Obamania

Publicada por José Manuel Dias


Barack Obama ha ofrecido este martes los detalles de su gran reforma educativa, un ambicioso proyecto con el que intentará colocar a Estados Unidos de nuevo a la vanguardia de la enseñanza internacional, aumentando su capacidad para competir con países que, en los últimos años, han ganado ventaja a la hora de formar a sus alumnos y que han sido una fuente constante de mano de obra altamente cualificada, como Corea del Sur o India.
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En este discurso, el presidente ha revelado la que será su medida más polémica, una reforma que le enfrentará con toda probabilidad a los poderosos sindicatos de profesores: la remuneración de los maestros sobre la base de los resultados de sus alumnos.
"A los buenos profesores se les recompensará con más dinero por mejorar los resultados de los estudiantes y se les pedirá que asuman mayores responsabilidades para mejorar sus escuelas", ha dicho Obama. "Si a un profesor se le da una oportunidad, o dos, o tres, y sigue sin mejorar, no hay excusas para que esa persona siga educando. Rechazo un sistema que recompense el fracaso".
Fonte: El País, aqui.
Barak Obama apresentou o seu programa de reforma educativa. Defende maior responsabilização dos professores na melhoria da suas escolas e advoga que a remuneração esteja dependente do desempenho dos alunos. Os sindicatos estão contra. Onde é que já vimos este filme?

Preocupante

Publicada por José Manuel Dias


Pela primeira vez, os sectores financeiro e de actividades imobiliárias pesam mais no produto interno bruto português (PIB) do que a indústria. Os dados reportam-se ao último trimestre de 2008 e foram ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Fonte: Diário Económico, aqui.

Crédito ao consumo com taxas máximas

Publicada por José Manuel Dias


O Governo, na sequência da transposição de uma directiva comunitária n.º 2008/48/CE do Parlamento e do Conselho, de 23 de Abril de 2008, decidiu fixar administrativamente o valor máximo da taxa de juro aplicável ao crédito ao consumo, incumbindo o Banco de Portugal de rever regularmente esse valor.
Aguardemos a operacionalização deste princípio que embora limite a liberdade de contratualização, incentivará, por certo, o reforço da selectividade na concessão de crédito. Prémios de risco elevados, que acomodavam os incumprimentos esperados, deixam de de ser possíveis, obrigando a excluir segmentos mais arriscados. Há que escolher os devedores, evitando que os bons paguem em excesso, pelos que não cumprem.

O país que somos (3)

Publicada por José Manuel Dias


Portugal dispunha, em 2007, de 357 médicos por 100 000 habitantes, o que representa um crescimento de 2,6%, quando comparado com o ano anterior. A análise do indicador semelhante, referente aos enfermeiros, revela um crescimento de 5,8% do número destes profissionais, passando agora a ser 509 por 100 000 habitantes.
Fonte: Indicadores Sociais 2007 do INE,
aqui.

Absolutamente catastrófica

Publicada por José Manuel Dias



O ministro luxemburguês das Finanças, Jean-Claude Juncker, declarou que a crise financeira global é "absolutamente catastrófica" para as economias da Europa e do resto do mundo.“A crise financeira, que prossegue e está longe do fim, mergulhou a economia europeia e do resto do mundo numa situação de crise com consequências absolutamente catastróficas”, afirmou hoje aquele responsável numa conferência de imprensa. “Praticamente não há sinais de que possamos estar a caminho de uma melhoria”, acrescentou, citado pela Bloomberg. O Banco Central Europeu (BCE) reduziu ontem a sua taxa directora em meio ponto percentual, para 1,5%, e indicou que pode proceder a mais cortes para combater o deteriorar da recessão. A economia da Zona Euro está a contrair-se mais rapidamente do que aquilo que o BCE previa há três meses, numa altura em que o abrandamento económico global diminui a procura para exportação e as empresas despedem trabalhadores.“Há riscos de que a situação se torne claramente pior na segunda metade deste ano”, advertiu Juncker, que é também primeiro-ministro do Luxemburgo e presidente do Eurogrupo.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Parece que o pior ainda está para vir, preparemo-nos, pois, readaptando-nos aos novos tempos.

Elas

Publicada por José Manuel Dias


Elas continuam a ganhar menos do que eles e a serem agredidas dentro da própria casa, mas hoje estão mais protegidas e têm mais consciência dos seus direitos. O Estado tem integrado a igualdade de género em todas as políticas públicas e a legislação portuguesa é das mais avançadas do mundo. E vêm aí as primeiras eleições paritárias de sempre.
Recentemente, noticiámos que Portugal é o quarto país da União Europeia com menor disparidade de salário entre mulheres e homens. Segundo os dados da Comissão Europeia, o fosso salarial é de 8,3 por cento, enquanto os dados nacionais o elevam para 20 por cento (tem diminuído, mas a conta-gotas).A que se deve a disparidade? Ao indicador usado: o Eurostat compara o preço por hora de trabalho, mas as estatísticas nacionais confrontam salários mensais. "Como as mulheres portuguesas trabalham menos horas do que os homens, porque trabalham mais em casa, a diferença é menor quando contabilizada à hora", explica Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Fonte: Público, aqui.

O país que somos (2)

Publicada por José Manuel Dias


Em 2007, confirmaram-se as tendências de diminuição do número de famílias com filhos - 56,8%, neste ano, 57,3% no ano anterior. Em 2001, estas famílias representavam 60,0% do total.
A dimensão média das famílias diminuiu igualmente; a proporção de famílias constituídas por uma ou duas pessoas foi, em 2007, de 46,3%, contra 45,7%, no ano anterior. O número total de casamentos voltou a diminuir, embora se tenha verificado o crescimento de 5,4% no número de casamentos só civis.
Fonte: Indicadores Sociais 2007 do INE, aqui.

O país que somos (1)

Publicada por José Manuel Dias


A posse de computadores portáteis pelas famílias passou de 14,7%, no ano de 2006, para 20,4%, em2007. Nesse ano, 30,4% das famílias tinham acesso à internet através de banda larga, o que constitui um aumento de 6,4 pontos percentuais face ao ano anterior. A Região de Lisboa detém a percentagem mais elevada (41,8%) das famílias, no entanto, assinalam-se, as evoluções (+12,3 pontos percentuais) verificadas nas Regiões do Alentejo e Algarve.
Fonte: Indicadores Sociais 2007, do INE, aqui.

As metáforas da gestão

Publicada por José Manuel Dias


A "Harvard Business Review" (HBR) publicou na última edição um artigo de 11 páginas que diz que, para sobrevivermos ao colapso financeiro e à recessão global, temos que fazer como Muhammad Ali no dia do "combate histórico" no Zaire contra George Foreman. E a lição que podemos retirar é que, para sobreviver à turbulência nos mercados, temos que ser ágeis e firmes para absorver os golpes que forem desferidos. O artigo sintetiza os argumentos elencados em diferentes gráficos, diagramas e uma matriz 2x2, cujos parâmetros são a agilidade e a capacidade de absorção.
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Em termos comparativos, pode dizer-se que a teoria da gestão é simples. Todos sabemos o que é necessário para sobreviver à actual turbulência nos mercados. Não são precisas 11 páginas de paralelismos "boxistas" para no-lo explicar. Precisamos de reduzir custos, correr menos riscos, poupar, sair dos mercados onde não temos êxito e fugir da economia - ou não. Em todo o caso, há duas coisas que não temos de fazer: "flutuar como uma borboleta ou picar como uma abelha", como disse um dia Mohammad Ali para explicar o seu segredo - mover-se ágil e graciosamente ou desferir um soco incisivo.
Lucy Kellaway faz uma análise crítica das metáforas usadas na gestão, com tradução de Ana Pina, para ler na íntegra, no Económico, aqui.

Violinista português

Publicada por José Manuel Dias

Tiago Santos, de 20 anos, violencista, foi um dos eleitos entre cerca de três mil músicos amadores e profissionais de diversas idades e de setenta países, para integrar a Orquestra Sinfónica do You Tube. é este o vídeo da audição do violinista português. Fonte: site da Visão.

Diferenciar

Publicada por José Manuel Dias


A Jóia Calçado, empresa sediada em Felgueiras que sempre produziu para outras marcas, decidiu este ano criar a sua primeira marca própria. A Y.E.S. - Yield Elegance Shoes foi esta semana apresentada pela primeira vez ao mercado na Micam, a maior feira do sector que amanhã termina em Milão, e tem já mercados compradores. "Já fechámos contratos com França, Bélgica e Portugal e estamos a negociar com o Reino Unido, Alemanha e Catalunha", afirma Luís Brás, brand manager da Jóia Calçado. Afirmando-se com uma tendência bohemian chic, a Y.E.S. é uma marca de calçado misto com "grande percentagem de sapatos de senhora" que pretende conjugar "o design com o conforto", acrescenta o responsável. São sapatos 100% produzidos em Portugal, na fábrica da Jóia Calçado, que emprega 137 funcionários.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.
Apostar na qualidade, criando marca própria, permite diferenciar o produto evitando que o preço seja o critério decisivo para a escolha. O nosso sector do calçado tem revelado grande dinamismo. As exportações de Janeiro a Novembro do ano passado, atingiram 1,266 mil milhões de euros, o que representa mais 2,2% face ao mesmo período de 2007. Estes números são tanto mais importantes quanto traduzem ganhos de quota em relação aos resultados dos nossos concorrentes directos: Itália e Espanha. Poderemos perguntar: a que se deve a melhoria de performance? "Ao dinamismo de um tecido empresarial moderno e empenhado em reforçar a capacidade competitiva dos seus produtos", responde dirigente da associação do sector, APICAPS.

Seasick Steve - Cut My Wings

Publicada por José Manuel Dias

Ninguém escapa...

Publicada por José Manuel Dias



As sete maiores economias mundiais continuaram a enfraquecer em Janeiro, com o indicador compósito mensal da Organização da Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje divulgado, a cair para um novo mínimo.Para além de não apontar para o fim da recessão mundial, o mesmo indicador assinala a deterioração das economias fora da OCDE, como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia, os chamados BRIC.
Fonte: Público,
aqui.

Quantos zeros tem um trilião?

Publicada por José Manuel Dias


Em Portugal - e na maioria dos países europeus -aplica-se a chamada "escala longa", em que um "bilião" é definido com um milhão de milhões, um "trilião" como um milhão de biliões, e por aí adiante. Um trilião tem portanto 18 zeros. É mesmo muita fruta. No entanto, a maioria dos países de língua oficial inglesa usa a "escala curta", em que um "billion" é um milhar de milhões, um "trillion" é um milhar de biliões, e por aí fora. Segundo esta escala, um trilião tem apenas 12 zeros.
O que aqui escrevi a propósito de biliões aplica-se ao Expresso deste Sábado a respeito de triliões. Diz o Expresso que o défice americano previsto para 2010 é de 1,75 triliões de dólares, com "trilião" (in)devidamente destacado. Nos EUA, é de facto um "trillion", mas a tradução para português não pode ser martelada daquela forma. Segundo a escala em vigor em Portugal, o défice americano previsto para 2010 é de 1,75 biliões de dólares (1,75 x 10¹²); 1.75 triliões é um milhão de vezes maior do que isto (1,75 x 10¹⁸). É muita fruta, mas não tanta como o Expresso nos querer vender...
Com a devida vénia ao Blogue A pente Fino.

Crédito seguro

Publicada por José Manuel Dias


Os fabricantes nacionais de calçado estão já a perder encomendas no estrangeiro devido ao corte dos seguros de crédito (que cobrem o risco do não recebimento de pagamentos por parte dos clientes). Este problema põe em causa não só as exportações mas também as próprias empresas.
"As vendas estão a decorrer bem, as encomendas chegam, mas mais de 50% destas ficam paradas a aguardar uma decisão" da seguradora, explicou este responsável. Trata-se de um problema que "ocorre desde Setembro" e que "abrange 75% do mercado, sobretudo em Espanha", acrescenta Amílcar Monteiro. Na semana passada, o Governo anunciou uma nova medida para tentar desbloquear o problema. O Executivo de José Sócrates garante o pagamento de 60% da encomenda, substituindo a seguradora; os restantes 40% são garantidos pela própria empresa.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Vender com segurança é o segredo das empresas de sucesso. Vender implica, na maioria das situações, a concessão de crédito. O risco deve ser acautelado. O conhecimento da valia dos devedores é essencial. Fazer um seguro de crédito é uma atitude avisada: não se vá perder numa venda o lucro de muitas outras. O problema é que as seguradoras estão a tomar menos riscos, inviabilizando o fecho de alguns negócios. A confiança (ou a falta dela) condiciona o nosso futuro. Faz bem o Governo, em fazer o que faz. É preciso reactivar o crédito para que a economia se dinamize. O futuro dirá se este propósito é bem sucedido.

Estamos todos no mesmo barco

Publicada por José Manuel Dias


O antigo governador do Banco de Portugal, Silva Lopes, defendeu hoje o congelamento dos salários “normais” e a redução dos salários mais elevados, duas medidas que considera fundamentais para enfrentar a actual crise.
No entender do economista, quem vai pagar esta crise, em primeiro lugar, são os desempregados. O resto da população deve “também participar nesse esforço”. Daí decorre a necessidade de congelar os salários “normais” e de cortar nos salários mais elevados, com o objectivo de financiar os desempregados, disse.
Fonte: Público, aqui.

Apostar na inovação

Publicada por José Manuel Dias


O esforço realizado nos últimos anos no domínio da Investigação & Desenvolvimento (I&D) levou o European Innovation Scoreboard a incluir Portugal no grupo de países "inovadores moderados". No Índice Global de Inovação (SII) Portugal, entre os 27 países da União Europeia (UE), subiu da 22ª para a 15ª posição, deixando, em 2007, o grupo de países considerados "em recuperação". Portugal foi o país da UE com uma maior taxa de crescimento da despesa em I&D no triénio 2005/07. Em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), a despesa passou de 0,8 para 1,18% (crescimento de 46%), um valor muito acima da média europeia.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
Há que semear para colher. Aguardemos, pois, os resultados do esforço financeiro que tem sido feito.

Regulação e Mercado

Publicada por José Manuel Dias


Decorrerá no próximo dia 9 de Março, no Auditório da Reitoria da UA, um colóquio subordinado ao tema «Regulação e Mercado. Entidades Reguladoras: Até onde devem ir na sua actuação e independência?», que incluirá duas Mesas Redondas com intervenientes de referência no mundo científico, político e empresarial. A Abertura será feita pelo Professor António Sampaio e Mello, Imperial College Business School (Londres), e o encerramento pelo Dr. Guilherme d´Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas.
Um tema actual. Uma iniciativa da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas, do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial dsa Universidade de Aveiro. Informação detalhada, aqui.

Aos futuros bancários

Publicada por José Manuel Dias


O Decreto Lei nº54/2009, de 2 de março p.p. “determina as condições de abrangência do regime geral de segurança social aos trabalhadores que venham a ser contratados pelas instituições bancárias“. Trata-se de uma iniciativa que já era esperada e que culmina vários anos de negociações entre Governo, Associação Pportuguesa de Bancos e sindicatos do sector. Se quiser saber a opinião de vários de alguns dos protagonistas do acordo clicar, aqui.

Viver acima das possibilidades

Publicada por José Manuel Dias


As contas semestrais das SAD dos "três grandes" não surpreenderam ninguém … a não ser os distraídos: nenhuma das SAD escapa à situação de falência técnica (passivo superior ao activo). É verdade que os números (numa análise rápida e, por isso, sujeita a falhas) sugerem que a SAD do Porto está melhor do que as suas congéneres de Lisboa, particularmente a do Benfica. Nada que surpreenda devido à presença sistemática do Porto na Champions League, que proporciona dois tipos de receitas: prémios de presença (participação) e de competitividade (vitórias e empates) e venda de passes de jogadores (a Champions é um bom palco para promover "craques").Só que a melhor prestação do Porto não esconde um problema de fundo, comum ao futebol português: vive acima das suas posses.
Para cantinuar a ler este artigo de Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, clicar aqui.