O mais competitivo (*)

Publicada por José Manuel Dias


O World Competiteveness Yearbook é um relatório onde são posicionadas em termos de competitividade, as economias de 57 países de todo a mundo, da responsabilidadedo do IMD, International Institute for Management Development , com sede em Lausanne, na Suíça. O estudo deste ano, publicado pelo 20º ano consecutivo, revela que Portugal aumentou a competitividade da sua economia nos 3 últimos anos. chegando em 2009 à 34.ª posição - em 2008 era 37.º e em 2007 39.º. Este ranking pretende responder à questão de como é que os países e as empresas estão a gerir a totalidade das suas competências para atingir uma maior prosperidade, e é calculado através da análise de quatro factores de competitividade distintos: desempenho económico, nível de infra-estruturas, eficiência empresarial e eficiência do Governo.
Fonte: Público, aqui.
Apesar de muitas críticas ao desempenho dos portugueses vindas de alguns "velhos do restelo" os dados estão aí para o demonstrar: Portugal é hoje um país mais competitivo. É mesmo o país mais competitivo do sul da Europa. O director do IMD, responsável pelo estudo, não acredita que esteja em curso uma grande depressão e admite mesmo que os primeiros sinais de retoma podem aparecer já em 2010. Deixa-nos, entretanto, um aviso de amigo "são as nações mais pequenas, orientadas para as exportações e com um ambiente sociopolítico estável que poderão beneficiar de uma forma mais imediata duma recuperação económica". Depois não se diga que não fomos avisados.
(*) do sul da Europa

O endividamento dos Portugueses

Publicada por José Manuel Dias


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda. De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
Com é consabido as taxas do BCE só iniciaram a baixa em Outubro p.p., o implica que as quedas ainda não se reflectiram com toda a amplitude nas taxas de juro dos particulares que detêm crédito habitação, pois processam com o habitual gradualismo. Um coisa é, no entanto, certa: as prestações já baixaram e vão continuar a baixar, aumentando o rendimento disponível das famílias. Será uma boa altura para se pensar na poupança. As taxas não vão estar sempre baixas e quem sabe se o aforro conseguido não vai dar jeito um dia destes, mais ou menos próximo.

Caetano Veloso - O Leaozinho Live

Publicada por José Manuel Dias

Agradecimentos

Publicada por José Manuel Dias

Ao Miguel Abrantes, do Câmara Corporativa, pela referência ao Cogir no post Viagens na Minha Terra.
À Ana Paula Fitas, d´A Nossa Candeia, pela referência ao Cogir no post Leituras Cruzadas.

Reembolsos na hora?

Publicada por José Manuel Dias


Os reembolsos de impostos sobre salários e outros rendimentos, o IRS, de centenas de milhares de "contribuintes de baixo risco" serão devolvidos de forma instantânea, já este ano e com mais intensidade em 2010, logo depois de os contribuintes submeterem as declarações do imposto, de acordo com o plano de actividades para 2009 da DGITA, a direcção do Fisco responsável pela informática.
Este ano, o Governo já antecipou em alguns meses os reembolsos do imposto sobre o trabalho (ver caixa), mas agora o objectivo é "implementar um sistema de liquidação e de emissão de reembolsos online", descreve o plano da Direcção Geral de Informática Tributária. A nova aplicação do Fisco destina-se a contribuintes com "reembolsos de pequeno valor" e sem historial de execuções fiscais.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
O Estado deve dar o exemplo de boas práticas. A confirmar-se é, pois, uma excelente notícia.

A crise...

Publicada por José Manuel Dias


E os números confirmam o que era esperado pelos economistas: Portugal está a ser atingido pela crise em cheio. Na melhor das hipóteses, a taxa desemprego chega a 8,8% e o PIB vai cair 3,4%.
Mas há mais números preocupantes nas projecções avançadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Sobretudo pelo impacto no futuro. O défice orçamental volta a tocar a barreira dos 6%, a dívida pública salta para os 80% do produto e a despesa estatal está no nível mais alto de sempre (quando medida em percentagem do PIB). Ou seja, as contas públicas voltam a estar fortemente desequilibradas. O Governo tem uma justificação que faz sentido: a crise.
Fonte: Diário económico, aqui.
Não há volta a dar. Depois das eleições recoloca-se o problema: há que recuperar as finanças públicas. Parte dos problemas poderão ser ultrapassados com a revitalização da economia mas outra parte, porventura a mais substancial, exigirá medidas drásticas de consolidação orçamental. Uma resposta necessária que só um governo forte será capaz de tomar. O futuro não parece nada risonho e três eleições, espaçadas, só vêm adiar a resolução dos nossos problemas. O povo gosta que lhe prometam o céu ...

John Hartford - Lorena

Publicada por José Manuel Dias

O nosso leite

Publicada por José Manuel Dias


A Fenalac - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite acusou hoje a associação representativa da distribuição, APED, de “encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. À Sonae recrimina a compra de leite alemão em vez de português. Em comunicado, a Fenalac defendeu hoje que a posição recentemente tomada pela APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição – “onde se apontava os problemas do sector do leite em Portugal a um alegado monopólio da Lactogal” – “serviu para encobrir uma estratégia que vai prejudicar severamente os produtores nacionais”. Para ilustrar a sua argumentação, a Fenalac, na mesma comunicação adianta que aquela intenção “materializa-se na preparação de terreno para a importação massiva de leite proveniente da Alemanha, a preços totalmente destruidores da valorização da fileira do leite em Portugal”.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Existe muito boa gente que ainda não entendeu que o futuro é dos melhores e que os muito bons são melhores que os bons. Os agricultores portugueses têm de ter noção que hoje existe um "novo mundo" na produção de leite. Ou se preparam para ele ou, então, acontece-lhes o que aconteceu aos dinossauros. O leite é uma commodity. Conta o preço. A escala é decisiva. Os agricultores alemães alcançam melhores produtividades, podem vender mais barato. O leite alemão também é branco. As empresas de distribuição olham para o preço e os consumidores também. Será que ainda não deram conta?

Cuidado com os rumores

Publicada por José Manuel Dias

Descoberto aqui, no Chemoton § Vitorino Ramos’ research notebook, por indicação do meu prezado amigo Porfírio Silva do Machina Speculatrix.

A maior recessão...

Publicada por José Manuel Dias


La crisis financiera se originó en EEUU pero sus consecuencias sobre la economía real se está dejando notar más en Europa que al otro lado del Atlántico. El Producto Interior Bruto (PIB) de la zona del euro y de la Unión Europea (UE) cayó en los tres primeros meses del año el 2,5%, el mayor descenso desde que comenzaron los registros, en 1995, según los datos publicados este viernes por Eurostat.
En comparación con el primer trimestre de 2008, el desplome de la actividad fue aún mayor, del 4,6% en el área de la moneda única y del 4,4% en los Veintisiete, también las tasas más negativas de la serie histórica. Estos primeros cálculos sobre la evolución de la economía europea en el primer trimestre dejan claro que la recesión se está intensificando. Tanto la eurozona como la UE llevan cuatro meses consecutivos con descensos de la actividad que, además, son cada vez más intensos. Así, en el área del euro, el PIB ha pasado de caer el 0,2% en el segundo y tercer trimestre de 2008, a retroceder el 1,6% en el cuarto y desplomarse el 2,5% en el primero de 2009.
Fonte: El Mundo, aqui.

A década perdida?

Publicada por José Manuel Dias


O mundo no seu todo está a parecer-se bastante com o Japão durante a sua ‘década perdida’”, disse hoje Krugman durante um fórum em Taipei, capital de Taiwan, citado pela Bloomberg. “Estou muito optimista sobre o mundo em, diremos, 2030. São os próximos dez anos ou coisa assim que me preocupam”, acrescentou o Nobel da Economia. O especialista adiantou que, embora uma repetição da Grande Depressão dos anos 30s seja agora menos provável, a economia global enfrenta um fraco consumo privado e um nível elevado de desemprego nos EUA e na Europa que não deverá descer.Entre as semelhanças com os problemas do Japão, Krugman incluiu um sistema financeiro em dificuldades, a fraca procura e o “apoio orçamental útil, mas limitado” por parte dos governos.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Judy Collins & Leonard Cohen - That's No Way to Say Goodbye

Publicada por José Manuel Dias

Culpa de quem?

Publicada por José Manuel Dias


1. A economia italiana recuou 2,4 por cento no primeiro trimestre de 2009 face ao último trimestre do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo instituto estatístico daquele país.
2. A economia alemã, a maior da Europa, contraiu para um valor recorde dos últimos quarenta anos, no primeiro trimestre do ano, depois de a crise financeira global ter reduzido as exportações e o investimento.
3. A França registou no primeiro trimestre de 2009 um recuo de 1,2 por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter caído 1,5 por cento no último trimestre de 2008 (revisto em baixa).
4. A Espanha agravou a recessão no primeiro trimestre do ano, com uma contração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Neste enquadramento, em que os nossos principais parceiros económicos estão em recessão, os dados divulgados - economia recuou 1,5 por cento face ao trimestre anterior - não se devem estranhar, podendo mesmo ser considerados "menos maus" que os do conjunto da Zona Euro onde , de acordo com o Eurostat, o recuo do PIB foi de 2,5 por cento no mesmo período. Há por aí uns tantos que esgrimem os números da economia como se eles fossem fruto do mérito (ou demérito) de uma qualquer política. Convém lembrar-lhes que Portugal já não é "uma economia fechada" e, por via disso, a nossa recuperação não poderá dissociar-se da performance económica dos nossos principais parceiros (Espanha, França, Alemanha, ...).

Copiões

Publicada por José Manuel Dias


Los más de 420.000 alumnos de 5º de Primaria que estudian en centros públicos y concertados contarán a partir de septiembre con un ordenador portátil personal con el que podrán "continuar trabajando y haciendo sus deberes en casa".
Así lo anunció en el Congreso el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, en el Debate sobre el Estado de la Nación.
El jefe del Ejecutivo resaltó que esta medida se enmarca en el proyecto Escuela 2.0 del Ministerio de Educación para la innovación y la modernización de los sistemas de enseñanza que se pondrá en marcha el próximo curso escolar, en el que "las aulas dispondrán de pizarras digitales, conexión inalámbrica a Internet y cada alumno tendrá su propio ordenador personal portátil".
Europa Press, aqui.

Protestar contra os protestos

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos gregos fizeram hoje um dia de greve contra as medidas adoptadas pelo governo para evitar a recessão. Segundo o "Financial Times", as escolas e os serviços de transportes encontram-se hoje encerrados como protesto. A população protesta contra o congelamento de salários superiores aos 1700 euros, a redução dos benefícios de saúde e o atraso no pagamento de pensões.
As previsões da Comissão Europeia apontam para que a economia grega contraia-se 0,9 por cento este ano. O ministro das finanças greco Yannis Papathanassiou lançou um pacote de estímulo económico de 3 mil milhões de euros para apoiar os agricultores e as pequenas empresas.
Fonte: Público, aqui.
O excesso de garantismo leva a situações deste tipo: quem tem o ordenado certo e o emprego seguro tende a ser mais reinvindicativo. Compete, por isso, aos Governos governar para todos e não apenas para os que mais se fazem ouvir. É preciso saber que os recursos financeiros são escassos e que devem ser bem geridos atendendo apenas, e só, a quem mais precisa. Protestos desta natureza devem ser votado ao insucesso, para bem de todos. Por este andar qualquer dia até se fazem manifestações contra os terramotos, ou contra as secas, ou contra as cheias, como bem se alerta aqui, no Balanced Scorecard.

Alison Krauss - The Boxer

Publicada por José Manuel Dias

Para não se falar sem saber...

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com o “Regional Economic Outlook” (de Maio) elaborado pelo FMI, Portugal estava, até 15 de Abril, entre os países que menos capital injectou no sistema financeiro (entre 14 países da União Europeia). Dito de outra forma, Portugal é o 4.º país mais poupado, tendo investido até à data 2,4 por cento do PIB (cerca de 3,9 mil milhões de euros), inferior à média da EU (6,3 por cento do PIB) e muito abaixo do campeão (Reino Unido, que já gastou 20,2 por cento do PIB). Com a devida vénia ao Câmara Corporativa.

Causas e consequências

Publicada por José Manuel Dias


Portugal, seguido da Itália, é o país europeu, entre sete que compuseram um estudo realizado para a Microsoft, com maior número de utilizadores permanentemente ligados à Internet e um em cada cinco portugueses passa mais de cinco horas por dia a navegar. O inquérito - realizado pela consultora SurveyShack a pedido da Microsoft a propósito do lançamento do seu novo browser - foi feito online junto de 6053 adultos em sete países (Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Itália, Noruega, Suíça e Portugal, com 997 inquiridos) entre 8 e 16 de Abril de 2009. Os utilizadores portugueses da Internet não só estão permanentemente ligados, como são também altamente sociais e utilizam a Internet para contactar amigos e familiares, bem como para aceder a notícias e informação. Quando questionados sobre quanto tempo gastam com notícias e informação, multimédia social, entretenimento, compras, viagens, desporto, jogo, celebridades, moda, gadgets/tecnologia e jogos de computador por semana, a maioria dos portugueses afirmou que gasta, em média, 30 minutos por semana a explorar cada área de interesse.
Fonte: Público, aqui.
Apesar das críticas de alguns à estratégia que tem sido desenvolvida pelo Governo em ordem a disseminar o uso das novas tecnologias de informação, parece inquestionável que o Plano Tecnológico está a dar os seus frutos. Estamos a banalizar o uso de instrumentos facilitadores da partilha de conhecimento e que podem fomentar a aprendizagem permanente, condição essencial para sermos competitivos.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


Um banco central pode ser definido de várias maneiras mas, no fundo, não é mais do que o estraga-prazeres de serviço: aquele que numa festa tira o jarro da sangria antes que os convivas apanhem uma bebedeira. A sua função é ingrata. Porque há sempre convivas que acham que o jarro devia ter ficado mais tempo, enquanto outros acreditam que devia ter saído mais cedo. O que se está a passar com o BCE mostra isso mesmo.
Camilo Lourenço em artigo de opinião no Jornal de Negócios analisa os comportamentos recentes do banco Central e alerta-nos para um problema que pode estar na forja: o ressurgir da inflacção. A ler na íntegra aqui.

Coisas que convém saber

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é um dos países, entre os 30 que integram a OCDE onde o factor trabalho é menos tributado e menos pesa nos custos laborais. A conclusão consta do “Taxing Wages 2008/2007”, um relatório onde anualmente a OCDE actualiza os dados sobre o IRS e a taxa social única (Segurança Social) que recai sobre os trabalhadores.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.