Apaga-se com uma borracha

Publicada por José Manuel Dias


Em entrevista à Antena 1, o presidente da CIP afirmou que a empresa do grupo Volkswagen (VW) está a falar a sério até porque “estes carros que são feitos aqui podem ser facilmente feitos em outras empresas. Eu sei que as outras fábricas estão a mendigar carga para não entrar numa situação de ruptura se aqui lhes fazem a vida difícil: não mandam mais cargas para cá e vão deixar isto morrer lentamente” adiantou o responsável. Van Zeller disse que é injusta a situação porque “trata-se de centenas e centenas de trabalhadores que acabam de ficar sem trabalho porque alguns querem ser pagos com algumas percentagens e ao sábado”. O presidente da CIP elogiou a produção da Autoeuropa mas deixou um alerta. “Em tempos bons tudo funciona bem. A produtividade é muito alta. A qualidade é elevadíssima o que faz com que aquela fábrica seja uma jóia no grupo VW. Se perdem esta característica passam a ser uma fábrica vulgar. E como fábrica vulgar representa 1,3% das vendas da VW. Apaga-se com uma borracha”.
Uma entrevista com um alerta oportuníssimo, com leitura integral aqui. Van Zeller sabe do que fala. A VW tem muitas alternativas, se não conseguimos ser dos melhores em ordem a superar o custo do transporte dos carros para os grandes centros de distribuição, perdemos competitividade. 1,3% do volume de negócios é pouco. Apaga-se como uma borracha e escolhe-se uma das muitas fábricas, espalhadas por todo o Mundo, onde "segurar o emprego" parece mais importante.

Eleições importantes

Publicada por José Manuel Dias


Cada vez mais a UE e o que se passa em “Bruxelas” é importante para cada um de nós. Legislação, regras, compromissos colectivos partem de Bruxelas e tornam-se lei para toda a União Euopeia. O que, para mim, é positivo como europeísta convicto. O que me preocupa realmente é a pouca participação do cidadão português (ou francês, ou checo…). Estamos (?) a construir uma Europa nova com muito pouca mão-de-obra. Mas este afastamento do cidadão em relação às coisas da EU não é caso isolado. Cá por casa (em matéria de assuntos e eleições nacionais ou locais), o afastamento do cidadão é notório.
Vamos a votos com mais ou menos participação, mas na realidade pouco participamos. O envolvimento do cidadão para fortalecimento de uma democracia participativa é cada vez menor. Voltamos, de certo modo, aos tempos da ditadura: isso é com eles, eles é que sabem, eu cá não me meto em políticas, etc., etc.
A participação a nível europeu não pode desenvolver-se fora do contexto de cada país, temos que começar por fazer o trabalho de casa para depois fazermos o trabalho europeu.
André Correia, em artigo de opinião no DN, com leitura integral aqui
, enfatiza a importância das eleições para o parlamento europeu e dá sugestões em ordem a melhorarmos a qualidade da nossa participação cívica.

Katie Melua & Eva Cassidy - What A Wonderful World

Publicada por José Manuel Dias

O dedo na ferida

Publicada por José Manuel Dias


P: Tem 100% de engenheiros portugueses nos centros de I&D, e defende que não há motivos para fazermos pior que os outros. O que justifica o atraso de Portugal em matéria de inovação e desenvolvimento?
R: Grande parte das nossas PME não se adaptou ainda à idade do conhecimento, nem à globalização. Muitas são exportadoras, mas exportam segundo um modelo de baix criação de valor, passando a concorrer directamente com a China e a Índia. Por outro lado, algum IDE de índole fabrilusava Portugal como plataforma de baixo custo, e o Euro transformou-nos num país de relativo alto custo. Temos também problemas estruturais que subsistem, como a educação. A enorme percentagem de pessoas que não completam sequer o secundário, que futuro têm? Como se enquadram na sociedade do conhecimento? Não se pode dizer que é falta de investimento do estado. A República Checa paga tanto como nós, mas só 10% dos alunos não terminaram o secundário. O problema é a ineficácia do sistema e uma grande resist~encia às reformas. Os interesses corporativos não permitem que isto avance. a educação e a inovação deviam ser os desígnios futuros.
Excerto da entrevista de João Picoito, CEO da Siemens Communications Portugal, ao Diário Económico desta data.

A verdade do azeite

Publicada por José Manuel Dias


O grupo Esporão lançou uma nova identidade dos azeites Herdade do Esporão. Um reposicionamento pensado ao pormenor para levar a marca além fronteiras e destaca-la no mercado português como marca ‘premium' de qualidade, potenciando o seu património e tornando-a mais próxima dos consumidores. O investimento total foi de 800 mil euros e é a grande novidade do grupo para 2009.
A verdade do azeite" é a nova assinatura e o conceito que sustenta toda reformulação de imagem. O ‘design' ficou a cargo de Eduardo Aires, ‘designer' responsável por toda a reformulação de identidade do grupo e das marcas que o compõem.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Jimi Hendrix - All Along The Watchtower

Publicada por José Manuel Dias

Quem (quase) tudo quer, acaba por tudo perder...

Publicada por José Manuel Dias


A reunião desta manhã entre a administração e a comissão de trabalhadores da Autoeuropa correu mal e a empresa terminou as negociações, noticiou o "site" da Rádio Renascença. Em causa terão estado as divergências relativamente à forma de pagamento do trabalho ao sábado.
Segundo do "site" do "Diário Económico", o director da fábrica de Palmela, Andreas Hinrichs, enviou uma carta aos funcionários a informar que “não foi possível alcançar um consenso” e que, assim sendo "a empresa irá tomar as decisões que melhor se ajustem à situação actual".
Fonte: Público, aqui.
É conhecida a crise mundial do sector automóvel. As vendas caíram em todo o mundo. A capacidade instalada é muito superior às actuais necessidades. Manter a laboração é um quase privilégio. São muitas as empresas deste sector que têm recorrido ao "lay off". Romper negociações por questões económicas é, neste contexto, "brincar com o fogo". Sem garantia de adequada flexiblidade, os custos de produção aumentam e a competitividade é perdida. A Administração da empresa sabe que, por outros paragens, há trabalhadores que conhecem o verdadeiro significado da palavra flexibilidade e que ao reclamarem direitos, pensam, também, nas obrigações.

Luz ao fundo do túnel?

Publicada por José Manuel Dias


O ritmo decontracção económica da Zona Euro voltou a reduzir-se no mês de Maio, dando mais evidências de uma forte recuperação desde a quebra recorde no primeiro trimestre, segundo os dados revelados hoje.
"Os dados do Purchasing Managers Index sugerem que o PIB da Zona Euro terá caído, numa taxa trimestral, cerca de 0,5 por cento nos primeiros dois meses do segundo trimestre”, disse Chris Williamson, economista-chefe do Markit.O produto interno bruto da Zona Euro caiu 2,5 por cento no primeiro trimestre de 2009, face aos três meses precedentes, e 4,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
A taxa de novas encomendas no sector da indústria transformadora, um indicador útil da produção futura, também subiu para o valor mais alto dos últimos 15 meses. São sinais de que é provável que haja mais melhorias nos resultados dos próximos meses.
Fonte: Público, aqui.
Não tomemos o desejo por realidade. Deixemos que o tempo flua, esperando que os agentes económicos façam o que têm que fazer. Aguardemos, pois.

Comparar-nos com os melhores

Publicada por José Manuel Dias



Segundo o IMD, em 2007 Portugal estava no 39º posto da tabela da competitividade. No ano seguinte subiu para o 37º, e este ano para o 34º. É bom sinal? Sim. Motivo de euforia? Não. Porque a luta por um lugar ao sol (a competividade é a medida da riqueza de um país) faz-se de apostas no longo prazo. É por isso que não devíamos dar pulos de contentes porque passámos a Espanha, a Itália e a Grécia. Essa é a II Liga europeia, nós temos de lutar pela Liga dos Campeões. E isso implica compararmo-nos com os melhores.
Camilo Lourenço, am artigo de opinião no Jornal de Negócios, com leitura integral
aqui.

Peter Gabriel & Cocteau Twins

Publicada por José Manuel Dias

O mais competitivo (*)

Publicada por José Manuel Dias


O World Competiteveness Yearbook é um relatório onde são posicionadas em termos de competitividade, as economias de 57 países de todo a mundo, da responsabilidadedo do IMD, International Institute for Management Development , com sede em Lausanne, na Suíça. O estudo deste ano, publicado pelo 20º ano consecutivo, revela que Portugal aumentou a competitividade da sua economia nos 3 últimos anos. chegando em 2009 à 34.ª posição - em 2008 era 37.º e em 2007 39.º. Este ranking pretende responder à questão de como é que os países e as empresas estão a gerir a totalidade das suas competências para atingir uma maior prosperidade, e é calculado através da análise de quatro factores de competitividade distintos: desempenho económico, nível de infra-estruturas, eficiência empresarial e eficiência do Governo.
Fonte: Público, aqui.
Apesar de muitas críticas ao desempenho dos portugueses vindas de alguns "velhos do restelo" os dados estão aí para o demonstrar: Portugal é hoje um país mais competitivo. É mesmo o país mais competitivo do sul da Europa. O director do IMD, responsável pelo estudo, não acredita que esteja em curso uma grande depressão e admite mesmo que os primeiros sinais de retoma podem aparecer já em 2010. Deixa-nos, entretanto, um aviso de amigo "são as nações mais pequenas, orientadas para as exportações e com um ambiente sociopolítico estável que poderão beneficiar de uma forma mais imediata duma recuperação económica". Depois não se diga que não fomos avisados.
(*) do sul da Europa

O endividamento dos Portugueses

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.

Caetano Veloso - O Leaozinho Live

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Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
À Ana Paula Fitas, d´A Nossa Candeia, pela referência ao Cogir no post Leituras Cruzadas.

Reembolsos na hora?

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Os reembolsos de impostos sobre salários e outros rendimentos, o IRS, de centenas de milhares de "contribuintes de baixo risco" serão devolvidos de forma instantânea, já este ano e com mais intensidade em 2010, logo depois de os contribuintes submeterem as declarações do imposto, de acordo com o plano de actividades para 2009 da DGITA, a direcção do Fisco responsável pela informática.
Este ano, o Governo já antecipou em alguns meses os reembolsos do imposto sobre o trabalho (ver caixa), mas agora o objectivo é "implementar um sistema de liquidação e de emissão de reembolsos online", descreve o plano da Direcção Geral de Informática Tributária. A nova aplicação do Fisco destina-se a contribuintes com "reembolsos de pequeno valor" e sem historial de execuções fiscais.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
O Estado deve dar o exemplo de boas práticas. A confirmar-se é, pois, uma excelente notícia.

A crise...

Publicada por José Manuel Dias


E os números confirmam o que era esperado pelos economistas: Portugal está a ser atingido pela crise em cheio. Na melhor das hipóteses, a taxa desemprego chega a 8,8% e o PIB vai cair 3,4%.
Mas há mais números preocupantes nas projecções avançadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Sobretudo pelo impacto no futuro. O défice orçamental volta a tocar a barreira dos 6%, a dívida pública salta para os 80% do produto e a despesa estatal está no nível mais alto de sempre (quando medida em percentagem do PIB). Ou seja, as contas públicas voltam a estar fortemente desequilibradas. O Governo tem uma justificação que faz sentido: a crise.
Fonte: Diário económico, aqui.
Não há volta a dar. Depois das eleições recoloca-se o problema: há que recuperar as finanças públicas. Parte dos problemas poderão ser ultrapassados com a revitalização da economia mas outra parte, porventura a mais substancial, exigirá medidas drásticas de consolidação orçamental. Uma resposta necessária que só um governo forte será capaz de tomar. O futuro não parece nada risonho e três eleições, espaçadas, só vêm adiar a resolução dos nossos problemas. O povo gosta que lhe prometam o céu ...

John Hartford - Lorena

Publicada por José Manuel Dias

O nosso leite

Publicada por José Manuel Dias


A Fenalac - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite acusou hoje a associação representativa da distribuição, APED, de “encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. À Sonae recrimina a compra de leite alemão em vez de português. Em comunicado, a Fenalac defendeu hoje que a posição recentemente tomada pela APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição – “onde se apontava os problemas do sector do leite em Portugal a um alegado monopólio da Lactogal” – “serviu para encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. Para ilustrar a sua argumentação, a Fenalac, na mesma comunicação adianta que aquela intenção “materializa-se na preparação de terreno para a importação massiva de leite proveniente da Alemanha, a preços totalmente destruidores da valorização da fileira do leite em Portugal”.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Existe muito boa gente que ainda não entendeu que o futuro é dos melhores e que os muito bons são melhores que os bons. Os agricultores portugueses têm de ter noção que hoje existe um "novo mundo" na produção de leite. Ou se preparam para ele ou, então, acontece-lhes o que aconteceu aos dinossauros. O leite é uma commodity. Conta o preço. A escala é decisiva. Os agricultores alemães alcançam melhores produtividades, podem vender mais barato. O leite alemão também é branco. As empresas de distribuição olham para o preço e os consumidores também. Será que ainda não deram conta?

Cuidado com os rumores

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Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.

A maior recessão...

Publicada por José Manuel Dias


La crisis financiera se originó en EEUU pero sus consecuencias sobre la economía real se está dejando notar más en Europa que al otro lado del Atlántico. El Producto Interior Bruto (PIB) de la zona del euro y de la Unión Europea (UE) cayó en los tres primeros meses del año el 2,5%, el mayor descenso desde que comenzaron los registros, en 1995, según los datos publicados este viernes por Eurostat.
En comparación con el primer trimestre de 2008, el desplome de la actividad fue aún mayor, del 4,6% en el área de la moneda única y del 4,4% en los Veintisiete, también las tasas más negativas de la serie histórica. Estos primeros cálculos sobre la evolución de la economía europea en el primer trimestre dejan claro que la recesión se está intensificando. Tanto la eurozona como la UE llevan cuatro meses consecutivos con descensos de la actividad que, además, son cada vez más intensos. Así, en el área del euro, el PIB ha pasado de caer el 0,2% en el segundo y tercer trimestre de 2008, a retroceder el 1,6% en el cuarto y desplomarse el 2,5% en el primero de 2009.
Fonte: El Mundo, aqui.

A década perdida?

Publicada por José Manuel Dias


O mundo no seu todo está a parecer-se bastante com o Japão durante a sua ‘década perdida’”, disse hoje Krugman durante um fórum em Taipei, capital de Taiwan, citado pela Bloomberg. “Estou muito optimista sobre o mundo em, diremos, 2030. São os próximos dez anos ou coisa assim que me preocupam”, acrescentou o Nobel da Economia. O especialista adiantou que, embora uma repetição da Grande Depressão dos anos 30s seja agora menos provável, a economia global enfrenta um fraco consumo privado e um nível elevado de desemprego nos EUA e na Europa que não deverá descer.Entre as semelhanças com os problemas do Japão, Krugman incluiu um sistema financeiro em dificuldades, a fraca procura e o “apoio orçamental útil, mas limitado” por parte dos governos.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Judy Collins & Leonard Cohen - That's No Way to Say Goodbye

Publicada por José Manuel Dias

Culpa de quem?

Publicada por José Manuel Dias


1. A economia italiana recuou 2,4 por cento no primeiro trimestre de 2009 face ao último trimestre do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo instituto estatístico daquele país.
2. A economia alemã, a maior da Europa, contraiu para um valor recorde dos últimos quarenta anos, no primeiro trimestre do ano, depois de a crise financeira global ter reduzido as exportações e o investimento.
3. A França registou no primeiro trimestre de 2009 um recuo de 1,2 por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter caído 1,5 por cento no último trimestre de 2008 (revisto em baixa).
4. A Espanha agravou a recessão no primeiro trimestre do ano, com uma contração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Neste enquadramento, em que os nossos principais parceiros económicos estão em recessão, os dados divulgados - economia recuou 1,5 por cento face ao trimestre anterior - não se devem estranhar, podendo mesmo ser considerados "menos maus" que os do conjunto da Zona Euro onde , de acordo com o Eurostat, o recuo do PIB foi de 2,5 por cento no mesmo período. Há por aí uns tantos que esgrimem os números da economia como se eles fossem fruto do mérito (ou demérito) de uma qualquer política. Convém lembrar-lhes que Portugal já não é "uma economia fechada" e, por via disso, a nossa recuperação não poderá dissociar-se da performance económica dos nossos principais parceiros (Espanha, França, Alemanha, ...).

Copiões

Publicada por José Manuel Dias


Los más de 420.000 alumnos de 5º de Primaria que estudian en centros públicos y concertados contarán a partir de septiembre con un ordenador portátil personal con el que podrán "continuar trabajando y haciendo sus deberes en casa".
Así lo anunció en el Congreso el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, en el Debate sobre el Estado de la Nación.
El jefe del Ejecutivo resaltó que esta medida se enmarca en el proyecto Escuela 2.0 del Ministerio de Educación para la innovación y la modernización de los sistemas de enseñanza que se pondrá en marcha el próximo curso escolar, en el que "las aulas dispondrán de pizarras digitales, conexión inalámbrica a Internet y cada alumno tendrá su propio ordenador personal portátil".
Europa Press, aqui.

Protestar contra os protestos

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos gregos fizeram hoje um dia de greve contra as medidas adoptadas pelo governo para evitar a recessão. Segundo o "Financial Times", as escolas e os serviços de transportes encontram-se hoje encerrados como protesto. A população protesta contra o congelamento de salários superiores aos 1700 euros, a redução dos benefícios de saúde e o atraso no pagamento de pensões.
As previsões da Comissão Europeia apontam para que a economia grega contraia-se 0,9 por cento este ano. O ministro das finanças greco Yannis Papathanassiou lançou um pacote de estímulo económico de 3 mil milhões de euros para apoiar os agricultores e as pequenas empresas.
Fonte: Público, aqui.
O excesso de garantismo leva a situações deste tipo: quem tem o ordenado certo e o emprego seguro tende a ser mais reinvindicativo. Compete, por isso, aos Governos governar para todos e não apenas para os que mais se fazem ouvir. É preciso saber que os recursos financeiros são escassos e que devem ser bem geridos atendendo apenas, e só, a quem mais precisa. Protestos desta natureza devem ser votado ao insucesso, para bem de todos. Por este andar qualquer dia até se fazem manifestações contra os terramotos, ou contra as secas, ou contra as cheias, como bem se alerta aqui, no Balanced Scorecard.

Alison Krauss - The Boxer

Publicada por José Manuel Dias

Para não se falar sem saber...

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com o “Regional Economic Outlook” (de Maio) elaborado pelo FMI, Portugal estava, até 15 de Abril, entre os países que menos capital injectou no sistema financeiro (entre 14 países da União Europeia). Dito de outra forma, Portugal é o 4.º país mais poupado, tendo investido até à data 2,4 por cento do PIB (cerca de 3,9 mil milhões de euros), inferior à média da EU (6,3 por cento do PIB) e muito abaixo do campeão (Reino Unido, que já gastou 20,2 por cento do PIB). Com a devida vénia ao Câmara Corporativa.

Causas e consequências

Publicada por José Manuel Dias


Portugal, seguido da Itália, é o país europeu, entre sete que compuseram um estudo realizado para a Microsoft, com maior número de utilizadores permanentemente ligados à Internet e um em cada cinco portugueses passa mais de cinco horas por dia a navegar. O inquérito - realizado pela consultora SurveyShack a pedido da Microsoft a propósito do lançamento do seu novo browser - foi feito online junto de 6053 adultos em sete países (Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Itália, Noruega, Suíça e Portugal, com 997 inquiridos) entre 8 e 16 de Abril de 2009. Os utilizadores portugueses da Internet não só estão permanentemente ligados, como são também altamente sociais e utilizam a Internet para contactar amigos e familiares, bem como para aceder a notícias e informação. Quando questionados sobre quanto tempo gastam com notícias e informação, multimédia social, entretenimento, compras, viagens, desporto, jogo, celebridades, moda, gadgets/tecnologia e jogos de computador por semana, a maioria dos portugueses afirmou que gasta, em média, 30 minutos por semana a explorar cada área de interesse.
Fonte: Público, aqui.
Apesar das críticas de alguns à estratégia que tem sido desenvolvida pelo Governo em ordem a disseminar o uso das novas tecnologias de informação, parece inquestionável que o Plano Tecnológico está a dar os seus frutos. Estamos a banalizar o uso de instrumentos facilitadores da partilha de conhecimento e que podem fomentar a aprendizagem permanente, condição essencial para sermos competitivos.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


Um banco central pode ser definido de várias maneiras mas, no fundo, não é mais do que o estraga-prazeres de serviço: aquele que numa festa tira o jarro da sangria antes que os convivas apanhem uma bebedeira. A sua função é ingrata. Porque há sempre convivas que acham que o jarro devia ter ficado mais tempo, enquanto outros acreditam que devia ter saído mais cedo. O que se está a passar com o BCE mostra isso mesmo.
Camilo Lourenço em artigo de opinião no Jornal de Negócios analisa os comportamentos recentes do banco Central e alerta-nos para um problema que pode estar na forja: o ressurgir da inflacção. A ler na íntegra aqui.

Coisas que convém saber

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é um dos países, entre os 30 que integram a OCDE onde o factor trabalho é menos tributado e menos pesa nos custos laborais. A conclusão consta do “Taxing Wages 2008/2007”, um relatório onde anualmente a OCDE actualiza os dados sobre o IRS e a taxa social única (Segurança Social) que recai sobre os trabalhadores.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

163 mil casas vendidas

Publicada por José Manuel Dias


Em 2008 venderam-se menos 50 mil casas do que em 2007. Apesar da queda, a quebra não foi tão significativa como se chegou a temer, tendo ficado pelos 22% entre os dois anos. O que significa um total de casas vendidas que rondou as 163 mil.
Os dados são da consultora Confidencial Imobiliário (CI), recolhidos através do SIR (Sistema de Informação Residencial), e baseia-se nas vendas realizadas pela ‘pool' de promotores e mediadores imobiliários, num total de 59 entidades. A consultora estima que em 2007 se tenham vendido ao redor de 200 mil casas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Apesar da crise ainda se venderam mais de 163 mil casas. É obra. Se pensarmos que este ano, quem tem rendimentos certos e estabilidade de emprego vai ver aumentado seu rendimento disponível é de esperar que esse número suba. Afinal há por aí boas oportunidades de compra e nunca, como agora, os juros estiveram tão baixos.

Eva Cassidy - what a wonderful world

Publicada por José Manuel Dias

A melhor dos últimos 11

Publicada por José Manuel Dias


Há onze anos que a bolsa nacional não vivia uma semana tão animada. Em apenas cinco dias, o índice PSI-20 valorizou perto de 9%, elevando para 15,9% o seu ganho anual. Esta é já a maior valorização entre os principais mercados europeus. O principal índice da bolsa nacional registou, esta semana, um ganho de 8,88%. Todos os títulos, à excepção da Sonae Indústria, que recuou 2,45%, encerraram a semana em alta, com especial destaque para a Teixeira Duarte, que avançou mais de 31%, e para a banca, que ganhou mais de 18%.O ganho semanal da bolsa nacional foi o maior desde a semana que terminou a 16 de Outubro de 1998.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A Banca do futuro

Publicada por José Manuel Dias


Desenvolvimento de canais alternativos de contacto com o Banco; menos espaços físicos; colaboradores polivalentes e proactivos; aumento das fusões; preocupações com o ambiente; criação do assistente virtual; focada no cliente; reforço da qualificação dos colaboradores; criação de balcões "low cost"; aposta na videoconferência como meio de comunicação com o cliente; cybercafé nas agências; colaborador bancário será consultor financeiro; queda do uso do cheque, desaparecimento do dinheiro físico em benefício do dinheiro electrónico; acesso ao sistema através de PDA´s e Netbook's; criação de cartão único com dados pessoais e bancários; decisão de crédito via electrónica, preocupação com cost to income; acesso ao cadatro bancário via on line por parte de todos os operadores do sistema; incremento do tele-trabalho; preços diferenciados conforme o canal de acesso flexibilização do horário de abertura dos balcões; aumento do outsourcing, indexação da remuneração ao desempenho, reforço da selectividade, incremento da análise e decisão via scoring, surgimento de novos produtos financeiros e criação de balcões de acordo com o perfil dos clientes.
Estas são algumas das tendências que marcam (ou marcarão) o futuro da Banca identificadas no decurso de uma sessão de Brainstorming com bancários e não bancários. O futuro dirá o grau de aderência à realidade.

Onde estão os desempregados?

Publicada por José Manuel Dias


Este país não é composto só por desgraças e tem ainda uns loucos que resolvem transformar ameaças em oportunidades,". O discurso de Silva Matos, presidente do grupo empresarial com o mesmo nome, sediado em Sever do Vouga, ontem, durante a inauguração de um nova fábrica no município, traduz a satisfação de quem conseguiu reabrir a antiga Metalicis, que pertencia a outro grupo e que foi encerrada em Fevereiro do ano passado, deixando 40 trabalhadores à porta. Quinze meses depois, a agora Silva Matos- Equipamentos de Transportes abre as portas e para além de ter mantido os anteriores trabalhadores, admitiu mais dez e necessita de mais 15, entre serralheiros e soldadores.
Para além destes 15, o grupo precisa de mais 80, "mas parece que não há desempregados neste País", referiu Silva Matos. "Onde estão os desempregados?", questionou, perante o Secretário de Estado Adjunto da Industria e Inovação, Castro Guerra, que inaugurou a empresa que vai produzir cisternas de transporte de líquidos.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Entre os melhores do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


A revista britânica, que assinala este ano 300 anos de existência, apresentou anteontem os 101 melhores spas do Mundo. Situado no Gerês, o Aquafalls Spa Hotel foi o único hotel português a integrar esta selecção.
Na crítica publicada, a «Tatler» considera o espaço «verdadeiramente excitante e fresco, e um spa verdadeiramente revigorante». «Este novo, genuíno e baby spa hotel tem vista fantástica sobre as soberbas montanhas da Peneda-Gerês, único parque natural do país. Tratamentos mistos combinados com passeios por florestas encantadas de carvalhos retorcidos e garranos selvagens, onde a água brota de penhascos escorrendo sobre as rochas», refere a crítica publicada na «Tatler».
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Obrigado

Publicada por José Manuel Dias

Andreia, Cláudia, Diana, Emanuel, Fabrício, Hugo, Joana, José Orlando, Lara, Liliana Sofia, Nuno, Paulo, Pedro, Sara, Tânia, Tiago, Vânia, Liliana, Albino, Ângela, Carlos, Catarina, Celeste, Daniela, Diamantino, Duarte, Isabel, Joana, Tânia, Susana, Aida, Ana Pontes, Ana , Ana Pinto, Maria, Ana Pereira, Ana Monteiro, André, Bernardo, Bruno, Deivy, Elisete, João, Jorge, José Manuel, Liliana, Marina, Joana, Ricardo, Peter, Sandro, Sara, Sónia, Tiago e Vânia. Sem vocês não teria recebido o prémio que recebi. Obrigado.

Estamos a perder tempo?

Publicada por José Manuel Dias


O que interessa comparar não é o nosso salário com o dos outros, mas sim o nosso salário com o nosso produto. E a conclusão é terrível: os custos do trabalho por unidade produzida atingem em Portugal um dos níveis mais altos da Europa, e os aumentos recentes ainda agravaram a situação. Números de 2008: em Portugal, o peso dos salários no PIB excedia os 50%; a média da zona euro não chegava a 48%. É impossível competir assim.
Não havendo competitividade, é óbvio que a economia não funciona. Precisamos de repensá-la. No longo prazo, está tudo em aberto: a reorientação do investimento, a reforma da educação, a substituição dos mercados, etc. Mas, no curto prazo, em que não há tempo a perder, dificilmente se encontra uma solução que não passe pelo controlo dos custos: à cabeça estão os salários. Muito bem, e se os trabalhadores recusarem?
Se quer saber a resposta para esta importnte questão suscitada por Daniel Amaral, no Diário Económico, é só clicar
aqui.

Está mau mas podia ser pior

Publicada por José Manuel Dias


Dizer que a actividade económica está em forte contração já não é novidade para ninguém. Esta realidade não pode , no entanto, dissociar-se da forte queda no comércio externo, perto de 25%. Acontece, no entanto, que as exportações caem menos do que as importações, 25,6% contra 23,9%, conforme se pode confirmar aqui, merecendo particular destaque as relações extracomunitárias onde as nossas exportações estão a cair muito menos do que aquilo que vamos comprar fora da União Europeia (21,9% contra 38,4%, mais detalhes aqui). Daqui se conclui que se está a registar um desagravamento do saldo negativo da nossa balança comercial.

Inevitável...

Publicada por José Manuel Dias


As receitas fiscais com base nos três principais impostos - IVA, IRS e IRC - caíram cerca de 20% entre Janeiro e Abril, face ao período homólogo.
A revelação foi feita ontem no Parlamento pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo que antecipou dados, ainda provisórios, da execução orçamental a divulgar em meados deste mês.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Se a economia está em recessão a quebra de recetas é inevitável. Ora, com menos receitas e mais despesa pública, temos um pequeno "grande problema" chamado défice. Como é que vai ser resolvido? Para o ano pensamos nisso...

The Corrs -What Can I Do

Publicada por José Manuel Dias

Ultra difícil

Publicada por José Manuel Dias


"A situação da Irlanda é ultra difícil", uma vez que o país "vê-se confrontado com uma severa contracção da sua actividade económica", frisou Jean-Claude Juncker, após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, realizada ontem em Bruxelas.
No entanto, "aplaudimos os esforços recentes que foram empreendidos pelo governo, para se envolver na via de consolidação das finanças públicas", acrescentou o presidente do Eurogrupo, que classifica de "corajosas" as decisões tomadas recentemente pelo governo irlandês.
O primeiro-ministro irlandês anunciou em Abril uma série de aumentos de impostos e de cortes nas despesas para reduzir o défice público, que atingiu 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, o nível mais elevado na União Europeia.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Apontada durante muitos anos como exemplo a seguir, atento o contínuo crescimento económico, a Irlanda está, agora, a dar "dor de cabeça" à União Europeia. O BCE já criou um fundo especial a ser utilizado em caso de necessidade. A defesa do Euro assim o exige.

Objectivos pouco SMART

Publicada por José Manuel Dias


Uma das técnicas motivacionais mais conhecidas e disseminadas é a definição de objectivos. Ela encontra-se presente em qualquer organização com um mínimo de sofisticação gestionária numa das suas formas possíveis. E a constatação de que nem todos os objectivos são geradores de motivação levou à popularização da ideia de que as organizações precisam não apenas de objectivos, mas de objectivos SMART. O acrónimo inglês refere-se a objectivos específicos, mensuráveis, alcançáveis, recompensados e com prazos definidos.
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Em conclusão: os objectivos SMART são uma ferramenta poderosa, mas podem gerar comportamentos imprevistos e perniciosos. Os objectivos individuais, se não forem articulados com outros resultados organizacionais, limitam o desejo de cooperação, inibem os comportamento de cidadania organizacional e transformam a organização num campo de corredores solitários e individualistas. O que sugere que, sem as devidas cautelas, objectivos SMART podem, afinal, ser menos inteligentes do que parecem.
Miguel Pina e Cunha, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, alerta-nos para o risco de nos focarmos apenas nos objectivos. A ler na íntegra, aqui.

Pôr o dinheiro a circular

Publicada por José Manuel Dias


O dinheiro é o sangue da economia e eu não tenho feito outra coisa senão activar a sua circulação. Comprei um andar dos anos 60 a um agricultor de Resende, que vai reinvestir o encaixe num empreendimento imobiliário, ou seja, o dinheiro vai continuar a circular.
A Luísa, a menina que intermediou o negócio, anda a fazer o 12.º ano nas Novas Oportunidades, o quer dizer que a comissão ficou em boas mãos e eleva ainda mais o carácter generoso do gesto patriótico de comprar um apartamento num momento em que toda a gente está a tentar adivinhar quando é que isto bate no fundo para voltar a arejar as suas notas.
Nas obras na casa nova estiveram envolvidos trolhas, picheleiros, carpinteiros, pintores e electricistas, o que mitigou o desemprego que flagela a construção civil. Animei ainda sectores tradicionais da nossa indústria portuguesa, como a de cerâmica, aglomerados de madeira e papeleira.
Jorge Fiel, no Diário de Notícias, aqui.

O padrão de consumo está a mudar

Publicada por José Manuel Dias


Se há indicador que a crise parece ter deixado ileso é o consumo de bens alimentares. À semelhança do que aconteceu nos últimos meses de 2008, também o início deste ano mostra que os portugueses preferem abdicar de outros luxos, como as idas aos restaurantes, mas continuam avidamente a encher a despensa de casa. Mais até do que o normal em alturas de maior estabilidade económica. Há, no entanto, produtos que já não entram tão facilmente no carrinho de compras nacional, como a carne vermelha e os doces. São considerados acessórios, ao contrário do que se passa com bens mais acessíveis e que servem de base a refeições mais económicas, como as conservas e as massas. Isto sem contar com o fenómeno das marcas próprias (comercializadas pela grande distribuição), cuja quota de mercado tem vindo sempre a aumentar nos últimos tempos. Uma mudança de hábitos que tem como grande meta a poupança.
Fonte: Público, aqui.

I Can't Tell You Why - Eagles

Publicada por José Manuel Dias

Vinho e saúde

Publicada por José Manuel Dias


A Federação Nacional das Adegas Cooperativas promoveu, quinta-feira, no Cartaxo, um seminário destinado a divulgar os apoios que estão à disposição das adegas cooperativas, divulgar experiências de internacionalização e apresentar o projecto "Vinho e Saúde", que visa a promoção do consumo moderado de vinho.
Manuel Costa e Oliveira, secretário-geral da Fenadegas, disse à Lusa que, embora os apoios devessem ter sido colocados à disposição do sector há mais tempo e pudessem ser melhor aproveitados, o facto é que existem sinais de que este continua a ser "um sector pujante".
O ministro da Agricultura, que presidiu ao encerramento do seminário e inaugurou, ao princípio da noite, a Festa do Vinho do Cartaxo, sublinhou igualmente a importância de um "dos grandes sectores da agricultura portuguesa", que, apesar da crise que afecta a todos, é "dinâmico, investe milhões de euros e ganha prémios lá fora".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Perguntas difíceis

Publicada por José Manuel Dias


Qual o lugar da ética na Economia? Os mercados são por natureza mecanismos que favorecem um relacionamento cooperativo entre as pessoas? O Estado é um catalisador da corrupção na economia ou desempenha um papel moralizador das relações de mercado? Será que é viável para os consumidores e para as empresas a adopção de comportamentos éticos nas suas transacções? E quem define o que é moral e ético?
São as perguntas suscitadas por Marina Costa Lobo, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, e respondidas por Luís de Sousa, investigador de ciência política, no livro "Ética, Estado e Economia" (Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2009).

A lei de Murphy?

Publicada por José Manuel Dias


Os principais índices norte-americanos iniciaram a sessão em queda acentuada, acompanhando a tendência de desvalorizações registadas um pouco por todo o mundo. A gripe suína, cujos casos conhecidos já começam a alastrar-se por vários países, e os indicadores económicos são os principais responsáveis pela descida dos índices.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Já toda a gente sabe que as coisas não vão bem em lado nenhum mas estas notícias obrigam-nos a questionar se não estamos na presença da Lei de Murphy.

Percepção? Será?!

Publicada por José Manuel Dias


Seria necessário recuar até Novembro de 2002 - altura em que os mercados bolsistas recuperavam do ‘bear market" provocado pela bolha das ‘dotcom' - para encontrar valorizações semelhantes às registadas no PSI 20 no último mês. A bolsa nacional escalou 9,41%, a par com o que aconteceu com os principais índices mundiais. Mas como se justifica a recente euforia quando a economia norte--americana regista, no primeiro trimestre, a maior contracção em cinco décadas, a economia britânica reporta os piores números desde 1979 e o FMI revê em baixa acentuada as perspectivas de crescimento para o mundo? Na verdade, tudo se resume à percepção dos investidores.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Nós, europeus

Publicada por José Manuel Dias


35 anos depois do 25 de Abril existem alguns, poucos felizmente, que ainda não se habituaram a conviver com quem pensa de de forma diferente. Lamentável, é o menos que se pode dizer. Imagens da agressão podem ser vistas, aqui, no blogue Câmara Corporativa. Tenho apreço pelo Professor Vital Moreira. Leio com regularidade os seus posts no blogue Causa Nossa. Não posso deixar de condenar de forma veemente a agressão de que foi alvo e exprimo, por esta via, a minha inteira solidariedade. Estes actos, que só diminuem quem os pratica e quem os ousa desculpar, envergonham todos os democratas. Já agora uma última nota. Somos europeus. A saída para a crise não pode deixar de passar pela Europa, como bem defende Vital Moreira. Se já tinha intenção de conhecer melhor o seu pensamento sobre o velho continente comprando o livro "Nós Europeus", agora está decidido: é já seguir.

Palavras sábias

Publicada por José Manuel Dias


A economista Teodora Cardoso disse hoje à Lusa ser ainda demasiado cedo para se poder falar em retoma económica, mas acredita que o ritmo de queda já abrandou.
Em declarações à Lusa, a administradora do Banco de Portugal realçou que "todas as grandes crises da história tiveram sinais positivos que depois não se vieram a concretizar". Para a economista, no caso português, o futuro depende da "capacidade de compreender o enquadramento externo" e de "reforçar a coesão social". Teodora Cardoso realçou a necessidade de "existir maior confiança entre as pessoas" e, especificamente, "entre trabalhadores e patrões". "É preciso que todos reconheçam as suas responsabilidades face à sociedade e face ao Estado", advogou a economista, acusando os portugueses de "empurrar as culpas uns para os outros".
"Os americanos reagem a uma situação de crise, percebendo que têm que consumir menos, não começam a empurrar as culpas para os outros. É uma discussão que não é construtiva, porque daí não advém nenhuma solução", acrescentou. Para sair da crise, é preciso ser em conjunto. Estando cada um a puxar para seu lado, não se chega a lado nenhum", sentenciou.
Fonte: Público, aqui.

O silêncio é de ouro

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Banco Central Europeu impôs um voto de silêncio aos membros do conselho de governadores de forma a tentar parar as declarações contraditórias que têm surgido sobre a política de taxas de juro na zona euro a seguir de forma a combater a actual recessão.A confirmação desta imposição foi dada por Ewald Nowotny, governador do banco central austríaco, que, em declarações citadas pela agência Bloomberg, disse que em nome do presidente do BCE foram dadas instruções para que não fossem dados detalhes sobre o que se irá passar na reunião do BCE do próximo dia 7 de Maio.
Fonte: Público,
aqui.
A decisão interessa a todos os que têm dívidas indexadas à
Euribor porque as taxas Euribor (ver gráfico de evolução aqui) tendem a seguir o rumo da taxa directora do BCE. Se se confirmar nova descida do preço do dinheiro, as prestações do crédito habitação continuarão a baixar, permitindo "novas poupanças" para as famílias. Aguardemos, pois, pelo dia 7.

Van Morrison - Have I Told You Lately?

Publicada por José Manuel Dias

Enveredei pelo caminho errado

Publicada por José Manuel Dias


Então, enveredei pelo caminho errado: comecei a pedir empréstimos para pagar empréstimos, uma escolha completamente errada. Pensei que ia controlar estas dívidas quando fosse para o projecto, onde me tinham dito que iria receber cerca de 3.000 euros", afirma. Mas o projecto nunca foi adiante. "Começou a ser um pesadelo, entrei completamente em derrapagem. Quando vi que estava em dificuldades, comecei a contactar as financeiras para tentarmos encontrar uma solução, mas isto é uma selva. Anda meio mundo a enganar outro meio". Isabel tentou marcar uma consulta junto da Deco, mas disseram-lhe que só atendiam pessoas desempregadas. Foi aí que se dirigiu ao GOEC (Gabinete de Apoio ao Endividamento dos Consumidores). Isabel, aposentada da função públicam, com uma reforma de 1.700 euros, explica a sua situação de sobreendividamento (incapacidade estrutural ou duradoura de um consumidor conseguir pagar o conjunto das suas dívidas). A ler na íntegra no Jornal de Negócios, aqui.

E não ouviram os sindicatos...

Publicada por José Manuel Dias


Governo aprovou hoje, na generalidade, a bolsa de estudo destinada aos alunos do ensino secundário com menos de 18 anos, com aproveitamento escolar e que venham de famílias carenciadas.O decreto-lei “vem reforçar o apoio do Estado às famílias de menores recursos e visa compensar as despesas resultantes da frequência do ensino secundário ou equivalente, para os alunos que sejam beneficiários do 1º ou 2º escalão do abono de família para crianças e jovens”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O novo apoio terá um valor equivalente ao dobro do valor do abono de família que a criança já recebia e abrangerá no próximo ano lectivo os alunos do 10º ano e, nos anos seguintes, gradualmente, os alunos do 11º e 12º anos. Assim, a soma do abono e da bolsa representará um apoio mensal de 138 euros para os alunos do 1.º escalão e de 105 para os do 2.º. A medida será aplicada já no próximo ano lectivo. A atribuição de bolsas vai custar ao Estado 45 milhões de euros por ano, segundo fonte governamental. Este valor deverá subir para os 100 milhões de euros anuais, dentro de três anos.
Fonte: Público, aqui.

Como se explica?

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de juro implícita do conjunto de contratos de crédito à habitação está em queda há três meses consecutivos. Mas a um ritmo que fica muito aquém da descida das taxas Euribor, que servem de indexante à maioria dos empréstimos em Portugal e que estão em correcção acelerada há quase sete meses.
O que é que explica esta diferença? Em primeiro lugar não estamos a falar de taxas iguais. A Euribor a seis meses é de longe o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, mas ao qual que é somado o spread, ou margem dos bancos, cujo valor pode variar entre 0,25 por cento e 3,30 por cento, conforme o risco do cliente. O spread também varia em função da evolução das taxas e do risco económico geral, verificando-se que, depois de uma queda acentuadas nos últimos anos, os bancos estão, desde o Verão do ano passado, a aplicar spreads mais altos.
Fonte: Público, aqui.
Se soubermos como se forma o preço do crédito, a resposta é simples. É que não basta considerar o custo do funding (dos recursos que os bancos captam e dos empréstimos que contraem), temos também de ter em conta os custos operacionais (se o negócio é menor e o ajustamento não foi feito, a tendência é para serem mais pesados), considerar o prémio de risco (valor que visa cobrir eventuais incumprimentos) e, também, a margem de lucro do banco. Os spreads são mais altos, pois são. Será que os Bancos ganham mais? Duvido. Os incumprimentos do crédito habitação têm vindo a subir e as garantias (pessoais e reais) não tem hoje o valor que era suposto terem aquando da respectiva concessão .

Inovar é preciso

Publicada por José Manuel Dias


Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, o maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: isto é óbvio. Por que não pensei nisso antes?
Peter Drucker (1909,2005)

Salários, gestão e produtividade

Publicada por José Manuel Dias


O custo médio da hora de trabalho é em Portugal de €11/hora, contra €22,4 em média na Europa. Por sua vez, a produtividade aparente do trabalho é $27,3/hora em Portugal e $43,3 entre os nossos parceiros europeus. A produtividade representa 63% do nível médio europeu enquanto o custo do trabalho atinge apenas 49% da média da Europa.É certo que o salário médio por hora cresceu em Portugal 52,7% desde 1996, contra 38,3% na UE a 15. No entanto, este movimento deveu-se, sobretudo, ao processo de convergência de preços e não representa um verdadeiro aumento de salários reais. As causas da baixa produtividade não residem nos salários, mas nas componentes não salariais dos custos de produção e na qualidade da gestão.
A produtividade aparente do trabalho resulta mais da organização e opções empresariais do que da habilidade intrínseca do trabalhador. A produtividade é, acima de tudo, um problema da gestão como o atestam as enormes - e às vezes espectaculares - diferenças que registamos entre as nossas empresas. Num número muito significativo de casos, mesmo com pessoal com reduzida educação formal - porém, sujeitos a adequados enquadramento e formação interna - os trabalhadores propiciam à empresa fortes produtividades.
Fonte: Jornal de Negócios, artigo de opinião de Avelino de Jesus, Director do ISG, aqui. Não concordo com tudo o que escreve mas subscrevo a ideia que " as causas da baixa produtividade não residem nos salários, mas nas componentes não salariais dos custos de produção e na qualidade de gestão". Quem decide o que fazer e como fazer é a gestão...Situações de crise, como as que hoje vivenciamos, representam, também, oportunidades. Quem é que tem poder para definir novos objectivos, refazer estratégias, escolher novo produtos e mercados? A gestão. Portugal não precisa só do "choque tecnológico", precisa, também, dum "choque de gestão".

Cautelas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação que os bancos fazem das casas, no âmbito de crédito à habitação, voltou a cair no primeiro trimestre de 2009, embora a um ritmo mais lento do que no último trimestre do ano passado. O valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se em 1149 euros por metro quadrado, nos primeiros três meses do corrente ano, correspondendo a um decréscimo de 0,3 por cento face ao trimestre anterior e de 5,8 por cento face ao período homólogo do ano passado. No último trimestre do ano passado, as reduções foram mais acentuadas, de menos um e menos 5,8 por cento, respectivamente.
Fonte: Público, aqui.
O financiamento está sempre dependente do valor da garantia (LTV). Se o valor da avaliação é mais prudente, com valores em linha com a actual realidade do mercado, o financiamento tenderá, também, a ser menor e a exigir maior contributo de fundos próprios por parte do promitente comprador e futuro mutuário. Cautelas.

Cheio de trabalho

Publicada por José Manuel Dias


Cheio de trabalho", Bruno da Rocha garante que 2009 está a "correr melhor do que 2008". Para o jovem criador, este sucesso resulta do facto de a sua marca de joalharia, com apenas quatro anos, "estar mais solidificada no mercado e os clientes já entrarem nas lojas e pedirem para ver as colecções". O importante, salienta, "é que temos conseguido vencer a crise".
O facto de trabalhar apenas com prata tem também algum peso neste êxito acrescido em tempos de crise. Bruno da Rocha explica que o ouro não só não lhe permite dar largas à sua imaginação, como o limita do ponto de vista económico. "Um pequeno anel de ouro custa mil euros, enquanto por 200 euros é possível comprar um anel de prata enorme e invulgar. Permite ao consumidor comprar mais e, consequentemente, variar mais", diz.
Com as vendas a crescer todos os anos, a ponto de contratar um novo funcionário por ano, Bruno da Rocha aponta a "organização, a prudência e a criatividade" como os factores de sucesso. E o futuro não o preocupa: "Quando as mulheres deixarem de comprar sapatos e jóias, o mundo está perdido", graceja.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

E alguns ainda se queixam...

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores deverão contar este ano com o maior ganho de poder de compra desde o início da década. As contas baseiam-se no único indicador de remunerações disponível nesta fase do ano: as revisões das tabelas salariais dos contratos colectivos, acordadas entre patrões e sindicatos. Os números da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho apontam para uma actualização média de 2,6% no trimestre, abrangendo mais de meio milhão de trabalhadores.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Crise, mas com formação!

Publicada por José Manuel Dias


Com a presente crise, nunca como agora os bancos necessitaram tanto de quadros com competências fortes, ao nível técnico e comportamental, com a necessária flexibilidade que a envolvente exige. A envolvente externa obriga a uma rápida adaptação à mudança e a contextos cada vez mais incertos, dificultando a tomada de decisão e levando muito rapidamente a uma desactualização de conhecimentos.A formação torna-se assim um elemento crucial para o desenvolvimento das competências organizacionais, sendo utilizada pela gestão de recursos humanos como um instrumento eficaz, quando integrada na estratégia organizacional. As necessidades a que a formação vai responder devem resultar de um diagnóstico da sua envolvente, das respostas necessárias para manter a eficácia organizacional e das exigências em termos de competências técnicas e humanas, que as respostas ao meio exigem.
Para continuar a ler este artigo de opinião de Reinaldo Figueira, Director do Instituto de Formação Bancária, publicado no Jornal de Negócios, clicar aqui.