O PIB é um ‘must'. Em termos simplificados, e numa perspectiva monetária, é a soma de todos os bens e serviços produzidos num determinado país. Em Portugal, em 2008, atingiu 166 mil milhões de euros. Tomemos este valor como referência e, por comodidade de raciocínio, atribuamos-lhe o valor de 100.
Primeiro ponto. Nem todos estes 100 ficaram disponíveis. Houve rendimentos, os mais diversos, no essencial ligados à dívida externa, flutuando entre nós e o resto do mundo e cujo saldo final foi negativo. Ao procedermos à correcção, obtemos o PNB, Produto Nacional Bruto, cujo valor foi de 96. Repare-se: ainda não fizemos nada e já nos "comeram" 4% do PIB. As transferências, sobretudo de emigrantes, atenuaram depois o impacto e o valor subiu para 97. É este o rendimento disponível.
Como é normal nestes casos, o rendimento disponível foi dividido em duas partes: 87 para consumo e 10 para poupança. E aqui surgiu um problema. Por definição, a poupança é igual ao investimento, e o nosso investimento foi de 22. Se só dispúnhamos de 10, onde fomos arranjar o resto? Resposta: vendemos uns activos por 2 e, a seguir, fomos buscar mais 10 à "poupança" do exterior. Endividámo-nos.
Esta é a maldição portuguesa: por cada 100 que produzimos, gastamos 110. Sempre foi assim. Habituámo-nos a viver acima das nossas posses e a dívida lá vai subindo, subindo...
Primeiro ponto. Nem todos estes 100 ficaram disponíveis. Houve rendimentos, os mais diversos, no essencial ligados à dívida externa, flutuando entre nós e o resto do mundo e cujo saldo final foi negativo. Ao procedermos à correcção, obtemos o PNB, Produto Nacional Bruto, cujo valor foi de 96. Repare-se: ainda não fizemos nada e já nos "comeram" 4% do PIB. As transferências, sobretudo de emigrantes, atenuaram depois o impacto e o valor subiu para 97. É este o rendimento disponível.
Como é normal nestes casos, o rendimento disponível foi dividido em duas partes: 87 para consumo e 10 para poupança. E aqui surgiu um problema. Por definição, a poupança é igual ao investimento, e o nosso investimento foi de 22. Se só dispúnhamos de 10, onde fomos arranjar o resto? Resposta: vendemos uns activos por 2 e, a seguir, fomos buscar mais 10 à "poupança" do exterior. Endividámo-nos.
Esta é a maldição portuguesa: por cada 100 que produzimos, gastamos 110. Sempre foi assim. Habituámo-nos a viver acima das nossas posses e a dívida lá vai subindo, subindo...
Daniel Amaral, no Diário Económico, aqui.
No ano em que se comemoram os 35 anos do 25 de Abril, a VISÃO, o Expresso, a SIC e o portal AEIOU juntaram-se numa iniciativa conjunta e pediram aos cidadãos que sugerissem com ideias que pudessem contribuir para um Portugal melhor.
Através da Internet, nos sites do Expresso, SIC, Visão e AEIOU, foi possível enviar propostas subordinadas a três temas: reforçar a liberdade, aprofundar a democracia e construir uma sociedade mais solidária. A adesão dos portugueses à iniciativa foi grande. Ao todo, 1193 pessoas reflectiram sobre o espírito da Revolução de Abril. Várias personalidades se juntaram ao Portugal é de Todos.
Através da Internet, nos sites do Expresso, SIC, Visão e AEIOU, foi possível enviar propostas subordinadas a três temas: reforçar a liberdade, aprofundar a democracia e construir uma sociedade mais solidária. A adesão dos portugueses à iniciativa foi grande. Ao todo, 1193 pessoas reflectiram sobre o espírito da Revolução de Abril. Várias personalidades se juntaram ao Portugal é de Todos.
Fonte: Revista Visão, aqui.
A
economia do Reino Unido está numa recessão profunda que se agravou no primeiro trimestre deste ano, com o produto interno bruto (PIB) a recuar 1,9 por cento face ao último trimestre de 2009, o que representa o maior ritmo de declínio da actividade em 30 anos, revelou hoje o organismo de oficial de estatísticas britânico, o Office for National Statistics.
Fonte: Público, aqui.
A taxa de desemprego em Espanha aumentou 3,45 por cento para 17,36 por cento da população activa no primeiro trimestre deste ano, com o número de desempregados a ultrapassar os quatro milhões, indicam dados oficiais divulgados hoje.
Diário de Notícias, aqui.
O relatório dos mais importantes institutos económicos aponta para que a situação económica na Alemanha seja mais grave do que se pensava. As previsões para 2010 no mercado laboral alemão são de 4 milhões e 700 mil desempregados. Para este ano prevê-se que o número de desempregados ultrapasse os quatro milhões, com a economia a contrair 6 por cento.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
... porque, para além do mais, são os nossos principais parceiros económicos.
O crédito de cobrança duvidosa concedido pela banca aos portugueses atingiu o valor recorde de 3,16 mil milhões de euros em Fevereiro, revela o Banco de Portugal.
O crédito malparado nos particulares registou em Fevereiro um crescimento de 32% em relação a igual período de 2008, diz o Boletim Estatístico de Abril do Banco de Portugal, hoje divulgado. Já o crédito total concedido pelos bancos aos portugueses aumentou também para um novo recorde nos 132,56 mil milhões de euros em Fevereiro, um crescimento de 2,83% face ao mesmo mês do ano passado.
O Banco de Portugal precisa que o crédito malparado representa 2,38% do crédito total concedido pelos bancos, um valor considerado como seguro pelos especialistas.
O crédito malparado nos particulares registou em Fevereiro um crescimento de 32% em relação a igual período de 2008, diz o Boletim Estatístico de Abril do Banco de Portugal, hoje divulgado. Já o crédito total concedido pelos bancos aos portugueses aumentou também para um novo recorde nos 132,56 mil milhões de euros em Fevereiro, um crescimento de 2,83% face ao mesmo mês do ano passado.
O Banco de Portugal precisa que o crédito malparado representa 2,38% do crédito total concedido pelos bancos, um valor considerado como seguro pelos especialistas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O crédito vencido é manifestação visível das dificuldades financeiras de alguns. Se é certo que os 3 D´s (desemprego, divórcio e doença) podem explicar alguns dos incumprimentos, não é menos verdade que outros têm a sua explicação em situações de sobreendividamento activo. Querer hoje uma coisa, sem que se disponha de recursos financeiros necessários à sua aquisição, explica muitas das situações de crédito. Se não se teve o cuidado de pensar no amanhã e nos encargos associados ao reembolso do crédito, tomaram-se riscos para além do razoável. De quem é culpa? Dos utilizadores de crédito e Bancos que os concederam. Aqueles são agora confrontados com a exigências destes de liquidação dos empréstimos. Preocupações para todos.
O aumento da longevidade, o envelhecimento populacional e as limitações impostas pela sustentabilidade da segurança social face a essas duas tendências colocaram a poupança para a reforma na ordem do dia. Contudo, os portugueses ainda têm baixa consciência sobre o tema.
Esta é a principal conclusão de um estudo promovido pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e realizado por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que culminou com o lançamento do Índice de Consciência Reforma (ICR).
Esta é a principal conclusão de um estudo promovido pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e realizado por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que culminou com o lançamento do Índice de Consciência Reforma (ICR).
Fonte: Semanário Expreso, aqui.
My high-speed rail proposal will lead to innovations that change the way we travel in America. We must start developing clean, energy-efficient transportation that will define our regions for centuries to come," Obama said at an event near the White House.
The president cited the success of high-speed rail in European countries such as France and Spain as a positive example for the United States.
Barak Obama no lançamento do plano do TGV para os USA
Barak Obama no lançamento do plano do TGV para os USA
O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", afirma o guru canadiano de tecnologia Don Tapscott. É que, para Tapscott, o velho modelo de aprendizagem do tipo - "eu sou um professor, tenho o conhecimento, e tu és o estudante, não sabes nada" - "é inapropriado" para a nova geração de jovens que "cresceu com interactividade e colaboração".
"Quando visitei salas de aula da última vez que estive em Lisboa, vi os alunos a utilizar o computador Magalhães e vi um ambiente de aprendizagem muito diferente, onde os alunos estão motivados a aprender, adaptado a cada um dos estudantes e onde todos colaboram. Este é o futuro. Toda a minha investigação mostra isto, mas estamos a avançar muito devagar em todo o mundo", sublinha o especialista, destacando Portugal como um exemplo.
"Quando visitei salas de aula da última vez que estive em Lisboa, vi os alunos a utilizar o computador Magalhães e vi um ambiente de aprendizagem muito diferente, onde os alunos estão motivados a aprender, adaptado a cada um dos estudantes e onde todos colaboram. Este é o futuro. Toda a minha investigação mostra isto, mas estamos a avançar muito devagar em todo o mundo", sublinha o especialista, destacando Portugal como um exemplo.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
É consabida a mania de dizermos mal do que fazemos. Está, ao que dizem alguns, no nosso ADN. Muitos não acreditam nos benefícios da introdução das TIC no ensino. Alguns, também, duvidam que o homem tenha pisado a Lua. Uma coisa parece certa estamos no bom caminho, a avaliar pelas palavras deste guru da tecnologia "Portugal é claramente um líder na utilização das tecnologias de informação".
Com a crise económica, o Governo perdeu em receitas fiscais 955,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano em relação ao previsto no orçamento para 2009. É a recessão económica a atrapalhar as contas do Estado. As despesas estatais - em salários dos funcionários públicos, juros com empréstimos, transferências para a saúde, ensino e investimento - superaram as receitas em impostos em 2355,8 milhões de euros. Ou seja, o défice do Estado (apenas no subsector), apurado nos primeiros três meses do ano, triplicou em relação a igual período do ano passado.
É na receita que está o "calcanhar de Aquiles" do orçamento desenhado em Janeiro e que ameaça, a meio do ano, um tropeção nas contas.
É na receita que está o "calcanhar de Aquiles" do orçamento desenhado em Janeiro e que ameaça, a meio do ano, um tropeção nas contas.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
O Ministério das Finanças diz que os gestores públicos que tenham utilizado dinheiro das instituições que dirigem para pagar multas de natureza pessoal terão que repor as verbas em causa.
Fonte: Público, aqui.
Fonte: Público, aqui.
Repôr é necessário - afinal trata-se de uma utilização abusiva de dinheirros públicos - mas não deveria ser suficiente. O rigor e excelência que se exigem aos gestores públicos não são compagináveis com estes procedimentos. Faz bem o Ministério das Finanças em tornar claro o que já devia ser para quem faz carreira no sector público mas conviria, de igual modo, retirar as devidas consequências no concerne à continuidade na carreira de quem prevarica deste modo.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, publicados no seu boletim estatístico de Março, os novos empréstimos para compra de casa concedidos em Janeiro correspondiam a apenas um terço dos mesmos contratados em Janeiro do ano passado, mais precisamente menos 63%. No primeiro mês de 2009, a nova produção de crédito à habitação totalizou 555 milhões de euros, contra 1,5 mil milhões em igual período de 2008.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) aqui será o inverso, à fartura seguiu-se a fome. À época de expansão do crédito, alavancada por produtos que podiam facultar mais financiamento, está a seguir-se um inevitável reajuste, com reforço da selectividade e agravamento do prémio de risco, ditado pelo agravamento da taxa de incumprimento dos mutuários. Errar é, também, uma via para a aprendizagem.
A situação herdada em 2005 era medonha: 6,1% de défice, mais do dobro do limite permitido. E, para grandes males, grandes remédios: o Governo propunha-se equilibrar as contas até ao exercício de 2010.
Armas a utilizar: crescimento económico, moderação salarial, recuperação de atrasados - e, no limite, se necessário, cortes no investimento público. O plano arrancou muito bem, e no final de 2007 o défice já estava em 2,6%.
Mas sobreveio uma crise do tamanho do mundo. A maior de que há memória nos últimos oitenta anos. E os objectivos, por muito meritórios que fossem, tiveram de ser alterados. A prioridade já não era o futuro, mas o presente; não era o défice, mas as pessoas: os pobres, os endividados, os desempregados, os sem ninguém. E o país, sem que déssemos por isso, ficou cercado. Amarrado. Hoje todos exigem tudo e ninguém parece ao corrente do que se está a passar.
Armas a utilizar: crescimento económico, moderação salarial, recuperação de atrasados - e, no limite, se necessário, cortes no investimento público. O plano arrancou muito bem, e no final de 2007 o défice já estava em 2,6%.
Mas sobreveio uma crise do tamanho do mundo. A maior de que há memória nos últimos oitenta anos. E os objectivos, por muito meritórios que fossem, tiveram de ser alterados. A prioridade já não era o futuro, mas o presente; não era o défice, mas as pessoas: os pobres, os endividados, os desempregados, os sem ninguém. E o país, sem que déssemos por isso, ficou cercado. Amarrado. Hoje todos exigem tudo e ninguém parece ao corrente do que se está a passar.
Um alerta pertinente. Quase todos pedem ajuda. Os governantes respondem com mais apoios numa "ânsia incontida de salvar tudo o que mexe". Vamos voltar aos défices elevados. A dívida pública vai continuar a crescer. Vamos ter que dar respostas a estes problemas. Com energia, com determinação, com estabilidade política. Vai ser um caminho difícil mas não há volta a dar: temos de ser capazes!
Agradeço à Sofia Loureiro dos Santos, do Defender o Quadrado, à Marta, do Há vida em Marta, à Mdsol, do Branco no Branco, ao Filipe Silva do e Ventos Tecnológicos, à Mim do Espelho dos Sentidos, ao Porfírio Silva, do Machine Speculatrix, os comentários no post dos 3 anos do COGIR.
Jose Luis Molina, governador do Banco de Espanha, fez um sério aviso ao governo de Rodriguez Zapatero, advertindo-o de que não há espaço para mais estímulos à economia (até porque a dívida pública vai saltar de 39% do PIB em 2008 para 60% em 2010). Isto depois de o primeiro-ministro, logo a seguir à substituição de Pedro Solbes nas Finanças (mera coincidência...), ter admitido mais despesa pública. Solbes, recorde-se, achava que o Estado espanhol já tinha ido suficientemente longe nos programas de investimento público.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Convém que os nossos governantes não andem distraídos. Despesa pública, mais despesa pública e ainda mais despesa pública. Quem é que a vai pagar?
O banco holandês ING lançou no seu país um serviço muito particular denominado "Viva onde quiser" e que permite aos seus clientes avançar com uma oferta a um imóvel que gostem, mesmo que não esteja à venda. Os gestores desta instituição encarregam-se de se porem em contacto com o proprietário, comunicar-lhe a oferta, e estudar depois as opções de financiamento caso seja necessário. Quando os clientes mudam, há que agir, e rápido. No castigado sector da distribuição comercial, apesar dos menores rendimentos dos clientes, existem empresas que estão a aprender a adaptar-se rapidamente à mudança, como aconteceu com a Auchan Portugal com os seus hipermercados da marca Jumbo, com o seu posicionamento bem claro em termos de preço, boa combinação de marcas líderes e marcas próprias, e a abertura de novos canais como é o das vendas pela Internet. Deste modo, a empresa conseguiu aumentar os seus resultados operacionais em cerca de 10% no último exercício. Com uma incidência completamente distinta, o El Corte Inglés iniciou um processo de abertura de novos supermercados da sua marca Supercor, com a inauguração de um estabelecimento em Aveiro e dirigido a um segmento de clientes que valorizam a qualidade e a variedade da oferta. A diferenciação pode ser uma arma mais eficaz do que o preço, dependendo do perfil de cliente.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O "aniversário de blogues" recordou-me que o Cogir fez anos. Ontem, 16 de Abril, completaram-se 3 anos desde o primeiro post. Um caminho que se fez sem custo porque se fez com gosto. Gosto motivado por sabermos que não estamos sós. Existe muita gente, espalhadada por todo os cantos, que não se resigna ao papel de espectador e quer ser protagonista do próprio futuro. Exemplos que nos motivam a continuar. Devemos procurar fazer sempre melhor e lembrar-nos todos os dias que "só o excelente é suficiente".
78.775 visitas, 1375 posts, mais de 3.000 comentários. Visitas que vêm de todo o mundo mas com natural destaque dos países de expressão portuguesa.
Alguns dos posts que fui colocando, selecção aleatória:
O Fundo Imobiliário Especial de Apoio às Empresas (FIEAE) é um fundo autónomo destinado à aquisição de imóveis integrados no património e utilizados no desenvolvimento da sua actividade por empresas economicamente viáveis que enfrentem problemas de liquidez, conferindo-lhes os meios financeiros de que as mesmas careçam, ao mesmo tempo que se lhes assegura a continuada utilização dos mesmos imóveis na prossecução da sua actividade. Este Fundo permite dotar as empresas de liquidez financeira e, paralelamente, garantir que as mesmas continuam a poder desenvolver as respectivas actividades nos locais onde estão instaladas com o direito de virem, posteriormente, a readquirir a propriedade sobre tais locais.Trata-se de um mecanismo específico de melhoria das condições de financiamento das empresas, em especial das PME, permitindo a estas empresas que mobilizem os seus principais activos, nomeadamente imobiliários, para acesso a disponibilidades financeiras imediatas, assegurando simultaneamente que tal operação não constitua um entrave ao normal desenvolvimento das respectivas uma vez que se mantém o acesso a esses activos. Mais uma medida, vertida em lei, que visa diminuir o impacto da crise junto das unidades económicas.
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