Pergunta com resposta

Publicada por José Manuel Dias


Pergunta: Portugal tem condições para acompanhar o ritmo de recuperação económica dos principais parceiros comerciais, agora que parecem surgir os primeiros sinais de desaceleração da crise?
Resposta: A economia portuguesa tem algumas desvantagens para apanhar a recuperação económica internacional. E essas desvantagens resultam, em primeiro lugar, do facto de Portugal ter uma economia aberta, muito dependentes do que se passa com os nossos parceiros comerciais a nível mundial, portanto, uma recessão a nível mundial tem um impacto forte numa pequena economia como a nossa. Em segundo lugar, os nossos principais parceiros comerciais, como a Espanha, a Alemanha e a Inglaterra, estão a contrair-se mais do que a média do sistema e isso afecta Portugal também de maneira especial. E finalmente, em terceiro lugar, Portugal entra numa situação financeira difícil, muito endividado. Temos um país que está muito endividado ao nível das famílias, das empresas e do Estado. Portugal tem que ter um cuidado especial para manter a sua credibilidade internacional e manter os custos de financiamento a níveis aceitáveis. Nesta recuperação, que antevejo lenta e difícil, Portugal terá que fazer um esforço importante devido à posição de partida. A nossa situação de maior endividamento relativo em relação a outras economias, como a inglesa ou a espanhola, implica que o Governo tem que escolher bem as prioridades onde actuar em termos de política orçamental, tendo sempre em atenção a questão da avaliação do ‘rating' da economia nacional, da sua credibilidade externa e do respectivo custo de financiamento.
António Horta Osório, na primeira entrevista concedida depois de ser nomeado administrador do Banco de Inglaterra, aqui.

Bem vindo ao Parlamento Europeu

Publicada por José Manuel Dias


O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas. Os 785 deputados que nele têm assento são representantes dos cidadãos, escolhidos de cinco em cinco anos pelos eleitores de todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, em nome dos seus 492 milhões de cidadãos.
Do site do Parlamento Europeu, aqui.
As eleições do dia 7 de Junho são de grande importância para o nosso futuro colectivo. O Parlamento Europeu tem hoje poderes muito alargados, em relação a um passado que começou em 1979. É o Parlamento que decide sobre as directivas comunitárias que influenciam mais de 2/3 da nossa legislação interna nos mais variados domínios: saúde, ambiente, segurança, educação, emprego, energia... escolher os nossos representantes não é apenas um direito, é, também, uma obrigação. Precisamos de uma Europa mais forte e mais solidária. Votando, também, influenciamos o nosso futuro.
Na imagem as instalações do Parlamento Europeu que tive o prazer de visitar em Setembro de 1978, integrado numa delegação de jovens dirigentes associativos que participaram num Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional. Desde essa altura que me considero um europeísta convicto.

Faltam líderes

Publicada por José Manuel Dias


O perito mundial em liderança, Rob Goffee, professor na London Business School, defende que "as organizações devem dar espaço à autenticidade", desde que "devidamente qualificada". “ Muitas vezes confunde-se liderança com ‘management’, que é organizar, controlar, calendarizar, implementar, executar, produzir... A liderança em termos simples é a habilidade de entusiasmar, de mexer com as pessoas acima do desempenho médio”, refere, em entrevista ao Negócios.“O que está a acontecer é que queremos que os nossos gestores também sejam líderes, capazes de entusiasmar as pessoas e de fazer a diferença numa organização. Ser só gestor já não é suficiente bom”, acrescenta.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
Um tema colocado na ordem do dia e que já tinha sido objecto de um post aqui, onde se questionava: " líder e gestor são a mesma coisa?".

Portugal a convergir

Publicada por José Manuel Dias


A economia da zona euro caiu no primeiro trimestre deste ano 2,5 por cento, quando comparado com os últimos três meses de 2008, de acordo com os dados do Eurostat, o organismo responsável pelas estatísticas da UE. Comparando com o período homólogo (os primeiros três meses do ano passado), os números agravam-se: o PIB (produto interno bruto) da zona euro contraiu-se 4,8 por cento.
Em Portugal, a queda foi de 1,5 por cento, quando comparada com o último trimestre do ano passado, e de 3,7 por cento face ao período homólogo, isto é, aos primeiros três meses de 2008. Os números divulgados esta manhã pelo Eurostat são os piores resultados da zona euro desde 1995 e comprovam a recessão a nível europeu. Já no que diz respeito ao consumo privado, os dados mostram uma quebra de 0,5 por cento nos primeiros três meses de 2009. As exportações na zona euro, por outro lado, contraíram-se 8,1 por cento e as importações sofreram uma queda de 7,2 por cento.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A economia cá do burgo caiu 1,5% mas a da União Europeia caiu 2,5%. Estamos mal mas estamos melhor (ou menos mal) que a média dos países da UE. Por outras palavras, estamos a convergir...

A a Z na Educação

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação fez bem em publicar o A a Z da Educação. Nesta legislatura mudou muito o panorama da educação, por via das reformas que foram implementadas. Hoje a Escola Pública está melhor em muitas vertentes. Há quem não goste das mudanças (nunca é possível agradar a todos) mas a larga maioria dos pais e encarregados de educação reconhecem mérito ao trabalho desenvolvido. Vejamos apenas algumas das medidas:
- escola a tempo inteiro, com oferta gratuita e generalizada do inglês e de outras actividades de enriquecimento curricular;
- diversificação da oferta formativa, com criação de cursos profissionais;
- alargamento da Acção Social escolar triplicando o número de alunos abrangidos;
- modernização física e tecnológica das ecsolas e uso generalizado dos computadores e da internet nas actividades educativas (310.000 computadores, 9.000 quadros interactivos e redução do número de alunos por computador de 16 para 5);
- avaliação interna e externa das escolas;
- atribuição do prémio de mérito aos melhores alunos de cada escola;
- novo modelo de gestão escolar .
Para termos um ideia da extensão e profundidade das mudanças, nada melhor que espreitar o fascículo de A a Z. Um resumo do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação ao longo dos últimos 4 anos, ver aqui. Nem tudo terá sido bem feito bem feito mas o balanço é, a nosso ver, altamente satisfatório. Até os críticos do desempenho da Ministra concordam com a maioria das medidas tomadas, apenas discordando, de forma mais evidente, da avaliação de desempenho. As mudanças, como é consabido, geram sempre algum desconforto mesmo quando se muda para melhor. Convirá, no entanto, sublinhar que muitas das medidas que hoje todos aplaudem não teriam saído do papel se não tivesse existido estabilidade. Existem coisas a que só damos valor quando nos faltam.

O Luís Figo sabe o que diz

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Critical Software

Publicada por José Manuel Dias


Uma das empresas mais importantes na área da Inovação e Tecnologia. Nasceu no seio da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários través do nosso projecto Academia dos Empreendedores e venceu a 1ª edição do Prémio do Jovem Empreendedor (1998). Precisamente no ano em que foi criada na incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. Hoje, a NASA é um dos clientes da Critical Software e o primeiro cliente internacional a confiar dos produtos da empresa portuguesa. Na realidade, a empresa iniciou cedo o seu processo de internacionalização. Em dois anos conseguiu atingir os objectivos que tinha estruturado para um período de cinco anos.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
Ao DT, do blogue De cara ao Vento, pela referência ao Cogir no post Podia ser eu a escrever isto!

A mania de vestir bem...

Publicada por José Manuel Dias


O mercado nacional de vestuário, que representa 2,8 milhões de euros, revela estar em alta, tendo-se verificado, nos últimos anos, um crescimento contínuo.
De acordo com o Observador Cetelem, «para 2009, as perspectivas de crescimento neste sector continuam positivas uma vez que o vestuário não é uma das despesas mais afectadas, em caso de diminuição de poder de compra dos portugueses». Na verdade, dos inquiridos neste estudo, apenas 6% dizem que cortariam prioritariamente as despesas neste segmento se o seu poder de compra caísse. Em termos de volume de negócios o segmento de vestuário para adultos é o mais significativo, representando 80% da facturação nacional, sendo que é no Porto, Lisboa e Braga que as famílias mais despendem em vestuário, uma vez que, nestes distritos, os valores situam-se acima da média nacional que é de 785 euros por ano.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
... ou será que o parecer é já um passo para o ser?

Primeiro Eco-camping Resort

Publicada por José Manuel Dias


"Esperamos continuar com este ritmo de reservas", disse à agência Lusa Francisco de Mello Breyner, da empresa Multiparques A Céu Aberto, responsável pelo parque de campismo de cinco estrelas. O mesmo responsável afiançou que, ainda antes de abrir portas (a data certa ainda não é revelada), o Zmar está a despertar o interesse dos turistas, estando contabilizadas até agora "18.630 reservas". O Zmar Eco-Camping Resort, com capacidade para perto de três mil pessoas, está em construção no concelho de Odemira, a cerca de dez quilómetros de distância da Zambujeira do Mar. O objectivo deste complexo turístico, que ocupa 81 hectares, "único em Portugal e, pela dimensão, provavelmente na Europa", disse, passa por "conquistar" os "desportistas, as famílias e os amantes da natureza". "Mas pode vir quem quiser e gostar de qualidade a preços acessíveis", frisou Francisco de Mello Breyner, garantindo que o parque está "ao alcance de todas as carteiras". "Não é um parque de luxo. É sim um parque com qualidade, com um preço nominal superior à média portuguesa e que oferece mais valor do que o que se paga", acentuou.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Beleza e matemática

Publicada por José Manuel Dias



Descoberto aqui, Blogue A Metamática anda por aí. Imperdível.

O fim das vacas gordas

Publicada por José Manuel Dias


Na semana passada avancei com uma explicação para a crise inteiramente diferente daquela que tem sido apresentada.Basicamente, disse o seguinte: o problema não foi o subprime, nem as fraudes, nem outras práticas menos ortodoxas. O problema é a globalização. A questão é que o capitalismo deixou de ser ‘regional’ para ser ‘global’. Um modelo que vigorava apenas na Europa Ocidental e na América (com uma ‘extensão’ ao Japão) em meia dúzia de anos passou a vigorar praticamente em todo o Globo.
Para isto foi decisiva a transição da Rússia e da China do sistema comunista para a economia de mercado. A crise que estamos a viver é comparável a um terramoto.[.../...]
A competição, ao tornar-se global, torna-se mais assanhada, a luta é mais dura.
Quem pense que isto ainda pode voltar para trás, desiluda-se.
Esta crise não vai ser ‘superada’, a ‘retoma’ não vai chegar, pela simples razão de que estes ajustes no capitalismo eram inevitáveis e necessários – e por isso vieram para ficar.
Ao dar o salto de um sistema regional, geograficamente localizado, para um sistema global, o capitalismo necessitou de fazer acertos – e são deles que estamos a sofrer as consequências, até se atingir um novo equilíbrio.
Fonte: Semanário Sol, artigo de opinião de José António Saraiva, a ler na íntegra
aqui.
Podemos não concordar com a análise efectuada por JAS mas os factos parecem dar-lhe razão. Neste novo mundo, de capitalismo global, só há duas alternativas: ou somos competitivos e conseguimos sobreviver ou somos engolidos. Ou, como costumo dizer, "o futuro é dos melhores e os muito bons são melhores que os bons". Para sermos competitivos,temos de passar a viver pior. O tempo das vacas gordas acabou.

Joe Cocker - You Are So Beautiful

Publicada por José Manuel Dias

A maior parceria da Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Massachusetts Institute of Technology (MIT) vai investir entre um a dois milhões de euros por ano até 2016 em Portugal para financiar a participação de investigadores nas pesquisas do MIT-Portugal. O valor agora avançado para o investimento pode crescer de acordo com o número de projectos desenvolvidos. O financiamento directo do instituto americano, três anos depois da assinatura do contrato de parceria, representa para o director nacional do programa Paulo Ferrão "um estreitar de relações".
De facto, a parceria com Portugal "é a maior da Europa", sublinha Subra Suresh, reitor de Engenharia do MIT. E Paulo Ferrão lembra que o instituto de tecnologia tem duas grandes ligações mundiais: Singapura e Portugal.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Copiar as boas práticas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação dos professores é como o desporto: “Se eu estou dentro de um determinado jogo cumpro as regras, posso discuti-las depois, mas não no jogo”. A táctica é do director do Agrupamento de Escolas de Carcavelos. Adelino Calado é professor de Educação Física e está habituado ao fair-play. Daí que na sua escola a polémica avaliação tenha sido feita “com tranquilidade”, pois não quiseram “negar à partida uma ciência que desconheciam”. Fora das quatro linhas da escola o derby foi outro: mais de metade dos professores juntou-se aos protestos. Quase no final da partida, Adelino Calado admite ser cedo para conclusões. Reconhece “muitas vantagens” ao polémico modelo, mas deixa um cartão vermelho à pressa com que foi lançado.A opinião é comum aos docentes da escola, que dizem ter cumprido o processo essencialmente “por uma questão legal e de profissionalismo”. “
Fonte: Público, aqui.
Esta é uma das muitas escolas que levou por diante o modelo de avaliação de desempenho. Muitas das dificuldades identificadas foram ultrapassadas. Com bom senso e dedicação. Quando se faz o que se gosta as dificuldades são desafios estimulantes. Aprender com quem faz melhor é um bom método. Todos reconhecem que “o mérito tem de ser premiado”. Um qualquer modelo avaliação de desempenho é, pois, uma necessidade.

Low Cost e pasteis de nata

Publicada por José Manuel Dias


A companhia aérea favorita da Europa, passará agora a ter a bordo o pastel favorito português, disponibilizando aos seus passageiros esta especialidade, em todos os voos baseados em Barcelona (Girona), durante as próximas quatro semanas. Se a experiência for bem sucedida, a disponibilidade dos famosos pastéis de nata portugueses estender-se-á à frota inteira da Ryanair, com voos para 26 países e mais de rotas disponíveis, para tentação dos nossos 67 milhões de passageiros” afirmou Daniel de Carvalho da Ryanair, ver aqui.
Podemos apresentar baixos custos e, ao mesmo tempo, tentar agradar (encantar) os clientes com pequenas atenções. Às vezes estes pormenores ( ou pormaiores?) fazem a diferença.

Ajustar estratégias

Publicada por José Manuel Dias


A Microfil nasceu em 1985 com a microfilmagem. Mas a técnica para guardar grandes volumes de documentos depressa caiu em desuso com a digitalização. Não foi por isso que a empresa desapareceu.Mais de 20 anos depois, a história da Microfil é de inovação. Passou pela digitalização e pela gestão documental da imagem digital até que foi decidido criar um gabinete de desenvolvimento de "software". A empresa foi evoluindo à medida das necessidades dos clientes e, hoje, definem-se como uma firma que desenvolve sistemas de informação à medida. "Procurámos sempre inovar, só assim se explica que tenhamos subsistido", afirma João Abrantes, assessor da administração com a responsabilidade das áreas de inovação e internacionalização da Microfil. Para chegar lá, a empresa recorreu à ajuda de programas de apoio à inovação e, agora, os seus responsáveis reconhecem que esta foi a melhor aposta que poderiam ter feito.
Fonte: Jornal de Negócio, aqui.
A evolução tecnológica obrigou à reformulação da estratégia em ordem a continuar a manter a mesma missão: desenvolver sistemas de informação à medida.

'Rolls Royce' dos sapatos de golfe.

Publicada por José Manuel Dias


Trabalha para um mercado elitista para marcar terreno e produzir sem pressão da concorrência. A empresa de calçado Artur Pinho, de Arrifana, Santa Maria da Feira, fabrica sapatos de golfe impermeáveis à água durante 16 horas. O estipulado são oito horas, a marca Greenway atinge o dobro. A sola é de couro e um par custa cerca de 600 euros. Alemanha é o principal cliente, seguido do Japão. O fabrico começou este ano e as encomendas não param de aumentar. João Cristino chegou à empresa em 2006, apalpou o pulso à produção, decidiu que era hora de inovar, de captar novos clientes. Fez estudos de mercado, viajou até Paris para perceber quais as portas que estavam abertas. Analisou as oportunidades, resolveu investir numa gama média-alta e assim surgiu a marca de sapatos de golfe Greenway e a John Lakes, calçado de luxo para homem com clientes no Japão, EUA e Emiratos Árabes Unidos. Um par custa para cima de 300 euros. "Era uma empresa que estava praticamente subcontratada e não tinha uma identidade própria", lembra João Cristino, director-geral.
Fonte: Público,
aqui.
Estratégias focadas de diferenciação permitem melhorar as margens. O que releva já não é a quantidade mas a qualidade. As marcas dão a identidade. Os sapatos de golfe com marca Greenway e calçado de luxo para homem da marca John Lakes, têm clientes no Japão, EUA e Emiratos Árabes Unidos. Um par custa para cima de € 300,00. Não faltam encomendas...

Cat Power - Crying, Waiting, Hoping

Publicada por José Manuel Dias

Zero de inflação

Publicada por José Manuel Dias


A inflação homóloga na zona euro desceu para zero em Maio, revelou hoje o Eurostat. Neste mês, o nível dos preços nos 16 países que partilham a moeda europeia foi igual ao de Maio de 2008. A inflação nula em termos homólogos acontece pela primeira vez na história deste indicador europeu para a zona euro, que foi calculado pelo Eurostat com dados remontando a 1996, e representa uma queda significativa face à variação de preços de 0,6 por cento registada em Abril, também face ao mesmo mês de 2008.
Fonte: Público, aqui.
Há quem admita que os próximos meses vão trazer uma variação negativa dos preços. Tenho para mim que tal não sucederá. Os apoios à dinamização da economia que, um pouco por todo o lado, os governos têm promovido não deixarão de surtir efeito. Há que dar tempo...