Change the world - Eric Clapton

Publicada por José Manuel Dias

Ler na rede

Publicada por José Manuel Dias


Leio nos jornais: General Motors vai despedir 47 000 trabalhadores; leio-o, também, no mesmo dia: professores vão endurecer a luta contra a avaliação no 3º período. Estas duas notícias relacionam entre si dois mundos do trabalho. De um lado, os trabalhadores que podem perder o emprego a qualquer momento, que estão sujeitam às normas do Código de Trabalho, que beneficiam do regime geral da Segurança Social. Dou outro, os trabalhadores que não correm o risco de ficarem sem emprego porque têm emprego vitalício, e beneficiam de regimes especiais, quer nas relações de trabalho, quer na Segurança Social.
No final de 2008, Alan Greenspan, discípulo da romancista anarco-capitalista Ayn Rand e ex-presidente da Reserva Federal, reconhecia: «Cometi um erro ao confiar que o livre mercado pode regular-se a si próprio sem a supervisão da administração». Greenspan vem agora defender a nacionalização temporária de mais «alguns bancos». O que defenderá a seguir? Pena é que a administração Obama continue a resistir a esta saída. Por quanto tempo? Apesar de alguns sinais positivos, não nos esqueçamos que nela pontificam economistas que estiveram na origem do romance dos «novos democratas» com os mercados financeiros liberalizados. Lembram-se? Anos noventa…

Surpresa no desemprego

Publicada por José Manuel Dias


Os números do desemprego surpreenderam pela positiva. A maioria dos analistas e economistas antecipava um salto no número de desempregados no último trimestre de 2008, acompanhando a quebra da economia.
Admiração total. Não só não subiu, como há menos 1,9 mil desempregados do que em igual período de 2007. O valor é de tal forma anormal, tendo em conta a situação económica, que os economistas ficaram de boca aberta e sem grandes certezas nas justificações. Uma situação cada vez mais normal na actual crise.
Bruno Proença, no Diário Económico, aqui.
De facto, conforme informação do INE "em média, em 2008, a taxa de desemprego foi de 7,6%, o que se traduziu por um decréscimo de 0,4 p.p. face ao ano anterior. A população desempregada situou-se em 427,1 mil indivíduos, tendo diminuído 4,8% em relação ao ano anterior. A população empregada registou um acréscimo anual de 0,5%". Números preocupantes? Sim mas não tão preocupantes como alguns pelos vistos desejariam. De resto, se tivermos em conta a crise que varre a generalidade das economias mundiais os números até podem ser considerados positivos.

Menu de crise

Publicada por José Manuel Dias


"Por 2,5 euros - sim, leu bem, são dois euros e meio - os consumidores que estejam a conter as despesas, cêntimo a cêntimo, podem ter acesso a uma refeição constituída por ovo estrelado, salsichas e batatas fritas. As bebidas e sobremesas pagam-se à parte". É assim que começa o artigo de opinião de João Cândido e Silva, publicado no Jornal de Negócios, onde se descreve adaptação de um restaurante aos tempos de crise. De facto os pequenos negócios podem revelar uma grande flexibilidade e adaptação a estes tempos de recessão (dois trimestres consecutivos de contracção no produto interno bruto) mas as empresas com maior dimensão, dependentes do exterior têm problemas acrescidos. Com é referido as suas tesourarias vão estar mais apertadas porque vão receber mais tarde, o risco de aumentarem os incobráveis também vai fazer danos e o acesso ao crédito estará mais dificultado e mais caro quando existir. Porque, como bem diz, os bancos, naturalmente, também querem salvar a pele. É inevitável, no seu entender, uma forte descida no investimento, com efeitos acrescidos sobre o, já causticado, mercado do trabalho e um agravamento da anemia no consumo privado. A questão que suscita é : e depois da crise como estaremos ? A economia portuguesa vai acordar mais endividada, com um Estado mais pesado e ávido por receitas, devido aos remédios que estão a ser aplicados.

Destes, gosto mesmo

Publicada por José Manuel Dias


Na sequência do convite da Cleopatra, a que tinha aludido aqui, atrevo-me a indicar os blogues que acompanho que o mesmo é dizer que gosto mesmo deles. Sem qualquer critério de ordenação, aqui ficam, com os meus gardecimentos aos respectivos autores: A nossa Candeia, da Ana Paula Fitas, A Barbearia do Sr. Luís, do Luis Novaes Tito, O Arrastão do Daniel Oliveira, Câmara Corporativa, do Miguel Abrantes, Machina Speculatrix, do Porfírio Silva, Branco no Branco, da Mdsol, Defender o Quadrado, da Sofia Loureiro dos Santos, Margem Esquerda, do Raúl Martins, Divas e Contrabaixos, da Maria Rosário Fardilha, eVentos Tecnológicos, do Filipe Silva, Memórias ao entardecer, da Veritas, Palavras entre palavras, do A. J. Faria, Visto da Economia, da Helena Garrido, Farinha Amparo, da Didas e da Rosarinho, Em pequenas doses, da Arábica, Espelho dos Sentidos, da Mim e ainda, como não podia deixar de ser, o Cleopatra Moon, da Cleopatra.

Trabalhar, trabalhar mas...

Publicada por José Manuel Dias


A crise, que é superior às expectativas que tínhamos, surpreendeu não só os portugueses, como o Banco de Portugal, a Comissão Europeia, a Alemanha, a Inglaterra e a Itália», afirmou José António Barros, citado pela agência Lusa, à margem da Qualific@-Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, na Exponor, em Matosinhos.
Salientando que, por exemplo, na Alemanha, os efeitos da crise estão a ser ainda «mais gravosos» que em Portugal, o presidente da AEP defende que a única saída é «trabalhar».
«A crise é mais profunda do que pensávamos. Perante isto, só posso dizer uma coisa: temos que trabalhar», afirmou Barros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Será que basta trabalhar? Será que não devemos ter em conta o que se passa à nossa volta? Será que não se justifica conhecer o que está a mudar? Faz sentido continuar a produzir quando o mercado já não quer o que fazemos? Quem continuar a querer o que fazemos? Em que é que somos bons e que vantagens retiramos disso? Quem são os nossos clientes e que necessidades têm? Quais são os nossos concorrentes? Como podemos ser mas competitivos?
Uma reflexão ue se justifica antes de continuarmos a afectar recursos às nossas actividades. Pensar estrategicamente é uma necessidade. Quem não o fizer de forma sistemática corre o risco de ter o mesmo destino dos dinossauros.

Bad Banks?

Publicada por José Manuel Dias


A crise persiste em não dar sinais de trégua, e, não obstante as maciças injecções de capital e garantias de Estado destinadas a normalizar os circuitos de crédito, o sector financeiro é dos que continua mais vulnerável – e agora também sujeito aos efeitos da crise na economia “real”, que tem gerado uma espiral de fecho de empresas e despedimentos. Neste contexto, os “bad banks” estão a surgir como uma derradeira “tábua de salvação”. É mais um termo, à semelhança dos “activos tóxicos”, que não tem uma tradução óbvia para o português – “bancos maus”?, “bancos tóxicos”? –e que tão pouco corresponde a um modelo bem delineado de intervenção no sistema financeiro. Afinal, o que são, ou podem vir a ser, os “bad banks”?
Para continuar a ler este artigo de Eva Gaspar, no Jornal de Negócios clicar
aqui.
O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, parece estar de acordo com a ideia dos "Bad Banks" quando afirma que "o maior problema que os Estados enfrentam actualmente é a reestruturação dos bancos, defendendo a criação de uma estrutura que livre a banca dos seus activos tóxicos". Esperemos pelos desenvolvimentos. Uma coisa é certa: os Bancos nunca foram tão importantes, como nos dias de hoje.

Chico Buarque - Construção

Publicada por José Manuel Dias

Escola Virtual

Publicada por José Manuel Dias


Para usar na sala de aulas ou em casa, as ferramentas de 'e-learning' tornam o ensino mais dinâmico e a aprendizagem mais divertida. Quem o diz são os professores e os alunos. Cerca de cinco vezes por semana, Duarte entra numa sala de aulas virtual. "Vou acompanhando a matéria que é dada nas aulas, faço exercícios, trabalhos de casa e preparo testes." O aluno do 5.º ano é um dos mais de 60 mil que já recorrem à Escola Virtual para estudar, segundo dados da Porto Editora, que desenvolveu a plataforma de aprendizagem online. Muitos fazem-no sob orientação dos professores: o sistema é usado em 320 escolas, do básico ao secundário, e em 20 colégios particulares. Nestes casos, o site oferece também a possibilidade de os alunos tirarem dúvidas com os professores e falarem com os colegas. Os docentes, por sua vez, podem marcar trabalhos de casa, corrigi-los e até ver quanto tempo o aluno gastou com cada ficha e se viu as soluções.
Existe pelo menos outra plataforma de aprendizagem, o Moodle, que já está disponível em quase todas as escolas portuguesas. Tem a grande vantagem de ser gratuita, mas são os professores que têm de desenvolver e incluir os conteúdos. Essa tem sido a grande aposta da Escola Virtual. Desde que o projecto foi lançado, em 2005, foram sendo acrescentadas disciplinas e materiais. Ângela Moura, professora de Português na escola de Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, foi das primeiras a experimentar. "Os resultados foram muito bons. Os alunos, sobretudo os mais fracos, evoluem muito bem. Ficam mais motivados."
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A mudança está a acontecer. De forma mais lenta do que era suposto mas está. O modo como se transmitem conteúdos também pode condicionar o desempenho dos alunos. Quase todos os professores sabem isso mas só uma minoria retira as devidas ilacções. Mudar causa sempre desconforto, mesmo quando se muda para melhor. Quantos professores usam o Moodle? Uma pequena percentagem. Vale a pena reflectir sobre as razões que podem estar na base desta realidade, sendo certo que em algumas escolas há projectos muito interessantes que já testaram as vantagens da sua utilização no que concerne à gestão da aprendizagem.

Campeões Europeus

Publicada por José Manuel Dias


Portáteis já representam 81% do mercado de PCs em Portugal, o que representa a maior percentagem entre os países da Europa Ocidental, revela um estudo da IDC. Uma evolução que resulta do crescimento de 58,8% registado em 2008, o que constitui a maior subida registada na Europa Ocidental no ano passado.
Segundo o relatório trimestral 'IDC EMEA PC Tracker', durante o ano de 2008 foram vendidos em Portugal 1,63 milhões de PCs (portáteis mais desktop). No entanto, a procura de PCs portáteis dominou as preferências dos portugueses, tendo sido vendidos 1,33 milhões, o que significa que 81% do total de PCs vendidos são portáteis, e coloca Portugal como o país da Europa Ocidental onde se vendem proporcionalmente mais portáteis.
Fonte: Expresso, aqui.
Acreditamos que a mobilidade é um factor decisivo para a escolha de um portátil. Cada vez mais um portátil é encarado como um instrumento de trabalho essencial, embora, em muitas situações, a vertente lazer não seja também desvalorizada. De qualquer modo, julgamos que muita procura de portáteis pode ser explicada pelos efeitos deste Plano, aqui.

O valor mais baixo de sempre!

Publicada por José Manuel Dias


A Euribor a três meses atingiu hoje o valor mais baixo de sempre, devido à expectativa que o Banco Central Europeu vai continuar a reduzir as taxas de juro para fazer face à recessão que atravessa a economia europeia. A Euribor 3 meses desceu para 1,943%, enquanto a Euribor seis meses recuou para 2,02%. Nos prazos mais longos, a Euribor 9 meses caiu para 2,08% e a Euribor 12 meses desceu para 2,133%. O valor do indexante a três meses é o mais baixo desde a introdução do euro em Janeiro de 1999 e compara com o recorde histórico atingido em Outubro do ano passado, nos 5,39%. Foi a 88ª sessão consecutiva de descidas na Euribor.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Quem tem Crédito habitação vai pagar menos nas prestações. É uma boa notícia para muitos portugueses que assim vão ver aumentado o seu rendimento disponível. Já agora, aproveitamos para deixar duas notas:
1) O que é a Euribor? Corresponde à junção das palavras Euro Interbank Offered Rate. As taxas Euribor baseiam-se na média das taxas de juros praticadas em empréstimos interbancários em euros por 57 bancos proeminentes europeus (o painel de Bancos). Para saber mais clicar aqui;
2) Que Bancos integram o Painel? Ver aqui, de Portugal, apenas a Caixa Geral de Depósitos.

Inflação onde estás?!

Publicada por José Manuel Dias


Em Janeiro de 2009, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 0,2%, seis décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Dezembro de 2008. A variação mensal foi de -0,7% (-0,5% em Dezembro de 2008 e -0,1% em Janeiro de 2008). A variação média dos últimos doze meses diminuiu 0,2 p.p. para 2,4%.
Fonte: INE, aqui.
De acordo com as estimativas de alguns analistas a inflação para este ano situar-se-á na casa dos 1%. A ser assim, os salários vão ser objecto dum crescimento real muito expressivo, o maior das últimas décadas.

Em linha com a Europa

Publicada por José Manuel Dias


A economia portuguesa contraiu-se dois por cento no quarto trimestre do ano, face ao trimestre anterior, desempenho que contribuiu decisivamente para a variação nula do Produto Interno Bruto no conjunto do ano, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística na sua estimativa rápida.
O recuo da economia no terceiro trimestre em menos 0,1 por cento e agora esta nova queda do PIB de dois por cento no último trimestre do ano anterior, coloca Portugal em recessão técnica, tal como se encontram grande parte das congéneres europeias.
Fonte: Público, aqui.
Os próximos tempos não vão ser fáceis. As dificuldades vão continuar. A verdade é que não há volta a dar, temos de ser nós a encontrar as soluções para os problemas com que nos confrontamos, esperando, queos nossos principais parceiros comerciais façam o mesmo. Empreender, investir, manter empregos, consumir com moderação e poupar são as palavras-chave destes tempos. Os tempos não são de lamentos, são acção, e os Governos, também, não se podem eximir às suas responsabilidades. Têm que fazer o que é preciso ser feito.

Publicada por José Manuel Dias

As duas pontes sobre o Tejo em Lisboa perderam diariamente mais de 14 mil veículos desde Setembro. A mais penalizada foi a 25 de Abril que, nos últimos quatro meses, perdeu mais de dez mil veículos por dia, tendo chegado ao final do ano com menos tráfego diário do quem em 2007.
Os dados de tráfego da Estradas de Portugal revelam que o número de carros a cruzar a ponte 25 de Abril e a ponte Vasco da Gama tem vindo a diminuir desde Setembro. As perdas têm sido mais evidentes na 25 de Abril, mas também a ponte Vasco da Gama tem perdido diariamente um número significativo de travessias: passou de 65 950, registadas em Setembro, para 62 318 no último mês de 2008.
Paralelamente, o número de pessoas a usar o comboio tem vindo a aumentar, o que deixa prever que muitos automobilistas estão a trocar de meio de transporte.

Fonte: Correio da Manhã, aqui.

A crise tem feito mais pela ecologia que muitas campanhas de sensibilização a

Crédito Chave na mão

Publicada por José Manuel Dias


Os ministros das Finanças e da Economia assinam esta quinta-feira um protocolo com várias instituições de crédito com vista a criar condições para que os consumidores possam adquirir painéis solares através de linhas de crédito.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Espírito Santo (BES), o Banco Português de Investimento (BPI) e Millenniumbcp são as instituições financeiras que aderiram a este projecto. Estes bancos «além de disponibilizarem o crédito, funcionarão numa lógica de pontos de contacto, únicos para o consumidor, assegurando o interface com as entidades responsáveis pelo fornecimento, instalação, manutenção e garantia dos equipamentos», refere o comunicado.
Fonte: Agência Financeira, aqui

O ano do boi e o consumo correcto

Publicada por José Manuel Dias


Felizmente, para os chineses - um quinto da população mundial - o Ano do Boi que agora se inicia apresenta-se desde já auspicioso. Será mais calmo e estável do que o anterior e, segundo a mitologia, será também um ano produtivo porque o Boi é um bom amigo do homem, é trabalhador e traz alimentação às pessoas. Esperemos que tenham razão.Entretanto, perante a crise, os chineses acautelam-se e discutem se o acto de consumir será ou não antipatriótico. A minha amiga Yi Lin, por exemplo, assaltada por um súbito desejo de poupar, ficou na dúvida depois de um familiar lhe ter assegurado que ele próprio acabara de contribuir para a economia do país ao comprar um telefone móvel e nada menos do que duas máquinas fotográficas - tudo pago com um recém-adquirido cartão de crédito. Estaria ele a cumprir o seu dever enquanto consumidor para ajudar as empresas afectadas pela contracção da procura? Seria esta uma lógica patriótica para ajudar o país em tempo de crise? Yi Lin confidenciou-me que, em sua opinião, as pessoas não devem consumir para além da sua capacidade económica e introduziu o conceito de "consumo correcto", isto é, aquele que não envolve nem excesso de poupança, nem excesso de consumo.
Virgínia Trigo, no Jornal de Negócios, com leitura integral aqui.

Exportações sobem 6% (*)...

Publicada por José Manuel Dias


É o que nos diz o registo de dados do último trimestre do comércio extra-comunitário divulgado pelo INE. Um dos melhores dos últimos tempos. Convém, no entanto, notar que o comércio externo extra-comunitário corresponde a cerca de um quarto do total do comércio internacional português. Na realidade, se incluirmos o comércio intra-comunitário - onde baixámos as exportações em cerca de 20% - o ano não terá sido encerrado com nota positiva. Em Novembro, os valores de exportação apontavam, ainda, para um crescimento de 1,8% mas com os 5 principais destinos a perderem importância. Registe-se, entretanto, o crescimento registado com Angola, desde a visita do Primeiro- Ministro, cerca de 35% . Compreende-se a preocupação de todos: mais desemprego, trará menos consumo, arrefecendo, ainda mais, a economia da Eurolândia. Justifica-se, por isso, o apelos dos Ministros das Finanças da UE às empresas para evitarem os despedimentos colectivos e a optarem, em alternativa, pelo desemprego parcial acompanhado de acções de formação.
Os dados do INE podem ser vistos aqui:
(... e importações caiem 9,5%)

O outro lado da crise

Publicada por José Manuel Dias


A crise económica, que atinge todo o sector automóvel, está a beneficiar as empresas de transportes públicos, que têm cada vez mais passageiros.Os stands têm menos procura - as vendas de automóveis caíram mais de 40% - o comércio de usados, sobretudo de viaturas importadas, está a perder clientes, o negócio de pneus e oficinas familiares está ameaçado e as transportadoras de mercadorias têm milhares de camiões parados.Um dos sectores que parece estar a escapar à crise é o das empresas de transportes públicos, uma vez que os portugueses estão a recorrer mais a estas: o Metro do Porto recebeu mais 7% de passageiros em 2008 e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) conquistou mais 2% de utilizadores.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A crise repercute-se em ameaças para uns e oportunidades para outros. Permite, também, reformular padrões de comportamento. Estamos, ao que parece, a ser mais amigos do ambiente.

Deste, gosto mesmo

Publicada por José Manuel Dias



A Cleopatra, do Cleopatra Moon, veio dar-me nota que gosta mesmo deste blog. Fico feliz por saber. A sua atenção é disputada por muita gente e continuar a merecê-la é, pois, um privilégio. Tenho, agora, a responsabilidade de nomear 15 outros blogues. Não é fácil. São muitos os passíveis de nomeação. Veremos se consigo fazê-lo num dos próximos dias... Será que posso indicar mais, para não cometer a injustiça de não nomear blogues de que gosto mesmo?

Crise, encolheste os Bancos

Publicada por José Manuel Dias


Numa análise feita pela JP Morgan aos maiores bancos cotados, verifica-se que a 20 de Janeiro de 2009, o Royal Bank of Scotland (RBS) valia 26 vezes menos do que no segundo semestre de 2007, tendo passado de uma capitalização bolsista de 120 para 4,6 mil milhões de dólares. Também o Citigroup perdera 13,4 vezes do seu valor, passando de uma capitalização bolsista de 255 para 19 mil milhões de dólares. A melhor performance era então a do Santander, que perdera apenas 44,8% do seu valor. Grandes bancos portugueses perdem 2/3 do valor em Bolsa
Em dois anos, os três grandes portugueses cotados em Bolsa perderam cerca de dois terços da sua capitalização bolsista. O que mais caiu em valor foi o BPI que hoje vale menos 70,9%, enquanto o BES perdeu 65,9% e o BCP, 60,5%.
Fonte: Expresso, com gráfico animado, aqui. Experimente ver quanto encolheram o Deutsche Bank, o RBS, o Barclays ou o Citigroup. Faça o cotejo com os nossos Millennium BCP, BES ou BPI. Perderam valor mas têm resistido bem.