Coisas que convém saber

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Portugal é um dos países, entre os 30 que integram a OCDE onde o factor trabalho é menos tributado e menos pesa nos custos laborais. A conclusão consta do “Taxing Wages 2008/2007”, um relatório onde anualmente a OCDE actualiza os dados sobre o IRS e a taxa social única (Segurança Social) que recai sobre os trabalhadores.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

163 mil casas vendidas

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Em 2008 venderam-se menos 50 mil casas do que em 2007. Apesar da queda, a quebra não foi tão significativa como se chegou a temer, tendo ficado pelos 22% entre os dois anos. O que significa um total de casas vendidas que rondou as 163 mil.
Os dados são da consultora Confidencial Imobiliário (CI), recolhidos através do SIR (Sistema de Informação Residencial), e baseia-se nas vendas realizadas pela ‘pool' de promotores e mediadores imobiliários, num total de 59 entidades. A consultora estima que em 2007 se tenham vendido ao redor de 200 mil casas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Apesar da crise ainda se venderam mais de 163 mil casas. É obra. Se pensarmos que este ano, quem tem rendimentos certos e estabilidade de emprego vai ver aumentado seu rendimento disponível é de esperar que esse número suba. Afinal há por aí boas oportunidades de compra e nunca, como agora, os juros estiveram tão baixos.

Eva Cassidy - what a wonderful world

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A melhor dos últimos 11

Publicada por José Manuel Dias


Há onze anos que a bolsa nacional não vivia uma semana tão animada. Em apenas cinco dias, o índice PSI-20 valorizou perto de 9%, elevando para 15,9% o seu ganho anual. Esta é já a maior valorização entre os principais mercados europeus. O principal índice da bolsa nacional registou, esta semana, um ganho de 8,88%. Todos os títulos, à excepção da Sonae Indústria, que recuou 2,45%, encerraram a semana em alta, com especial destaque para a Teixeira Duarte, que avançou mais de 31%, e para a banca, que ganhou mais de 18%.O ganho semanal da bolsa nacional foi o maior desde a semana que terminou a 16 de Outubro de 1998.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A Banca do futuro

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Desenvolvimento de canais alternativos de contacto com o Banco; menos espaços físicos; colaboradores polivalentes e proactivos; aumento das fusões; preocupações com o ambiente; criação do assistente virtual; focada no cliente; reforço da qualificação dos colaboradores; criação de balcões "low cost"; aposta na videoconferência como meio de comunicação com o cliente; cybercafé nas agências; colaborador bancário será consultor financeiro; queda do uso do cheque, desaparecimento do dinheiro físico em benefício do dinheiro electrónico; acesso ao sistema através de PDA´s e Netbook's; criação de cartão único com dados pessoais e bancários; decisão de crédito via electrónica, preocupação com cost to income; acesso ao cadatro bancário via on line por parte de todos os operadores do sistema; incremento do tele-trabalho; preços diferenciados conforme o canal de acesso flexibilização do horário de abertura dos balcões; aumento do outsourcing, indexação da remuneração ao desempenho, reforço da selectividade, incremento da análise e decisão via scoring, surgimento de novos produtos financeiros e criação de balcões de acordo com o perfil dos clientes.
Estas são algumas das tendências que marcam (ou marcarão) o futuro da Banca identificadas no decurso de uma sessão de Brainstorming com bancários e não bancários. O futuro dirá o grau de aderência à realidade.

Onde estão os desempregados?

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Este país não é composto só por desgraças e tem ainda uns loucos que resolvem transformar ameaças em oportunidades,". O discurso de Silva Matos, presidente do grupo empresarial com o mesmo nome, sediado em Sever do Vouga, ontem, durante a inauguração de um nova fábrica no município, traduz a satisfação de quem conseguiu reabrir a antiga Metalicis, que pertencia a outro grupo e que foi encerrada em Fevereiro do ano passado, deixando 40 trabalhadores à porta. Quinze meses depois, a agora Silva Matos- Equipamentos de Transportes abre as portas e para além de ter mantido os anteriores trabalhadores, admitiu mais dez e necessita de mais 15, entre serralheiros e soldadores.
Para além destes 15, o grupo precisa de mais 80, "mas parece que não há desempregados neste País", referiu Silva Matos. "Onde estão os desempregados?", questionou, perante o Secretário de Estado Adjunto da Industria e Inovação, Castro Guerra, que inaugurou a empresa que vai produzir cisternas de transporte de líquidos.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Entre os melhores do Mundo

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A revista britânica, que assinala este ano 300 anos de existência, apresentou anteontem os 101 melhores spas do Mundo. Situado no Gerês, o Aquafalls Spa Hotel foi o único hotel português a integrar esta selecção.
Na crítica publicada, a «Tatler» considera o espaço «verdadeiramente excitante e fresco, e um spa verdadeiramente revigorante». «Este novo, genuíno e baby spa hotel tem vista fantástica sobre as soberbas montanhas da Peneda-Gerês, único parque natural do país. Tratamentos mistos combinados com passeios por florestas encantadas de carvalhos retorcidos e garranos selvagens, onde a água brota de penhascos escorrendo sobre as rochas», refere a crítica publicada na «Tatler».
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Obrigado

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Andreia, Cláudia, Diana, Emanuel, Fabrício, Hugo, Joana, José Orlando, Lara, Liliana Sofia, Nuno, Paulo, Pedro, Sara, Tânia, Tiago, Vânia, Liliana, Albino, Ângela, Carlos, Catarina, Celeste, Daniela, Diamantino, Duarte, Isabel, Joana, Tânia, Susana, Aida, Ana Pontes, Ana , Ana Pinto, Maria, Ana Pereira, Ana Monteiro, André, Bernardo, Bruno, Deivy, Elisete, João, Jorge, José Manuel, Liliana, Marina, Joana, Ricardo, Peter, Sandro, Sara, Sónia, Tiago e Vânia. Sem vocês não teria recebido o prémio que recebi. Obrigado.

Estamos a perder tempo?

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O que interessa comparar não é o nosso salário com o dos outros, mas sim o nosso salário com o nosso produto. E a conclusão é terrível: os custos do trabalho por unidade produzida atingem em Portugal um dos níveis mais altos da Europa, e os aumentos recentes ainda agravaram a situação. Números de 2008: em Portugal, o peso dos salários no PIB excedia os 50%; a média da zona euro não chegava a 48%. É impossível competir assim.
Não havendo competitividade, é óbvio que a economia não funciona. Precisamos de repensá-la. No longo prazo, está tudo em aberto: a reorientação do investimento, a reforma da educação, a substituição dos mercados, etc. Mas, no curto prazo, em que não há tempo a perder, dificilmente se encontra uma solução que não passe pelo controlo dos custos: à cabeça estão os salários. Muito bem, e se os trabalhadores recusarem?
Se quer saber a resposta para esta importnte questão suscitada por Daniel Amaral, no Diário Económico, é só clicar
aqui.

Está mau mas podia ser pior

Publicada por José Manuel Dias


Dizer que a actividade económica está em forte contração já não é novidade para ninguém. Esta realidade não pode , no entanto, dissociar-se da forte queda no comércio externo, perto de 25%. Acontece, no entanto, que as exportações caem menos do que as importações, 25,6% contra 23,9%, conforme se pode confirmar aqui, merecendo particular destaque as relações extracomunitárias onde as nossas exportações estão a cair muito menos do que aquilo que vamos comprar fora da União Europeia (21,9% contra 38,4%, mais detalhes aqui). Daqui se conclui que se está a registar um desagravamento do saldo negativo da nossa balança comercial.

Inevitável...

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As receitas fiscais com base nos três principais impostos - IVA, IRS e IRC - caíram cerca de 20% entre Janeiro e Abril, face ao período homólogo.
A revelação foi feita ontem no Parlamento pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo que antecipou dados, ainda provisórios, da execução orçamental a divulgar em meados deste mês.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Se a economia está em recessão a quebra de recetas é inevitável. Ora, com menos receitas e mais despesa pública, temos um pequeno "grande problema" chamado défice. Como é que vai ser resolvido? Para o ano pensamos nisso...

The Corrs -What Can I Do

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Ultra difícil

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"A situação da Irlanda é ultra difícil", uma vez que o país "vê-se confrontado com uma severa contracção da sua actividade económica", frisou Jean-Claude Juncker, após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, realizada ontem em Bruxelas.
No entanto, "aplaudimos os esforços recentes que foram empreendidos pelo governo, para se envolver na via de consolidação das finanças públicas", acrescentou o presidente do Eurogrupo, que classifica de "corajosas" as decisões tomadas recentemente pelo governo irlandês.
O primeiro-ministro irlandês anunciou em Abril uma série de aumentos de impostos e de cortes nas despesas para reduzir o défice público, que atingiu 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, o nível mais elevado na União Europeia.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Apontada durante muitos anos como exemplo a seguir, atento o contínuo crescimento económico, a Irlanda está, agora, a dar "dor de cabeça" à União Europeia. O BCE já criou um fundo especial a ser utilizado em caso de necessidade. A defesa do Euro assim o exige.

Objectivos pouco SMART

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Uma das técnicas motivacionais mais conhecidas e disseminadas é a definição de objectivos. Ela encontra-se presente em qualquer organização com um mínimo de sofisticação gestionária numa das suas formas possíveis. E a constatação de que nem todos os objectivos são geradores de motivação levou à popularização da ideia de que as organizações precisam não apenas de objectivos, mas de objectivos SMART. O acrónimo inglês refere-se a objectivos específicos, mensuráveis, alcançáveis, recompensados e com prazos definidos.
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Em conclusão: os objectivos SMART são uma ferramenta poderosa, mas podem gerar comportamentos imprevistos e perniciosos. Os objectivos individuais, se não forem articulados com outros resultados organizacionais, limitam o desejo de cooperação, inibem os comportamento de cidadania organizacional e transformam a organização num campo de corredores solitários e individualistas. O que sugere que, sem as devidas cautelas, objectivos SMART podem, afinal, ser menos inteligentes do que parecem.
Miguel Pina e Cunha, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, alerta-nos para o risco de nos focarmos apenas nos objectivos. A ler na íntegra, aqui.

Pôr o dinheiro a circular

Publicada por José Manuel Dias


O dinheiro é o sangue da economia e eu não tenho feito outra coisa senão activar a sua circulação. Comprei um andar dos anos 60 a um agricultor de Resende, que vai reinvestir o encaixe num empreendimento imobiliário, ou seja, o dinheiro vai continuar a circular.
A Luísa, a menina que intermediou o negócio, anda a fazer o 12.º ano nas Novas Oportunidades, o quer dizer que a comissão ficou em boas mãos e eleva ainda mais o carácter generoso do gesto patriótico de comprar um apartamento num momento em que toda a gente está a tentar adivinhar quando é que isto bate no fundo para voltar a arejar as suas notas.
Nas obras na casa nova estiveram envolvidos trolhas, picheleiros, carpinteiros, pintores e electricistas, o que mitigou o desemprego que flagela a construção civil. Animei ainda sectores tradicionais da nossa indústria portuguesa, como a de cerâmica, aglomerados de madeira e papeleira.
Jorge Fiel, no Diário de Notícias, aqui.

O padrão de consumo está a mudar

Publicada por José Manuel Dias


Se há indicador que a crise parece ter deixado ileso é o consumo de bens alimentares. À semelhança do que aconteceu nos últimos meses de 2008, também o início deste ano mostra que os portugueses preferem abdicar de outros luxos, como as idas aos restaurantes, mas continuam avidamente a encher a despensa de casa. Mais até do que o normal em alturas de maior estabilidade económica. Há, no entanto, produtos que já não entram tão facilmente no carrinho de compras nacional, como a carne vermelha e os doces. São considerados acessórios, ao contrário do que se passa com bens mais acessíveis e que servem de base a refeições mais económicas, como as conservas e as massas. Isto sem contar com o fenómeno das marcas próprias (comercializadas pela grande distribuição), cuja quota de mercado tem vindo sempre a aumentar nos últimos tempos. Uma mudança de hábitos que tem como grande meta a poupança.
Fonte: Público, aqui.

I Can't Tell You Why - Eagles

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Vinho e saúde

Publicada por José Manuel Dias


A Federação Nacional das Adegas Cooperativas promoveu, quinta-feira, no Cartaxo, um seminário destinado a divulgar os apoios que estão à disposição das adegas cooperativas, divulgar experiências de internacionalização e apresentar o projecto "Vinho e Saúde", que visa a promoção do consumo moderado de vinho.
Manuel Costa e Oliveira, secretário-geral da Fenadegas, disse à Lusa que, embora os apoios devessem ter sido colocados à disposição do sector há mais tempo e pudessem ser melhor aproveitados, o facto é que existem sinais de que este continua a ser "um sector pujante".
O ministro da Agricultura, que presidiu ao encerramento do seminário e inaugurou, ao princípio da noite, a Festa do Vinho do Cartaxo, sublinhou igualmente a importância de um "dos grandes sectores da agricultura portuguesa", que, apesar da crise que afecta a todos, é "dinâmico, investe milhões de euros e ganha prémios lá fora".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Perguntas difíceis

Publicada por José Manuel Dias


Qual o lugar da ética na Economia? Os mercados são por natureza mecanismos que favorecem um relacionamento cooperativo entre as pessoas? O Estado é um catalisador da corrupção na economia ou desempenha um papel moralizador das relações de mercado? Será que é viável para os consumidores e para as empresas a adopção de comportamentos éticos nas suas transacções? E quem define o que é moral e ético?
São as perguntas suscitadas por Marina Costa Lobo, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, e respondidas por Luís de Sousa, investigador de ciência política, no livro "Ética, Estado e Economia" (Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2009).

A lei de Murphy?

Publicada por José Manuel Dias


Os principais índices norte-americanos iniciaram a sessão em queda acentuada, acompanhando a tendência de desvalorizações registadas um pouco por todo o mundo. A gripe suína, cujos casos conhecidos já começam a alastrar-se por vários países, e os indicadores económicos são os principais responsáveis pela descida dos índices.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Já toda a gente sabe que as coisas não vão bem em lado nenhum mas estas notícias obrigam-nos a questionar se não estamos na presença da Lei de Murphy.

Percepção? Será?!

Publicada por José Manuel Dias


Seria necessário recuar até Novembro de 2002 - altura em que os mercados bolsistas recuperavam do ‘bear market" provocado pela bolha das ‘dotcom' - para encontrar valorizações semelhantes às registadas no PSI 20 no último mês. A bolsa nacional escalou 9,41%, a par com o que aconteceu com os principais índices mundiais. Mas como se justifica a recente euforia quando a economia norte--americana regista, no primeiro trimestre, a maior contracção em cinco décadas, a economia britânica reporta os piores números desde 1979 e o FMI revê em baixa acentuada as perspectivas de crescimento para o mundo? Na verdade, tudo se resume à percepção dos investidores.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Nós, europeus

Publicada por José Manuel Dias


35 anos depois do 25 de Abril existem alguns, poucos felizmente, que ainda não se habituaram a conviver com quem pensa de de forma diferente. Lamentável, é o menos que se pode dizer. Imagens da agressão podem ser vistas, aqui, no blogue Câmara Corporativa. Tenho apreço pelo Professor Vital Moreira. Leio com regularidade os seus posts no blogue Causa Nossa. Não posso deixar de condenar de forma veemente a agressão de que foi alvo e exprimo, por esta via, a minha inteira solidariedade. Estes actos, que só diminuem quem os pratica e quem os ousa desculpar, envergonham todos os democratas. Já agora uma última nota. Somos europeus. A saída para a crise não pode deixar de passar pela Europa, como bem defende Vital Moreira. Se já tinha intenção de conhecer melhor o seu pensamento sobre o velho continente comprando o livro "Nós Europeus", agora está decidido: é já seguir.

Palavras sábias

Publicada por José Manuel Dias


A economista Teodora Cardoso disse hoje à Lusa ser ainda demasiado cedo para se poder falar em retoma económica, mas acredita que o ritmo de queda já abrandou.
Em declarações à Lusa, a administradora do Banco de Portugal realçou que "todas as grandes crises da história tiveram sinais positivos que depois não se vieram a concretizar". Para a economista, no caso português, o futuro depende da "capacidade de compreender o enquadramento externo" e de "reforçar a coesão social". Teodora Cardoso realçou a necessidade de "existir maior confiança entre as pessoas" e, especificamente, "entre trabalhadores e patrões". "É preciso que todos reconheçam as suas responsabilidades face à sociedade e face ao Estado", advogou a economista, acusando os portugueses de "empurrar as culpas uns para os outros".
"Os americanos reagem a uma situação de crise, percebendo que têm que consumir menos, não começam a empurrar as culpas para os outros. É uma discussão que não é construtiva, porque daí não advém nenhuma solução", acrescentou. Para sair da crise, é preciso ser em conjunto. Estando cada um a puxar para seu lado, não se chega a lado nenhum", sentenciou.
Fonte: Público, aqui.

O silêncio é de ouro

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Banco Central Europeu impôs um voto de silêncio aos membros do conselho de governadores de forma a tentar parar as declarações contraditórias que têm surgido sobre a política de taxas de juro na zona euro a seguir de forma a combater a actual recessão.A confirmação desta imposição foi dada por Ewald Nowotny, governador do banco central austríaco, que, em declarações citadas pela agência Bloomberg, disse que em nome do presidente do BCE foram dadas instruções para que não fossem dados detalhes sobre o que se irá passar na reunião do BCE do próximo dia 7 de Maio.
Fonte: Público,
aqui.
A decisão interessa a todos os que têm dívidas indexadas à
Euribor porque as taxas Euribor (ver gráfico de evolução aqui) tendem a seguir o rumo da taxa directora do BCE. Se se confirmar nova descida do preço do dinheiro, as prestações do crédito habitação continuarão a baixar, permitindo "novas poupanças" para as famílias. Aguardemos, pois, pelo dia 7.

Van Morrison - Have I Told You Lately?

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Enveredei pelo caminho errado

Publicada por José Manuel Dias


Então, enveredei pelo caminho errado: comecei a pedir empréstimos para pagar empréstimos, uma escolha completamente errada. Pensei que ia controlar estas dívidas quando fosse para o projecto, onde me tinham dito que iria receber cerca de 3.000 euros", afirma. Mas o projecto nunca foi adiante. "Começou a ser um pesadelo, entrei completamente em derrapagem. Quando vi que estava em dificuldades, comecei a contactar as financeiras para tentarmos encontrar uma solução, mas isto é uma selva. Anda meio mundo a enganar outro meio". Isabel tentou marcar uma consulta junto da Deco, mas disseram-lhe que só atendiam pessoas desempregadas. Foi aí que se dirigiu ao GOEC (Gabinete de Apoio ao Endividamento dos Consumidores). Isabel, aposentada da função públicam, com uma reforma de 1.700 euros, explica a sua situação de sobreendividamento (incapacidade estrutural ou duradoura de um consumidor conseguir pagar o conjunto das suas dívidas). A ler na íntegra no Jornal de Negócios, aqui.

E não ouviram os sindicatos...

Publicada por José Manuel Dias


Governo aprovou hoje, na generalidade, a bolsa de estudo destinada aos alunos do ensino secundário com menos de 18 anos, com aproveitamento escolar e que venham de famílias carenciadas.O decreto-lei “vem reforçar o apoio do Estado às famílias de menores recursos e visa compensar as despesas resultantes da frequência do ensino secundário ou equivalente, para os alunos que sejam beneficiários do 1º ou 2º escalão do abono de família para crianças e jovens”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
O novo apoio terá um valor equivalente ao dobro do valor do abono de família que a criança já recebia e abrangerá no próximo ano lectivo os alunos do 10º ano e, nos anos seguintes, gradualmente, os alunos do 11º e 12º anos. Assim, a soma do abono e da bolsa representará um apoio mensal de 138 euros para os alunos do 1.º escalão e de 105 para os do 2.º. A medida será aplicada já no próximo ano lectivo. A atribuição de bolsas vai custar ao Estado 45 milhões de euros por ano, segundo fonte governamental. Este valor deverá subir para os 100 milhões de euros anuais, dentro de três anos.
Fonte: Público, aqui.

Como se explica?

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de juro implícita do conjunto de contratos de crédito à habitação está em queda há três meses consecutivos. Mas a um ritmo que fica muito aquém da descida das taxas Euribor, que servem de indexante à maioria dos empréstimos em Portugal e que estão em correcção acelerada há quase sete meses.
O que é que explica esta diferença? Em primeiro lugar não estamos a falar de taxas iguais. A Euribor a seis meses é de longe o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, mas ao qual que é somado o spread, ou margem dos bancos, cujo valor pode variar entre 0,25 por cento e 3,30 por cento, conforme o risco do cliente. O spread também varia em função da evolução das taxas e do risco económico geral, verificando-se que, depois de uma queda acentuadas nos últimos anos, os bancos estão, desde o Verão do ano passado, a aplicar spreads mais altos.
Fonte: Público, aqui.
Se soubermos como se forma o preço do crédito, a resposta é simples. É que não basta considerar o custo do funding (dos recursos que os bancos captam e dos empréstimos que contraem), temos também de ter em conta os custos operacionais (se o negócio é menor e o ajustamento não foi feito, a tendência é para serem mais pesados), considerar o prémio de risco (valor que visa cobrir eventuais incumprimentos) e, também, a margem de lucro do banco. Os spreads são mais altos, pois são. Será que os Bancos ganham mais? Duvido. Os incumprimentos do crédito habitação têm vindo a subir e as garantias (pessoais e reais) não tem hoje o valor que era suposto terem aquando da respectiva concessão .

Inovar é preciso

Publicada por José Manuel Dias


Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, o maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: isto é óbvio. Por que não pensei nisso antes?
Peter Drucker (1909,2005)

Salários, gestão e produtividade

Publicada por José Manuel Dias


O custo médio da hora de trabalho é em Portugal de €11/hora, contra €22,4 em média na Europa. Por sua vez, a produtividade aparente do trabalho é $27,3/hora em Portugal e $43,3 entre os nossos parceiros europeus. A produtividade representa 63% do nível médio europeu enquanto o custo do trabalho atinge apenas 49% da média da Europa.É certo que o salário médio por hora cresceu em Portugal 52,7% desde 1996, contra 38,3% na UE a 15. No entanto, este movimento deveu-se, sobretudo, ao processo de convergência de preços e não representa um verdadeiro aumento de salários reais. As causas da baixa produtividade não residem nos salários, mas nas componentes não salariais dos custos de produção e na qualidade da gestão.
A produtividade aparente do trabalho resulta mais da organização e opções empresariais do que da habilidade intrínseca do trabalhador. A produtividade é, acima de tudo, um problema da gestão como o atestam as enormes - e às vezes espectaculares - diferenças que registamos entre as nossas empresas. Num número muito significativo de casos, mesmo com pessoal com reduzida educação formal - porém, sujeitos a adequados enquadramento e formação interna - os trabalhadores propiciam à empresa fortes produtividades.
Fonte: Jornal de Negócios, artigo de opinião de Avelino de Jesus, Director do ISG, aqui. Não concordo com tudo o que escreve mas subscrevo a ideia que " as causas da baixa produtividade não residem nos salários, mas nas componentes não salariais dos custos de produção e na qualidade de gestão". Quem decide o que fazer e como fazer é a gestão...Situações de crise, como as que hoje vivenciamos, representam, também, oportunidades. Quem é que tem poder para definir novos objectivos, refazer estratégias, escolher novo produtos e mercados? A gestão. Portugal não precisa só do "choque tecnológico", precisa, também, dum "choque de gestão".

Cautelas

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação que os bancos fazem das casas, no âmbito de crédito à habitação, voltou a cair no primeiro trimestre de 2009, embora a um ritmo mais lento do que no último trimestre do ano passado. O valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se em 1149 euros por metro quadrado, nos primeiros três meses do corrente ano, correspondendo a um decréscimo de 0,3 por cento face ao trimestre anterior e de 5,8 por cento face ao período homólogo do ano passado. No último trimestre do ano passado, as reduções foram mais acentuadas, de menos um e menos 5,8 por cento, respectivamente.
Fonte: Público, aqui.
O financiamento está sempre dependente do valor da garantia (LTV). Se o valor da avaliação é mais prudente, com valores em linha com a actual realidade do mercado, o financiamento tenderá, também, a ser menor e a exigir maior contributo de fundos próprios por parte do promitente comprador e futuro mutuário. Cautelas.

Cheio de trabalho

Publicada por José Manuel Dias


Cheio de trabalho", Bruno da Rocha garante que 2009 está a "correr melhor do que 2008". Para o jovem criador, este sucesso resulta do facto de a sua marca de joalharia, com apenas quatro anos, "estar mais solidificada no mercado e os clientes já entrarem nas lojas e pedirem para ver as colecções". O importante, salienta, "é que temos conseguido vencer a crise".
O facto de trabalhar apenas com prata tem também algum peso neste êxito acrescido em tempos de crise. Bruno da Rocha explica que o ouro não só não lhe permite dar largas à sua imaginação, como o limita do ponto de vista económico. "Um pequeno anel de ouro custa mil euros, enquanto por 200 euros é possível comprar um anel de prata enorme e invulgar. Permite ao consumidor comprar mais e, consequentemente, variar mais", diz.
Com as vendas a crescer todos os anos, a ponto de contratar um novo funcionário por ano, Bruno da Rocha aponta a "organização, a prudência e a criatividade" como os factores de sucesso. E o futuro não o preocupa: "Quando as mulheres deixarem de comprar sapatos e jóias, o mundo está perdido", graceja.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

E alguns ainda se queixam...

Publicada por José Manuel Dias


Os trabalhadores deverão contar este ano com o maior ganho de poder de compra desde o início da década. As contas baseiam-se no único indicador de remunerações disponível nesta fase do ano: as revisões das tabelas salariais dos contratos colectivos, acordadas entre patrões e sindicatos. Os números da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho apontam para uma actualização média de 2,6% no trimestre, abrangendo mais de meio milhão de trabalhadores.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Crise, mas com formação!

Publicada por José Manuel Dias


Com a presente crise, nunca como agora os bancos necessitaram tanto de quadros com competências fortes, ao nível técnico e comportamental, com a necessária flexibilidade que a envolvente exige. A envolvente externa obriga a uma rápida adaptação à mudança e a contextos cada vez mais incertos, dificultando a tomada de decisão e levando muito rapidamente a uma desactualização de conhecimentos.A formação torna-se assim um elemento crucial para o desenvolvimento das competências organizacionais, sendo utilizada pela gestão de recursos humanos como um instrumento eficaz, quando integrada na estratégia organizacional. As necessidades a que a formação vai responder devem resultar de um diagnóstico da sua envolvente, das respostas necessárias para manter a eficácia organizacional e das exigências em termos de competências técnicas e humanas, que as respostas ao meio exigem.
Para continuar a ler este artigo de opinião de Reinaldo Figueira, Director do Instituto de Formação Bancária, publicado no Jornal de Negócios, clicar aqui.

A escola compulsiva

Publicada por José Manuel Dias


Governo acaba de aprovar a lei que estabelece a escolaridade obrigatória de 12 anos. Há muito que se esperava e estava anunciada pelos programas deste e de anteriores Governos. Aliás, a medida tinha já sido aprovada por um governo do PSD, mas, no trânsito entre Barroso e Santana, o Presidente da República, Jorge Sampaio, não tinha homologado o decreto-lei. Ao mesmo tempo, o Governo anuncia uma decisão de aumentar o número de bolsas de estudo para os alunos que tenham dificuldades económicas em frequentar o ensino secundário. Esta medida não suscita objecções de maior. Uma escolaridade de 11 a 13 anos é geralmente considerada como adequada e necessária. Há já muito que em Portugal deveria vigorar esta norma. Aplauso, pois. Mesmo considerando que a noção de "escolaridade obrigatória" é obsoleta. Na verdade, esse imperativo aplicava-se aos pais que, desde o século XIX, não estavam facilmente predispostos a dispensar os filhos de trabalhar. Hoje, a educação é mais um direito social do que uma obrigação. Admita-se, todavia, que a escola compulsiva ainda faz sentido.
António Barreto, No Público, via Blogue O Jumento.
Uma medida que se justifica. Apesar dos esforços dos últimos anos, existem ainda muitos jovens que não concluem o 12º Ano. Incentivar a sua conclusão, como condição necessária para o ingresso no mercado de trabalho, parece-nos bem. Portugal passará a estar no pelotão da frente, como se pode verificar aqui. Importa, agora, passar à prática, sem as habituais delongas. Aplaudimos, portanto, esta iniciativa.

Cogir ultrapassa as 80.000 visitas

Publicada por José Manuel Dias


Lisboa, Porto, Leiria, Carnaxide, Guimarães, Aveiro, Terrugem, Abrantes, Benavente, Grândola, Angra, Tondela, Gaia, Ponta Delgada, Odivelas, Santa Maria da Feira, Matosinhos, Abrantes, Gondomar, Ovar, Santarém, Maia, Viseu, Santo Tirso, são as localidades de alguns dos acessos do dia de hoje. Para além de Portugal também contamos com visitantes do país irmão, Vêm de S.Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belém, Santo André, Pelotas, Vitória, Porto Alegre, Cruzeiro, Recife, Manaus, Niterói, Santa Catarina,... E, ainda, de países como Alemanha, França e Suiça. A internet faz o longe perto...
O Cogir (Cogitar+agir) agradece a todos os que por aqui têm passado.

Histórias de vida

Publicada por José Manuel Dias


"Linha Banif, muito bom dia! O meu nome é João Pulido. Em que posso ajudar?". Voz colocada, corpo hirto na cadeira, olhos fixos no monitor e mais um dia de trabalho no Contact Center do Banif, no Porto.
Mais um dos muitos dias de trabalho que João Pulido, de 32 anos, espera cumprir ao serviço do banco, numa área de trabalho na qual, de fora, não se vê futuro. "Claro, percepciono uma carreira", explicou, pragmático. "Apesar dos tempos conturbados, principalmente nesta área... Mas estou a tentar assentar arraiais e ver se perspectivo, no futuro, uma carreira bancária", argumentou João Pulido.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Na vida nem sempre fazemos o que gostamos mas devemos aprender a gostar do que fazemos. E procurar fazer sempre melhor, como bem refere o João Pulido "... Todos os dias sinto que aprendo coisas novas, que estou a evoluir e que tenho de deitar a mão a isto e àquilo. É um trabalho onde tem de se saber bastante de banca, de tudo".

Reforma ambiciosa

Publicada por José Manuel Dias


O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Joaquín Almunia, disse hoje que a União Europeia (UE) está a planear uma reforma “ambiciosa” do sector financeiro para fazer frente aos problemas que conduziram à crise.Durante o discurso no Comité Monetário e Financeiro Internacional, o principal órgão executivo do Fundo Monetário Internacional, reunido hoje em Washington, Almunia afirmou que a crise revelou “debilidades inaceitáveis” nos mercados financeiros europeus e internacionais e avançou que a Comissão Europeia “vai pôr em marcha uma ambiciosa reforma do sistema financeiro europeu no decorrer de 2009”.
Fonte: Público, aqui.
A confiança no sistema financeiro é essencial. Garantir que tudo funciona como é suposto funcionar é urgente e necessário. Venha a reforma!

O 25 de Abril na Rede

Publicada por José Manuel Dias


0 25 de Abril e a Matemática, Fernanda Carvalhal, no A Matemática anda por aí.
Guerras da memória, Porfírio Silva, no Machine Speculatrix.
25 de Abril, sempre, Francisco Clamote, na Terra dos espantos.
25 de Abril, Luis Novaes Tito, no A barbearia do Sr. Luís.
Sempre, MdSol, no Branco no Branco.
Onde é que anda a polícia, Isabel Pedrosa Pires, no Bilros e Berloques.
25 de Abril, Mim, no Espelho dos Sentidos
Manda Novamente algum cheirinho de alecrim, Maria do Rosário Fardilha, Divas e Contrabaixos
Uma carta aos serviços de censura, Marta, no Há vida em Marta
Esta noite...a liberdade, Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado.
25 de Abril, sempre! Ana Paula Fitas n' A nossa candeia.
35 anos de 25 de Abril, Moura aveirense, no Moura Aveirense.
Trova do vento que passa, Cleópatra, no Cleopatra Moon.
Hasta Siempre, Arábica, no Em pequenas doses.
Obrigado Otelo, Jumento n´ O Jumento.
Abril, Raúl Martins, no Margem esquerda.
Grândola Vila Morena, Fernando Martins, no Pela Positiva.
Há 35 anos foi assim, Carminda Pinho, no Forum Cidadania.
25 de Abril, Eduardo Graça, no Absorto.

25 de Abril

Publicada por José Manuel Dias


Não há definição que resuma um país. Nem estatística que valha a verdade de um povo. Portugal mudou muito nas últimas quatro décadas. Muitíssimo. Mais do que em qualquer outro período da história anterior. Portugal conheceu ritmos de mudança excepcionalmente acelerados. E a profundidade dessa mudança foi igualmente extraordinária.
Tempo de Incerteza, António Barreto, Relógio de Água Editores, 2002

O 25 de Abril nos jornais

Publicada por José Manuel Dias


Filhos e netos de revolucionários e descendentes dos "da situação": memórias que divergem, se encontram e se atraem - e se cruzam na mesma família, nos netos de Melo Antunes e bisnetos de Caetano.
Diário de Notícias, aqui.
Abril foi há 35 anos e eles gostavam que tivesse progredido, ano após ano. Mas por vezes têm dificuldades em encontrá-lo agora, por aí. Claro que há a liberdade e a democracia. E isso é muito.
Público, aqui.
Obrigado" pelo pai a ser fotógrafo, não consta que Alfredo Cunha alguma vez se tenha arrependido do "castigo". Nascido em Celorico da Beira em 1953, cedo aprendeu a observar e, sobretudo, a respeitar os seus pares. O fotégrafo escolheu 35 das centenas de fotos que tirou em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974 e que guardaram para sempre as emoções do dia da revolução. A ver aqui, no Jornal de Natícias.

E depois do adeus

Publicada por José Manuel Dias

A maldição portuguesa

Publicada por José Manuel Dias


O PIB é um ‘must'. Em termos simplificados, e numa perspectiva monetária, é a soma de todos os bens e serviços produzidos num determinado país. Em Portugal, em 2008, atingiu 166 mil milhões de euros. Tomemos este valor como referência e, por comodidade de raciocínio, atribuamos-lhe o valor de 100.
Primeiro ponto. Nem todos estes 100 ficaram disponíveis. Houve rendimentos, os mais diversos, no essencial ligados à dívida externa, flutuando entre nós e o resto do mundo e cujo saldo final foi negativo. Ao procedermos à correcção, obtemos o PNB, Produto Nacional Bruto, cujo valor foi de 96. Repare-se: ainda não fizemos nada e já nos "comeram" 4% do PIB. As transferências, sobretudo de emigrantes, atenuaram depois o impacto e o valor subiu para 97. É este o rendimento disponível.
Como é normal nestes casos, o rendimento disponível foi dividido em duas partes: 87 para consumo e 10 para poupança. E aqui surgiu um problema. Por definição, a poupança é igual ao investimento, e o nosso investimento foi de 22. Se só dispúnhamos de 10, onde fomos arranjar o resto? Resposta: vendemos uns activos por 2 e, a seguir, fomos buscar mais 10 à "poupança" do exterior. Endividámo-nos.
Esta é a maldição portuguesa: por cada 100 que produzimos, gastamos 110. Sempre foi assim. Habituámo-nos a viver acima das nossas posses e a dívida lá vai subindo, subindo...
Daniel Amaral, no Diário Económico, aqui.

Aplausos para a iniciativa

Publicada por José Manuel Dias


No ano em que se comemoram os 35 anos do 25 de Abril, a VISÃO, o Expresso, a SIC e o portal AEIOU juntaram-se numa iniciativa conjunta e pediram aos cidadãos que sugerissem com ideias que pudessem contribuir para um Portugal melhor.
Através da Internet, nos sites do Expresso, SIC, Visão e AEIOU, foi possível enviar propostas subordinadas a três temas: reforçar a liberdade, aprofundar a democracia e construir uma sociedade mais solidária. A adesão dos portugueses à iniciativa foi grande. Ao todo, 1193 pessoas reflectiram sobre o espírito da Revolução de Abril. Várias personalidades se juntaram ao Portugal é de Todos.
Fonte: Revista Visão, aqui.

O mal dos outros não é o nosso bem...

Publicada por José Manuel Dias

A economia do Reino Unido está numa recessão profunda que se agravou no primeiro trimestre deste ano, com o produto interno bruto (PIB) a recuar 1,9 por cento face ao último trimestre de 2009, o que representa o maior ritmo de declínio da actividade em 30 anos, revelou hoje o organismo de oficial de estatísticas britânico, o Office for National Statistics.
Fonte: Público, aqui.
A taxa de desemprego em Espanha aumentou 3,45 por cento para 17,36 por cento da população activa no primeiro trimestre deste ano, com o número de desempregados a ultrapassar os quatro milhões, indicam dados oficiais divulgados hoje.

Diário de Notícias, aqui.
O relatório dos mais importantes institutos económicos aponta para que a situação económica na Alemanha seja mais grave do que se pensava. As previsões para 2010 no mercado laboral alemão são de 4 milhões e 700 mil desempregados. Para este ano prevê-se que o número de desempregados ultrapasse os quatro milhões, com a economia a contrair 6 por cento.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
... porque, para além do mais, são os nossos principais parceiros económicos.

Mais crédito mas pior crédito

Publicada por José Manuel Dias


O crédito de cobrança duvidosa concedido pela banca aos portugueses atingiu o valor recorde de 3,16 mil milhões de euros em Fevereiro, revela o Banco de Portugal.
O crédito malparado nos particulares registou em Fevereiro um crescimento de 32% em relação a igual período de 2008, diz o Boletim Estatístico de Abril do Banco de Portugal, hoje divulgado. Já o crédito total concedido pelos bancos aos portugueses aumentou também para um novo recorde nos 132,56 mil milhões de euros em Fevereiro, um crescimento de 2,83% face ao mesmo mês do ano passado.
O Banco de Portugal precisa que o crédito malparado representa 2,38% do crédito total concedido pelos bancos, um valor considerado como seguro pelos especialistas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O crédito vencido é manifestação visível das dificuldades financeiras de alguns. Se é certo que os 3 D´s (desemprego, divórcio e doença) podem explicar alguns dos incumprimentos, não é menos verdade que outros têm a sua explicação em situações de sobreendividamento activo. Querer hoje uma coisa, sem que se disponha de recursos financeiros necessários à sua aquisição, explica muitas das situações de crédito. Se não se teve o cuidado de pensar no amanhã e nos encargos associados ao reembolso do crédito, tomaram-se riscos para além do razoável. De quem é culpa? Dos utilizadores de crédito e Bancos que os concederam. Aqueles são agora confrontados com a exigências destes de liquidação dos empréstimos. Preocupações para todos.

E você pensa na reforma?

Publicada por José Manuel Dias


O aumento da longevidade, o envelhecimento populacional e as limitações impostas pela sustentabilidade da segurança social face a essas duas tendências colocaram a poupança para a reforma na ordem do dia. Contudo, os portugueses ainda têm baixa consciência sobre o tema.
Esta é a principal conclusão de um estudo promovido pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e realizado por uma equipa de investigadores do
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que culminou com o lançamento do Índice de Consciência Reforma (ICR).
Fonte: Semanário Expreso, aqui.

Copiões

Publicada por José Manuel Dias


My high-speed rail proposal will lead to innovations that change the way we travel in America. We must start developing clean, energy-efficient transportation that will define our regions for centuries to come," Obama said at an event near the White House.
The president cited the success of high-speed rail in European countries such as France and Spain as a positive example for the United States.
Barak Obama no lançamento do plano do TGV para os USA

Ainda o Magalhães

Publicada por José Manuel Dias


O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", afirma o guru canadiano de tecnologia Don Tapscott. É que, para Tapscott, o velho modelo de aprendizagem do tipo - "eu sou um professor, tenho o conhecimento, e tu és o estudante, não sabes nada" - "é inapropriado" para a nova geração de jovens que "cresceu com interactividade e colaboração".
"Quando visitei salas de aula da última vez que estive em Lisboa, vi os alunos a utilizar o computador Magalhães e vi um ambiente de aprendizagem muito diferente, onde os alunos estão motivados a aprender, adaptado a cada um dos estudantes e onde todos colaboram. Este é o futuro. Toda a minha investigação mostra isto, mas estamos a avançar muito devagar em todo o mundo", sublinha o especialista, destacando Portugal como um exemplo.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
É consabida a mania de dizermos mal do que fazemos. Está, ao que dizem alguns, no nosso ADN. Muitos não acreditam nos benefícios da introdução das TIC no ensino. Alguns, também, duvidam que o homem tenha pisado a Lua. Uma coisa parece certa estamos no bom caminho, a avaliar pelas palavras deste guru da tecnologia "Portugal é claramente um líder na utilização das tecnologias de informação".

Mais despesas e menos receitas

Publicada por José Manuel Dias


Com a crise económica, o Governo perdeu em receitas fiscais 955,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano em relação ao previsto no orçamento para 2009. É a recessão económica a atrapalhar as contas do Estado. As despesas estatais - em salários dos funcionários públicos, juros com empréstimos, transferências para a saúde, ensino e investimento - superaram as receitas em impostos em 2355,8 milhões de euros. Ou seja, o défice do Estado (apenas no subsector), apurado nos primeiros três meses do ano, triplicou em relação a igual período do ano passado.
É na receita que está o "calcanhar de Aquiles" do orçamento desenhado em Janeiro e que ameaça, a meio do ano, um tropeção nas contas.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

As multas privadas dos gestores públicos

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério das Finanças diz que os gestores públicos que tenham utilizado dinheiro das instituições que dirigem para pagar multas de natureza pessoal terão que repor as verbas em causa.
Fonte: Público,
aqui.
Repôr é necessário - afinal trata-se de uma utilização abusiva de dinheirros públicos - mas não deveria ser suficiente. O rigor e excelência que se exigem aos gestores públicos não são compagináveis com estes procedimentos. Faz bem o Ministério das Finanças em tornar claro o que já devia ser para quem faz carreira no sector público mas conviria, de igual modo, retirar as devidas consequências no concerne à continuidade na carreira de quem prevarica deste modo.

Miley Cyrus - 7 Things

Publicada por José Manuel Dias

Leituras de uma manhã de domingo

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Não há fome que não dê em fartura (*)

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, publicados no seu boletim estatístico de Março, os novos empréstimos para compra de casa concedidos em Janeiro correspondiam a apenas um terço dos mesmos contratados em Janeiro do ano passado, mais precisamente menos 63%. No primeiro mês de 2009, a nova produção de crédito à habitação totalizou 555 milhões de euros, contra 1,5 mil milhões em igual período de 2008.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) aqui será o inverso, à fartura seguiu-se a fome. À época de expansão do crédito, alavancada por produtos que podiam facultar mais financiamento, está a seguir-se um inevitável reajuste, com reforço da selectividade e agravamento do prémio de risco, ditado pelo agravamento da taxa de incumprimento dos mutuários. Errar é, também, uma via para a aprendizagem.

Os fantasmas estão de volta...

Publicada por José Manuel Dias


A situação herdada em 2005 era medonha: 6,1% de défice, mais do dobro do limite permitido. E, para grandes males, grandes remédios: o Governo propunha-se equilibrar as contas até ao exercício de 2010.
Armas a utilizar: crescimento económico, moderação salarial, recuperação de atrasados - e, no limite, se necessário, cortes no investimento público. O plano arrancou muito bem, e no final de 2007 o défice já estava em 2,6%.
Mas sobreveio uma crise do tamanho do mundo. A maior de que há memória nos últimos oitenta anos. E os objectivos, por muito meritórios que fossem, tiveram de ser alterados. A prioridade já não era o futuro, mas o presente; não era o défice, mas as pessoas: os pobres, os endividados, os desempregados, os sem ninguém. E o país, sem que déssemos por isso, ficou cercado. Amarrado. Hoje todos exigem tudo e ninguém parece ao corrente do que se está a passar.
Daniel Amaral no Diário Económico com leitura integral aqui.
Um alerta pertinente. Quase todos pedem ajuda. Os governantes respondem com mais apoios numa "ânsia incontida de salvar tudo o que mexe". Vamos voltar aos défices elevados. A dívida pública vai continuar a crescer. Vamos ter que dar respostas a estes problemas. Com energia, com determinação, com estabilidade política. Vai ser um caminho difícil mas não há volta a dar: temos de ser capazes!

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias


Agradeço à Sofia Loureiro dos Santos, do Defender o Quadrado, à Marta, do Há vida em Marta, à Mdsol, do Branco no Branco, ao Filipe Silva do e Ventos Tecnológicos, à Mim do Espelho dos Sentidos, ao Porfírio Silva, do Machine Speculatrix, os comentários no post dos 3 anos do COGIR.

Aviso sério...

Publicada por José Manuel Dias


Jose Luis Molina, governador do Banco de Espanha, fez um sério aviso ao governo de Rodriguez Zapatero, advertindo-o de que não há espaço para mais estímulos à economia (até porque a dívida pública vai saltar de 39% do PIB em 2008 para 60% em 2010). Isto depois de o primeiro-ministro, logo a seguir à substituição de Pedro Solbes nas Finanças (mera coincidência...), ter admitido mais despesa pública. Solbes, recorde-se, achava que o Estado espanhol já tinha ido suficientemente longe nos programas de investimento público.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Convém que os nossos governantes não andem distraídos. Despesa pública, mais despesa pública e ainda mais despesa pública. Quem é que a vai pagar?