1. No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, ocorreram-me, logo de manhãzinha, quatro perguntitas que vinham, sussurantes, insistindo em formular-se no meu cérebro: 1) o que faz com que alguns cidadãos escolham, voluntária, assumida e orgulhosamente, para efeitos de guardião das suas economias, uma entidade designada como Banco Privado que assumiu, desde o início, ser gestora de fortunas pessoais e independente da influência do Estado e dos Governos?
2. No contexto mundial resultante da globalização um país não precisa de fazer reformas deve fazê-las permanentemente de forma a assegurar a sua competitividade. E no caso de Portugal a situação é mais complexa, além das exigências decorrentes das mudanças mundiais há os factores que nos prendem ao subdesenvolvimento há décadas cuja eliminação exigem reformas sempre adiadas. Durante décadas o país suportou uma ditadura paternalista que criou nos portugueses a ideia de que o Estado tudo resolve, que todos os problemas do cidadão, desde a saúde aos depósitos bancários desastrosos são resolvidos pelo erário público. Era o preço de a política ser para os políticos, os cidadãos podiam ficar tranquilos que para resolver os problemas estão os políticos. Talvez isso explique a má opinião que temos dos políticos, supostamente eles deveriam resolver todos os problemas de forma indolor, os nossos e os do país, mas ficamos desiludidos, não os resolvem.
Jumento, no blogue O Jumento, continuar a ler, aqui.
Le groupe de tourisme et de distribution Arcandor, propriétaire du voyagiste Thomas Cook, s'est résolu mardi 9 juin à déposer le bilan faute d'avoir obtenu une aide financière de l'Etat allemand. Le groupe, qui emploie près de 43 000 personnes, a tenté jusqu'au bout de mettre sur pied un ultime plan de sauvetage pour convaincre le gouvernement de lui venir en aide.
Fonte: Le Monde, aqui.
O grupo alemão Arcandor acaba de apresentar o pedido de insolvência. Mais de 43.000 pessoas têm o emprego comprometido. Acreditar que se podem manter os "direitos adquiridos" num cenário de grave crise internacional, em que a maior economia da Europa é atingida desta forma, é não ter os pés assentes na terra. É não querer ver a realidade.
Os trabalhadores do jornal Público rejeitaram, esta terça-feira, uma proposta de redução salarial apresentada pela administração da empresa. Segundo anunciou o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado, os empregados, não só rejeitaram a proposta dos salários, como exigiram mais informação sobre a situação da empresa. Segundo o mesmo documento, o SJ indicou ainda que está solidário com a decisão das pessoas em recusar a proposta em questão, escalonada entre os três e os 12 por cento para salários brutos superiores a 900 euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Quando as receitas não estão em linha com o esperado, importa ajustar os custos. Nem sempre é fácil. Muitas pessoas julgam que ainda se vive no tempo dos "direitos irreversíveis". O futuro encarregar-se-á de demonstrar que estão enganadas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje, a economia portuguesa recuou -1,6 por cento no primeiro trimestre de 2009 relativamente aos últimos três meses de 2008. Comparando com a registada no quarto trimestre de 2008, que foi de -1,8%, verifica-se que a economia portuguesa terá abrandado ritmo de queda.
Esta tendência é distinto do verificado na Europa, quer entre os países da Zona Euro como no conjunto da União Europeia, em que se verificou um agravamento no primeiro trimestre de 2009 face ao quarto trimestre de 2008.
Na zona euro, o PIB em cadeia passou de uma queda de -1,8 por cento no quarto trimestre de 2008 para -2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009.
Esta tendência é distinto do verificado na Europa, quer entre os países da Zona Euro como no conjunto da União Europeia, em que se verificou um agravamento no primeiro trimestre de 2009 face ao quarto trimestre de 2008.
Na zona euro, o PIB em cadeia passou de uma queda de -1,8 por cento no quarto trimestre de 2008 para -2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Portugal continua a convergir com a Europa. Apesar da crise a nossa economia tem-se comportado melhor que a União Europeia. O nosso PIB caiu 1,6%, enquanto na Zona Euro a queda foi de 2,5%. Para além disto, registe-se, ainda, que as contas externas melhoraram. O défice da balança de bens e serviços passou de 9 por cento do PIB no último trimestre de 2008 para 6,5 por cento do PIB no primeiro trimestre de 2009. Acho curioso que o Público escolha para título a queda do PIB face a mês homólogo do ano anterior, ignorando a tendência do último trimestre em que se regista uamdesaceleração da queda e não tenha o cuidado de comparar com o conjunto da União Europeia. Se assim fosse, o título da notícia deveria ser outro: " Economia portuguesa melhor que a média europeia". Seria uma chatice...
O ministro das Finanças anunciou esta tarde que o Governo vai apoiar uma solução para os clientes do Banco Privado Português que subscreveram produtos de retorno absoluto, embora considere que eles não são "tecnicamente" depósitos e que, por isso, "os contribuintes não devem substituir-se ao banco nas garantias prestadas."Em conjunto com as autoridades de supervisão, o Executivo irá promover uma solução que passa pela substituição dos títulos que os clientes detêm por outros títulos, a serem geridos por uma entidades exterior ao BPP, que serão transaccionados no mercado e gerarão rendimentos para reembolsar anualmente os clientes.
A solução preconizada pelo Governo, afirmou o ministro, "atenua ou minimiza" as perdas dos clientes com produtos de retorno absoluto, mas não garante a recuperação total dos montantes aplicados.
Fonte: Público, aqui.
Parece-me uma decisão acertada. Os contribuintes não devem suportar os riscos associados a produtos do BPP que prometiam rentabilidades superiores. O povo, com a sua sabedoria, costuma dizer " quando a esmola é grande o pobre desconfia". Ora os clientes do BPP não desconfiaram...
O optimisto do Nobel da Economia, Paul Krugman, em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos inverteu o sentido do índice industrial Dow Jones, que fechou o dia com ganhos ligeiros de 0,02 por cento."Não ficaria surpreendido se o fim da actual recessão nos Estados Unidos fosse decretado durante este Verão", disse Krugman, durante uma conferência na London School of Economics. "Há alguns sinais que nos levam a pensar que a economia está a estabilizar", acrescentou.Estas declarações travaram a queda do Dow Jones, que subiu para os 8.767,49 pontos, praticamente anulando a desvalorização que regista desde o início do ano.
(*) depende de quem as profere.
(*) depende de quem as profere.
O melhor vinho tinto do Mundo, eleito num certame realizado em Paris, o «Vinailes Internacionales 2008», é português. O «Syrah» de 2005 bateu os três mil vinhos concorrentes, originários de 36 países, numa prova de escolha cega. Produzido pela casa Ermelinda Freitas, das terras de Fernando Pó, no concelho de Palmela, este «Syrah» é até um vinho novo. A primeira produção ocorreu em 2004 e a vencedora do título de campeã do Mundo foi arrecadada logo pela de 2005. Nesse ano, foram colocadas no mercado português cinco mil garrafas deste verdadeiro néctar dos deuses, com um preço próximo dos 20 euros por garrafa.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
O investidor e multimilionário George Soros afirma que o relativo isolamento do país asiático e a forte presença do Estado no sector bancário são dois factores que vão agilizar a forma como a China irá recuperar da crise financeira. Em declarações proferidas hoje na universidade chinesa de Fudan, citado pela Reuters, Soros disse que, quando o Estado diz aos bancos para emprestarem, estes não hesitam em cumprir as ordens e injectam capital na economia. "A China vai ser uma força positiva no mundo e nos mercados, e, como consequência, a sua influência deverá crescer. Pessoalmente, penso que o seu poder irá crescer mais rapidamente do que se poderia pensar”, afirmou Soros.
Fonte: Público, aqui.
A China vai ser dentro de poucos anos a maior economia do mundo. Ora se os chineses viverem um pouco melhor, em resultado dos ganhos da sua economia, outros, designadamente no velho contintente, terão de habituar-se a viver com um pouco menos. Vai custar mas não há volta a dar. A globalização tem destas coisas.
A porta do salão de Castanheira do Vouga, Águeda, onde está instalada a mesa de voto para as eleições europeias , teve de ser forçada e as urnas acabaram por abrir às 11:15.
O boicote às eleições europeias foi a forma encontrada por populares para manifestarem o seu descontentamento por a freguesia não ser servida por banda larga. Após a presença do presidente da Câmara, Gil Nadais, e do presidente da Junta de Freguesia, Victor Abrantes Silva, os populares que impediam a abertura da porta acabaram por ceder e a mesa de voto abriu, mantendo-se a GNR nas proximidades para evitar incidentes. Fala-se tanto de novas tecnologias, mas a banda larga não chega a Castanheira do Vouga, o que cria dificuldades à própria Junta, às escolas e aos empresários locais. A Internet hoje é tão indispensável como o era há anos o lápis e a borracha e os nossos alunos acabam por ser discriminados por causa disso", disse à Lusa.
O boicote às eleições europeias foi a forma encontrada por populares para manifestarem o seu descontentamento por a freguesia não ser servida por banda larga. Após a presença do presidente da Câmara, Gil Nadais, e do presidente da Junta de Freguesia, Victor Abrantes Silva, os populares que impediam a abertura da porta acabaram por ceder e a mesa de voto abriu, mantendo-se a GNR nas proximidades para evitar incidentes. Fala-se tanto de novas tecnologias, mas a banda larga não chega a Castanheira do Vouga, o que cria dificuldades à própria Junta, às escolas e aos empresários locais. A Internet hoje é tão indispensável como o era há anos o lápis e a borracha e os nossos alunos acabam por ser discriminados por causa disso", disse à Lusa.
Fonte: Expresso, aqui,
No passado os protestos eram justificados por não existirem estradas em condições, acesso a centros de saúde, agora reclama-se pela internet, e em banda larga, invocando que é tão necessária como o lápis e a borracha há anos atrás. São capazes de ter razão. Portugal mudou muito.
1. Dezanove países elegem hoje a nova eurocâmara. O Parlamento Europeu é decisivo em matérias como : impostos, política industrial, agricultura e alargamento da Zona Euro. Dois terços da legislação comunitária têm o cunho do Parlamento Europeu (PE). É esta a força do Parlamento Europeu, cuja composição de 2009 a 2014 se conhece, nas primeiras projecções após o fecho das urnas, esta noite. Diário de Notícias, aqui.
2. As urnas estão abertas em Portugal continental, Madeira e Açores. Cerca de 9,6 milhões de portugueses podem hoje votar nas eleições europeias para eleger 22 dos 736 deputados do Parlamento Europeu. Jornal Público, aqui.
3. O novo sistema, em que a inscrição nos cadernos eleitorais se faz automaticamente ao atingir os 18 anos de idade, aumentou o número de eleitores em mais de 700 mil. Os 9 562 141 recenseados estão, porém, muito acima do que o INE calcula serem os portugueses acima dos 18 anos. Correio da Manhã, aqui.
Eu já fui votar. Não quero que outros decidam por mim. Estou de acordo com os que dizem que "é importante que os portugueses renovem o seu compromisso com o projecto europeu". E você?
Portugal parte de uma base industrial, de níveis de utilização de capital, investigação e desenvolvimento, e de qualificação da mão-de-obra, bem como patamares salariais absolutos, rendimento médio e de igualdade social dramaticamente inferiores. Mas, aparentemente, está-se a intensificar a abertura do mercado doméstico de alguns serviços a agentes externos (ex.: electricidade) e uma outra forma de reduzir os custos laborais é aumentar a produtividade (trabalhar mais e melhor: os franceses são dos que trabalham menos horas e foram dos que registaram maiores aumentos de produtividade nos últimos anos). E as melhorias de produtividade podem despontar em pequenos actos voluntários/individuais: mudanças que podem começar pelo cidadão/trabalhador/utente/consumidor e não pelo estado. Menores salários ou melhor trabalho?
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, confronta-nos com uma das nossas actuais dificuldades. A nossa prutividade é baixa. Pode melhorar? Pode. Há que escolher a melhor via...
E se no espaço de poucos meses o seu rendimento anual passasse de 140 mil euros para 17 mil? Foi o que aconteceu a Carlos Araya, que de um luxuoso nível de vida enquanto negociador de petróleo passou a empregado de mesa de um restaurante por não conseguir encontrar emprego na sua área. Com 38 anos, duas filhas e um estilo de vida que incluía lagosta ao jantar e garrafas de vinho de 150 euros, Carlos Araya foi apanhado de surpresa pelos efeitos da crise económica quando, em 2007, perdeu o emprego no prestigiado New York Mercantile Exchange .
Hoje, a trabalhar num restaurante de luxo onde era cliente habitual, ganha oito vezes menos do que há dois anos. Mas não tem opção: encontrar emprego de acordo com as suas qualificações tornou-se uma tarefa impossível. A história de Carlos Araya, contada ao Wall Street Journal , não é única. De acordo com o jornal, a crise financeira arrastou muitas famílias de empresários de Wall Street , antes acostumados a salários confortáveis. Em comum têm a dificuldade em conseguir encontrar um novo emprego especializado, onde consigam ter um rendimento semelhante ao que tinham há tão pouco tempo atrás.
Fonte: Expresso, aqui.
Hoje, a trabalhar num restaurante de luxo onde era cliente habitual, ganha oito vezes menos do que há dois anos. Mas não tem opção: encontrar emprego de acordo com as suas qualificações tornou-se uma tarefa impossível. A história de Carlos Araya, contada ao Wall Street Journal , não é única. De acordo com o jornal, a crise financeira arrastou muitas famílias de empresários de Wall Street , antes acostumados a salários confortáveis. Em comum têm a dificuldade em conseguir encontrar um novo emprego especializado, onde consigam ter um rendimento semelhante ao que tinham há tão pouco tempo atrás.
Fonte: Expresso, aqui.
Mesmo os mais distraídos terão já tido conhecimento que, na área dos Cuidados Primários de Saúde, se processa uma espécie de revolução de veludo, com a criação e disseminação das Unidades de Saúde Familiar (USF). No fundo, esta revolução vem reconhecer que a excessiva institucionalização da prestação de cuidados primários de saúde tem mais desvantagens do que benefícios. Mas, mais exemplar do que os aparentes bons resultados desta iniciativa, parece ser a metodologia adoptada para a implementar. A estratégia adoptada baseia-se na adesão voluntária dos profissionais e no reconhecimento do seu direito a escolher com querem fazer equipa (médicos, enfermeiros, administrativos e outros técnicos de saúde) para assegurarem os cuidados a uma população mais alargada do que a que cobririram sob o regime convencional dos Centros de Saúde tradicionais e à introdução de incentivos que permitam alinhar os objectivos de cada uma das Unidades com as necessidades das populações que servem. O número de USF tem vindo paulatinamente a crescer e aproximar-se-á das 250 no final deste ano. Este bom exemplo de desenho e implementação de políticas públicas não é, infelizmente, replicado noutras áreas...
Artur Vaz, no site da SEDES, aqui.
Estes bons exemplos deviam multiplicar-se. É possível fazer melhor com os mesmos (ou menos) recursos desde que se elimina o "espírito de funcionário público" e se assuma o papel de "servidor público". A larga maioria dos utentes está satisfeito com as USFs. Eu sou um deles. Das duas vezes que tive que aceder aos serviços públicos de saúde a prestação foi excelente.
A política nacional só pode ter uma prioridade neste momento, que é levar Portugal a exportar”, afirmou hoje Daniel Bessa, durante o encontro nacional da Associação de Leasing e Factoring (ALF), em Lisboa.Para o economista, é necessário apostar nas Pequenas e Médias Empresas (PME) viradas para a exportação, que “temos de fazer crescer a todo o custo”. Além disso, sustenta Daniel Bessa, há que fomentar o empreendedorismo, que “vai fazer nascer as empresas exportadoras que ainda não temos”.
Fonte: Público, aqui.
Existem muitas PMEs que de forma discreta estão a dar o contributo para o desiderato enunciado. Não dão nas vistas. Expoloram estratégias de diferenciação. Conseguem alcançar bons resultados.
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