão a nível mundial tem um impacto forte numa pequena economia como a nossa. Em segundo lugar, os nossos principais parceiros comerciais, como a Espanha, a Alemanha e a Inglaterra, estão a contrair-se mais do que a média do sistema e isso afecta Portugal também de maneira especial. E finalmente, em terceiro lugar, Portugal entra numa situação financeira difícil, muito endividado. Temos um país que está muito endividado ao nível das famílias, das empresas e do Estado. Portugal tem que ter um cuidado especial para manter a sua credibilidade internacional e manter os custos de financiamento a níveis aceitáveis. Nesta recuperação, que antevejo lenta e difícil, Portugal terá que fazer um esforço importante devido à posição de partida. A nossa situação de maior endividamento relativo em relação a outras economias, como a inglesa ou a espanhola, implica que o Governo tem que escolher bem as prioridades onde actuar em termos de política orçamental, tendo sempre em atenção a questão da avaliação do ‘rating' da economia nacional, da sua credibilidade externa e do respectivo custo de financiamento.
António Horta Osório, na primeira entrevista concedida depois de ser nomeado administrador do Banco de Inglaterra, aqui.

Bem vindo ao Parlamento Europeu

Publicada por José Manuel Dias


O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas. Os 785 deputados que nele têm assento são representantes dos cidadãos, escolhidos de cinco em cinco anos pelos eleitores de todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, em nome dos seus 492 milhões de cidadãos.
Do site do Parlamento Europeu, aqui.
As eleições do dia 7 de Junho são de grande importância para o nosso futuro colectivo. O Parlamento Europeu tem hoje poderes muito alargados, em relação a um passado que começou em 1979. É o Parlamento que decide sobre as directivas comunitárias que influenciam mais de 2/3 da nossa legislação interna nos mais variados domínios: saúde, ambiente, segurança, educação, emprego, energia... escolher os nossos representantes não é apenas um direito, é, também, uma obrigação. Precisamos de uma Europa mais forte e mais solidária. Votando, também, influenciamos o nosso futuro.
Na imagem as instalações do Parlamento Europeu que tive o prazer de visitar em Setembro de 1978, integrado numa delegação de jovens dirigentes associativos que participaram num Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional. Desde essa altura que me considero um europeísta convicto.

Faltam líderes

Publicada por José Manuel Dias


O perito mundial em liderança, Rob Goffee, professor na London Business School, defende que "as organizações devem dar espaço à autenticidade", desde que "devidamente qualificada". “ Muitas vezes confunde-se liderança com ‘management’, que é organizar, controlar, calendarizar, implementar, executar, produzir... A liderança em termos simples é a habilidade de entusiasmar, de mexer com as pessoas acima do desempenho médio”, refere, em entrevista ao Negócios.“O que está a acontecer é que queremos que os nossos gestores também sejam líderes, capazes de entusiasmar as pessoas e de fazer a diferença numa organização. Ser só gestor já não é suficiente bom”, acrescenta.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
Um tema colocado na ordem do dia e que já tinha sido objecto de um post aqui, onde se questionava: " líder e gestor são a mesma coisa?".

Portugal a convergir

Publicada por José Manuel Dias


A economia da zona euro caiu no primeiro trimestre deste ano 2,5 por cento, quando comparado com os últimos três meses de 2008, de acordo com os dados do Eurostat, o organismo responsável pelas estatísticas da UE. Comparando com o período homólogo (os primeiros três meses do ano passado), os números agravam-se: o PIB (produto interno bruto) da zona euro contraiu-se 4,8 por cento.
Em Portugal, a queda foi de 1,5 por cento, quando comparada com o último trimestre do ano passado, e de 3,7 por cento face ao período homólogo, isto é, aos primeiros três meses de 2008. Os números divulgados esta manhã pelo Eurostat são os piores resultados da zona euro desde 1995 e comprovam a recessão a nível europeu. Já no que diz respeito ao consumo privado, os dados mostram uma quebra de 0,5 por cento nos primeiros três meses de 2009. As exportações na zona euro, por outro lado, contraíram-se 8,1 por cento e as importações sofreram uma queda de 7,2 por cento.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A economia cá do burgo caiu 1,5% mas a da União Europeia caiu 2,5%. Estamos mal mas estamos melhor (ou menos mal) que a média dos países da UE. Por outras palavras, estamos a convergir...

A a Z na Educação

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação fez bem em publicar o A a Z da Educação. Nesta legislatura mudou muito o panorama da educação, por via das reformas que foram implementadas. Hoje a Escola Pública está melhor em muitas vertentes. Há quem não goste das mudanças (nunca é possível agradar a todos) mas a larga maioria dos pais e encarregados de educação reconhecem mérito ao trabalho desenvolvido. Vejamos apenas algumas das medidas:
- escola a tempo inteiro, com oferta gratuita e generalizada do inglês e de outras actividades de enriquecimento curricular;
- diversificação da oferta formativa, com criação de cursos profissionais;
- alargamento da Acção Social escolar triplicando o número de alunos abrangidos;
- modernização física e tecnológica das ecsolas e uso generalizado dos computadores e da internet nas actividades educativas (310.000 computadores, 9.000 quadros interactivos e redução do número de alunos por computador de 16 para 5);
- avaliação interna e externa das escolas;
- atribuição do prémio de mérito aos melhores alunos de cada escola;
- novo modelo de gestão escolar .
Para termos um ideia da extensão e profundidade das mudanças, nada melhor que espreitar o fascículo de A a Z. Um resumo do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação ao longo dos últimos 4 anos, ver aqui. Nem tudo terá sido bem feito bem feito mas o balanço é, a nosso ver, altamente satisfatório. Até os críticos do desempenho da Ministra concordam com a maioria das medidas tomadas, apenas discordando, de forma mais evidente, da avaliação de desempenho. As mudanças, como é consabido, geram sempre algum desconforto mesmo quando se muda para melhor. Convirá, no entanto, sublinhar que muitas das medidas que hoje todos aplaudem não teriam saído do papel se não tivesse existido estabilidade. Existem coisas a que só damos valor quando nos faltam.

O Luís Figo sabe o que diz

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Critical Software

Publicada por José Manuel Dias


Uma das empresas mais importantes na área da Inovação e Tecnologia. Nasceu no seio da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários través do nosso projecto Academia dos Empreendedores e venceu a 1ª edição do Prémio do Jovem Empreendedor (1998). Precisamente no ano em que foi criada na incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. Hoje, a NASA é um dos clientes da Critical Software e o primeiro cliente internacional a confiar dos produtos da empresa portuguesa. Na realidade, a empresa iniciou cedo o seu processo de internacionalização. Em dois anos conseguiu atingir os objectivos que tinha estruturado para um período de cinco anos.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
Ao DT, do blogue De cara ao Vento, pela referência ao Cogir no post Podia ser eu a escrever isto!

A mania de vestir bem...

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O mercado nacional de vestuário, que representa 2,8 milhões de euros, revela estar em alta, tendo-se verificado, nos últimos anos, um crescimento contínuo.
De acordo com o Observador Cetelem, «para 2009, as perspectivas de crescimento neste sector continuam positivas uma vez que o vestuário não é uma das despesas mais afectadas, em caso de diminuição de poder de compra dos portugueses». Na verdade, dos inquiridos neste estudo, apenas 6% dizem que cortariam prioritariamente as despesas neste segmento se o seu poder de compra caísse. Em termos de volume de negócios o segmento de vestuário para adultos é o mais significativo, representando 80% da facturação nacional, sendo que é no Porto, Lisboa e Braga que as famílias mais despendem em vestuário, uma vez que, nestes distritos, os valores situam-se acima da média nacional que é de 785 euros por ano.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
... ou será que o parecer é já um passo para o ser?

Primeiro Eco-camping Resort

Publicada por José Manuel Dias


"Esperamos continuar com este ritmo de reservas", disse à agência Lusa Francisco de Mello Breyner, da empresa Multiparques A Céu Aberto, responsável pelo parque de campismo de cinco estrelas. O mesmo responsável afiançou que, ainda antes de abrir portas (a data certa ainda não é revelada), o Zmar está a despertar o interesse dos turistas, estando contabilizadas até agora "18.630 reservas". O Zmar Eco-Camping Resort, com capacidade para perto de três mil pessoas, está em construção no concelho de Odemira, a cerca de dez quilómetros de distância da Zambujeira do Mar. O objectivo deste complexo turístico, que ocupa 81 hectares, "único em Portugal e, pela dimensão, provavelmente na Europa", disse, passa por "conquistar" os "desportistas, as famílias e os amantes da natureza". "Mas pode vir quem quiser e gostar de qualidade a preços acessíveis", frisou Francisco de Mello Breyner, garantindo que o parque está "ao alcance de todas as carteiras". "Não é um parque de luxo. É sim um parque com qualidade, com um preço nominal superior à média portuguesa e que oferece mais valor do que o que se paga", acentuou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Beleza e matemática

Publicada por José Manuel Dias



Descoberto aqui, Blogue A Metamática anda por aí. Imperdível.

O fim das vacas gordas

Publicada por José Manuel Dias


Na semana passada avancei com uma explicação para a crise inteiramente diferente daquela que tem sido apresentada.Basicamente, disse o seguinte: o problema não foi o subprime, nem as fraudes, nem outras práticas menos ortodoxas. O problema é a globalização. A questão é que o capitalismo deixou de ser ‘regional’ para ser ‘global’. Um modelo que vigorava apenas na Europa Ocidental e na América (com uma ‘extensão’ ao Japão) em meia dúzia de anos passou a vigorar praticamente em todo o Globo.
Para isto foi decisiva a transição da Rússia e da China do sistema comunista para a economia de mercado. A crise que estamos a viver é comparável a um terramoto.[.../...]
A competição, ao tornar-se global, torna-se mais assanhada, a luta é mais dura.
Quem pense que isto ainda pode voltar para trás, desiluda-se.
Esta crise não vai ser ‘superada’, a ‘retoma’ não vai chegar, pela simples razão de que estes ajustes no capitalismo eram inevitáveis e necessários – e por isso vieram para ficar.
Ao dar o salto de um sistema regional, geograficamente localizado, para um sistema global, o capitalismo necessitou de fazer acertos – e são deles que estamos a sofrer as consequências, até se atingir um novo equilíbrio.
Fonte: Semanário Sol, artigo de opinião de José António Saraiva, a ler na íntegra
aqui.
Podemos não concordar com a análise efectuada por JAS mas os factos parecem dar-lhe razão. Neste novo mundo, de capitalismo global, só há duas alternativas: ou somos competitivos e conseguimos sobreviver ou somos engolidos. Ou, como costumo dizer, "o futuro é dos melhores e os muito bons são melhores que os bons". Para sermos competitivos,temos de passar a viver pior. O tempo das vacas gordas acabou.

Joe Cocker - You Are So Beautiful

Publicada por José Manuel Dias

A maior parceria da Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Massachusetts Institute of Technology (MIT) vai investir entre um a dois milhões de euros por ano até 2016 em Portugal para financiar a participação de investigadores nas pesquisas do MIT-Portugal. O valor agora avançado para o investimento pode crescer de acordo com o número de projectos desenvolvidos. O financiamento directo do instituto americano, três anos depois da assinatura do contrato de parceria, representa para o director nacional do programa Paulo Ferrão "um estreitar de relações".
De facto, a parceria com Portugal "é a maior da Europa", sublinha Subra Suresh, reitor de Engenharia do MIT. E Paulo Ferrão lembra que o instituto de tecnologia tem duas grandes ligações mundiais: Singapura e Portugal.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação dos professores é como o desporto: “Se eu estou dentro de um determinado jogo cumpro as regras, posso discuti-las depois, mas não no jogo”. A táctica é do director do Agrupamento de Escolas de Carcavelos. Adelino Calado é professor de Educação Física e está habituado ao fair-play. Daí que na sua escola a polémica avaliação tenha sido feita “com tranquilidade”, pois não quiseram “negar à partida uma ciência que desconheciam”. Fora das quatro linhas da escola o derby foi outro: mais de metade dos professores juntou-se aos protestos. Quase no final da partida, Adelino Calado admite ser cedo para conclusões. Reconhece “muitas vantagens” ao polémico modelo, mas deixa um cartão vermelho à pressa com que foi lançado.A opinião é comum aos docentes da escola, que dizem ter cumprido o processo essencialmente “por uma questão legal e de profissionalismo”. “
Fonte: Público, aqui.
Esta é uma das muitas escolas que levou por diante o modelo de avaliação de desempenho. Muitas das dificuldades identificadas foram ultrapassadas. Com bom senso e dedicação. Quando se faz o que se gosta as dificuldades são desafios estimulantes. Aprender com quem faz melhor é um bom método. Todos reconhecem que “o mérito tem de ser premiado”. Um qualquer modelo avaliação de desempenho é, pois, uma necessidade.

Low Cost e pasteis de nata

Publicada por José Manuel Dias


A companhia aérea favorita da Europa, passará agora a ter a bordo o pastel favorito português, disponibilizando aos seus passageiros esta especialidade, em todos os voos baseados em Barcelona (Girona), durante as próximas quatro semanas. Se a experiência for bem sucedida, a disponibilidade dos famosos pastéis de nata portugueses estender-se-á à frota inteira da Ryanair, com voos para 26 países e mais de rotas disponíveis, para tentação dos nossos 67 milhões de passageiros” afirmou Daniel de Carvalho da Ryanair, ver aqui.
Podemos apresentar baixos custos e, ao mesmo tempo, tentar agradar (encantar) os clientes com pequenas atenções. Às vezes estes pormenores ( ou pormaiores?) fazem a diferença.

Ajustar estratégias

Publicada por José Manuel Dias


A Microfil nasceu em 1985 com a microfilmagem. Mas a técnica para guardar grandes volumes de documentos depressa caiu em desuso com a digitalização. Não foi por isso que a empresa desapareceu.Mais de 20 anos depois, a história da Microfil é de inovação. Passou pela digitalização e pela gestão documental da imagem digital até que foi decidido criar um gabinete de desenvolvimento de "software". A empresa foi evoluindo à medida das necessidades dos clientes e, hoje, definem-se como uma firma que desenvolve sistemas de informação à medida. "Procurámos sempre inovar, só assim se explica que tenhamos subsistido", afirma João Abrantes, assessor da administração com a responsabilidade das áreas de inovação e internacionalização da Microfil. Para chegar lá, a empresa recorreu à ajuda de programas de apoio à inovação e, agora, os seus responsáveis reconhecem que esta foi a melhor aposta que poderiam ter feito.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
A evolução tecnológica obrigou à reformulação da estratégia em ordem a continuar a manter a mesma missão: desenvolver sistemas de informação à medida.

'Rolls Royce' dos sapatos de golfe.

Publicada por José Manuel Dias


Trabalha para um mercado elitista para marcar terreno e produzir sem pressão da concorrência. A empresa de calçado Artur Pinho, de Arrifana, Santa Maria da Feira, fabrica sapatos de golfe impermeáveis à água durante 16 horas. O estipulado são oito horas, a marca Greenway atinge o dobro. A sola é de couro e um par custa cerca de 600 euros. Alemanha é o principal cliente, seguido do Japão. O fabrico começou este ano e as encomendas não param de aumentar. João Cristino chegou à empresa em 2006, apalpou o pulso à produção, decidiu que era hora de inovar, de captar novos clientes. Fez estudos de mercado, viajou até Paris para perceber quais as portas que estavam abertas. Analisou as oportunidades, resolveu investir numa gama média-alta e assim surgiu a marca de sapatos de golfe Greenway e a John Lakes, calçado de luxo para homem com clientes no Japão, EUA e Emiratos Árabes Unidos. Um par custa para cima de 300 euros. "Era uma empresa que estava praticamente subcontratada e não tinha uma identidade própria", lembra João Cristino, director-geral.
Fonte: Público,
aqui.
Estratégias focadas de diferenciação permitem melhorar as margens. O que releva já não é a quantidade mas a qualidade. As marcas dão a identidade. Os sapatos de golfe com marca Greenway e calçado de luxo para homem da marca John Lakes, têm clientes no Japão, EUA e Emiratos Árabes Unidos. Um par custa para cima de € 300,00. Não faltam encomendas...

Cat Power - Crying, Waiting, Hoping

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Zero de inflação

Publicada por José Manuel Dias


A inflação homóloga na zona euro desceu para zero em Maio, revelou hoje o Eurostat. Neste mês, o nível dos preços nos 16 países que partilham a moeda europeia foi igual ao de Maio de 2008. A inflação nula em termos homólogos acontece pela primeira vez na história deste indicador europeu para a zona euro, que foi calculado pelo Eurostat com dados remontando a 1996, e representa uma queda significativa face à variação de preços de 0,6 por cento registada em Abril, também face ao mesmo mês de 2008.
Fonte: Público, aqui.
Há quem admita que os próximos meses vão trazer uma variação negativa dos preços. Tenho para mim que tal não sucederá. Os apoios à dinamização da economia que, um pouco por todo o lado, os governos têm promovido não deixarão de surtir efeito. Há que dar tempo...

A locomotiva

Publicada por José Manuel Dias


Segundo o Financial Times (FT) de ontem, o Índice de Preços no Consumidor na Alemanha teve uma evolução negativa pela primeira vez em vinte anos “alimentando os receios de uma queda dos preços no conjunto da Zona Euro, o que reforçaria as pressões a que o Banco Central Europeu está sujeito ao lidar com a mais grave recessão ocorrida na Europa.
[.../...]
Como já aqui disse, a Alemanha tem a chave do próximo futuro da Zona Euro, e talvez mesmo da própria UE. Mas não parece estar a ser muito pressionada a abrir a porta ao crescimento do mercado interno, um futuro em que todos ganhariam. No entanto, com uma crise destas, quem sabe?
Jorge Bateira, no Ladrões de Bicicletas, aqui, coloca o dedo na ferida: a Alemanha precisa da Europa mas a Europa precisa, ainda mais, da Alemanha, considerada por muitos como a locomotiva da Europa. O futuro da Europa vai depender da Alemanha...

João Gilberto e Caetano Veloso - O Pato

Publicada por José Manuel Dias

Medalha de ouro para Ministra

Publicada por José Manuel Dias


Ministra da Educação desde 12 de Março de 2005, se terminar o seu mandato vai bater o tempo de permanência no cargo de José Veiga Simão (15 de Janeiro de 1970 a 25 de Abril de 1974), tendo já ultrapassado por dois dias Roberto Carneiro (17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991), sendo estes os dois ministros que mais tempo permaneceram no cargo nos últimos 40 anos. Para conseguir este record a Ministra teve de enfrentar " oito greves e a sete manifestações de professores".
Fonte: Jornal Público, aqui.
Não é fácil fazer mudanças. Os instalados rejeitam-nas. Os que podem ganhar com as mudanças, receiam-nas. Antes do conforto, vem sempre o desconforto. Daí que seja difícil fazer reformas. A actual Ministra da Educação operou uma grande mudança na educação. Nem tudo o que fez, fez bem mas o balanço é, a meu ver, muito positivo. O abandono escolar é menor, os alunos alcançam melhores resultados, o absentismo dos professores diminuiu e estão mais envolvidos na vida na escola. A meritocracia foi reintroduzida na carreira docente. Os vários stakeholders da escola são chamados a dar o seu contributo através da participação no Conselho Geral que elege o Director da Escola, nos termos do Decreto Lei nº 75/2008. Foi preciso resistir para bater um recorde velho de 4 décadas. Compreende-se, agora, porque é que em 35 anos de democracia tivemos 27 Ministros da Educação. O caminho mais fácil é sempre o da cedência. Agrada-se aos mais barulhentos mas penaliza-se o país. Perseguir objectivos, com coragem e determinação, é apanágio de poucos. A Ministra bem merece a medalha de ouro pelo contributo dado para a melhoria da Escola Pública.

Friedman, responsabilidade, caridade e faz-de-conta

Publicada por José Manuel Dias


Milton Friedman afirmou repetidas vezes que a única responsabilidade social das empresas é a maximização do lucro. Recordá-lo nos tempos que correm em nada contribui para melhorar a sua já muito abalada reputação. Ou não será bem assim?A responsabilidade social ameaça tornar-se numa exigência incontornável a que nenhum gestor civilizado pode furtar-se sob pena de proscrição. As empresas contemporâneas, diz-se, não devem refugiar-se na preocupação com a rentabilização dos seus negócios, fechando os olhos aos problemas que ameaçam a humanidade e o planeta, entre eles a degradação ambiental e a persistência de desigualdades gritantes neste mundo que partilhamos.
Para continuar a ler este artigo do João Pinto e Castro, no Jornal de Negócios, clicar aqui.

A revolução silenciosa

Publicada por José Manuel Dias


As entregas das declarações de IRS referentes a 2008 através da internet, relativas à segunda fase, registaram "uma elevada adesão", subindo 10 por cento face ao ano passado, anunciou hoje o Ministério das Finanças.
Em comunicado, o ministério de Teixeira dos Santos precisou terem sido recebidas via Internet 1.272.373 declarações modelo 3.2 de 2008.
Fonte: Jornal de Notícias,
aqui.
A identificação dos portugueses com as TIC é inquestionável. O seu uso quotidiano é um dado adquirido. Melhoramos, por esta via, a produtividade dos serviços públicos.

David Bowie - Remembering Marie A.

Publicada por José Manuel Dias

Notícias da crise

Publicada por José Manuel Dias


Os valores coligidos pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) apontam para uma quebra de 2,1% para o conjunto dos países da Organização. A maior redução da actividade económica desde os anos 60. Nestas avaliações da evolução do PIB Portugal aparece como dos menos castigados pela crise. Assim sendo, o rendimento português poderá aproximar-se da média comunitária não porque subiu mas porque está a descer menos menos que os seus parceiros. Portugal a convergir, como bem diz a Helena Garrido.

Casas para vender

Publicada por José Manuel Dias


As zonas suburbanas de Vila Nova de Gaia, Gondomar, Guimarães, Valongo, Pombal, Leiria, Carregado, Marinha Grande e Setúbal já estão a sentir quebras de preços da ordem dos 50%.
"Tenho a certeza de que este efeito se vai fazer sentir em mais zonas do país. Nós que andamos todos os dias no terreno - pois temos perto de sete mil casas para vender - sabemos que é exactamente assim. Quanto a isso não tenho a mínima dúvida. O mercado vai continuar a cair", refere João Costa Reis, presidente da Domusvenda.
Desde há alguns anos que a sua empresa se dedica à compra de imobiliário malparado à banca - casas adquiridas com recurso a empréstimo, cujas prestações mensais os clientes deixaram de poder pagar. Essas casas ficam na posse dos bancos que, por sua vez, as negoceiam com empresas de recuperação de crédito, como a Domusvenda, que tem 80% do mercado.
Fonte: Expresso, aqui.
Os Bancos não querem casas. Os Bancos querem dinheiro. Se os clientes incumprem e não querem ser executados, acordam, não raras vezes, a entrega do bem hipotecado aos Bancos. Estas casas, bem como as que ingressam no património do Bancos em resultado de execuções hipotecárias não podem permanecer muito tempo de posse do Banco. Razões legais e necessidade de liquidez exigem a sua alienação. É o que os Bancos têm feito. Só esta empresa tem 7.000 casas para venda. É obra.

Apaga-se com uma borracha

Publicada por José Manuel Dias


Em entrevista à Antena 1, o presidente da CIP afirmou que a empresa do grupo Volkswagen (VW) está a falar a sério até porque “estes carros que são feitos aqui podem ser facilmente feitos em outras empresas. Eu sei que as outras fábricas estão a mendigar carga para não entrar numa situação de ruptura se aqui lhes fazem a vida difícil: não mandam mais cargas para cá e vão deixar isto morrer lentamente” adiantou o responsável. Van Zeller disse que é injusta a situação porque “trata-se de centenas e centenas de trabalhadores que acabam de ficar sem trabalho porque alguns querem ser pagos com algumas percentagens e ao sábado”. O presidente da CIP elogiou a produção da Autoeuropa mas deixou um alerta. “Em tempos bons tudo funciona bem. A produtividade é muito alta. A qualidade é elevadíssima o que faz com que aquela fábrica seja uma jóia no grupo VW. Se perdem esta característica passam a ser uma fábrica vulgar. E como fábrica vulgar representa 1,3% das vendas da VW. Apaga-se com uma borracha”.
Uma entrevista com um alerta oportuníssimo, com leitura integral aqui. Van Zeller sabe do que fala. A VW tem muitas alternativas, se não conseguimos ser dos melhores em ordem a superar o custo do transporte dos carros para os grandes centros de distribuição, perdemos competitividade. 1,3% do volume de negócios é pouco. Apaga-se como uma borracha e escolhe-se uma das muitas fábricas, espalhadas por todo o Mundo, onde "segurar o emprego" parece mais importante.

Eleições importantes

Publicada por José Manuel Dias


Cada vez mais a UE e o que se passa em “Bruxelas” é importante para cada um de nós. Legislação, regras, compromissos colectivos partem de Bruxelas e tornam-se lei para toda a União Euopeia. O que, para mim, é positivo como europeísta convicto. O que me preocupa realmente é a pouca participação do cidadão português (ou francês, ou checo…). Estamos (?) a construir uma Europa nova com muito pouca mão-de-obra. Mas este afastamento do cidadão em relação às coisas da EU não é caso isolado. Cá por casa (em matéria de assuntos e eleições nacionais ou locais), o afastamento do cidadão é notório.
Vamos a votos com mais ou menos participação, mas na realidade pouco participamos. O envolvimento do cidadão para fortalecimento de uma democracia participativa é cada vez menor. Voltamos, de certo modo, aos tempos da ditadura: isso é com eles, eles é que sabem, eu cá não me meto em políticas, etc., etc.
A participação a nível europeu não pode desenvolver-se fora do contexto de cada país, temos que começar por fazer o trabalho de casa para depois fazermos o trabalho europeu.
André Correia, em artigo de opinião no DN, com leitura integral aqui
, enfatiza a importância das eleições para o parlamento europeu e dá sugestões em ordem a melhorarmos a qualidade da nossa participação cívica.

Katie Melua & Eva Cassidy - What A Wonderful World

Publicada por José Manuel Dias

O dedo na ferida

Publicada por José Manuel Dias


P: Tem 100% de engenheiros portugueses nos centros de I&D, e defende que não há motivos para fazermos pior que os outros. O que justifica o atraso de Portugal em matéria de inovação e desenvolvimento?
R: Grande parte das nossas PME não se adaptou ainda à idade do conhecimento, nem à globalização. Muitas são exportadoras, mas exportam segundo um modelo de baix criação de valor, passando a concorrer directamente com a China e a Índia. Por outro lado, algum IDE de índole fabrilusava Portugal como plataforma de baixo custo, e o Euro transformou-nos num país de relativo alto custo. Temos também problemas estruturais que subsistem, como a educação. A enorme percentagem de pessoas que não completam sequer o secundário, que futuro têm? Como se enquadram na sociedade do conhecimento? Não se pode dizer que é falta de investimento do estado. A República Checa paga tanto como nós, mas só 10% dos alunos não terminaram o secundário. O problema é a ineficácia do sistema e uma grande resist~encia às reformas. Os interesses corporativos não permitem que isto avance. a educação e a inovação deviam ser os desígnios futuros.
Excerto da entrevista de João Picoito, CEO da Siemens Communications Portugal, ao Diário Económico desta data.

A verdade do azeite

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O grupo Esporão lançou uma nova identidade dos azeites Herdade do Esporão. Um reposicionamento pensado ao pormenor para levar a marca além fronteiras e destaca-la no mercado português como marca ‘premium' de qualidade, potenciando o seu património e tornando-a mais próxima dos consumidores. O investimento total foi de 800 mil euros e é a grande novidade do grupo para 2009.
A verdade do azeite" é a nova assinatura e o conceito que sustenta toda reformulação de imagem. O ‘design' ficou a cargo de Eduardo Aires, ‘designer' responsável por toda a reformulação de identidade do grupo e das marcas que o compõem.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Jimi Hendrix - All Along The Watchtower

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Quem (quase) tudo quer, acaba por tudo perder...

Publicada por José Manuel Dias


A reunião desta manhã entre a administração e a comissão de trabalhadores da Autoeuropa correu mal e a empresa terminou as negociações, noticiou o "site" da Rádio Renascença. Em causa terão estado as divergências relativamente à forma de pagamento do trabalho ao sábado.
Segundo do "site" do "Diário Económico", o director da fábrica de Palmela, Andreas Hinrichs, enviou uma carta aos funcionários a informar que “não foi possível alcançar um consenso” e que, assim sendo "a empresa irá tomar as decisões que melhor se ajustem à situação actual".
Fonte: Público, aqui.
É conhecida a crise mundial do sector automóvel. As vendas caíram em todo o mundo. A capacidade instalada é muito superior às actuais necessidades. Manter a laboração é um quase privilégio. São muitas as empresas deste sector que têm recorrido ao "lay off". Romper negociações por questões económicas é, neste contexto, "brincar com o fogo". Sem garantia de adequada flexiblidade, os custos de produção aumentam e a competitividade é perdida. A Administração da empresa sabe que, por outros paragens, há trabalhadores que conhecem o verdadeiro significado da palavra flexibilidade e que ao reclamarem direitos, pensam, também, nas obrigações.

Luz ao fundo do túnel?

Publicada por José Manuel Dias


O ritmo decontracção económica da Zona Euro voltou a reduzir-se no mês de Maio, dando mais evidências de uma forte recuperação desde a quebra recorde no primeiro trimestre, segundo os dados revelados hoje.
"Os dados do Purchasing Managers Index sugerem que o PIB da Zona Euro terá caído, numa taxa trimestral, cerca de 0,5 por cento nos primeiros dois meses do segundo trimestre”, disse Chris Williamson, economista-chefe do Markit.O produto interno bruto da Zona Euro caiu 2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009, face aos três meses precedentes, e 4,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
A taxa de novas encomendas no sector da indústria transformadora, um indicador útil da produção futura, também subiu para o valor mais alto dos últimos 15 meses. São sinais de que é provável que haja mais melhorias nos resultados dos próximos meses.
Fonte: Público, aqui.
Não tomemos o desejo por realidade. Deixemos que o tempo flua, esperando que os agentes económicos façam o que têm que fazer. Aguardemos, pois.

Comparar-nos com os melhores

Publicada por José Manuel Dias



Segundo o IMD, em 2007 Portugal estava no 39º posto da tabela da competitividade. No ano seguinte subiu para o 37º, e este ano para o 34º. É bom sinal? Sim. Motivo de euforia? Não. Porque a luta por um lugar ao sol (a competividade é a medida da riqueza de um país) faz-se de apostas no longo prazo. É por isso que não devíamos dar pulos de contentes porque passámos a Espanha, a Itália e a Grécia. Essa é a II Liga europeia, nós temos de lutar pela Liga dos Campeões. E isso implica compararmo-nos com os melhores.
Camilo Lourenço, am artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

Peter Gabriel & Cocteau Twins

Publicada por José Manuel Dias

O mais competitivo (*)

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O World Competiteveness Yearbook é um relatório onde são posicionadas em termos de competitividade, as economias de 57 países de todo a mundo, da responsabilidadedo do IMD, International Institute for Management Development , com sede em Lausanne, na Suíça. O estudo deste ano, publicado pelo 20º ano consecutivo, revela que Portugal aumentou a competitividade da sua economia nos 3 últimos anos. chegando em 2009 à 34.ª posição - em 2008 era 37.º e em 2007 39.º. Este ranking pretende responder à questão de como é que os países e as empresas estão a gerir a totalidade das suas competências para atingir uma maior prosperidade, e é calculado através da análise de quatro factores de competitividade distintos: desempenho económico, nível de infra-estruturas, eficiência empresarial e eficiência do Governo.
Fonte: Público, aqui.
Apesar de muitas críticas ao desempenho dos portugueses vindas de alguns "velhos do restelo" os dados estão aí para o demonstrar: Portugal é hoje um país mais competitivo. É mesmo o país mais competitivo do sul da Europa. O director do IMD, responsável pelo estudo, não acredita que esteja em curso uma grande depressão e admite mesmo que os primeiros sinais de retoma podem aparecer já em 2010. Deixa-nos, entretanto, um aviso de amigo "são as nações mais pequenas, orientadas para as exportações e com um ambiente sociopolítico estável que poderão beneficiar de uma forma mais imediata duma recuperação económica". Depois não se diga que não fomos avisados.
(*) do sul da Europa

O endividamento dos Portugueses

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.

Caetano Veloso - O Leaozinho Live

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Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
À Ana Paula Fitas, d´A Nossa Candeia, pela referência ao Cogir no post Leituras Cruzadas.

Reembolsos na hora?

Publicada por José Manuel Dias


Os reembolsos de impostos sobre salários e outros rendimentos, o IRS, de centenas de milhares de "contribuintes de baixo risco" serão devolvidos de forma instantânea, já este ano e com mais intensidade em 2010, logo depois de os contribuintes submeterem as declarações do imposto, de acordo com o plano de actividades para 2009 da DGITA, a direcção do Fisco responsável pela informática.
Este ano, o Governo já antecipou em alguns meses os reembolsos do imposto sobre o trabalho (ver caixa), mas agora o objectivo é "implementar um sistema de liquidação e de emissão de reembolsos online", descreve o plano da Direcção Geral de Informática Tributária. A nova aplicação do Fisco destina-se a contribuintes com "reembolsos de pequeno valor" e sem historial de execuções fiscais.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
O Estado deve dar o exemplo de boas práticas. A confirmar-se é, pois, uma excelente notícia.

A crise...

Publicada por José Manuel Dias


E os números confirmam o que era esperado pelos economistas: Portugal está a ser atingido pela crise em cheio. Na melhor das hipóteses, a taxa desemprego chega a 8,8% e o PIB vai cair 3,4%.
Mas há mais números preocupantes nas projecções avançadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Sobretudo pelo impacto no futuro. O défice orçamental volta a tocar a barreira dos 6%, a dívida pública salta para os 80% do produto e a despesa estatal está no nível mais alto de sempre (quando medida em percentagem do PIB). Ou seja, as contas públicas voltam a estar fortemente desequilibradas. O Governo tem uma justificação que faz sentido: a crise.
Fonte: Diário económico, aqui.
Não há volta a dar. Depois das eleições recoloca-se o problema: há que recuperar as finanças públicas. Parte dos problemas poderão ser ultrapassados com a revitalização da economia mas outra parte, porventura a mais substancial, exigirá medidas drásticas de consolidação orçamental. Uma resposta necessária que só um governo forte será capaz de tomar. O futuro não parece nada risonho e três eleições, espaçadas, só vêm adiar a resolução dos nossos problemas. O povo gosta que lhe prometam o céu ...

John Hartford - Lorena

Publicada por José Manuel Dias

O nosso leite

Publicada por José Manuel Dias


A Fenalac - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite acusou hoje a associação representativa da distribuição, APED, de “encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. À Sonae recrimina a compra de leite alemão em vez de português. Em comunicado, a Fenalac defendeu hoje que a posição recentemente tomada pela APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição – “onde se apontava os problemas do sector do leite em Portugal a um alegado monopólio da Lactogal” – “serviu para encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. Para ilustrar a sua argumentação, a Fenalac, na mesma comunicação adianta que aquela intenção “materializa-se na preparação de terreno para a importação massiva de leite proveniente da Alemanha, a preços totalmente destruidores da valorização da fileira do leite em Portugal”.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Existe muito boa gente que ainda não entendeu que o futuro é dos melhores e que os muito bons são melhores que os bons. Os agricultores portugueses têm de ter noção que hoje existe um "novo mundo" na produção de leite. Ou se preparam para ele ou, então, acontece-lhes o que aconteceu aos dinossauros. O leite é uma commodity. Conta o preço. A escala é decisiva. Os agricultores alemães alcançam melhores produtividades, podem vender mais barato. O leite alemão também é branco. As empresas de distribuição olham para o preço e os consumidores também. Será que ainda não deram conta?

Cuidado com os rumores

Publicada por José Manuel Dias

Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.

A maior recessão...

Publicada por José Manuel Dias


La crisis financiera se originó en EEUU pero sus consecuencias sobre la economía real se está dejando notar más en Europa que al otro lado del Atlántico. El Producto Interior Bruto (PIB) de la zona del euro y de la Unión Europea (UE) cayó en los tres primeros meses del año el 2,5%, el mayor descenso desde que comenzaron los registros, en 1995, según los datos publicados este viernes por Eurostat.
En comparación con el primer trimestre de 2008, el desplome de la actividad fue aún mayor, del 4,6% en el área de la moneda única y del 4,4% en los Veintisiete, también las tasas más negativas de la serie histórica. Estos primeros cálculos sobre la evolución de la economía europea en el primer trimestre dejan claro que la recesión se está intensificando. Tanto la eurozona como la UE llevan cuatro meses consecutivos con descensos de la actividad que, además, son cada vez más intensos. Así, en el área del euro, el PIB ha pasado de caer el 0,2% en el segundo y tercer trimestre de 2008, a retroceder el 1,6% en el cuarto y desplomarse el 2,5% en el primero de 2009.
Fonte: El Mundo, aqui.

A década perdida?

Publicada por José Manuel Dias


O mundo no seu todo está a parecer-se bastante com o Japão durante a sua ‘década perdida’”, disse hoje Krugman durante um fórum em Taipei, capital de Taiwan, citado pela Bloomberg. “Estou muito optimista sobre o mundo em, diremos, 2030. São os próximos dez anos ou coisa assim que me preocupam”, acrescentou o Nobel da Economia. O especialista adiantou que, embora uma repetição da Grande Depressão dos anos 30s seja agora menos provável, a economia global enfrenta um fraco consumo privado e um nível elevado de desemprego nos EUA e na Europa que não deverá descer.Entre as semelhanças com os problemas do Japão, Krugman incluiu um sistema financeiro em dificuldades, a fraca procura e o “apoio orçamental útil, mas limitado” por parte dos governos.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Judy Collins & Leonard Cohen - That's No Way to Say Goodbye

Publicada por José Manuel Dias

Culpa de quem?

Publicada por José Manuel Dias


1. A economia italiana recuou 2,4 por cento no primeiro trimestre de 2009 face ao último trimestre do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo instituto estatístico daquele país.
2. A economia alemã, a maior da Europa, contraiu para um valor recorde dos últimos quarenta anos, no primeiro trimestre do ano, depois de a crise financeira global ter reduzido as exportações e o investimento.
3. A França registou no primeiro trimestre de 2009 um recuo de 1,2 por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter caído 1,5 por cento no último trimestre de 2008 (revisto em baixa).
4. A Espanha agravou a recessão no primeiro trimestre do ano, com uma contração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Neste enquadramento, em que os nossos principais parceiros económicos estão em recessão, os dados divulgados - economia recuou 1,5 por cento face ao trimestre anterior - não se devem estranhar, podendo mesmo ser considerados "menos maus" que os do conjunto da Zona Euro onde , de acordo com o Eurostat, o recuo do PIB foi de 2,5 por cento no mesmo período. Há por aí uns tantos que esgrimem os números da economia como se eles fossem fruto do mérito (ou demérito) de uma qualquer política. Convém lembrar-lhes que Portugal já não é "uma economia fechada" e, por via disso, a nossa recuperação não poderá dissociar-se da performance económica dos nossos principais parceiros (Espanha, França, Alemanha, ...).