Avaliação internacional elogia reformas

Publicada por José Manuel Dias


O aplauso ao encerramento das "pequenas e ineficazes escolas do primeiro ciclo (do ensino básico)", à "oferta da escola a tempo inteiro" e recomendações sobre o enriquecimento curricular integram os resultados de uma avaliação internacional a apresentar hoje.
Na ocasião estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Também marcará presença a responsável pelo departamento das Políticas da Educação e Formação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Deborah Roseveare.
No sumário dos resultados da avaliação e recomendações disponibilizado à Lusa, refere-se que as reformas iniciadas em 2005 "reflectem uma visão política clara e um elevado nível de conhecimento estratégico", assim como uma "resposta corajosa e imaginativa" aos desafios do sistema educativo que não produzia os "resultados necessários".
Entre os resultados positivos a avaliação aponta o "excelente modelo de formação contínua dos professores", a existência de formadores de professores nos agrupamentos de escolas, assim como a alteração das regras para a escolha dos directores dos agrupamentos.
Fonte: Expresso, aqui.
Escolas do Básico a funcionar até às 17.30 horas, Inglês para o 3º e 4º anos, refeições para todos e acesso a novas tecnologias. Valeu a pena o esforço. Centremo-nos agora no muito que há ainda a fazer. Portugal merece uma Escola Pública Melhor!

Abandonado 2005

Publicada por José Manuel Dias


O conceituado Guia Independente do Consumidor de Bons Vinhos, do renomado crítico de vinhos Robert Parker, elegeu o vinho tinto "Abandonado", colheita de 2005, das caves Domingos Alves de Sousa, como o melhor produto da enologia portuguesa. O DN entrevistou o enólogo Tiago Alves de Sousa a propósito desta desta distinção:
"O Abandonado 2005, que o crítico Robert Parker classificou como o melhor vinho português, é um vinho perfeito? Perfeito não é. Mas também não acredito que a perfeição exista. Há vinhos muito bons, que estão num patamar de qualidade muito elevado e no qual o Abandonado se insere. Qual é o segredo da sua produção? A parte fundamental é a vinha, com condições muito especiais de disposição, de solo e de clima que dão origem às melhores uvas possíveis. Depois há que trabalhar a parte técnica, saber interpretar bem o que a vinha está a oferecer para o potenciar na adega. Está a descrever-me o segredo de qualquer bom vinho. Mas e o seu, especificamente, que mereceu a distinção de Robert Parker no Guia Independente do Consumidor de Bons Vinhos?Deve-se às condições da vinha em si. Esteve em parcial abandono durante algum tempo e depois recuperamá-la aos poucos, mas, essencialmente, estão lá as videiras de origem, com 80 anos, que imprimem um carácter e uma personalidade muito próprios ao vinho. Mais do que artifícios na adega, é mesmo a matéria- -prima que distingue o Abandonado".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

A lição da Qimonda

Publicada por José Manuel Dias


O ministro-presidente da Saxónia considerou a falência da Qimonda, que ontem esteve em destaque na imprensa alemã, "uma segunda oportunidade" para relançar o fabricante alemão de semicondutores, cuja unidade de produção em Vila do Conde é o maior exportador português."
[.../...]
A imprensa alemã chamou ontem a falência da Qimonda às primeiras páginas e o assunto é também alvo de comentário nos principais jornais. "Era evidente que a Qimonda não tinha salvação. E só com apoios irresponsáveis do Estado seria possível mantê-la, mas nunca a longo prazo", escreve o jornal Die Welt. O mesmo jornal acrescenta que "a morte da Qimonda já estava decidida há anos, e a separação da casa-mãe, a Infineon, em 2006, foi a confissão do fracasso", sublinhando que Taiwan e a China fabricam um produto tão bom como o da Qimonda, mas mais barato.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Lançar dinheiro para cima de problemas não os resolve, agrava-os. Injectar fundos públicos em projectos que não revelam competitividade, pode manter empregos por um certo tempo mas, a prazo, os problemas recolocam-se e com mais intensidade. Só uma estratégia de diferenciação, com especialização em produtos mais complexos e sofisticados, permitiria colocar a Quimonda a coberto da concorrência asiática, baseada nos baixos custos. Não foi o que sucedeu. Não somos só nós que ficamos a perder, jornais alemães criticam também a passividade do Governo alemão que "deixa uma empresa de alta tecnologia afundar-se". No outro lado do mundo, outros ficam contentes com o ganho de novos mercados e o abandono de concorrentes. Vão ter mais negócio. Há quem diga que o nosso mal é o bem deles. Efeitos da globalização dirão outros. Que se tire desta experiência os devidos ensinamentos, dirão os mais avisados.

10 Conselhos para conservar o emprego

Publicada por José Manuel Dias


1. Não entre em pânico: mantenha a confiança em si, mesmo perante a pior conjuntura, porque esta também pode revelar novas perspectivas.
2. Seja positivo e mostre-se empenhado : quando a tempestade é grande e o barco tomba, coloque-se por apenas 10 minutos no lugar do capitão. Compreenda o papel deste e o de toda a equipa, que deverá saber o que fazer para manter o barco a navegar. É o momento de ter iniciativa para surpreender positivamente o seu patrão.
3. Destaque-se entre os demais: distinga-se pela motivação e pela competência. Quem investiu tempo a enriquecer os seus conhecimentos distinguir-se-á agora, e a longo-prazo, pelo seus skills.
4. Mantenha-se informado : uma empresa em dificuldades tem de reagir rapidamente. Para ganhar flexibilidade é normal que tenha de transferir profissionais de umas áreas para outras. Não veja isso como uma ameaça. O patrão valorizará a boa atitude e lembrar-se-á de si quando esta fase passar.
5. Coloque-se em causa : a crise dá-lhe a oportunidade de avaliar melhor qual é o seu verdadeiro valor para a companhia. Questione-se: Realizo bem o meu trabalho? Poderá ser feito por outra pessoa? Eu cumpro os meus objectivos?
Continuar a ler aqui, Semanário Expresso.

Estrada - Mafalda Veiga

Publicada por José Manuel Dias

Cartões de Crédito

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Ao todo, são 2,4 milhões os portugueses que possuem cartão de crédito.
A verdade é que o número dos bancarizados que possuem este cartão tem registado uma tendência de subida desde 2001, altura em que 25,3% dos indivíduos com conta bancária detinham pelo menos um cartão, diz o estudo Basef Banca, da Marktest.
Só no quadrimestre móvel de Novembro de 2008, foram contabilizados 2.446 mil possuidores de cartão de crédito, um valor que corresponde a 32,8% do universo composto pelos residentes no continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária.
A grande maioria (71%) dos possuidores são residentes em lares com rede fixa e possuem apenas um cartão. Já 28% possui mais do que um.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
Um Cartão de crédito não é para todos. É para qem tem rendimentos certos com alguma expressão. É para quem o sabe usar. São muitos os benefícios que podem estar associados aos Cartões. Existe potencial de crescimento para cartões. Que se usem sempre que se precisam e que cada um recorde que tem de ter saldos em DO nas datas dos respectivos débitos dos encargos.

Não há GPS

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O ministro das Finanças afirmou ontem que a crise económica e financeira global é "um momento único na história" e que não "há GPS" para esta situação, mas apenas "estrelas" tapadas com "nuvens"."Fazer política em condições de normalidade é como navegar com GPS [sistema de posicionamento geográfico por satélite], mas esta crise não vem nos livros", defendeu Teixeira dos Santos, na lição que apresentou ontem em Faro, durante a abertura do II curso da Universidade Meridional. Para o ministro das Finanças, esta situação é "inteiramente nova e é um desafio para todos" e "não há GPS para esta situação".
"Temos de nos guiar pelas estrelas. O problema são as nuvens"", observou Teixeira dos Santos, acrescentando que é essencial "saber para onde se quer ir" e como "queremos ir". Para enfrentar a crise global, Teixeira dos Santos recordou que o Estado português vai "abdicar de mil milhões de euros" para implementar o pacote de medidas anunciadas em Dezembro de 2008, mas frisou que são medidas "temporárias".
Fonte: Público, aqui.
Insistir em respostas antigas para novos problemas é um errro. Novos problemas requerem novas soluções. Resta saber se resultam.

Ninguém está imune...

Publicada por José Manuel Dias


Nem a aura mítica que rodeia a Harley Davidson foi suficiente para garantir que a empresa escapasse ilesa à crise económica actual. A fabricante norte-americana de motos vai fechar algumas unidades de produção e despedir 1100 trabalhadores, depois de ter apresentado resultados piores do que o inicialmente previsto. A Harley Davidson pretende cortar a sua produção até 13 por cento este ano, depois de já no passado ter reduzido os níveis de fabrico. Paralelamente, vai cortar 1100 postos de trabalho em 2009 e 2010, o que corresponde a 12 por cento da sua força laboral. “Temos um mercado sólido, graças a uma marca única e poderosa, mas não estamos certamente imunes ao ambiente económico actual”, admitiu o director-geral da Harley Davidson, Jim Ziemer, citado pela agência Reuters.
Fonte: Público, aqui.
Até as estratégias de negócios que apostam na diferenciação e se focalizam num segmento muito específico do mercado não estão a alcançar os objectivos desejados. è caso para dizer que ninguém está imune à crise.

Das reformas da Educação

Publicada por José Manuel Dias


Lídia Jorge publicou no passado dia 9 de Janeiro, no Público, um artigo intitulado “Educação: os critérios da excelência”, que tem sido muito referido (mas muitas vezes mal citado) como espécime de fina análise ao actual momento vivido nas escolas portuguesas (ensino não superior). O respeito que a escritora nos merece sugere que não deixemos por considerar as suas palavras.
A escritora nunca se coloca no plano da oposição substantiva às reformas da Educação que estão em causa. Faz até o elenco parcial de alguns créditos deste governo nessa matéria: “iniciou reformas aguardadas há décadas, (…) conseguiu que o país discutisse a instrução como assunto de primeira grandeza, fez habitar as escolas a tempo inteiro, fez ver aos professores que o magistério não era mais uma profissão de part-time, arrancou crianças de espaços pedagógicos inóspitos”. Aceita a necessidade de distinguir a excelência entre os professores, nem sequer critica o princípio da titularização em si – critica a forma como foi aplicado. Não critica o princípio da avaliação docente, que considera, a par do anterior, outro “instrumento ao serviço da excelência”. Escreve mesmo que “Era preciso inaugurar nas escolas uma cultura de responsabilidade que até agora fora relegada para determinismos de vária ordem, menos os estritamente pedagógicos”. O que critica é o modelo que foi proposto.
[.../...]
Só que, uma vez que nenhum modelo é perfeito, tentar eliminar um modelo por ele não ser perfeito equivale a tentar matar antecipadamente todos os modelos que venham a ser tentados. Nenhum modelo pode ser aperfeiçoado apenas em teoria; é na prática que vão encontrar-se os ajustamentos necessários; nunca passando à prática, nunca chegamos a apurar nenhum modelo. (“Faz-se caminho caminhando.”) Não compreender isto é cair numa armadilha. A armadilha que Lídia Jorge projecta no passado (“reformas aguardadas há décadas”), mas em que volta a cair no presente. O seu texto é uma cedência de fundo ao errado e perigoso mito do hiper-racionalismo da acção. Com a infeliz consequência de levantar a sua respeitada voz para defender a desistência – por mais quantas décadas?
Porfírio Silva, no Machina Specularix, com leitura integral aqui.

As dificuldades das reformas

Publicada por José Manuel Dias


Se fosse possível os portugueses optariam por deixar tudo como está, de preferência seríamos todos funcionários públicos ou trabalharíamos para empresas que dependem do Estado, o que de resto sucede com uma boa parte da classe média. Talvez isso explique sermos tão avessos a reformas, o peso das corporações públicas e de sectores de actividade dependentes do Estado é tão grande que uma boa parte dos portugueses tenham desse mesmo Estado uma visão paternalista. Mais do que um Estado pesado defendemos um Estado que cuide de nós sem nos perguntar o que damos à sociedade, não admira que daqui resulte quem em tempos de dificuldades muitos eleitores se virem para os partidos que defendem esse Estado, partidos que em tempo de crise se desdobram em propostas que acentuam essa visão do Estado capaz de resolver todos os problemas.
Do Blogue O Jumento, com leitura integral aqui.

O caminho para a melhoria

Publicada por José Manuel Dias


As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos das competências e conhecimentos que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar -se activamente na sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e cultural do País. É para responder a essa missão em condições de qualidade e equidade, da forma mais eficaz e eficiente possível, que deve organizar-se a governação das escolas.
Do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril, com leitura integral aqui.
O que podemos fazer para termos melhores escolas? Que visão de escola deve ser definida? Que objectivos? Responsabilidades cometidas ao Conselho Geral de cada Escola que integrando professores, encarregados de educação, representantes do pessoal não docente, representantes do município e da comunidade local, tem ainda como competências: eleger o Director, aprovar o Plano anual de Actividades e o Relatório e Contas da Gerência. Ver informação em detalhe (power point), aqui.
Um passo importante no reforço da participação sócio-comunitária na direcção estratégica da escola. Uma oportunidade imperdível para melhorar a qualidade da Escola Pública. Portugal precisa de ter uma Escola Pública melhor!

Que me quedes tu - shakira

Publicada por José Manuel Dias

Menos 52.000

Publicada por José Manuel Dias


O número de funcionários públicos registou uma redução de 7 por cento desde que o Governo de José Sócrates tomou posse.
A redução representa uma quebra de 52 mil funcionários públicos, explicou o ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos na apresentação do orçamento suplementar, na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.
«É uma redução de quase 52 mil funcionários públicos e eu pergunto-me quantas entidades e empresas terão, na sua história reduzido o número de funcionários, sem recorrer a despedimentos ou com processos de fusão ou reestruturação», questionou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Assustador

Publicada por José Manuel Dias


O aumento de despesa pública e o abrandamento da economia levam a despesa pública do Estado a pesar 50% do PIB pela primeira vez na história.
No OE para 2009 o Executivo fez uma alteração metodológica à contabilização das despesas com contribuições sociais dos funcionários públicos que retiraram às despesas e receitas do Estado cerca de 3.149 milhões de euros. O valor do défice ficou igual, mas o peso destas rubricas no PIB diminuiu, o que impossibilitava a comparação com 2008.
Repetindo o exercício, mas levando agora em linha de conta que a economia terá crescido 0,3% em 2008 (e não os 0,8% que o Governo previa no OE) e deverá, segundo o executivo, contrair 0,8% este ano (uma hipótese optimista face à comissão Europeia que previu hoje menos -1,6%), então o peso da despesa pública no PIB passou para 49,94% em 2008 e crescerá para 49,97% em 2009, chegando assim à barreira dos 50%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Imaginemos agora o que seria se o Governo não tivesse promovido as reformas que promoveu ou se cedesse a todos os que reclamam por melhores condições e mais direitos.

Temos de caminhar juntos

Publicada por José Manuel Dias


Todos os anos, os Estados Unidos assinalam o dia 19 de Janeiro como o dia de Martin Luther King. Mas nunca a cerimónia de homenagem ao homem que um dia sonhou que ninguém seria julgado pela cor da sua pele fez tanto sentido como hoje. Na véspera de tomar posse, Barack Obama, o primeiro Presidente afro-americano do país, prometeu “renovar a promessa” do sonho americano.“Hoje, celebramos a vida de um pregador que, há mais de 45 anos, emergiu no nosso Mall, à sombra de Lincoln [o Presidente que aboliu a escravatura] e partilhou o sonho que tinha para a nossa nação”, escreveu Barack Obama num comunicado. “Amanhã, estaremos juntos como um só povo no mesmo local onde o sonho de King ainda ecoa. Ao fazê-lo, reconhecemos que aqui na América, os nossos destinos estão inextrincavelmente ligados. Decidimos que quando caminhamos, temos de caminhar juntos”.
Fonte: Público, aqui.
Uma mensagem que devia ter eco no nosso país...

Inovar e responder a novos segmentos

Publicada por José Manuel Dias


Empresa historicamente consciente da importância da investigação e desenvolvimento, a Cifial tem na procura de novos materiais e na electrónica aplicada às portas (ferragens) e ao duche as suas grandes apostas para 2009. O lançamento de quatro "linhas sociais" de torneiras e outras tantas de ferragens, com preços de venda cerca de 25% mais baixos que a gama média da Cifial, e das quais espera vender "centenas de milhar de unidades", é outras das grandes apostas para o ano que agora arranca.
Esta é, também, uma forma de responder à crise do mercado imobiliário. "Iremos inovar o que for útil, que tiver interesse, que crie riqueza. Não podemos parar nem deixar o mercado parado. Temos custos fixos, temos que colocar coisas cá fora, manter a dinâmica", diz Ludgero Marques.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Made in Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Por todo o país há empresas que fazem coisas boas. São inovadoras, criativas, tecnológicas, ousadas. Algumas brilham lá fora mas são desconhecidas cá dentro. Diariamente, a TSF apresenta retratos destas empresas que não se resignam, que apostaram e venceram... ou estão perto de o conseguir.
Made in Portugal, um programa da TSF, com coordenação de Rui Miguel Silva. De Segunda a Sexta, 09h47m, com repetição às 17h47m. Para ouvir os programas, clicar aqui.

Foi você que disse que queria ser avaliado?!

Publicada por José Manuel Dias


Com 94 por cento de adesão em Dezembro, segundo os sindicatos - 66,7 pela nova contagem do Ministério da Educação -, a fasquia para a segunda greve de professores deste ano lectivo, marcada para hoje, está colocada muito alto. Os presidentes dos conselhos executivos ouvidos pelo PÚBLICO optaram por não avançar prognósticos, entre os professores há quem aposte em alta, mas também quem preveja uma quebra.
[.../...]
A greve de hoje coincide com o segundo aniversário da entrada em vigor do ECD, que está na origem do actual clima de contestação, devido à divisão da carreira docente em duas categorias (professores titulares e não-titulares), à imposição de quotas para aceder à mais elevada, e à criação de um modelo de avaliação com "critérios subjectivos", já simplificado por duas vezes, mas que no "essencial se mantém igual", segundo Nogueira.
Fonte: Público, aqui.
Uma coisa é dizer que se é a favor da avaliação - como os Sindicatos dos professores afirmam de forma recorrente - outra, bem diferente, é procurar fazer tudo para que qualquer avaliação, ainda que simplex, seja votada ao insucesso. Somos, por isso, tentados a recuperar as palavras de Isabel Stilwell: "Se é absolutamente legítimo o direito à greve, os pais não podem deixar de estranhar que os professores nunca tenham recorrido a esta forma de luta por questões pedagógicas ou em defesa da qualidade de ensino, mas saiam à rua quando o que está em causa é a possibilidade de serem avaliados (irónico, quando a sua profissão é avaliar os outros...), os escalões e a carreira".

Depósitos a Prazo

Publicada por José Manuel Dias


Há pouco mais de dois meses, era possível obter uma taxa de juro de 4,6% para uma aplicação a um ano. Hoje, quem se dirigir a um banco para aplicar a sua poupança num depósito tradicional consegue uma taxa de não chega a 2% brutos. É o lado menos positivo da descida dos juros. Chegou ao fim o ciclo dos juros altos para os depósitos. Se muitos suspiraram de alívio por as taxas do crédito terem descido drasticamente, para quem tem poupanças as actuais rentabilidades dos depósitos estão bastante mais baixas e longe dos valores do ano passado.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.
Convenhamos que para quem comenta temas económicos não saber distinguir taxas nominais de taxas reais é uma grave lacuna. Nem sempre taxas altas são estimulantes se a inflação se situar em números idênticos. Por outro lado qualquer aforrador com valores para depósito superiores a € 5.000,00 consegue taxas melhores do que as indicadas no artigo. É só espreitar
aqui. Recolher informação e negociar é sempre uma boa estratégia para optimizar os rendimentos das poupanças.

Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar - Pedro Abrunhosa

Publicada por José Manuel Dias

A pente fino

Publicada por José Manuel Dias


No DN de ontem, Rudolfo Rebêlo e Manuel de Almeida (Lusa) assinam mais um artigo merecedor de destaque nesta antologia do disparate jornalístico.
1. A habitual confusão entre stocks e fluxos: "Agora, com a crise, o desequilíbrio das contas passa para os 3,9% da riqueza." O que os jornalistas queriam dizer é que o défice orçamental passa para os 3.9% do PIB. PIB e riqueza não são a mesma coisa. O primeiro é um fluxo, o segundo é um stock.
Para continuar a ler este post de Pedro Bom, clicar aqui.

Ideias para Obama

Publicada por José Manuel Dias


La semana pasada, al presidente electo Barack Obama le pidieron que respondiese a los escépticos que afirman que su plan de estímulo no bastará para ayudar a la economía. Obama respondió que quiere oír ideas sobre "cómo gastar dinero de manera eficiente y eficaz para hacer que arranque la economía". Pues bien, entraré al trapo, aunque como explicaré en breve, la metáfora del "arranque" es parte del problema.Es cierto que la previsión económica es una ciencia inexacta, en el mejor de los casos, y las cosas podrían ir mejor de lo que predice el informe. Pero también podrían ir peor. En el informe se reconoce que "algunos analistas particulares prevén que las tasas de desempleo llegarán al 11% si no se toma ninguna medida". Y yo coincido con Lawrence Summers, otro miembro del equipo económico de Obama, que recientemente declaraba: "En esta crisis, hacer demasiado poco plantea una mayor amenaza que hacer demasiado". Por desgracia, ese principio no se refleja en el plan actual.
¿Cómo puede entonces Obama hacer más? Incluyendo en su plan mucha más inversión pública, lo cual será posible si adopta un punto de vista más a largo plazo.
El informe de Romer y Bernstein reconoce que "un dólar de gasto en infraestructuras es más eficaz para crear puestos de trabajo que un dólar de rebajas fiscales". Sin embargo, sostiene que "en un marco temporal corto, la inversión pública que puede efectuarse con eficacia tiene un límite". ¿Pero por qué tiene que ser corto el marco temporal?
Paul Krugman es columnista del diario 'The New York Times', aqui.

O preço dos combustíveis...

Publicada por José Manuel Dias


Francisco Leite Monteiro, Antigo administrador da Shell Portuguesa, em artigo de opinião no Diário de Notícias de hoje, explica-nos porque é que " baixa de preços ficou efectivamente aquém do que seria expectável e justo,", baseando-se nos seguintes factos:
1. O preço do crude brent, que serve de referência para a formação dos preços de venda ao público da gasolina e gasóleo em Portugal, teve um aumento considerável, em meados do ano passado, chegando a roçar os 150 dólares por barril, nos primeiros dias de Julho, a que se seguiu uma queda inesperada, atingindo nas últimas semanas um valor médio ao nível dos 40 dólares, na última semana, preço este que, registe- -se, é perfeitamente equiparável ao preço que era praticado no início de 2005.
Para continuar a ler, clicar aqui.

Em linha com a Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Governo previu hoje (ontem) um aumento do défice orçamental para este ano, que deverá situar-se nos 3,9 por cento. O anúncio foi feito depois da aprovação do Orçamento suplementar para 2009 e da revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, informou também que a economia deverá contrair-se em 0,8 por cento – como avançou o Banco de Portugal – e o desemprego situar-se nos 8,5 por cento. A dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.
Fonte: Público, aqui.
Não vale a pena fingir que as coisas estão bem, não estão. A realidade está aí - mais desemprego e uma economia anémica - e, a avaliar pelo que nos dizem, este ano vai ser mesmo negro. Preparemo-nos.

O mundo já não é o que era...

Publicada por José Manuel Dias


1. A Toyota suspendeu temporariamente a produção em 11 das suas 12 fábricas no Japão, para responder à queda da procura, avança a imprensa nipónica. Além destas paralisações, a Toyota tinha já anunciado a suspensão total da produção no Japão durante onze dias, entre Fevereiro e Março. À semelhança das paragens anunciadas por muitas outras marcas automóveis, a Toyota pretende responder à queda registada na procura, que colocou a empresa «numa situação sem precedentes».
2.A construtora de automóveis Honda vai eliminar 3.100 postos de trabalho temporários no Japão, mas o nosso país não será afectado, disse fonte oficial da empresa.
3. A empresa de aluguer de automóveis Hertz vai reduzir quatro mil postos de trabalho em todo o mundo, para fazer face à queda da procura.
4. A unidade financeira da General Electric, GE capital, anunciou que vai cortar pelo menos sete mil postos de trabalho. Esta medida surge como uma contenção de despesa da empresa para enfrentar a crise económica.
5. A companhia farmacêutica Pfizer vai despedir 2.400 trabalhadores, de acordo com a versão online do «Wall Street Journal».
Fonte: Agência Financeira,
aqui.
Num cenário macro-económico em que a única certeza é a incerteza, o acréscimo de desemprego é inevitável. Quem tem emprego deve procurar fazer tudo para o manter. O mundo já não é o que era...

Autumn leaves - Keith Jarrett

Publicada por José Manuel Dias

Aí vão 4

Publicada por José Manuel Dias


Jean-Claude Trichet justificou a decisão de hoje do Banco Central Europeu (BCE), a que preside baixa, de baixar a principal taxa de juro da Zona Euro, para os dois por cento, com a diminuição dos riscos inflacionistas e o contínuo arrefecimento da actividade económica no final do ano passado. Um eventual corte suplementar dos juros apenas acontecerá em Março, avisou. E porquê em Março? Porque será nesse mês, e não em Fevereiro, que o banco central terá novos números e previsões que poderão permitir uma avaliação mais precisa da situação financeira e económica da Zona Euro.
Fonte: Público,
aqui.
O BCE aprovou o quarto corte consecutivo das taxas directoras da Zona Euro, depois das reduções de 0,50 por cento registadas em Outubro e Novembro e de 0,75 por cento em Dezembro. Aguardemos agora por Março...

Não há almoços grátis

Publicada por José Manuel Dias


A Standard & Poor’s colocou em vigilância negativa o "rating" da dívida pública portuguesa. A primeira tentação é olhar para esta decisão e soltar uma gargalhada. Com o argumento de que nenhuma agência de "rating" tem credibilidade para dar notas: não foram elas que passaram ao lado dos sinais que ajudaram a criar a tempestade financeira do século? Mas não é assim.
Porque bem vistas as coisas, a decisão da S&P até chega tarde. Quem olhar para os mercados de dívida soberana (emitida pelos Estados) percebe que o mercado já tinha feito o seu próprio julgamento em relação ao risco associado a Portugal, agravando os spreads de colocação de dívida pública. Ou seja, a S&P não faz mais do que incorporar um juízo que já tinha sido emitido pelo próprio mercado (embora se deva dizer que no clube Med – Espanha, Portugal, Itália e Grécia – Portugal até não está mal colocado): o spread da dívida portuguesa é mais baixo que o grego, o italiano e até o irlandês. O problema é que não vale de nada contentarmo-nos com o mal menor (ter melhor “rating” que a Irlanda). Porque o que a S&P está a dizer é que Portugal tem agora menor capacidade para honrar os seus compromissos (devido ao agravamento do défice orçamental); e isso significa pagar mais pela dívida que o Estado emite. Mais uma razão para o Governo ter cuidado com a forma como gasta dinheiros públicos em ajudas à economia. Porque não há almoços grátis.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, aqui.
Imaginem só o que teria acontecido se não tivesse sido feito um esforço de diminuição da despesa pública, conseguindo que o défice de 2008 fosse o mais baixo dos últimos 34 anos.

Quem compra o que não pode (*)

Publicada por José Manuel Dias


Os leilões de casas detidas pelos bancos, resultantes de incumprimentos, não param de aumentar. Em cada ano que passa, as duas únicas leiloeiras a actuar neste mercado recebem cada vez mais imóveis para levar à praça. A procura para comprar também aumentaLeiloeiras colocam 2100 imóveis mas só venderam 1100 em 2008. Os leilões de casas detidas pelos bancos, perdidas pelos clientes que deixaram de pagar a prestação, continuam a crescer fortemente. Em 2008, as duas únicas leiloeiras a actuar no mercado imobiliário de hipotecas executadas pelos bancos, a Euro Estates e a Luso-Roux, fizeram mais leilões, colocaram mais casas à venda em cada um deles e venderam mais imóveis.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) vende o que não quer. É um ditado popular, velho de séculos, mas, infelizmente, muito actual.

Os sindicatos dos professores rejeitam avaliações (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados. Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente. Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo. “Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.
Fonte: Público, aqui.
(*) sabemos que não é isso que dizem mas é o que se intui de tudo o que fazem. Coerência entre o pensamento, a palavra e o comportamento é um pressuposto da credibilidade. Quando falha de forma recorrente, como é o caso dos sindicatos dos professores, perde-se o respeito e a compreensão da maioria dos cidadãos. Os professores merecem melhores sindicatos.

Concursos público e transparência

Publicada por José Manuel Dias


A propósito das críticas ao o regime de excepção pretendido pelo Governo para a adjudicação directa em vez de concursos Paulo Querido disserta, aqui, sobre alguns dos inconvenientes dos concursos públicos. Atentemos nas conclusões:
1) sem querer tomar um partido claro pelas adjudicações ou pelos concursos: não acho nada óbvias as consequências negativas da negociação directa, pelo contrário estou ciente da ineficiência dos concursos, já bem bandarilhados por quem neles participa — e em qualquer caso os melhores mecanismos de defesa do interesse público são a transparência, a informação clara e atempada, a rapidez na tomada de decisões (incluindo as rescisões de contratos por incumprimento!) e a fiscalização. Lá porque é Estado, o Estado não tem de se comportar no mercado como um anjinho.
2) transparência é, para começo de conversa: publicar os contratos, as razões da escolha daquele parceiro, o planeamento, as avaliações, os resultados. Tudo em linguagem acessível (legalês depurado), em tempo útil (isto é: IMEDIATAMENTE) e em local de acesso universal (nada de publicações por assinatura). Com a transparência por obrigação, seja concurso ou adjudicação a sociedade segue e fiscaliza melhor cada contrato feito em seu nome pelos representantes eleitos.

Cheques sem provisão aumentaram

Publicada por José Manuel Dias


O número de cheques devolvidos aumentou em 2008, interrompendo assim a tendência resgistada no ano anterior. Até Novembro último, os bancos rejeitaram 873 mil cheques, sendo que em 75% dos casos o motivo foi falta de provisão, escreve o «Jornal de Notícias».
Os dados não reflectem ainda a totalidade do ano de 2008 (referem-se à realidade medida de Janeiro a Novembro) e, mesmo assim, verifica-se um aumento de cerca de mil cheques que foram devolvidos face a 2007. Esta subida ocorreu tanto nos que são apresentados à compensação, como nos cheques classificados de grande montante (para valores acima dos 100 mil euros) e inverte a tendência que se tinha registado de 2006 para 2007 em que o número destas situações tinha sofrido uma forte diminuição.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Conhece este Portugal?

Publicada por José Manuel Dias


Sabia que a A YDreams combina tecnologia e arte em soluções interactivas de comunicação e é já uma referência para clientes globais?
Sabia que a Master Guardian foi a 1ª empresa de alarmes do mundo a integrar design e tecnologia biométrica?
Sabia que o software da SISCOG planeia os recursos humanos das redes de caminho de ferro nos países mais avançados da Europa?
Sabia que a SkySoft cria software para sistemas de navegação e de comunicação por satélite para gestão de infra-estruturas rodoviárias ou marítimas?
Sabia que o Displax da Edigma transforma qualquer superfície num quadro interactivo, ideal para fins comerciais, lúdicos ou didácticos?
Sabia que a Critical Software desenvolveu o software de integração dos sistemas de informação dos países do espaço Schengen?
Sabia que em Portugal o Simplex passou o tempo médio de criação de uma empresa para 47 minutos?
Sabia que o Vital Jacket é uma t-shirt que permite a monitorização dos sinais vitais do utilizador?
Sabia que que o fato de banho “mais rápido do mundo”, o LZR RACER, que contribuiu para a conquista de 35 recordes do Mundo em 2008, é feito pela empresa portuguesa Petratex?
Quer conhecer mais coisas de que os portugueses se podem orgulhar? É só clicar
aqui.
Informação do Sindefer, obtida via Margem Esquerda do Raúl Martins.

Certificado de Eficiência energética

Publicada por José Manuel Dias


No início deste ano muitas regras novas entraram em vigor. Uma delas foi o certificado de eficiência energética, que passou a ser obrigatório para vender ou arrendar casa.
O documento, que será necessário sempre que for efectuada qualquer transacção com o imóvel, tem de ser passado por um técnico reconhecido pela Agência para a Energia. Nalguns casos, pode chegar a custar 200 euros.
O certificado contém várias informações sobre o edifício. Além da classificação energética da habitação, deste documento constarão ainda sugestões para a tornar mais eficiente em termos energéticos. Se estes conselhos forem seguidos, a factura de energia de quem lá vive vai, com certeza, baixar.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Taxa Fixa ou Variável?

Publicada por José Manuel Dias


Esta é uma questão que muitas vezes se coloca quando se decide contrair um empréstimo para comprar habitação. Regra geral, em altura de descida das taxas de juro as taxas variáveis, como a Euribor, tendem a compensar. Mas em época de subidas de juros, como se verificou nos últimos três anos, a taxa fixa é mais compensadora.Se vai contrair um empréstimo este ano, tenha em atenção que as taxas fixas praticadas actualmente pelos bancos estão mais altas que as médias das taxas Euribor. O que significa que um empréstimo indexado a uma taxa fixa é actualmente mais caro. Por isso, nesta altura o melhor será optar por indexar o empréstimo à taxa Euribor. Mas gaste algum tempo a comparar para tentar poupar dinheiro.
O Negócios fez os cálculos. Quem contrair um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e optar por indexar o seu crédito à Euribor a seis meses vai pagar, em Janeiro, 481,17 euros, considerando a média mensal da Euribor de Dezembro (mês de referência para o cálculo dos juros no primeiro mês do ano). A revisão deste empréstimo ocorrerá em Julho e, segundo os juros contratados pelos bancos entre si nos mercados internacionais para o futuro, a Euribor a seis meses deverá rondar os 2,195%. Este valor corresponde a uma prestação de 415,96 euros.
Fonte: Jornal de Negócios, artigo da responsabilidade de Sara Antunes,
aqui.

Se cá nevasse - Salada de Frutas

Publicada por José Manuel Dias

Dinamizar a exportação

Publicada por José Manuel Dias


As empresas portuguesas vão ter brevemente à disposição quatro mil milhões de euros com o novo regime de seguros de crédito à exportação, segundo o protocolo que será esta sexta-feira assinado entre o governo e as seguradoras que actuam no mercado português.
O novo regime foi anunciado no Conselho de Ministros de 13 de Dezembro, que aprovou o conjunto de iniciativas para o investimento e o emprego com o objectivo de ajudar a economia a enfrentar a actual situação de crise.
Os 4 mil milhões de euros repartem-se em duas partes iguais: metade para os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a outra metade para os restantes.
Este novo regime de seguro de crédito visa a contratação de plafonds ao nível dos seguros de crédito das seguradoras a operar no mercado português, quer para os mercados da OCDE quer para os restantes, onde se coloca a questão do risco comercial e político, que se tornou um problema para as empresas.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Processo de Bolonha está aí...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro mestrado de Direito pós-processo de Bolonha, e o primeiro da área a ser apresentado em inglês numa universidade portuguesa, foi ontem defendido com sucesso na Universidade Católica de Lisboa, com uma nota final de 17 valores. A aluna, que acaba de aceitar um convite para consultora em assuntos jurídicos internacionais do Presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, encaixa perfeitamente no perfil do estudante universitário do século XXI, para o qual deixaram de fazer sentido as fronteiras, tanto no acesso às aprendizagens como na procura de emprego. "Nasci em São Paulo, mas fui estudar para Inglaterra logo aos 11 anos, num internato", conta a húngara-brasileira Ana Eliza Szmrecsanyi, de 27 anos. "Acabei por tirar lá o curso [na Universidade de Kent], com um ano de Erasmus em Madrid [na Universidade Complutense]. "Ana estava a trabalhar em Portugal, para o Banco Itaú Europa, quando surgiu a oportunidade de ser uma das pioneiras do mestrado internacional de Direito da Católica (LLM). Acabou por ser a primeira a concluí-lo - "uma sensação muito especial" - com uma tese sobre um tema que não poderia estar mais em voga: as falências internacionais.Sobre a revolução no ensino superior que tornou possível este feito - o Processo de Bolonha - diz que "não poderia ter sido mais importante, não só para mim como para todos os que gostam de apren- der diferentes línguas e contactar com diferentes culturas e aprendizagens".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Mercedes-Benz e a cortiça

Publicada por José Manuel Dias


A Corticeira Amorim, o maior exportador mundial de cortiça, desenvolveu um interior feito em material de cortiça para o novo protótipo F700 da Mercedes-Benz, no âmbito da aposta da empresa portuguesa na inovação e sustentabilidade do sector. Segundo fonte da Corticeira Amorim, o interior deste novo modelo "promove o equilíbrio harmonioso entre a tecnologia e a natureza" através da utilização da cortiça para forrar as portas, o tecto e o centro que percorre o habitáculo. Já apresentado no Frankfurt Motor Show, a maior exposição mundial da indústria automóvel, o protótipo utiliza a cortiça e o couro natural "para criar um maior conforto e apostar na valorização ambiental e na diferença estética". O objectivo é tornar o modelo "mais confortável, luxuoso e 'amigo do ambiente'", destaca a Corticeira Amorim.
Fonte: Público, aqui.

Consumir ou poupar?

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal estima que o rendimento disponível real das famílias deverá aumentar, em média, 1,1% apesar da contracção económica prevista para 2009. Este aumento é explicado pela descida da taxa de inflação, que no próximo ano deverá ficar em 1%. O Governador do Banco de Portugal (BdP) admitiu, no entanto, que a taxa de inflação pode ser inferior a 1%, caso o preço do petróleo seja inferior a 50 dólares por barril, valor assumido pelo banco no Boletim Económico de Inverno. Mesmo que a taxa de inflação seja inferior a 1%, Vítor Constâncio afastou um cenário de deflação em Portugal. "Um cenário de deflação parece afastado do horizonte graças às determinação de Governos e bancos centrais em adoptar politicas expansionistas", afirmou Constâncio, que admitiu, no entanto, que alguns países europeus podem registar, pontualmente, inflação negativa.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Os governos tentam estimular o consumo para que a economia não entre em colapso mas, por outro lado, muitas pessoas apreensivas com o o futuro são tentadas a poupar. Mas se se poupa em excesso, acabamos por agravar os problemas e a recessão agrava-se. Se calhar a posição mais acertada é consumir com moderação e, na medida do possível, procurar reduzir o endividamento. Nunca se sabe quando a Euribor não inverte a tendência e recomeça a subir...

Está aí a chegar...

Publicada por José Manuel Dias



A economia portuguesa vai entrar em recessão em 2009. Tal como o Económico havia noticiado, o governador Vítor Constâncio anunciou hoje que o PIB deve sofrer uma contracção de 0,8%.
Os números foram revelados no Boletim de Inverno de Banco de Portugal.
Segundo o documento, a crise vai afectar quase todas as rubricas: caem investimento, exportações, importações e consumo público.
Apenas o consumo privado consegue fugir à contracção, crescendo 0,4%.
O Banco de Portugal revelou ainda que o crescimento deste ano deve ser de apenas 0,3%, uma revisão em forte baixa relativamente aos 1,4% previstos Outubro.
Veja a versão completa do boletim de Inverno do Banco de Portugal
Fonte: Diário Económico, aqui.
Não há volta a dar, vem aí tempos maus, preparemo-nos para piores dias. Quem tem emprego que procure mantê-lo e quem não o tem que se lembre do que disse Paul Krugman , Prémio nobel da Economia, "Bad jobs at bad wages are better than no jobs at all".

O lado bom...

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos poderão vir a beneficiar de um aumento real do poder de compra em 1,9 pontos percentuais, um ganho pouco habitual nos últimos anos, caso se confirme no final do ano a projecção para a inflação de um por cento avançada hoje pelo Banco de Portugal, no seu Boletim de Inverno. O Governo aprovou um aumento dos salários em 2,9 por cento para a classe dos funcionários públicos, argumentando que tinha uma folga suplementar no Orçamento do Estado para este ano que permitia dar esta prenda, em ano de eleições legislativas.
Jornal Público, aqui.
A queda da inflação vai conduzir a um aumento real dos salários da função pública, como há muito não se via em Portugal. Estamos curiosos para saber o comportamento dos sindicatos perante esta situação.

Bagagem "samurai"?

Publicada por José Manuel Dias


Apesar da presente crise financeira, todos os agentes económicos reconhecem a importância do sector bancário na economia mundial. É indiscutível o papel mobilizador e até mesmo inovador que tem tido nos últimos anos na sociedade global. Mas nesta fase de enorme dificuldade é urgente que os Bancos tenham um espírito de "samurai", onde serão imprescindíveis três qualidades: lealdade com todos os "stakeholders", integridade e coragem.
Recordo que, já segundo "o código do samurai", a virtude estaria em conseguir reunir todas estas qualidades morais. Neste caso teríamos o(s) "banco(s) de maior valor". Neste contexto não basta aos bancos fazerem bem as suas principais actividades: captação de poupanças; aplicação de poupanças em activos diversificados e adequados que reflicta o custo de financiamento e os riscos assumidos; aplicação de poupanças em fundos de investimento; oferta de serviços de aconselhamento financeiro; e a avaliação, controlo e diversificação dos riscos da carteira de activos.
Bruno ValverdeCota, no Jornal de Negócios, com artigo integral
aqui.

Optimista céptico - Jorge Palma

Publicada por José Manuel Dias

SNS: gratuito ou nem por isso

Publicada por José Manuel Dias


Em plena ressaca natalícia, uns súbitos caroços no pescoço e a hipocondria levaram-me às urgências de um hospital privado. A menina do balcão abriu-me uma "ficha". Uma segunda menina pediu-me para aguardar. Uma terceira menina chamou-me à consulta. Em dez minutos, portanto, estava à frente de um médico. No fim, paguei 70 euros e regressei a casa aliviado, na carteira e no espírito.
Foi caro? Comparados com os 900 euros que, em média, cada cidadão paga anualmente pelo Serviço Nacional de Saúde, 70 euros parecem-me uma ninharia. Dada a quantidade de cidadãos que não pagam impostos, até suponho que o meu contributo ronde os 2 ou 3 mil euros por ano. Não importa: a verdade é que o SNS custa uma fortuna e funciona da maneira que se vê, se não conseguirmos evitar vê-lo.
Continar a ler o artigo de Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias de ontem, clicando aqui.

De casas estamos servidos...

Publicada por José Manuel Dias


Em 2006, já havia habitações suficientes para albergar as famílias que vão surgir em 2050. Há dois anos, os dados revelavam um total de 4.502.934 alojamentos ocupados e vagos para a população portuguesa. E no início do século XXI, verificou-se que 176.811 alojamentos seriam suficientes para responder às carências habitacionais do país, quando havia 185.509 casas disponíveis no mercado para venda ou aluguer. Em 2001, viviam no país 10,36 milhões de pessoas organizadas em 3,65 milhões de famílias e o parque residencial era de 5,05 milhões de habitações, das quais 72,7 por cento eram residências habituais e as restantes segundas casas ou estavam desocupadas. Nessa altura, mais de 75 por cento das famílias viviam em habitação própria, 21 por cento em casas alugadas e quatro por cento em habitações cedidas.
Fonte: Público, aqui.
Andámos depressa demais, construímos mais que as necessidades e, agora, temos muitas casas à espera de comprador. Compreende-se, assim, que algumas empresas cerâmicas tenham suspendido o fabrico de telhas e tijolos, conforme nos dá conta Júlio Almeida, no DN de ontem, aqui.

Desafios de 2009

Publicada por José Manuel Dias


"Um desafio é uma coisa muito exigente. Não é uma lista de ameaças. Não é uma lista de queixas. Não é um voto, piedoso, insensato ou fora da realidade. É um jogo, um campo de batalha (no caso, durante 365 dias), onde se entra com um objectivo difícil mais exequível, mas onde também se pode perder. Desafio, da Economia Portuguesa (não do Estado Português, mas de todos nós), será chegar ao fim de 2009 sem um agravamento sensível da taxa de desemprego e sem que esse resultado seja conseguido à custa de um aumento desenfreado do gasto público, seja através do Estado seja através dos seus múltiplos braços e instrumentos, formais (transparentes) ou informais (menos transparentes). Depende, como disse, de todos nós; será (para mim, e no que depender de mim) um grande objectivo, bem difícil de realizar."
Daniel Bessa, no Público, Suplemento de Economia
Se quiser saber outras opiniões designadamente de António Borges, António Carrapatoso, Fernando Ulrich, Murteira Nabo é só clicar aqui. A falta de emprego, a crise internacional, a queda das exportações e a falta de crédito são, de acordo com a maioria, os temas que marcarão o ano de 2009.

O Índice do Bâton

Publicada por José Manuel Dias


O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise. Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o mesmo efeito.
[.../...]
O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.
Artigo de opinião de Jorge Fiel que pode ser lido na íntegra,
aqui.

Viver acima dos seus meios

Publicada por José Manuel Dias


«Para lá da crise, sobre a qual repetiu os lugares-comuns da praxe, de que ninguém discorda e toda a gente aplaude, Cavaco, por uma vez, disse o essencial: “Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.” Por outras palavras, os portugueses vivem acima dos seus meios, com o que pedem emprestado lá fora. E, quando se fala aqui dos “portugueses”, de quem se fala não é de um grupo irresponsável de “especuladores”, que a esquerda resolveu diabolizar, mas do Estado, das câmaras, das famílias. [...]
Continuar a ler aqui, Blogue Da Literatura, Excertos do artigo "Viver A Dívida" de Vasco Pulido Valente.
As palavra de Cavaco Silva fazem-nos lembrar este post, aqui, de 18 de Julho de 2006, em que escrevíamos "Os portugueses habituaram-se a um estilo de vida que não é compaginável com a actual realidade da nossa economia. Gastamos o que temos e o que não temos, por via do recurso ao crédito, obrigando os Bancos a financiarem-se no exterior, uma vez que o nível de poupança interna é insuficiente". Concordamos, por isso, com os alertas do nosso Presidente.

Comemoremos...

Publicada por José Manuel Dias


O ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação. Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas. O número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos, quando estavam inscritos 27.995 alunos, apenas nas escolas profissionais. "O Governo propunha-se atingir a meta de, em 2010, ter metade dos alunos do secundário a frequentar a via qualificante e, actualmente, à entrada no 10º ano, já alcançámos o objectivo", afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações a propósito das comemorações públicas, que se iniciaram em Janeiro.
Fonte: Público, aqui.
Ora aqui está uma medida cujo impacto não tem sido valorizado. O ensino tradicional conduziu ao abandono da escolas de muitos estudantes que , por esta via, podem ser retidos no sistema, melhorando as suas competências. Facilita-se, assim, a sua integração no mercado de trabalho, com evidentes vantagens para os respectivos empregadores que contratam mão de obra mais qualificada. Ainda não vi os Sindicatos dos professores pronunciarem-se sobre esta questão e da ocupação que permite a milhares de professores que, de outro modo, tenderiam a ser dispensados.

Luka - Suzanne Vega

Publicada por José Manuel Dias

Publicidade bancária: novas regras

Publicada por José Manuel Dias


A partir de agora, a publicidade feita pelos bancos terá de ser mais rigorosa e transparente. As novas regras impostas pelo Banco de Portugal entraram em vigor anteontem depois de o regulador ter admitido que há consumidores que podem ficar iludidos com publicidade pouco esclarecedora.
Entre as alterações estão o tamanho de letra mínimo exigido e a obrigatoriedade de a mensagem ser passada durante tempo suficiente para que o público-alvo a possa compreender. "Estas [novas regras] deverão respeitar princípios de transparência e rigor que permitam uma adequada avaliação dos respectivos encargos, remunerações e riscos", nota o Banco de Portugal. Os publicitários não concordam com as novas exigências, considerando que as campanhas não têm de esclarecer tudo sobre um produto.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.

As TIC na Administração Pública

Publicada por José Manuel Dias


1) Organismos com ligações superiores ou iguais a 2 Mbps: 75% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 59% na Madeira, o triplo de 2005; 42% nos Açores, mais do óctuplo de 2005; 84% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005;
2) Interacção entre organismos pela Internet para maior eficiência no atendimento de utentes (Guichet Único): 24% na Administração Pública Central, o óctuplo de 2005; 41% na Madeira, mais de duas vezes e meia que em 2005; 29% nos Açores, mais do sêxtuplo de 2005.
3) Organismos que mantêm actividades de cooperação ou de partilha de recursos através da Internet: 30% na Administração Pública Central, o sêxtuplo de 2005; 32% na Madeira, mais do sêxtuplo de 2005; 24% nos Açores, quase o quíntuplo de 2005.
4) Organismos que comunicam pela Internet com empresas: 79% na Administração Pública Central, o triplo de 2005; cerca de 80% na Madeira e nos Açores, mais do triplo de 2005.
5) Organismos que comunicam pela Internet com cidadãos: 77% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 78% na Madeira e nos Açores, mais de três vezes e meia que em 2005;
6) Organismos que efectuam encomendas de bens e serviços através da Internet: 48% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 28% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
Para saber mais clicar aqui. Sem darmos conta a evolução continua em busca de um propósito essencial: fazer mais e melhor, com menos custos para os cidadãos.

Novos desafios para o BCE

Publicada por José Manuel Dias


Com a economia pela primeira vez em recessão e o desemprego em alta, os motivos para celebração não são muitos na Zona Euro quando a moeda única assinala os primeiros 10 anos de existência. A verdade, no entanto, é que o euro, apesar das más notícias económicas, nunca teve, tanto dentro como fora do seu espaço, uma popularidade e credibilidade tão elevada. Ontem, cumpriu-se uma década desde que, a 1 de Janeiro de 1999, o euro começou a ser a moeda oficial de 11 países, entre os quais Portugal. E foi quase esse o tempo que se teve de esperar para que a Zona Euro, já com 15 membros, entrasse em recessão técnica.
Fonte: Público, aqui.
Agora o que está em causa é a reanimação da actividade económica...

Palavras de Henry Paulson

Publicada por José Manuel Dias


O secretário do Tesouro norte-americano considera que a impreparação para lidar com o crescimento das economias emergentes foi um dos motivos que gerou a actual crise financeira.
Em declarações ao «Financial Times», Henry Paulson sublinhou que foram os desequilíbrios mundiais, ou seja entre as nações de rápido crescimento e as que investem, que deram origem à turbulência mundial.
A solução, e também a forma de evitar futuras crises, passa por mais cooperação macroeconómica, além de melhor regulação e gestão de risco.
«Houve uma acumulação de excessos durante um longo período, com os investidores à procura de maiores retornos», disse Paulson. Esta opção acabou por resultar numa avaliação desajustada do risco.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.

As primeiras de 2009

Publicada por José Manuel Dias

Bom Ano Novo!

Publicada por José Manuel Dias


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade,
Receita de Ano Novo

Votos de um bom ano de 2009!

Steve Reich • Clapping Music

Publicada por José Manuel Dias