E vão 16

Publicada por José Manuel Dias



A Eslováquia será o 16º Estado-membro da União Europeia (UE) a adoptar o euro a 1 de Janeiro próximo, no mesmo dia em que a moeda única comemora o seu décimo aniversário. A Eslováquia, com uma superfície e população cerca de metade da de Portugal, irá adoptar o euro à taxa de câmbio de 30,12 coroas eslovacas.O país tornou-se independente em Janeiro de 1993, após a cisão da Checoslováquia em duas Repúblicas independentes, e aderiu à UE em de Maio de 2004. Com a adesão da Eslováquia a zona euro passará a contar com uma população de 328,6 milhões de habitantes num total de 499,7 da UE. Por ocasião do décimo aniversário do euro serão emitidos 84 milhões de exemplares de uma moeda comemorativa de dois euros.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Compras de Novembro mais baratas

Publicada por José Manuel Dias


Em Novembro de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 1,4%, nove décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Outubro de 2008. A variação mensal situou-se em 0,6% ( 0,2% em Outubro de 2008 e 0,3% em Novembro de 2007). A variação média dos últimos doze meses diminuiu para 2,7%.O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 1,4%, onze décimas de p.p. inferior ao valor do mês anterior. O IHPC apresentou uma variação de -0,7% entre Outubro e Novembro de 2008. A taxa de variação média dos últimos doze meses diminuiu para 2,8%.
Fonte: INE, aqui.
Não foi só o preço de combustíveis que desceu, baixaram, também, as despesas com Saúde, Comunicações, Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas, e Lazer, Recreação e Cultura. A manter-se a queda, a inflação anual rondará os 2,5%.

E poderia ser de outra maneira?

Publicada por José Manuel Dias


P. Los bancos han recibido muchas críticas porque no trasladan los créditos a las empresas y a los particulares.
R. Cuando se critica por esto a los bancos, de un lado y de otro, me parece populista porque la función de los bancos es dar crédito sólo a quien lo va a devolver. El problema actual es que los consumidores no consumen, los empresarios no contratan, los inversores no invierten. ¿Entonces qué? ¿Habría que obligar por ley a que los empresarios inviertan y no despidan y a que los consumidores consuman como se está exigiendo a los bancos cuando se dice que tienen que aumentar el crédito? Si la banca no presta en mayor cantidad será por algo. Ya verán cómo si mejora la economía, el sector empieza a dar más préstamos.
Entrevista de Miguel Ángel Fernández Ordóñez, Governador del Banco de España, ao El País, a ler na íntegra aqui.

Aviso à navegação

Publicada por José Manuel Dias


O empréstimo de grande envergadura que a Caixa Geral de Depósitos ia pedir à banca internacional acabou por ficar abaixo do esperado, apesar do aval do Estado.
Inicialmente, a Caixa pretendia um empréstimo de dois mil milhões, mas conseguiu apenas 1,25 mil milhões de euros, salienta o «Expresso». Em causa pode estar a chamada indisciplina financeira de países como a Itália, a Grécia e também Portugal.
Fonte: Agência Financeira,
aqui.
Um aviso que não pode, nem deve, ser negligenciado. Se continuarmos a gastar mais do que produzimos, o endividamento aumenta cada vez mais. Estado, grandes empresas (Edp, PT, Galp...) e Bancos são responsáveis pela nossa Dívida Externa que já se situa em 344 mil milhões de Euros. Um valor que corresponde a cerca de 200% do nosso PIB. Quem nos cede fundos tem os olhos postos neste número que na Zona Euro só é excedido pela Grécia. Há que retirar consequências deste aviso...

One Little Song - Gillian Welch

Publicada por José Manuel Dias

Salários reais da AP

Publicada por José Manuel Dias


O poder de compra dos funcionários públicos deverá registar em 2009 o primeiro aumento desde, pelo menos, o início da década. E será também bem mais expressivo - podendo ir até 1,9 pontos acima da inflação - do que as previsões do Governo quando apresentou a proposta de aumento de 2,9% dos salários nominais da Função Pública para o próximo ano. Não se trata de uma generosidade acrescida do Executivo para com os funcionários do Estado em tempos de crise, é antes a consequência da expectativa de um acentuado abrandamento na inflação, que, segundo os economistas deverá ficar abaixo de 1,5%.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

BMW´s (*)

Publicada por José Manuel Dias


Admitamos que os portugueses decidem comprar BMW's à Alemanha, mas nada produzem e, portanto, não têm nada em troca para vender para lá. Portugal vai ter um défice na BTC. Para comprarem os BMW's os portugueses vão ter de se endividar e, para o efeito, vão junto dos seus bancos para obterem crédito. Porém, os bancos portugueses concedem crédito com os depósitos que recebem. Ora, se os portugueses, por hipótese, não produzem nada, não têm dinheiro, e por isso também não têm depósitos. A única maneira de os bancos portugueses lhes concederem crédito para a compra dos BMW's é os próprios bancos contrairem crédito junto de bancos estrangeiros ou outras instituições estrangeiras. O défice da BTC conduz directamente ao endividamento externo dos bancos portugueses. Este é o ponto que deixei em aberto no meu post anterior.Nas condições propositadamente exageradas deste Portugal imaginário, as pessoas vivem acima das suas possibilidades - não produzem nada e andam de BMW. Estes portugueses estão endividados perante os bancos do seu país, e os bancos do seu país estão endividados perante os bancos estrangeiros. Admitamos agora uma crise financeira séria que seca os mercados internacionais de crédito. Os bancos estrangeiros deixam de emprestar aos bancos portugueses e estes deixam de emprestar aos seus clientes para adquirirem BMW's. Os portugueses são obrigados a reduzir drasticamente o seu nível de vida - não podem comprar mais BMW's - e o que os leva a isso é o corte drástico na concessão de crédito por parte dos bancos.O corte drástico na concessão de crédito por parte dos bancos. É daqui que virá o aperto que obrigará os portugueses a viverem de novo de acordo com as suas possibilidades. Esse corte drástico no crédito já está aí. Vai durar e vai ser duro.
Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo, aqui.
(*) ou como se pode viver acima das possibilidades durante algum tempo mas nunca durante o tempo todo.

Não há bons ventos... (*)

Publicada por José Manuel Dias


Quase metade dos funcionários públicos não tem objectivos definidos para 2008 não podendo por isso ser avaliados, o que terá consequências graves na progressão na carreira e na atribuição de prémios de desempenho no próximo ano. Um inquérito realizado pelo Sindicato dos Quadros Técnicos (STE) a 6.546 funcionários sobre a aplicação do sistema integrado de avaliação de desempenho da função pública (SIADAP) ontem divulgado revela que 49% dos trabalhadores não tem objectivos ou competências definidas para 2008. E mesmo quando esses objectivos existem, alerta o STE, mais de 38% dos trabalhadores só tomaram conhecimento deles no segundo semestre deste ano, o que tornará a avaliação um processo "meramente formal" e cuja principal finalidade é a contenção de custos.
"Com esta avaliação não estão em causa melhores serviços ou mais motivação, está em causa, única e simplesmente, a redução do peso orçamental das remunerações dos trabalhadores", criticou o presidente do STE durante a apresentação dos resultados do inquérito.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.
(*) para quem não sabe o porto de destino.
Se não se definem objectivos individuais que devem estar alinhados com os objectivos da organização, como poderemos avaliar o contributo de cada um para os resultados alcançados? A notícia do Jornal de Negócios, da responsabilidade de Raquel Martins, informa-nos que cerca de metade dos trabalhadores não tem objectivos definidos. Se rebobinarmos o filme, verificamos que 3 anos antes fixar objectivos individuais era um quase sacrilégio. Com se avaliavam então os serviços e as pessoas? Era tudo boa gente. A quase totalidade atingia o patamar de excelente. Mudar este estado de coisas não é tarefa fácil como se pode inferir da apreciação do Sindicato dos Quadro Técnicos do Estado que considera que a avaliação visa apenas " a redução do peso orçamentaldas remunerações dos trabalhadores". Há muito trabalho pela frente, a bem dos utentes dos serviços públicos.

Ala dos Namorados - Caçador de Sóis

Publicada por José Manuel Dias

Preparemo-nos para o pior

Publicada por José Manuel Dias


Isto está mau, está muito mau, não só em Portugal mas na Europa e no mundo inteiro. 2009 vai ser um ano trágico, histórico e com consequências terríveis", disse Van Zeller à margem da iniciativa 'Missão Exportar 2008', que decorre no centro de Congressos em Lisboa. Para o presidente da CIP, na actual conjuntura a maior atenção deverá incidir no próximo ano sobre os apoios sociais e no desemprego. No entanto, notou o responsável, a crise não vai durar para sempre."É preciso continuar todas as visitas e promoções e divulgação das empresas porque a crise não vai durar toda a vida", acrescentou, referindo que "o esforço de exportação é vital e tem de continuar, mesmo sem resultados imediatos."
"Se não semearmos agora e fizermos agora um grande esforço de preparação para o fim da crise, os outros vão avançar e nós ficamos para trás", disse Van Zeller.O mesmo responsável disse que os sectores exportadores são os que mais necessitam de apoio, exemplificando os têxteis e os automóveis que, lembrou, exportam de 80 a 90 por cento da sua produção.
Notícia desenvolvida, aqui, no Diário Económico.
Se a crise se acentua, como é expectável, qual deve ser a nossa postura? Sentar-mo-nos a um canto e esperar que a crise passe ou agir? As sugestões apresentadas têm, a nosso ver, todo o sentido. Há que continuar a apostar na exportação, procurando, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos sociais da crise interna.

Notícias que não são notícia

Publicada por José Manuel Dias


Portugal foi o país da UE com maior crescimento da despesa em I&D em relação ao PIB de 2005 para 2007, atingindo 1,18% do PIB quando em 2005 era apenas 0,81% do PIB. Portugal está agora próximo da Espanha (1,22%) e da Irlanda (1,31%), e ultrapassou Hungria (0,97%), Itália (1,09%) e Estónia (1,14%).
A
despesa em I&D nas empresas em relação ao PIB mais que duplicou de 2005 para 2007, atingindo 0,61% do PIB quando em 2005 era penas 0,29% do PIB. Pela primeira vez, a despesa em I&D nas empresas ultrapassou o valor verificado nas restantes instituições. O número de empresas com actividades de I&D teve um acréscimo inédito ao passar de cerca de 930 em 2005 para mais de 1.500 em 2007.
Verificou-se um grande aumento do número de investigadores na população activa, o qual passou de 3,8‰ em 2005 para 5,0‰ em 2007, com o
número de investigadores em equivalente a tempo integral (ETI) a duplicar nos últimos dez anos (de cerca de 14 mil em 1997 para cerca de 28 mil em 2007). O número de investigadores na população activa está agora próximo da média da UE27 (5,6‰), embora ainda esteja muito abaixo da média da OCDE (7,0‰).
Fonte: UMIC, aqui.
Sempre me irritou a preferência dos meios de comunicação social pelas más notícias, em detrimento das boas que nos podem elevar a auto-estima. Em Portugal existem muitas áreas onde os avanços conseguidos devem constituir motivo de orgulho. A área da investigação e desenvolvimento é uma delas. Como se pode ler no texto integral " qualificação do corpo docente do Ensino Superior atingiu níveis inéditos em Portugal, com os doutorados a trabalhar nas universidades públicas a chegarem a 65% do total do corpo docente (eram 43% em Janeiro de 2005)".

Microcrédito fez 10 anos

Publicada por José Manuel Dias


O microcrédito é um pequeno empréstimo bancário destinado a apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas querem desenvolver uma actividade económica por conta própria e, para isso, reúnem condições e capacidades pessoais, que antecipam o êxito da iniciativa que pretendem tomar. Fez ontem 10 anos que foi lançado em Portugal. Um facto que merece registo.
Falar do microcrédito implicar falar do Prof. Mouhammad Yunus e do Grameen Bank, o banco dos pobres, que já conseguiu dar resposta às necessidades de crédito de mais de 7 milhões de microempreendedores, viabilizando a melhoria da qualidade de vida de várias dezenas de milhões de pobres e desfavorecidos do Bangladesh.

Os 11 conselhos de Bill Gates

Publicada por José Manuel Dias



Bill Gates deixa conselhos aos jovens de todas as idades. Uma oportunidade para aprender com quem teve um enorme sucesso pessoal e profissional. Imperdível.

A cortar no consumo

Publicada por José Manuel Dias


O aperto financeiro dos portugueses tem como a maior vítima os bens supérfluos. A crise chegou, mas de mansinho. Evitar ir a restaurantes ou optar por viajar nas «low cost» é mais uma questão de sensatez económica do que de falência das famílias, cita o jornal «Público».
Há quem acredite que, uma vez experimentada a crise, facilmente vestimos a «pele de cidadão poupado» e deixamos de gastar dinheiro com bens que não são bons investimentos. A verdade é que, apesar de os números apontarem apenas para a diminuição de despesas extraordinárias, como a utilização diária do carro, os portugueses estão, de facto, a cortar.
Onde consumimos menos? E onde gastamamos mais? O Blogue Agência Financeira, dá-nos algumas pistas,
aqui.

Treino intelectual prolonga a vida...

Publicada por José Manuel Dias


Portugal tem 589 pessoas com 100 ou mais anos registadas nos Censos de 2001: um homem para cinco mulheres. E, como a tendência é para o aumento da longevidade, é natural que em 2008 existam muitos mais. Nem todas continuam a trabalhar como Manoel de Oliveira, mas muitos são independentes e Portugal não está preparado para esta realidade, dizem os técnicos. O segredo está em "ser activo e estimular o intelecto", não ser atirado para uma cadeira ou um sofá de um lar, verdadeiras antecâmaras da morte. "Uma das coisas que mais contribuem para o aumento da longevidade é a actividade. As pessoas devem ter uma actividade física e intelectual estimulante", explica Maria João Quintal, médica, chefe de divisão de Saúde no Ciclo de Vida da Direcção-Geral de Saúde.Aquela é uma das razões porque encontramos mais centenários entre as pessoas com cursos superiores e com maior treino intelectual. Além de que têm profissões com menos riscos para a saúde e condições sociais e económicas para ter uma maior qualidade de vida. Permite-lhes, por exemplo, ter uma alimentação equilibrada, cuidados físicos e empregados para lhes dar assistência.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.



Mercedes Sosa - Gracias a la vida

Publicada por José Manuel Dias

Nos jornais

Publicada por José Manuel Dias



1. O Tribunal de Contas (TC) detectou irregularidades na gerência de 2006 do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), em Lisboa, e apresentou dez recomendações, entre as quais a cessação do pagamento de suplementos remuneratórios a dirigentes e membros dos órgãos de gestão.
No Público, aqui.
2. A partir de dia 15, e até dia 31 de Janeiro de 2009, os credores dos organismos públicos podem recorrer ao Balcão Único, em www.sgmf.pt/rede. O sistema para reclamar o crédito é simples: basta preencher um requerimento que é enviado para o ministério que tutela o serviço devedor. Este tem um prazo de 20 dias para regularizar a dívida. A responsabilidade do pagamento pode ser assumida pelo ministério e, em último caso, pelo Ministério das Finanças e Administração Pública.
No Correio da Manhã, aqui.

Exportar, garantir emprego...

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje um pacote de apoio à economia centrada em medidas de investimento público e no apoio às pequenas e médias empresas e ao emprego, que totaliza 2180 milhões de euros e representa 1,25 por cento do PIB (produto interno bruto, que representa o valor anual de tudo o que é produzido no país).No final do Conselho de Ministros extraordinário que convocou para hoje de manhã, José Sócrates apresentou um pacote estruturado em três pilares: reforço do investimento público, apoio directo à economia com medidas fiscais e incentivos à exportação e apoio ao emprego, onde se inclui um reforço do subsídio de desemprego. Em seguida, passou a palavra a cada um dos três ministros com as principais pastas da área económica.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Medidas orçamentais que visam estimular a economia. Quando as dificuldades são grandes todos se viram para o Estado... Reforço do investimento público, medidas de incentivo à exportação e apoio ao emprego, são a palavras chave deste programa. O resto depende dos protagonistas...

Leonard Cohen - If it be your will

Publicada por José Manuel Dias

Em linha com a Zona Euro

Publicada por José Manuel Dias


No 3º trimestre de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% em volume face ao trimestre homólogo de 2007, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) que o trimestre anterior. A procura interna continuou a desacelerar, registando um contributo para o crescimento do PIB de 1,2 p.p. no 3º trimestre de 2008 (1,4 p.p. no anterior), em consequência da diminuição do investimento (variação de -1,4% em termos homólogos) que mais que compensou a aceleração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida foi de -0,6 p.p., mais 0,1 p.p. que o verificado no trimestre anterior, tendo-se registado uma desaceleração das Exportações e das Importações de Bens e Serviços.
Fonte: INE, para ver com detalhe clicar aqui.
Este resultado - queda de 0,1% face ao trimestre anterior - não constitui surpresa. Surpresa era continuar a crescer com os nosso principais parceiros em recessão. Resistimos bem. Veremos agora o que nos reserva o plano global para enfrentar a crise que o Ministro nos promete, aqui. Sabemos que a tentação de nos virarmos para o Estado, quando as coisas correm mal, é muito grande mas, a nosso ver, devemos confiar mais em nós do que numa qualquer solução milagreira que alguém nos apresente. Sem revermos os nossos comportamentos, continuando a consumir mais do que o nosso rendimento, o problema persistirá. O Estado pode endividar-se, dando um novo balão de oxigénio à economia, mas, mais cedo ou mais tarde, a factura vai aparecer, seja por via da redução do poder de comprar (aumento da inflação) ou pelo acréscimo de impostos (o que equivale a uma poupança forçada).