Apesar da presente crise financeira, todos os agentes económicos reconhecem a importância do sector bancário na economia mundial. É indiscutível o papel mobilizador e até mesmo inovador que tem tido nos últimos anos na sociedade global. Mas nesta fase de enorme dificuldade é urgente que os Bancos tenham um espírito de "samurai", onde serão imprescindíveis três qualidades: lealdade com todos os "stakeholders", integridade e coragem.
Recordo que, já segundo "o código do samurai", a virtude estaria em conseguir reunir todas estas qualidades morais. Neste caso teríamos o(s) "banco(s) de maior valor". Neste contexto não basta aos bancos fazerem bem as suas principais actividades: captação de poupanças; aplicação de poupanças em activos diversificados e adequados que reflicta o custo de financiamento e os riscos assumidos; aplicação de poupanças em fundos de investimento; oferta de serviços de aconselhamento financeiro; e a avaliação, controlo e diversificação dos riscos da carteira de activos.
Bruno ValverdeCota, no Jornal de Negócios, com artigo integral aqui.
Em plena ressaca natalícia, uns súbitos caroços no pescoço e a hipocondria levaram-me às urgências de um hospital privado. A menina do balcão abriu-me uma "ficha". Uma segunda menina pediu-me para aguardar. Uma terceira menina chamou-me à consulta. Em dez minutos, portanto, estava à frente de um médico. No fim, paguei 70 euros e regressei a casa aliviado, na carteira e no espírito.
Foi caro? Comparados com os 900 euros que, em média, cada cidadão paga anualmente pelo Serviço Nacional de Saúde, 70 euros parecem-me uma ninharia. Dada a quantidade de cidadãos que não pagam impostos, até suponho que o meu contributo ronde os 2 ou 3 mil euros por ano. Não importa: a verdade é que o SNS custa uma fortuna e funciona da maneira que se vê, se não conseguirmos evitar vê-lo.
Continar a ler o artigo de Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias de ontem, clicando aqui.
Em 2006, já havia habitações suficientes para albergar as famílias que vão surgir em 2050. Há dois anos, os dados revelavam um total de 4.502.934 alojamentos ocupados e vagos para a população portuguesa. E no início do século XXI, verificou-se que 176.811 alojamentos seriam suficientes para responder às carências habitacionais do país, quando havia 185.509 casas disponíveis no mercado para venda ou aluguer. Em 2001, viviam no país 10,36 milhões de pessoas organizadas em 3,65 milhões de famílias e o parque residencial era de 5,05 milhões de habitações, das quais 72,7 por cento eram residências habituais e as restantes segundas casas ou estavam desocupadas. Nessa altura, mais de 75 por cento das famílias viviam em habitação própria, 21 por cento em casas alugadas e quatro por cento em habitações cedidas.
Andámos depressa demais, construímos mais que as necessidades e, agora, temos muitas casas à espera de comprador. Compreende-se, assim, que algumas empresas cerâmicas tenham suspendido o fabrico de telhas e tijolos, conforme nos dá conta Júlio Almeida, no DN de ontem, aqui.
"Um desafio é uma coisa muito exigente. Não é uma lista de ameaças. Não é uma lista de queixas. Não é um voto, piedoso, insensato ou fora da realidade. É um jogo, um campo de batalha (no caso, durante 365 dias), onde se entra com um objectivo difícil mais exequível, mas onde também se pode perder. Desafio, da Economia Portuguesa (não do Estado Português, mas de todos nós), será chegar ao fim de 2009 sem um agravamento sensível da taxa de desemprego e sem que esse resultado seja conseguido à custa de um aumento desenfreado do gasto público, seja através do Estado seja através dos seus múltiplos braços e instrumentos, formais (transparentes) ou informais (menos transparentes). Depende, como disse, de todos nós; será (para mim, e no que depender de mim) um grande objectivo, bem difícil de realizar."
Daniel Bessa, no Público, Suplemento de Economia
Se quiser saber outras opiniões designadamente de António Borges, António Carrapatoso, Fernando Ulrich, Murteira Nabo é só clicar aqui. A falta de emprego, a crise internacional, a queda das exportações e a falta de crédito são, de acordo com a maioria, os temas que marcarão o ano de 2009.
O Índice do Bâton é um dos mais fiáveis barómetros financeiros para avaliar a intensidade de uma crise. É muito mais sexy que as curvas do PSI-20, PIB, produção industrial e confiança dos consumidores que, enfeitiçados pela força de gravidade, não cessam de mergulhar em direcção ao centro da Terra.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise. Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o mesmo efeito.
[.../...]
O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.
Artigo de opinião de Jorge Fiel que pode ser lido na íntegra, aqui.
Este índice, baptizado pelo presidente da Estée Lauder, baseia-se na evidência estatística de que as vendas de cosméticos sobem em razão proporcional à queda do poder de compra dos consumidores, e mede a percepção que a metade mais instintiva da humanidade (as mulheres) tem da profundidade da crise. Em tempos de incerteza, por prudência ou absoluta falta de fundos, em vez de comprarem umas botas ou um vestido novo, as mulheres refugiam-se em artigos mais baratos, os cosméticos, que lhes permitem sentirem-se bonitas e atraentes. Pintar as unhas e os lábios fica muito mais barato do que comprar um casaco Max Mara - e não deixa de produzir o mesmo efeito.
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O Índice do Bâton encerra uma lição de importância fulcral: em momentos de crise temos de manter um bom aspecto exterior e aparentar que tudo nos corre às mil maravilhas. Senão vejamos. Encontra, na rua, um amigo com um ar desmazelado. Pergunta-lhe pela vida e apanha com um dramalhão: a mulher está a fazer "quimio" no IPO, o filho deixou os estudos, a sogra mudou-se lá para casa, e, como se isto não bastasse, ele ficou desempregado porque o sacana do chefe… É fatal como o destino que nunca mais vai atender o telemóvel deste chato, com medo que lhe vá pedir dinheiro ou um emprego. Como as pessoas fogem da desgraça e miséria, faz todo o sentido camuflá-las. É neste sentido prático de sobrevivência que se baseia a infalibilidade do Índice do Bâton.
Artigo de opinião de Jorge Fiel que pode ser lido na íntegra, aqui.
«Para lá da crise, sobre a qual repetiu os lugares-comuns da praxe, de que ninguém discorda e toda a gente aplaude, Cavaco, por uma vez, disse o essencial: “Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.” Por outras palavras, os portugueses vivem acima dos seus meios, com o que pedem emprestado lá fora. E, quando se fala aqui dos “portugueses”, de quem se fala não é de um grupo irresponsável de “especuladores”, que a esquerda resolveu diabolizar, mas do Estado, das câmaras, das famílias. [...]
Continuar a ler aqui, Blogue Da Literatura, Excertos do artigo "Viver A Dívida" de Vasco Pulido Valente.
As palavra de Cavaco Silva fazem-nos lembrar este post, aqui, de 18 de Julho de 2006, em que escrevíamos "Os portugueses habituaram-se a um estilo de vida que não é compaginável com a actual realidade da nossa economia. Gastamos o que temos e o que não temos, por via do recurso ao crédito, obrigando os Bancos a financiarem-se no exterior, uma vez que o nível de poupança interna é insuficiente". Concordamos, por isso, com os alertas do nosso Presidente.
O ensino profissional mais do que triplicou nos últimos dez anos em Portugal, tanto em número de alunos como na oferta de cursos, abrangendo actualmente quase um terço dos estudantes do secundário, indicam dados do Ministério da Educação. Em 2009, ano em que se comemoram os 20 anos do ensino profissional em Portugal, estão a frequentar este tipo de cursos quase 91 mil alunos, dos quais 60,3 por cento em escolas secundárias públicas. O número de alunos inscritos em cursos profissionais tem mantido crescimentos constantes desde há, pelo menos, dez anos, quando estavam inscritos 27.995 alunos, apenas nas escolas profissionais. "O Governo propunha-se atingir a meta de, em 2010, ter metade dos alunos do secundário a frequentar a via qualificante e, actualmente, à entrada no 10º ano, já alcançámos o objectivo", afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações a propósito das comemorações públicas, que se iniciaram em Janeiro.
Fonte: Público, aqui.
Ora aqui está uma medida cujo impacto não tem sido valorizado. O ensino tradicional conduziu ao abandono da escolas de muitos estudantes que , por esta via, podem ser retidos no sistema, melhorando as suas competências. Facilita-se, assim, a sua integração no mercado de trabalho, com evidentes vantagens para os respectivos empregadores que contratam mão de obra mais qualificada. Ainda não vi os Sindicatos dos professores pronunciarem-se sobre esta questão e da ocupação que permite a milhares de professores que, de outro modo, tenderiam a ser dispensados.
A partir de agora, a publicidade feita pelos bancos terá de ser mais rigorosa e transparente. As novas regras impostas pelo Banco de Portugal entraram em vigor anteontem depois de o regulador ter admitido que há consumidores que podem ficar iludidos com publicidade pouco esclarecedora.
Entre as alterações estão o tamanho de letra mínimo exigido e a obrigatoriedade de a mensagem ser passada durante tempo suficiente para que o público-alvo a possa compreender. "Estas [novas regras] deverão respeitar princípios de transparência e rigor que permitam uma adequada avaliação dos respectivos encargos, remunerações e riscos", nota o Banco de Portugal. Os publicitários não concordam com as novas exigências, considerando que as campanhas não têm de esclarecer tudo sobre um produto.
Entre as alterações estão o tamanho de letra mínimo exigido e a obrigatoriedade de a mensagem ser passada durante tempo suficiente para que o público-alvo a possa compreender. "Estas [novas regras] deverão respeitar princípios de transparência e rigor que permitam uma adequada avaliação dos respectivos encargos, remunerações e riscos", nota o Banco de Portugal. Os publicitários não concordam com as novas exigências, considerando que as campanhas não têm de esclarecer tudo sobre um produto.
A 30 de Dezembro, a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) publicou os resultados da edição de 2008 dos inquéritos sobre a utilização de TIC na Administração Pública Central, na Administração Pública Regional, e nas Câmaras Municipais. Vejamos alguns dados:
1) Organismos com ligações superiores ou iguais a 2 Mbps: 75% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 59% na Madeira, o triplo de 2005; 42% nos Açores, mais do óctuplo de 2005; 84% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005;
2) Interacção entre organismos pela Internet para maior eficiência no atendimento de utentes (Guichet Único): 24% na Administração Pública Central, o óctuplo de 2005; 41% na Madeira, mais de duas vezes e meia que em 2005; 29% nos Açores, mais do sêxtuplo de 2005.
3) Organismos que mantêm actividades de cooperação ou de partilha de recursos através da Internet: 30% na Administração Pública Central, o sêxtuplo de 2005; 32% na Madeira, mais do sêxtuplo de 2005; 24% nos Açores, quase o quíntuplo de 2005.
4) Organismos que comunicam pela Internet com empresas: 79% na Administração Pública Central, o triplo de 2005; cerca de 80% na Madeira e nos Açores, mais do triplo de 2005.
5) Organismos que comunicam pela Internet com cidadãos: 77% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 78% na Madeira e nos Açores, mais de três vezes e meia que em 2005;
6) Organismos que efectuam encomendas de bens e serviços através da Internet: 48% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 28% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
2) Interacção entre organismos pela Internet para maior eficiência no atendimento de utentes (Guichet Único): 24% na Administração Pública Central, o óctuplo de 2005; 41% na Madeira, mais de duas vezes e meia que em 2005; 29% nos Açores, mais do sêxtuplo de 2005.
3) Organismos que mantêm actividades de cooperação ou de partilha de recursos através da Internet: 30% na Administração Pública Central, o sêxtuplo de 2005; 32% na Madeira, mais do sêxtuplo de 2005; 24% nos Açores, quase o quíntuplo de 2005.
4) Organismos que comunicam pela Internet com empresas: 79% na Administração Pública Central, o triplo de 2005; cerca de 80% na Madeira e nos Açores, mais do triplo de 2005.
5) Organismos que comunicam pela Internet com cidadãos: 77% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 78% na Madeira e nos Açores, mais de três vezes e meia que em 2005;
6) Organismos que efectuam encomendas de bens e serviços através da Internet: 48% na Administração Pública Central, o dobro de 2005; 28% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
Para saber mais clicar aqui. Sem darmos conta a evolução continua em busca de um propósito essencial: fazer mais e melhor, com menos custos para os cidadãos.
Com a economia pela primeira vez em recessão e o desemprego em alta, os motivos para celebração não são muitos na Zona Euro quando a moeda única assinala os primeiros 10 anos de existência. A verdade, no entanto, é que o euro, apesar das más notícias económicas, nunca teve, tanto dentro como fora do seu espaço, uma popularidade e credibilidade tão elevada. Ontem, cumpriu-se uma década desde que, a 1 de Janeiro de 1999, o euro começou a ser a moeda oficial de 11 países, entre os quais Portugal. E foi quase esse o tempo que se teve de esperar para que a Zona Euro, já com 15 membros, entrasse em recessão técnica.
Fonte: Público, aqui.
Agora o que está em causa é a reanimação da actividade económica...
O secretário do Tesouro norte-americano considera que a impreparação para lidar com o crescimento das economias emergentes foi um dos motivos que gerou a actual crise financeira.
Em declarações ao «Financial Times», Henry Paulson sublinhou que foram os desequilíbrios mundiais, ou seja entre as nações de rápido crescimento e as que investem, que deram origem à turbulência mundial.
A solução, e também a forma de evitar futuras crises, passa por mais cooperação macroeconómica, além de melhor regulação e gestão de risco.
«Houve uma acumulação de excessos durante um longo período, com os investidores à procura de maiores retornos», disse Paulson. Esta opção acabou por resultar numa avaliação desajustada do risco.
Em declarações ao «Financial Times», Henry Paulson sublinhou que foram os desequilíbrios mundiais, ou seja entre as nações de rápido crescimento e as que investem, que deram origem à turbulência mundial.
A solução, e também a forma de evitar futuras crises, passa por mais cooperação macroeconómica, além de melhor regulação e gestão de risco.
«Houve uma acumulação de excessos durante um longo período, com os investidores à procura de maiores retornos», disse Paulson. Esta opção acabou por resultar numa avaliação desajustada do risco.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, Receita de Ano Novo
que mereça este nome,você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, Receita de Ano Novo
Votos de um bom ano de 2009!
A penhora do património das empresas com dívidas fiscais poderá colocar no desemprego quase um milhão de pessoas. Augusto Morais, presidente da ANPME, garantiu ontem ao CM que "existem 400 mil penhoras a PME, que abrangem cerca de 213 mil empresas com problemas com o Fisco".
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
Este senhor deve envergonhar todos os empresários que diz representar e que se esforçam por cumprir com as respectivas obrigações fiscais. Depois de ter defendido a não renovação dos contratos a prazo se o salário mínimo fosse aumentado, vem agora dizer, em tom de ameaça, que se avançarem as penhoras fiscais, cerca de um milhão de pessoas pode ir para o desemprego. Seguramente não sabe do que fala ou, então, quer manter no mercado unidades económicas que competem de forma desleal, com as empresas que cunprem todas as suas obrigações. Devia saber porque é que são feitas as penhoras (dívidas ao fisco, superiores a 3 meses e com mais de uma notificação) e o que é penhorado. Se atentarmos nos automóveis verificamos que foram penhorados:: 531 Mercedes, 309 Volvo, 165 BMW, 84 Audi, 9 Porsche e 7 Jaguar, temos dificuldade em compreender as razões do incumprimento. Registe-se, no entanto, que na maioria das situações as penhoras acabam por não ser accionadas porque os contribuintes visados optam pelo pagamento integral da dívida quando confrontados com esta possibilidade.
Um ano após a vigência da Lei, Portugal regista uma das maiores descidas no consumo no espaço europeu, segundo o director-geral da Saúde. Cerca de 70% dos restaurantes são livres de fumo e as vendas de tabaco caíram. Mas as infracções ainda são muitasA entrada em vigor da lei do tabaco reduziu entre dez a 15 por cento as vendas de cigarros em Portugal. Os dados das associações de armazenistas e de grosssistas de tabaco mostram que as novas regras sobre o fumo que começaram a ser aplicadas há quase um ano tiveram um forte impacto no consumo. Mas a maior quebra foi mesmo a registada em Janeiro, altura em que as vendas de cigarros baixaram 17 por cento.
O director-geral da Saúde avança ainda que, no panorama europeu, os indicadores sobre os resultados de aplicação das novas regras em Portugal ficam acima dos registados noutros países que adoptaram legislação semelhante. É o caso de Itália, por exemplo, em que o consumo de tabaco baixou seis por cento.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Uma lei que se aplaudiu e que teve efeitos positivos: diminuiu o consumo de tabaco. Menos receitas fiscais, melhor qualidade de vida dos cidadãos, menores gastos públicos na saúde.
O fantasma de John Maynard Keynes, o pai da macroeconomia, regressou para nos assombrar. Com ele veio também o fantasma do seu discípulo mais interessante, Hyman Minsky. Todos nós sabemos agora o que é o “momento Minsky” – o ponto em que a euforia financeira se converte em pânico.Como todos os profetas, Keynes deu lições ambíguas aos seus seguidores. Poucos acreditam ainda no ajustamento fiscal que os seus discípulos promoveram nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Mas também ninguém acredita nas metas monetárias propostas pelo seu famoso adversário intelectual Milton Friedman. Agora, 62 anos após a morte de Keynes, numa nova era de crise financeira e de ameaça de depressão económica, é mais fácil compreendermos aquilo que permanece relevante nos seus ensinamentos.
Um artigo de opinião de Martin Wolf, no Diário Económico, que nos remete para as três lições: não há mercados verdadeiramente eficientes; a economia não pode ser analisada da mesma forma que uma empresa individual e a economia não pode ser encarada do ponto de vista moral. Importa por isso: suportar a procura agregada, trocar dívida por activos, promover o reequilíbrio da procura global, evitar que os egoísmos e os impedimentos ideológicos nos condicionem. Conclui referindo que em economia a verdade é raramente pura e nunca é simples.
Um artigo de leitura obrigatória, com versão integral, aqui.
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