O Índice de Preços no Consumidor (IPC) recuou 0,4% em Março face ao mesmo mês de 2008, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se da primeira evolução negativa desde pelo menos 1978, data dos primeiros dados do INE.
A mesma fonte explica esta evolução negativa com a queda dos preços dos transportes.
Se forem excluídos dos cálculos as variações dos preços da energia e dos bens alimentares, a taxa de variação homóloga da inflação foi de 0,9% em Março, abaixo dos 1,4% registados em Fevereiro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Cortada a cabeça do duque, havia que granjear a simpatia das pessoas tuteladas pelo duque de Aveiro. Entendeu o rei que essa seria uma forma de compensação.
Fonte: Diário de Aveiro, aqui.
De acordo com a Lusa, Michael Bloomberg, envolvido em negociações tensas com os sindicatos dos trabalhadores municipais, anunciou que deverão ser suprimidos 7.000 postos de trabalho suplementares, ou pelo menos, deverão ser reduzidos drasticamente os benefícios salariais destes funcionários.
O Governo aprovou hoje uma proposta de autorização referente ao regime de reabilitação urbana, prevendo em casos extremos situações em que os proprietários serão forçados a vender ou arrendar os seus imóveis, ou a fazer obras coercivas. Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o diploma foi apresentado pelo titular da pasta do Ambiente, Nunes Correia, e pelo secretário de Estado do Desenvolvimento do Território e Cidades, João Ferrão.
O regime estabelecido para o sistema de venda forçada aproxima-se e é totalmente compaginável – talvez com algum benefício acrescido em relação aos direitos dos proprietários – com o que é actualmente praticado relativamente à expropriação. A venda forçada é uma forma de expropriação, não a favor da entidade expropriante, mas a favor de quem se comprometa a fazer aquilo que há a fazer para a reabilitação urbana”, sustentou Nunes Correia.
Fonte: Público, aqui.
O propósito é meritório, resta saber como é que a lei vai ser aplicada. Se contribuir para a reabilitação urbana merece os nossos aplausos.
A influência da Internet na tomada de decisão cresce em todas as categorias, destacando-se os produtos de turismo, tecnologia e financeiros.
Comparando com o mesmo inquérito feito em 2006, este demonstra que a massificação digital é notória, uma vez que se verifica «um aumento significativo do acesso à Internet a partir do lar» e um consumo e acesso diário à Internet que «cresceu e ganhou importância em todos os targets».
Há cerca de 500 mil casas à venda em Portugal, o que representa 10% das habitações do país. Tendo em conta que se vendem 170 mil casas por ano, isto significa que mesmo que não se construíssem mais casas, seriam precisos quase três anos para esgotar o stock total.
O antigo lugre motor de quatro mastros, ultimamente a navegar com o nome de Polynesia II, voltou a ter dono nacional, concretamente a empresa de pescas Pascoal & Filhos, da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo. Foi adquirido, a 22 de Janeiro, durante um leilão, em Arruba, nas Caraíbas
Palavras de Joseph Schumpeter (1883-1950), nascido, como Keynes, no ano da morte de um outro génio, o alemão Karl Marx (1818-1883), cuja actualidade é assinalada aqui, no DN, por João César das Neves.
Fiquei muito satisfeito em saber que há menos 30 mil carros a circularem diariamente nas ruas de Lisboa, o que corresponde a uma diminuição de 7% no trânsito. A queda de 9% no movimento na A1 (menos 8500 automóveis por dia) é uma má notícia para a Brisa, mas uma boa notícia para quem está preocupado com o futuro do planeta. Quero acreditar que, quando a noite passar, as pessoas que agora estão a deixar o carro na garagem continuarão a usar os transportes públicos.
Fiquei muito satisfeito em saber que, pela primeira vez, caiu a venda de telemóveis e que a poupança dos portugueses aumentou 14%. Parece-me que 14,5 milhões de telemóveis são suficientes para dez milhões de portugueses e sonho com o dia em que voltarão a haver mais escovas de dentes nos copos da casa de banho do que telemóveis nos bolsos.
“(…) A ligação universidades/necessidades do mercado de trabalho também mereceu críticas por parte de Miguel Portela e Luís Reis nas «conversas ao pequeno-almoço», organizadas pelo IPAM. O CEO da Sonae.com sublinhou que as escolas «deviam pôr as pessoas a pensar, a saber reagir ao desconforto, à diferença». Os cursos superiores, acrescentou, «são demasiado fáceis. As pessoas só sabem até onde podem ir se forem levadas ao seu limite».
«A muitos licenciados falta o mundo. Para muitos, o mundo acaba no fim da rua da aldeia dele». Esta imagem fornecida por Luís Reis serviu para demonstrar como os portugueses se «agarram desesperadamente ao seu cantinho».
O CEO da Sonae.com deu um exemplo: «Num processo de recrutamento, perante a «ameaça» de que podem ser colocados em qualquer ponto do país, metade desiste. À metade que fica, dizemos que podem ser colocados em qualquer ponto do mundo e metade vai embora. Dos candidatos iniciais restam-nos normalmente 25 por cento». Daí o desabafo: «Devia ser proibido aos recém-licenciados namorar ou casar nos próximos dez anos». (…)”
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Uma das medidas da cimeira do G20 em Londres foi o reforço da regulação financeira internacional, mediante a criação de uma nova instituição internacional -- o Financial Stability Board --, a partir do já existente Financial Stability Forum, criado em 1999 pelo G7, mas agora com uma composição alargada - incluindo todos os G20, mais a Espanha e a Comissão Europeia (o que reforça o peso da UE) - e sobretudo com poderes mais extensos e mais efectivos.
A chave do sucesso está na elevada qualidade da fruta, apreciada por pessoas que não se importam de pagar mais caro, explica Humberto Teixeira, produtor de morangos no Algarve. "Ainda não sentimos a crise, porque temos garantida a venda dos morangos e framboesas. Quando produzimos a fruta, já a temos toda vendido aos países nórdicos", dizem Pedro Vaquinhas e Célia Bento, engenheiros agrónomos, que se candidataram ao Proder, investiram um 1,2 milhões de euros na criação da "Agrivabe" e contam produzir até Maio cerca de 70 toneladas de morangos.
As secundárias das Palmeiras (Covilhã), Alberto Sampaio (Braga), Leal da Câmara (Rio de Mouro) e os agrupamentos de Santa Catarina (Caldas da Rainha) e Gualdim Pais (Santarém) foram as eleitas.
Tomás Vasques no Hoje há conquilhas amanhã não sabemos.
Também nos seguros de crédito à exportação aparece o selo da emergência global. Hoje o risco de exportar e não receber é bem maior e o Estado deve ajudar a diminuir o custo desse risco para as empresas, se quiser que elas porfiem nos mercados externos, contra ventos e marés.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Em comunicado, o Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico explica que este relatório tem por base o índice Networked Readiness Índex, no qual Portugal ocupa a 13ª posição na capacidade pública de utilizar as TIC, «13 posições acima do lugar conseguido na edição 2006-2007».
Ao nível de utilização das TIC pela Administração Pública, Portugal ocupa a 18ª posição, 11 lugares acima da edição 2006-2007.
Ora o que inevitavelmente nos une é uma enorme dívida. E não se pense que é só o Estado que está endividado com uma dívida pública que dificilmente não ultrapassará em 2009 a fasquia dos 70% do PIB. Além do Estado estão endividadas as empresas que em 2007 deviam 114% do PIB e estão endividadas as famílias, que no final do mesmo ano deviam 129% do rendimento disponível.
E naturalmente face a este acréscimo de dívida tivemos que recorrer ao estrangeiro para nos endividarmos. Assim, a nossa dívida externa deverá ser hoje mais de 150 mil milhões de euros. É por isso que nos próximos anos a poupança será uma prioridade inevitável. E isso representa um esforço de todos e de cada um. Representa famílias com consumos mais responsáveis, empresas com programas de redução de custos e maiores níveis de eficiência e um Estado corajoso, disponível para reduzir progressivamente a despesa pública. Mas se a dívida nos une, é fundamental consciencializarmo-nos que teremos não só de pagar os juros como, a prazo, reduzir esta dependência, isto é, pagar esta dívida. Para isso temos de nos concentrar em tornar a dívida produtiva, isto é garantir ganhos reais de produtividade.
[.../...]
António Ramalho, em artigo imperdível, no Jornal de Negócios, aqui.
A ADENE INFORMA o Cidadão sobre a Qualidade dos Edifícios através do Sistema de Certificação e da qualidade do ar no interior dos edifícios.”
Mas nos textos aparece uma expressão curiosa: "moratória nas prestações de crédito à habitação". Segundo o dicionário, moratória é uma dilação de prazo para pagamento de uma dívida. Ou seja, hoje pago 50 em vez de 100, mas mais cedo ou mais tarde vou ter que pagar os 50 que faltam. E a isto chamam os jornais uma redução... Estou a imaginar o Pingo Doce a anunciar "Redução de 50% nas alcachofras em lata", mas na caixa dizem-nos "para a semana paga o resto, 'tá bem?"
Fonte: Blogue a Pente Fino, aqui.
Será que os jornalistas não sabem o que é uma moratória? Pelo que escrevem, assim parece, como conclui o Miguel Carvalho no A pente Fino.
Os depósitos estão a crescer há quase um ano, em parte devido à queda da confiança, que torna os portugueses mais precavidos quanto ao futuro. Por um lado, há um desvio dos fundos e outras aplicações com risco associado para produtos mais seguros, e, por outro lado, os portugueses estão menos consumistas, para pouparem mais, por medo do que possa acontecer no futuro. O desemprego, por exemplo, é frequentemente apontado em Portugal como a principal preocupação em relação ao futuro.
Este texto reflecte a opinião de um determinado autor (julgo que não está sozinho) mas é facilmente desmontável. E então os trabalhadores portugueses que trabalham cá dentro mas para empresas multinacionais? Já não sofrem de lusofagia territorialis? Sabemos que as multinacionais a operar em Portugal detêm altos índices de produtividade. Então esses não são feitos da mesma matéria que os outros? Esta realidade leva-nos a concluir que a baixa produtividade não deve ser só uma questão de pessoas. Outros factores haverá com certeza.
Keep your customers, but change what you sell to them.
Keep your providers, but change the profit structure.
Keep your industry but change where the money comes from.
Keep your staff, but change what you do.
Keep your mission, but change your scale.
Keep your products, but change the way you market them.
Keep your customers, but change how much you sell each one.
Keep your technology, but use it to do something else.
Keep your reputation, but apply it to a different industry or problem.
O ministro explicou que estão a ser apoiados os sectores cujo colapso teria maior impacto negativo no resto da economia. «Se o sector financeiro não funcionar, toda a economia se asfixia. Os recursos públicos não são ilimitados, por isso, é preciso escolher os sectores a ajudar e há sectores com maior efeito sistémico na economia».
Para os que perguntam para que serve toda esta ajuda ao sector financeiro, como as garantias estatais ao financiamento e a ajuda à recapitalização das instituições, o ministro tem uma resposta: «O crédito às empresas aumentou 10,6% em 2007 e 14% em 2008. Em Janeiro deste ano, registou um crescimento homólogo de 12,8%. Ou seja, continua a existir um esforço de financiamento às empresas no nosso sistema financeiro. E isto é um pouco fruto das garantias que disponibilizámos à banca e do trabalho que desenvolvemos neste sentido», considerou.


















































