Menos funcionários públicos

Publicada por José Manuel Dias


Com a adopção de novas regras laborais no Estado, mais próximas do regime privado – progressão mais difícil na carreira, avaliação mais apertada, etc. – aumentou muito o número de funcionários públicos descontentes. O Governo – que tem como meta reduzir 75 mil postos de trabalho no Estado até ao final da legislatura – viu a oportunidade e decidiu facilitar a aposentação no Estado (mediante penalização). Este ano o resultado traduziu-se na saída de 22 mil funcionários públicos, a maioria do ministério da Educação (precisamente onde a contestação tem sido maior). No seu conjunto, a via da aposentação, combinada com o controlo nas admissões, tem sido o principal instrumento que o Executivo socialista tem utilizado para emagrecer a máquina do Estado (que desde 2005 perdeu 51 mil pessoas). Para o ministério das Finanças, que assiste ao êxodo, 2009 será a altura de perceber ao certo quem são estas pessoas que estão a sair, qual o seu nível de habilitações e experiência, que perda representam para a função pública. Esse passo é fundamental para combinar a necessária dieta de custos com o funcionamento cada vez melhor do Estado.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Para saber se quem se aposenta no final deste ano vai ter uma pensão generosa é só espreitar aqui.

Nenhum serve?!

Publicada por José Manuel Dias


Eduardo Henrique da Silva Correia, Vitorino Magalhães Godinho, Vasco dos Santos Gonçalves , Rui dos Santos Grácio, Manuel Rodrigues de Carvalho, José Emílio da Silva, Victor Manuel Rodrigues Alves, Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia, Carlos Alberto Lloyd Braga, Luís Francisco Valente de Oliveira, Luís Eugénio Caldas Veiga da Cunha, Vítor Pereira Crespo, João José Rodiles Fraústo da Silva, José Augusto Seabra, João de Deus Rogado Salvador Pinheiro, Roberto Artur da Luz Carneiro, Diamantino Freitas Gomes Durão, António Fernando Couto dos Santos, Maria Manuela Dias Ferreira Leite, Eduardo Carregal Marçal Grilo, Guilherme Pereira de Oliveira Martins, Augusto Ernesto Santos Silva, Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus, José David Gomes Justino, Maria do Carmo Félix da Costa Seabra e Maria de Lurdes Reis Rodrigues.
Foram estes os titulares da pasta de Educação desde o 25 de Abril de 1974. 26 personalidades(!) responderam pelo Ministério onde se verificou maior rotatividade de responsáveis. Uma média de 15 meses (!) por Ministro. Alguma justificação haverá por certo. A actual Ministra de Educação está em via de atingir um feito quase inédito: chegar ao fim do mandato. A contestação existente, sob a capa da crítica a "este modelo avaliação de desempenho", não se pode dissociar deste facto. Todas as reformas exigem estabilidade. Mudar de Ministro é sempre a melhor forma de "manter tudo como como está". Sabendo, como sabemos, que Portugal precisa de melhorar o funcionamento das suas escolas públicas seria uma má noticia para todos, inclusive para os que contestam Maria de Lurdes Rodrigues. Portugal teria desperdiçado uma oportunidade irrepetível.

Poupanças fiscais no IRS

Publicada por José Manuel Dias


A aprovação do Orçamento do Estado para 2009 contempla novos limites para despesas e investimentos dedutíveis para efeitos de IRS e deduções novas. Se quer saber o que se alterou e que benefícios fiscais pode obter consulte o guia de despesas e investimentos dedutíveis elaborado pela Deloitte. Fiacrá, também, a sabere qual é valor a gastar para obter a poupança fiscal máxima.

Boas notícias

Publicada por José Manuel Dias


A Euribor a seis meses que serve de referência para a maioria dos créditos habitação em Portugal, desceu 0,107 pontos percentuais, para os 4,544%, e a Euribor a três meses recuou 0,118 pontos percentuais, para os 4,474%, estando ambas em mínimos de 6 de Março. Por sua vez, a Euribor a 12 meses, recuou 0,105 pontos percentuais, para os 4,596%, o valor mais baixo desde 13 de Março.
Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a descer os juros, pela segunda vez em menos de um mês, e o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, sinalizou a possibilidade de um novo corte na próxima reunião da autoridade monetária da Zona euro, em Sezembro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Boas notícias para as famílias que têm créditos habitação e para as empresas que se socorrem do crédito para alvancar as suas actividades. O sistema financeiro, depois da intervenção dos Governos e dos Bancos centrais, está em condições de revitalizar a economia.

Maior segurança

Publicada por José Manuel Dias


O aumento da garantia de depósitos para os 100.000€ está aqui legislado: Decreto-Lei n.º 211-A/2008, D.R. n.º 213, Série I, Suplemento de 2008-11-03. Não vale a pena, pois, guardar o dinheiro debaixo do colchão.

Cat Power - Lived In Bars

Publicada por José Manuel Dias

A lição americana

Publicada por José Manuel Dias


O discurso de vitória de Obama foi uma lição para os políticos portugueses, foi um discurso de estímulo em vez de ser deprimente, foi a devolução da vitória aos eleitores em vez do apelo ao culto da personalidade, foi uma mensagem de ambição em vez da ladainha do sacrifício colectivo.É evidente que os EUA são um grande país, mas o passado recente prova que isso não basta para que se pense grande, Bush foi um político pequeno, tão pequeno como muitos dos nossos. Ma mesma forma o facto de Portugal ser um país pequeno isso não obriga a que também pensemos pequeno, como é regra.
Um país constrói-se com objectivos ambiciosos, os grandes líderes são aqueles que mobilizam os cidadãos em torno de um objectivo e não os que transformam os eleitores num rebanho medroso, os grandes líderes são os que libertam a força da criatividade colectiva e não os que só se sentem seguros se os cidadãos se tornarem em admiradores condicionais e confiantes na capacidade do chefe.
Os americanos escolheram o líder que os estimula a trabalhar pela sua nação, os portugueses costumam escolher líderes em função do que os próprios dizem serem capazes de fazer. Não discutimos um projecto nacional, avaliamos promessas eleitorais e esperamos que sejam cumpridas com a mesma crença dos que fazem pedidos à Nossa Senhora de Fátima.
Talvez os americanos possam mas nós não, porque para que consigamos alguma coisa é necessário que o queiramos e isso implica empenho e participação e não esperar que um salvador faça o que uma nação não tem coragem de fazer. E até os salvadores que nos saem em sortes são salvadores menores, salvadores que desejam secretamente que a desgraça seja maior para que a sua pequenez seja menos evidente. Ou, pior ainda, salvadores que nos propõem as maravilhas de uma ditadura.
A lição que a América deu ao “velho Portugal” é que é preciso ambicionar para alcançar e que uma nação é obra de todos os seus cidadãos e não de apenas alguns que aparecem no momento e local certo para tomar o poder geri-lo como se os seus cidadãos fossem menores de idade. São necessários políticos que mobilizem em vez de arrebanharem os cidadãos, políticos cuja ambição ultrapasse o espelho das suas casas de banho.
Com a devida vénia do blogue O Jumento, com leitura integral aqui.

Barak Obama

Publicada por José Manuel Dias


O novo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, fez hoje um discurso de aceitação intenso e inspirado perante uma multidão de vários milhares de pessoas reunidas em Grant Park, Chicago. "Esta é a vossa vitória", declarou o senador, recordando as mudanças ocorridas no país durante as últimas décadas sob o ponto de vista de uma eleitora que, aos 106 anos, votou hoje em Obama, Ann Nixon Cooper. "Yes, we can", repetiu Obama várias vezes, num discurso que pareceu coreografado até à perfeição.Obama começou o seu discurso por recordar que a sua vitória nas eleições desta madrugada - que venceu por uma esmagadora maioria de 338 votos - põe em evidência que tudo é possível através do poder da democracia."Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta"."Há muito que se anuncia, mas hoje, por causa do que fizémos esta noite, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança está a chegar à América".
Fonte: Jornal Público, aqui.
A eleição do 44º presidente dos USA interessa a todo o Mundo. A sua eleição dá ainda mais valor à democracia. O "Yes, we can" teve tradução prática e, por isso, a "mudança está a chegar à América" e, esperemos, ao Mundo.

Alerta à navegação

Publicada por José Manuel Dias



As famílias portuguesas têm quase 130% dos seus rendimentos brutos comprometidos com dívidas; as empresas são citadas entre as mais devedoras da Europa e a dívida do Estado tende a aumentar. Bruxelas deixou um aviso claro ao excessivo endividamento da economia portuguesa, no relatório de Outono apresentado ontem. A crise financeira e o abrandamento da procura externa “deverão ser particularmente dolorosos, dado o desencontro entre a despesa agregada e as receitas observado durante uma série de anos na economia portuguesa”, lê-se no relatório. “A economia portuguesa é mais penalizada devido aos níveis de endividamento das famílias, das empresas e do Estado”, concorda Paula Carvalho, economista do BPI. A falta de liquidez nos mercados internacionais faz aumentar os custos com a dívida, penalizando por essa via os orçamentos das famílias e os balanços das empresas e do Estado. De acordo com as previsões da Comissão Europeia, o endividamento externo deverá atingir 11,6% do produto interno bruto (PIB) este ano e recuar apenas um ponto percentual em 2009.
Fonte: Diário Económico, aqui.

As cigarras da Europa

Publicada por José Manuel Dias


O dia mundial da poupança é uma ocasião para todos nós de reflectir sobre a nossa maneira de poupar. Segundo dados publicados pelo Eurostat, Portugal é um dos únicos Países da Zona Euro a não ter conseguido um único saldo anual positivo de "poupança líquida" desde 2001. Em termos simples, isso significa que o País está, em média, a "destruir poupança", vivendo à custo de um endividamento crescente junto do exterior.
No entanto, essa realidade média esconde situações contrastadas. O volume de prémios de seguros de vida, incluindo os PPR, aumentou de 61% entre 2004 e Junho de 2008. Os depósitos a prazo também cresceram de cerca de 30% entre Dezembro de 2004 e Agosto de 2008. Contudo, o esforço de poupança das famílias portuguesas "formigas" não consegue compensar o crescimento do endividamento das famílias "cigarras". O crédito ao consumo cresceu nesse mesmo período 66% e o crédito imobiliário 50%, tornando as famílias portuguesas nas mais endividadas de Europa.
Um artigo de Diogo Santos Teixeira, no Jornal de Negócios desta, para ler na íntegra aqui. " Os Portugueses, como os Americanos, têm de aprender a viver do que produzem" é o alerta que nos deixa. Depois não digam que não foram avisados...

Cogir ultrapassa as 60.000 visitas

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Lisboa, Porto, Algés, Vila Real de Santo António, Albufeira, Aveiro, Ponta Delgada, Odivelas, Matosinhos, Abrantes, Gondomar, Ovar, Santarém, Maia, Viseu, Santo Tirso, Vila Nova de Gaia, Ílhavo, Caldas da Raínha, Senhora da Hora, Palmela, Pombal, Gondomar, Valongo, Arcos, Bombarral, Coimbra, Águeda, Guimarães, Rio Tinto, Ponta Delgada, Senhora da Hora, Vila Viçosa, Portalegre, Évora, Santa Maria da Feira, Oliveira do Bairro, são as localidades de alguns dos acessos do dia de hoje. Para além de Portugal também contamos com visitantes do país irmão, S.Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belém, Vitória, Porto Alegre, Cruzeiro, Recife, Manaus, Niterói, Santa Catarina,...e de Moçabique, África do Sul e Inglaterra. A internet faz o longe perto...
O Cogir (Cogitar+agir) agradece a todos os que por aqui têm passado.

Guns N' Roses - November rain

Publicada por José Manuel Dias

Sem Bancos não funcionamos...

Publicada por José Manuel Dias


O Conselho de Ministros reuniu ontem e tomou um conjunto de medidas em ordem a reforçar solidez do sistema financeiro. Nesse sentido decidiu: " disponibilizar cerca de quatro mil milhões de euros para garantir os aumentos de capital que os bancos portugueses vão ter de realizar depois ter sido decidido aumentar o nível de capitais próprios das instituições financeiras". Como explicou Fernando Teixeira dos Santos, o Banco de Portugal vai passar a "exigir às instituições de crédito que atinjam um nível de solvabilidade correspondente a 8% dos fundos próprios de base das instituições", o que vai "obrigar as instituições a reforçar a solidez financeira", ou seja, a aumentar os seus capitais.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
Como é consabido o sistema financeiro é crucial para o funcionamento da economia, o mal de um sector circunscreve-se a esse sector mas no caso do sector financeiro os seus constrangimentos reflectem-se em todos os sectores de actividade. Não terá sido por acaso que medidas semelhantes já foram tomadas pelos Governos da Alemanha, da Inglaterra, de Espanha, da Dinamarca, para citar só alguns dos principais países da Europa. Faz bem o Governo ao tomar esta medida. Importa, no entanto, retirar desta crise as necessárias ilacções. Há que reforçar a supervisão do Sistema, condicionar o acesso ao exercício da actividade, condenar os prevaricadores, com o propósito de garantir a existência de operadores seguros e eficientes.

Election results

Publicada por José Manuel Dias


Nos próximos dias estas vão ser as palavras mais procuradas pelos eleitores americanos nas suas pesquisas na net. Muitos dos portugueses vão, também, querer saber o que se está a passar nas terras do Tio Sam. Para esses, deixo aqui alguns sites:
Obama ou McCain? O voto dos americanos dirá. Sondagens revelam que se Obama fosse português ganharia com mais de 90% dos votos expressos. Nos USA é diferente, a margem que que as sondagens lhe dão não é de molde a a garantir a respectiva eleição. De resto, nem seria inédito que o candidato com mais votos não fosse eleito Presidente, dado o tipo de sistema eleitoral em vigor. Uma coisa é, no entanto certa, George W. Bush dia 4 é o seu último dia. Vai deixar poucas saudades ao mundo e, presumo, aos americanos.

Leituras de domingo

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Eric Clapton - Wonderful tonight

Publicada por José Manuel Dias

A importância do crédito

Publicada por José Manuel Dias


Mais de três mil alunos do ensino superior recorreram aos empréstimos criados propositadamente para o pagamento dos estudos, que dispensam um fiador e têm custos reduzidos, durante o primeiro ano de funcionamento do sistema de crédito.
No total, o montante dos contratos de crédito já concedidos é de 35,4 milhões de euros, que serão distribuídos ao longo do tempo de estudo dos alunos, dos quais 10 milhões já foram gastos,
O balanço foi feito pelo presidente da Sociedade de Garantia Mútua, José Figueiredo, que precisou que cerca de 3.200 alunos tiveram acesso aos empréstimos no primeiro ano. Para o presente ano lectivo, 2008/2009, o Governo aprovou uma dotação adicional que deverá permitir duplicar o número de estudantes que recorrem a este sistema para pagarem os estudos superiores.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.
o crédito é um importante instrumento no deenvolvimento económico e social dos povos. A medida do Governo facilitando o acesso a crédito para frequentar cursos superiores é, pois, merecedora de aplausos.

Ranking das Escolas

Publicada por José Manuel Dias


O cenário não mudou. Continuam a ser os estabelecimentos de ensino privado a dominar a listagem das escolas secundárias, quer se analise atendendo às classificações de exame (CE), quer se olhe para as classificações finais das disciplinas (CFD). No topo das listas estão escolas situada em grandes centros urbanos.
Continuam a ser os estabelecimentos de ensino privado a dominar os
rankings das escolas secundárias, atendendo aos resultados obtidos no final do 12.º ano. E isto verifica-se em ambas as listagens feitas, ou seja, na que foi elaborada tomando em linha de conta apenas as classificações obtidas nas provas de exame, e na que foi produzida partindo das classificações finais das diversas disciplinas.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
No que concerne às escolas públicas do Distrito de Aveiro mercem referência os seguintes estabelecimentos de ensino (Notas de Exame):
Escola Secundária/3 Esmoriz - 33ª, média de 12,98; Escola Secundária/3 Adolfo Portela - Águeda - 47ª, média de 12,51; Escola Secundária/3 de Albergaria a Velha - 48ª, média de 12,51; Escola Secundária/3 José Estêvão - Aveiro, 57ª, média de 12,26; Escola Secundária/3 Dr. Manuel Laranjeira - Espinho, 93ª, média de 11,81; Escola Secundária/3 João Silva Correia - S. João da Madeira, 94ª, média de 11,79;Escola Secundária Homem Cristo - Aveiro, 95ª, média de 11,79; Escola Secundária/3 Ferreira de Castro - Oliveira de Azeméis, 125ª, média de 11,58; Escola Secundária Mário Sacramento - Aveiro, 144ª, média de 11,46; Escola Secundária da Gafanha da Nazaré - Ílhavo, 147ª, média de 11,44
Alguns apontam defeitos aos modelos de que serviram de suporte ao ranking mas uma coisa parece certa existem escolas com meios sócio-económicos muitos semelhantes que têm desempenho diferenciados e a culpa (ou mérito) não poderá imputar-se exclusivamente aos estudantes. Os resultados também são determinados pela qualidade e empenho dos professores. Da leitura do ranking podemos concluir que existem escolas com excelentes resultados e outras que se quedam pela mediania. Indagar das razões de níveis diferenciados de desempenhos é vital para conhecermos as melhores práticas. Neste enquadramento a avaliação de escolas e professores é, pois, uma exigência social, associada à prestação de contas e à aferição da qualidade do ensino.

Despesómetro

Publicada por José Manuel Dias


No Dia Mundial da Poupança, a Direcção-Geral do Consumidor deixa algumas recomendações para gerir as despesas e poupar algum dinheiro. O primeiro passo é avaliar no início do mês as despesas fixas (habitação, energia, telefone, água) e as despesas correntes de montante variável (alimentação, higiene, transportes). Avalie também as despesas ocasionais previstas para esse período, mas que podem ser evitáveis, como férias ou a compra de alguns equipamentos.
Ainda no início do mês, defina um montante possível de poupança para eventuais imprevistos.
Quando chegar ao final do mês controle o que gastou em cada um dos tipos de despesa acima referidos, confira todos os estratos bancários, identifique se teve despesas superiores ao previsto e em quê, pague sempre as suas despesas fixas a horas e esteja sempre preparado para ajustar o seu orçamento a novas realidades.
Fonte: Portal do Consumidor

Já estamos a poupar...

Publicada por José Manuel Dias


A maior concessionária de auto-estradas de Portugal, Brisa, registou menos seis mil carros por dia nos primeiros nove meses de 2008, em comparação com igual período no ano passado. A notícia avançada hoje pelo "Jornal de Notícias" diz que a crise nos combustíveis e o preço das portagens estão a fazer com que muitos condutores optem por outras alternativas. Os dados foram retirados do relatório de contas da Brisa, relativo ao primeiro trimestre deste ano, e mostram que a circulação média de veículos se situou nos 235.261. Em 2007 o tráfico foi de 241.166 automóveis, ou seja, uma diferença de 5905 carros por dia. No total terá havido menos 1,6 milhões de veículos a passar pelas portagens da empresa, nos primeiros nove meses de 2008.
Fonte: Jornal Público aqui.
Há muito boa gente que em resultado do aumento do preço dos combustíveis começou a fazer contas e a utilizar o veículo automóvel apenas quando é estritamente necessário e não existe alternativa menos dispendiosa. Não deve ter sido por acaso que o nível de utilização de trasportes públicos aumentou...

Dia Mundial da Poupança

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses poupam cada vez menos. Os dados do Banco de Portugal mostram que a taxa de poupança das famílias baixou de 9,2 para 7,9 por cento do rendimento disponível, entre 2005 e 2007, encontrando-se agora em mínimos de pelo menos 13 anos (dados só disponíveis até 1994). A estimativa para este ano é, ainda inferior. Perguntar-se-á porquê? Os rendimentos que se obtêm são, cada vez mais, orientados para o consumo. Consome-se mais e poupa-se menos. Consome-se porque se precisa e porque não se precisa e confia-se que o futuro será sempre melhor que o passado. A crise financeira está aí para demonstrar que não se pode tomar como certa essa ideia. Poupar é, pois, uma necessidade. Preocupar-se com a educação dos filhos, com a segurança económica do agregado familiar, com uma possível doença, exige que se recuperem hábitos de poupança. Constituir uma reserva financeira com parte dos rendimentos auferidos é, pois, um acto de racionalidade. Pode dar jeito no futuro. Poupar não depende só dos rendimentos que obtemos, depende, também principalmente, dos hábitos de consumo que temos. Reajustar os hábitos é, pois, necessário. Esta crise internacional, cuja amplitude e profundidade ainda desconhecemos, pode ser uma excelente oportunidade. Poupar pode começar por reservarmos uma parcela do nosso rendimento para nós mesmo, afectando-o a um qualquer produto de poupança. Dez por cento do nosso rendimento mensal pode ser um bom começo. Deixamos de contar com esse montante e elencamos os nossos gastos por forma a saber onde "somos obrigados a poupar". Vamos concluir nessa análise que nem todos os gastos são mesmo indispensáveis...

Leo Kottke - Louise

Publicada por José Manuel Dias

O novo sonho americano

Publicada por José Manuel Dias


El día que Ted Kennedy mostró su apoyo público a Barack Obama recordó cómo su hermano John retó a Estados Unidos a atravesar una Nueva Frontera. El joven candidato católico tuvo que soportar las críticas del anterior presidente demócrata, Harry Truman, que pedía paciencia y exigía a alguien con más experiencia, pero John Fitzgerald respondió: "El mundo está cambiando. Las viejas fórmulas ya no sirven". En el Estados Unidos post Bush, Obama ha hecho suyas esas palabras del presidente asesinado para simbolizar el hambre de cambio y radiar un efecto de esperanza que ya no se recordaba en las bases demócratas.
Fonte: El País, aqui.
Faltam apenas 5 (longos) dias para Bush se despedir...

Teoria das expectativas racionais

Publicada por José Manuel Dias


Nos seus tempos de aluna do ISCEF (actual ISEG) Manuela Ferreira Leite não tomou contacto com as teorias económicas que hoje fazem parte do currículo das cadeiras de macroeconomia e que abordam o papel das expectativas dos ‘agentes’ no desempenho da Economia.
«The theory of rational expectations was first proposed by John F. Muth of Indiana University in the early 1960s. He used the term to describe the many economic situations in which the outcome depends partly on what people expect to happen. The price of an agricultural commodity, for example, depends on how many acres farmers plant, which in turn depends on the price farmers expect to realize when they harvest and sell their crops.(…)»
Talvez com uma actualização dos conteúdos curriculares se evitariam discursos dramáticos como este:“tudo o que seja dar sinais às pessoas de que o próximo ano vai ser um ano muito bom é obviamente enganar as pessoas.” (MFL)
Ninguém anda a dizer que os próximos tempos vão ser ‘muito bons’ mas se todos nos convencermos de que o futuro é dramático, e se o primeiro-ministro ‘ajudar à festa’, como Ferreira Leite parece querer, o mais provável é que o pior cenário se concretize.

Será que reprovar ensina?

Publicada por José Manuel Dias


Sabia que na Finlândia, o país em que os alunos têm o melhor desempenho do mundo, ninguém reprova durante a escolaridade obrigatória? Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados nos estudos internacionais “as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos”. Seguindo esta tendência de política educativa que, também é recomendada pela OCDE, o Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe ao Governo o fim das reprovações até as crianças terem 12 anos. O projecto de parecer sobre a “A Educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”, a que o Diário Económico teve acesso, sugere “a substituição das repetências por medidas eficazes de apoio”. Entre as propostas avançadas estão “estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldade e estratégias de diferenciação pedagógica” .
Fonte: Diário Económico. A ler na íntegra, aqui.
Cada estudante que reprova implica um aumento anual de despesa de 3.000,00 Euros. Se multiplcarmos esse valor pelos 233.000 estudantes que não transitaram de ano ou abandonaram o sistema antes de terminarem o ensino obrigatório, determinamos um valor de 699 milhões de Euros. Um país como o nosso não se pode dar ao luxo de tal desperdício. Podemos (e devemos) ser exigentes sem que isso se traduza em reprovações. Basta-nos copiar as melhores práticas observadas na Europa. A reprovação não é uma segudna oportunidade é, na maioria dos casos, reforçar a discriminação. Não deve ser por acaso que a OCDE defende que "as elevadas taxas de repetência de alguns países devem ser reduzidas, criando incentivos às escolas para encontrarem abordagens alternativas".

Gisele Bundchen - Ipanema

Publicada por José Manuel Dias

Os dez mandamentos da gestão financeira

Publicada por José Manuel Dias


1. Não gastarás mais dinheiro do que aquele que recebes;
2. Gastarás dinheiro tendo em vista o teu futuro assim como o teu presente;
3. Lembrar-te-ás que os juros compostos não são reversíveis;
4. Não coleccionarás cartões de crédito nem os utilizarás descuidadamente;
5. Honrarás sempre as tuas dívidas e os teus compromissos;
6. Desenvolverás um plano de gastos e utilizarás dinheiro em poupanças ou investimentos;
7. Procurarás altas taxas de juro e bons rendimentos;
8. Viverás com moderação e não adorarás o deus do materialismo;
9. Diversificarás os teus investimentos;
10. Procurarás educação financeira para que não sejas enganado por ninguém.
Fonte: Direcção Geral do Consumidor

Uma explicação para a crise

Publicada por José Manuel Dias


A causa da crise assenta, sob muitos aspectos, em razões sociológicas. Não só por aquilo que Raymond Plant recentemente escreveu (afastámo-nos da virtude, disse ele, e o nosso afastamento das religiões ou filosofias que a pregavam também é causa da crise), mas porque a própria vida actual nos empurrou - a todos ou quase - para uma ideia que, vista hoje, é preocupante: a convicção de que a poupança, ou que amealhar para o futuro não faz qualquer sentido.
Para tal não contribuiu apenas uma razão, mas dezenas delas. E, desde logo, ideias generosas e que fazem sentido - refira-se a da garantia das reformas pelo Estado - assim como ideias duvidosas, "vide" as do crédito imediato concedido pelo telefone.
A enorme diferença é que há uns anos, não mais do que duas gerações, as famílias aforravam para a velhice, porque sabiam que não haveria outros apoios senão os familiares. E, quando se era novo, trabalhava-se para atingir um objectivo, fosse ele casar, comprar casa, ter um carro ou fazer férias especiais.
Hoje confia-se no Estado para assegurar reformas (ainda que a confiança nos últimos anos tenha baixado). Quando não é no Estado é num PPR, que por sua vez entrou, na maioria dos casos, no mesmo circo financeiro que os bancos. Já quanto aos bens, como automóveis, casas ou férias, o sistema desde há 50 anos que nos aconselha a comprá-los primeiro e pagá-los depois. Tudo junto, é todo um programa contra a poupança. O contrário do aforro é o endividamento. E quando todo o sistema assenta na dívida podemos ter colapsos destes.
Henrique Monteiro em artigo de opinião no semanáriol Expresso, a ler na íntegra aqui.
Um artigo de grande valor pedagógico. Se queremos ter futuro teremos que renunciar ao prazer do consumo imediato, teremos que (re)aprender a poupar.

E agora?

Publicada por José Manuel Dias


Desde os anos 90, observou-se uma forte queda de preços dos bens transaccionáveis por via da entrada dos países do sudoeste asiático no mercado mundial, da redução dos preços dos bens não transaccionáveis (devido às tecnologias de informação e comunicação e à liberalização dos serviços nas economias desenvolvidas) e da baixa das taxas de juro (pela conjugação de excesso de poupança no Oriente e complacência face ao risco no Ocidente). Os rendimentos do trabalho estagnavam, mas os orçamentos familiares progrediam. Enquanto os preços dos bens e os encargos com a dívida caiam, a bolha do crédito insuflava, e o mercado imobiliário e as bolsas valorizavam-se. Agora, os benefícios da globalização estão exaustos e a crise financeira enraizou-se de forma virulenta. O petróleo, as "t-shirts" e o crédito encareceram e a recessão subiu à ribalta, num momento que vislumbra a acalmia da desordem bancária.
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, para ler na íntegra aqui.

Deolinda - Fado Toninho

Publicada por José Manuel Dias

A irresponsabilidade sindical

Publicada por José Manuel Dias


Quem ouve os dirigentes sindicais falar só pode tirar uma de duas conclusões: ou estão loucos, autistas, incapazes de apresentar propostas sensatas e lúcidas, ou são demasiado estúpidos, inconscientes, e não dispõem de nenhuma informação exacta sobre o que se passa no País, na Europa e no Mundo.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
[...]
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, 'porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos'. Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
Emídio Rangel, em artigo de opinião no Correio da Manhã, aqui.

Talentos perdidos

Publicada por José Manuel Dias





Este é uns vídeos mais vistos do Youtube. O jogador dos New Jersey Nets, Devin Harris, é "humilhado" por Stuar Tanner, um inglês de 28 anos. Stuart começou por falhar um cesto da linha dos três pontos, mas no um-contra-um mostrou deu festival, ao passar a bola por entre as pernas de Devin Harris, antes de encestar, de costas para o cesto. Um amador derrota umas das estrelas da NBA. Um talento perdido...

Prémio Dardos

Publicada por José Manuel Dias

A crise e as exportações

Publicada por José Manuel Dias


Os mercados europeus que escoam 75% das exportações portuguesas estão em abrandamento ou mesmo em recessão. Será que isto afecta as exportações portuguesas? Claro que afecta. Mas será que este facto é suficiente para determinar que as exportações do País vão cair em 2008 e 2009, e que o défice externo ainda se vai agravar mais? Eu penso que não.
[...]
Concluindo, o abrandamento das economias europeias não implicou até agora uma quebra das nossas exportações para a União Europeia. O crescimento das nossas exportações no último ano assentou principalmente nos PALOP, países da OPEP, Ásia e América do Sul, economias para as quais as instituições internacionais continuam a prever mantenham um forte crescimento em 2009. Alguns destes mercados poderão desacelerar, em particular os muito dependentes do petróleo, com a prevista diminuição do preço, mas nestes mercados a desvalorização do euro estará a ajudar as exportações em 2009.
Manuel Caldeira Cabral, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui, expõe o seu ponto de vista sobre o comportamento presente e futuro das nossas exportações.

Quem me dera...

Publicada por José Manuel Dias


... Ter comprado uma casa que não podia pagar
... Ter pedido ainda mais dinheiro emprestado por conta da casa para comprar carro, mobilar a casa e fazer as férias de sonho
... Ter emprestado a quem não podia pagar, se fosse banqueiro....
Ter emprestado 100% do valor da casa para que pudessem comprar também o carro e mobilar a casa, se fosse banqueiro.
Hoje estaria o Estado a premiar a minha irresponsabilidade com os impostos que todos pagam.
Um post de Helena Garrido que nos alerta para "o outro lado" da crise financeira. A ser lido na íntegra aqui.

Cautelas e caldos de galinha...

Publicada por José Manuel Dias


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que, apesar do aumento do crédito malparado, que atingiu um novo recorde em Agosto, as famílias portuguesas até são muito cautelosas com o crédito à habitação.
«Apesar deste aumento do esforço financeiro decorrente da subida das taxas de juro, os portugueses são cautelosos quando se trata da habitação e há um esforço por parte das famílias para encontrar soluções», disse o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) do banco público, Paulo Sousa, em conferência de imprensa.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal sobre cobrança duvidosa, divulgados esta terça-feira, o malparado atingiu um novo recorde em Agosto, nos 2.801 milhões de euros. Em apenas um ano, cresceu mais de 26%. A maior fatia cabe à habitação, com um malparado de 1.510 milhões, num crescimento de 23,6% face ao homólogo de 2007. Mas foi no crédito ao consumo que o malparado mais cresceu: 70% num ano, para os 691 milhões de euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Russian Red - They dont belive

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A longo prazo estaremos todos mortos

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A única vez que Margaret Thatcher me dirigiu a palavra na qualidade de membro da Câmara dos Lordes foi para me perguntar qual havia sido a pior coisa que Lorde Keynes havia dito ou feito. Tive alguma dificuldade em responder à pergunta, embora estivesse convencido de que Thatcher teria uma longa lista de erros cometidos por Keynes. Fiquei, todavia, intrigado em saber o que ela pensava sobre o assunto. E prontamente me esclareceu: o pior foi ter dito que “a longo prazo estaremos todos mortos”. Uma escolha interessante, sem dúvida, mas o que ela tinha em mente era o facto de o capitalismo ter que incorporar certas virtudes e restrições face ao desejo e ao consumo para poder funcionar de forma eficaz. Historicamente, tanto as virtudes como as restrições têm sido salvaguardadas pelas crenças religiosas e por todo um conjunto de atitudes culturais enraizadas nessas mesmas crenças. Eliminar essas crenças significa eliminar as sanções ou restrições inerentes ao vasto leque de desejos humanos. Dizer que a longo prazo estaremos todos mortos é um incentivo ao consumo imediato, um apelo a uma visão de curto prazo e à rejeição de uma gratificação diferida.
Um artigo de Raymond Plan, publicado no Diário económico de hoje, que nos alerta para o inconveniente de levar à letra o slogan “Para quê esperar? Satisfaça já os seus desejos”. A ler na íntegra aqui.

Euribor em queda

Publicada por José Manuel Dias


Os índices bolsistas têm caido e a Euribor também. Este é o comportamento dos últimos dias. O que vai acontecer para semana? Se soubesse não dizia, ficava rico. Prever é cada vez mais difícil. O Banco de Portugal actualiza diariamente as taxas da Euribor, nos vários prazos. A garantia dos Estados no acesso ao crédito sossegou os diversos operadores e a Euribor iniciou a trajectória descendente. Veremos o que acontece para a semana...

FIIAH

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A proposta de Orçamento de Estado para 2009 inclui um mecanismo transitório (que deverá vigorar por período não superior a 11 anos) de apoio aos bancos e às famílias que estejam a passar dificuldades impostas pelo aumento das taxas de juro nos créditos à habitação , através da criação do chamado fundo de investimento imobiliário em arrendamento habitacional (FIIAH). Este novo instrumento legal prevê a aplicação de um conjunto de benefícios fiscais na compra de casas para futuro arrendamento, desde isenções de IMI e IMT à isenção de impostos sobre os rendimentos gerados pelas Unidades de Participação dos próprios fundos.
A proposta parece interessante, ao responder a necessidades efectivas de famílias incapazes de solver com normalidade os seus empréstimos e à vontade dos Bancos em mobilizarem recursos e limparem os seus balanços. Não é, contudo, original. Os americanos nos anos 60, adoptaram modelo semelhante: Real Estate Investement Trust. Se aprendermos com os erros dos outros, pode ser que a a implementação de um projecto bem intencionado, nos permita concluir que os resultados alcançados com esta proposta foram meritórios.

Bon Jovi - Always

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Leituras de sábado à tarde

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Palavras intemporais?

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O surgimento de crises económicas periódicas e recorrentes é a consequência necessária de tentativas repetidamente renovadas de se reduzir a taxa 'natural' de juros do mercado por meio de políticas bancárias. As crises não irão desaparecer enquanto os homens não aprenderem a evitar tais estímulos expansionistas, porque um crescimento artificialmente estimulado tem inevitavelmente de levar a uma crise e a uma depressão... Qualquer tentativa de pôr fim a essa crise por meio de novas medidas intervencionistas é algo completamente equivocado. Só há uma maneira de sair dela: abdicar de qualquer tentativa de impedir o impacto dos preços de mercado sobre a produção.
Ludwig von Mises, The causes of the economics crisis,
aqui.

Palavras de optimismo

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Olhemos as coisas por outro ângulo. A crise por que passamos não é uma crise universal, mas localizada. Vive-se nas economias ditas avançadas e é o reflexo de uma ganância sem limites. Porque as outras, aquelas a que chamamos “emergentes”, estão a crescer a taxas fabulosas de 7-8% ao ano, como se pertencessem a um mundo à parte. E só abrandaram um pouco porque a procura dos “ricos” se retraiu. Então tomem nota: quando a crise do lado de cá terminar, será o fulgor do lado de lá que vai alimentar a procura. Já tinham pensado nisto? Continuemos a raciocinar positivo. Depois do colapso das finanças públicas, o Governo levou a cabo um processo notável de consolidação orçamental, o que nos permite uma folga que, usada em contra-ciclo, poderá agora responder às necessidades mais urgentes: garantia de liquidez aos bancos, apoio fiscal às empresas, dotações pontuais às famílias carenciadas. Além disso, a inflação está controlada, o desemprego é gerível e, que eu saiba, nenhum organismo, nem mesmo o FMI, ousou até hoje prever um quadro recessivo para 2008-09. Não acham isto tranquilizador?
Daniel Amaral, no Diário Económico, aqui.

Empresa portuguesa na liderança

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Em Vila do Conde, mais precisamente em Canidelo, existe uma empresa líder mundial. O que pode parecer estranho tornar-se-á ainda mais se lhe dissermos que a empresa em questão produz kayaks. Exactamente, kayaks de competição. Mais. Essa mesma empresa tinha este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, 56 embarcações, 20 das quais saíram da competição medalhadas, e tem sido assim nas últimas grandes competições internacionais. Manuel Ramos, chairman da empresa e mentor desta proeza, diz que tudo começou pela necessidade que ele próprio sentiu quando começou a praticar a modalidade. Estávamos na década de 70 e não havia quem produzisse kayaks em Portugal. Porque o gosto era grande, Manuel Ramos, Nelo para os amigos, começa a fabricar as suas próprias embarcações. E sem grande planeamento e sem grande estratégia cria em 1978, a sua primeira empresa, hoje a M.A.R. Kayaks. Mas se é com esta denominação que regista a empresa a verdade é que é sob a marca “Nelo” que se impõe no panorama internacional.
Para continuar a ler este artigo de Elisabete Felismino, publicado no Diário Económico de hoje, clicar aqui.
Um caso de sucesso que se suporta na apresentação de uma proposta de valor que se iniciou na satisfação de uma necessidade : "não havia quem produzisse Kayaks em Portugal"...

U2 - Mysterious Ways

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El momento de la verdad por Paul Krugman

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El mes pasado, cuando el Departamento del Tesoro [Ministerio de Hacienda] estadounidense permitió que Lehman Brothers quebrase, escribí que Henry Paulson, el secretario del Tesoro, estaba jugando a la ruleta rusa financiera. Sin duda, había una bala en la recámara: la quiebra de Lehman hizo que la crisis financiera mundial, ya grave de por sí, empeorase, mucho, mucho más.
Las consecuencias de la caída de Lehman quedaron de manifiesto en cuestión de días, pero los principales actores políticos han desperdiciado en buena medida las pasadas cuatro semanas. Ahora han llegado al momento de la verdad: más les vale hacer algo rápido -de hecho, más les vale anunciar un plan coordinado de rescate este fin de semana- o la economía mundial podría sufrir su peor recesión desde la Gran Depresión.
Para continuar a ler este artigo de Paul Krugman, professor de Economía en la Universidad de Princeton e novo Prémio Nobel da Economia, clicar
aqui., El País.com, New York Times Service de 12 de Outubro p.p..

Não se brinca em serviço...

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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje uma medida para aumentar o acesso à liquidez do sistema financeiro que, realçou, “tem-se revelado sólido e continua a demonstrar resistência à situação internacional”. O Governo português vai disponibilizar “até 20 mil milhões de euros” em garantias, “abertas a todas as instituições de crédito sediadas em Portugal”.
Estas garantias não terão, contudo, um impacto orçamental a curto prazo. “Esperamos que estas situações (de recurso às garantias) sejam reduzidas”, disse Teixeira dos Santos, que não quis avançar com o número de bancos que poderá solicitar esta ajuda. Ainda assim, o responsável quis salientar que o acesso a esta medida do Estado não será um sinal de fragilidade e que em caso de incumprimento o Governo chamará a si essa responsabilidade. “A garantia é, no fundo, o Estado afirmar que, se por acaso, houver incumprimento por parte de uma instituição, o Estado chamará a si o cumprimento dessa obrigação”.
Fonte: Público,
aqui.
Este Ministro já deu provas, por mais de uma vez, que sabe o que faz. Ao garantir o acesso a crédito por parte das Instituições financeiras o que nos diz é : sosseguem. O sistema financeiro financeiro português tem funcionado bem e, a avaliar pelo que diz o Fórum Económico Mundial, os Bancos portugueses estão entre os mais sólidos do Mundo. Com esta medida eventuais necessidades de liquidez podem ser facilmente supridas. Estamos, pois, devidamente sossegados. Os depositantes estão garantidos, por via do Fundo de Garantia de Depósitos, e quem necessita (e merece) vai continuar a ter acesso ao crédito.

Van Morrison - Astral Weeks

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Crédito ao consumo cai...

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A crise dos mercados financeiros chegou também às empresas de crédito rápido, que têm visto menos famílias a pedir empréstimos, ao mesmo tempo que se tornam mais exigentes nas garantias de bom pagamento exigidas.
Desde o início do ano, as famílias têm pedido menos dinheiro às sociedades financeiras para aquisições a crédito, conhecidas como empresas de "crédito fácil" ou por telefone. De Janeiro a Março, estas empresas concederam créditos no valor de 1.458 milhões de euros; nos três meses seguintes, emprestaram menos 2,1%.
Na base da redução estão dois factores que têm complicado a vida das sociedade de crédito especializado. Por um lado, "a inflação, o preço dos combustíveis, os juros mais altos e o desemprego têm baixado o poder de compra e a procura de bens e serviços". Aqui, destaca-se a diminuição dos empréstimos para comprar carro, uma das principais áreas de negócio das empresas.
Por outro lado, Menezes Rodrigues referiu a "dificuldade de 'funding' [de obter financiamento junto de bancos] e os juros mais altos", que levam as sociedades financeiras para aquisições a crédito a serem mais rigorosas na avaliação do risco, de cada vez que recebem um pedido de financiamento. Neste momento, disse, "as recusas [de empréstimos] são superiores ao normal".
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
O crédito é um instrumento essencial ao desenvolvimento económico. Importa, no entanto, que a decisão de o contrair (e conceder) tenha por base um princípio: o devedor tem obrigação de o pagar. Compete, por isso, ao credor avaliar os rendimentos e activos do devedor para ponderar os riscos que toma. É o que está a suceder para bem dos credores e dos devedores.

Big is beautiful

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A General Motors e a Chrysler, dois gigantes automóveis norte-americanos, estão a negociar uma possível junção das suas actividades, que pode passar por uma fusão ou por uma aquisição, noticia a imprensa norte-americana. De acordo com o “Wall Street Journal”, que cita fontes ligadas ao processo, a Cerberus, fundo de investimento que controla a Chrysler e 51 por cento da GM Financial Services, ofereceu à GM o negócio automóvel da Chrysler em troca dos restantes 49 por cento da GMAC.
[.../...]
Uma fusão das operações automóveis de ambos os grupos solidificaria a liderança da GM como maior produtor mundial, que está actualmente em perigo devido ao crescimento da japonesa Toyota. A GM chegou a negociar em 2007 uma possível aquisição da Chrysler à DaimlerChrysler AG, antes da Cerberus ter comprado a maioria do capital do fabricante automóvel.
Fonte: Jornal Público, aqui.
O "small is beatiful" parece ter sido remetido para o "Canal História"... Nos tempos de hoje a a capacidade instalada e a dimensão da quota de mercado viram reforçadas a sua importância. As economias de escala parecem revelar-se decisivas na obtenção dos resultados.

A crise financeira explicada no Brasil

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"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre-preço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia. Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exactamente o que quer dizer.Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !".
Retirado de artigo de opinião de Fernando Braga de Matos, no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui.

Aplausos para a Medida

Publicada por José Manuel Dias


As gasolineiras vão passar a fornecer à página electrónica da Direcção-Geral de Energia e Geologia os dados relativos ao preço de venda dos combustíveis que estão a praticar nos postos de abastecimento.
A medida, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, insere-se no programa de simplificação administrativa Simplex, e destina-se a todos os consumidores interessados.
«Desta forma, será possível conhecer via internet o preço de combustíveis praticado em qualquer posto de abastecimento do continente. Para além do preço dos combustíveis, será, também, disponibilizada aos consumidores informação sobre a localização, horário de funcionamento e serviços existentes em cada posto de abastecimento», esclarece o documento do Conselho de Ministro.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

A gastar não estamos mal...

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Portugal gasta em justiça 48 euros por cidadão, sendo o 7.º país que mais despende anualmente, por habitante, no total dos 36 Estados europeus. Esta é uma das conclusões do estudo "Sistemas Judiciários Europeus - Eficácia e Qualidade da Justiça".
Para ler na íntegra aqui, Diário de Notícias.

Bancos portugueses entre os mais sólidos...

Publicada por José Manuel Dias


O sistema financeiro português ocupa o 35.º lugar dos bancos mais sólidos do mundo, à frente de países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Os dados foram avançados esta quinta-feira pelo Fórum Económico Mundial que analisa ao todo 134 países.
O Canadá aparece em primeiro lugar deste «ranking» ao liderar a lista do sistema financeiro mais sólido do mundo.
A Suécia, o Luxemburgo e a Austrália aparecem logo a seguir na tabela. Já Espanha ocupa a 10ª posição. A verdade é que os efeitos desta crise financeira acabaram por se reflectir em determinados países. É o caso da Alemanha que ocupa o 39º lugar, os Estados Unidos que ocupam o 40º lugar e o Reino Unido que surge em 44º lugar.
Fonte: Agência Financeira,
aqui.

Aplausos para a baixa do IRC

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro anunciou hoje a redução do IRC para 12,5 por cento nos primeiros 12.500 euros de matéria colectável das empresas, notando que a medida irá abranger 80 por cento do tecido empresarial português.A partir desse valor de referência aplica-se a taxa normal de 25 por cento de IRC às empresas, anunciou hoje José Sócrates, no debate quinzenal do Governo no Parlamento.Uma segunda medida para limitar o impacto da crise financeira internacional nas empresas prevê o reforço da linha de crédito PME InvestII, que passará a ser de mil milhões de euros e que se irá juntar aos 750 milhões de euros já utilizados pelas pequenas e médias empresas.
Fonte: Jornal Público, aqui.

O contributo dos Ninja para a crise

Publicada por José Manuel Dias


O que aconteceu a um sistema financeiro durante tanto tempo apresentado como o mais completo e sofisticado do mundo? Onde é que isto vai acabar? Que efeitos terá a actual situação sobre o sistema financeiro mundial? É difícil responder a estas perguntas com convicção quando estamos ainda em plena crise. De facto, cada dia que passa parece trazer piores notícias – e já nem os fins-de-semana nos dão descanso quanto à avalancha de más notícias! Independentemente do resultado final, uma coisa é certa – o resto do mundo já não se mostrará entusiasmado em adoptar os princípios do mercado livre que orientaram o desenvolvimento financeiro dos Estados Unidos. Apesar de momentos desesperados poderem justificar medidas desesperadas, a forte intervenção por parte do governo norte-americano também dificultará, no futuro, que se defenda que o Estado deve ficar à margem do sistema financeiro.
[.../...]
As raízes da crise nos Estados Unidos, evidentemente, remontam aos anos em que Alan Greenspan era presidente da Reserva Federal norte-americana. Naquela época, o dinheiro abundava e a regulamentação não era muito rígida. A existência dos famosos empréstimos imobiliários "ninja" ("no income, no job and no assets") era o sinal mais claro de negligência a nível regulatório. No entanto, estes óbvios sinais de imprudência foram ignorados muito facilmente quando as coisas corriam bem e a Administração norte-americana de então mostrava alguma hostilidade perante a regulação.
Claramente, a inovação financeira não funciona bem sem uma regulação eficaz. No novo mundo de mercados financeiros mais sofisticados, os perigos estão à espreita nos lugares mais insuspeitos.
Eswar Prasad, Jornal de Negócios, a ler na íntegra
aqui.

Rui Veloso - Não Há Estrelas no Céu

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Grande mergulho

Publicada por José Manuel Dias


O dia de hoje foi marcado por forte quedas no mercado accionista mundial com os receios do impacto da crise financeira na Europa. Os temores de que aumentem as falências no sistema bancário estão a pressionar os índices mundiais mas também o euro e as matérias-primas.
As praças europeias encerraram hoje em forte queda, com o índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, a perder 7,41% para os 2.524,61 pontos e o Dow Jons Stoxx600 a registar a maior queda desde Outubro de 1987, ao desvalorizar 7,2% para os 242,52 pontos.Entre os principais mercados europeus, o AEX em Amesterdão foi o que mais desvalorizou ao perder 9,14% para os 312,56 pontos, seguido do CAC40 em França que recuou 9,04% para os 3.711,98 pontos.O Foostie inglês encerrou a sessão de hoje a perder 7,85% para os 4.589,19 pontos, o DAX alemão caiu 7,07% para os 5.387,01 pontos e o IBEX em Espanha registou uma desvalorização de 6,06% para os 10.726 pontos.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
O mundo está perigoso. O dia de ontem sabemos como foi, o de amanhã não sabemos como vai ser. Os entendidos dividem-se sobre o diagnóstico e sobre a terapêutica mas uma coisa parece certa: andámos todos a viver acima das nossas possibilidades. O crédito utilizado tem agora de ser reembolsado...

Xutos e Pontapés - A minha casinha

Publicada por José Manuel Dias



Esta música não tem nada a ver com a forma como ao longo de décadas se atribuiram "casinhas" em Lisboa (seria só em Lisboa?). Aplaude-se, no entanto, a intenção do actual Presidente em divulgar a lista dos beneficiários do património camarário disperso (ou seja, património fora da lógica dos bairros sociais). Quem não deve, não teme...

Procrastinação

Publicada por José Manuel Dias


A procrastinação é uma disposição mental que leva a adiar e a evitar determinadas tarefas. Um estudante que adia a preparação de um teste ou um trabalhador que foge à execução de determinadas tarefas têm em comum a procrastinação. É um mal geral. Adia-se determinada tarefa e depois lamenta-se a ausência de tempo para a sua execução. É comum observar-se que as pessoas quem mais falta o "tempo" são as que mais dificuldade têm em estabelecer prioridades. A procrastinção não é preguiça, não é ócio. É ocupar o tempo com tarefas acessórias, negligenciando as importantes. É em resultado desta postura que na véspera de um importante compromisso se desata a fazer de forma acelerada o que deveria ser feito com calma, planeamento e rigor. O planeamento das nossas tarefas é, pois, essencial .
Pedro Rosário, professor e investigador na Universidade do Minho, em entrevista à TSF desenvolveu esta temática. Do que ouvi gostaria de partlhar convosco a seguinte explicação: " Se eu tenho determinado objectivo para conseguir, devo procurar elencar as as tarefas necessárias para a sua concretização, isto é, decompôr os objectivos "distais" em objectivos"proximais". Porquê? Porque são mais próximos, tangíveis e assim poderei dar-lhes melhor seguimento...
Uma boa definição de objectivos implica a observância do CRAVA (Concreto, realista e avaliável)."
Uma excelente oportunidade de negócios. Um serviço que pode ser prestado a muitas organizações (públicas e privadas). No nosso país e comum adiar-se o que é mais penoso. Por duas razões : por tudo e por nada!