Inflação em queda

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Em Outubro de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 2,3%, oito décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Setembro de 2008. Com estes números torna-se muito mais provável o cenário da inflação em 2008 fechar o ano mais próximo dos 2,8% do que dos 2,9%. Boas notícias para todos nós.

Líderes

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O tempo de crise constitui um período rico para olhar o que se diz sobre a liderança. A razão é simples: os líderes ficam mais expostos durante os tempos adversos e a disponibilidade para os seguir aumenta. Dois perfis de liderança têm sido particularmente salientes durante os tempos difíceis, mas há outros.
Miguel Pina e Cunha, em artido de opinião no Jornal de Negócios, aprsenta-nos os vários tipos de liderança, concluindo " o mundo é feito de aprendizagens e erros, de humildade e de arrogância, de tempos bons e tempos maus. A economia de mercado espelha a vida tal como ela é, feita de pessoas melhores e piores, umas bem e outras mal-intencionadas. Mas trabalha com a realidade, e não com fantasias totalitárias que se recusam a aceitar que a imperfeição do mundo é parte da sua beleza".
Para ler na íntegra, clicar
aqui.

Keith Jarret - Autumn leaves

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Uma de duas coisas

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...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é unútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta data.

Portugal escapa a recessão

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O Produto Interno Bruto (PIB) português terá crescido 0,7% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2007, conforme mostram as estimativas rápidas avançadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Eudora RibeiroDe acordo com os mesmo dados, a economia portuguesa terá registado um crescimento nulo, entre Julho e Setembro, em comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 0,3%.
Este comportamento fica em linha com as estimativas da maior parte dos economistas ouvidos pelo Diário Económico, que esperavam que os dados do INE revelassem hoje uma estagnação da economia, apontando para uma variação entre um crescimento de 0,1% e uma contracção de 0,5%, em termos trimestrais.
Já ao nível da variação homóloga, os peritos apontavam para um crescimento da economia portuguesa entre 0,6% e 0,8%, entre Julho e Setembro.
A economia portuguesa resiste assim a um cenário de recessão técnica, que consiste na retracção do PIB durante dois trimestres consecutivos, e também ao cenário de contracção que já se verifica em vários países da Zona Euro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O Público prefere um título "aterrador": "Portugal estagna no 3º trimestre", baseando-se no crescimento nulo no 3º trimestre. Desvaloriza, no entanto, que o conjunto de países da Zona Euro regista um crescimento negativo de 0,2%. Neste contexto, poder-se-á dizer que Portugal está a resistir muito bem.

Atenção à envolvente externa

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Numa altura em que o sector automóvel está á beira do colapso, os fabricantes de motos conseguem ter alguma margem de manobra para crescer. Os preços baixos e a rápida mobilidade que permitem em centros urbanos estão a ajudar as vendas das ‘scooters’. Até Outubro, o mercado de ciclomotores subiu 14,6% enquanto que as motas (cilindrada superior a 50 cc) assinalam uma clara estagnação (-0,6%). “Admitimos que tenha havido alguma transferência de mercado dos motociclos [mais de 50 cc] para os ciclomotores [até 50 cc], mas globalmente é um sector que está a conseguir atrair novos clientes que não possuem condições económicas para comprar carros”, diz ao Diário Económico, aqui.

Obamania

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"Há só uma coisa. Em troca de melhores salários os professores têm de ser mais responsabilizados pelo seu desempenho - e os distritos escolares devem dispor dos meios para se livrarem dos professores incompetentes. Até agora os sindicatos de professores têm resistido à ideia de indexar os salários ao desempenho..."
Barak Obama, in Audácia da Esperança [via blogue do Professor Carlos Santos]


Too many of my yesterdays - Peter Hammill

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A terra a quem a trabalha?

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Professores e avaliação. Um argumento muito ouvido por estes dias é o seguinte: "tantos professores na rua, devem ter razão". Quer dizer: por uma classe ter por larga maioria uma determinada posição sobre um determinado assunto da comunidade nacional, essa posição deve ser correcta. E devemos aceitar essa posição. Ora, a quantidade não se transmuta em qualidade só por si. Um erro, por ser maioritário, não passa a coisa certa por alquimia.Objecta-se: mas, como estamos em democracia, temos muitas vezes de aceitar o ditame da maioria, mesmo quando tenhamos razões para crer que a maioria está errada. Em democracia os iluminados não têm um lugar reservado. Certo. De acordo. Só que o problema não é esse.O problema é que, sobre problemas da comunidade como um todo, a maioria que interessa é a dessa comunidade como um todo. É ao país que cabe decidir o que fazer no sistema público de educação. Não é aos profissionais do sector. Alguns escandalizam-se quando se acusam os professores de corporativismo. Ora, o corporativismo incorpora precisamente esse raciocínio: pensar que o grupo encarregue profissionalmente de um dado sector é que deve decidir como esse sector se organiza. Mas isso está errado. É à comunidade como um todo que cabe essa decisão. E, em democracia, isso faz-se escolhendo maiorias parlamentares e governos.No tempos do PREC, quando estava na moda o slogan "a terra a quem a trabalha", eu tinha um professor (de História, lá em Aveiro) que uma vez disse numa aula: "a terra a quem a trabalha", não; "a terra a quem trabalha", sim. Aí estava a diferença essencial que continua em cima da mesa. A diferença que faz uma sociedade democrática onde as decisões políticas cabem ao conjunto da comunidade e não "a uma classe", qualquer que ela seja. Não é "quem está com a mão na massa" que decide que pão fazer - quando a massa e a fome é de todos.E nada disto é contra a "concertação", "negociação", o que quiserem chamar-lhe. Porque não pode haver verdadeira negociação em bases conceptuais podres.

Ensinar a poupar

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Uma simples ida ao supermercado pode ser útil para o seu filho se ir habituando ao valor do dinheiro. A partir do momento em que a criança entra para a escola primária pode dar-lhe uma pequena quantia para, por exemplo, comprar o lanche. “Apesar de não podermos definir uma idade ideal, podemos afirmar que antes da entrada para o ensino básico pensar em dotar as crianças da ideia da responsabilidade ou de valor do dinheiro é uma ideia ilusória", diz o psicólogo Vasco Soares.
António Sarmento, em artigo no Diário Económico que pode ser lido na íntegra aqui, dá excelentes dicas para ensinar as crianças a poupar:
O que devo fazer para ensinar quais os gastos indispensáveis e os superfluos? Como é que deve ser feita a responsabilização do dinheiro?Devo vincular a mesada ao rendimento escola?É útil planear um orçamento familiar? São apenas algumas das questões que procura dar resposta.

Avaliação de professores sem contestação?

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O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com “bom” os professores em exercício no arquipélago. “Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom”, determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que “o presente diploma entra imediatamente em vigor”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Não é esta a avaliação que os bons professores desejam. Há que diferenciar desempenhos. Uma escola pública com qualidade exige avaliações sérias! Os sindicatos não protestam contra "este tipo de avaliação"? Admito que não. Afinal queixam-se que a avaliação obriga a "muita papelada", com esta avaliação só é preciso um papel: o da portaria 165-A!

Reitores não são Gestores?

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Mariano Gago parece ter-se fartado das queixas das universidades em relação ao corte de verbas, acusando alguns reitores de serem maus gestores. Como se isso não bastasse, ainda avisou os prevaricadores que poderão ser substituídos. O presidente do conselho de reitores não gostou e veio prontamente lembrar que os reitores não são gestores.
Mariano Gago não é conhecido por decisões difíceis nem por afrontar interesses estabelecidos. Como o "lobby" dos reitores. É por isso que as suas declarações surpreendem. Mas o mínimo que se pode pedir ao ministro é que tome mais atitudes como esta. Porque no caso do financiamento das universidades tem razão. As universidades portuguesas precisam de perceber que o modelo que seguiram nas últimas décadas está obsoleto: não só os recursos públicos são escassos, como o país está a passar por uma profunda transformação sócio-económica que obriga a procurar alternativas. Desde a obtenção de outras fontes de receitas, até à reestruturação dos cursos que ministram (alguns não servem para nada). Desculpabilizar os erros de gestão nas universidades alegando que os reitores não são gestores é a confirmação de que os reitores não percebem o que lhes está a cair em cima. Porque têm mesmo de ser reitores (mesmo que não o sejam por formação). E se não o conseguem ser, que dêem o lugar a outros. O contribuinte é que não tem de continuar a pagar as suas ineficiências.
Camilo Lourenço, no Diário Económico, aqui.
Quando os recursos são escassos importa saber gerir, avaliando o custo-benefício das decisões que se tomam. Reclamar, pedindo mais recursos, já foi "chão que deu uvas". Há que mudar ou, então, dar a vez a outros.

Centro de desenvolvimento Bosch

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"Aos nossos trabalhadores pedimos flexibilidade no ajustamento à sazonalidade da procura. Ao Governo pedimos que esta prática seja consagrada no novo código de trabalho", afirmou João Paulo Oliveira, administrador e representante do grupo Bosch em Portugal. À entrada da fábrica de esquentadores, em Aveiro, uma mensagem do presidente da empresa apela, também, directamente aos trabalhadores, recordando os problemas existentes no sector automóvel, dominante nas contas do grupo, e defendendo as virtudes da flexibilidade. Com um volume de negócios global de 46,3 mil milhões de euros, o grupo Bosch tem no sector automóvel 61% das vendas. Em Portugal, onde conta com seis unidades e o seu centro de competência mundial para o aquecimento de água doméstica, a área automóvel também domina. Em 2007, o grupo facturou 820 milhões em Portugal, menos 4,5% do que em 2006, e as exportações das suas subsidiárias em território nacional totalizaram 723 milhões, com o sector automóvel a absorver 56% das vendas, contra 61% no ano anterior.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.

Bons exemplos

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Manuel Madaíl, empresário e ex-autarca, está a construir um lar de idosos para oferecer à população de Aradas, uma freguesia de Aveiro. O apoio deverá estender-se aos estudantes e às mães solteiras.
Um empresário de Aveiro vai oferecer um lar da terceira idade à população de Aradas, a freguesia onde nasceu e onde foi presidente da Junta de Freguesia, entre 1976 e 2001. Manuel Madaíl, 75 anos, o mecenas de que falamos, está a investir 1,5 milhões de euros num equipamento inexistente em Aradas. Quarenta idosos vão beneficiar da nova infra-estrutura, dotada de lar, centro de dia e apoio domiciliário, já visível junto ao cemitério de Aradas.
Estaria a ser egoísta se nada fizesse pelos outros tendo para isso possibilidades", justifica. Manuel Madaíl vai entregar a gestão do lar à "paróquia". A única coisa que exige é que haja "justiça nas admissões".
Manuel Madaíl gosta de trabalhar no anonimato (recusou ser fotografado) e raramente aparece em acontecimentos públicos apesar de ser um dos mais respeitados e cotados empresários de Aveiro.
Fonte: Jornal de Notícias aqui.
A sociedade civil pode ter um papel mais relevante do que aquele tem tido, constituindo-se como o vértice de um triângulo que tem o Estado e o Mercado como parceiros. Importa, no entanto, que casos como o deste empresário frutifiquem. Valores e princípios podem ter tradução prática.

Em defesa da Escola Pública

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Em Janeiro deste ano, a OCDE publicou um curto texto intitulado Ten Steps To Equity In Education que resumem bem os que poderão ser os contornos de políticas públicas com aquele objectivo. Critérios que são muito mais fundamentais para a avaliação das políticas educativas do que as proclamações oportunistas ou pavlovianas de quem transforma a “defesa da escola pública” na colagem a reivindicações laborais particulares.
Por mim, proponho que, usando as propostas do referido texto da OCDE, abaixo reproduzidos, se avalie quem, de facto e não na retórica, tem defendido a escola pública em Portugal, agora e nas últimas décadas.
Continuar a ler aqui. Rui Pena Pires defende que a "actual política educativa constitui, no essencial, uma defesa real da escola pública num contexto nacional em que esta se encontrava".

U2 - Elevation

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Menos funcionários públicos

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Com a adopção de novas regras laborais no Estado, mais próximas do regime privado – progressão mais difícil na carreira, avaliação mais apertada, etc. – aumentou muito o número de funcionários públicos descontentes. O Governo – que tem como meta reduzir 75 mil postos de trabalho no Estado até ao final da legislatura – viu a oportunidade e decidiu facilitar a aposentação no Estado (mediante penalização). Este ano o resultado traduziu-se na saída de 22 mil funcionários públicos, a maioria do ministério da Educação (precisamente onde a contestação tem sido maior). No seu conjunto, a via da aposentação, combinada com o controlo nas admissões, tem sido o principal instrumento que o Executivo socialista tem utilizado para emagrecer a máquina do Estado (que desde 2005 perdeu 51 mil pessoas). Para o ministério das Finanças, que assiste ao êxodo, 2009 será a altura de perceber ao certo quem são estas pessoas que estão a sair, qual o seu nível de habilitações e experiência, que perda representam para a função pública. Esse passo é fundamental para combinar a necessária dieta de custos com o funcionamento cada vez melhor do Estado.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Para saber se quem se aposenta no final deste ano vai ter uma pensão generosa é só espreitar aqui.

Nenhum serve?!

Publicada por José Manuel Dias


Eduardo Henrique da Silva Correia, Vitorino Magalhães Godinho, Vasco dos Santos Gonçalves , Rui dos Santos Grácio, Manuel Rodrigues de Carvalho, José Emílio da Silva, Victor Manuel Rodrigues Alves, Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia, Carlos Alberto Lloyd Braga, Luís Francisco Valente de Oliveira, Luís Eugénio Caldas Veiga da Cunha, Vítor Pereira Crespo, João José Rodiles Fraústo da Silva, José Augusto Seabra, João de Deus Rogado Salvador Pinheiro, Roberto Artur da Luz Carneiro, Diamantino Freitas Gomes Durão, António Fernando Couto dos Santos, Maria Manuela Dias Ferreira Leite, Eduardo Carregal Marçal Grilo, Guilherme Pereira de Oliveira Martins, Augusto Ernesto Santos Silva, Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus, José David Gomes Justino, Maria do Carmo Félix da Costa Seabra e Maria de Lurdes Reis Rodrigues.
Foram estes os titulares da pasta de Educação desde o 25 de Abril de 1974. 26 personalidades(!) responderam pelo Ministério onde se verificou maior rotatividade de responsáveis. Uma média de 15 meses (!) por Ministro. Alguma justificação haverá por certo. A actual Ministra de Educação está em via de atingir um feito quase inédito: chegar ao fim do mandato. A contestação existente, sob a capa da crítica a "este modelo avaliação de desempenho", não se pode dissociar deste facto. Todas as reformas exigem estabilidade. Mudar de Ministro é sempre a melhor forma de "manter tudo como como está". Sabendo, como sabemos, que Portugal precisa de melhorar o funcionamento das suas escolas públicas seria uma má noticia para todos, inclusive para os que contestam Maria de Lurdes Rodrigues. Portugal teria desperdiçado uma oportunidade irrepetível.

Poupanças fiscais no IRS

Publicada por José Manuel Dias


A aprovação do Orçamento do Estado para 2009 contempla novos limites para despesas e investimentos dedutíveis para efeitos de IRS e deduções novas. Se quer saber o que se alterou e que benefícios fiscais pode obter consulte o guia de despesas e investimentos dedutíveis elaborado pela Deloitte. Fiacrá, também, a sabere qual é valor a gastar para obter a poupança fiscal máxima.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


A Euribor a seis meses que serve de referência para a maioria dos créditos habitação em Portugal, desceu 0,107 pontos percentuais, para os 4,544%, e a Euribor a três meses recuou 0,118 pontos percentuais, para os 4,474%, estando ambas em mínimos de 6 de Março. Por sua vez, a Euribor a 12 meses, recuou 0,105 pontos percentuais, para os 4,596%, o valor mais baixo desde 13 de Março.
Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a descer os juros, pela segunda vez em menos de um mês, e o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, sinalizou a possibilidade de um novo corte na próxima reunião da autoridade monetária da Zona euro, em Sezembro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Boas notícias para as famílias que têm créditos habitação e para as empresas que se socorrem do crédito para alvancar as suas actividades. O sistema financeiro, depois da intervenção dos Governos e dos Bancos centrais, está em condições de revitalizar a economia.

Maior segurança

Publicada por José Manuel Dias


O aumento da garantia de depósitos para os 100.000€ está aqui legislado: Decreto-Lei n.º 211-A/2008, D.R. n.º 213, Série I, Suplemento de 2008-11-03. Não vale a pena, pois, guardar o dinheiro debaixo do colchão.

Cat Power - Lived In Bars

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A lição americana

Publicada por José Manuel Dias


O discurso de vitória de Obama foi uma lição para os políticos portugueses, foi um discurso de estímulo em vez de ser deprimente, foi a devolução da vitória aos eleitores em vez do apelo ao culto da personalidade, foi uma mensagem de ambição em vez da ladainha do sacrifício colectivo.É evidente que os EUA são um grande país, mas o passado recente prova que isso não basta para que se pense grande, Bush foi um político pequeno, tão pequeno como muitos dos nossos. Ma mesma forma o facto de Portugal ser um país pequeno isso não obriga a que também pensemos pequeno, como é regra.
Um país constrói-se com objectivos ambiciosos, os grandes líderes são aqueles que mobilizam os cidadãos em torno de um objectivo e não os que transformam os eleitores num rebanho medroso, os grandes líderes são os que libertam a força da criatividade colectiva e não os que só se sentem seguros se os cidadãos se tornarem em admiradores condicionais e confiantes na capacidade do chefe.
Os americanos escolheram o líder que os estimula a trabalhar pela sua nação, os portugueses costumam escolher líderes em função do que os próprios dizem serem capazes de fazer. Não discutimos um projecto nacional, avaliamos promessas eleitorais e esperamos que sejam cumpridas com a mesma crença dos que fazem pedidos à Nossa Senhora de Fátima.
Talvez os americanos possam mas nós não, porque para que consigamos alguma coisa é necessário que o queiramos e isso implica empenho e participação e não esperar que um salvador faça o que uma nação não tem coragem de fazer. E até os salvadores que nos saem em sortes são salvadores menores, salvadores que desejam secretamente que a desgraça seja maior para que a sua pequenez seja menos evidente. Ou, pior ainda, salvadores que nos propõem as maravilhas de uma ditadura.
A lição que a América deu ao “velho Portugal” é que é preciso ambicionar para alcançar e que uma nação é obra de todos os seus cidadãos e não de apenas alguns que aparecem no momento e local certo para tomar o poder geri-lo como se os seus cidadãos fossem menores de idade. São necessários políticos que mobilizem em vez de arrebanharem os cidadãos, políticos cuja ambição ultrapasse o espelho das suas casas de banho.
Com a devida vénia do blogue O Jumento, com leitura integral aqui.

Barak Obama

Publicada por José Manuel Dias


O novo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, fez hoje um discurso de aceitação intenso e inspirado perante uma multidão de vários milhares de pessoas reunidas em Grant Park, Chicago. "Esta é a vossa vitória", declarou o senador, recordando as mudanças ocorridas no país durante as últimas décadas sob o ponto de vista de uma eleitora que, aos 106 anos, votou hoje em Obama, Ann Nixon Cooper. "Yes, we can", repetiu Obama várias vezes, num discurso que pareceu coreografado até à perfeição.Obama começou o seu discurso por recordar que a sua vitória nas eleições desta madrugada - que venceu por uma esmagadora maioria de 338 votos - põe em evidência que tudo é possível através do poder da democracia."Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta"."Há muito que se anuncia, mas hoje, por causa do que fizémos esta noite, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança está a chegar à América".
Fonte: Jornal Público, aqui.
A eleição do 44º presidente dos USA interessa a todo o Mundo. A sua eleição dá ainda mais valor à democracia. O "Yes, we can" teve tradução prática e, por isso, a "mudança está a chegar à América" e, esperemos, ao Mundo.

Alerta à navegação

Publicada por José Manuel Dias



As famílias portuguesas têm quase 130% dos seus rendimentos brutos comprometidos com dívidas; as empresas são citadas entre as mais devedoras da Europa e a dívida do Estado tende a aumentar. Bruxelas deixou um aviso claro ao excessivo endividamento da economia portuguesa, no relatório de Outono apresentado ontem. A crise financeira e o abrandamento da procura externa “deverão ser particularmente dolorosos, dado o desencontro entre a despesa agregada e as receitas observado durante uma série de anos na economia portuguesa”, lê-se no relatório. “A economia portuguesa é mais penalizada devido aos níveis de endividamento das famílias, das empresas e do Estado”, concorda Paula Carvalho, economista do BPI. A falta de liquidez nos mercados internacionais faz aumentar os custos com a dívida, penalizando por essa via os orçamentos das famílias e os balanços das empresas e do Estado. De acordo com as previsões da Comissão Europeia, o endividamento externo deverá atingir 11,6% do produto interno bruto (PIB) este ano e recuar apenas um ponto percentual em 2009.
Fonte: Diário Económico, aqui.

As cigarras da Europa

Publicada por José Manuel Dias


O dia mundial da poupança é uma ocasião para todos nós de reflectir sobre a nossa maneira de poupar. Segundo dados publicados pelo Eurostat, Portugal é um dos únicos Países da Zona Euro a não ter conseguido um único saldo anual positivo de "poupança líquida" desde 2001. Em termos simples, isso significa que o País está, em média, a "destruir poupança", vivendo à custo de um endividamento crescente junto do exterior.
No entanto, essa realidade média esconde situações contrastadas. O volume de prémios de seguros de vida, incluindo os PPR, aumentou de 61% entre 2004 e Junho de 2008. Os depósitos a prazo também cresceram de cerca de 30% entre Dezembro de 2004 e Agosto de 2008. Contudo, o esforço de poupança das famílias portuguesas "formigas" não consegue compensar o crescimento do endividamento das famílias "cigarras". O crédito ao consumo cresceu nesse mesmo período 66% e o crédito imobiliário 50%, tornando as famílias portuguesas nas mais endividadas de Europa.
Um artigo de Diogo Santos Teixeira, no Jornal de Negócios desta, para ler na íntegra aqui. " Os Portugueses, como os Americanos, têm de aprender a viver do que produzem" é o alerta que nos deixa. Depois não digam que não foram avisados...

Cogir ultrapassa as 60.000 visitas

Publicada por José Manuel Dias


Lisboa, Porto, Algés, Vila Real de Santo António, Albufeira, Aveiro, Ponta Delgada, Odivelas, Matosinhos, Abrantes, Gondomar, Ovar, Santarém, Maia, Viseu, Santo Tirso, Vila Nova de Gaia, Ílhavo, Caldas da Raínha, Senhora da Hora, Palmela, Pombal, Gondomar, Valongo, Arcos, Bombarral, Coimbra, Águeda, Guimarães, Rio Tinto, Ponta Delgada, Senhora da Hora, Vila Viçosa, Portalegre, Évora, Santa Maria da Feira, Oliveira do Bairro, são as localidades de alguns dos acessos do dia de hoje. Para além de Portugal também contamos com visitantes do país irmão, S.Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belém, Vitória, Porto Alegre, Cruzeiro, Recife, Manaus, Niterói, Santa Catarina,...e de Moçabique, África do Sul e Inglaterra. A internet faz o longe perto...
O Cogir (Cogitar+agir) agradece a todos os que por aqui têm passado.

Guns N' Roses - November rain

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Sem Bancos não funcionamos...

Publicada por José Manuel Dias


O Conselho de Ministros reuniu ontem e tomou um conjunto de medidas em ordem a reforçar solidez do sistema financeiro. Nesse sentido decidiu: " disponibilizar cerca de quatro mil milhões de euros para garantir os aumentos de capital que os bancos portugueses vão ter de realizar depois ter sido decidido aumentar o nível de capitais próprios das instituições financeiras". Como explicou Fernando Teixeira dos Santos, o Banco de Portugal vai passar a "exigir às instituições de crédito que atinjam um nível de solvabilidade correspondente a 8% dos fundos próprios de base das instituições", o que vai "obrigar as instituições a reforçar a solidez financeira", ou seja, a aumentar os seus capitais.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Como é consabido o sistema financeiro é crucial para o funcionamento da economia, o mal de um sector circunscreve-se a esse sector mas no caso do sector financeiro os seus constrangimentos reflectem-se em todos os sectores de actividade. Não terá sido por acaso que medidas semelhantes já foram tomadas pelos Governos da Alemanha, da Inglaterra, de Espanha, da Dinamarca, para citar só alguns dos principais países da Europa. Faz bem o Governo ao tomar esta medida. Importa, no entanto, retirar desta crise as necessárias ilacções. Há que reforçar a supervisão do Sistema, condicionar o acesso ao exercício da actividade, condenar os prevaricadores, com o propósito de garantir a existência de operadores seguros e eficientes.

Election results

Publicada por José Manuel Dias


Nos próximos dias estas vão ser as palavras mais procuradas pelos eleitores americanos nas suas pesquisas na net. Muitos dos portugueses vão, também, querer saber o que se está a passar nas terras do Tio Sam. Para esses, deixo aqui alguns sites:
Obama ou McCain? O voto dos americanos dirá. Sondagens revelam que se Obama fosse português ganharia com mais de 90% dos votos expressos. Nos USA é diferente, a margem que que as sondagens lhe dão não é de molde a a garantir a respectiva eleição. De resto, nem seria inédito que o candidato com mais votos não fosse eleito Presidente, dado o tipo de sistema eleitoral em vigor. Uma coisa é, no entanto certa, George W. Bush dia 4 é o seu último dia. Vai deixar poucas saudades ao mundo e, presumo, aos americanos.

Leituras de domingo

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Eric Clapton - Wonderful tonight

Publicada por José Manuel Dias

A importância do crédito

Publicada por José Manuel Dias


Mais de três mil alunos do ensino superior recorreram aos empréstimos criados propositadamente para o pagamento dos estudos, que dispensam um fiador e têm custos reduzidos, durante o primeiro ano de funcionamento do sistema de crédito.
No total, o montante dos contratos de crédito já concedidos é de 35,4 milhões de euros, que serão distribuídos ao longo do tempo de estudo dos alunos, dos quais 10 milhões já foram gastos,
O balanço foi feito pelo presidente da Sociedade de Garantia Mútua, José Figueiredo, que precisou que cerca de 3.200 alunos tiveram acesso aos empréstimos no primeiro ano. Para o presente ano lectivo, 2008/2009, o Governo aprovou uma dotação adicional que deverá permitir duplicar o número de estudantes que recorrem a este sistema para pagarem os estudos superiores.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
o crédito é um importante instrumento no deenvolvimento económico e social dos povos. A medida do Governo facilitando o acesso a crédito para frequentar cursos superiores é, pois, merecedora de aplausos.

Ranking das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


O cenário não mudou. Continuam a ser os estabelecimentos de ensino privado a dominar a listagem das escolas secundárias, quer se analise atendendo às classificações de exame (CE), quer se olhe para as classificações finais das disciplinas (CFD). No topo das listas estão escolas situada em grandes centros urbanos.
Continuam a ser os estabelecimentos de ensino privado a dominar os
rankings das escolas secundárias, atendendo aos resultados obtidos no final do 12.º ano. E isto verifica-se em ambas as listagens feitas, ou seja, na que foi elaborada tomando em linha de conta apenas as classificações obtidas nas provas de exame, e na que foi produzida partindo das classificações finais das diversas disciplinas.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
No que concerne às escolas públicas do Distrito de Aveiro mercem referência os seguintes estabelecimentos de ensino (Notas de Exame):
Escola Secundária/3 Esmoriz - 33ª, média de 12,98; Escola Secundária/3 Adolfo Portela - Águeda - 47ª, média de 12,51; Escola Secundária/3 de Albergaria a Velha - 48ª, média de 12,51; Escola Secundária/3 José Estêvão - Aveiro, 57ª, média de 12,26; Escola Secundária/3 Dr. Manuel Laranjeira - Espinho, 93ª, média de 11,81; Escola Secundária/3 João Silva Correia - S. João da Madeira, 94ª, média de 11,79;Escola Secundária Homem Cristo - Aveiro, 95ª, média de 11,79; Escola Secundária/3 Ferreira de Castro - Oliveira de Azeméis, 125ª, média de 11,58; Escola Secundária Mário Sacramento - Aveiro, 144ª, média de 11,46; Escola Secundária da Gafanha da Nazaré - Ílhavo, 147ª, média de 11,44
Alguns apontam defeitos aos modelos de que serviram de suporte ao ranking mas uma coisa parece certa existem escolas com meios sócio-económicos muitos semelhantes que têm desempenho diferenciados e a culpa (ou mérito) não poderá imputar-se exclusivamente aos estudantes. Os resultados também são determinados pela qualidade e empenho dos professores. Da leitura do ranking podemos concluir que existem escolas com excelentes resultados e outras que se quedam pela mediania. Indagar das razões de níveis diferenciados de desempenhos é vital para conhecermos as melhores práticas. Neste enquadramento a avaliação de escolas e professores é, pois, uma exigência social, associada à prestação de contas e à aferição da qualidade do ensino.

Despesómetro

Publicada por José Manuel Dias


No Dia Mundial da Poupança, a Direcção-Geral do Consumidor deixa algumas recomendações para gerir as despesas e poupar algum dinheiro. O primeiro passo é avaliar no início do mês as despesas fixas (habitação, energia, telefone, água) e as despesas correntes de montante variável (alimentação, higiene, transportes). Avalie também as despesas ocasionais previstas para esse período, mas que podem ser evitáveis, como férias ou a compra de alguns equipamentos.
Ainda no início do mês, defina um montante possível de poupança para eventuais imprevistos.
Quando chegar ao final do mês controle o que gastou em cada um dos tipos de despesa acima referidos, confira todos os estratos bancários, identifique se teve despesas superiores ao previsto e em quê, pague sempre as suas despesas fixas a horas e esteja sempre preparado para ajustar o seu orçamento a novas realidades.
Fonte: Portal do Consumidor

Já estamos a poupar...

Publicada por José Manuel Dias


A maior concessionária de auto-estradas de Portugal, Brisa, registou menos seis mil carros por dia nos primeiros nove meses de 2008, em comparação com igual período no ano passado. A notícia avançada hoje pelo "Jornal de Notícias" diz que a crise nos combustíveis e o preço das portagens estão a fazer com que muitos condutores optem por outras alternativas. Os dados foram retirados do relatório de contas da Brisa, relativo ao primeiro trimestre deste ano, e mostram que a circulação média de veículos se situou nos 235.261. Em 2007 o tráfico foi de 241.166 automóveis, ou seja, uma diferença de 5905 carros por dia. No total terá havido menos 1,6 milhões de veículos a passar pelas portagens da empresa, nos primeiros nove meses de 2008.
Fonte: Jornal Público aqui.
Há muito boa gente que em resultado do aumento do preço dos combustíveis começou a fazer contas e a utilizar o veículo automóvel apenas quando é estritamente necessário e não existe alternativa menos dispendiosa. Não deve ter sido por acaso que o nível de utilização de trasportes públicos aumentou...

Dia Mundial da Poupança

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses poupam cada vez menos. Os dados do Banco de Portugal mostram que a taxa de poupança das famílias baixou de 9,2 para 7,9 por cento do rendimento disponível, entre 2005 e 2007, encontrando-se agora em mínimos de pelo menos 13 anos (dados só disponíveis até 1994). A estimativa para este ano é, ainda inferior. Perguntar-se-á porquê? Os rendimentos que se obtêm são, cada vez mais, orientados para o consumo. Consome-se mais e poupa-se menos. Consome-se porque se precisa e porque não se precisa e confia-se que o futuro será sempre melhor que o passado. A crise financeira está aí para demonstrar que não se pode tomar como certa essa ideia. Poupar é, pois, uma necessidade. Preocupar-se com a educação dos filhos, com a segurança económica do agregado familiar, com uma possível doença, exige que se recuperem hábitos de poupança. Constituir uma reserva financeira com parte dos rendimentos auferidos é, pois, um acto de racionalidade. Pode dar jeito no futuro. Poupar não depende só dos rendimentos que obtemos, depende, também principalmente, dos hábitos de consumo que temos. Reajustar os hábitos é, pois, necessário. Esta crise internacional, cuja amplitude e profundidade ainda desconhecemos, pode ser uma excelente oportunidade. Poupar pode começar por reservarmos uma parcela do nosso rendimento para nós mesmo, afectando-o a um qualquer produto de poupança. Dez por cento do nosso rendimento mensal pode ser um bom começo. Deixamos de contar com esse montante e elencamos os nossos gastos por forma a saber onde "somos obrigados a poupar". Vamos concluir nessa análise que nem todos os gastos são mesmo indispensáveis...

Leo Kottke - Louise

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O novo sonho americano

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El día que Ted Kennedy mostró su apoyo público a Barack Obama recordó cómo su hermano John retó a Estados Unidos a atravesar una Nueva Frontera. El joven candidato católico tuvo que soportar las críticas del anterior presidente demócrata, Harry Truman, que pedía paciencia y exigía a alguien con más experiencia, pero John Fitzgerald respondió: "El mundo está cambiando. Las viejas fórmulas ya no sirven". En el Estados Unidos post Bush, Obama ha hecho suyas esas palabras del presidente asesinado para simbolizar el hambre de cambio y radiar un efecto de esperanza que ya no se recordaba en las bases demócratas.
Fonte: El País, aqui.
Faltam apenas 5 (longos) dias para Bush se despedir...

Teoria das expectativas racionais

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Nos seus tempos de aluna do ISCEF (actual ISEG) Manuela Ferreira Leite não tomou contacto com as teorias económicas que hoje fazem parte do currículo das cadeiras de macroeconomia e que abordam o papel das expectativas dos ‘agentes’ no desempenho da Economia.
«The theory of rational expectations was first proposed by John F. Muth of Indiana University in the early 1960s. He used the term to describe the many economic situations in which the outcome depends partly on what people expect to happen. The price of an agricultural commodity, for example, depends on how many acres farmers plant, which in turn depends on the price farmers expect to realize when they harvest and sell their crops.(…)»
Talvez com uma actualização dos conteúdos curriculares se evitariam discursos dramáticos como este:“tudo o que seja dar sinais às pessoas de que o próximo ano vai ser um ano muito bom é obviamente enganar as pessoas.” (MFL)
Ninguém anda a dizer que os próximos tempos vão ser ‘muito bons’ mas se todos nos convencermos de que o futuro é dramático, e se o primeiro-ministro ‘ajudar à festa’, como Ferreira Leite parece querer, o mais provável é que o pior cenário se concretize.

Será que reprovar ensina?

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Sabia que na Finlândia, o país em que os alunos têm o melhor desempenho do mundo, ninguém reprova durante a escolaridade obrigatória? Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados nos estudos internacionais “as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos”. Seguindo esta tendência de política educativa que, também é recomendada pela OCDE, o Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe ao Governo o fim das reprovações até as crianças terem 12 anos. O projecto de parecer sobre a “A Educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”, a que o Diário Económico teve acesso, sugere “a substituição das repetências por medidas eficazes de apoio”. Entre as propostas avançadas estão “estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldade e estratégias de diferenciação pedagógica” .
Fonte: Diário Económico. A ler na íntegra, aqui.
Cada estudante que reprova implica um aumento anual de despesa de 3.000,00 Euros. Se multiplcarmos esse valor pelos 233.000 estudantes que não transitaram de ano ou abandonaram o sistema antes de terminarem o ensino obrigatório, determinamos um valor de 699 milhões de Euros. Um país como o nosso não se pode dar ao luxo de tal desperdício. Podemos (e devemos) ser exigentes sem que isso se traduza em reprovações. Basta-nos copiar as melhores práticas observadas na Europa. A reprovação não é uma segudna oportunidade é, na maioria dos casos, reforçar a discriminação. Não deve ser por acaso que a OCDE defende que "as elevadas taxas de repetência de alguns países devem ser reduzidas, criando incentivos às escolas para encontrarem abordagens alternativas".

Gisele Bundchen - Ipanema

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Os dez mandamentos da gestão financeira

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1. Não gastarás mais dinheiro do que aquele que recebes;
2. Gastarás dinheiro tendo em vista o teu futuro assim como o teu presente;
3. Lembrar-te-ás que os juros compostos não são reversíveis;
4. Não coleccionarás cartões de crédito nem os utilizarás descuidadamente;
5. Honrarás sempre as tuas dívidas e os teus compromissos;
6. Desenvolverás um plano de gastos e utilizarás dinheiro em poupanças ou investimentos;
7. Procurarás altas taxas de juro e bons rendimentos;
8. Viverás com moderação e não adorarás o deus do materialismo;
9. Diversificarás os teus investimentos;
10. Procurarás educação financeira para que não sejas enganado por ninguém.
Fonte: Direcção Geral do Consumidor

Uma explicação para a crise

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A causa da crise assenta, sob muitos aspectos, em razões sociológicas. Não só por aquilo que Raymond Plant recentemente escreveu (afastámo-nos da virtude, disse ele, e o nosso afastamento das religiões ou filosofias que a pregavam também é causa da crise), mas porque a própria vida actual nos empurrou - a todos ou quase - para uma ideia que, vista hoje, é preocupante: a convicção de que a poupança, ou que amealhar para o futuro não faz qualquer sentido.
Para tal não contribuiu apenas uma razão, mas dezenas delas. E, desde logo, ideias generosas e que fazem sentido - refira-se a da garantia das reformas pelo Estado - assim como ideias duvidosas, "vide" as do crédito imediato concedido pelo telefone.
A enorme diferença é que há uns anos, não mais do que duas gerações, as famílias aforravam para a velhice, porque sabiam que não haveria outros apoios senão os familiares. E, quando se era novo, trabalhava-se para atingir um objectivo, fosse ele casar, comprar casa, ter um carro ou fazer férias especiais.
Hoje confia-se no Estado para assegurar reformas (ainda que a confiança nos últimos anos tenha baixado). Quando não é no Estado é num PPR, que por sua vez entrou, na maioria dos casos, no mesmo circo financeiro que os bancos. Já quanto aos bens, como automóveis, casas ou férias, o sistema desde há 50 anos que nos aconselha a comprá-los primeiro e pagá-los depois. Tudo junto, é todo um programa contra a poupança. O contrário do aforro é o endividamento. E quando todo o sistema assenta na dívida podemos ter colapsos destes.
Henrique Monteiro em artigo de opinião no semanáriol Expresso, a ler na íntegra aqui.
Um artigo de grande valor pedagógico. Se queremos ter futuro teremos que renunciar ao prazer do consumo imediato, teremos que (re)aprender a poupar.

E agora?

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Desde os anos 90, observou-se uma forte queda de preços dos bens transaccionáveis por via da entrada dos países do sudoeste asiático no mercado mundial, da redução dos preços dos bens não transaccionáveis (devido às tecnologias de informação e comunicação e à liberalização dos serviços nas economias desenvolvidas) e da baixa das taxas de juro (pela conjugação de excesso de poupança no Oriente e complacência face ao risco no Ocidente). Os rendimentos do trabalho estagnavam, mas os orçamentos familiares progrediam. Enquanto os preços dos bens e os encargos com a dívida caiam, a bolha do crédito insuflava, e o mercado imobiliário e as bolsas valorizavam-se. Agora, os benefícios da globalização estão exaustos e a crise financeira enraizou-se de forma virulenta. O petróleo, as "t-shirts" e o crédito encareceram e a recessão subiu à ribalta, num momento que vislumbra a acalmia da desordem bancária.
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, para ler na íntegra aqui.

Deolinda - Fado Toninho

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A irresponsabilidade sindical

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Quem ouve os dirigentes sindicais falar só pode tirar uma de duas conclusões: ou estão loucos, autistas, incapazes de apresentar propostas sensatas e lúcidas, ou são demasiado estúpidos, inconscientes, e não dispõem de nenhuma informação exacta sobre o que se passa no País, na Europa e no Mundo.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
[...]
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, 'porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos'. Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
Emídio Rangel, em artigo de opinião no Correio da Manhã, aqui.

Talentos perdidos

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Este é uns vídeos mais vistos do Youtube. O jogador dos New Jersey Nets, Devin Harris, é "humilhado" por Stuar Tanner, um inglês de 28 anos. Stuart começou por falhar um cesto da linha dos três pontos, mas no um-contra-um mostrou deu festival, ao passar a bola por entre as pernas de Devin Harris, antes de encestar, de costas para o cesto. Um amador derrota umas das estrelas da NBA. Um talento perdido...

Prémio Dardos

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A crise e as exportações

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Os mercados europeus que escoam 75% das exportações portuguesas estão em abrandamento ou mesmo em recessão. Será que isto afecta as exportações portuguesas? Claro que afecta. Mas será que este facto é suficiente para determinar que as exportações do País vão cair em 2008 e 2009, e que o défice externo ainda se vai agravar mais? Eu penso que não.
[...]
Concluindo, o abrandamento das economias europeias não implicou até agora uma quebra das nossas exportações para a União Europeia. O crescimento das nossas exportações no último ano assentou principalmente nos PALOP, países da OPEP, Ásia e América do Sul, economias para as quais as instituições internacionais continuam a prever mantenham um forte crescimento em 2009. Alguns destes mercados poderão desacelerar, em particular os muito dependentes do petróleo, com a prevista diminuição do preço, mas nestes mercados a desvalorização do euro estará a ajudar as exportações em 2009.
Manuel Caldeira Cabral, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui, expõe o seu ponto de vista sobre o comportamento presente e futuro das nossas exportações.

Quem me dera...

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... Ter comprado uma casa que não podia pagar
... Ter pedido ainda mais dinheiro emprestado por conta da casa para comprar carro, mobilar a casa e fazer as férias de sonho
... Ter emprestado a quem não podia pagar, se fosse banqueiro....
Ter emprestado 100% do valor da casa para que pudessem comprar também o carro e mobilar a casa, se fosse banqueiro.
Hoje estaria o Estado a premiar a minha irresponsabilidade com os impostos que todos pagam.
Um post de Helena Garrido que nos alerta para "o outro lado" da crise financeira. A ser lido na íntegra aqui.

Cautelas e caldos de galinha...

Publicada por José Manuel Dias


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que, apesar do aumento do crédito malparado, que atingiu um novo recorde em Agosto, as famílias portuguesas até são muito cautelosas com o crédito à habitação.
«Apesar deste aumento do esforço financeiro decorrente da subida das taxas de juro, os portugueses são cautelosos quando se trata da habitação e há um esforço por parte das famílias para encontrar soluções», disse o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) do banco público, Paulo Sousa, em conferência de imprensa.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal sobre cobrança duvidosa, divulgados esta terça-feira, o malparado atingiu um novo recorde em Agosto, nos 2.801 milhões de euros. Em apenas um ano, cresceu mais de 26%. A maior fatia cabe à habitação, com um malparado de 1.510 milhões, num crescimento de 23,6% face ao homólogo de 2007. Mas foi no crédito ao consumo que o malparado mais cresceu: 70% num ano, para os 691 milhões de euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Russian Red - They dont belive

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A longo prazo estaremos todos mortos

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A única vez que Margaret Thatcher me dirigiu a palavra na qualidade de membro da Câmara dos Lordes foi para me perguntar qual havia sido a pior coisa que Lorde Keynes havia dito ou feito. Tive alguma dificuldade em responder à pergunta, embora estivesse convencido de que Thatcher teria uma longa lista de erros cometidos por Keynes. Fiquei, todavia, intrigado em saber o que ela pensava sobre o assunto. E prontamente me esclareceu: o pior foi ter dito que “a longo prazo estaremos todos mortos”. Uma escolha interessante, sem dúvida, mas o que ela tinha em mente era o facto de o capitalismo ter que incorporar certas virtudes e restrições face ao desejo e ao consumo para poder funcionar de forma eficaz. Historicamente, tanto as virtudes como as restrições têm sido salvaguardadas pelas crenças religiosas e por todo um conjunto de atitudes culturais enraizadas nessas mesmas crenças. Eliminar essas crenças significa eliminar as sanções ou restrições inerentes ao vasto leque de desejos humanos. Dizer que a longo prazo estaremos todos mortos é um incentivo ao consumo imediato, um apelo a uma visão de curto prazo e à rejeição de uma gratificação diferida.
Um artigo de Raymond Plan, publicado no Diário económico de hoje, que nos alerta para o inconveniente de levar à letra o slogan “Para quê esperar? Satisfaça já os seus desejos”. A ler na íntegra aqui.

Euribor em queda

Publicada por José Manuel Dias


Os índices bolsistas têm caido e a Euribor também. Este é o comportamento dos últimos dias. O que vai acontecer para semana? Se soubesse não dizia, ficava rico. Prever é cada vez mais difícil. O Banco de Portugal actualiza diariamente as taxas da Euribor, nos vários prazos. A garantia dos Estados no acesso ao crédito sossegou os diversos operadores e a Euribor iniciou a trajectória descendente. Veremos o que acontece para a semana...

FIIAH

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A proposta de Orçamento de Estado para 2009 inclui um mecanismo transitório (que deverá vigorar por período não superior a 11 anos) de apoio aos bancos e às famílias que estejam a passar dificuldades impostas pelo aumento das taxas de juro nos créditos à habitação , através da criação do chamado fundo de investimento imobiliário em arrendamento habitacional (FIIAH). Este novo instrumento legal prevê a aplicação de um conjunto de benefícios fiscais na compra de casas para futuro arrendamento, desde isenções de IMI e IMT à isenção de impostos sobre os rendimentos gerados pelas Unidades de Participação dos próprios fundos.
A proposta parece interessante, ao responder a necessidades efectivas de famílias incapazes de solver com normalidade os seus empréstimos e à vontade dos Bancos em mobilizarem recursos e limparem os seus balanços. Não é, contudo, original. Os americanos nos anos 60, adoptaram modelo semelhante: Real Estate Investement Trust. Se aprendermos com os erros dos outros, pode ser que a a implementação de um projecto bem intencionado, nos permita concluir que os resultados alcançados com esta proposta foram meritórios.

Bon Jovi - Always

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Leituras de sábado à tarde

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Palavras intemporais?

Publicada por José Manuel Dias



O surgimento de crises económicas periódicas e recorrentes é a consequência necessária de tentativas repetidamente renovadas de se reduzir a taxa 'natural' de juros do mercado por meio de políticas bancárias. As crises não irão desaparecer enquanto os homens não aprenderem a evitar tais estímulos expansionistas, porque um crescimento artificialmente estimulado tem inevitavelmente de levar a uma crise e a uma depressão... Qualquer tentativa de pôr fim a essa crise por meio de novas medidas intervencionistas é algo completamente equivocado. Só há uma maneira de sair dela: abdicar de qualquer tentativa de impedir o impacto dos preços de mercado sobre a produção.
Ludwig von Mises, The causes of the economics crisis,
aqui.

Palavras de optimismo

Publicada por José Manuel Dias


Olhemos as coisas por outro ângulo. A crise por que passamos não é uma crise universal, mas localizada. Vive-se nas economias ditas avançadas e é o reflexo de uma ganância sem limites. Porque as outras, aquelas a que chamamos “emergentes”, estão a crescer a taxas fabulosas de 7-8% ao ano, como se pertencessem a um mundo à parte. E só abrandaram um pouco porque a procura dos “ricos” se retraiu. Então tomem nota: quando a crise do lado de cá terminar, será o fulgor do lado de lá que vai alimentar a procura. Já tinham pensado nisto? Continuemos a raciocinar positivo. Depois do colapso das finanças públicas, o Governo levou a cabo um processo notável de consolidação orçamental, o que nos permite uma folga que, usada em contra-ciclo, poderá agora responder às necessidades mais urgentes: garantia de liquidez aos bancos, apoio fiscal às empresas, dotações pontuais às famílias carenciadas. Além disso, a inflação está controlada, o desemprego é gerível e, que eu saiba, nenhum organismo, nem mesmo o FMI, ousou até hoje prever um quadro recessivo para 2008-09. Não acham isto tranquilizador?
Daniel Amaral, no Diário Económico, aqui.

Empresa portuguesa na liderança

Publicada por José Manuel Dias


Em Vila do Conde, mais precisamente em Canidelo, existe uma empresa líder mundial. O que pode parecer estranho tornar-se-á ainda mais se lhe dissermos que a empresa em questão produz kayaks. Exactamente, kayaks de competição. Mais. Essa mesma empresa tinha este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, 56 embarcações, 20 das quais saíram da competição medalhadas, e tem sido assim nas últimas grandes competições internacionais. Manuel Ramos, chairman da empresa e mentor desta proeza, diz que tudo começou pela necessidade que ele próprio sentiu quando começou a praticar a modalidade. Estávamos na década de 70 e não havia quem produzisse kayaks em Portugal. Porque o gosto era grande, Manuel Ramos, Nelo para os amigos, começa a fabricar as suas próprias embarcações. E sem grande planeamento e sem grande estratégia cria em 1978, a sua primeira empresa, hoje a M.A.R. Kayaks. Mas se é com esta denominação que regista a empresa a verdade é que é sob a marca “Nelo” que se impõe no panorama internacional.
Para continuar a ler este artigo de Elisabete Felismino, publicado no Diário Económico de hoje, clicar aqui.
Um caso de sucesso que se suporta na apresentação de uma proposta de valor que se iniciou na satisfação de uma necessidade : "não havia quem produzisse Kayaks em Portugal"...

U2 - Mysterious Ways

Publicada por José Manuel Dias