A cortar no consumo

Publicada por José Manuel Dias


O aperto financeiro dos portugueses tem como a maior vítima os bens supérfluos. A crise chegou, mas de mansinho. Evitar ir a restaurantes ou optar por viajar nas «low cost» é mais uma questão de sensatez económica do que de falência das famílias, cita o jornal «Público».
Há quem acredite que, uma vez experimentada a crise, facilmente vestimos a «pele de cidadão poupado» e deixamos de gastar dinheiro com bens que não são bons investimentos. A verdade é que, apesar de os números apontarem apenas para a diminuição de despesas extraordinárias, como a utilização diária do carro, os portugueses estão, de facto, a cortar.
Onde consumimos menos? E onde gastamamos mais? O Blogue Agência Financeira, dá-nos algumas pistas,
aqui.

Treino intelectual prolonga a vida...

Publicada por José Manuel Dias


Portugal tem 589 pessoas com 100 ou mais anos registadas nos Censos de 2001: um homem para cinco mulheres. E, como a tendência é para o aumento da longevidade, é natural que em 2008 existam muitos mais. Nem todas continuam a trabalhar como Manoel de Oliveira, mas muitos são independentes e Portugal não está preparado para esta realidade, dizem os técnicos. O segredo está em "ser activo e estimular o intelecto", não ser atirado para uma cadeira ou um sofá de um lar, verdadeiras antecâmaras da morte. "Uma das coisas que mais contribuem para o aumento da longevidade é a actividade. As pessoas devem ter uma actividade física e intelectual estimulante", explica Maria João Quintal, médica, chefe de divisão de Saúde no Ciclo de Vida da Direcção-Geral de Saúde.Aquela é uma das razões porque encontramos mais centenários entre as pessoas com cursos superiores e com maior treino intelectual. Além de que têm profissões com menos riscos para a saúde e condições sociais e económicas para ter uma maior qualidade de vida. Permite-lhes, por exemplo, ter uma alimentação equilibrada, cuidados físicos e empregados para lhes dar assistência.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.



Mercedes Sosa - Gracias a la vida

Publicada por José Manuel Dias

Nos jornais

Publicada por José Manuel Dias



1. O Tribunal de Contas (TC) detectou irregularidades na gerência de 2006 do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), em Lisboa, e apresentou dez recomendações, entre as quais a cessação do pagamento de suplementos remuneratórios a dirigentes e membros dos órgãos de gestão.
No Público, aqui.
2. A partir de dia 15, e até dia 31 de Janeiro de 2009, os credores dos organismos públicos podem recorrer ao Balcão Único, em www.sgmf.pt/rede. O sistema para reclamar o crédito é simples: basta preencher um requerimento que é enviado para o ministério que tutela o serviço devedor. Este tem um prazo de 20 dias para regularizar a dívida. A responsabilidade do pagamento pode ser assumida pelo ministério e, em último caso, pelo Ministério das Finanças e Administração Pública.
No Correio da Manhã, aqui.

Exportar, garantir emprego...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje um pacote de apoio à economia centrada em medidas de investimento público e no apoio às pequenas e médias empresas e ao emprego, que totaliza 2180 milhões de euros e representa 1,25 por cento do PIB (produto interno bruto, que representa o valor anual de tudo o que é produzido no país).No final do Conselho de Ministros extraordinário que convocou para hoje de manhã, José Sócrates apresentou um pacote estruturado em três pilares: reforço do investimento público, apoio directo à economia com medidas fiscais e incentivos à exportação e apoio ao emprego, onde se inclui um reforço do subsídio de desemprego. Em seguida, passou a palavra a cada um dos três ministros com as principais pastas da área económica.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Medidas orçamentais que visam estimular a economia. Quando as dificuldades são grandes todos se viram para o Estado... Reforço do investimento público, medidas de incentivo à exportação e apoio ao emprego, são a palavras chave deste programa. O resto depende dos protagonistas...

Leonard Cohen - If it be your will

Publicada por José Manuel Dias

Em linha com a Zona Euro

Publicada por José Manuel Dias


No 3º trimestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% em volume face ao trimestre homólogo de 2007, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) que o trimestre anterior. A procura interna continuou a desacelerar, registando um contributo para o crescimento do PIB de 1,2 p.p. no 3º trimestre de 2008 (1,4 p.p. no anterior), em consequência da diminuição do investimento (variação de -1,4% em termos homólogos) que mais que compensou a aceleração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida foi de -0,6 p.p., mais 0,1 p.p. que o verificado no trimestre anterior, tendo-se registado uma desaceleração das Exportações e das Importações de Bens e Serviços.
Fonte: INE, para ver com detalhe clicar aqui.
Este resultado - queda de 0,1% face ao trimestre anterior - não constitui surpresa. Surpresa era continuar a crescer com os nosso principais parceiros em recessão. Resistimos bem. Veremos agora o que nos reserva o plano global para enfrentar a crise que o Ministro nos promete, aqui. Sabemos que a tentação de nos virarmos para o Estado, quando as coisas correm mal, é muito grande mas, a nosso ver, devemos confiar mais em nós do que numa qualquer solução milagreira que alguém nos apresente. Sem revermos os nossos comportamentos, continuando a consumir mais do que o nosso rendimento, o problema persistirá. O Estado pode endividar-se, dando um novo balão de oxigénio à economia, mas, mais cedo ou mais tarde, a factura vai aparecer, seja por via da redução do poder de comprar (aumento da inflação) ou pelo acréscimo de impostos (o que equivale a uma poupança forçada).

Porque é que os professores não querem ser avaliados?

Publicada por José Manuel Dias


Em qualquer profissão há sempre pessoas que sabem que provavelmente ficarão abaixo da média e por isso preferem não ser avaliados. Há também outras que estando próximas da média e sendo avessas ao risco, se puderem escolher, optam por esquemas de promoção por antiguidade, em vez de alternativas de promoção por mérito. A aversão ao risco pode determinar que mesmo profissionais que estão entre os 20% melhores tenham uma forte tendência a ser contra um processo de avaliação que não dê todas as garantias. Nenhum poderá dar, e por isso é natural que 80% de qualquer classe se una contra a imposição de qualquer processo de avaliação. Mais, mesmo os restantes 20% estarão divididos sobre qual o seu método preferido. Os professores não são uma classe especial, que não quer ser avaliada. Pelo contrário, acredito que na maioria das classes profissionais seria fácil obter uma maioria de pessoas contra qualquer método de avaliação, em particular se fosse um método único e imposto de cima para baixo.Então como foi possível introduzir métodos de avaliação noutras profissões? Por uma questão de competitividade. Em todas as áreas, há profissionais que ganham com uma carreira baseada na avaliação de mérito. As instituições que querem atrair estes profissionais têm de promover uma avaliação baseada no desempenho. As que não o fizerem, acabam por ficar sem os melhores profissionais e perdem competitividade. Como sair deste impasse?
Para continuar a ler este artigo de Manuel Caldeira Cabral, publicado no Jornal de Negócios, clicar
aqui.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


As conversas que escuto à minha volta levam-me a crer que a esmagadora maioria das pessoas ainda não percebeu bem a situação em que estamos metidos. Só assim se compreende o espaço que continuamos a conceder a inanidades sem significado.
João Pinto e Castro, aqui.

Rui Veloso - Lado Lunar

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Nada como uma crise...

Publicada por José Manuel Dias


Os norte-americanos continuam utilizar os transportes públicos com números recordes, apesar da queda dos preços do petróleo nos últimos meses nos Estados Unidos, segundo um balanço de uma associação para a promoção dos transportes públicos.
Mais de 2,8 mil milhões de trajectos foram efectuados em transportes públicos no terceiro trimestre de 2008, ou seja um aumento de 6,5 % relativamente ao mesmo período de 2007, segundo um relatório da Associação dos Transportes Públicos Norte-americana (APTA).
Este é mais forte aumento trimestral do tráfego nos transportes públicos nos últimos 25 anos.
O número de quilómetros percorridos por um veículo recuou 4,6 por cento, segundo a autoridade de administração das auto-estradas.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
... para aprender as boas práticas. E em Portugal o que estará a acontecer?

Já estamos no pódio

Publicada por José Manuel Dias


Portugal é já o terceiro país europeu na produção de energia a partir de fontes renováveis, com destaque para a hídrica e para a eólica.
De acordo com os últimos dados da Direcção Geral de Energia e Geologia agora divulgados, à frente de Portugal posicionam-se apenas a Áustria e a Suécia (ver gráfico). Estes dados, porém, reportam a 2006, altura em que do total da energia consumida em Portugal pouco mais de 30% tinha origem em fontes renováveis.
Apesar de ainda não existirem dados comparativos mais recentes, a verdade é que entretanto a produção de energia a partir de fontes renováveis aumentou em Portugal. Assim, em 2007, do total da energia eléctrica consumida no país, 42% teve origem em fontes renováveis.
Fonte: semanário Expresso, aqui.

Prestações mais baixas

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As descidas de juros anunciadas pelo Banco Central Europeu (BCE) têm um impacto directo nas famílias que têm empréstimos. As prestações da habitação deverão descer mais de 25% dentro de um ano, diz o «Jornal de Negócios».
As taxas Euribor estão já a descer, mas continuam longe da taxa directora. O BCE colocou ontem os juros nos 2,50% enquanto a Euribor a seis meses se fixou nos 3,71%, uma diferença superior a 100 pontos base.
Ainda assim, as boas notícias já chegaram às famílias e deverão continuar. Um empréstimo que for revisto em Janeiro deverá registar uma descida da prestação de cerca de 14%, se considerada a taxa Euribor a seis meses fixada ontem nos 3,71%.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

A hora dos psicólogos

Publicada por José Manuel Dias


Lá vai o tempo em que ia a quase todas as conferências. Para verem que tinha sido uma das personalidades convidadas. Para cumprimentar o membro do governo que fazia o discurso de abertura ou de fecho. Se fosse o primeiro-ministro ou ministro da tutela, ficava o mais à frente possível para ele constatar o entusiasmo dos meus aplausos depois da sua intervenção.
Passaram muitos anos. Tornei-me selectivo. São sempre os mesmos. Normalmente, os que subsidiaram o evento. A dizerem o mesmo. É fácil fazer o resumo das suas intervenções antes de abrirem a boca. Às apresentações, falta adrenalina. Não vá o poder ou o patrão ficar incomodado. Não se convidam oradores que possam produzir afirmações impróprias para ouvidos mais sensíveis.
[.../...]
No encontro dos economistas nacionais, já no final, Teodora Cardoso referiu a importância do comportamento da mente humana. Foi ela, no seu deslumbramento, que criou as condições que geraram a actual crise. É ela que está a agravar, pelo pânico, a borrada feita pelos banqueiros. Nos anos de prosperidade, agita a nobre luta ambientalista pela redução do número de automóveis. Mas é a mesma mente que, numa não menos nobre peleja pela manutenção de postos de trabalho, se bate pela não redução dos mesmos instrumentos poluidores. O que mudou não foi a análise económica. Esta esbarra sempre nos misteriosos comportamentos da mente dos agentes económicos. É a análise comportamental que pode ajudar a perceber alguns despistes da economia. Por isso, chegou a hora dos psicólogos. Já agora, acompanhados por psiquiatras, para ajudarem algumas bocas desorientadas que se ouviram nas últimas semanas. Que Deus tenha compaixão delas.
António de Almeida, em artigo de opinião no Expresso, aqui.

The mamas and the papas - California dreamin

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O escritor dos afectos

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O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu hoje aos 81 anos.António Alçada Baptista nasceu em 1927 na Covilhã. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Alçada Baptista tem uma vasta obra literária publicada. Esteve também ligado ao jornalismo e à edição. Foi ainda cronista.Identificado por muitos como “o escritor dos afectos” e um defensor da liberdade Alçada Baptista foi um dos fundadores da revista “O tempo e o Modo”, que marcou gerações. Era ainda editor da Moraes Editora.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Alguns dos seus livros foram meus companheiros. Foram partilhados com quem me pedia um bom livro para ler. Os nós e os laços, Tia Suzana, meu amor e o Riso de Deus estão ali na estante depois de terem passado por muitas mãos. Os afectos contados de uma forma única. Vou ver se descubro a Cor dos dias, o seu último livro.

Party by El Perro Del Mar

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Poupanças fiscais no IRS

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Com o ano a acabar, convém começar a pensar na entrega do IRS. Se conseguir beneficiar das deduções máximas, em cada categoria, poderá poupar mais de 2.500 euros, diz o «Diário Económico».
Entre as deduções mais comuns e fáceis de contabilizar estão as despesas de saúde, educação, habitação e informática. Só estas três últimas permitem uma poupança de 1.517,6 euros no IRS. O número só não é superior porque as despesas de saúde, que não têm limite de dedução, não entram para estas contas.
Diz também o «DE» que os Planos Poupança Reforma (PPR) são também conhecidos pelos benefícios fiscais associados. Existem ainda outros benefícios fiscais associados às energias renováveis, donativos e mecenato ou com investimento em acções, dividendos, juros, entre outros. O ideal é que aproveite ao máximo as deduções e evitar erros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Concertação de estratégias?

Publicada por José Manuel Dias


Presidente eleito norte-americano, Barack Obama, disse hoje que o seu plano para criar, pelo menos, 2,5 milhões de novos empregos inclui o maior investimento em infra-estruturas desde os anos 50 do século passado e um grande esforço para reduzir o consumo de energia do Governo norte-americano.Os Estados Unidos vão ainda promover a expansão do acesso à Internet de alta velocidade e a modernização dos edifícios escolares por todo o país, disse Obama.“Precisamos de acção e acção agora”, disse Obama no programa de rádio semanal do Partido Democrata.
Milhões de empregos poderão vir ainda do “novo investimento em infra-estruturas nacionais”, adiantou Obama, sem precisar montantes. No âmbito deste plano, que prometeu explicar melhor nas próximas semanas, prevê-se a construção ou reparação de estradas e pontes, a modernização das escolas e a sua maior eficiência energética e informática, pondo novos computadores nas salas de aula. Obama quer ligar mais escolas e bibliotecas à Internet e garantir que os hospitais norte-americanas estejam ligados entre si electronicamente.
Fonte: Público, aqui.
O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu esta quarta-feira que o investimento público é "absolutamente essencial" nesta altura de crise financeira internacional e destacou as energias renováveis como uma das principais apostas do Governo.
"Esta é uma daquelas crises que apenas se vive uma vez na vida", afirmou Sócrates, sublinhando que o seu impacto e a sua dimensão "obrigam a tomar medidas de emergência".
"Uma dessas medidas é reforçar o investimento público", acrescentou.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.

Avaliações

Publicada por José Manuel Dias


Havia, pois, uma possibilidade de o PS ter ficado ferido nesta história da avaliação dos professores. No Parlamento, o CDS apresentou um projecto que propunha a suspensão da avaliação. Como se esperava que poderia haver alguns deputados socialistas que não alinhariam com o seu próprio partido (e, de facto, houve: seis que votaram a favor do adversário, uma que se absteve e 13 que faltaram), compreende-se que a oposição se tenha preparado para a votação: "A bancada foi toda mobilizada", disse dos seus Paulo Rangel, chefe dos deputados do PSD. Porém, a moção da oposição perdeu. E lá se gorou uma oportunidade de se beliscar o Governo... E que sucedeu, o que foi? 30 em 75 deputados (40%, um quinhão enorme!) do PSD faltaram ao rebate. Cito Rangel, outra vez: "A bancada foi mobilizada. Depois, cada um assume a sua responsabilidade." Está aí o busílis: a auto-avaliação não funciona. E o que fez a líder do PSD, o que foi? Chamou Paulo Rangel para lhe pedir explicações. Isto é, fez exactamente aquilo que é preciso nas escolas: pedir explicações aos directores quando os professores não funcionam.
Ferreira Fernandes, No Diário de Notícias, aqui.

A queda da inflação

Publicada por José Manuel Dias


Quando os americanos inventaram a ‘subprime’ e a seguir exportaram os produtos tóxicos para todo o mundo, provocando uma queda aparatosa no produto, a mensagem dos bancos centrais foi inequívoca: baixem-se as taxas de juro! Quando o dólar caiu, fazendo subir os preços do petróleo e levando a uma inflação incontrolável, a mensagem inverteu-se: subam-se as taxas de juro! Estava estabelecida a confusão. Com os EUA no centro da crise. Que fazer? Assumindo que a crise viria a tornar-se global, o mais sensato seria que os bancos centrais se entendessem entre si, definindo uma estratégia comum. Mas não. A Reserva Federal americana, privilegiando o crescimento económico, baixou a sua taxa de referência de 5,25% para 1% em poucos meses; o Banco Central Europeu, privilegiando o controlo da inflação, manteve-se firmes nos 4%. E o Japão, que já estava na vizinhança de zero, continuou assim. A confusão aumentava.Estávamos nós neste remanso quando os preços começaram a descer. E a tendência mantém-se. Primeiro o FMI, depois a Comissão Europeia, a seguir a OCDE – toda a gente admite agora que, a uma taxa de inflação da ordem dos 4-5% em 2008, deverá corresponder uma taxa de apenas 1% ou menos em 2010. Com o ‘target’ fixado à volta de 2%. Resultado: o perigo mudou de nome e passou a chamar-se deflação. A pergunta repete-se, agora num filme ao contrário: que fazer?
Daniel Amaral alerta-nos para os perigos da deflação, servindo-se como exemplo do período negro do Japão. A ler na íntegra no Diário Económico, aqui.

Pôr o dinheiro a circular

Publicada por José Manuel Dias


Portugal precisa de investir mas é "em coisas que façam aumentar as exportações" e que, portanto, reduzam o défice da balança de transacções correntes, que atinge qualquer coisa como dois milhões de euros por hora, equivalentes a cerca de 17 mil milhões/ano. E sem isso, o nosso país não resolverá "o ponto mais crítico" da sua economia, adverte Daniel Bessa.
Daniel Bessa, que falava, ontem, ao princípio da noite, numa quinta da vila de Pereira, nos arredores de Coimbra, em mais um dos Encontros Millennium BCP, não especificou, todavia, se os grandes investimentos públicos programados e/ou anunciados pelo governo se enquadram, ou não, na sua perspectiva, naquela estratégia exportadora, mesmo quando questionado, por um dos muitos participantes na sessão. Admite, contudo, que, em relação a este aspecto, "talvez não esteja em linha com o governo". A recessão veio, de resto, pôr a nu esta fragilidade da economia portuguesa (com as importações a superarem as importações), que, sublinha, não é conjuntural, mas "é um problema estrutural". E é tempo, alerta, de "olhar para as questões estruturais".
Depois de se deter sobre as crises, considerando que podem ser entendidas como sendo todas iguais ou diferentes, de acordo com os aspectos que se querem valorizar, Daniel Bessa diz que o essencial da prescrição para a recessão internacional que se vive já foi adoptado, pois as taxas de juro já baixaram. As pessoas ainda não sentem isso, no seu dia-a-dia, nas suas prestações, mas aquelas descidas (adoptadas por instituições tão conservadoras como o BCE, por exemplo) hão-de reflectir-se dentro de algum tempo.
Os spreads ainda não baixaram, é certo, mas chegará a sua vez, acredita Daniel Bessa, sublinhando que, contudo, "há um dado muito negativo" que persiste e tem a ver com o sistema bancário. "O nó górdio continua no sistema financeiro e se não pusermos o dinheiro a circular, não saímos daqui."
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

Aretha Franklin - I Say A Little Prayer

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Yes, we can

Publicada por José Manuel Dias


A avaliação de professores está na ordem do dia e paira actualmente como uma nuvem negra sobre a estabilidade do sistema de ensino português.
Tomando como boas as críticas de muitos professores, em causa está o modelo de avaliação aprovado pelo Ministério, com as queixas a incidirem sobre a burocracia associada ao processo de avaliação e potenciais situações de injustiça, com as inerentes repercussões ao nível do concurso de colocação e da progressão na carreira. O Ministério, por sua vez, defende-se acusando os críticos de não proporem um modelo de avaliação alternativo.

Estão assim criadas as condições para um extremar de posições, que em nada contribuirá, muito pelo contrário, para a serenidade que a função educativa exige.
Não admira, pois, que, na Conferência do Fórum para a Liberdade de Educação que teve lugar ontem (quarta-feira, 12/11/2008) na Fundação Gulbenkian sobre “A Reforma do Sistema de Ensino da Nova Zelândia”, a avaliação de professores merecesse uma atenção especial por parte dos presentes.
Se a razão de ser das perguntas era óbvia, a simplicidade das respostas desarmou a assistência. É que na Nova Zelândia não existe um sistema de avaliação centralizado.
[.../...]
Soa a utopia, e sem dúvida que vem dos antípodas, mas o sistema de ensino neozelandês nem sempre foi assim. Simplesmente, há 20 anos, este país teve a coragem de fazer a reforma que verdadeiramente importava: acabou com a maior parte das direcções centrais e todas as direcções regionais de educação e devolveu as escolas às comunidades locais. Se dúvidas houvessem, os dados do PISA-OCDE colocam a Nova Zelândia no topo, quer no que concerne a literacia quer no que concerne a numeracia. E claro, é escusado gritar contra o ministério da educação, este ou qualquer outro, pois este foi quem mais perdeu poder com a reforma: o poder passou para as escolas e o conselho de administração das escolas é maioritariamente composto por personalidades eleitas pelos pais dos alunos. De uma simplicidade desconcertante, mas que explica a qualidade do ensino neozelandês.
Se eles conseguiram, porque é que nós não conseguimos também? Creio que podemos e devemos dizer “Yes, we can!”
Fernando Adão da Fonseca, dá-nos nota das reformas promovidas pelo governo neozelandês em ordem a melhorar a qualidade do seu ensino. Um artigo imperdível que poder ser lido na íntegra no site da Sedes, aqui. Uma reforma que, a ser aplicada no nosso país, pacificaria rapidamente o sector.

O vizinho do lado

Publicada por José Manuel Dias


Há uma piada recorrente na área da economia. Quando o seu vizinho perde o emprego, temos um abrandamento económico. Se quem perde o emprego é você, estamos perante uma recessão. Mas, a partir do momento em que o visado é um economista, o problema agudiza-se e transforma-se em depressão. Lembrei-me desta piada quando olhava para as perspectivas que hoje enfrenta o desemprego espanhol. Se o leitor passar por Espanha, evite diálogos com economistas: pode ficar deprimido.
[.../...]
Perguntará aqui o leitor: muito bem, o vizinho do lado está em apuros – que temos nós a ver com isso? Não temos, mas temos. Eu explico: as exportações são um dos principais motores do nosso desenvolvimento económico; na sua grande maioria, os produtos são canalizadas para a Europa; e a Espanha é o maior dos nossos compradores, com mais de 30% do total. Sucede que, devido à crise, a opção espanhola é agora por cortes brutais nas importações. Estão a ver como é que a crise deles é a nossa crise? Com isto regresso à piada com que iniciei esta crónica. É verdade que, para já, só o nosso “vizinho” é afectado, o que não parece grave. Mas o mais provável é que surja um efeito “ricochete” que nos atinja a “nós”. Com a agravante de que todos temos uma costela de “economista”. O melhor é irmos interiorizando a ideia de que a tormenta é ibérica e já vem aí. Próxima etapa: estagnação económica, desemprego elevado, salários baixos e decrescentes.
Daniel Amaral, em artigo de opinião no Diário Económico, para ler na íntegra aqui.

Até tu, Suécia?!

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com dados publicados no Financial Times a Suécia entrou em recessão. As previsões incluem o agravamento da recessão em 2009, com um decréscimo do produto de 1,6%, e uma taxa de desemprego de quase 10% em 2010. Ninguém está imune aos efeitos da crise...

Aventuras? Nem pensar!

Publicada por José Manuel Dias


Os Estados Unidos estão oficialmente em recessão económica desde Dezembro de 2007, de acordo com um relatório apresentado hoje pelo Gabinete Nacional de Investigação Económica (NBER), organismo que data oficialmente o princípio e o fim dos ciclos económicos. Contudo, o anúncio oficial veio agravar a baixa que a Bolsa de Wall Street sofria desde a sua abertura.
Este período de recessão em que se entrou em 2007 deve-se ao que os analistas denominaram como a crise do “subprime”, ou seja, dos créditos hipotecários de risco. Ainda segundo o NBER, uma recessão traduz-se por uma “baixa significativa da actividade económica que se espelha através da economia, e é normalmente visível na produção, emprego, rendimento real”, entre outros indicadores.
Fonte: Público, aqui.
Se a maior potência económica mundial está em recessão, temos razões de sobra para ser contidos. Há que ser prudente, dar valor à segurança e gerir com parcimónia os nossos recursos. Aventuras? Nem pensar!

Mil vagas

Publicada por José Manuel Dias



Espírito de liderança, dinamismo e resistência são as características que os candidatos à Bolsa Virtual de Emprego devem possuir para agarrar as cerca de mil vagas disponíveis a partir de terça-feira .
Em entrevista à agência Lusa, o director-geral do Universia Portugal, organizadora do evento, afirmou que as vagas que estarão disponíveis em ambiente virtual são sobretudo destinadas a candidatos recém-licenciados e candidatos ao primeiro emprego.
Com o objectivo de colmatar esta falta de lugares qualificados disponíveis no mercado de trabalho, a Universia Portugal arrancou em 2007 com a ideia de criar uma bolsa de emprego on-line, que junte grandes empresas, universidades e institutos e crie oportunidades de emprego. «Queremos ser uma referência no emprego em Portugal» , disse.
Para aceder, basta fazer o registo on-line na feira, que decorre até dia 16,
aqui, universia.pt e começar a navegar.
Fonte: Semanário Sol, aqui.

3.998

Publicada por José Manuel Dias


É o número de visitas efectuadas ao Cogir (Cogitar+Agir) durante o mês de Novembro. Lisboa, Coimbra, Aveiro, Santarém, Benavente, Porto, Braga, Évora, Matosinhos, Amadora, Maia, Ílhavo, Braga, Eixo, Abrantes, Seia, Maia, Pardilhó, Arcozelo, Almada, Guarda, Ponta Delgada, Castro Daire, Funchal, são as localidades dos últimos visitantes portugueses. Brasil, USA, Moçambique, Angola, Espanha, Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica, Cabo Verde, Suiça, Luxemburgo, Argentina, são os países que mais têm contribuido para as visitas. O meu obrigado a todos os que por aqui têm passado.

Hyubris - Canção de Embalar

Publicada por José Manuel Dias

Português calça escandinavos

Publicada por José Manuel Dias


A neve e o frio escandinavos "alimentam" há duas décadas os negócios da Ten Points, uma empresa luso-sueca que vende 300 mil pares de sapatos e factura quase 5,5 milhões de euros por ano. Fundada por António Gonçalves, que aos 18 anos foi para a Suécia atrás de um amor, a Ten Points cria e vende no mercado escandinavo sapatos de "média qualidade", na maioria produzidos em Portugal. Os sapatos são feitos em fábricas de Felgueiras e S. João da Madeira e, há quatro anos, a empresa abriu uma filial em Viana do Castelo para dar acompanhamento às produções e colecções. "Como sou português tenho dado prioridade ao meu país onde fazemos 95%" dos sapatos da marca Ten Points, diz António Gonçalves diantando que a empresa tem clientes na Suécia, o seu mercado principal, Finlândia, Estónia, República Checa, Hungria e Dinamarca.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.

Lá, big is beautiful, e cá?

Publicada por José Manuel Dias


O banco privado alemão Commerzbank anunciou que chegou a acordo para a compra dos restantes 40 por cento do Dresdner Bank AG e toma o controlo do banco já a partir de Janeiro, meses antes do previsto.
Os responsáveis do Commerzbank chegaram a acordo com a seguradora Allianz SE, dona do Dresdner Bank AG, para a compra dos restantes 40 por cento do banco, num negócio avaliado em 1,4 mil milhões de euros, avança a «Lusa».
O Commerzbank comprou 60 por cento do Dresdner Bank em Agosto.
O novo banco juntará 11 milhões de clientes privados e uma rede de 1.200 dependências bancárias na Alemanha, transformando-se assim no maior banco alemão em termos de dependências e clientes, destronando o Deutshe Bank.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

A estratégia do escorpião

Publicada por José Manuel Dias


O escorpião, como não sabia nadar, sugeriu a um sapo que atravessasse o rio levando-o a ele de boleia nas suas costas. O sapo a princípio ficou desconfiado, pois temia receber uma ferroada, mas pensou que isso seria impossível, pois assim ambos morreriam, já que o escorpião necessitava dele para chegar ao outro lado da margem.
Quando estavam no meio do rio, o escorpião sem conseguir controlar-se lança uma ferroada no sapo e este ao perceber que estava a morrer, pergunta:- Mas porquê, assim também vais morrer?Ao que o escorpião respondeu:- Não me consigo controlar, é da minha natureza.
Lembrei-me desta velha fábula a propósito desta notícia do DN, aqui. Alguns acreditaram que as reuniões entre os sindicatos e Ministério da Educação podiam resolver o impasse na avaliação de desempenho dos professores. De facto, pouco ou nada avançou. O Ministério mostrou receptividade para negociar flexibilizando o modelo de avaliação mas os Sindicatos insistem que o Modelo deve ser suspenso e substituido -pasme-se! - pela auto-avaliação. Neste enquadramento torna-se difícil ter um diálogo sério porque uma das partes apenas está interessada em defender os seus interesses e sabe que é a conflitualidade que alimenta a sua força. Perdem os professores, que vêem degradada a sua imagem perante a opinião pública, como bem explica Henrique Monteiro no Expresso desta semana, perdem os estudantes e perde o País.

Euribor em queda

Publicada por José Manuel Dias


A taxa Euribor( junção das palavras Euro Interbank Offered Rate ) está em queda. O gráfico ao lado representa a evolução da Euribor 6 Meses nos últimos 33 dias úteis. Em todos esses dias a Euribor 6 Meses (taxa de referência para depósitos a 6 meses entre instituições bancárias) desceu. Uns dias mais, noutros dias menos, mas em 33 dias úteis consecutivos esta taxa baixou sempre. Nunca, nos seus quase 9 anos de história, a Euribor 6M tinha tido um movimento recorrente (de subida ou de descida) tão prolongado como o actual. São boas notícias para quem tem crédito habitação. Prestações mais baixas nos próximos meses.

Aprender fazendo

Publicada por José Manuel Dias


Anda para aí uma data de gente a tentar descobrir como ganhar dinheiro com a Internet. A Benedita já descobriu. Outra coisa não seria de esperar dela, que ganhou o seu primeiro dinheiro com sete anos a vender chupa-chupas de caramelo, que confeccionava em casa, às colegas da escola primária (na altura não havia ASAE).E foi continuando a fazer pela vida. No secundário, vendia pulseiras e brincos feitos com missangas. Já na faculdade, deixou de ter as colegas como mercado e foi modelo publicitário. "Ganhava rios de dinheiro" a anunciar coisas tão pouco sexy como panelas. Este espírito empreendedor, que vinha no seu código genético (é filha de um comandante da TAP e de uma doméstica), manifestou-se na rapidez com que tomou a decisão que mudou a sua vida. Melhor aluna da escola, com média de 18,5 valores no secundário, toda a gente achava (incluindo ela) que devia ir para Medicina. Mas, na hora da inscrição) mudou de ideias e empancou a bicha.
Para continuar a ler, este artigo de Jorge Fiel, no Diário de Notícias de hoje, clicar
aqui.

Coldplay - Viva la vida

Publicada por José Manuel Dias

Boas Notícias

Publicada por José Manuel Dias


A taxa de inflação portuguesa deverá registar uma queda significativa no ano que vem, de acordo com as previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Na revisão das suas projecções macroeconómicas, a entidade espera que a taxa de inflação nacional se situe este ano, nos 2,8%. Mas, no ano que vem, a taxa deverá cair para menos de metade, recuando até aos 1,3%.
Em 2010 deverá registar-se uma nova e ligeira recuperação da taxa para 1,6%.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.

O Euro e a crise financeira

Publicada por José Manuel Dias


Tanto Gordon Brown como o recém-eleito Barack Obama já apontaram os caminhos do futuro próximo: grandes investimentos do Estado, seja na saúde ou na educação, caso de Brown, seja em infraestruturas e energias alternativas, no caso de Obama; ajudas do Estado às famílias, em especial às mais desfavorecidas; descidas de impostos, seja sobre o rendimento – Obama – seja o IVA – Brown – e apenas uma mais ou menos simbólica subida dos impostos para os mais ricos, promessa de ambos. Em resumo, o Estado como motor da economia para combater a recessão. Medidas keynesianas, no espírito e na forma, rompendo com a tradição dos últimos vinte ou trinta anos de pouca intervenção do Estado. Quais serão as consequências destas políticas é ainda cedo para saber.
Domingos Amaral, em artigo de opinião no Diário Económico, para ler na íntegra aqui.

Aprender com os melhores

Publicada por José Manuel Dias


O Prémio Nacional de Professores foi atribuído a Jacinta Moreira, professora de Biologia e Geologia na Escola Secundária Carolina Michaëlis, no Porto.
O Prémio de Mérito Carreira foi atribuído a Afonso Rema, professor de Português e de Francês na Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares.
O Prémio de Mérito Inovação foi atribuído a Carlos Pinheiro, coordenador do Centro de Recursos Educativos na Escola Básica 2, 3 Padre Alberto Neto, em Rio de Mouro.
O Prémio de Mérito Liderança foi atribuído a João Paulo Mineiro, presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária com 3.º Ciclo Quinta das Palmeiras, na Covilhã.
O Prémio de Mérito Integração foi atribuído a José Alves Rocheta, professor de Educação Tecnológica na Escola Básica 2, 3 com Ensino Secundário Dr. Azevedo Neves.
Fonte: Ministério de Educação, aqui.
Copiar as boas práticas pode ser um bom caminho para melhorarmos a Escola Pública. Professores que sabem que "só o excelente é suficiente". Precisamos de bons exemplos para que os menos capazes aprendam. Existe um grande caminho pela frente. Precisamos de uma Escola Pública melhor !

Olhando os outros...

Publicada por José Manuel Dias


A recessão económica que irá afectar Portugal no próximo ano será menos acentuada do que a média da Zona Euro, penalizada essencialmente pela contracção da Alemanha, França e Espanha, conclui as previsões económicas de Novembro da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A economia portuguesa deverá se contrair 0,2 por cento no próximo ano, depois de um crescimento moderado de meio por cento este ano. A Zona Euro terá uma contracção do Produto Interno Bruto de 0,6 por cento, pressionada pelas quedas do produto na Alemanha (0,8 por cento), França (0,4 por cento) e Espanha (0,9 por cento).
Fonte: Jornal Público, aqui.
Para o próximo a economia da Zona Euro vai ter crescimento negativo de 0,6%, enquanto que o PIB português sofrerá uma diminuição de 0,2%. Para os adeptos das más notícias é uma má notícia Portugal ter uma previsão menos negativa que os restantes países da Zona Euro.

Coisas imorais

Publicada por José Manuel Dias


O pano de fundo um caso real explica-se em poucas linhas: um sindicato de profissionais de educação é réu numa acção. Como testemunhas, o sindicato arrola dez pessoas. Em audiência, as testemunhas são, todas elas, impugnadas pela parte contrária, por pertencerem à direcção do mesmo sindicato e, nessa medida, se encontrarem impedidas de depor enquanto tal.
Para decidir o incidente, o tribunal ordena a junção aos autos de cópia dos estatutos do sindicato e do elenco da sua direcção.Juntos estes elementos, apura-se que a direcção é o órgão executivo máximo do sindicato, sendo composta por 667 membros efectivos (2,9 vezes o número de deputados à Assembleia da República) e oito suplentes!
[.../...]
A história, evidentemente imoral, não acaba aqui.
Ou seja, na prática, dos 667 funcionários do Estado que integram formalmente a direcção do sindicato, só uma meia-dúzia é que efectivamente exerce as funções executivas necessárias à governação. Os restantes limitam-se a dar o nome e a ceder os seus créditos para que os primeiros possam dedicar-se em permanência à sua nobre missão sindical, mas continuando o Estado – ou seja, eu, o leitor, todos nós – a pagar o seu ordenado, todos os meses, ano após ano.Não é ilegal, pelo contrário. Mas nem por isso deixa de ser escandaloso. E parece que a história não acaba aqui…
Filipe Fraústo da Silva, Jornal de Negócios, aqui.

Crédito fácil vai ser mais difícil

Publicada por José Manuel Dias


As ofertas de crédito chegam pelo telefone, por SMS, carta ou até em formato de cheque. As estratégias não são novas, mas surpreendem na actual conjuntura. Até ao final do ano, vai haver novas regras na publicidade a produtos de crédito, avança o «Jornal de Notícias».
«Não faz sentido que numa altura em que a liquidez é escassa e o malparado aumenta, se mantenham estas estratégias agressivas de atribuição de créditos». A frase é do presidente da Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (Sefin), António Almeida, e é subscrita pela especialista da Deco em questões de endividamento, Natália Nunes. Nos últimos meses, têm-se acentuado campanhas de oferta de crédito, que chegam aos consumidores por carta, telefone, SMS ou através do envio de «cheques» e de cartões de crédito.
Mas a publicidade a produtos e serviços financeiros, nomeadamente ao crédito, vai passar a ter de observar regras mais apertadas. Ao que o mesmo jornal apurou, está para publicação dentro de muito pouco tempo um aviso do Banco de Portugal que vai aumentar a transparência das campanhas.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
A ideia parece interessante mas a verdadeira resposta tem que ser dada pelos consumidores, através de uma inversão dos padrões de comportamento. O "se quero, tenho (com crédito)", deve ser substituído pelo "se quero, poupo, para comprar a pronto". E quem não tem dinheiro...

Bee Gees - Stayin' Alive

Publicada por José Manuel Dias

Fim das letras pequenas nas apólices de seguro

Publicada por José Manuel Dias


A partir de 1 de Janeiro de 2009, as cláusulas das apólices, dos vários ramos seguradores, que digam respeito às coberturas, às condições e aos deveres inerentes às companhias e aos segurados devem ser redigidas em caracteres destacados e de maior dimensão que os restantes.
O
Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de Abril, procede “a uma consolidação do direito do contrato de seguro vigente, tornando mais acessível o conhecimento do respectivo regime jurídico, esclarecendo várias dúvidas existentes, regulando alguns casos omissos na actual legislação e, obviamente, introduzindo diversas soluções normativas inovadoras”.
Fonte: Portal de Cidadão.
Uma medida que se aplaude e que contribui para que o segurês seja mais compreensível por todos. Claro que o papel de consultor ou mediador de seguros não deve ser negligenciado. Um profissional independente que esclarece e ajuda os seus clientes na escolha dos melhores produtos das seguradoras, sem cobrar qualquer custo pelo seu serviço. É remunerado pelas seguradoras em função do trabalho que desenvolve. É o defensor dos seus clientes, estuda e conhece outras alternativas de garantias e preços e está disponível para apresentar sempre as melhores respostas para as suas necessidades. Para além da consultadoria financeira e de gestão, desenvolvemos, também, a actividade de consultor em seguros. Sabemos que existe uma preocupação crescente nos particulares e nas empresas: melhorar, em termos de coberturas e preço, a gestão dos respectivos seguros. Será possível alcançar melhor? Há que fazer uma análise adequada mas na maioria dos casos, sim.

Peter Gabriel - Downside up

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De contentes...

Publicada por José Manuel Dias


O ministro do Trabalho reagiu esta sexta-feira à manifestação da Função Pública a reivindicar maiores aumentos salariais recordando que a actualização de 2,9 por cento proposta pelo Governo é a maior dos últimos anos. Segundo a agência «Lusa», Vieira da Silva, que falava à margem da cerimónia como que foi assinalado em Lisboa o 2º aniversário da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), salvaguardou que a questão é tutelada pelo seu colega das Finanças, mas defendeu que a actualização de 2,9 por cento é possível «porque o País está numa situação melhor» do que em anos anteriores. A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública pretende uma revisão salarial na ordem dos 3,5% contra a proposta governamental de 2,9%, tendo por base uma previsão de inflação de 2,5%.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
O maior aumento dos últimos 5 anos - 2,9% - leva para a rua 25.000 manifestantes. Não estão satisfeitos, apesar do "generoso aumento ditado por razões eleitoristas", para usar os termos da oposição ao governo. O acréscimo real dos salários é, segundo dizem, insuficiente. A questão é saber se é possível suportar aumentos quando as receitas fiscais tendem a diminuir com o arrefecimento da economia. Deveriam dar-se por felizes, pois, como diz a minha tia Manuela "recebem a tempo e horas e o patrão não falha". De contentes dói-lhes os dentes, diz ela.

Não são funcionários públicos

Publicada por José Manuel Dias


A fábrica de Cacia do grupo Renault voltou a suspender na passada segunda-feira a produção e não renovará os contratos a termo de três dezenas de trabalhadores, disse a administração à comissão de trabalhadores. Segundo Francisco Costa, da comissão de trabalhadores, a crise no sector automóvel está a preocupar os que trabalham na fábrica de Cacia, mas a administração disse não estarem em perspectiva despedimentos de pessoas do quadro.
De acordo com o representante dos trabalhadores, "o que foi comunicado pela administração é que não vão ser renovados, no final deste ano, três dezenas de contratos a termo, havendo ainda outros trinta contratados nessas condições cujo vínculo expira no próximo ano".
Na reunião foi também analisado o calendário de paragens da produção para não acumular 'stocks'. A fábrica de Cacia tem actualmente cerca de 1100 trabalhadores e é a segunda maior unidade do sector automóvel em Portugal, logo a seguir à Autoeuropa.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.
Estes não constestam as avaliações, nem se importariam de continuar a cumprir com os objectivos fixados. O mercado é, no entanto, determinante. A quebra de vendas repercute-se na produção e na mão de obra necessária. Ajustamentos inevitáveis. Os que ficam devem continuar a assegurar a produtividade requerida. Existem profissionais da Administração Pública que não sentem, ainda, a necessidade de melhorar a eficiência atenta a restrição de recursos financeiros. Questão de tempo.

Sim, mas...

Publicada por José Manuel Dias


A economista Teodora Cardoso disse hoje que vai ser preciso obrigar os bancos a concederem crédito. No entanto, a especialista avisa que não se pode "cair numa situação em que se financia tudo, com os bancos a aguentar as perdas".
"Vai ser necessário obrigar os Bacos a fazerem aquilo para que servem" disse Teodora Cardoso na Conferencia Anual da Ordem dos Economistas, citada pela Lusa."Os governos estão conscientes disso", acrescentou a especialista, avisando que não se pode "cair numa situação em que se financia tudo, com os bancos a aguentar as perdas". A reputada economista defendeu que é preciso desenhar uma política para que os créditos concedidos "financiem finalidades que melhorem a produtividade e a eficiência da economia".
Fonte: Diário Económico, aqui.
Uma abordagem interessante que foi objecto de reflexão numa das nossas últimas aulas: como se pode estancar o crescimento do crédito vencido? Reforçando a selectividade, melhorando garantias, avaliando de modo adequados os potenciais utilizadores de crédito e privilegiando finalidades que assegurem adequados retornos e tornem as economias mais competitivas foram algumas das sugestões. Podemos, então, dizer que os futuros bancários já estão despertos para os novos paradigmas de análise de risco.

Reformular os hábitos (*)

Publicada por José Manuel Dias


O consumo privado é a componente mais resistente do crescimento. O Banco de Portugal prevê mesmo que o consumo cresça 1,4%, o que representa um abrandamento de apenas 0,1% em relação ao ano anterior, uma situação anormal em contexto de crise financeira e económica.
A situação não deve, contudo, ser sustentável no longo prazo, uma vez que o consumo continua bastante alicerçado no crédito ao consumo e não no crescimento do rendimento disponível. O BdP lembra até que a elevada inflação sentida em 2008 teve um impacto de peso nos orçamentos familiares, pressionando ainda mais as despesas.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Fala-se em crise mas o consumo não abranda. Não há dinheiro? Pede-se emprestado. Como o endividamento das famílias continua a subir, a conclusão parece simples: mais crédito vencido, mais trabalho para os consultores financeiros, reformularem as dívidas, ajustando os planos de pagamento às efectivas disponibilidades dos clientes. Só há uma maneira de inverter esta realidade: poupar e consumir menos. Alguns estão a demorar a aprender mas não há volta a dar: vão ter que reformular os hábitos de consumo.

Ainda a avaliação de professores

Publicada por José Manuel Dias


Os professores têm direito à contestação e à luta. Como todos os cidadãos. Isso não impede que, quanto à apreciação da legitimidade dos métodos, haja uma diferença entre defender direitos e liberdades fundamentais ou defender interesses especificamente profissionais. Certos métodos, mesmo extremos, podem justificar-se plenamente no primeiro caso: até a revolução é admissível. Mas os critérios serão outros para defender causas profissionais: o direito ao boicote, à desobediência, ao desrespeito pela lei, não encontra a mesma justificação neste caso. E essa desproporção de meios está a acontecer neste caso. O boicote orquestrado ao funcionamento normal das escolas, em desafio à legalidade e mesmo aos acordos firmados livremente, incluindo o clima de insulto generalizado, é desproporcionado como meio de reivindicação profissional em democracia.
Diz-se, por vezes, que os professores e as escolas são auto-motivados, e há aí uma parte de verdade. O conceito de comunidade escolar não é (embora na boca de certos dirigentes sindicais possa parecê-lo) uma ficção hipócrita. A motivação dos professores resulta em larga medida da estima dos pares, do desenvolvimento profissional e da sensação de pertença a um grupo de pessoas irmanadas num mesmo propósito – em suma, de uma cultura partilhada.Sucede, porém, que a comunidade escolar não pode nem deve viver em roda livre. Ela tem por força que prestar contas perante os alunos, as famílias e o país (representado pelo governo) e é aqui que entra o tema da avaliação. Para que as coisas melhorem, as normas internas de auto-regulação (as únicas que agora existem) têm que ser complementadas com normas externas e depois transformadas em função delas.
Ao contrário dos mineiros os professores têm emprego fixo, razoavelmente remunerado e, pelo menos até há poucos anos, era um emprego que permitia ter tempo para dar mais atenção aos filhos ou mesmo para ter uma segunda actividade, nem que fosse dar explicações a muitos contos à hora e sem pagar imposto. Tanto quanto se sabe as escolas não vão fechar, os professores não vão ganhar menos nem correr o risco de ser despedidos, mas já quem pense em fazer greve às avaliações, provocando o colapso de todo o sistema de ensino, dizem que em defesa da escola pública.

Roma Antiga

Publicada por José Manuel Dias

Uma viagem pela Roma Antiga através do Google Earth. Desde o Coliseu ao Ludus Magnum, ao todo são 6700 edifícios em três dimensões, recriados a partir dos relatos sobre o ano de 320 depois de Cristo, no reinado do imperador Constantino. Uma visita graças à informação do Expresso, aqui. Imperdível!

E Marte aqui tão perto

Publicada por José Manuel Dias


Uma empresa portuguesa está a desenvolver tecnologia para a próxima missão a Marte. A HPS Portugal vai coordenar o desenvolvimento de um material para protecção térmica dos veículos a serem utilizados na próxima missão da Agência Espacial Europeia (European Space Agency-ESA) ao planeta vermelho. A próxima missão da ESA a Marte tem como objectivo recolher amostras do solo marciano, que posteriormente serão enviadas para a Terra. Durante a reentrada atmosférica, a sonda necessita de material resistente às altas temperaturas. A empresa portuguesa que está com este projecto é detida pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) e pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, GmbH.
Fonte: Jornal Público aqui.

Inflação em queda

Publicada por José Manuel Dias


Em Outubro de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 2,3%, oito décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Setembro de 2008. Com estes números torna-se muito mais provável o cenário da inflação em 2008 fechar o ano mais próximo dos 2,8% do que dos 2,9%. Boas notícias para todos nós.

Líderes

Publicada por José Manuel Dias


O tempo de crise constitui um período rico para olhar o que se diz sobre a liderança. A razão é simples: os líderes ficam mais expostos durante os tempos adversos e a disponibilidade para os seguir aumenta. Dois perfis de liderança têm sido particularmente salientes durante os tempos difíceis, mas há outros.
Miguel Pina e Cunha, em artido de opinião no Jornal de Negócios, aprsenta-nos os vários tipos de liderança, concluindo " o mundo é feito de aprendizagens e erros, de humildade e de arrogância, de tempos bons e tempos maus. A economia de mercado espelha a vida tal como ela é, feita de pessoas melhores e piores, umas bem e outras mal-intencionadas. Mas trabalha com a realidade, e não com fantasias totalitárias que se recusam a aceitar que a imperfeição do mundo é parte da sua beleza".
Para ler na íntegra, clicar
aqui.

Keith Jarret - Autumn leaves

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Uma de duas coisas

Publicada por José Manuel Dias



...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é unútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta data.

Portugal escapa a recessão

Publicada por José Manuel Dias


O Produto Interno Bruto (PIB) português terá crescido 0,7% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2007, conforme mostram as estimativas rápidas avançadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Eudora RibeiroDe acordo com os mesmo dados, a economia portuguesa terá registado um crescimento nulo, entre Julho e Setembro, em comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 0,3%.
Este comportamento fica em linha com as estimativas da maior parte dos economistas ouvidos pelo Diário Económico, que esperavam que os dados do INE revelassem hoje uma estagnação da economia, apontando para uma variação entre um crescimento de 0,1% e uma contracção de 0,5%, em termos trimestrais.
Já ao nível da variação homóloga, os peritos apontavam para um crescimento da economia portuguesa entre 0,6% e 0,8%, entre Julho e Setembro.
A economia portuguesa resiste assim a um cenário de recessão técnica, que consiste na retracção do PIB durante dois trimestres consecutivos, e também ao cenário de contracção que já se verifica em vários países da Zona Euro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O Público prefere um título "aterrador": "Portugal estagna no 3º trimestre", baseando-se no crescimento nulo no 3º trimestre. Desvaloriza, no entanto, que o conjunto de países da Zona Euro regista um crescimento negativo de 0,2%. Neste contexto, poder-se-á dizer que Portugal está a resistir muito bem.

Atenção à envolvente externa

Publicada por José Manuel Dias


Numa altura em que o sector automóvel está á beira do colapso, os fabricantes de motos conseguem ter alguma margem de manobra para crescer. Os preços baixos e a rápida mobilidade que permitem em centros urbanos estão a ajudar as vendas das ‘scooters’. Até Outubro, o mercado de ciclomotores subiu 14,6% enquanto que as motas (cilindrada superior a 50 cc) assinalam uma clara estagnação (-0,6%). “Admitimos que tenha havido alguma transferência de mercado dos motociclos [mais de 50 cc] para os ciclomotores [até 50 cc], mas globalmente é um sector que está a conseguir atrair novos clientes que não possuem condições económicas para comprar carros”, diz ao Diário Económico, aqui.

Obamania

Publicada por José Manuel Dias


"Há só uma coisa. Em troca de melhores salários os professores têm de ser mais responsabilizados pelo seu desempenho - e os distritos escolares devem dispor dos meios para se livrarem dos professores incompetentes. Até agora os sindicatos de professores têm resistido à ideia de indexar os salários ao desempenho..."
Barak Obama, in Audácia da Esperança [via blogue do Professor Carlos Santos]


Too many of my yesterdays - Peter Hammill

Publicada por José Manuel Dias

A terra a quem a trabalha?

Publicada por José Manuel Dias


Professores e avaliação. Um argumento muito ouvido por estes dias é o seguinte: "tantos professores na rua, devem ter razão". Quer dizer: por uma classe ter por larga maioria uma determinada posição sobre um determinado assunto da comunidade nacional, essa posição deve ser correcta. E devemos aceitar essa posição. Ora, a quantidade não se transmuta em qualidade só por si. Um erro, por ser maioritário, não passa a coisa certa por alquimia.Objecta-se: mas, como estamos em democracia, temos muitas vezes de aceitar o ditame da maioria, mesmo quando tenhamos razões para crer que a maioria está errada. Em democracia os iluminados não têm um lugar reservado. Certo. De acordo. Só que o problema não é esse.O problema é que, sobre problemas da comunidade como um todo, a maioria que interessa é a dessa comunidade como um todo. É ao país que cabe decidir o que fazer no sistema público de educação. Não é aos profissionais do sector. Alguns escandalizam-se quando se acusam os professores de corporativismo. Ora, o corporativismo incorpora precisamente esse raciocínio: pensar que o grupo encarregue profissionalmente de um dado sector é que deve decidir como esse sector se organiza. Mas isso está errado. É à comunidade como um todo que cabe essa decisão. E, em democracia, isso faz-se escolhendo maiorias parlamentares e governos.No tempos do PREC, quando estava na moda o slogan "a terra a quem a trabalha", eu tinha um professor (de História, lá em Aveiro) que uma vez disse numa aula: "a terra a quem a trabalha", não; "a terra a quem trabalha", sim. Aí estava a diferença essencial que continua em cima da mesa. A diferença que faz uma sociedade democrática onde as decisões políticas cabem ao conjunto da comunidade e não "a uma classe", qualquer que ela seja. Não é "quem está com a mão na massa" que decide que pão fazer - quando a massa e a fome é de todos.E nada disto é contra a "concertação", "negociação", o que quiserem chamar-lhe. Porque não pode haver verdadeira negociação em bases conceptuais podres.

Ensinar a poupar

Publicada por José Manuel Dias


Uma simples ida ao supermercado pode ser útil para o seu filho se ir habituando ao valor do dinheiro. A partir do momento em que a criança entra para a escola primária pode dar-lhe uma pequena quantia para, por exemplo, comprar o lanche. “Apesar de não podermos definir uma idade ideal, podemos afirmar que antes da entrada para o ensino básico pensar em dotar as crianças da ideia da responsabilidade ou de valor do dinheiro é uma ideia ilusória", diz o psicólogo Vasco Soares.
António Sarmento, em artigo no Diário Económico que pode ser lido na íntegra aqui, dá excelentes dicas para ensinar as crianças a poupar:
O que devo fazer para ensinar quais os gastos indispensáveis e os superfluos? Como é que deve ser feita a responsabilização do dinheiro?Devo vincular a mesada ao rendimento escola?É útil planear um orçamento familiar? São apenas algumas das questões que procura dar resposta.

Avaliação de professores sem contestação?

Publicada por José Manuel Dias


O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com “bom” os professores em exercício no arquipélago. “Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom”, determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que “o presente diploma entra imediatamente em vigor”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Não é esta a avaliação que os bons professores desejam. Há que diferenciar desempenhos. Uma escola pública com qualidade exige avaliações sérias! Os sindicatos não protestam contra "este tipo de avaliação"? Admito que não. Afinal queixam-se que a avaliação obriga a "muita papelada", com esta avaliação só é preciso um papel: o da portaria 165-A!