Fernão Mendes Pinto do Século XXI

Publicada por José Manuel Dias


A atribulada vida de Nuno Belmar da Costa, que até se dedicar à compra e venda de remédios trabalhou numa fábrica de luvas, foi tradutor numa base aérea em Israel, fez negócios do outro lado da Cortina de Ferro, levou para o Zaire peixe seco da Namíbia, e tentou vender aviões da Embraer a Belmiro de Azevedo.
A vocação de Nuno para línguas e culturas diferentes revelou-se no liceu quando decidiu estudar para guia turístico, ambição adiada pela chamada da Pátria para a Escola Prática de Artilharia, onde foi oficial de tiro.O primeiro dinheiro já o ganhara, ainda moço, logo a seguir ao 25 de Abril, como tradutor na Guantex, uma fábrica em Alcoitão que exportava luvas e funcionava mais ou menos em autogestão. "Era o único homem entre 70 e tal mulheres", recorda Nuno, que nunca se atrapalhou na presença do belo sexo. A sua peregrinação começou quando o exército o passou à peluda e ele tropeçou numa bela oportunidade.
Para continuar a ler este artigo de Jorge Fiel, publicado no Diário de Notícias de hoje, clicar aqui.

Quem me avisa...

Publicada por José Manuel Dias


Alguns países da área do euro chegaram a este período de crise económica grave com elevados défices públicos (do Estado) e externos (dos residentes no seu conjunto). A crise tem vindo a agravar estes défices; e os credores mostram-se cada vez mais relutantes em continuar a financiá-los. Em todos estes países, torna-se absolutamente necessário reduzir despesa interna - a começar pela pública (mesmo se não é o melhor momento para o fazer). Na ausência de uma cultura de poupança, a redução da despesa privada só pode ser conseguida pelo congelamento ou mesmo pela eventual redução dos rendimentos da população em geral.
Se este caminho não for percorrido, restam duas alternativas: uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do euro. A primeira é seguramente a menos má. A segunda produziria o mesmo resultado (redução do rendimento e da despesa interna) através de uma desvalorização da moeda que viesse a ser introduzida, no mínimo de uns 20% ou 30%; inflação e taxas de juro subiriam de imediato. A questão é cada vez mais discutida, sobretudo pelos credores, que escrutinam à lupa os sinais transmitidos tanto pela agenda política interna como pela população em geral (o que diz e o que reclama nas ruas).
Daniel Bessa, em artigo de opinião no Expresso, aqui.

Crédito mais difícil

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos agravaram as condições de acesso ao crédito às empresas e às famílias no quarto trimestre de 2008, uma tendência que se deve manter nos próximos três meses, segundo o Banco de Portugal. "De acordo com os resultados do inquérito realizado em Janeiro de 2009, os cinco grupos bancários portugueses (...) indicaram um aumento da restritividade nos critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro no decurso do último trimestre de 2008", lê-se no inquérito aos bancos realizado pelo Banco de Portugal.
Fonte: Público, aqui.
Os juros dos empréstimos representam parte expressiva dos proveitos dos Bancos. Se os bancos têm mais dificuldades na captação de fundos, se o risco de crédito se agrava, em consequência da deterioração da situação económica, faz todo o sentido reforçar a selectividade no crédito. De entre os que precisam de crédito - e são muitos - escolher os melhores, aqueles que, em princípio, estão em melhores condições para garantir uma boa aplicação dos fundos de molde a ressarcirem o Banco nas datas acordadas. Princípios que não são de hoje, e que a avaliar pelo crédito vencido existente, nem sempre mereceram a atenção requerida, lembrando um ditado antigo " os maus créditos surgem nos bons tempos".

Apoio ao emprego

Publicada por José Manuel Dias


O desemprego vai continuar a ser um dos nossos principais problemas. Em Dezembro p.p. chegou ao 7,9%, menos uma décmia que na Zona Euro, onde chegou aos 8%. Os próximos tempos não vão ser nada bons, em todo o mundo o desmprego cresce, e em Portugal não vai ser diferente. O Governo está preocupado com a situação e reculamentou um conjunto de apoios para defender e promover o emprego que passam fundamentalmente pela redução, temporária, dos custos das empresas com os trabalhadores. O Jormnal de Negócios organizou m dossier onde sistematiza as medidas de apoio ao emprego patrocinadas pelo Governo para os próximos meses. Nesta época em que somos inundados por informação estas iniciativas de reunir a informação básica em pastas, são de aplaudir.

Aguardemos por Março

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do Banco Central Europeu (BCE) sublinhou esta quinta-feira que o valor de 2 por cento nas taxas de referência não é o limite, em matéria de descidas.
«Confirmamos que os 2 por cento não são o nível mais baixo (a que podem estar as taxas de juro)», disse em conferência de imprensa, realçando, no entanto, que «não considero apropriado manter as taxas de juro nos 0% neste momento».
Apesar do BCE
ter decidido manter as taxas de juros nos 2% , Jean-Claude Trichet seguiu o esperado e admitiu que pode vir aí novo corte no próximo mês. Mas ainda não há certezas: «Veremos o que vamos fazer na próxima reunião. Teremos muito mais informação e dados novos», sublinhou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Quanto vale uma empresa?

Publicada por José Manuel Dias


Quando, nos primeiros anos da sua vida profissional, trabalhava numa sociedade de investimento londrina, Peter Drucker tinha um colega que se ocupava exclusivamente na compra e venda de acções da General Motors. Um dia, Drucker deixou-lhe em cima da secretária um recorte de um artigo sobre o futuro da indústria automóvel. "Por que é que me puseste isto aqui?", perguntou-lhe o outro na manhã seguinte. E foi então que Drucker descobriu que ele ignorava que a General Motors era uma empresa automóvel.Suponho que esta situação seria hoje impensável, mas constato que, amiúde, muitos traders pouco sabem sobre as empresas cuja compra ou venda recomendam. Esta ignorância revelou-se de forma evidente na actual crise financeira, quando empresas há escasso tempo incensadas como casos de sucesso revelaram, afinal, uma espantosa fragilidade. Quanto vale de facto uma empresa, e o que é preciso saber sobre ela para avaliá-la com rigor?
João Pinto e Castro responde-nos aqui, Jornal de Negócios desta data. Uma leitura imperdível.

What Can I Say - Brandi Carlile

Publicada por José Manuel Dias

Será mau?!

Publicada por José Manuel Dias


As vendas do sector automóvel caíram 47,8 por cento, em Janeiro deste ano comparando com igual período de 2008, segundo os dados da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA). As vendas nos ligeiros de passageiros registaram uma queda de 51,3 por cento e as dos comerciais ligeiros 35,6 por cento, revela o comunicado divulgado hoje por esta associação, que representa 3.850 empresas do sector.
Fonte: Público, aqui.
10494 automóveis ligeiros vendidos em Janeiro. Apesar de parte da queda poder ser explicada com a antecipação de compras feita em Dezembro, potenciada por razões fiscais, o número não deixa de ser impressionante. Em 2009, venderam-se metade dos automóveis vendidos em 2208. Será mau? Talvez não seja. Não será importante reduzir as importações e aumentar as poupanças? Não devemos nós deixar de viver acima das nossas possibilidades? Se não podemos comprar um carro topo de gama, compremos um carro da gama média. Se estamos habituados a trocar de carro cada 4 anos, porque não prolongamos a vida de útil para 6 ou 7? Será que já estamos a alterar os nossos comportamentos?
Claro que ninguém questiona a importância do sector e do seu contributo para o emprego. Justifica-se, por isso, que o Governo tenha uma "linha de crédito para a produção automóvel" em ordem a tentar responder a essas preocupações e à necessidade de manter activo seu potencial de exportação. Se os outros (no estrangeiro) podem comprar carros novos, preparemo-nos, pois, para os montar.

Um completo disparate

Publicada por José Manuel Dias


Sejamos claros. A economia portuguesa enfrenta um problema gravíssimo de competitividade. E, a essa luz, o que deveríamos estar aqui a discutir era um eventual corte nos salários, que "comem" metade da produção. Mas nenhum governo faria isso, ademais em período de eleições. A solução é aguentar. Ainda há dias a UE recordava o óbvio: os países onde os custos salariais unitários mais têm subido são a Grécia, a Irlanda, a Itália e Portugal. Pois...
Foi a pensar em tudo isto que, aquando do orçamento para 2009, me insurgi contra os 2,9% de aumento salarial para a Função Pública, que me pareceram irrealistas. Recordo que a inflação esperada era então de 2,5%. Mas os factos estão a desenrolar-se a uma velocidade vertiginosa e a inflação esperada é agora de apenas 1%. Resultado: sem quaisquer melhorias de produtividade que o justifiquem, estamos a oferecer um acréscimo de quase 2% de salários... (ir)reais. É um completo disparate.
Daniel Amaral, em artigo de opinião, com leitura integral no Diário Económico, aqui.

Salários

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Sem dúvida que aumentar os salários em alturas de crise é bem mais complicado, mas conseguir escrever este artigo sem, em momento algum, deixar escapar a ideia que não são necessários aumentos nominais tão altos como no ano passado para que os salários reais ainda assim aumentem (devido à menor taxa de inflação) é perceber muito pouco do que se escreve.
Pedro Bom, no A pente Fino, aqui.

Cortar nos custos

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O diário Los Angeles Times anunciou que vai despedir 300 trabalhadores, dos quais 70 jornalistas, devido à diminuição de receitas publicitárias.
O jornal está integrado no grupo Tribune que, em Dezembro, anunciou colocar-se sob a protecção da lei das falências, vai também suprimir o caderno «Califórnia», integrando as notícias nas páginas de informação nacional,avança a Lusa.
Com estes novos cortes, o número de elementos da equipa editorial passa a menos de 600 pessoas, contra 1.200 em 2001.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
As receitas diminuiram lá e também, logo há que tomar medidas para evitar o avolumar das dificuldades: cortar nos custos ou e/ou tentar aumentar as receitas.

Glenn Gould plays J.S.Bach Piano Concerto

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Políticas de valorização do Ensino Básico

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The Winner Takes It All Live - ABBA

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Traveller's House: o melhor do Mundo

Publicada por José Manuel Dias


Hostel é o termo em inglês para um tipo de pousadas, destinadas sobretudo a jovens que viajam, com um conceito muito simples: os quartos e a cozinha são partilhados pelos hóspedes e todos os espaços são de convívio. O ranking da Hoscars obedece a seis critérios: personalidade, segurança, localização, pessoal, divertimento e limpeza. A avaliação recai sobre mais de 20 mil hostels espalhados por todo o mundo e registados on-line em Hostelworld.com. O Traveller's House, situado em plena Baixa de Lisboa, é, segundo os hóspedes, aquele que reúne as melhores condições. O hostel oferece um ambiente agradável ao som de música lounge e uma sala de DVD.
Fonte: Público, aqui.

Falta de notícias ou pombos-correios?

Publicada por José Manuel Dias


O jornalismo assume um papel estratégico na sociedade moderna que assenta no poder de escolher o status adequado às ocorrências. Dessa forma alguns acontecimentos têm condições de serem acontecimento, são esses acontecimentos que aparecem publicados sob a forma de notícia.
A teoria que propõe uma relação causal entre a agenda mediática e a agenda pública, referida por MacCombs e Shaw em 1972 revalorizou o papel da imprensa como campo de conflitos e interacções.
No meio ciber-noticioso a última hora é a grande arma. No entanto, isto conduz a uma espécie de jogo, onde o que conta em primeiro lugar é quem divulga primeiro a notícia, colocando em última perspectiva a veracidade do mesmo. A razão primordial pelo que isto acontece é a sujeição do jornalista à ideologia das empresas a que está ligado, desta forma o jornalismo torna-se uma fonte de rendimento e não a razão pela qual deve existir, a transmissão de informação.
O jornalista é visto como juiz que avalia e conforme os interesses da sociedade divulga os acontecimentos noticiosos. Mas agora, impõe-se uma questão: Até que ponto, o jornalista pode tornar-se apenas um pombo-correio que voa ao sabor dos interesses económicos e políticos?
Um post interessante, da autoria de Luís, aqui, datado de 18 de Novembro de 2007. Vale a pena relê-lo à luz da informação veiculada nos últimos dias nos vários meios de comunicação social. Que cada um faça as suas leituras.

Assim Portugal não vai lá

Publicada por José Manuel Dias


Por estes dias, em que uma profunda crise económica avassala o planeta e portanto o nosso cantinho também, o País envolve-se numa historieta requentada a propósito de um empreendimento comercial. E, como sempre nestes casos, depressa deixou de haver notícia para passar a dominar a histeria e a barafunda.
[.../...]
Definitivamente o país ensandeceu. E na pior altura. Quando seria preciso um impulso energético, positividade e espírito de iniciativa, tudo o que se vê é o habitual queixume, o ódio, a intriga e um negativismo fomentado pelos principais agentes sociais e partidários. Assim Portugal não vai lá.
Leonel Moura, com leitura integral, no Jornal de Negócios, aqui.

Para a próxima: pensem primeiro e votem depois

Publicada por José Manuel Dias


Os irlandeses passaram a ser maioritariamente favoráveis ao Tratado de Lisboa, que haviam rejeitado em referendo realizado em Junho passado, sendo a reviravolta de opinião induzida pela crise económica, revela uma sondagem esta sexta-feira divulgada.
A sondagem, realizada pela empresa de estudos de mercado "Lansdowne Market Research", indica que 58 por cento das pessoas interrogadas estão "totalmente de acordo" ou "de acordo" com a hipótese de a Irlanda vir a votar favoravelmente o acordo num próximo referendo sobre o Tratado.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Quais são as principais preocupações das empresas na próxima década?

Publicada por José Manuel Dias


De uma forma geral, nos próximos dez anos, o mercado global será ainda mais competitivo, obrigando os executivos a tornar suas empresas mais ágeis, produtivas, inovadoras e tecnologicamente avançadas. Nada de novo, não é? A maioria das empresas passou os últimos anos a tentar adaptar-se ao impacto da globalização .Então, o que poderemos acrescentar de novidades à lista das "principais preocupações" no futuro? Com o devido respeito por todos os visionários profissionais, coisa que não somos, acrescentaríamos três itens com base nas conclusões de reuniões recentes que tivemos com executivos nos Estados Unidos, no Leste Europeu, no Médio Oriente e na Índia.
O primeiro ponto e o mais importante, tem que ver com as empresas familiares, que constituem uma percentagem significativa de muitas economias. Essas empresas conseguem transmitir aos seus empregados um sentimento de humanidade e de pertença, acabando por envolvê-los com a organização. Em tempos difíceis de crise, a cultura dessas companhias destaca-se pela resiliência, tolerância e flexibilidade.
Jack Welch , o mítico CEO da General Electric, e Susy Welch, antiga editora da Harvard Business Review respondem. Para continuar a a ler clicar aqui, Semanário Expresso.

Para onde vou?

Publicada por José Manuel Dias


As empresas de transportes de passageiros que operam autocarros de turismo, serviços ocasionais (excursões), transportes escolares e de trabalhadores para as fábricas temem que este ano mais de dez empresas desapareçam ou sejam absorvidas por empresas estrangeiras, correspondendo a 10% do sector, disse ao DN Rui Pinto Lopes.
Pelas contas do presidente da Associação Rodoviária de Transportadores de Pesados de Passageiros (ARP), no ano passado fecharam portas pelo menos "quatro empresas". A situação é "catastrófica", diz, e muitas empresas começam a entrar "em incumprimento junto dos bancos pelos empréstimos que contraíram para a renovação da frota nos últimos três anos.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Um caso típico de incomprensão da realidade externa. Se a envolvente se agrava - menos turistas, menos transportes de trabalhadores para as fábricas - o é que se pode fazer para contrariar as ameaças? Pedir mais apoios ao Estado, parece ser a única resposta do representante da Associação. Redefinição da Missão, fixação de novos objectivos, reorientação da estratégia não são merecedoras de reflexão?

Um Povo Feliz

Publicada por José Manuel Dias


Ontem, em Davos, Vladimir Putin disse sobre a crise financeira: "É uma perfeita tempestade." E avisou: "Estamos no mesmo barco." Estamos, entenda-se, os 191 países da ONU. O mundo inteiro à deriva! Alguém me sopra ao ouvido: "Os países da ONU são 192..." Pois eu explico: falo mesmo de 191. É que há uma espécie de aldeia gaulesa, no canto ocidental do continente europeu, imune à tempestade. A OIT avisou, também ontem, que este ano poderá haver mais 51 milhões de desempregados, mas isso passa ao lado de Portugal, orgulhosamente só. E, desta vez, sem orgulho tolo: parece-me que a coisa nos corre mesmo bem. Fiquei a sabê-lo, ontem, no debate parlamentar entre o Governo e os deputados. O tema principal era sobre "as políticas económicas e sociais." Com todas as notícias desastrosas que vinham lá de fora, o tema preocupou-me: queres ver que a crise já cá chegou? Mas, no fim, suspirei de alívio. O Governo e a Oposição mergulharam (não se assustem, por cá as águas são mansas) na discussão sobre propaganda, ou não, de um pretenso relatório da OCDE. Não tenho mais nada para dizer. Os povos felizes não têm história.
Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, aqui.


Diga?! Não ouvi bem, importa-se de repetir?

Publicada por José Manuel Dias


Há cada vez mais adolescentes portugueses com graves problemas de surdez. Os médicos garantem que muitos dos casos se devem ao uso exagerado de aparelhos para ouvir música. Peritos alertam para a necessidade de limitar o volume e de lançar campanhas de sensibilização na escola
Há cada vez mais jovens a procurar ajuda médica por apresentarem um nível de audição muito fraco, igual ao de uma pessoa com 60 anos. A causa é conhecida: ouvir música no MP3 com um volume muito elevado, explicaram vários especialistas ao DN.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Homem do Leme - Xutos & Pontapes

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A crise é só nossa?!!

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Isto é méssimo

Publicada por José Manuel Dias


"A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos". As palavras são do insuspeito Presidente do Bundesbank que acrecenta " o abrandamento económico é mais pronunciado e mais mundial do que o previsto". Este cenário não é mau, é péssimo ou se quisermos ser ainda mais realistas "é méssimo" que consideramos a soma do mau com o péssimo. Neste enquadramento importa ter a noção que muitos dos nossos problemas têm causas externas (abrandamento económico resultante da queda das exportações, v.g.), pois são muitos os países da Zona Euro que terão recessões mais graves que a nossa, a saber: Irlanda com 5%, a Inglaterra de 2,8%, a Alemanha de 2,3%, Itália de 2% e França de 1,8%, sem esquecer, no entanto, que a solução para outro tipo de problemas depende basicamente de nós. Ora do que se lê nos jornais, temos de concluir que há muito quem peça e pouco quem faça e os que fazem são criticados por quererem mudar e acabar com facilitismo. É a vida, dirão alguns.

Boas notícias na frente externa

Publicada por José Manuel Dias


O BCP foi muito bem sucedido no empréstimo obrigacionista de 1,5 mil milhões de euros com garantia do Estado que colocou esta semana no mercado. A procura excedeu os 2 mil milhões de euros, com os investidores internacionais a serem responsáveis por mais de 80% das alocações finais.
Na semana passada tinha sido o BES a emitir um empréstimo obrigacionista de 1,5 mil milhões, com a procura a atingir 1,9 mil milhões, dos quais mais de 80% também veio de investidores estrangeiros.
Parecem estar assim completamente afastados os receios de que a economia portuguesa passasse a ter grande dificuldade em financiar-se internacionalmente, depois da emissão obrigacionista da Caixa, em Dezembro, se ter ficado por 1,25 mil milhões, quando pretendia chegar aos dois mil milhões.
É um excelente sinal, num quadro macroeconómico muito difícil, como aquele que vamos atravessar em 2009.
Por outras palavras, não haverá estrangulamento no crédito à economia portuguesa este ano. E nem sequer seremos nós a pagar as taxas mais elevadas na Europa.
Com efeito, tomando como referência a dívida pública alemã de taxa fixa a 10 anos, a Grécia está a pagar acima de 200 pontos base, a Irlanda mais 150 pontos, a Itália mais 130, Portugal entre 95 e 100, a Áustria e Bélgica mais 90 e a Espanha mais 85.
Nicolau Santos, no Semanário Expresso, aqui.

Bolero - Ravel

Publicada por José Manuel Dias

Conseguir: as palavras-chave

Publicada por José Manuel Dias


No passado dia 19, ouvi o primeiro-ministro. Na certeza que não me cobrará "royalties", aproveitei cinco palavras-chave da sua intervenção para a última crónica de 2008.
Confiança. A prosperidade pode ser destruída pela excessiva confiança, mas a crise não se combate sem confiança nas nossas capacidades para lutar. Os vencidos à partida, sem confiança para a luta, representam a pior realidade que a vida me tem mostrado.
Ânimo. Um homem a arrastar as pernas, coluna dobrada, olhar triste e a queixar-se da sua triste sina, é a imagem do vencido pelo desânimo, qual Benfica no final do jogo com o Metalist. Sem ânimo, não se enfrentam problemas com a magnitude como os da actual situação.
Coragem. O medo não deixa expressar opiniões. Podem incomodar ou ser mal interpretadas. O medo tolhe a decisão. Quem não apoiar ou ajudar a construir decisões contra a crise, por medo de errar ou de perder votos, em nada ajudará a vencê-la. Só complicará.
Liderança. Em momentos de dificuldade, os responsáveis não podem ficar na retaguarda à espera que outros definam orientações para as fotocopiar e se desculpabilizarem. O espírito burocrático não ajuda a vencer crises, pois cada sociedade necessita de algumas soluções específicas. Os líderes têm de dar a cara e assumir o ónus.
Acção. Tem de ser rápida, mesmo com o risco de gerar algumas perdas, pois o essencial é evitar que a crise se torne incontrolável. Não é o perfeito e demorado desenho de um programa a médio prazo que limitará os danos e os sofrimentos imediatos.
António Almeida, no Semanário Expresso, aqui.

Avaliação internacional elogia reformas

Publicada por José Manuel Dias


O aplauso ao encerramento das "pequenas e ineficazes escolas do primeiro ciclo (do ensino básico)", à "oferta da escola a tempo inteiro" e recomendações sobre o enriquecimento curricular integram os resultados de uma avaliação internacional a apresentar hoje.
Na ocasião estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Também marcará presença a responsável pelo departamento das Políticas da Educação e Formação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Deborah Roseveare.
No sumário dos resultados da avaliação e recomendações disponibilizado à Lusa, refere-se que as reformas iniciadas em 2005 "reflectem uma visão política clara e um elevado nível de conhecimento estratégico", assim como uma "resposta corajosa e imaginativa" aos desafios do sistema educativo que não produzia os "resultados necessários".
Entre os resultados positivos a avaliação aponta o "excelente modelo de formação contínua dos professores", a existência de formadores de professores nos agrupamentos de escolas, assim como a alteração das regras para a escolha dos directores dos agrupamentos.
Fonte: Expresso, aqui.
Escolas do Básico a funcionar até às 17.30 horas, Inglês para o 3º e 4º anos, refeições para todos e acesso a novas tecnologias. Valeu a pena o esforço. Centremo-nos agora no muito que há ainda a fazer. Portugal merece uma Escola Pública Melhor!

Abandonado 2005

Publicada por José Manuel Dias


O conceituado Guia Independente do Consumidor de Bons Vinhos, do renomado crítico de vinhos Robert Parker, elegeu o vinho tinto "Abandonado", colheita de 2005, das caves Domingos Alves de Sousa, como o melhor produto da enologia portuguesa. O DN entrevistou o enólogo Tiago Alves de Sousa a propósito desta desta distinção:
"O Abandonado 2005, que o crítico Robert Parker classificou como o melhor vinho português, é um vinho perfeito? Perfeito não é. Mas também não acredito que a perfeição exista. Há vinhos muito bons, que estão num patamar de qualidade muito elevado e no qual o Abandonado se insere. Qual é o segredo da sua produção? A parte fundamental é a vinha, com condições muito especiais de disposição, de solo e de clima que dão origem às melhores uvas possíveis. Depois há que trabalhar a parte técnica, saber interpretar bem o que a vinha está a oferecer para o potenciar na adega. Está a descrever-me o segredo de qualquer bom vinho. Mas e o seu, especificamente, que mereceu a distinção de Robert Parker no Guia Independente do Consumidor de Bons Vinhos?Deve-se às condições da vinha em si. Esteve em parcial abandono durante algum tempo e depois recuperamá-la aos poucos, mas, essencialmente, estão lá as videiras de origem, com 80 anos, que imprimem um carácter e uma personalidade muito próprios ao vinho. Mais do que artifícios na adega, é mesmo a matéria- -prima que distingue o Abandonado".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

A lição da Qimonda

Publicada por José Manuel Dias


O ministro-presidente da Saxónia considerou a falência da Qimonda, que ontem esteve em destaque na imprensa alemã, "uma segunda oportunidade" para relançar o fabricante alemão de semicondutores, cuja unidade de produção em Vila do Conde é o maior exportador português."
[.../...]
A imprensa alemã chamou ontem a falência da Qimonda às primeiras páginas e o assunto é também alvo de comentário nos principais jornais. "Era evidente que a Qimonda não tinha salvação. E só com apoios irresponsáveis do Estado seria possível mantê-la, mas nunca a longo prazo", escreve o jornal Die Welt. O mesmo jornal acrescenta que "a morte da Qimonda já estava decidida há anos, e a separação da casa-mãe, a Infineon, em 2006, foi a confissão do fracasso", sublinhando que Taiwan e a China fabricam um produto tão bom como o da Qimonda, mas mais barato.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Lançar dinheiro para cima de problemas não os resolve, agrava-os. Injectar fundos públicos em projectos que não revelam competitividade, pode manter empregos por um certo tempo mas, a prazo, os problemas recolocam-se e com mais intensidade. Só uma estratégia de diferenciação, com especialização em produtos mais complexos e sofisticados, permitiria colocar a Quimonda a coberto da concorrência asiática, baseada nos baixos custos. Não foi o que sucedeu. Não somos só nós que ficamos a perder, jornais alemães criticam também a passividade do Governo alemão que "deixa uma empresa de alta tecnologia afundar-se". No outro lado do mundo, outros ficam contentes com o ganho de novos mercados e o abandono de concorrentes. Vão ter mais negócio. Há quem diga que o nosso mal é o bem deles. Efeitos da globalização dirão outros. Que se tire desta experiência os devidos ensinamentos, dirão os mais avisados.

10 Conselhos para conservar o emprego

Publicada por José Manuel Dias


1. Não entre em pânico: mantenha a confiança em si, mesmo perante a pior conjuntura, porque esta também pode revelar novas perspectivas.
2. Seja positivo e mostre-se empenhado : quando a tempestade é grande e o barco tomba, coloque-se por apenas 10 minutos no lugar do capitão. Compreenda o papel deste e o de toda a equipa, que deverá saber o que fazer para manter o barco a navegar. É o momento de ter iniciativa para surpreender positivamente o seu patrão.
3. Destaque-se entre os demais: distinga-se pela motivação e pela competência. Quem investiu tempo a enriquecer os seus conhecimentos distinguir-se-á agora, e a longo-prazo, pelo seus skills.
4. Mantenha-se informado : uma empresa em dificuldades tem de reagir rapidamente. Para ganhar flexibilidade é normal que tenha de transferir profissionais de umas áreas para outras. Não veja isso como uma ameaça. O patrão valorizará a boa atitude e lembrar-se-á de si quando esta fase passar.
5. Coloque-se em causa : a crise dá-lhe a oportunidade de avaliar melhor qual é o seu verdadeiro valor para a companhia. Questione-se: Realizo bem o meu trabalho? Poderá ser feito por outra pessoa? Eu cumpro os meus objectivos?
Continuar a ler aqui, Semanário Expresso.

Estrada - Mafalda Veiga

Publicada por José Manuel Dias

Cartões de Crédito

Publicada por José Manuel Dias


Ao todo, são 2,4 milhões os portugueses que possuem cartão de crédito.
A verdade é que o número dos bancarizados que possuem este cartão tem registado uma tendência de subida desde 2001, altura em que 25,3% dos indivíduos com conta bancária detinham pelo menos um cartão, diz o estudo Basef Banca, da Marktest.
Só no quadrimestre móvel de Novembro de 2008, foram contabilizados 2.446 mil possuidores de cartão de crédito, um valor que corresponde a 32,8% do universo composto pelos residentes no continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária.
A grande maioria (71%) dos possuidores são residentes em lares com rede fixa e possuem apenas um cartão. Já 28% possui mais do que um.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Um Cartão de crédito não é para todos. É para qem tem rendimentos certos com alguma expressão. É para quem o sabe usar. São muitos os benefícios que podem estar associados aos Cartões. Existe potencial de crescimento para cartões. Que se usem sempre que se precisam e que cada um recorde que tem de ter saldos em DO nas datas dos respectivos débitos dos encargos.

Não há GPS

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças afirmou ontem que a crise económica e financeira global é "um momento único na história" e que não "há GPS" para esta situação, mas apenas "estrelas" tapadas com "nuvens"."Fazer política em condições de normalidade é como navegar com GPS [sistema de posicionamento geográfico por satélite], mas esta crise não vem nos livros", defendeu Teixeira dos Santos, na lição que apresentou ontem em Faro, durante a abertura do II curso da Universidade Meridional. Para o ministro das Finanças, esta situação é "inteiramente nova e é um desafio para todos" e "não há GPS para esta situação".
"Temos de nos guiar pelas estrelas. O problema são as nuvens"", observou Teixeira dos Santos, acrescentando que é essencial "saber para onde se quer ir" e como "queremos ir". Para enfrentar a crise global, Teixeira dos Santos recordou que o Estado português vai "abdicar de mil milhões de euros" para implementar o pacote de medidas anunciadas em Dezembro de 2008, mas frisou que são medidas "temporárias".
Fonte: Público, aqui.
Insistir em respostas antigas para novos problemas é um errro. Novos problemas requerem novas soluções. Resta saber se resultam.

Ninguém está imune...

Publicada por José Manuel Dias


Nem a aura mítica que rodeia a Harley Davidson foi suficiente para garantir que a empresa escapasse ilesa à crise económica actual. A fabricante norte-americana de motos vai fechar algumas unidades de produção e despedir 1100 trabalhadores, depois de ter apresentado resultados piores do que o inicialmente previsto. A Harley Davidson pretende cortar a sua produção até 13 por cento este ano, depois de já no passado ter reduzido os níveis de fabrico. Paralelamente, vai cortar 1100 postos de trabalho em 2009 e 2010, o que corresponde a 12 por cento da sua força laboral. “Temos um mercado sólido, graças a uma marca única e poderosa, mas não estamos certamente imunes ao ambiente económico actual”, admitiu o director-geral da Harley Davidson, Jim Ziemer, citado pela agência Reuters.
Fonte: Público, aqui.
Até as estratégias de negócios que apostam na diferenciação e se focalizam num segmento muito específico do mercado não estão a alcançar os objectivos desejados. è caso para dizer que ninguém está imune à crise.

Das reformas da Educação

Publicada por José Manuel Dias


Lídia Jorge publicou no passado dia 9 de Janeiro, no Público, um artigo intitulado “Educação: os critérios da excelência”, que tem sido muito referido (mas muitas vezes mal citado) como espécime de fina análise ao actual momento vivido nas escolas portuguesas (ensino não superior). O respeito que a escritora nos merece sugere que não deixemos por considerar as suas palavras.
A escritora nunca se coloca no plano da oposição substantiva às reformas da Educação que estão em causa. Faz até o elenco parcial de alguns créditos deste governo nessa matéria: “iniciou reformas aguardadas há décadas, (…) conseguiu que o país discutisse a instrução como assunto de primeira grandeza, fez habitar as escolas a tempo inteiro, fez ver aos professores que o magistério não era mais uma profissão de part-time, arrancou crianças de espaços pedagógicos inóspitos”. Aceita a necessidade de distinguir a excelência entre os professores, nem sequer critica o princípio da titularização em si – critica a forma como foi aplicado. Não critica o princípio da avaliação docente, que considera, a par do anterior, outro “instrumento ao serviço da excelência”. Escreve mesmo que “Era preciso inaugurar nas escolas uma cultura de responsabilidade que até agora fora relegada para determinismos de vária ordem, menos os estritamente pedagógicos”. O que critica é o modelo que foi proposto.
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Só que, uma vez que nenhum modelo é perfeito, tentar eliminar um modelo por ele não ser perfeito equivale a tentar matar antecipadamente todos os modelos que venham a ser tentados. Nenhum modelo pode ser aperfeiçoado apenas em teoria; é na prática que vão encontrar-se os ajustamentos necessários; nunca passando à prática, nunca chegamos a apurar nenhum modelo. (“Faz-se caminho caminhando.”) Não compreender isto é cair numa armadilha. A armadilha que Lídia Jorge projecta no passado (“reformas aguardadas há décadas”), mas em que volta a cair no presente. O seu texto é uma cedência de fundo ao errado e perigoso mito do hiper-racionalismo da acção. Com a infeliz consequência de levantar a sua respeitada voz para defender a desistência – por mais quantas décadas?
Porfírio Silva, no Machina Specularix, com leitura integral aqui.

As dificuldades das reformas

Publicada por José Manuel Dias


Se fosse possível os portugueses optariam por deixar tudo como está, de preferência seríamos todos funcionários públicos ou trabalharíamos para empresas que dependem do Estado, o que de resto sucede com uma boa parte da classe média. Talvez isso explique sermos tão avessos a reformas, o peso das corporações públicas e de sectores de actividade dependentes do Estado é tão grande que uma boa parte dos portugueses tenham desse mesmo Estado uma visão paternalista. Mais do que um Estado pesado defendemos um Estado que cuide de nós sem nos perguntar o que damos à sociedade, não admira que daqui resulte quem em tempos de dificuldades muitos eleitores se virem para os partidos que defendem esse Estado, partidos que em tempo de crise se desdobram em propostas que acentuam essa visão do Estado capaz de resolver todos os problemas.
Do Blogue O Jumento, com leitura integral aqui.

O caminho para a melhoria

Publicada por José Manuel Dias


As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos das competências e conhecimentos que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar -se activamente na sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e cultural do País. É para responder a essa missão em condições de qualidade e equidade, da forma mais eficaz e eficiente possível, que deve organizar-se a governação das escolas.
Do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril, com leitura integral aqui.
O que podemos fazer para termos melhores escolas? Que visão de escola deve ser definida? Que objectivos? Responsabilidades cometidas ao Conselho Geral de cada Escola que integrando professores, encarregados de educação, representantes do pessoal não docente, representantes do município e da comunidade local, tem ainda como competências: eleger o Director, aprovar o Plano anual de Actividades e o Relatório e Contas da Gerência. Ver informação em detalhe (power point), aqui.
Um passo importante no reforço da participação sócio-comunitária na direcção estratégica da escola. Uma oportunidade imperdível para melhorar a qualidade da Escola Pública. Portugal precisa de ter uma Escola Pública melhor!

Que me quedes tu - shakira

Publicada por José Manuel Dias

Menos 52.000

Publicada por José Manuel Dias


O número de funcionários públicos registou uma redução de 7 por cento desde que o Governo de José Sócrates tomou posse.
A redução representa uma quebra de 52 mil funcionários públicos, explicou o ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos na apresentação do orçamento suplementar, na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.
«É uma redução de quase 52 mil funcionários públicos e eu pergunto-me quantas entidades e empresas terão, na sua história reduzido o número de funcionários, sem recorrer a despedimentos ou com processos de fusão ou reestruturação», questionou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Assustador

Publicada por José Manuel Dias


O aumento de despesa pública e o abrandamento da economia levam a despesa pública do Estado a pesar 50% do PIB pela primeira vez na história.
No OE para 2009 o Executivo fez uma alteração metodológica à contabilização das despesas com contribuições sociais dos funcionários públicos que retiraram às despesas e receitas do Estado cerca de 3.149 milhões de euros. O valor do défice ficou igual, mas o peso destas rubricas no PIB diminuiu, o que impossibilitava a comparação com 2008.
Repetindo o exercício, mas levando agora em linha de conta que a economia terá crescido 0,3% em 2008 (e não os 0,8% que o Governo previa no OE) e deverá, segundo o executivo, contrair 0,8% este ano (uma hipótese optimista face à comissão Europeia que previu hoje menos -1,6%), então o peso da despesa pública no PIB passou para 49,94% em 2008 e crescerá para 49,97% em 2009, chegando assim à barreira dos 50%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Imaginemos agora o que seria se o Governo não tivesse promovido as reformas que promoveu ou se cedesse a todos os que reclamam por melhores condições e mais direitos.

Temos de caminhar juntos

Publicada por José Manuel Dias


Todos os anos, os Estados Unidos assinalam o dia 19 de Janeiro como o dia de Martin Luther King. Mas nunca a cerimónia de homenagem ao homem que um dia sonhou que ninguém seria julgado pela cor da sua pele fez tanto sentido como hoje. Na véspera de tomar posse, Barack Obama, o primeiro Presidente afro-americano do país, prometeu “renovar a promessa” do sonho americano.“Hoje, celebramos a vida de um pregador que, há mais de 45 anos, emergiu no nosso Mall, à sombra de Lincoln [o Presidente que aboliu a escravatura] e partilhou o sonho que tinha para a nossa nação”, escreveu Barack Obama num comunicado. “Amanhã, estaremos juntos como um só povo no mesmo local onde o sonho de King ainda ecoa. Ao fazê-lo, reconhecemos que aqui na América, os nossos destinos estão inextrincavelmente ligados. Decidimos que quando caminhamos, temos de caminhar juntos”.
Fonte: Público, aqui.
Uma mensagem que devia ter eco no nosso país...

Inovar e responder a novos segmentos

Publicada por José Manuel Dias


Empresa historicamente consciente da importância da investigação e desenvolvimento, a Cifial tem na procura de novos materiais e na electrónica aplicada às portas (ferragens) e ao duche as suas grandes apostas para 2009. O lançamento de quatro "linhas sociais" de torneiras e outras tantas de ferragens, com preços de venda cerca de 25% mais baixos que a gama média da Cifial, e das quais espera vender "centenas de milhar de unidades", é outras das grandes apostas para o ano que agora arranca.
Esta é, também, uma forma de responder à crise do mercado imobiliário. "Iremos inovar o que for útil, que tiver interesse, que crie riqueza. Não podemos parar nem deixar o mercado parado. Temos custos fixos, temos que colocar coisas cá fora, manter a dinâmica", diz Ludgero Marques.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Made in Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Por todo o país há empresas que fazem coisas boas. São inovadoras, criativas, tecnológicas, ousadas. Algumas brilham lá fora mas são desconhecidas cá dentro. Diariamente, a TSF apresenta retratos destas empresas que não se resignam, que apostaram e venceram... ou estão perto de o conseguir.
Made in Portugal, um programa da TSF, com coordenação de Rui Miguel Silva. De Segunda a Sexta, 09h47m, com repetição às 17h47m. Para ouvir os programas, clicar aqui.

Foi você que disse que queria ser avaliado?!

Publicada por José Manuel Dias


Com 94 por cento de adesão em Dezembro, segundo os sindicatos - 66,7 pela nova contagem do Ministério da Educação -, a fasquia para a segunda greve de professores deste ano lectivo, marcada para hoje, está colocada muito alto. Os presidentes dos conselhos executivos ouvidos pelo PÚBLICO optaram por não avançar prognósticos, entre os professores há quem aposte em alta, mas também quem preveja uma quebra.
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A greve de hoje coincide com o segundo aniversário da entrada em vigor do ECD, que está na origem do actual clima de contestação, devido à divisão da carreira docente em duas categorias (professores titulares e não-titulares), à imposição de quotas para aceder à mais elevada, e à criação de um modelo de avaliação com "critérios subjectivos", já simplificado por duas vezes, mas que no "essencial se mantém igual", segundo Nogueira.
Fonte: Público, aqui.
Uma coisa é dizer que se é a favor da avaliação - como os Sindicatos dos professores afirmam de forma recorrente - outra, bem diferente, é procurar fazer tudo para que qualquer avaliação, ainda que simplex, seja votada ao insucesso. Somos, por isso, tentados a recuperar as palavras de Isabel Stilwell: "Se é absolutamente legítimo o direito à greve, os pais não podem deixar de estranhar que os professores nunca tenham recorrido a esta forma de luta por questões pedagógicas ou em defesa da qualidade de ensino, mas saiam à rua quando o que está em causa é a possibilidade de serem avaliados (irónico, quando a sua profissão é avaliar os outros...), os escalões e a carreira".

Depósitos a Prazo

Publicada por José Manuel Dias


Há pouco mais de dois meses, era possível obter uma taxa de juro de 4,6% para uma aplicação a um ano. Hoje, quem se dirigir a um banco para aplicar a sua poupança num depósito tradicional consegue uma taxa de não chega a 2% brutos. É o lado menos positivo da descida dos juros. Chegou ao fim o ciclo dos juros altos para os depósitos. Se muitos suspiraram de alívio por as taxas do crédito terem descido drasticamente, para quem tem poupanças as actuais rentabilidades dos depósitos estão bastante mais baixas e longe dos valores do ano passado.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.
Convenhamos que para quem comenta temas económicos não saber distinguir taxas nominais de taxas reais é uma grave lacuna. Nem sempre taxas altas são estimulantes se a inflação se situar em números idênticos. Por outro lado qualquer aforrador com valores para depósito superiores a € 5.000,00 consegue taxas melhores do que as indicadas no artigo. É só espreitar
aqui. Recolher informação e negociar é sempre uma boa estratégia para optimizar os rendimentos das poupanças.

Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar - Pedro Abrunhosa

Publicada por José Manuel Dias

A pente fino

Publicada por José Manuel Dias


No DN de ontem, Rudolfo Rebêlo e Manuel de Almeida (Lusa) assinam mais um artigo merecedor de destaque nesta antologia do disparate jornalístico.
1. A habitual confusão entre stocks e fluxos: "Agora, com a crise, o desequilíbrio das contas passa para os 3,9% da riqueza." O que os jornalistas queriam dizer é que o défice orçamental passa para os 3.9% do PIB. PIB e riqueza não são a mesma coisa. O primeiro é um fluxo, o segundo é um stock.
Para continuar a ler este post de Pedro Bom, clicar aqui.

Ideias para Obama

Publicada por José Manuel Dias


La semana pasada, al presidente electo Barack Obama le pidieron que respondiese a los escépticos que afirman que su plan de estímulo no bastará para ayudar a la economía. Obama respondió que quiere oír ideas sobre "cómo gastar dinero de manera eficiente y eficaz para hacer que arranque la economía". Pues bien, entraré al trapo, aunque como explicaré en breve, la metáfora del "arranque" es parte del problema.Es cierto que la previsión económica es una ciencia inexacta, en el mejor de los casos, y las cosas podrían ir mejor de lo que predice el informe. Pero también podrían ir peor. En el informe se reconoce que "algunos analistas particulares prevén que las tasas de desempleo llegarán al 11% si no se toma ninguna medida". Y yo coincido con Lawrence Summers, otro miembro del equipo económico de Obama, que recientemente declaraba: "En esta crisis, hacer demasiado poco plantea una mayor amenaza que hacer demasiado". Por desgracia, ese principio no se refleja en el plan actual.
¿Cómo puede entonces Obama hacer más? Incluyendo en su plan mucha más inversión pública, lo cual será posible si adopta un punto de vista más a largo plazo.
El informe de Romer y Bernstein reconoce que "un dólar de gasto en infraestructuras es más eficaz para crear puestos de trabajo que un dólar de rebajas fiscales". Sin embargo, sostiene que "en un marco temporal corto, la inversión pública que puede efectuarse con eficacia tiene un límite". ¿Pero por qué tiene que ser corto el marco temporal?
Paul Krugman es columnista del diario 'The New York Times', aqui.

O preço dos combustíveis...

Publicada por José Manuel Dias


Francisco Leite Monteiro, Antigo administrador da Shell Portuguesa, em artigo de opinião no Diário de Notícias de hoje, explica-nos porque é que " baixa de preços ficou efectivamente aquém do que seria expectável e justo,", baseando-se nos seguintes factos:
1. O preço do crude brent, que serve de referência para a formação dos preços de venda ao público da gasolina e gasóleo em Portugal, teve um aumento considerável, em meados do ano passado, chegando a roçar os 150 dólares por barril, nos primeiros dias de Julho, a que se seguiu uma queda inesperada, atingindo nas últimas semanas um valor médio ao nível dos 40 dólares, na última semana, preço este que, registe- -se, é perfeitamente equiparável ao preço que era praticado no início de 2005.
Para continuar a ler, clicar aqui.

Em linha com a Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Governo previu hoje (ontem) um aumento do défice orçamental para este ano, que deverá situar-se nos 3,9 por cento. O anúncio foi feito depois da aprovação do Orçamento suplementar para 2009 e da revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, informou também que a economia deverá contrair-se em 0,8 por cento – como avançou o Banco de Portugal – e o desemprego situar-se nos 8,5 por cento. A dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.
Fonte: Público, aqui.
Não vale a pena fingir que as coisas estão bem, não estão. A realidade está aí - mais desemprego e uma economia anémica - e, a avaliar pelo que nos dizem, este ano vai ser mesmo negro. Preparemo-nos.

O mundo já não é o que era...

Publicada por José Manuel Dias


1. A Toyota suspendeu temporariamente a produção em 11 das suas 12 fábricas no Japão, para responder à queda da procura, avança a imprensa nipónica. Além destas paralisações, a Toyota tinha já anunciado a suspensão total da produção no Japão durante onze dias, entre Fevereiro e Março. À semelhança das paragens anunciadas por muitas outras marcas automóveis, a Toyota pretende responder à queda registada na procura, que colocou a empresa «numa situação sem precedentes».
2.A construtora de automóveis Honda vai eliminar 3.100 postos de trabalho temporários no Japão, mas o nosso país não será afectado, disse fonte oficial da empresa.
3. A empresa de aluguer de automóveis Hertz vai reduzir quatro mil postos de trabalho em todo o mundo, para fazer face à queda da procura.
4. A unidade financeira da General Electric, GE capital, anunciou que vai cortar pelo menos sete mil postos de trabalho. Esta medida surge como uma contenção de despesa da empresa para enfrentar a crise económica.
5. A companhia farmacêutica Pfizer vai despedir 2.400 trabalhadores, de acordo com a versão online do «Wall Street Journal».
Fonte: Agência Financeira,
aqui.
Num cenário macro-económico em que a única certeza é a incerteza, o acréscimo de desemprego é inevitável. Quem tem emprego deve procurar fazer tudo para o manter. O mundo já não é o que era...

Autumn leaves - Keith Jarrett

Publicada por José Manuel Dias

Aí vão 4

Publicada por José Manuel Dias


Jean-Claude Trichet justificou a decisão de hoje do Banco Central Europeu (BCE), a que preside baixa, de baixar a principal taxa de juro da Zona Euro, para os dois por cento, com a diminuição dos riscos inflacionistas e o contínuo arrefecimento da actividade económica no final do ano passado. Um eventual corte suplementar dos juros apenas acontecerá em Março, avisou. E porquê em Março? Porque será nesse mês, e não em Fevereiro, que o banco central terá novos números e previsões que poderão permitir uma avaliação mais precisa da situação financeira e económica da Zona Euro.
Fonte: Público,
aqui.
O BCE aprovou o quarto corte consecutivo das taxas directoras da Zona Euro, depois das reduções de 0,50 por cento registadas em Outubro e Novembro e de 0,75 por cento em Dezembro. Aguardemos agora por Março...

Não há almoços grátis

Publicada por José Manuel Dias


A Standard & Poor’s colocou em vigilância negativa o "rating" da dívida pública portuguesa. A primeira tentação é olhar para esta decisão e soltar uma gargalhada. Com o argumento de que nenhuma agência de "rating" tem credibilidade para dar notas: não foram elas que passaram ao lado dos sinais que ajudaram a criar a tempestade financeira do século? Mas não é assim.
Porque bem vistas as coisas, a decisão da S&P até chega tarde. Quem olhar para os mercados de dívida soberana (emitida pelos Estados) percebe que o mercado já tinha feito o seu próprio julgamento em relação ao risco associado a Portugal, agravando os spreads de colocação de dívida pública. Ou seja, a S&P não faz mais do que incorporar um juízo que já tinha sido emitido pelo próprio mercado (embora se deva dizer que no clube Med – Espanha, Portugal, Itália e Grécia – Portugal até não está mal colocado): o spread da dívida portuguesa é mais baixo que o grego, o italiano e até o irlandês. O problema é que não vale de nada contentarmo-nos com o mal menor (ter melhor “rating” que a Irlanda). Porque o que a S&P está a dizer é que Portugal tem agora menor capacidade para honrar os seus compromissos (devido ao agravamento do défice orçamental); e isso significa pagar mais pela dívida que o Estado emite. Mais uma razão para o Governo ter cuidado com a forma como gasta dinheiros públicos em ajudas à economia. Porque não há almoços grátis.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, aqui.
Imaginem só o que teria acontecido se não tivesse sido feito um esforço de diminuição da despesa pública, conseguindo que o défice de 2008 fosse o mais baixo dos últimos 34 anos.

Quem compra o que não pode (*)

Publicada por José Manuel Dias


Os leilões de casas detidas pelos bancos, resultantes de incumprimentos, não param de aumentar. Em cada ano que passa, as duas únicas leiloeiras a actuar neste mercado recebem cada vez mais imóveis para levar à praça. A procura para comprar também aumentaLeiloeiras colocam 2100 imóveis mas só venderam 1100 em 2008. Os leilões de casas detidas pelos bancos, perdidas pelos clientes que deixaram de pagar a prestação, continuam a crescer fortemente. Em 2008, as duas únicas leiloeiras a actuar no mercado imobiliário de hipotecas executadas pelos bancos, a Euro Estates e a Luso-Roux, fizeram mais leilões, colocaram mais casas à venda em cada um deles e venderam mais imóveis.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) vende o que não quer. É um ditado popular, velho de séculos, mas, infelizmente, muito actual.

Os sindicatos dos professores rejeitam avaliações (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados. Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente. Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo. “Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.
Fonte: Público, aqui.
(*) sabemos que não é isso que dizem mas é o que se intui de tudo o que fazem. Coerência entre o pensamento, a palavra e o comportamento é um pressuposto da credibilidade. Quando falha de forma recorrente, como é o caso dos sindicatos dos professores, perde-se o respeito e a compreensão da maioria dos cidadãos. Os professores merecem melhores sindicatos.

Concursos público e transparência

Publicada por José Manuel Dias


A propósito das críticas ao o regime de excepção pretendido pelo Governo para a adjudicação directa em vez de concursos Paulo Querido disserta, aqui, sobre alguns dos inconvenientes dos concursos públicos. Atentemos nas conclusões:
1) sem querer tomar um partido claro pelas adjudicações ou pelos concursos: não acho nada óbvias as consequências negativas da negociação directa, pelo contrário estou ciente da ineficiência dos concursos, já bem bandarilhados por quem neles participa — e em qualquer caso os melhores mecanismos de defesa do interesse público são a transparência, a informação clara e atempada, a rapidez na tomada de decisões (incluindo as rescisões de contratos por incumprimento!) e a fiscalização. Lá porque é Estado, o Estado não tem de se comportar no mercado como um anjinho.
2) transparência é, para começo de conversa: publicar os contratos, as razões da escolha daquele parceiro, o planeamento, as avaliações, os resultados. Tudo em linguagem acessível (legalês depurado), em tempo útil (isto é: IMEDIATAMENTE) e em local de acesso universal (nada de publicações por assinatura). Com a transparência por obrigação, seja concurso ou adjudicação a sociedade segue e fiscaliza melhor cada contrato feito em seu nome pelos representantes eleitos.