Um Banco na América

Publicada por José Manuel Dias

Uma atitude avisada

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O receio de ficar sem trabalho está a aumentar a subscrição de seguros de protecção de crédito, que têm crescido 20% ao ano. A dificuldade em pagar as prestações está também a aumentar os pedidos de ajuda - só em Janeiro, a Deco foi contactada por mais de mil famílias em dificuldades.
"O aumento da taxa de desemprego tem aumentado a necessidade dos portugueses em assegurar a sua estabilidade financeira familiar, pelo que se tem verificado um crescimento acentuado na aquisição do seguro de protecção ao crédito", explicou ao DN Luís Marques, director-geral da Genworth Financial.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Judy Collins & Leonard Cohen - Suzanne

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O valor das marcas Bancárias

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O valor das 500 marcas bancárias mundiais mais valorizadas caiu com a crise financeira. O HSBC mantém a liderança e cinco das dez marcas mais valorizadas são bancos norte-americanos. Dois bancos chineses estão em os dez maiores. Em Portugal as marcas mais valiosas são: CGD, Millennium BCP, BES, BPI e Banif.
A análise é feita pela consultora Brand Finance em colaboração com a “The Banker Magazine”, que anualmente elaboram este índice de avaliação do valor e da forças das marcas do sector bancário. Para saber mais clicar aqui.

Fernão Mendes Pinto do Século XXI

Publicada por José Manuel Dias


A atribulada vida de Nuno Belmar da Costa, que até se dedicar à compra e venda de remédios trabalhou numa fábrica de luvas, foi tradutor numa base aérea em Israel, fez negócios do outro lado da Cortina de Ferro, levou para o Zaire peixe seco da Namíbia, e tentou vender aviões da Embraer a Belmiro de Azevedo.
A vocação de Nuno para línguas e culturas diferentes revelou-se no liceu quando decidiu estudar para guia turístico, ambição adiada pela chamada da Pátria para a Escola Prática de Artilharia, onde foi oficial de tiro.O primeiro dinheiro já o ganhara, ainda moço, logo a seguir ao 25 de Abril, como tradutor na Guantex, uma fábrica em Alcoitão que exportava luvas e funcionava mais ou menos em autogestão. "Era o único homem entre 70 e tal mulheres", recorda Nuno, que nunca se atrapalhou na presença do belo sexo. A sua peregrinação começou quando o exército o passou à peluda e ele tropeçou numa bela oportunidade.
Para continuar a ler este artigo de Jorge Fiel, publicado no Diário de Notícias de hoje, clicar aqui.

Quem me avisa...

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Alguns países da área do euro chegaram a este período de crise económica grave com elevados défices públicos (do Estado) e externos (dos residentes no seu conjunto). A crise tem vindo a agravar estes défices; e os credores mostram-se cada vez mais relutantes em continuar a financiá-los. Em todos estes países, torna-se absolutamente necessário reduzir despesa interna - a começar pela pública (mesmo se não é o melhor momento para o fazer). Na ausência de uma cultura de poupança, a redução da despesa privada só pode ser conseguida pelo congelamento ou mesmo pela eventual redução dos rendimentos da população em geral.
Se este caminho não for percorrido, restam duas alternativas: uma gestão controlada pelos credores ou a saída da área do euro. A primeira é seguramente a menos má. A segunda produziria o mesmo resultado (redução do rendimento e da despesa interna) através de uma desvalorização da moeda que viesse a ser introduzida, no mínimo de uns 20% ou 30%; inflação e taxas de juro subiriam de imediato. A questão é cada vez mais discutida, sobretudo pelos credores, que escrutinam à lupa os sinais transmitidos tanto pela agenda política interna como pela população em geral (o que diz e o que reclama nas ruas).
Daniel Bessa, em artigo de opinião no Expresso, aqui.

Crédito mais difícil

Publicada por José Manuel Dias


Os bancos agravaram as condições de acesso ao crédito às empresas e às famílias no quarto trimestre de 2008, uma tendência que se deve manter nos próximos três meses, segundo o Banco de Portugal. "De acordo com os resultados do inquérito realizado em Janeiro de 2009, os cinco grupos bancários portugueses (...) indicaram um aumento da restritividade nos critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro no decurso do último trimestre de 2008", lê-se no inquérito aos bancos realizado pelo Banco de Portugal.
Fonte: Público, aqui.
Os juros dos empréstimos representam parte expressiva dos proveitos dos Bancos. Se os bancos têm mais dificuldades na captação de fundos, se o risco de crédito se agrava, em consequência da deterioração da situação económica, faz todo o sentido reforçar a selectividade no crédito. De entre os que precisam de crédito - e são muitos - escolher os melhores, aqueles que, em princípio, estão em melhores condições para garantir uma boa aplicação dos fundos de molde a ressarcirem o Banco nas datas acordadas. Princípios que não são de hoje, e que a avaliar pelo crédito vencido existente, nem sempre mereceram a atenção requerida, lembrando um ditado antigo " os maus créditos surgem nos bons tempos".

Apoio ao emprego

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O desemprego vai continuar a ser um dos nossos principais problemas. Em Dezembro p.p. chegou ao 7,9%, menos uma décmia que na Zona Euro, onde chegou aos 8%. Os próximos tempos não vão ser nada bons, em todo o mundo o desmprego cresce, e em Portugal não vai ser diferente. O Governo está preocupado com a situação e reculamentou um conjunto de apoios para defender e promover o emprego que passam fundamentalmente pela redução, temporária, dos custos das empresas com os trabalhadores. O Jormnal de Negócios organizou m dossier onde sistematiza as medidas de apoio ao emprego patrocinadas pelo Governo para os próximos meses. Nesta época em que somos inundados por informação estas iniciativas de reunir a informação básica em pastas, são de aplaudir.

Aguardemos por Março

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O presidente do Banco Central Europeu (BCE) sublinhou esta quinta-feira que o valor de 2 por cento nas taxas de referência não é o limite, em matéria de descidas.
«Confirmamos que os 2 por cento não são o nível mais baixo (a que podem estar as taxas de juro)», disse em conferência de imprensa, realçando, no entanto, que «não considero apropriado manter as taxas de juro nos 0% neste momento».
Apesar do BCE
ter decidido manter as taxas de juros nos 2% , Jean-Claude Trichet seguiu o esperado e admitiu que pode vir aí novo corte no próximo mês. Mas ainda não há certezas: «Veremos o que vamos fazer na próxima reunião. Teremos muito mais informação e dados novos», sublinhou.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Quanto vale uma empresa?

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Quando, nos primeiros anos da sua vida profissional, trabalhava numa sociedade de investimento londrina, Peter Drucker tinha um colega que se ocupava exclusivamente na compra e venda de acções da General Motors. Um dia, Drucker deixou-lhe em cima da secretária um recorte de um artigo sobre o futuro da indústria automóvel. "Por que é que me puseste isto aqui?", perguntou-lhe o outro na manhã seguinte. E foi então que Drucker descobriu que ele ignorava que a General Motors era uma empresa automóvel.Suponho que esta situação seria hoje impensável, mas constato que, amiúde, muitos traders pouco sabem sobre as empresas cuja compra ou venda recomendam. Esta ignorância revelou-se de forma evidente na actual crise financeira, quando empresas há escasso tempo incensadas como casos de sucesso revelaram, afinal, uma espantosa fragilidade. Quanto vale de facto uma empresa, e o que é preciso saber sobre ela para avaliá-la com rigor?
João Pinto e Castro responde-nos aqui, Jornal de Negócios desta data. Uma leitura imperdível.

What Can I Say - Brandi Carlile

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Será mau?!

Publicada por José Manuel Dias


As vendas do sector automóvel caíram 47,8 por cento, em Janeiro deste ano comparando com igual período de 2008, segundo os dados da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA). As vendas nos ligeiros de passageiros registaram uma queda de 51,3 por cento e as dos comerciais ligeiros 35,6 por cento, revela o comunicado divulgado hoje por esta associação, que representa 3.850 empresas do sector.
Fonte: Público, aqui.
10494 automóveis ligeiros vendidos em Janeiro. Apesar de parte da queda poder ser explicada com a antecipação de compras feita em Dezembro, potenciada por razões fiscais, o número não deixa de ser impressionante. Em 2009, venderam-se metade dos automóveis vendidos em 2208. Será mau? Talvez não seja. Não será importante reduzir as importações e aumentar as poupanças? Não devemos nós deixar de viver acima das nossas possibilidades? Se não podemos comprar um carro topo de gama, compremos um carro da gama média. Se estamos habituados a trocar de carro cada 4 anos, porque não prolongamos a vida de útil para 6 ou 7? Será que já estamos a alterar os nossos comportamentos?
Claro que ninguém questiona a importância do sector e do seu contributo para o emprego. Justifica-se, por isso, que o Governo tenha uma "linha de crédito para a produção automóvel" em ordem a tentar responder a essas preocupações e à necessidade de manter activo seu potencial de exportação. Se os outros (no estrangeiro) podem comprar carros novos, preparemo-nos, pois, para os montar.

Um completo disparate

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Sejamos claros. A economia portuguesa enfrenta um problema gravíssimo de competitividade. E, a essa luz, o que deveríamos estar aqui a discutir era um eventual corte nos salários, que "comem" metade da produção. Mas nenhum governo faria isso, ademais em período de eleições. A solução é aguentar. Ainda há dias a UE recordava o óbvio: os países onde os custos salariais unitários mais têm subido são a Grécia, a Irlanda, a Itália e Portugal. Pois...
Foi a pensar em tudo isto que, aquando do orçamento para 2009, me insurgi contra os 2,9% de aumento salarial para a Função Pública, que me pareceram irrealistas. Recordo que a inflação esperada era então de 2,5%. Mas os factos estão a desenrolar-se a uma velocidade vertiginosa e a inflação esperada é agora de apenas 1%. Resultado: sem quaisquer melhorias de produtividade que o justifiquem, estamos a oferecer um acréscimo de quase 2% de salários... (ir)reais. É um completo disparate.
Daniel Amaral, em artigo de opinião, com leitura integral no Diário Económico, aqui.

Salários

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Sem dúvida que aumentar os salários em alturas de crise é bem mais complicado, mas conseguir escrever este artigo sem, em momento algum, deixar escapar a ideia que não são necessários aumentos nominais tão altos como no ano passado para que os salários reais ainda assim aumentem (devido à menor taxa de inflação) é perceber muito pouco do que se escreve.
Pedro Bom, no A pente Fino, aqui.

Cortar nos custos

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O diário Los Angeles Times anunciou que vai despedir 300 trabalhadores, dos quais 70 jornalistas, devido à diminuição de receitas publicitárias.
O jornal está integrado no grupo Tribune que, em Dezembro, anunciou colocar-se sob a protecção da lei das falências, vai também suprimir o caderno «Califórnia», integrando as notícias nas páginas de informação nacional,avança a Lusa.
Com estes novos cortes, o número de elementos da equipa editorial passa a menos de 600 pessoas, contra 1.200 em 2001.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
As receitas diminuiram lá e também, logo há que tomar medidas para evitar o avolumar das dificuldades: cortar nos custos ou e/ou tentar aumentar as receitas.

Glenn Gould plays J.S.Bach Piano Concerto

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Políticas de valorização do Ensino Básico

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The Winner Takes It All Live - ABBA

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Traveller's House: o melhor do Mundo

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Hostel é o termo em inglês para um tipo de pousadas, destinadas sobretudo a jovens que viajam, com um conceito muito simples: os quartos e a cozinha são partilhados pelos hóspedes e todos os espaços são de convívio. O ranking da Hoscars obedece a seis critérios: personalidade, segurança, localização, pessoal, divertimento e limpeza. A avaliação recai sobre mais de 20 mil hostels espalhados por todo o mundo e registados on-line em Hostelworld.com. O Traveller's House, situado em plena Baixa de Lisboa, é, segundo os hóspedes, aquele que reúne as melhores condições. O hostel oferece um ambiente agradável ao som de música lounge e uma sala de DVD.
Fonte: Público, aqui.

Falta de notícias ou pombos-correios?

Publicada por José Manuel Dias


O jornalismo assume um papel estratégico na sociedade moderna que assenta no poder de escolher o status adequado às ocorrências. Dessa forma alguns acontecimentos têm condições de serem acontecimento, são esses acontecimentos que aparecem publicados sob a forma de notícia.
A teoria que propõe uma relação causal entre a agenda mediática e a agenda pública, referida por MacCombs e Shaw em 1972 revalorizou o papel da imprensa como campo de conflitos e interacções.
No meio ciber-noticioso a última hora é a grande arma. No entanto, isto conduz a uma espécie de jogo, onde o que conta em primeiro lugar é quem divulga primeiro a notícia, colocando em última perspectiva a veracidade do mesmo. A razão primordial pelo que isto acontece é a sujeição do jornalista à ideologia das empresas a que está ligado, desta forma o jornalismo torna-se uma fonte de rendimento e não a razão pela qual deve existir, a transmissão de informação.
O jornalista é visto como juiz que avalia e conforme os interesses da sociedade divulga os acontecimentos noticiosos. Mas agora, impõe-se uma questão: Até que ponto, o jornalista pode tornar-se apenas um pombo-correio que voa ao sabor dos interesses económicos e políticos?
Um post interessante, da autoria de Luís, aqui, datado de 18 de Novembro de 2007. Vale a pena relê-lo à luz da informação veiculada nos últimos dias nos vários meios de comunicação social. Que cada um faça as suas leituras.