O preço dos combustíveis...

Publicada por José Manuel Dias


Francisco Leite Monteiro, Antigo administrador da Shell Portuguesa, em artigo de opinião no Diário de Notícias de hoje, explica-nos porque é que " baixa de preços ficou efectivamente aquém do que seria expectável e justo,", baseando-se nos seguintes factos:
1. O preço do crude brent, que serve de referência para a formação dos preços de venda ao público da gasolina e gasóleo em Portugal, teve um aumento considerável, em meados do ano passado, chegando a roçar os 150 dólares por barril, nos primeiros dias de Julho, a que se seguiu uma queda inesperada, atingindo nas últimas semanas um valor médio ao nível dos 40 dólares, na última semana, preço este que, registe- -se, é perfeitamente equiparável ao preço que era praticado no início de 2005.
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Em linha com a Europa

Publicada por José Manuel Dias


O Governo previu hoje (ontem) um aumento do défice orçamental para este ano, que deverá situar-se nos 3,9 por cento. O anúncio foi feito depois da aprovação do Orçamento suplementar para 2009 e da revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, informou também que a economia deverá contrair-se em 0,8 por cento – como avançou o Banco de Portugal – e o desemprego situar-se nos 8,5 por cento. A dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.
Fonte: Público, aqui.
Não vale a pena fingir que as coisas estão bem, não estão. A realidade está aí - mais desemprego e uma economia anémica - e, a avaliar pelo que nos dizem, este ano vai ser mesmo negro. Preparemo-nos.

O mundo já não é o que era...

Publicada por José Manuel Dias


1. A Toyota suspendeu temporariamente a produção em 11 das suas 12 fábricas no Japão, para responder à queda da procura, avança a imprensa nipónica. Além destas paralisações, a Toyota tinha já anunciado a suspensão total da produção no Japão durante onze dias, entre Fevereiro e Março. À semelhança das paragens anunciadas por muitas outras marcas automóveis, a Toyota pretende responder à queda registada na procura, que colocou a empresa «numa situação sem precedentes».
2.A construtora de automóveis Honda vai eliminar 3.100 postos de trabalho temporários no Japão, mas o nosso país não será afectado, disse fonte oficial da empresa.
3. A empresa de aluguer de automóveis Hertz vai reduzir quatro mil postos de trabalho em todo o mundo, para fazer face à queda da procura.
4. A unidade financeira da General Electric, GE capital, anunciou que vai cortar pelo menos sete mil postos de trabalho. Esta medida surge como uma contenção de despesa da empresa para enfrentar a crise económica.
5. A companhia farmacêutica Pfizer vai despedir 2.400 trabalhadores, de acordo com a versão online do «Wall Street Journal».
Fonte: Agência Financeira,
aqui.
Num cenário macro-económico em que a única certeza é a incerteza, o acréscimo de desemprego é inevitável. Quem tem emprego deve procurar fazer tudo para o manter. O mundo já não é o que era...

Autumn leaves - Keith Jarrett

Publicada por José Manuel Dias

Aí vão 4

Publicada por José Manuel Dias


Jean-Claude Trichet justificou a decisão de hoje do Banco Central Europeu (BCE), a que preside baixa, de baixar a principal taxa de juro da Zona Euro, para os dois por cento, com a diminuição dos riscos inflacionistas e o contínuo arrefecimento da actividade económica no final do ano passado. Um eventual corte suplementar dos juros apenas acontecerá em Março, avisou. E porquê em Março? Porque será nesse mês, e não em Fevereiro, que o banco central terá novos números e previsões que poderão permitir uma avaliação mais precisa da situação financeira e económica da Zona Euro.
Fonte: Público,
aqui.
O BCE aprovou o quarto corte consecutivo das taxas directoras da Zona Euro, depois das reduções de 0,50 por cento registadas em Outubro e Novembro e de 0,75 por cento em Dezembro. Aguardemos agora por Março...

Não há almoços grátis

Publicada por José Manuel Dias


A Standard & Poor’s colocou em vigilância negativa o "rating" da dívida pública portuguesa. A primeira tentação é olhar para esta decisão e soltar uma gargalhada. Com o argumento de que nenhuma agência de "rating" tem credibilidade para dar notas: não foram elas que passaram ao lado dos sinais que ajudaram a criar a tempestade financeira do século? Mas não é assim.
Porque bem vistas as coisas, a decisão da S&P até chega tarde. Quem olhar para os mercados de dívida soberana (emitida pelos Estados) percebe que o mercado já tinha feito o seu próprio julgamento em relação ao risco associado a Portugal, agravando os spreads de colocação de dívida pública. Ou seja, a S&P não faz mais do que incorporar um juízo que já tinha sido emitido pelo próprio mercado (embora se deva dizer que no clube Med – Espanha, Portugal, Itália e Grécia – Portugal até não está mal colocado): o spread da dívida portuguesa é mais baixo que o grego, o italiano e até o irlandês. O problema é que não vale de nada contentarmo-nos com o mal menor (ter melhor “rating” que a Irlanda). Porque o que a S&P está a dizer é que Portugal tem agora menor capacidade para honrar os seus compromissos (devido ao agravamento do défice orçamental); e isso significa pagar mais pela dívida que o Estado emite. Mais uma razão para o Governo ter cuidado com a forma como gasta dinheiros públicos em ajudas à economia. Porque não há almoços grátis.
Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, aqui.
Imaginem só o que teria acontecido se não tivesse sido feito um esforço de diminuição da despesa pública, conseguindo que o défice de 2008 fosse o mais baixo dos últimos 34 anos.

Quem compra o que não pode (*)

Publicada por José Manuel Dias


Os leilões de casas detidas pelos bancos, resultantes de incumprimentos, não param de aumentar. Em cada ano que passa, as duas únicas leiloeiras a actuar neste mercado recebem cada vez mais imóveis para levar à praça. A procura para comprar também aumentaLeiloeiras colocam 2100 imóveis mas só venderam 1100 em 2008. Os leilões de casas detidas pelos bancos, perdidas pelos clientes que deixaram de pagar a prestação, continuam a crescer fortemente. Em 2008, as duas únicas leiloeiras a actuar no mercado imobiliário de hipotecas executadas pelos bancos, a Euro Estates e a Luso-Roux, fizeram mais leilões, colocaram mais casas à venda em cada um deles e venderam mais imóveis.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
(*) vende o que não quer. É um ditado popular, velho de séculos, mas, infelizmente, muito actual.

Os sindicatos dos professores rejeitam avaliações (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados. Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente. Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo. “Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.
Fonte: Público, aqui.
(*) sabemos que não é isso que dizem mas é o que se intui de tudo o que fazem. Coerência entre o pensamento, a palavra e o comportamento é um pressuposto da credibilidade. Quando falha de forma recorrente, como é o caso dos sindicatos dos professores, perde-se o respeito e a compreensão da maioria dos cidadãos. Os professores merecem melhores sindicatos.

Concursos público e transparência

Publicada por José Manuel Dias


A propósito das críticas ao o regime de excepção pretendido pelo Governo para a adjudicação directa em vez de concursos Paulo Querido disserta, aqui, sobre alguns dos inconvenientes dos concursos públicos. Atentemos nas conclusões:
1) sem querer tomar um partido claro pelas adjudicações ou pelos concursos: não acho nada óbvias as consequências negativas da negociação directa, pelo contrário estou ciente da ineficiência dos concursos, já bem bandarilhados por quem neles participa — e em qualquer caso os melhores mecanismos de defesa do interesse público são a transparência, a informação clara e atempada, a rapidez na tomada de decisões (incluindo as rescisões de contratos por incumprimento!) e a fiscalização. Lá porque é Estado, o Estado não tem de se comportar no mercado como um anjinho.
2) transparência é, para começo de conversa: publicar os contratos, as razões da escolha daquele parceiro, o planeamento, as avaliações, os resultados. Tudo em linguagem acessível (legalês depurado), em tempo útil (isto é: IMEDIATAMENTE) e em local de acesso universal (nada de publicações por assinatura). Com a transparência por obrigação, seja concurso ou adjudicação a sociedade segue e fiscaliza melhor cada contrato feito em seu nome pelos representantes eleitos.

Cheques sem provisão aumentaram

Publicada por José Manuel Dias


O número de cheques devolvidos aumentou em 2008, interrompendo assim a tendência resgistada no ano anterior. Até Novembro último, os bancos rejeitaram 873 mil cheques, sendo que em 75% dos casos o motivo foi falta de provisão, escreve o «Jornal de Notícias».
Os dados não reflectem ainda a totalidade do ano de 2008 (referem-se à realidade medida de Janeiro a Novembro) e, mesmo assim, verifica-se um aumento de cerca de mil cheques que foram devolvidos face a 2007. Esta subida ocorreu tanto nos que são apresentados à compensação, como nos cheques classificados de grande montante (para valores acima dos 100 mil euros) e inverte a tendência que se tinha registado de 2006 para 2007 em que o número destas situações tinha sofrido uma forte diminuição.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Conhece este Portugal?

Publicada por José Manuel Dias


Sabia que a A YDreams combina tecnologia e arte em soluções interactivas de comunicação e é já uma referência para clientes globais?
Sabia que a Master Guardian foi a 1ª empresa de alarmes do mundo a integrar design e tecnologia biométrica?
Sabia que o software da SISCOG planeia os recursos humanos das redes de caminho de ferro nos países mais avançados da Europa?
Sabia que a SkySoft cria software para sistemas de navegação e de comunicação por satélite para gestão de infra-estruturas rodoviárias ou marítimas?
Sabia que o Displax da Edigma transforma qualquer superfície num quadro interactivo, ideal para fins comerciais, lúdicos ou didácticos?
Sabia que a Critical Software desenvolveu o software de integração dos sistemas de informação dos países do espaço Schengen?
Sabia que em Portugal o Simplex passou o tempo médio de criação de uma empresa para 47 minutos?
Sabia que o Vital Jacket é uma t-shirt que permite a monitorização dos sinais vitais do utilizador?
Sabia que que o fato de banho “mais rápido do mundo”, o LZR RACER, que contribuiu para a conquista de 35 recordes do Mundo em 2008, é feito pela empresa portuguesa Petratex?
Quer conhecer mais coisas de que os portugueses se podem orgulhar? É só clicar
aqui.
Informação do Sindefer, obtida via Margem Esquerda do Raúl Martins.

Certificado de Eficiência energética

Publicada por José Manuel Dias


No início deste ano muitas regras novas entraram em vigor. Uma delas foi o certificado de eficiência energética, que passou a ser obrigatório para vender ou arrendar casa.
O documento, que será necessário sempre que for efectuada qualquer transacção com o imóvel, tem de ser passado por um técnico reconhecido pela Agência para a Energia. Nalguns casos, pode chegar a custar 200 euros.
O certificado contém várias informações sobre o edifício. Além da classificação energética da habitação, deste documento constarão ainda sugestões para a tornar mais eficiente em termos energéticos. Se estes conselhos forem seguidos, a factura de energia de quem lá vive vai, com certeza, baixar.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Taxa Fixa ou Variável?

Publicada por José Manuel Dias


Esta é uma questão que muitas vezes se coloca quando se decide contrair um empréstimo para comprar habitação. Regra geral, em altura de descida das taxas de juro as taxas variáveis, como a Euribor, tendem a compensar. Mas em época de subidas de juros, como se verificou nos últimos três anos, a taxa fixa é mais compensadora.Se vai contrair um empréstimo este ano, tenha em atenção que as taxas fixas praticadas actualmente pelos bancos estão mais altas que as médias das taxas Euribor. O que significa que um empréstimo indexado a uma taxa fixa é actualmente mais caro. Por isso, nesta altura o melhor será optar por indexar o empréstimo à taxa Euribor. Mas gaste algum tempo a comparar para tentar poupar dinheiro.
O Negócios fez os cálculos. Quem contrair um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e optar por indexar o seu crédito à Euribor a seis meses vai pagar, em Janeiro, 481,17 euros, considerando a média mensal da Euribor de Dezembro (mês de referência para o cálculo dos juros no primeiro mês do ano). A revisão deste empréstimo ocorrerá em Julho e, segundo os juros contratados pelos bancos entre si nos mercados internacionais para o futuro, a Euribor a seis meses deverá rondar os 2,195%. Este valor corresponde a uma prestação de 415,96 euros.
Fonte: Jornal de Negócios, artigo da responsabilidade de Sara Antunes,
aqui.

Se cá nevasse - Salada de Frutas

Publicada por José Manuel Dias

Dinamizar a exportação

Publicada por José Manuel Dias


As empresas portuguesas vão ter brevemente à disposição quatro mil milhões de euros com o novo regime de seguros de crédito à exportação, segundo o protocolo que será esta sexta-feira assinado entre o governo e as seguradoras que actuam no mercado português.
O novo regime foi anunciado no Conselho de Ministros de 13 de Dezembro, que aprovou o conjunto de iniciativas para o investimento e o emprego com o objectivo de ajudar a economia a enfrentar a actual situação de crise.
Os 4 mil milhões de euros repartem-se em duas partes iguais: metade para os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a outra metade para os restantes.
Este novo regime de seguro de crédito visa a contratação de plafonds ao nível dos seguros de crédito das seguradoras a operar no mercado português, quer para os mercados da OCDE quer para os restantes, onde se coloca a questão do risco comercial e político, que se tornou um problema para as empresas.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Processo de Bolonha está aí...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro mestrado de Direito pós-processo de Bolonha, e o primeiro da área a ser apresentado em inglês numa universidade portuguesa, foi ontem defendido com sucesso na Universidade Católica de Lisboa, com uma nota final de 17 valores. A aluna, que acaba de aceitar um convite para consultora em assuntos jurídicos internacionais do Presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, encaixa perfeitamente no perfil do estudante universitário do século XXI, para o qual deixaram de fazer sentido as fronteiras, tanto no acesso às aprendizagens como na procura de emprego. "Nasci em São Paulo, mas fui estudar para Inglaterra logo aos 11 anos, num internato", conta a húngara-brasileira Ana Eliza Szmrecsanyi, de 27 anos. "Acabei por tirar lá o curso [na Universidade de Kent], com um ano de Erasmus em Madrid [na Universidade Complutense]. "Ana estava a trabalhar em Portugal, para o Banco Itaú Europa, quando surgiu a oportunidade de ser uma das pioneiras do mestrado internacional de Direito da Católica (LLM). Acabou por ser a primeira a concluí-lo - "uma sensação muito especial" - com uma tese sobre um tema que não poderia estar mais em voga: as falências internacionais.Sobre a revolução no ensino superior que tornou possível este feito - o Processo de Bolonha - diz que "não poderia ter sido mais importante, não só para mim como para todos os que gostam de apren- der diferentes línguas e contactar com diferentes culturas e aprendizagens".
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Mercedes-Benz e a cortiça

Publicada por José Manuel Dias


A Corticeira Amorim, o maior exportador mundial de cortiça, desenvolveu um interior feito em material de cortiça para o novo protótipo F700 da Mercedes-Benz, no âmbito da aposta da empresa portuguesa na inovação e sustentabilidade do sector. Segundo fonte da Corticeira Amorim, o interior deste novo modelo "promove o equilíbrio harmonioso entre a tecnologia e a natureza" através da utilização da cortiça para forrar as portas, o tecto e o centro que percorre o habitáculo. Já apresentado no Frankfurt Motor Show, a maior exposição mundial da indústria automóvel, o protótipo utiliza a cortiça e o couro natural "para criar um maior conforto e apostar na valorização ambiental e na diferença estética". O objectivo é tornar o modelo "mais confortável, luxuoso e 'amigo do ambiente'", destaca a Corticeira Amorim.
Fonte: Público, aqui.

Consumir ou poupar?

Publicada por José Manuel Dias


O Banco de Portugal estima que o rendimento disponível real das famílias deverá aumentar, em média, 1,1% apesar da contracção económica prevista para 2009. Este aumento é explicado pela descida da taxa de inflação, que no próximo ano deverá ficar em 1%. O Governador do Banco de Portugal (BdP) admitiu, no entanto, que a taxa de inflação pode ser inferior a 1%, caso o preço do petróleo seja inferior a 50 dólares por barril, valor assumido pelo banco no Boletim Económico de Inverno. Mesmo que a taxa de inflação seja inferior a 1%, Vítor Constâncio afastou um cenário de deflação em Portugal. "Um cenário de deflação parece afastado do horizonte graças às determinação de Governos e bancos centrais em adoptar politicas expansionistas", afirmou Constâncio, que admitiu, no entanto, que alguns países europeus podem registar, pontualmente, inflação negativa.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Os governos tentam estimular o consumo para que a economia não entre em colapso mas, por outro lado, muitas pessoas apreensivas com o o futuro são tentadas a poupar. Mas se se poupa em excesso, acabamos por agravar os problemas e a recessão agrava-se. Se calhar a posição mais acertada é consumir com moderação e, na medida do possível, procurar reduzir o endividamento. Nunca se sabe quando a Euribor não inverte a tendência e recomeça a subir...

Está aí a chegar...

Publicada por José Manuel Dias



A economia portuguesa vai entrar em recessão em 2009. Tal como o Económico havia noticiado, o governador Vítor Constâncio anunciou hoje que o PIB deve sofrer uma contracção de 0,8%.
Os números foram revelados no Boletim de Inverno de Banco de Portugal.
Segundo o documento, a crise vai afectar quase todas as rubricas: caem investimento, exportações, importações e consumo público.
Apenas o consumo privado consegue fugir à contracção, crescendo 0,4%.
O Banco de Portugal revelou ainda que o crescimento deste ano deve ser de apenas 0,3%, uma revisão em forte baixa relativamente aos 1,4% previstos Outubro.
Veja a versão completa do boletim de Inverno do Banco de Portugal
Fonte: Diário Económico, aqui.
Não há volta a dar, vem aí tempos maus, preparemo-nos para piores dias. Quem tem emprego que procure mantê-lo e quem não o tem que se lembre do que disse Paul Krugman , Prémio nobel da Economia, "Bad jobs at bad wages are better than no jobs at all".

O lado bom...

Publicada por José Manuel Dias


Os funcionários públicos poderão vir a beneficiar de um aumento real do poder de compra em 1,9 pontos percentuais, um ganho pouco habitual nos últimos anos, caso se confirme no final do ano a projecção para a inflação de um por cento avançada hoje pelo Banco de Portugal, no seu Boletim de Inverno. O Governo aprovou um aumento dos salários em 2,9 por cento para a classe dos funcionários públicos, argumentando que tinha uma folga suplementar no Orçamento do Estado para este ano que permitia dar esta prenda, em ano de eleições legislativas.
Jornal Público, aqui.
A queda da inflação vai conduzir a um aumento real dos salários da função pública, como há muito não se via em Portugal. Estamos curiosos para saber o comportamento dos sindicatos perante esta situação.