Governo vai suspender 13º mês aos funcionários públicos

Publicada por José Manuel Dias


"Um ano, um governo, um forint”, foi a máxima com a qual Gordon Bajnai se apresentou esta tarde aos deputados húngaros em Budapeste. Foi eleito primeiro-ministro com os votos favoráveis dos socialistas e dos liberais, após o primeiro destes partidos ter apresentado uma moção de censura construtiva, com o objectivo de evitar eleições antecipadas.
Bajnai deixou claro que se demitirá e forçará eleições no caso de não ter apoio para o seu programa impopular de reformas. À cabeça das quais surge a decisão de eliminar o décimo terceiro mês aos funcionários públicos e aos reformados, bem como a supressão de inúmeros subsídios familiares. Um governo de crise para durar um ano, explicou Bajnai, acrescentando que até sair do Governo receberá um salário de apenas um forint.
Fonte: Público, aqui.
Sosseguem que é na Hungria. Por ora... Ou muito me enagano ou, a breve prazo, medidas como estas vão ser encaradas por outras bandas. Não há volta a dar: a nova geração não vai viver tão bem como a nossa. O crédito já não é o que era.

O pior ainda está para vir

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal reviu hoje em baixa a previsão para a evolução da actividade económica em 2009, antecipando agora uma contracção de 3,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB).
No contexto da maior crise financeira e económica mundial dos últimos 80 anos, também a economiaportuguesa desacelerou de forma marcada em 2008, iniciando no segundo semestre um período re-cessivo que se antevê como o mais profundo e prolongado das últimas décadas", escreve o Banco de Portugal no Boletim da Primavera apresentado hoje pelo governador do Banco de Portugal.
Fonte: Público, aqui.

Universidades a mais

Publicada por José Manuel Dias


Fechar ou redimensionar algumas universidades é a solução apontada por alguns dirigentes para acabar com as recorrentes queixas de falta de verbas das instituições. "A rede de estabelecimentos de ensino superior deve ser reduzida, sob pena de, todos os anos, as instituições se queixarem de falta de verbas e o Estado ter de reforçar as transferências", defendeu em declarações ao DN o ex-presidente do Conselho Coordenador do Ensino Politécnico Luciano de Almeida.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Cortar nos custos não é fácil, fácil é pedir mais subsídios ao Estado.

O custo de vida baixou

Publicada por José Manuel Dias


O Índice de Preços no Consumidor (IPC) recuou 0,4% em Março face ao mesmo mês de 2008, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se da primeira evolução negativa desde pelo menos 1978, data dos primeiros dados do INE.
A mesma fonte explica esta evolução negativa com a queda dos preços dos transportes.
Se forem excluídos dos cálculos as variações dos preços da energia e dos bens alimentares, a taxa de variação homóloga da inflação foi de 0,9% em Março, abaixo dos 1,4% registados em Fevereiro.
Fonte: Diário Económico,
aqui.

Jason Mraz - I'm Yours

Publicada por José Manuel Dias

Páscoa

Publicada por José Manuel Dias

250 anos de cidade

Publicada por José Manuel Dias


O conhecido historiador de Aveiro Amaro Neves defendeu, no dia em que se comemorou 250 anos sobre a assinatura, por D. José I, da elevação a cidade, que “Aveiro não justificava ser cidade e foi-o por razões políticas”. O historiador descreve Aveiro de há 250 anos como uma pequena vila muralhada, de feição medieval, ainda que de carácter burguês, devido às actividades salineiras, piscatórias e mercantis, mas que se encontrava decadente devido ao assoreamento da Ria. A elevação a cidade, sustenta, “foi justificada por um pseudo-atentado contra o rei, já que não há provas seguras de que o atentado tenha existido, de que seria tido como principal responsável o duque.
Cortada a cabeça do duque, havia que granjear a simpatia das pessoas tuteladas pelo duque de Aveiro. Entendeu o rei que essa seria uma forma de compensação.
Fonte: Diário de Aveiro,
aqui.

Microsoft's Future Vision on Banking

Publicada por José Manuel Dias

Aviso às tropas

Publicada por José Manuel Dias


O governador de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Michael Bloomberg, afirmou na passada quinta-feira que deverão ser suprimidos milhares de postos de trabalho nas empresas municipais da cidade para evitar a falência da Câmara.
De acordo com a Lusa, Michael Bloomberg, envolvido em negociações tensas com os sindicatos dos trabalhadores municipais, anunciou que deverão ser suprimidos 7.000 postos de trabalho suplementares, ou pelo menos, deverão ser reduzidos drasticamente os benefícios salariais destes funcionários.
Fonte Agência Financeira, aqui.

Angola aqui tão perto...

Publicada por José Manuel Dias


Arnaldo Sapinho, desde há dois anos, que viaja frequentemente para Angola e desde então já sente as diferenças. "Nota-se, de uma forma visível,a reorganização de Luanda", comenta o director-geral da Movicortes. A empresa detém, entre outras participadas, a Vimoter (concessionária automóvel), onde Arnaldo Sapinho foi fotografado. Após consolidar a actividade no país, a empresa está a construir instalações próprias na zona industrial de Viana, a 60 quilómetros da capital, e um pólo de apoio em Benguela. Admitindo que existem "situações complexas que se devem à falta de infra-estruturas", o gestor defende que o segredo passa por ter "negócios consistentes".
Para continuar a ler este artigo do Jornal de Negócios clicar aqui.

5% do PIB

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses aplicaram em produtos financeiros sediados em offshores quase 8,8 mil milhões de euros em 2008, valor que representa cinco por cento do PIB estimado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o ano passado. Por causa da crise financeira, em 2008 o investimento em paraísos fiscais caiu 30 por cento mas em Janeiro deste ano, passada a fase mais instável dos mercados, as aplicações em off-shores dispararam de novo.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
O FMI estima que um quarto da riqueza privada mundial está em off-shores. Se o Mundo levar por diante o combate às off-shores, como recentemente foi preconizado nas cimeira do G20, a evasão fiscal diminuirá e a estabilidade financeira sairá reforçada.

A ideia é boa...

Publicada por José Manuel Dias


O Governo aprovou hoje uma proposta de autorização referente ao regime de reabilitação urbana, prevendo em casos extremos situações em que os proprietários serão forçados a vender ou arrendar os seus imóveis, ou a fazer obras coercivas. Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o diploma foi apresentado pelo titular da pasta do Ambiente, Nunes Correia, e pelo secretário de Estado do Desenvolvimento do Território e Cidades, João Ferrão.
O regime estabelecido para o sistema de venda forçada aproxima-se e é totalmente compaginável – talvez com algum benefício acrescido em relação aos direitos dos proprietários – com o que é actualmente praticado relativamente à expropriação. A venda forçada é uma forma de expropriação, não a favor da entidade expropriante, mas a favor de quem se comprometa a fazer aquilo que há a fazer para a reabilitação urbana”, sustentou Nunes Correia.
Fonte: Público,
aqui.
O propósito é meritório, resta saber como é que a lei vai ser aplicada. Se contribuir para a reabilitação urbana merece os nossos aplausos.


Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit

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Cibernautas

Publicada por José Manuel Dias


70% de utilizadores acedem diariamente à Internet e dedicam mais horas ao fim-de-semana, é umas das principais conclusões do segundo estudo «Consumo Cruzado de Meios», da Havas Digital.
A influência da Internet na tomada de decisão cresce em todas as categorias, destacando-se os produtos de turismo, tecnologia e financeiros.
Comparando com o mesmo inquérito feito em 2006, este demonstra que a massificação digital é notória, uma vez que se verifica «um aumento significativo do acesso à Internet a partir do lar» e um consumo e acesso diário à Internet que «cresceu e ganhou importância em todos os targets».
Fonte: Agência Financeira, aqui.
O grau de identificação dos portugueses com as TIC vai crescendo de forma significativa. As grandes mudanças são sempre tranquilas...

Estamos servidos...

Publicada por José Manuel Dias


Do total de casas no país, 10% estão à venda. Apesar da crise, a oferta não diminui. Desce o número de casas novas no mercado mas sobe o de habitações velhas.
Há cerca de 500 mil casas à venda em Portugal, o que representa 10% das habitações do país. Tendo em conta que se vendem 170 mil casas por ano, isto significa que mesmo que não se construíssem mais casas, seriam precisos quase três anos para esgotar o stock total.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Barco Mítico

Publicada por José Manuel Dias


Os entusiastas da "faina maior" vivem dias sobressaltados. Ainda com a emoção de acompanhar o restauro, em fase adiantada, do Santa Maria Manuela, assistem agora ao resgate de outro dos grandes símbolos do período áureo da pesca do bacalhau. Está previsto para as 08.00 de hoje a entrada na barra do Porto de Aveiro do Argus, mítico lugre bacalhoeiro que volta a Portugal 35 anos depois de ter deixado o País.
O antigo lugre motor de quatro mastros, ultimamente a navegar com o nome de Polynesia II, voltou a ter dono nacional, concretamente a empresa de pescas Pascoal & Filhos, da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo. Foi adquirido, a 22 de Janeiro, durante um leilão, em Arruba, nas Caraíbas
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Um barco com história cujo regresso a Portugal é saudado por todos.

Opções

Publicada por José Manuel Dias


A Cushman & Wakefield Portugal anunciou hoje uma redução do horário de trabalho dos seus 65 colaboradores e dos salários ilíquidos em cerca de 7,5 por cento, com o objectivo de evitar despedimentos. A medida, que estará em vigor até ao final deste ano, abrange “todos os colaboradores, sem excepção”, disse ao PÚBLICO fonte oficial da consultora imobiliária.
Fonte: Público, aqui.
Uma medida que visa ajustar a carga salarial à dimensão da actividade. Uma pequena redução nos salários pode permitir a manutenção dos empregos. Opções...

Simply Red - if you dont know me by now live

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Destruição criativa

Publicada por José Manuel Dias


"A economia capitalista não é, nem pode ser, estacionária. Nem se está a expandir meramente de forma estável. Está a ser incessantemente revolucionada por dentro por novas iniciativas, i.e., pela intromissão de novos bens ou novos métodos de produção ou novas oportunidades comerciais na estrutura industrial que existe em qualquer momento. Quaisquer estruturas existentes e todas as condições de fazer negócio estão sempre num processo de mudança. Qualquer situação está a ser perturbada antes de ter tido tempo de se resolver a si própria. Progresso económico, numa sociedade capitalista, significa tumulto" (Capitalismo, Socialismo e Democracia [1942] p.31-2).
Palavras de Joseph Schumpeter (1883-1950), nascido, como Keynes, no ano da morte de um outro génio, o alemão Karl Marx (1818-1883), cuja actualidade é assinalada
aqui, no DN, por João César das Neves.

A capacidade creditícia

Publicada por José Manuel Dias


«A Ciência progride por tentativa e erro. Porém, enquanto os sucessos são amplamente apregoados, os erros são frequentemente encarados com embaraço pelas gerações subsequentes e relegados para os sótãos da memória, tal como os familiares loucos de uma novela vitoriana. Normalmente ficam esquecidos por lá, como fantasmas. A craniologia, a frenologia e a eugenia, que em tempos foram respeitáveis áreas de estudo e passaram depois a ser encaradas com sobressalto, reaparecem de tempos a tempos, mas poucas pessoas sãs lhes prestam atenção. Um desses fantasmas, contudo, reapareceu mais uma vez, e tenta a sua reabilitação. Durante anos, a fisiognomia — a ideia de que o rosto de uma pessoa reflecte o seu carácter — tem sido encarada com desprezo. Mas ressurgiu uma vez mais. «Certamente que as aparências contam. As mulheres, por exemplo, avaliam os homens pelos seus rostos. Os níveis de testosterona são reflectidos no rosto, e ser visto como uma companhia apenas para uma noite ou como um potencial marido, depende em parte do aspecto físico. Do mesmo modo, o rosto de um macho revela a agressividade subjacente do dono e até mesmo a sua perspicácia para o negócio. A beleza facial, em ambos os sexos, é também associada a rendimentos elevados. A investigação mais recente, contudo, vai direita ao aspecto moral. Jefferson Duarte, da Rice University (Houston), e os seus colegas sugerem que uma das características morais mais reveladoras, a capacidade creditícia [creditworthiness], também é revelada pelos rostos.»
The Economist, aqui.

O lado bom da crise

Publicada por José Manuel Dias


Como não sou daqueles tipos que olham para os dois lados antes de atravessar uma rua de sentido único, tenho descoberto sinais bastante encorajadores em muitas notícias da crise.
Fiquei muito satisfeito em saber que há menos 30 mil carros a circularem diariamente nas ruas de Lisboa, o que corresponde a uma diminuição de 7% no trânsito. A queda de 9% no movimento na A1 (menos 8500 automóveis por dia) é uma má notícia para a Brisa, mas uma boa notícia para quem está preocupado com o futuro do planeta. Quero acreditar que, quando a noite passar, as pessoas que agora estão a deixar o carro na garagem continuarão a usar os transportes públicos.
Fiquei muito satisfeito em saber que as restrições ao crédito à habitação estão a fomentar o mercado de arrendamento. Ou seja, que a crise está a ser mais eficaz que a Lei das Rendas na urgente tarefa de devolver ao mercado habitacional português a racionalidade e equilíbrio perdidos.
Fiquei muito satisfeito em saber que, pela primeira vez, caiu a venda de telemóveis e que a poupança dos portugueses aumentou 14%. Parece-me que 14,5 milhões de telemóveis são suficientes para dez milhões de portugueses e sonho com o dia em que voltarão a haver mais escovas de dentes nos copos da casa de banho do que telemóveis nos bolsos.
Um artigo imperdível de Jorge Fiel para ler na íntegra no DN, aqui.

Alargar horizontes

Publicada por José Manuel Dias


“(…) A ligação universidades/necessidades do mercado de trabalho também mereceu críticas por parte de Miguel Portela e Luís Reis nas «conversas ao pequeno-almoço», organizadas pelo IPAM. O CEO da Sonae.com sublinhou que as escolas «deviam pôr as pessoas a pensar, a saber reagir ao desconforto, à diferença». Os cursos superiores, acrescentou, «são demasiado fáceis. As pessoas só sabem até onde podem ir se forem levadas ao seu limite».
«A muitos licenciados falta o mundo. Para muitos, o mundo acaba no fim da rua da aldeia dele». Esta imagem fornecida por Luís Reis serviu para demonstrar como os portugueses se «agarram desesperadamente ao seu cantinho».
O CEO da Sonae.com deu um exemplo: «Num processo de recrutamento, perante a «ameaça» de que podem ser colocados em qualquer ponto do país, metade desiste. À metade que fica, dizemos que podem ser colocados em qualquer ponto do mundo e metade vai embora. Dos candidatos iniciais restam-nos normalmente 25 por cento». Daí o desabafo: «Devia ser proibido aos recém-licenciados namorar ou casar nos próximos dez anos». (…)”
Fonte: Agência Financeira, aqui.


Bob Marley & The Wailers 'Rastaman Vibration'

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Toca a todos

Publicada por José Manuel Dias


Os docentes do Ensino Superior vão passar a ser avaliados de três em três anos. A alteração foi hoje aprovada em Conselho de Ministros. O governo aprovou hoje em Conselho de Ministros as alterações ao estatutos de Carreira Docente Universitária e da Carreira Docente do Ensino Superior Politécnico. O documento prevê que a entrada na carreira passe a ser feita com um doutoramento.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O Govermo acaba com progressões automáticas no Superior. Parece-me bem.

Desceu, não desceu?

Publicada por José Manuel Dias


O BCE decidiu baixar as taxas de juro em apenas 0,25 pontos percentuais. Foi uma decisão acertada. Primeiro, porque uma baixa de 0,5 pontos faria esgotar a arma das taxas de juro como meio de combate à recessão. Não apenas porque o BCE está a fazer finca-pé no patamar de um por cento como valor mínimo para as taxas, mas porque na actual conjuntura é irrelevante ter taxas a um por cento… ou a zero por cento. Não é por essa diferença que as empresas recomeçam a investir e os consumidores a gastar. A economia não mexe por falta de confiança no sistema financeiro e não pelas taxas de juro.
Camilo Lourenço, em artigo de opinião mo Jornal de Negócios, aqui.

A caminho da regulação global

Publicada por José Manuel Dias


Uma das medidas da cimeira do G20 em Londres foi o reforço da regulação financeira internacional, mediante a criação de uma nova instituição internacional -- o Financial Stability Board --, a partir do já existente Financial Stability Forum, criado em 1999 pelo G7, mas agora com uma composição alargada - incluindo todos os G20, mais a Espanha e a Comissão Europeia (o que reforça o peso da UE) - e sobretudo com poderes mais extensos e mais efectivos.

Diana Krall - A Case of You

Publicada por José Manuel Dias

O diagnóstico da crise

Publicada por José Manuel Dias


Ao nível mundial, o colapso financeiro produziu uma brutal destruição de riqueza que, mesmo artificial, ajudava a sustentar decisões de consumo e investimento. Tal destruição, juntamente com as expectativas pessimistas que alimenta e com as interacções económicas que desencadeia, está a provocar uma enorme contracção da procura, que ameaça tornar excedentária uma boa parte da capacidade produtiva instalada. Daí que as autoridades económicas - governos e bancos centrais - se apliquem, e bem, em criar procura por parte do Estado e em estimular a procura privada, para que o excesso de capacidade não tenha que ser destruído, gerando um massivo desemprego.
Vítor Bento, em artigo de opinião no Diário Económico, faz o diagnóstico da presente crise mundial mas argumenta que o problema de Portugal é diferente, uma vez que desde 1997 que o país vive em excesso de procura, face à sua capacidade produtiva. Para este economista o problema da economia não está, portanto, no lado da procura, mas sim no lado da oferta, que se encontra bloqueada, por perda de competitividade (a produtividade não compensa os custos).
Vale a pena conhecer a sua proposta para saída da crise aqui.

Sempre a cair...

Publicada por José Manuel Dias


As Euribor mantêm a tendência de queda com a taxa a três meses cada vez mais perto de igualar a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE). Esta semana, o Banco Central Europeu (BCE) deverá reduzir novamente os juros, segundo as previsões do mercado. A taxa a seis meses recuou hoje para os 1,670%, um novo mínimo histórico, e a Euribor a três meses desceu para os 1,510%, aproximando-se mais do preço do dinheiro definido pelo BCE, que se encontra nos 1,50%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
São boas notícias para todos os que têm empréstimos em curso. São boas notícias para o Estado atento o endividamento público existente. São boas notícias para quem quer investir.

Défices excessivos

Publicada por José Manuel Dias


Nos termos dos Regulamentos comunitários, o INE já enviou para o Eurostat a primeira notificação de 2009 relativa ao exercício do Procedimento dos Défices Excessivos.
Rácio Capacidade/necessidade líquida de financiamento no PIBpm: 2,6% em 2008, para 2009 o previsto é 3,9%.
Para ver a evolução verificada entre 2005 a 2009, clicar aqui.

Preparemo-nos ....

Publicada por José Manuel Dias

A ilha Quimonda

Publicada por José Manuel Dias


Empresas que montam uma unidade em Portugal para produzir a partir de tecnologia concebida e comercializada exclusivamente pela casa-mãe, a qual envia todos os componentes a integrar na produção, a qual é depois toda reenviada de volta para a sede. Funcionam como uma ilha isolada que pouco ou nada interage com o país envolvente. Vêm para cá apenas para se aproveitar de engenharia e demais mão-de-obra barata e de qualidade. O valor acrescentado fica todo no país de origem, uma vez que esse resulta da concepção e comercialização dos produtos, não da respectiva fabricação. E quando a vantagem da mão-de-obra barata é anulada por um país asiático qualquer, deslocalizam ou fecham.
Para ler na íntegra este artido de opinião de Paulo Soares de Pinho, Professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, clicar aqui.

O ovo faz-me pensar...

Publicada por José Manuel Dias


O corpo da galinha sabe muito de geometria. Foi o ovo que me contou. Porque o ovo é um objeto geométrico construído segundo rigorosas relações matemáticas. A galinha nada sabe sobre geometria, na cabeça. Mas o corpo dela sabe. Prova disso é que ela bota esses assombros geométricos.Sabe muito também sobre anatomia. O ovo não é uma esfera. Ele tem uma parte mais grossa e uma parte mais fina. Há uma razão físico-anatômica para isso. É a mesma razão por que os pregos têm uma ponta fina: para entrar melhor no buraco.
[.../...]
O nosso corpo é assim: ele sabe muitas coisas que a nossa cabeça não sabe. Se dependêssemos, para viver, dos conhecimentos que temos na nossa cabeça, há muito teríamos desaparecido da terra. O corpo é muito sábio. Acham que estou doido? Vocês já ouviram falar em Guimarães Rosa, o escritor? Pois ele disse: “O corpo não traslada, mas muito sabe, adivinha se não entende...“ Com o que, Nietzsche, o filósofo que mais amo, concorda: “Há mais razão no seu corpo que na sua melhor sabedoria“...Os gregos antigos, filósofos, diziam que a gente começa a pensar quando a gente fica abobalhado diante de um fato corriqueiro. Haverá coisa mais corriqueira que um ovo? Pois o ovo me faz pensar...
Texto delicioso, escrito por Rubem Alves, a ser lido na íntegra aqui, descoberto via A Matemática anda por aí.

Pois...E o prémio?!!

Publicada por José Manuel Dias


As taxas de juro nos contratos de crédito à habitação estão a descer desde Dezembro, acompanhando a queda das Euribor. Uma redução que não chega a quem está agora a comprar casa, devido ao aumento dos "spreads" pela banca. Desde Outubro de 2007, a diferença entre os juros praticados nos contratos e a taxa Euribor já aumentou 300%.
Apesar das descidas registadas nos últimos meses, este valor está mais de 1,7 pontos percentuais acima da média das taxas Euribor nos três meses correspondentes (média entre Outubro de Janeiro).
Fonte: Jornal de Negócios desta data, aqui.
As taxas de juro incorporam um prémio de risco. Se o nível de incumprimento do Crédito Habitação tem subido em resultado de riscos diversos, nos quais se incluem os denominados 3 D´s, mas em que sobreleva o desemprego, parece ter sentido que o prémio de risco incorporado no pricing seja objecto de agravamento. Levar mais caro, neste caso, não quer dizer que os Bancos tenham margem de lucro superior.

Morangos de luxo

Publicada por José Manuel Dias



No Algarve, os morangos que nascem, não na terra, mas em prateleiras com água, escapam à crise económica mundial, porque os agricultores vendem toda a produção ao Norte da Europa.
A chave do sucesso está na elevada qualidade da fruta, apreciada por pessoas que não se importam de pagar mais caro, explica Humberto Teixeira, produtor de morangos no Algarve. "Ainda não sentimos a crise, porque temos garantida a venda dos morangos e framboesas. Quando produzimos a fruta, já a temos toda vendido aos países nórdicos", dizem Pedro Vaquinhas e Célia Bento, engenheiros agrónomos, que se candidataram ao Proder, investiram um 1,2 milhões de euros na criação da "Agrivabe" e contam produzir até Maio cerca de 70 toneladas de morangos.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Há que encontrar novos clientes. Explorar novos mercados. Descobrir nichos que valorizem o que somos capazes de fazer melhor que os outros.

The Eagles - Take It Easy

Publicada por José Manuel Dias

Aprender com os melhores

Publicada por José Manuel Dias


Apenas cinco das 397 escolas sujeitas a avaliação externa nos últimos três anos lectivos obtiveram nota máxima, um requisito obrigatório para atribuírem as percentagens mais elevadas das classificações de ‘Muito Bom’ e ‘Excelente’ da avaliação de desempenho do docente.
As secundárias das Palmeiras (Covilhã), Alberto Sampaio (Braga), Leal da Câmara (Rio de Mouro) e os agrupamentos de Santa Catarina (Caldas da Rainha) e Gualdim Pais (Santarém) foram as eleitas.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Todos concordam que é preciso melhorar a qualidade do ensino. Todos subscrevem a necessidade de mudanças. Muitos procuram melhorar mas nem todos conseguem atingir níveis de desempenho superiores. Aprender com quem faz melhor pode ser um bom caminho.

Confiança precisa-se

Publicada por José Manuel Dias


A chanceler alemã Angela Merkel afirmou hoje, numa entrevista ao jornal "Financial Times", que a injecção de demasiado dinheiro para relançamento da economia mundial pode provocar o risco de criar uma retoma não durável. Na mesma entrevista, Merkel rejeitou os apelos ao desbloqueio de mais fundos públicos na Alemanha no quadro de um esforço de relançamento económico coordenado a nível internacional. "Se queremos tirar lições [da crise], a resposta não passa por repetir os erros do passado", referiu.
Fonte: Público, aqui.
Todos concordam que as grandes empresas devem "continuar de pé" em ordem a garantir os respectivos postos de trabalho e manter a necessária operacionalização para responderem prontamente à esperada (e desejada) retoma. A questão é, no entanto, mais complexa: faltam clientes. Muitos dos que poderiam comprar, sabem que no passado se excederam. Endividaram-se. Viveram acima das possibilidades. Agora o "susto" está a reformular padrões de comportamento e determinados sectores e actividades ressentem-se mais do que os outros. A recalibração é inevitável. Só assim retomaremos a confiança necessária ao normal funcionamento do sistema.

Dá que pensar...

Publicada por José Manuel Dias


O que nos falta – a nós, portugueses – é eficácia. Capacidade de concretização. Pragmatismo. Temos muito jogo, muita conversa, muito floreado; muita parra, mas pouca uva. Isto é verdade no futebol, na política, nas empresas. Não é por acaso que a Suécia está, há muitos anos, nos cinco países com maior índice de produtividade do mundo. Não é um «problema» de Carlos Queirós, é um problema dos portugueses: conversa, conversa, conversa… concretizar, fazer é uma ofensa.
Tomás Vasques no Hoje há conquilhas amanhã não sabemos.

Talking Heads - 06.Burning Down The House

Publicada por José Manuel Dias

O papel dos Bancos

Publicada por José Manuel Dias


"Estamos a tentar fazer o que é certo para os Estados Unidos", garantiram os CEO de alguns dos maiores bancos norte-americanos à saída da reunião com Barack Obama. Os responsáveis disseram ao presidente dos Estados Unidos que estão disponíveis para trabalhar com o Executivo no sentido de alcançar a recuperação económica do país. No final da reunião com o presidente dos Estados Unidos, os 15 CEO da banca traziam consigo uma mensagem de esperança. Afirmaram que as suas empresas são o centro de uma potencial recuperação económica e garantiram que estão disponíveis para trabalhar com o Executivo. "A mensagem é que estamos unidos nesta situação", disse o CEO da Wells Fargo, John Stumpf. "Estamos a tentar fazer o que é certo para os Estados Unidos", acrescentou o responsável.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Contra ventos e marés

Publicada por José Manuel Dias


Em que é que se distingue o plano agora apresentado em plena crise para os sectores do têxtil, vestuário e calçado, de um outro que o Governo decidisse lançar em tempos de calmaria? Seguramente, no número de trabalhadores envolvidos em acções de formação profissional pela pior das razões: quando os clientes deixam de comprar, não faz sentido continuar a produzir só para amontoar stocks (existências). Com os tempos de paragem produtiva, faz sentido que os dinheiros públicos apoiem a aquisição de novos conhecimentos que se antecipem necessários na fase de retoma económica.
Também nos seguros de crédito à exportação aparece o selo da emergência global. Hoje o risco de exportar e não receber é bem maior e o Estado deve ajudar a diminuir o custo desse risco para as empresas, se quiser que elas porfiem nos mercados externos, contra ventos e marés.
Para continuar a ler este artigo de opinião de António Perez Metelo, no Diário de Notícias de hoje, clicar aqui.

Devedores crónicos

Publicada por José Manuel Dias


Ao mesmo tempo, na próxima terça-feira, entra em vigor a lista pública de execuções. Passam a constar na Internet os nomes das pessoas com empréstimos por pagar, mas sem bens penhoráveis. "Visa identificar devedores crónicos" e não "casos de sobreendividamento", de acordo com João Tiago Silveira, secretário de Estado da Justiça. Na lista pública estarão as acções de penhora que não foram concretizadas por falta de bens. A inclusão dos devedores na lista vai também ajudar as empresas a recuperar IVA pago ao Estado - até aos oito mil euros - sem necessidade de acções judiciais.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A reforma da acção executiva que emtra em vigor a partir de 31 de Março, arrasta outras novidades: os devedores poderão ser alvo de execuções de arresto e penhora sem citação prévia dos solicitadores e advogados nomeados pelos exequentes (credores). Serão que os credores que recorrem aos Trinunais serão ressarcidos mais depressa? O futuro dirá.

Precisamos de vários Mourinhos

Publicada por José Manuel Dias


A rolha de cortiça vai ter a maior campanha promocional da sua história. São 15 milhões de euros para manter a liderança mundial e potenciar o aumento do consumo. "Precisamos de vários Mourinhos. Apesar da liderança mundial, é uma posição fragilizada. A rolha de cortiça tem sido muito atacada e substituída pela rosca metálica e pelos vedantes de plástico", afirma Joaquim Lima, director-geral da Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor). O treinador português de futebol, José Mourinho, foi o rosto da campanha "Choose Cork" no Reino Unido entre 2005 e 2006.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
A ameaça de vedantes de plástico justifica plenamente esta campanha. Há que proteger os mercados e explicar que "um bom vinho merece uma boa rolha".

Valorizar as TIC

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com o Global Information Technology Report 2008-2009, publicado hoje em Genebra pelo World Economic Fórum, numa lista de 134 países, «Portugal surge como o 4º país cujo Governo mais importância dá às TIC na formulação da sua visão de futuro».
Em comunicado, o Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico explica que este relatório tem por base o índice Networked Readiness Índex, no qual Portugal ocupa a 13ª posição na capacidade pública de utilizar as TIC, «13 posições acima do lugar conseguido na edição 2006-2007».
Ao nível de utilização das TIC pela Administração Pública, Portugal ocupa a 18ª posição, 11 lugares acima da edição 2006-2007.
Fonte: Dinheiro digital, aqui.

Lampadinhas precisam-se

Publicada por José Manuel Dias


A substituição do recibo de vencimento em papel - aquele que muitos de nós recebe e rasga todos os meses - pelo "recibo de vencimento electrónico" foi uma das ideias spresentadas no âmbito do concurso de ideias de simplificação para os funcionários públicos. Um prémio para incentivar a capacidade de inovação neste domínio, por parte de todos os que exercem funções públicas, beneficiando da sua experiência profissional e da sua relação de proximidade com os utentes.
Algumas das ideias suprimem encargos que incomodam muita gente, poupam papel desnecessário, ocupam pessoas com tarefas sem valor acrescentado; outras, ideias mais complexas, que quem está por dentro dos serviços acha possível desenvolver. Balcões únicos para a importação de automóveis, mais serviços electrónicos para professores e alunos, avisos por sms, desmaterialização de expediente entre serviços públicos, estão entre os vários tipos de sugestões. Para saber mais clicar no Simplex.
Fonte: Diário Económico, artigo de opinião de Maria Manuel Leitão Marques, Secretária de Estado da Modernização Administrativa.

Mas afinal o que nos une?

Publicada por José Manuel Dias


Não em sentido teórico e conceptual, mas sim no concreto do nosso quotidiano, neste momento de crise real, neste Portugal deprimido?
Ora o que inevitavelmente nos une é uma enorme dívida. E não se pense que é só o Estado que está endividado com uma dívida pública que dificilmente não ultrapassará em 2009 a fasquia dos 70% do PIB. Além do Estado estão endividadas as empresas que em 2007 deviam 114% do PIB e estão endividadas as famílias, que no final do mesmo ano deviam 129% do rendimento disponível.
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Está nas casas próprias que habitamos, nos empregos que foram criados e preservados, na educação em que investimos, na segurança social e saúde que garantimos, está nas estradas que construímos etc... E por muito pouco que tenhamos hoje, é bom recordar que foi com dívida que o adquirimos.
E naturalmente face a este acréscimo de dívida tivemos que recorrer ao estrangeiro para nos endividarmos. Assim, a nossa dívida externa deverá ser hoje mais de 150 mil milhões de euros. É por isso que nos próximos anos a poupança será uma prioridade inevitável. E isso representa um esforço de todos e de cada um. Representa famílias com consumos mais responsáveis, empresas com programas de redução de custos e maiores níveis de eficiência e um Estado corajoso, disponível para reduzir progressivamente a despesa pública. Mas se a dívida nos une, é fundamental consciencializarmo-nos que teremos não só de pagar os juros como, a prazo, reduzir esta dependência, isto é, pagar esta dívida. Para isso temos de nos concentrar em tornar a dívida produtiva, isto é garantir ganhos reais de produtividade.
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É por isso que, se a dívida nos une, terá que ser a produtividade (e a competitividade) que nos deverá unir. E a produtividade implicará mais trabalho, mais responsabilidade individual, mais risco pessoal, isto é mais meritocracia dos colaboradores. Representará mais selectividade, mais concentração, mais captura de ganhos na cadeia de valor pelas empresas. E implicará também maior transparência e maior eficiência a menor custo por parte do Estado. A equação de Portugal Futuro resolve-se nestas duas prioridades: Produtividade e Poupança. Pode parecer pouco, mas para Portugal é muito.
António Ramalho, em artigo imperdível, no Jornal de Negócios,
aqui.

Madeleine Peyroux - Dance Me To The End Of Love

Publicada por José Manuel Dias

Certificados Energéticos (*)

Publicada por José Manuel Dias


Quer comprar ou vender uma casa e quer saber o que tem de fazer em termos de certificação energética? Uma sugestão: visite a página da ADENE - Agência para a Energia. Como por lá se lê em jeito de apresentação sumária:
“A ADENE É uma instituição privada participada pelo Ministério da Economia e da Inovação e promove actividades de interesse público no domínio da Política Energética.
A ADENE INFORMA o Cidadão sobre a Qualidade dos Edifícios através do Sistema de Certificação e da qualidade do ar no interior dos edifícios.”
De acordo com o Jornal de Negócios, aqui, a ADENE já emitiu 50 mil certificados energéticos, desde que entrou em vigor o sistema nacional de certificação energética e da qualidade do ar do interior dos edifícios, em Julho de 2007.
(*) obrigatórios para quem quer vender ou alugar casa

É bom lembrar que...

Publicada por José Manuel Dias


"Não é o Estado que tem que resolver tudo". Hipólito de Sousa considera que o paradigma da reabilitação é o caminho que as obras públicas e a construção de edifícios devem seguir.
Em entrevista ao Negócios, o presidente do Colégio de Engenharia Civil diz que “há efeitos que se conseguem pelo lado da legislação e apoios públicos, mas os agentes do sector têm que ir à procura de soluções”.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

Saber o que é uma moratória...

Publicada por José Manuel Dias


Famílias com desempregados vão ter redução de 50 por cento na prestação da casa dizem a RTP e o Público. Menos 50 por cento no empréstimo à habitação, anuncia Sócrates no debate quinzenal diz o Diário IOL. Impressionante, que ajuda fantástica!
Mas nos textos aparece uma expressão curiosa: "moratória nas prestações de crédito à habitação". Segundo o dicionário, moratória é uma dilação de prazo para pagamento de uma dívida. Ou seja, hoje pago 50 em vez de 100, mas mais cedo ou mais tarde vou ter que pagar os 50 que faltam. E a isto chamam os jornais uma redução... Estou a imaginar o Pingo Doce a anunciar "Redução de 50% nas alcachofras em lata", mas na caixa dizem-nos "para a semana paga o resto, 'tá bem?"
Fonte: Blogue a Pente Fino,
aqui.
Será que os jornalistas não sabem o que é uma moratória? Pelo que escrevem, assim parece, como conclui o Miguel Carvalho no A pente Fino.

Ravel - Bolero - Daniel Barenboim

Publicada por José Manuel Dias

A Regina imperial

Publicada por José Manuel Dias


A Imperial, empresa de chocolates do grupo RAR com fábrica em Vila do Conde, tem em marcha um ambicioso plano de crescimento que tem por objectivo, até 2012, elevar em 40% o volume de negócios, actualmente de 18 milhões de euros anuais. A Imperial vai investir mais 3 milhões de euros na nova linha de produção em Vila do Conde. As exportações, que actualmente pesam 20% do negócio da Imperial, atingindo 22 países, estão no centro da estratégia da chocolateira portuguesa. "Temos de dar o salto para outros mercados, e há neste momento muitos que estão em estudo", adianta Manuela Tavares de Sousa, administradora-delegada da Imperial. "A exportação tem de representar, dentro de dois ou três anos, 50% das vendas. E a partir daí, subir".
A Imperial é o maior fabricante português da actualidade, e também a única empresa do sector a marcar posição nos mercados internacionais. Um dos seus principais trunfos é a marca Regina, comprada em processo de falência pela Imperial, que concorre para cerca de metade do negócio global. O relançamento da Regina "foi um sucesso que ultrapassou todas as nossas expectativas", salienta a administradora da Imperial. "A Regina ficou sempre no imaginário dos portugueses".
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
Quem é que não já comeu um chocolate Regina? Muitas gerações têm comido estes chocolates. Avós e netos têm partilhado dos mesmos gostos. O valor de uma marca é inestimável e uma gestão cuidada, como parece estar agora a suceder, potencia as vendas do produto. Há que aprender com quem sabe fazer melhor.

Poupar é preciso

Publicada por José Manuel Dias


As famílias portuguesas estão a poupar cada vez mais, segundo revelam os dados do Banco de Portugal relativos a Janeiro. No último ano, os depósitos feitos nos bancos aumentaram 13,3% para quase 116 mil milhões de euros, o que significa que estão a ser depositados 37 milhões de euros por dia.
Os depósitos estão a crescer há quase um ano, em parte devido à queda da confiança, que torna os portugueses mais precavidos quanto ao futuro. Por um lado, há um desvio dos fundos e outras aplicações com risco associado para produtos mais seguros, e, por outro lado, os portugueses estão menos consumistas, para pouparem mais, por medo do que possa acontecer no futuro. O desemprego, por exemplo, é frequentemente apontado em Portugal como a principal preocupação em relação ao futuro.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Foi precisa a crise para se verificar uma certa contenção no consumo, viabilizando a dinamização da poupança. Confiamos as nossas economias aos Bancos. Sabemos que nestas alturas não devemos trocar uma remuneração certa, por uma mais elevada mas de concretização incerta.

A quinta frase

Publicada por José Manuel Dias


A Sofia Loureiro dos Santos do Defender o Quadrado lançou-me aqui, um desafio: "transcrever a quinta frase da página 161 do livro que tenho à mão". Pegando no livro, Predadores, das Publicações D. Quixote, retiro: "Ele chegava ao sítio, era o último mas chegava". Missão cumprida, com gosto. Pelo desafio ter sido feito por quem foi. Por ser um livro de Pepetela . Por ser um romance delicioso. Um retrato ficcionadado de uma Angola no pós independência. Um livro que nos dá pistas para compreendermos as fraquezas e forças de um dos países que continuar a crescer apesar da crise mundial.

Lusofagia territorialis

Publicada por José Manuel Dias


“Os trabalhadores portugueses sofrem de uma doença congénita designada por lusofagia territorialis. Esta curiosa patologia ataca os portugueses que trabalham em Portugal e desaparece logo que trabalham no estrangeiro (basta passar a fronteira). Noutros países, aos trabalhadores portugueses são reconhecidas virtudes de capacidade de trabalho e de disciplina, enquanto no seu país são madraços, irresponsáveis e indisciplinados.”
Este texto reflecte a opinião de um determinado autor (julgo que não está sozinho) mas é facilmente desmontável. E então os trabalhadores portugueses que trabalham cá dentro mas para empresas multinacionais? Já não sofrem de lusofagia territorialis? Sabemos que as multinacionais a operar em Portugal detêm altos índices de produtividade. Então esses não são feitos da mesma matéria que os outros? Esta realidade leva-nos a concluir que a baixa produtividade não deve ser só uma questão de pessoas. Outros factores haverá com certeza.
Da intrododução da Manual Pedagógico da Produtividade, disponibilizado pela AEP, aqui. Uma leitura que se recomenda e que aborda temas correlacionados com o "fazer mais e fazer melhor".

Pistas para a mudança

Publicada por José Manuel Dias


Quando as coisas não vão bem devemos encarar a mudança. A mudança é sempre mais difícil quando queremos mudar tudo. Neste enquadramento não se faz, adia-se ou tem custos elevados. Podemos equacionar abordagens diferentes. Mudar em parte, alterar processos, reforçar competências, optimizar recursos, focar noutras áreas, valorizar atributos. Existem muitas maneiras para implementar a mudança, compete-nos escolher as melhores para tornear a "crise".
Seth Godin dá-nos algumas pistas, aqui:
Keep the machines in your factory, but change what they make.
Keep your customers, but change what you sell to them.
Keep your providers, but change the profit structure.
Keep your industry but change where the money comes from.
Keep your staff, but change what you do.
Keep your mission, but change your scale.
Keep your products, but change the way you market them.
Keep your customers, but change how much you sell each one.
Keep your technology, but use it to do something else.
Keep your reputation, but apply it to a different industry or problem.

O papel da Distribuição

Publicada por José Manuel Dias


As cadeias de distribuição contribuem para segurar o preço dos produtos. Segundo um estudo da Roland Berger, apresentado pela APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), os preços médios dos artigos que são, na sua maioria, vendidos através de supermercados e hipermercados cresceram abaixo da inflação entre 2003 e 2005. O preço do leite, por exemplo, com 88% das vendas feitas através da distribuição moderna, subiu 1,1% no período em análise, abaixo do valor da inflação no mesmo período, de 2,5%. O mesmo acontece com o queijo, cujo preço cresceu 0,7%, ou com as bolachas, que subiram 0,2%.
Para atingir a densidade de superfícies comerciais por habitante da União Europeia (UE), Portugal teria de abrir mais 1990 estabelecimentos: 117 hipermercados e 1873 supermercados e discounts. Isto porque, em Portugal, cada hipermercado serve 139 074 habitantes (a média da UE é de 53 517), cada supermercado, discount ou loja de conveniência serve 3 242 (acima dos 2 015 habitantes da média europeia). Pelo contrário, Portugal tem uma maior densidade no comércio tradicional - cada loja serve 518 habitantes, enquanto que na UE é 1 358.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Estes números são merecedores de reflexão. Portugal mudou muito em muitas áreas e a Distribuição é uma delas. Muito pequeno comércio desapareceu fruto do surgimento dos hipers mas, a avaliar pela tendência da Europa, não vamos ficar por aqui. As ameaças permanecem. Os sobreviventes terão de dar resposta a preocupações diferentes...descobrindo novas oportunidades.

Sector financeiro é crucial

Publicada por José Manuel Dias


O ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, admitiu esta terça-feira que «não é fácil explicar à opinião pública as ajudas ao sector financeiro».
O ministro explicou que estão a ser apoiados os sectores cujo colapso teria maior impacto negativo no resto da economia. «Se o sector financeiro não funcionar, toda a economia se asfixia. Os recursos públicos não são ilimitados, por isso, é preciso escolher os sectores a ajudar e há sectores com maior efeito sistémico na economia».
Para os que perguntam para que serve toda esta ajuda ao sector financeiro, como as garantias estatais ao financiamento e a ajuda à recapitalização das instituições, o ministro tem uma resposta: «O crédito às empresas aumentou 10,6% em 2007 e 14% em 2008. Em Janeiro deste ano, registou um crescimento homólogo de 12,8%. Ou seja, continua a existir um esforço de financiamento às empresas no nosso sistema financeiro. E isto é um pouco fruto das garantias que disponibilizámos à banca e do trabalho que desenvolvemos neste sentido», considerou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

U2 - Magnificent

Publicada por José Manuel Dias

G20: fortalecer o sistema financeiro

Publicada por José Manuel Dias


Os ministros das Finanças do G20 declaram-se hoje dispostos a "tomar todas as medidas necessárias para restabelecer o crescimento" da economia internacional sem limite de tempo. A informação foi dada pelo ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, no final do encontro que decorreu no sul do Reino Unido, preparatório da cimeira de chefes de Estado e de Governo do G20.
"Comprometemo-nos a pôr em marcha um esforço continuado", adiantou Darling, numa conferência de imprensa em que explicou o conteúdo da declaração conjunta elaborada pelos ministros. No texto, destaca-se que o objectivo principal é "restabelecer o crescimento global, apoiar o restabelecimento do crédito e reformar e fortalecer o sistema financeiro global".
Fonte: Público, aqui.