Em qualquer profissão há sempre pessoas que sabem que provavelmente ficarão abaixo da média e por isso preferem não ser avaliados. Há também outras que estando próximas da média e sendo avessas ao risco, se puderem escolher, optam por esquemas de promoção por antiguidade, em vez de alternativas de promoção por mérito. A aversão ao risco pode determinar que mesmo profissionais que estão entre os 20% melhores tenham uma forte tendência a ser contra um processo de avaliação que não dê todas as garantias. Nenhum poderá dar, e por isso é natural que 80% de qualquer classe se una contra a imposição de qualquer processo de avaliação. Mais, mesmo os restantes 20% estarão divididos sobre qual o seu método preferido. Os professores não são uma classe especial, que não quer ser avaliada. Pelo contrário, acredito que na maioria das classes profissionais seria fácil obter uma maioria de pessoas contra qualquer método de avaliação, em particular se fosse um método único e imposto de cima para baixo.Então como foi possível introduzir métodos de avaliação noutras profissões? Por uma questão de competitividade. Em todas as áreas, há profissionais que ganham com uma carreira baseada na avaliação de mérito. As instituições que querem atrair estes profissionais têm de promover uma avaliação baseada no desempenho. As que não o fizerem, acabam por ficar sem os melhores profissionais e perdem competitividade. Como sair deste impasse?
Para continuar a ler este artigo de Manuel Caldeira Cabral, publicado no Jornal de Negócios, clicar aqui.
Mais de 2,8 mil milhões de trajectos foram efectuados em transportes públicos no terceiro trimestre de 2008, ou seja um aumento de 6,5 % relativamente ao mesmo período de 2007, segundo um relatório da Associação dos Transportes Públicos Norte-americana (APTA).
Este é mais forte aumento trimestral do tráfego nos transportes públicos nos últimos 25 anos.
O número de quilómetros percorridos por um veículo recuou 4,6 por cento, segundo a autoridade de administração das auto-estradas.
De acordo com os últimos dados da Direcção Geral de Energia e Geologia agora divulgados, à frente de Portugal posicionam-se apenas a Áustria e a Suécia (ver gráfico). Estes dados, porém, reportam a 2006, altura em que do total da energia consumida em Portugal pouco mais de 30% tinha origem em fontes renováveis.
Apesar de ainda não existirem dados comparativos mais recentes, a verdade é que entretanto a produção de energia a partir de fontes renováveis aumentou em Portugal. Assim, em 2007, do total da energia eléctrica consumida no país, 42% teve origem em fontes renováveis.
As taxas Euribor estão já a descer, mas continuam longe da taxa directora. O BCE colocou ontem os juros nos 2,50% enquanto a Euribor a seis meses se fixou nos 3,71%, uma diferença superior a 100 pontos base.
Ainda assim, as boas notícias já chegaram às famílias e deverão continuar. Um empréstimo que for revisto em Janeiro deverá registar uma descida da prestação de cerca de 14%, se considerada a taxa Euribor a seis meses fixada ontem nos 3,71%.
Passaram muitos anos. Tornei-me selectivo. São sempre os mesmos. Normalmente, os que subsidiaram o evento. A dizerem o mesmo. É fácil fazer o resumo das suas intervenções antes de abrirem a boca. Às apresentações, falta adrenalina. Não vá o poder ou o patrão ficar incomodado. Não se convidam oradores que possam produzir afirmações impróprias para ouvidos mais sensíveis.
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No encontro dos economistas nacionais, já no final, Teodora Cardoso referiu a importância do comportamento da mente humana. Foi ela, no seu deslumbramento, que criou as condições que geraram a actual crise. É ela que está a agravar, pelo pânico, a borrada feita pelos banqueiros. Nos anos de prosperidade, agita a nobre luta ambientalista pela redução do número de automóveis. Mas é a mesma mente que, numa não menos nobre peleja pela manutenção de postos de trabalho, se bate pela não redução dos mesmos instrumentos poluidores. O que mudou não foi a análise económica. Esta esbarra sempre nos misteriosos comportamentos da mente dos agentes económicos. É a análise comportamental que pode ajudar a perceber alguns despistes da economia. Por isso, chegou a hora dos psicólogos. Já agora, acompanhados por psiquiatras, para ajudarem algumas bocas desorientadas que se ouviram nas últimas semanas. Que Deus tenha compaixão delas.
António de Almeida, em artigo de opinião no Expresso, aqui.
Entre as deduções mais comuns e fáceis de contabilizar estão as despesas de saúde, educação, habitação e informática. Só estas três últimas permitem uma poupança de 1.517,6 euros no IRS. O número só não é superior porque as despesas de saúde, que não têm limite de dedução, não entram para estas contas.
Diz também o «DE» que os Planos Poupança Reforma (PPR) são também conhecidos pelos benefícios fiscais associados. Existem ainda outros benefícios fiscais associados às energias renováveis, donativos e mecenato ou com investimento em acções, dividendos, juros, entre outros. O ideal é que aproveite ao máximo as deduções e evitar erros.
"Esta é uma daquelas crises que apenas se vive uma vez na vida", afirmou Sócrates, sublinhando que o seu impacto e a sua dimensão "obrigam a tomar medidas de emergência".
"Uma dessas medidas é reforçar o investimento público", acrescentou.
Portugal precisa de investir mas é "em coisas que façam aumentar as exportações" e que, portanto, reduzam o défice da balança de transacções correntes, que atinge qualquer coisa como dois milhões de euros por hora, equivalentes a cerca de 17 mil milhões/ano. E sem isso, o nosso país não resolverá "o ponto mais crítico" da sua economia, adverte Daniel Bessa.
Daniel Bessa, que falava, ontem, ao princípio da noite, numa quinta da vila de Pereira, nos arredores de Coimbra, em mais um dos Encontros Millennium BCP, não especificou, todavia, se os grandes investimentos públicos programados e/ou anunciados pelo governo se enquadram, ou não, na sua perspectiva, naquela estratégia exportadora, mesmo quando questionado, por um dos muitos participantes na sessão. Admite, contudo, que, em relação a este aspecto, "talvez não esteja em linha com o governo". A recessão veio, de resto, pôr a nu esta fragilidade da economia portuguesa (com as importações a superarem as importações), que, sublinha, não é conjuntural, mas "é um problema estrutural". E é tempo, alerta, de "olhar para as questões estruturais".
Depois de se deter sobre as crises, considerando que podem ser entendidas como sendo todas iguais ou diferentes, de acordo com os aspectos que se querem valorizar, Daniel Bessa diz que o essencial da prescrição para a recessão internacional que se vive já foi adoptado, pois as taxas de juro já baixaram. As pessoas ainda não sentem isso, no seu dia-a-dia, nas suas prestações, mas aquelas descidas (adoptadas por instituições tão conservadoras como o BCE, por exemplo) hão-de reflectir-se dentro de algum tempo.
Os spreads ainda não baixaram, é certo, mas chegará a sua vez, acredita Daniel Bessa, sublinhando que, contudo, "há um dado muito negativo" que persiste e tem a ver com o sistema bancário. "O nó górdio continua no sistema financeiro e se não pusermos o dinheiro a circular, não saímos daqui."
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Tomando como boas as críticas de muitos professores, em causa está o modelo de avaliação aprovado pelo Ministério, com as queixas a incidirem sobre a burocracia associada ao processo de avaliação e potenciais situações de injustiça, com as inerentes repercussões ao nível do concurso de colocação e da progressão na carreira. O Ministério, por sua vez, defende-se acusando os críticos de não proporem um modelo de avaliação alternativo.
Estão assim criadas as condições para um extremar de posições, que em nada contribuirá, muito pelo contrário, para a serenidade que a função educativa exige.
Não admira, pois, que, na Conferência do Fórum para a Liberdade de Educação que teve lugar ontem (quarta-feira, 12/11/2008) na Fundação Gulbenkian sobre “A Reforma do Sistema de Ensino da Nova Zelândia”, a avaliação de professores merecesse uma atenção especial por parte dos presentes.
Se a razão de ser das perguntas era óbvia, a simplicidade das respostas desarmou a assistência. É que na Nova Zelândia não existe um sistema de avaliação centralizado.
Se eles conseguiram, porque é que nós não conseguimos também? Creio que podemos e devemos dizer “Yes, we can!”
Para aceder, basta fazer o registo on-line na feira, que decorre até dia 16, aqui, universia.pt e começar a navegar.
Os responsáveis do Commerzbank chegaram a acordo com a seguradora Allianz SE, dona do Dresdner Bank AG, para a compra dos restantes 40 por cento do banco, num negócio avaliado em 1,4 mil milhões de euros, avança a «Lusa».
O Commerzbank comprou 60 por cento do Dresdner Bank em Agosto.
O novo banco juntará 11 milhões de clientes privados e uma rede de 1.200 dependências bancárias na Alemanha, transformando-se assim no maior banco alemão em termos de dependências e clientes, destronando o Deutshe Bank.
Anda para aí uma data de gente a tentar descobrir como ganhar dinheiro com a Internet. A Benedita já descobriu. Outra coisa não seria de esperar dela, que ganhou o seu primeiro dinheiro com sete anos a vender chupa-chupas de caramelo, que confeccionava em casa, às colegas da escola primária (na altura não havia ASAE).E foi continuando a fazer pela vida. No secundário, vendia pulseiras e brincos feitos com missangas. Já na faculdade, deixou de ter as colegas como mercado e foi modelo publicitário. "Ganhava rios de dinheiro" a anunciar coisas tão pouco sexy como panelas. Este espírito empreendedor, que vinha no seu código genético (é filha de um comandante da TAP e de uma doméstica), manifestou-se na rapidez com que tomou a decisão que mudou a sua vida. Melhor aluna da escola, com média de 18,5 valores no secundário, toda a gente achava (incluindo ela) que devia ir para Medicina. Mas, na hora da inscrição) mudou de ideias e empancou a bicha.
Para continuar a ler, este artigo de Jorge Fiel, no Diário de Notícias de hoje, clicar aqui.
Na revisão das suas projecções macroeconómicas, a entidade espera que a taxa de inflação nacional se situe este ano, nos 2,8%. Mas, no ano que vem, a taxa deverá cair para menos de metade, recuando até aos 1,3%.
Em 2010 deverá registar-se uma nova e ligeira recuperação da taxa para 1,6%.
Para o próximo a economia da Zona Euro vai ter crescimento negativo de 0,6%, enquanto que o PIB português sofrerá uma diminuição de 0,2%. Para os adeptos das más notícias é uma má notícia Portugal ter uma previsão menos negativa que os restantes países da Zona Euro.
Para decidir o incidente, o tribunal ordena a junção aos autos de cópia dos estatutos do sindicato e do elenco da sua direcção.Juntos estes elementos, apura-se que a direcção é o órgão executivo máximo do sindicato, sendo composta por 667 membros efectivos (2,9 vezes o número de deputados à Assembleia da República) e oito suplentes!
«Não faz sentido que numa altura em que a liquidez é escassa e o malparado aumenta, se mantenham estas estratégias agressivas de atribuição de créditos». A frase é do presidente da Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (Sefin), António Almeida, e é subscrita pela especialista da Deco em questões de endividamento, Natália Nunes. Nos últimos meses, têm-se acentuado campanhas de oferta de crédito, que chegam aos consumidores por carta, telefone, SMS ou através do envio de «cheques» e de cartões de crédito.
Mas a publicidade a produtos e serviços financeiros, nomeadamente ao crédito, vai passar a ter de observar regras mais apertadas. Ao que o mesmo jornal apurou, está para publicação dentro de muito pouco tempo um aviso do Banco de Portugal que vai aumentar a transparência das campanhas.
A partir de 1 de Janeiro de 2009, as cláusulas das apólices, dos vários ramos seguradores, que digam respeito às coberturas, às condições e aos deveres inerentes às companhias e aos segurados devem ser redigidas em caracteres destacados e de maior dimensão que os restantes.
O Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de Abril, procede “a uma consolidação do direito do contrato de seguro vigente, tornando mais acessível o conhecimento do respectivo regime jurídico, esclarecendo várias dúvidas existentes, regulando alguns casos omissos na actual legislação e, obviamente, introduzindo diversas soluções normativas inovadoras”.
Fonte: Portal de Cidadão.
Uma medida que se aplaude e que contribui para que o segurês seja mais compreensível por todos. Claro que o papel de consultor ou mediador de seguros não deve ser negligenciado. Um profissional independente que esclarece e ajuda os seus clientes na escolha dos melhores produtos das seguradoras, sem cobrar qualquer custo pelo seu serviço. É remunerado pelas seguradoras em função do trabalho que desenvolve. É o defensor dos seus clientes, estuda e conhece outras alternativas de garantias e preços e está disponível para apresentar sempre as melhores respostas para as suas necessidades. Para além da consultadoria financeira e de gestão, desenvolvemos, também, a actividade de consultor em seguros. Sabemos que existe uma preocupação crescente nos particulares e nas empresas: melhorar, em termos de coberturas e preço, a gestão dos respectivos seguros. Será possível alcançar melhor? Há que fazer uma análise adequada mas na maioria dos casos, sim.
De acordo com o representante dos trabalhadores, "o que foi comunicado pela administração é que não vão ser renovados, no final deste ano, três dezenas de contratos a termo, havendo ainda outros trinta contratados nessas condições cujo vínculo expira no próximo ano".
Na reunião foi também analisado o calendário de paragens da produção para não acumular 'stocks'. A fábrica de Cacia tem actualmente cerca de 1100 trabalhadores e é a segunda maior unidade do sector automóvel em Portugal, logo a seguir à Autoeuropa.
Estes não constestam as avaliações, nem se importariam de continuar a cumprir com os objectivos fixados. O mercado é, no entanto, determinante. A quebra de vendas repercute-se na produção e na mão de obra necessária. Ajustamentos inevitáveis. Os que ficam devem continuar a assegurar a produtividade requerida. Existem profissionais da Administração Pública que não sentem, ainda, a necessidade de melhorar a eficiência atenta a restrição de recursos financeiros. Questão de tempo.
A situação não deve, contudo, ser sustentável no longo prazo, uma vez que o consumo continua bastante alicerçado no crédito ao consumo e não no crescimento do rendimento disponível. O BdP lembra até que a elevada inflação sentida em 2008 teve um impacto de peso nos orçamentos familiares, pressionando ainda mais as despesas.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Fala-se em crise mas o consumo não abranda. Não há dinheiro? Pede-se emprestado. Como o endividamento das famílias continua a subir, a conclusão parece simples: mais crédito vencido, mais trabalho para os consultores financeiros, reformularem as dívidas, ajustando os planos de pagamento às efectivas disponibilidades dos clientes. Só há uma maneira de inverter esta realidade: poupar e consumir menos. Alguns estão a demorar a aprender mas não há volta a dar: vão ter que reformular os hábitos de consumo.
Uma viagem pela Roma Antiga através do Google Earth. Desde o Coliseu ao Ludus Magnum, ao todo são 6700 edifícios em três dimensões, recriados a partir dos relatos sobre o ano de 320 depois de Cristo, no reinado do imperador Constantino. Uma visita graças à informação do Expresso, aqui. Imperdível!
Miguel Pina e Cunha, em artido de opinião no Jornal de Negócios, aprsenta-nos os vários tipos de liderança, concluindo " o mundo é feito de aprendizagens e erros, de humildade e de arrogância, de tempos bons e tempos maus. A economia de mercado espelha a vida tal como ela é, feita de pessoas melhores e piores, umas bem e outras mal-intencionadas. Mas trabalha com a realidade, e não com fantasias totalitárias que se recusam a aceitar que a imperfeição do mundo é parte da sua beleza".
Para ler na íntegra, clicar aqui.
Este comportamento fica em linha com as estimativas da maior parte dos economistas ouvidos pelo Diário Económico, que esperavam que os dados do INE revelassem hoje uma estagnação da economia, apontando para uma variação entre um crescimento de 0,1% e uma contracção de 0,5%, em termos trimestrais.
Já ao nível da variação homóloga, os peritos apontavam para um crescimento da economia portuguesa entre 0,6% e 0,8%, entre Julho e Setembro.
A economia portuguesa resiste assim a um cenário de recessão técnica, que consiste na retracção do PIB durante dois trimestres consecutivos, e também ao cenário de contracção que já se verifica em vários países da Zona Euro.
Mariano Gago não é conhecido por decisões difíceis nem por afrontar interesses estabelecidos. Como o "lobby" dos reitores. É por isso que as suas declarações surpreendem. Mas o mínimo que se pode pedir ao ministro é que tome mais atitudes como esta. Porque no caso do financiamento das universidades tem razão. As universidades portuguesas precisam de perceber que o modelo que seguiram nas últimas décadas está obsoleto: não só os recursos públicos são escassos, como o país está a passar por uma profunda transformação sócio-económica que obriga a procurar alternativas. Desde a obtenção de outras fontes de receitas, até à reestruturação dos cursos que ministram (alguns não servem para nada). Desculpabilizar os erros de gestão nas universidades alegando que os reitores não são gestores é a confirmação de que os reitores não percebem o que lhes está a cair em cima. Porque têm mesmo de ser reitores (mesmo que não o sejam por formação). E se não o conseguem ser, que dêem o lugar a outros. O contribuinte é que não tem de continuar a pagar as suas ineficiências.
Manuel Madaíl gosta de trabalhar no anonimato (recusou ser fotografado) e raramente aparece em acontecimentos públicos apesar de ser um dos mais respeitados e cotados empresários de Aveiro.


















































