Em linha com a Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Governo previu hoje (ontem) um aumento do défice orçamental para este ano, que deverá situar-se nos 3,9 por cento. O anúncio foi feito depois da aprovação do Orçamento suplementar para 2009 e da revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, informou também que a economia deverá contrair-se em 0,8 por cento – como avançou o Banco de Portugal – e o desemprego situar-se nos 8,5 por cento. A dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.
Fonte: Público, aqui.
Não vale a pena fingir que as coisas estão bem, não estão. A realidade está aí - mais desemprego e uma economia anémica - e, a avaliar pelo que nos dizem, este ano vai ser mesmo negro. Preparemo-nos.

O mundo já não é o que era...

Publicada por José Manuel Dias


1. A Toyota suspendeu temporariamente a produção em 11 das suas 12 fábricas no Japão, para responder à queda da procura, avança a imprensa nipónica. Além destas paralisações, a Toyota tinha já anunciado a suspensão total da produção no Japão durante onze dias, entre Fevereiro e Março. À semelhança das paragens anunciadas por muitas outras marcas automóveis, a Toyota pretende responder à queda registada na procura, que colocou a empresa «numa situação sem precedentes».
2.A construtora de automóveis Honda vai eliminar 3.100 postos de trabalho temporários no Japão, mas o nosso país não será afectado, disse fonte oficial da empresa.
3. A empresa de aluguer de automóveis Hertz vai reduzir quatro mil postos de trabalho em todo o mundo, para fazer face à queda da procura.
4. A unidade financeira da General Electric, GE capital, anunciou que vai cortar pelo menos sete mil postos de trabalho. Esta medida surge como uma contenção de despesa da empresa para enfrentar a crise económica.
5. A companhia farmacêutica Pfizer vai despedir 2.400 trabalhadores, de acordo com a versão online do «Wall Street Journal».
Fonte: Agência Financeira,
aqui.
Num cenário macro-económico em que a única certeza é a incerteza, o acréscimo de desemprego é inevitável. Quem tem emprego deve procurar fazer tudo para o manter. O mundo já não é o que era...

Autumn leaves - Keith Jarrett

Publicada por José Manuel Dias

Aí vão 4

Publicada por José Manuel Dias


Jean-Claude Trichet justificou a decisão de hoje do Banco Central Europeu (BCE), a que preside baixa, de baixar a principal taxa de juro da Zona Euro, para os dois por cento, com a diminuição dos riscos inflacionistas e o contínuo arrefecimento da actividade económica no final do ano passado. Um eventual corte suplementar dos juros apenas acontecerá em Março, avisou. E porquê em Março? Porque será nesse mês, e não em Fevereiro, que o banco central terá novos números e previsões que poderão permitir uma avaliação mais precisa da situação financeira e económica da Zona Euro.
Fonte: Público,
aqui.
O BCE aprovou o quarto corte consecutivo das taxas directoras da Zona Euro, depois das reduções de 0,50 por cento registadas em Outubro e Novembro e de 0,75 por cento em Dezembro. Aguardemos agora por Março...

Não há almoços grátis

Publicada por José Manuel Dias


A Standard & Poor’s colocou em vigilância negativa o "rating" da dívida pública portuguesa. A primeira tentação é olhar para esta decisão e soltar uma gargalhada. Com o argumento de que nenhuma agência de "rating" tem credibilidade para dar notas: não foram elas que passaram ao lado dos sinais que ajudaram a criar a tempestade financeira do século? Mas não é assim.
Porque bem vistas as coisas, a decisão da S&P até chega tarde. Quem olhar para os mercados de dívida soberana (emitida pelos Estados) percebe que o mercado já tinha feito o seu próprio julgamento em relação ao risco associado a Portugal, agravando os spreads de colocação de dívida pública. Ou seja, a S&P não faz mais do que incorporar um juízo que já tinha sido emitido pelo próprio mercado (embora se deva dizer que no clube Med – Espanha, Portugal, Itália e Grécia – Portugal até não está mal colocado): o spread da dívida portuguesa é mais baixo que o grego, o italiano e até o irlandês. O problema é que não vale de nada contentarmo-nos com o mal menor (ter melhor “rating” que a Irlanda). Porque o que a S&P está a dizer é que Portugal tem agora menor capacidade para honrar os seus compromissos (devido ao agravamento do défice orçamental); e isso significa pagar mais pela dívida que o Estado emite. Mais uma razão para o Governo ter cuidado com a forma como gasta dinheiros públicos em ajudas à economia. Porque não há almoços grátis.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, aqui.
Imaginem só o que teria acontecido se não tivesse sido feito um esforço de diminuição da despesa pública, conseguindo que o défice de 2008 fosse o mais baixo dos últimos 34 anos.

Quem compra o que não pode (*)

Publicada por José Manuel Dias


Os leilões de casas detidas pelos bancos, resultantes de incumprimentos, não param de aumentar. Em cada ano que passa, as duas únicas leiloeiras a actuar neste mercado recebem cada vez mais imóveis para levar à praça. A procura para comprar também aumentaLeiloeiras colocam 2100 imóveis mas só venderam 1100 em 2008. Os leilões de casas detidas pelos bancos, perdidas pelos clientes que deixaram de pagar a prestação, continuam a crescer fortemente. Em 2008, as duas únicas leiloeiras a actuar no mercado imobiliário de hipotecas executadas pelos bancos, a Euro Estates e a Luso-Roux, fizeram mais leilões, colocaram mais casas à venda em cada um deles e venderam mais imóveis.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) vende o que não quer. É um ditado popular, velho de séculos, mas, infelizmente, muito actual.

Os sindicatos dos professores rejeitam avaliações (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados. Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente. Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo. “Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.
Fonte: Público, aqui.
(*) sabemos que não é isso que dizem mas é o que se intui de tudo o que fazem. Coerência entre o pensamento, a palavra e o comportamento é um pressuposto da credibilidade. Quando falha de forma recorrente, como é o caso dos sindicatos dos professores, perde-se o respeito e a compreensão da maioria dos cidadãos. Os professores merecem melhores sindicatos.

Concursos público e transparência

Publicada por José Manuel Dias


A propósito das críticas ao o regime de excepção pretendido pelo Governo para a adjudicação directa em vez de concursos Paulo Querido disserta, aqui, sobre alguns dos inconvenientes dos concursos públicos. Atentemos nas conclusões:
1) sem querer tomar um partido claro pelas adjudicações ou pelos concursos: não acho nada óbvias as consequências negativas da negociação directa, pelo contrário estou ciente da ineficiência dos concursos, já bem bandarilhados por quem neles participa — e em qualquer caso os melhores mecanismos de defesa do interesse público são a transparência, a informação clara e atempada, a rapidez na tomada de decisões (incluindo as rescisões de contratos por incumprimento!) e a fiscalização. Lá porque é Estado, o Estado não tem de se comportar no mercado como um anjinho.
2) transparência é, para começo de conversa: publicar os contratos, as razões da escolha daquele parceiro, o planeamento, as avaliações, os resultados. Tudo em linguagem acessível (legalês depurado), em tempo útil (isto é: IMEDIATAMENTE) e em local de acesso universal (nada de publicações por assinatura). Com a transparência por obrigação, seja concurso ou adjudicação a sociedade segue e fiscaliza melhor cada contrato feito em seu nome pelos representantes eleitos.

Cheques sem provisão aumentaram

Publicada por José Manuel Dias


O número de cheques devolvidos aumentou em 2008, interrompendo assim a tendência resgistada no ano anterior. Até Novembro último, os bancos rejeitaram 873 mil cheques, sendo que em 75% dos casos o motivo foi falta de provisão, escreve o «Jornal de Notícias».
Os dados não reflectem ainda a totalidade do ano de 2008 (referem-se à realidade medida de Janeiro a Novembro) e, mesmo assim, verifica-se um aumento de cerca de mil cheques que foram devolvidos face a 2007. Esta subida ocorreu tanto nos que são apresentados à compensação, como nos cheques classificados de grande montante (para valores acima dos 100 mil euros) e inverte a tendência que se tinha registado de 2006 para 2007 em que o número destas situações tinha sofrido uma forte diminuição.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Conhece este Portugal?

Publicada por José Manuel Dias


Sabia que a A YDreams combina tecnologia e arte em soluções interactivas de comunicação e é já uma referência para clientes globais?
Sabia que a Master Guardian foi a 1ª empresa de alarmes do mundo a integrar design e tecnologia biométrica?
Sabia que o software da SISCOG planeia os recursos humanos das redes de caminho de ferro nos países mais avançados da Europa?
Sabia que a SkySoft cria software para sistemas de navegação e de comunicação por satélite para gestão de infra-estruturas rodoviárias ou marítimas?
Sabia que o Displax da Edigma transforma qualquer superfície num quadro interactivo, ideal para fins comerciais, lúdicos ou didácticos?
Sabia que a Critical Software desenvolveu o software de integração dos sistemas de informação dos países do espaço Schengen?
Sabia que em Portugal o Simplex passou o tempo médio de criação de uma empresa para 47 minutos?
Sabia que o Vital Jacket é uma t-shirt que permite a monitorização dos sinais vitais do utilizador?
Sabia que que o fato de banho “mais rápido do mundo”, o LZR RACER, que contribuiu para a conquista de 35 recordes do Mundo em 2008, é feito pela empresa portuguesa Petratex?
Quer conhecer mais coisas de que os portugueses se podem orgulhar? É só clicar
aqui.
Informação do Sindefer, obtida via Margem Esquerda do Raúl Martins.

Certificado de Eficiência energética

Publicada por José Manuel Dias


No início deste ano muitas regras novas entraram em vigor. Uma delas foi o certificado de eficiência energética, que passou a ser obrigatório para vender ou arrendar casa.
O documento, que será necessário sempre que for efectuada qualquer transacção com o imóvel, tem de ser passado por um técnico reconhecido pela Agência para a Energia. Nalguns casos, pode chegar a custar 200 euros.
O certificado contém várias informações sobre o edifício. Além da classificação energética da habitação, deste documento constarão ainda sugestões para a tornar mais eficiente em termos energéticos. Se estes conselhos forem seguidos, a factura de energia de quem lá vive vai, com certeza, baixar.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Taxa Fixa ou Variável?

Publicada por José Manuel Dias


Esta é uma questão que muitas vezes se coloca quando se decide contrair um empréstimo para comprar habitação. Regra geral, em altura de descida das taxas de juro as taxas variáveis, como a Euribor, tendem a compensar. Mas em época de subidas de juros, como se verificou nos últimos três anos, a taxa fixa é mais compensadora.Se vai contrair um empréstimo este ano, tenha em atenção que as taxas fixas praticadas actualmente pelos bancos estão mais altas que as médias das taxas Euribor. O que significa que um empréstimo indexado a uma taxa fixa é actualmente mais caro. Por isso, nesta altura o melhor será optar por indexar o empréstimo à taxa Euribor. Mas gaste algum tempo a comparar para tentar poupar dinheiro.
O Negócios fez os cálculos. Quem contrair um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e optar por indexar o seu crédito à Euribor a seis meses vai pagar, em Janeiro, 481,17 euros, considerando a média mensal da Euribor de Dezembro (mês de referência para o cálculo dos juros no primeiro mês do ano). A revisão deste empréstimo ocorrerá em Julho e, segundo os juros contratados pelos bancos entre si nos mercados internacionais para o futuro, a Euribor a seis meses deverá rondar os 2,195%. Este valor corresponde a uma prestação de 415,96 euros.
Fonte: Jornal de Negócios, artigo da responsabilidade de Sara Antunes,
aqui.

Se cá nevasse - Salada de Frutas

Publicada por José Manuel Dias

Dinamizar a exportação

Publicada por José Manuel Dias


As empresas portuguesas vão ter brevemente à disposição quatro mil milhões de euros com o novo regime de seguros de crédito à exportação, segundo o protocolo que será esta sexta-feira assinado entre o governo e as seguradoras que actuam no mercado português.
O novo regime foi anunciado no Conselho de Ministros de 13 de Dezembro, que aprovou o conjunto de iniciativas para o investimento e o emprego com o objectivo de ajudar a economia a enfrentar a actual situação de crise.
Os 4 mil milhões de euros repartem-se em duas partes iguais: metade para os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a outra metade para os restantes.
Este novo regime de seguro de crédito visa a contratação de plafonds ao nível dos seguros de crédito das seguradoras a operar no mercado português, quer para os mercados da OCDE quer para os restantes, onde se coloca a questão do risco comercial e político, que se tornou um problema para as empresas.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Processo de Bolonha está aí...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro mestrado de Direito pós-processo de Bolonha, e o primeiro da área a ser apresentado em inglês numa universidade portuguesa, foi ontem defendido com sucesso na Universidade Católica de Lisboa, com uma nota final de 17 valores. A aluna, que acaba de aceitar um convite para consultora em assuntos jurídicos internacionais do Presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, encaixa perfeitamente no perfil do estudante universitário do século XXI, para o qual deixaram de fazer sentido as fronteiras, tanto no acesso às aprendizagens como na procura de emprego. "Nasci em São Paulo, mas fui estudar para Inglaterra logo aos 11 anos, num internato", conta a húngara-brasileira Ana Eliza Szmrecsanyi, de 27 anos. "Acabei por tirar lá o curso [na Universidade de Kent], com um ano de Erasmus em Madrid [na Universidade Complutense]. "Ana estava a trabalhar em Portugal, para o Banco Itaú Europa, quando surgiu a oportunidade de ser uma das pioneiras do mestrado internacional de Direito da Católica (LLM). Acabou por ser a primeira a concluí-lo - "uma sensação muito especial" - com uma tese sobre um tema que não poderia estar mais em voga: as falências internacionais.Sobre a revolução no ensino superior que tornou possível este feito - o Processo de Bolonha - diz que "não poderia ter sido mais importante, não só para mim como para todos os que gostam de apren- der diferentes línguas e contactar com diferentes culturas e aprendizagens".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Mercedes-Benz e a cortiça

Publicada por José Manuel Dias


A Corticeira Amorim, o maior exportador mundial de cortiça, desenvolveu um interior feito em material de cortiça para o novo protótipo F700 da Mercedes-Benz, no âmbito da aposta da empresa portuguesa na inovação e sustentabilidade do sector. Segundo fonte da Corticeira Amorim, o interior deste novo modelo "promove o equilíbrio harmonioso entre a tecnologia e a natureza" através da utilização da cortiça para forrar as portas, o tecto e o centro que percorre o habitáculo. Já apresentado no Frankfurt Motor Show, a maior exposição mundial da indústria automóvel, o protótipo utiliza a cortiça e o couro natural "para criar um maior conforto e apostar na valorização ambiental e na diferença estética". O objectivo é tornar o modelo "mais confortável, luxuoso e 'amigo do ambiente'", destaca a Corticeira Amorim.
Fonte: Público, aqui.

Consumir ou poupar?

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal estima que o rendimento disponível real das famílias deverá aumentar, em média, 1,1% apesar da contracção económica prevista para 2009. Este aumento é explicado pela descida da taxa de inflação, que no próximo ano deverá ficar em 1%. O Governador do Banco de Portugal (BdP) admitiu, no entanto, que a taxa de inflação pode ser inferior a 1%, caso o preço do petróleo seja inferior a 50 dólares por barril, valor assumido pelo banco no Boletim Económico de Inverno. Mesmo que a taxa de inflação seja inferior a 1%, Vítor Constâncio afastou um cenário de deflação em Portugal. "Um cenário de deflação parece afastado do horizonte graças às determinação de Governos e bancos centrais em adoptar politicas expansionistas", afirmou Constâncio, que admitiu, no entanto, que alguns países europeus podem registar, pontualmente, inflação negativa.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Os governos tentam estimular o consumo para que a economia não entre em colapso mas, por outro lado, muitas pessoas apreensivas com o o futuro são tentadas a poupar. Mas se se poupa em excesso, acabamos por agravar os problemas e a recessão agrava-se. Se calhar a posição mais acertada é consumir com moderação e, na medida do possível, procurar reduzir o endividamento. Nunca se sabe quando a Euribor não inverte a tendência e recomeça a subir...

Está aí a chegar...

Publicada por José Manuel Dias



A economia portuguesa vai entrar em recessão em 2009. Tal como o Económico havia noticiado, o governador Vítor Constâncio anunciou hoje que o PIB deve sofrer uma contracção de 0,8%.
Os números foram revelados no Boletim de Inverno de Banco de Portugal.
Segundo o documento, a crise vai afectar quase todas as rubricas: caem investimento, exportações, importações e consumo público.
Apenas o consumo privado consegue fugir à contracção, crescendo 0,4%.
O Banco de Portugal revelou ainda que o crescimento deste ano deve ser de apenas 0,3%, uma revisão em forte baixa relativamente aos 1,4% previstos Outubro.
Veja a versão completa do boletim de Inverno do Banco de Portugal
Fonte: Diário Económico, aqui.
Não há volta a dar, vem aí tempos maus, preparemo-nos para piores dias. Quem tem emprego que procure mantê-lo e quem não o tem que se lembre do que disse Paul Krugman , Prémio nobel da Economia, "Bad jobs at bad wages are better than no jobs at all".

O lado bom...

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos poderão vir a beneficiar de um aumento real do poder de compra em 1,9 pontos percentuais, um ganho pouco habitual nos últimos anos, caso se confirme no final do ano a projecção para a inflação de um por cento avançada hoje pelo Banco de Portugal, no seu Boletim de Inverno. O Governo aprovou um aumento dos salários em 2,9 por cento para a classe dos funcionários públicos, argumentando que tinha uma folga suplementar no Orçamento do Estado para este ano que permitia dar esta prenda, em ano de eleições legislativas.
Jornal Público, aqui.
A queda da inflação vai conduzir a um aumento real dos salários da função pública, como há muito não se via em Portugal. Estamos curiosos para saber o comportamento dos sindicatos perante esta situação.

Bagagem "samurai"?

Publicada por José Manuel Dias


Apesar da presente crise financeira, todos os agentes económicos reconhecem a importância do sector bancário na economia mundial. É indiscutível o papel mobilizador e até mesmo inovador que tem tido nos últimos anos na sociedade global. Mas nesta fase de enorme dificuldade é urgente que os Bancos tenham um espírito de "samurai", onde serão imprescindíveis três qualidades: lealdade com todos os "stakeholders", integridade e coragem.
Recordo que, já segundo "o código do samurai", a virtude estaria em conseguir reunir todas estas qualidades morais. Neste caso teríamos o(s) "banco(s) de maior valor". Neste contexto não basta aos bancos fazerem bem as suas principais actividades: captação de poupanças; aplicação de poupanças em activos diversificados e adequados que reflicta o custo de financiamento e os riscos assumidos; aplicação de poupanças em fundos de investimento; oferta de serviços de aconselhamento financeiro; e a avaliação, controlo e diversificação dos riscos da carteira de activos.
Bruno ValverdeCota, no Jornal de Negócios, com artigo integral
aqui.

Optimista céptico - Jorge Palma

Publicada por José Manuel Dias

SNS: gratuito ou nem por isso

Publicada por José Manuel Dias


Em plena ressaca natalícia, uns súbitos caroços no pescoço e a hipocondria levaram-me às urgências de um hospital privado. A menina do balcão abriu-me uma "ficha". Uma segunda menina pediu-me para aguardar. Uma terceira menina chamou-me à consulta. Em dez minutos, portanto, estava à frente de um médico. No fim, paguei 70 euros e regressei a casa aliviado, na carteira e no espírito.
Foi caro? Comparados com os 900 euros que, em média, cada cidadão paga anualmente pelo Serviço Nacional de Saúde, 70 euros parecem-me uma ninharia. Dada a quantidade de cidadãos que não pagam impostos, até suponho que o meu contributo ronde os 2 ou 3 mil euros por ano. Não importa: a verdade é que o SNS custa uma fortuna e funciona da maneira que se vê, se não conseguirmos evitar vê-lo.
Continar a ler o artigo de Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias de ontem, clicando aqui.

De casas estamos servidos...

Publicada por José Manuel Dias


Em 2006, já havia habitações suficientes para albergar as famílias que vão surgir em 2050. Há dois anos, os dados revelavam um total de 4.502.934 alojamentos ocupados e vagos para a população portuguesa. E no início do século XXI, verificou-se que 176.811 alojamentos seriam suficientes para responder às carências habitacionais do país, quando havia 185.509 casas disponíveis no mercado para venda ou aluguer. Em 2001, viviam no país 10,36 milhões de pessoas organizadas em 3,65 milhões de famílias e o parque residencial era de 5,05 milhões de habitações, das quais 72,7 por cento eram residências habituais e as restantes segundas casas ou estavam desocupadas. Nessa altura, mais de 75 por cento das famílias viviam em habitação própria, 21 por cento em casas alugadas e quatro por cento em habitações cedidas.
Fonte: Público, aqui.
Andámos depressa demais, construímos mais que as necessidades e, agora, temos muitas casas à espera de comprador. Compreende-se, assim, que algumas empresas cerâmicas tenham suspendido o fabrico de telhas e tijolos, conforme nos dá conta Júlio Almeida, no DN de ontem, aqui.

Desafios de 2009

Publicada por José Manuel Dias


"Um desafio é uma coisa muito exigente. Não é uma lista de ameaças. Não é uma lista de queixas. Não é um voto, piedoso, insensato ou fora da realidade. É um jogo, um campo de batalha (no caso, durante 365 dias), onde se entra com um objectivo difícil mais exequível, mas onde também se pode perder. Desafio, da Economia Portuguesa (não do Estado Português, mas de todos nós), será chegar ao fim de 2009 sem um agravamento sensível da taxa de desemprego e sem que esse resultado seja conseguido à custa de um aumento desenfreado do gasto público, seja através do Estado seja através dos seus múltiplos braços e instrumentos, formais (transparentes) ou informais (menos transparentes). Depende, como disse, de todos nós; será (para mim, e no que depender de mim) um grande objectivo, bem difícil de realizar."
Daniel Bessa, no Público, Suplemento de Economia
Se quiser saber outras opiniões designadamente de António Borges, António Carrapatoso, Fernando Ulrich, Murteira Nabo é só clicar aqui. A falta de emprego, a crise internacional, a queda das exportações e a falta de crédito são, de acordo com a maioria, os temas que marcarão o ano de 2009.

O Índice do Bâton

Publicada por José Manuel Dias


O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise. Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o mesmo efeito.
[.../...]
O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.
Artigo de opinião de Jorge Fiel que pode ser lido na íntegra,
aqui.

Viver acima dos seus meios

Publicada por José Manuel Dias


«Para lá da crise, sobre a qual repetiu os lugares-comuns da praxe, de que ninguém discorda e toda a gente aplaude, Cavaco, por uma vez, disse o essencial: “Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.” Por outras palavras, os portugueses vivem acima dos seus meios, com o que pedem emprestado lá fora. E, quando se fala aqui dos “portugueses”, de quem se fala não é de um grupo irresponsável de “especuladores”, que a esquerda resolveu diabolizar, mas do Estado, das câmaras, das famílias. [...]
Continuar a ler aqui, Blogue Da Literatura, Excertos do artigo "Viver A Dívida" de Vasco Pulido Valente.
As palavra de Cavaco Silva fazem-nos lembrar este post, aqui, de 18 de Julho de 2006, em que escrevíamos "Os portugueses habituaram-se a um estilo de vida que não é compaginável com a actual realidade da nossa economia. Gastamos o que temos e o que não temos, por via do recurso ao crédito, obrigando os Bancos a financiarem-se no exterior, uma vez que o nível de poupança interna é insuficiente". Concordamos, por isso, com os alertas do nosso Presidente.

Comemoremos...

Publicada por José Manuel Dias


O ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação. Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas. O número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos, quando estavam inscritos 27.995 alunos, apenas nas escolas profissionais. "O Governo propunha-se atingir a meta de, em 2010, ter metade dos alunos do secundário a frequentar a via qualificante e, actualmente, à entrada no 10º ano, já alcançámos o objectivo", afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações a propósito das comemorações públicas, que se iniciaram em Janeiro.
Fonte: Público, aqui.
Ora aqui está uma medida cujo impacto não tem sido valorizado. O ensino tradicional conduziu ao abandono da escolas de muitos estudantes que , por esta via, podem ser retidos no sistema, melhorando as suas competências. Facilita-se, assim, a sua integração no mercado de trabalho, com evidentes vantagens para os respectivos empregadores que contratam mão de obra mais qualificada. Ainda não vi os Sindicatos dos professores pronunciarem-se sobre esta questão e da ocupação que permite a milhares de professores que, de outro modo, tenderiam a ser dispensados.

Luka - Suzanne Vega

Publicada por José Manuel Dias

Publicidade bancária: novas regras

Publicada por José Manuel Dias


A partir de agora, a publicidade feita pelos bancos terá de ser mais rigorosa e transparente. As novas regras impostas pelo Banco de Portugal entraram em vigor anteontem depois de o regulador ter admitido que há consumidores que podem ficar iludidos com publicidade pouco esclarecedora.
Entre as alterações estão o tamanho de letra mínimo exigido e a obrigatoriedade de a mensagem ser passada durante tempo suficiente para que o público-alvo a possa compreender. "Estas [novas regras] deverão respeitar princípios de transparência e rigor que permitam uma adequada avaliação dos respectivos encargos, remunerações e riscos", nota o Banco de Portugal. Os publicitários não concordam com as novas exigências, considerando que as campanhas não têm de esclarecer tudo sobre um produto.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.

As TIC na Administração Pública

Publicada por José Manuel Dias


1) Organismos com ligações superiores ou iguais a 2 Mbps: 75% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 59% na Madeira, o triplo de 2005; 42% nos Açores, mais do óctuplo de 2005; 84% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005;
2) Interacção entre organismos pela Internet para maior eficiência no atendimento de utentes (Guichet Único): 24% na Administração Pública Central, o óctuplo de 2005; 41% na Madeira, mais de duas vezes e meia que em 2005; 29% nos Açores, mais do sêxtuplo de 2005.
3) Organismos que mantêm actividades de cooperação ou de partilha de recursos através da Internet: 30% na Administração Pública Central, o sêxtuplo de 2005; 32% na Madeira, mais do sêxtuplo de 2005; 24% nos Açores, quase o quíntuplo de 2005.
4) Organismos que comunicam pela Internet com empresas: 79% na Administração Pública Central, o triplo de 2005; cerca de 80% na Madeira e nos Açores, mais do triplo de 2005.
5) Organismos que comunicam pela Internet com cidadãos: 77% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 78% na Madeira e nos Açores, mais de três vezes e meia que em 2005;
6) Organismos que efectuam encomendas de bens e serviços através da Internet: 48% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 28% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
Para saber mais clicar aqui. Sem darmos conta a evolução continua em busca de um propósito essencial: fazer mais e melhor, com menos custos para os cidadãos.

Novos desafios para o BCE

Publicada por José Manuel Dias


Com a economia pela primeira vez em recessão e o desemprego em alta, os motivos para celebração não são muitos na Zona Euro quando a moeda única assinala os primeiros 10 anos de existência. A verdade, no entanto, é que o euro, apesar das más notícias económicas, nunca teve, tanto dentro como fora do seu espaço, uma popularidade e credibilidade tão elevada. Ontem, cumpriu-se uma década desde que, a 1 de Janeiro de 1999, o euro começou a ser a moeda oficial de 11 países, entre os quais Portugal. E foi quase esse o tempo que se teve de esperar para que a Zona Euro, já com 15 membros, entrasse em recessão técnica.
Fonte: Público, aqui.
Agora o que está em causa é a reanimação da actividade económica...

Palavras de Henry Paulson

Publicada por José Manuel Dias


O secretário do Tesouro norte-americano considera que a impreparação para lidar com o crescimento das economias emergentes foi um dos motivos que gerou a actual crise financeira.
Em declarações ao «Financial Times», Henry Paulson sublinhou que foram os desequilíbrios mundiais, ou seja entre as nações de rápido crescimento e as que investem, que deram origem à turbulência mundial.
A solução, e também a forma de evitar futuras crises, passa por mais cooperação macroeconómica, além de melhor regulação e gestão de risco.
«Houve uma acumulação de excessos durante um longo período, com os investidores à procura de maiores retornos», disse Paulson. Esta opção acabou por resultar numa avaliação desajustada do risco.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.

As primeiras de 2009

Publicada por José Manuel Dias

Bom Ano Novo!

Publicada por José Manuel Dias


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade,
Receita de Ano Novo

Votos de um bom ano de 2009!

Steve Reich • Clapping Music

Publicada por José Manuel Dias

Com presidentes destes...

Publicada por José Manuel Dias


A penhora do património das empresas com dívidas fiscais poderá colocar no desemprego quase um milhão de pessoas. Augusto Morais, presidente da ANPME, garantiu ontem ao CM que "existem 400 mil penhoras a PME, que abrangem cerca de 213 mil empresas com problemas com o Fisco".
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Este senhor deve envergonhar todos os empresários que diz representar e que se esforçam por cumprir com as respectivas obrigações fiscais. Depois de ter defendido a não renovação dos contratos a prazo se o salário mínimo fosse aumentado, vem agora dizer, em tom de ameaça, que se avançarem as penhoras fiscais, cerca de um milhão de pessoas pode ir para o desemprego. Seguramente não sabe do que fala ou, então, quer manter no mercado unidades económicas que competem de forma desleal, com as empresas que cunprem todas as suas obrigações. Devia saber porque é que são feitas as penhoras (dívidas ao fisco, superiores a 3 meses e com mais de uma notificação) e o que é penhorado. Se atentarmos nos automóveis verificamos que foram penhorados:: 531 Mercedes, 309 Volvo, 165 BMW, 84 Audi, 9 Porsche e 7 Jaguar, temos dificuldade em compreender as razões do incumprimento. Registe-se, no entanto, que na maioria das situações as penhoras acabam por não ser accionadas porque os contribuintes visados optam pelo pagamento integral da dívida quando confrontados com esta possibilidade.

Fuma-se menos...

Publicada por José Manuel Dias

Um ano após a vigência da Lei, Portugal regista uma das maiores descidas no consumo no espaço europeu, segundo o director-geral da Saúde. Cerca de 70% dos restaurantes são livres de fumo e as vendas de tabaco caíram. Mas as infracções ainda são muitas
A entrada em vigor da lei do tabaco reduziu entre dez a 15 por cento as vendas de cigarros em Portugal. Os dados das associações de armazenistas e de grosssistas de tabaco mostram que as novas regras sobre o fumo que começaram a ser aplicadas há quase um ano tiveram um forte impacto no consumo. Mas a maior quebra foi mesmo a registada em Janeiro, altura em que as vendas de cigarros baixaram 17 por cento.
O director-geral da Saúde avança ainda que, no panorama europeu, os indicadores sobre os resultados de aplicação das novas regras em Portugal ficam acima dos registados noutros países que adoptaram legislação semelhante. É o caso de Itália, por exemplo, em que o consumo de tabaco baixou seis por cento.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Uma lei que se aplaudiu e que teve efeitos positivos: diminuiu o consumo de tabaco. Menos receitas fiscais, melhor qualidade de vida dos cidadãos, menores gastos públicos na saúde.

Miley Cyrus - 7 Things

Publicada por José Manuel Dias

O fantasma de Keynes

Publicada por José Manuel Dias


O fantasma de John Maynard Keynes, o pai da macroeconomia, regressou para nos assombrar. Com ele veio também o fantasma do seu discípulo mais interessante, Hyman Minsky. Todos nós sabemos agora o que é o “momento Minsky” – o ponto em que a euforia financeira se converte em pânico.Como todos os profetas, Keynes deu lições ambíguas aos seus seguidores. Poucos acreditam ainda no ajustamento fiscal que os seus discípulos promoveram nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Mas também ninguém acredita nas metas monetárias propostas pelo seu famoso adversário intelectual Milton Friedman. Agora, 62 anos após a morte de Keynes, numa nova era de crise financeira e de ameaça de depressão económica, é mais fácil compreendermos aquilo que permanece relevante nos seus ensinamentos.
Um artigo de opinião de Martin Wolf, no Diário Económico, que nos remete para as três lições: não há mercados verdadeiramente eficientes; a economia não pode ser analisada da mesma forma que uma empresa individual e a economia não pode ser encarada do ponto de vista moral. Importa por isso: suportar a procura agregada, trocar dívida por activos, promover o reequilíbrio da procura global, evitar que os egoísmos e os impedimentos ideológicos nos condicionem. Conclui referindo que em economia a verdade é raramente pura e nunca é simples.
Um artigo de leitura obrigatória, com versão integral, aqui.

A prenda do mau exemplo

Publicada por José Manuel Dias


A divulgação da marca do cheque-prenda oferecido pelos ministros a José Sócrates indignou o presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS). "É uma grande promoção à marca, sobretudo quando ainda há pouco o primeiro-ministro, que veste Armani, foi considerado um dos homens mais elegantes do Mundo", afirmou ontem ao Correio da Manhã o presidente da UACS, Vasco de Mello.
O que está em causa, diz aquele dirigente, não é o facto de os ministros terem oferecido um presente ao primeiro-ministro (o cheque-prenda no valor de 2550 euros para gastar em roupa na Fashion Clinic), mas sim "a divulgação da marca".
Fonte: Diário da Manhã, aqui.
Convenhamos que não é bom exemplo para os consumidores portugueses o Primeiro-Ministro usar vestuário de marcas estrangeiras. Também temos de considerar de mau tom a divulgação da marca do cheque prenda. Afinal não andamos nós a promover o "compro o que é nosso"?

Poupar e ganhar

Publicada por José Manuel Dias


Os anúncios da administração pública vão deixar de ser obrigatoriamente publicados na imprensa, segundo um decreto-lei que o Governo está a ultimar e a que o PÚBLICO teve acesso. O Estado deverá poupar mais de dez milhões de euros por ano, mas a decisão é encarada com apreensão pelas empresas jornalísticas. "Será muito grave se for feito sem se pensar nas consequências", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro, segundo o qual o Governo se comprometeu a não finalizar o processo sem ouvir o sector. O fim da obrigatoriedade de publicar em jornais de anúncios de centenas de actos legislativos e regulamentares da administração pública está previsto no decreto-lei que cria o Portal dos Anúncios Públicos, o qual está a ser ultimado pelos gabinetes dos ministros das Finanças, Presidência, Justiça e Assuntos Parlamentares.
Fonte:Jornal Público,
aqui.
A racionalização das despesas públicas justifica esta medida. Agora, há que pensar nas consequências...Quem dá (muita publicidade) é amigo. E quem não dá? São conhecidos conflitos entre anunciantes e jornais relativamente ao tipo e qualidadade de informação que veiculam, levando mesmo, em alguns casos, à decisão de cancelar contratos de de publicidade. Pode dizer-se, por isso, que esta medida para além de gerar poupanças nos gastos do Estado, torna a imprensa menos dependente do Estado. Todos ficam a ganhar.

Kate Bush & Peter Gabriel - Another Day

Publicada por José Manuel Dias

B-on: será que me pode ajudar?

Publicada por José Manuel Dias


A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) disponibiliza o acesso ilimitado e permanente nas instituições de investigação e do ensino superior aos textos integrais de mais de 16.750 publicações científicas internacionais de 16 editoras, através de assinaturas negociadas a nível nacional com essas editoras.
A biblioteca disponibiliza textos integrais de mais de 16.750 publicações. A coordenação, o financiamento público e o acompanhamento da Biblioteca do Conhecimento Online são assegurados pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e a respectiva infraestrutura técnica e de apoio aos utilizadores, bem como a relação comercial com os editores, é assegurada pela FCCN – Fundação para a Computação Científica Nacional .
Para entrar na B-on, clicar aqui.

São números, senhores

Publicada por José Manuel Dias


Em termos comparados, a rigidez do emprego coloca o nosso país na 99ª posição de um ‘ranking’ com 127 países, a par do México, Lituânia, Finlândia e Argélia, enquanto as práticas de contratação e despedimento atiram-nos para a 125ª posição e os custos com despedimentos nos colocam no 113º lugar do ‘ranking’ mundial, a par da Turquia. Curiosamente, o mesmo relatório classifica os trabalhadores portugueses na 44ª posição em relação ao pagamento e à produtividade, à frente de países como a Índia, Azerbaijão, Arménia ou o Quénia. Os índices internacionais há muito que colocam Portugal nos piores lugares da Europa em relação à legislação laboral, mas vários especialistas têm garantido que, com o novo Código de Trabalho, o país ficaria muito bem apetrechado, em termos de flexibilidade da sua legislação laboral, para melhorar a posição relativa nos ‘rankings’ internacionais. A única coisa que ainda ficaria a divergir dos padrões internacionais seria, segundo esses especialistas, a dificuldade nos despedimentos individuais, apesar de se simplificar a burocracia nesses processos que continuarão a ter como obrigatoriedade a justa causa. O chumbo do Tribunal Constitucional à norma que estabelecia em 180 dias o período experimental para a generalidade dos trabalhadores – devem manter-se os 90 dias – vem enfraquecer um Código de Trabalho que se pretendia desse outra imagem do país.
Francisco Ferreira da Silva, no Diário Económico, aqui.
Para que uns tenham todos os direitos, outros acabam por não ter direitos nenhuns. Manter a situação, agrada aos instalados. Mudar as leis - mesmo a fundamental - parece ser uma necessidade se queremos competir num mundo cada vez mais global. Se um dos propósitos é garantir o direito ao trabalho, não será importante criar empregos?

Bons exemplos

Publicada por José Manuel Dias


Óbidos tem sorte. Tem um castelo bonito e uma enquadrada vila-modelo. Tem uma proximidade importante de Lisboa. E do mar. E da serra. Mas Óbidos tem também saber. A primeira vez que o demonstrou foi quando preservou a vila tal e qual como era, museificando-a, é certo, mas também tornando-a um trunfo turístico inegável. Depois, acrescentou-lhe eventos, animando-a como Vila Natal ou como palco dos Festivais Medievais e do Chocolate. E vieram, de facto, os turistas. Dos que trazem dinheiro temporário à vila. Mas vieram também os novos habitantes, atraídos por um parque tecnológico que terá uma imensa área verde e várias facilidades que só se costumam encontrar nos subúrbios das grandes cidades europeias e americanas. Este parque tecnológico foi uma tentação para muitas empresas que desejavam um espaço próximo de Lisboa - mas a câmara só cedeu ocupação a empresas verdadeiramente ligadas às novas tecnologias. Óbidos serve aqui como exemplo.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

Björk - It's Oh So Quiet

Publicada por José Manuel Dias

A aldeia mais alta de Portugal

Publicada por José Manuel Dias


Sabugueiro, situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, detém o título de aldeia mais alta de Portugal, estando situada a 1200 metros de altitude. Com origens bem antigas, formou-se a partir de um aglomerado de abrigos provisórios de pastores que aqui encontravam belas pastagens para os seus rebanhos. A aldeia é composta por casas rurais, simples, graníticas, típicas da região, albergando um museu etnográfico com vista a preservar a tradição ainda forte nestas paragens, por um forno comunitário, pela bonita Igreja Matriz. O Sabugueiro é identificado como centro de turismo serrano, local de passagem e paragem obrigatória para quem visita a Serra da Estrela. Queijo, presunto, enchidos, mel, mantas, tapetes são alguns dos produtos e artesanato local que podem ser adquiridos por aqui.

Sempre a sacar

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses esqueceram a crise nos últimos dias antes do Natal. Entre levantamentos e pagamentos de compras com o cartão multibanco, gastaram entre os dias 21 e 25 de Dezembro, 130 mil euros por minuto. No total, foram movimentados, em apenas quatro dias, mais de 749 milhões de euros.
Curiosamente até ao dia 21 de Dezembro, os levantamentos e compras realizados através da rede de multibanco indiciavam um aperto do cinto dos portugueses, mas as corridas dos últimos dias acabaram por contribuir para que o dinheiro movimentado na rede tenha batido um novo recorde durante este Natal.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Parece que muita gente ainda não interiorizou que os próximos tempos não vão ser nada bons e continua a consumir de forma desenfreada. A rede Multibanco (levantamentos e compras) bateu um novo record: quase 750 milhões de Euros em 4 dias!

Temos vivido no céu (*)

Publicada por José Manuel Dias


O economista Paul Krugman, mais recente prémio Nobel da Economia, acredita que o fim da actual crise está "distante" e antevê o surgimento de novos escândalos financeiros como o de Bernard Madoff e de mais nacionalizações de bancos. Em entrevista à rádio espanhola Cadena Ser, Paul Krugman afirma que "a crise é pior do que inicialmente pensado" e acredita que a actual crise será a pior desde a depressão de 1932. O Nobel da Economia considerou ainda muito provável a revelação de novos escândalos como a fraude de 50 mil milhões de dólares (35,6 mil milhões de euros) de Bernard Madoff. "Quase de certeza que vamos ver mais situações deste tipo, porque quando a casa cai encontram-se esqueletos nos armários", afirmou.
Fonte: Público, aqui.
(*) ou a crise internacional ainda vai agravar-se.

Hugo's ou a história dos direitos adquiridos

Publicada por José Manuel Dias


O meu nome é Hugo, sou natural de Barcelos e formei-me no Instituto Politécnico do Cavado e do Ave em Sistemas de Informação para a Gestão. Actualmente moro em Toronto, Ontário, Canada e há um ano que faço Quality Assurance (para facilitar um bocado as coisas, digamos que testo software, apesar de que ser QA envolve muito mais do que isso) num dos maiores bancos do Canada.
Mudei-me para aqui, como podia ter-me mudado para outro lado qualquer. Casei-me com uma canadiana e meti os pés ao caminho. Mas a minha ideia passava sempre por sair de Portugal.
A ideia que tenho do nosso pais é que há muita gente que se queixa de muita coisa, mas não sabem realmente o que fazer para mudar isso. Entretanto, formamos jovens as carradas para os inserir num mercado de trabalho que não existe nacionalmente. Acabamos por fim a ver licenciados em, por exemplo, engenharia química a trabalhar em balcões dos bancos. Não é que haja nada de errado nisso, mas será que quando um jovem escolhe um determinado curso de química, esta a pensar em ir trabalhar para um banco? Quanto muito escolhia um de economia ou de gestão e depois tentava subir nos quadros. Mas adiante...
Para continuar a ler, clicar aqui.

Os bons empregos acabaram...

Publicada por José Manuel Dias


A terça e a quarta-feira são os dias piores. Cristina passa a terça-feira na garagem de casa dos pais, reconvertida em armazém, a receber as encomendas dos seus 20 fornecedores de legumes - "biológicos e apanhados no dia". É já noite quando sai do meio dos legumes e vai para o escritório (a sua casa) esvaziar o correio, antes de se deitar. Dorme depressa. No dia seguinte levanta-se às cinco e meia. Quarta é o dia da entrega ao domicílio dos cabazes com um sortido de legumes, que podem ser complementados com outros produtos biológicos, como carne barrosã, fruta, azeite ou frutos secos. A primeira entrega é às oito, na Marechal Gomes da Costa. O périplo pelo Grande Porto é de 150 km e dura todo o dia, obrigando a três regressos ao armazém para reabastecer a Citroën Jumpy.
A Horta à Porta, a empresa inventada por Cristina, tem cem clientes, que são assinantes do serviço de legumes (o resto é encomendado à parte) e escolhem a periodicidade da entrega (semanal ou quinzenal) e o formato do cabaz - pequeno (oito legumes e custa 16 euros), médio (dez legumes, 21,50 euros) ou grande (11 produtos em maior quantidade, 27 euros).
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Pessoas responsáveis, proactivas, não se desculpam com as condições externas, identificam opurtunidades e aproveitam-nas, criando os seus próprios empregos.

Merry Christmas

Publicada por José Manuel Dias

Votos de Feliz Natal para todos o que visitam o Cogir (Cogitar+Agir). Voltem sempre!

Empresas driblam crise

Publicada por José Manuel Dias


O New York Times fala de "Mais empresas [que] cortam custos do trabalho sem despedir" e um dos exem plos é o de uma universidade que pediu o corte de 1% nos salários para salvar alguns empregos. Mas a lista já é grande e de nomes bem conhecidos: a Dell (férias mais longas não pagas), Cisco (quatro dias de fecho neste fim de ano), Motorola (cortes nos salários), Honda (férias voluntários não pagas) e o The Seattle Times (uma semana de licença não paga para 500 trabalhadores).
Na Itália, o La Repubblica coloca o ministro do Trabalho, na capa, a dizer: "Menos trabalho, menos salário". O plano de Maurizio Sacconi vai ser apresentado aos sindicatos e às outras forças políticas e o objectivo é também não aumentar o número de desempregados, embora com sacrifícios acrescidos para aqueles que têm empregos. Facto é que os problemas vão obrigar toda a gente a um esforço de criatividade para salvarem o salvável e os sindicatos terão que estar também na primeira linha.
Notícia da responsabilidade de Manuel Queiroz, no Diário de Notícias, aqui .
Quando a economia real é atingida pela recessão importa encontar novas fórmulas de relacionamento entre as empresas e os sindicatos que visem evitar os despedimentos ou até fecho puro e simples. Lá fora procuram driblar a crise, por cá alguns que ainda não deram conta que o mundo mudou...

Quem sabe faz (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Universidade do Porto decidiu hoje (ontem) passar a fundação pública, numa votação realizada no seio da Assembleia Estatuária daquela instituição. A transformação é um passo para a universidade poder ser uma das melhores da Europa, disse o reitor da instituição."A transformação em fundação não é uma panaceia, mas as vantagens que traz dão-nos maior capacidade para evoluir no sentido que pretendemos, que é sermos uma das melhores universidades da Europa", afirmou o reitor, José Marques dos Santos, no mesmo dia em que a assembleia da Universidade de Aveiro também aprovou a transformação da universidade para fundação. Nas votações de hoje, só dois votos foram contra. "Estas coisas nunca são unânimes, mas a votação foi muito expressiva", frisou Marques dos Santos.
Fonte: Público, aqui.
(*) não espera acontecer. Um excelente exemplo para as outras instituições do Ensino Superior. Depois do ISCTE, a Universidade de Aveiro e a Universidade do Porto decidiram transformar-se em Fundações. Maior autonomia, maior responsabilidade e o caminho aberto para fazerem mais e melhor, sem precisar de mendigar apoios ao Estado. Começa uma nova etapa: "2009 será um ano especialmente exigente, em que é necessário concretizar o processo de mudança”, reconhece a Reitora da Universidade de Aveiro. Uma lição para os Calimeros que por aí pululam...

Ser ou não ser rápido a dizer não

Publicada por José Manuel Dias


À distância, sou forçado a reconhecer que ser rápido a responder e cristalinamente negativo nas respostas não são “qualidades” que tivessem contribuído para a minha reputação local. Pelo contrário, ajudaram a que fosse olhado com desconfiança.
Lembrei-me deste episódio perante o conselho que um amigo me deu no outro dia: “Não respondas tão depressa aos pedidos que te fazem, sobretudo se as respostas forem negativas. As pessoas acham que não lhes deste a importância suficiente e que não te esforçaste. Finge que demoras uns dias a estudar o assunto. E, na resposta, não sejas negativo, deixa a porta aberta, diz que mais tarde qualquer coisa. É assim que as pessoas gostam”.
Fiquei chocado com o conselho. Logo eu que gosto de ser rápido a dizer que não, para não alimentar falsas expectativas, para evitar que as pessoas percam tempo comigo, para que possam procurar outras hipóteses. Bom, lá vou ter de rever os meus procedimentos.
Luis Paixão Martins, ex-consultor da RTP, aqui.

Quem muito quer...

Publicada por José Manuel Dias


A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) rejeitou hoje a proposta do Governo de um aumento salarial de 2,9 por cento dos funcionários públicos para 2009, na primeira reunião de um dia de negociações suplementares.
Não houve possibilidade de acordo nenhum, o Governo nem sequer se deu ao trabalho de apresentar novas propostas. Disse que a posição final era aquela, tendo em atenção os problemas macro-económicos existentes, tendo em atenção a crise", disse Nobre dos Santos.
No âmbito da negociação suplementar entre Governo e sindicatos da Função Pública sobre os salários de 2009, a equipa do ministério das Finanças encontra-se hoje também com a Frente Comum e com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).
A Frente Comum (CGTP) reivindica um aumento de cinco por cento para 2009 e um aumento intercalar de 0,9 por cento para colmatar o poder de compra perdido em 2008.
Fonte: Jornal Público,
aqui.
Exigências desta natureza - aumentos de 5%, para uma inflação prevista de 1,5% - descredibilizam os Sindicatos. Num cenário de crise mundial, com a nossa economia estagnada e, com forte probabilidade, a caminho da recessão, beneficiar do aumento dos salários reais, como já propõe o Governo, é um privilégio. Pedir ainda mais é irresponsabilidade, sobretudo numa época em que a larga maioria dos portugueses apenas pede a manutenção do seu posto de trabalho.

Lisa Mitchell - Incomplete Lullaby

Publicada por José Manuel Dias

E vão 16

Publicada por José Manuel Dias



A Eslováquia será o 16º Estado-membro da União Europeia (UE) a adoptar o euro a 1 de Janeiro próximo, no mesmo dia em que a moeda única comemora o seu décimo aniversário. A Eslováquia, com uma superfície e população cerca de metade da de Portugal, irá adoptar o euro à taxa de câmbio de 30,12 coroas eslovacas.O país tornou-se independente em Janeiro de 1993, após a cisão da Checoslováquia em duas Repúblicas independentes, e aderiu à UE em de Maio de 2004. Com a adesão da Eslováquia a zona euro passará a contar com uma população de 328,6 milhões de habitantes num total de 499,7 da UE. Por ocasião do décimo aniversário do euro serão emitidos 84 milhões de exemplares de uma moeda comemorativa de dois euros.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Compras de Novembro mais baratas

Publicada por José Manuel Dias


Em Novembro de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 1,4%, nove décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Outubro de 2008. A variação mensal situou-se em 0,6% ( 0,2% em Outubro de 2008 e 0,3% em Novembro de 2007). A variação média dos últimos doze meses diminuiu para 2,7%.O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 1,4%, onze décimas de p.p. inferior ao valor do mês anterior. O IHPC apresentou uma variação de -0,7% entre Outubro e Novembro de 2008. A taxa de variação média dos últimos doze meses diminuiu para 2,8%.
Fonte: INE, aqui.
Não foi só o preço de combustíveis que desceu, baixaram, também, as despesas com Saúde, Comunicações, Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas, e Lazer, Recreação e Cultura. A manter-se a queda, a inflação anual rondará os 2,5%.

E poderia ser de outra maneira?

Publicada por José Manuel Dias


P. Los bancos han recibido muchas críticas porque no trasladan los créditos a las empresas y a los particulares.
R. Cuando se critica por esto a los bancos, de un lado y de otro, me parece populista porque la función de los bancos es dar crédito sólo a quien lo va a devolver. El problema actual es que los consumidores no consumen, los empresarios no contratan, los inversores no invierten. ¿Entonces qué? ¿Habría que obligar por ley a que los empresarios inviertan y no despidan y a que los consumidores consuman como se está exigiendo a los bancos cuando se dice que tienen que aumentar el crédito? Si la banca no presta en mayor cantidad será por algo. Ya verán cómo si mejora la economía, el sector empieza a dar más préstamos.
Entrevista de Miguel Ángel Fernández Ordóñez, Governador del Banco de España, ao El País, a ler na íntegra aqui.