Sim, mas...

Publicada por José Manuel Dias


A economista Teodora Cardoso disse hoje que vai ser preciso obrigar os bancos a concederem crédito. No entanto, a especialista avisa que não se pode "cair numa situação em que se financia tudo, com os bancos a aguentar as perdas".
"Vai ser necessário obrigar os Bacos a fazerem aquilo para que servem" disse Teodora Cardoso na Conferencia Anual da Ordem dos Economistas, citada pela Lusa."Os governos estão conscientes disso", acrescentou a especialista, avisando que não se pode "cair numa situação em que se financia tudo, com os bancos a aguentar as perdas". A reputada economista defendeu que é preciso desenhar uma política para que os créditos concedidos "financiem finalidades que melhorem a produtividade e a eficiência da economia".
Fonte: Diário Económico, aqui.
Uma abordagem interessante que foi objecto de reflexão numa das nossas últimas aulas: como se pode estancar o crescimento do crédito vencido? Reforçando a selectividade, melhorando garantias, avaliando de modo adequados os potenciais utilizadores de crédito e privilegiando finalidades que assegurem adequados retornos e tornem as economias mais competitivas foram algumas das sugestões. Podemos, então, dizer que os futuros bancários já estão despertos para os novos paradigmas de análise de risco.

Reformular os hábitos (*)

Publicada por José Manuel Dias


O consumo privado é a componente mais resistente do crescimento. O Banco de Portugal prevê mesmo que o consumo cresça 1,4%, o que representa um abrandamento de apenas 0,1% em relação ao ano anterior, uma situação anormal em contexto de crise financeira e económica.
A situação não deve, contudo, ser sustentável no longo prazo, uma vez que o consumo continua bastante alicerçado no crédito ao consumo e não no crescimento do rendimento disponível. O BdP lembra até que a elevada inflação sentida em 2008 teve um impacto de peso nos orçamentos familiares, pressionando ainda mais as despesas.
Fonte: Diário Económico,
aqui.
Fala-se em crise mas o consumo não abranda. Não há dinheiro? Pede-se emprestado. Como o endividamento das famílias continua a subir, a conclusão parece simples: mais crédito vencido, mais trabalho para os consultores financeiros, reformularem as dívidas, ajustando os planos de pagamento às efectivas disponibilidades dos clientes. Só há uma maneira de inverter esta realidade: poupar e consumir menos. Alguns estão a demorar a aprender mas não há volta a dar: vão ter que reformular os hábitos de consumo.

Ainda a avaliação de professores

Publicada por José Manuel Dias


Os professores têm direito à contestação e à luta. Como todos os cidadãos. Isso não impede que, quanto à apreciação da legitimidade dos métodos, haja uma diferença entre defender direitos e liberdades fundamentais ou defender interesses especificamente profissionais. Certos métodos, mesmo extremos, podem justificar-se plenamente no primeiro caso: até a revolução é admissível. Mas os critérios serão outros para defender causas profissionais: o direito ao boicote, à desobediência, ao desrespeito pela lei, não encontra a mesma justificação neste caso. E essa desproporção de meios está a acontecer neste caso. O boicote orquestrado ao funcionamento normal das escolas, em desafio à legalidade e mesmo aos acordos firmados livremente, incluindo o clima de insulto generalizado, é desproporcionado como meio de reivindicação profissional em democracia.
Diz-se, por vezes, que os professores e as escolas são auto-motivados, e há aí uma parte de verdade. O conceito de comunidade escolar não é (embora na boca de certos dirigentes sindicais possa parecê-lo) uma ficção hipócrita. A motivação dos professores resulta em larga medida da estima dos pares, do desenvolvimento profissional e da sensação de pertença a um grupo de pessoas irmanadas num mesmo propósito – em suma, de uma cultura partilhada.Sucede, porém, que a comunidade escolar não pode nem deve viver em roda livre. Ela tem por força que prestar contas perante os alunos, as famílias e o país (representado pelo governo) e é aqui que entra o tema da avaliação. Para que as coisas melhorem, as normas internas de auto-regulação (as únicas que agora existem) têm que ser complementadas com normas externas e depois transformadas em função delas.
Ao contrário dos mineiros os professores têm emprego fixo, razoavelmente remunerado e, pelo menos até há poucos anos, era um emprego que permitia ter tempo para dar mais atenção aos filhos ou mesmo para ter uma segunda actividade, nem que fosse dar explicações a muitos contos à hora e sem pagar imposto. Tanto quanto se sabe as escolas não vão fechar, os professores não vão ganhar menos nem correr o risco de ser despedidos, mas já quem pense em fazer greve às avaliações, provocando o colapso de todo o sistema de ensino, dizem que em defesa da escola pública.

Roma Antiga

Publicada por José Manuel Dias

Uma viagem pela Roma Antiga através do Google Earth. Desde o Coliseu ao Ludus Magnum, ao todo são 6700 edifícios em três dimensões, recriados a partir dos relatos sobre o ano de 320 depois de Cristo, no reinado do imperador Constantino. Uma visita graças à informação do Expresso, aqui. Imperdível!

E Marte aqui tão perto

Publicada por José Manuel Dias


Uma empresa portuguesa está a desenvolver tecnologia para a próxima missão a Marte. A HPS Portugal vai coordenar o desenvolvimento de um material para protecção térmica dos veículos a serem utilizados na próxima missão da Agência Espacial Europeia (European Space Agency-ESA) ao planeta vermelho. A próxima missão da ESA a Marte tem como objectivo recolher amostras do solo marciano, que posteriormente serão enviadas para a Terra. Durante a reentrada atmosférica, a sonda necessita de material resistente às altas temperaturas. A empresa portuguesa que está com este projecto é detida pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) e pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, GmbH.
Fonte: Jornal Público aqui.

Inflação em queda

Publicada por José Manuel Dias


Em Outubro de 2008, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma taxa de variação homóloga de 2,3%, oito décimas de ponto percentual (p.p.) inferior ao valor observado em Setembro de 2008. Com estes números torna-se muito mais provável o cenário da inflação em 2008 fechar o ano mais próximo dos 2,8% do que dos 2,9%. Boas notícias para todos nós.

Líderes

Publicada por José Manuel Dias


O tempo de crise constitui um período rico para olhar o que se diz sobre a liderança. A razão é simples: os líderes ficam mais expostos durante os tempos adversos e a disponibilidade para os seguir aumenta. Dois perfis de liderança têm sido particularmente salientes durante os tempos difíceis, mas há outros.
Miguel Pina e Cunha, em artido de opinião no Jornal de Negócios, aprsenta-nos os vários tipos de liderança, concluindo " o mundo é feito de aprendizagens e erros, de humildade e de arrogância, de tempos bons e tempos maus. A economia de mercado espelha a vida tal como ela é, feita de pessoas melhores e piores, umas bem e outras mal-intencionadas. Mas trabalha com a realidade, e não com fantasias totalitárias que se recusam a aceitar que a imperfeição do mundo é parte da sua beleza".
Para ler na íntegra, clicar
aqui.

Keith Jarret - Autumn leaves

Publicada por José Manuel Dias

Uma de duas coisas

Publicada por José Manuel Dias



...ou a ministra começa a ceder no essencial ou acaba por desistir e tudo volta à estaca zero. É esse o objectivo final das corporações que governam de facto entre nós e do sindicalismo conservador que, em associação com elas, visa tornar o país ingovernável. Todos sabemos que é assim: na educação, como na saúde, na justiça, na administração pública, no poder local, no sector empresarial ligado ao estado. Por isso é que, independentemente do seu feitio, do seu método ou das suas razões, até, a derrota final de Maria de Lurdes Rodrigues representará o último sopro de vida de um país eternamente adiado. Depois disso, é unútil reformar o que quer que seja porque está dada a receita para o insucesso. Quem vier a seguir para governar o Estado escusa até de ter programa político: pode limitar-se a dizer que não vai deixar de pagar salários, pensões e subsídios, e toda a gente ficará tranquila.
Miguel Sousa Tavares, Semanário Expresso desta data.

Portugal escapa a recessão

Publicada por José Manuel Dias


O Produto Interno Bruto (PIB) português terá crescido 0,7% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2007, conforme mostram as estimativas rápidas avançadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Eudora RibeiroDe acordo com os mesmo dados, a economia portuguesa terá registado um crescimento nulo, entre Julho e Setembro, em comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 0,3%.
Este comportamento fica em linha com as estimativas da maior parte dos economistas ouvidos pelo Diário Económico, que esperavam que os dados do INE revelassem hoje uma estagnação da economia, apontando para uma variação entre um crescimento de 0,1% e uma contracção de 0,5%, em termos trimestrais.
Já ao nível da variação homóloga, os peritos apontavam para um crescimento da economia portuguesa entre 0,6% e 0,8%, entre Julho e Setembro.
A economia portuguesa resiste assim a um cenário de recessão técnica, que consiste na retracção do PIB durante dois trimestres consecutivos, e também ao cenário de contracção que já se verifica em vários países da Zona Euro.
Fonte: Diário Económico, aqui.
O Público prefere um título "aterrador": "Portugal estagna no 3º trimestre", baseando-se no crescimento nulo no 3º trimestre. Desvaloriza, no entanto, que o conjunto de países da Zona Euro regista um crescimento negativo de 0,2%. Neste contexto, poder-se-á dizer que Portugal está a resistir muito bem.

Atenção à envolvente externa

Publicada por José Manuel Dias


Numa altura em que o sector automóvel está á beira do colapso, os fabricantes de motos conseguem ter alguma margem de manobra para crescer. Os preços baixos e a rápida mobilidade que permitem em centros urbanos estão a ajudar as vendas das ‘scooters’. Até Outubro, o mercado de ciclomotores subiu 14,6% enquanto que as motas (cilindrada superior a 50 cc) assinalam uma clara estagnação (-0,6%). “Admitimos que tenha havido alguma transferência de mercado dos motociclos [mais de 50 cc] para os ciclomotores [até 50 cc], mas globalmente é um sector que está a conseguir atrair novos clientes que não possuem condições económicas para comprar carros”, diz ao Diário Económico, aqui.

Obamania

Publicada por José Manuel Dias


"Há só uma coisa. Em troca de melhores salários os professores têm de ser mais responsabilizados pelo seu desempenho - e os distritos escolares devem dispor dos meios para se livrarem dos professores incompetentes. Até agora os sindicatos de professores têm resistido à ideia de indexar os salários ao desempenho..."
Barak Obama, in Audácia da Esperança [via blogue do Professor Carlos Santos]


Too many of my yesterdays - Peter Hammill

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A terra a quem a trabalha?

Publicada por José Manuel Dias


Professores e avaliação. Um argumento muito ouvido por estes dias é o seguinte: "tantos professores na rua, devem ter razão". Quer dizer: por uma classe ter por larga maioria uma determinada posição sobre um determinado assunto da comunidade nacional, essa posição deve ser correcta. E devemos aceitar essa posição. Ora, a quantidade não se transmuta em qualidade só por si. Um erro, por ser maioritário, não passa a coisa certa por alquimia.Objecta-se: mas, como estamos em democracia, temos muitas vezes de aceitar o ditame da maioria, mesmo quando tenhamos razões para crer que a maioria está errada. Em democracia os iluminados não têm um lugar reservado. Certo. De acordo. Só que o problema não é esse.O problema é que, sobre problemas da comunidade como um todo, a maioria que interessa é a dessa comunidade como um todo. É ao país que cabe decidir o que fazer no sistema público de educação. Não é aos profissionais do sector. Alguns escandalizam-se quando se acusam os professores de corporativismo. Ora, o corporativismo incorpora precisamente esse raciocínio: pensar que o grupo encarregue profissionalmente de um dado sector é que deve decidir como esse sector se organiza. Mas isso está errado. É à comunidade como um todo que cabe essa decisão. E, em democracia, isso faz-se escolhendo maiorias parlamentares e governos.No tempos do PREC, quando estava na moda o slogan "a terra a quem a trabalha", eu tinha um professor (de História, lá em Aveiro) que uma vez disse numa aula: "a terra a quem a trabalha", não; "a terra a quem trabalha", sim. Aí estava a diferença essencial que continua em cima da mesa. A diferença que faz uma sociedade democrática onde as decisões políticas cabem ao conjunto da comunidade e não "a uma classe", qualquer que ela seja. Não é "quem está com a mão na massa" que decide que pão fazer - quando a massa e a fome é de todos.E nada disto é contra a "concertação", "negociação", o que quiserem chamar-lhe. Porque não pode haver verdadeira negociação em bases conceptuais podres.

Ensinar a poupar

Publicada por José Manuel Dias


Uma simples ida ao supermercado pode ser útil para o seu filho se ir habituando ao valor do dinheiro. A partir do momento em que a criança entra para a escola primária pode dar-lhe uma pequena quantia para, por exemplo, comprar o lanche. “Apesar de não podermos definir uma idade ideal, podemos afirmar que antes da entrada para o ensino básico pensar em dotar as crianças da ideia da responsabilidade ou de valor do dinheiro é uma ideia ilusória", diz o psicólogo Vasco Soares.
António Sarmento, em artigo no Diário Económico que pode ser lido na íntegra aqui, dá excelentes dicas para ensinar as crianças a poupar:
O que devo fazer para ensinar quais os gastos indispensáveis e os superfluos? Como é que deve ser feita a responsabilização do dinheiro?Devo vincular a mesada ao rendimento escola?É útil planear um orçamento familiar? São apenas algumas das questões que procura dar resposta.

Avaliação de professores sem contestação?

Publicada por José Manuel Dias


O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com “bom” os professores em exercício no arquipélago. “Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom”, determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que “o presente diploma entra imediatamente em vigor”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Não é esta a avaliação que os bons professores desejam. Há que diferenciar desempenhos. Uma escola pública com qualidade exige avaliações sérias! Os sindicatos não protestam contra "este tipo de avaliação"? Admito que não. Afinal queixam-se que a avaliação obriga a "muita papelada", com esta avaliação só é preciso um papel: o da portaria 165-A!

Reitores não são Gestores?

Publicada por José Manuel Dias


Mariano Gago parece ter-se fartado das queixas das universidades em relação ao corte de verbas, acusando alguns reitores de serem maus gestores. Como se isso não bastasse, ainda avisou os prevaricadores que poderão ser substituídos. O presidente do conselho de reitores não gostou e veio prontamente lembrar que os reitores não são gestores.
Mariano Gago não é conhecido por decisões difíceis nem por afrontar interesses estabelecidos. Como o "lobby" dos reitores. É por isso que as suas declarações surpreendem. Mas o mínimo que se pode pedir ao ministro é que tome mais atitudes como esta. Porque no caso do financiamento das universidades tem razão. As universidades portuguesas precisam de perceber que o modelo que seguiram nas últimas décadas está obsoleto: não só os recursos públicos são escassos, como o país está a passar por uma profunda transformação sócio-económica que obriga a procurar alternativas. Desde a obtenção de outras fontes de receitas, até à reestruturação dos cursos que ministram (alguns não servem para nada). Desculpabilizar os erros de gestão nas universidades alegando que os reitores não são gestores é a confirmação de que os reitores não percebem o que lhes está a cair em cima. Porque têm mesmo de ser reitores (mesmo que não o sejam por formação). E se não o conseguem ser, que dêem o lugar a outros. O contribuinte é que não tem de continuar a pagar as suas ineficiências.
Camilo Lourenço, no Diário Económico, aqui.
Quando os recursos são escassos importa saber gerir, avaliando o custo-benefício das decisões que se tomam. Reclamar, pedindo mais recursos, já foi "chão que deu uvas". Há que mudar ou, então, dar a vez a outros.

Centro de desenvolvimento Bosch

Publicada por José Manuel Dias


"Aos nossos trabalhadores pedimos flexibilidade no ajustamento à sazonalidade da procura. Ao Governo pedimos que esta prática seja consagrada no novo código de trabalho", afirmou João Paulo Oliveira, administrador e representante do grupo Bosch em Portugal. À entrada da fábrica de esquentadores, em Aveiro, uma mensagem do presidente da empresa apela, também, directamente aos trabalhadores, recordando os problemas existentes no sector automóvel, dominante nas contas do grupo, e defendendo as virtudes da flexibilidade. Com um volume de negócios global de 46,3 mil milhões de euros, o grupo Bosch tem no sector automóvel 61% das vendas. Em Portugal, onde conta com seis unidades e o seu centro de competência mundial para o aquecimento de água doméstica, a área automóvel também domina. Em 2007, o grupo facturou 820 milhões em Portugal, menos 4,5% do que em 2006, e as exportações das suas subsidiárias em território nacional totalizaram 723 milhões, com o sector automóvel a absorver 56% das vendas, contra 61% no ano anterior.
Fonte: Semanário Expresso, aqui.

Bons exemplos

Publicada por José Manuel Dias


Manuel Madaíl, empresário e ex-autarca, está a construir um lar de idosos para oferecer à população de Aradas, uma freguesia de Aveiro. O apoio deverá estender-se aos estudantes e às mães solteiras.
Um empresário de Aveiro vai oferecer um lar da terceira idade à população de Aradas, a freguesia onde nasceu e onde foi presidente da Junta de Freguesia, entre 1976 e 2001. Manuel Madaíl, 75 anos, o mecenas de que falamos, está a investir 1,5 milhões de euros num equipamento inexistente em Aradas. Quarenta idosos vão beneficiar da nova infra-estrutura, dotada de lar, centro de dia e apoio domiciliário, já visível junto ao cemitério de Aradas.
Estaria a ser egoísta se nada fizesse pelos outros tendo para isso possibilidades", justifica. Manuel Madaíl vai entregar a gestão do lar à "paróquia". A única coisa que exige é que haja "justiça nas admissões".
Manuel Madaíl gosta de trabalhar no anonimato (recusou ser fotografado) e raramente aparece em acontecimentos públicos apesar de ser um dos mais respeitados e cotados empresários de Aveiro.
Fonte: Jornal de Notícias aqui.
A sociedade civil pode ter um papel mais relevante do que aquele tem tido, constituindo-se como o vértice de um triângulo que tem o Estado e o Mercado como parceiros. Importa, no entanto, que casos como o deste empresário frutifiquem. Valores e princípios podem ter tradução prática.

Em defesa da Escola Pública

Publicada por José Manuel Dias


Em Janeiro deste ano, a OCDE publicou um curto texto intitulado Ten Steps To Equity In Education que resumem bem os que poderão ser os contornos de políticas públicas com aquele objectivo. Critérios que são muito mais fundamentais para a avaliação das políticas educativas do que as proclamações oportunistas ou pavlovianas de quem transforma a “defesa da escola pública” na colagem a reivindicações laborais particulares.
Por mim, proponho que, usando as propostas do referido texto da OCDE, abaixo reproduzidos, se avalie quem, de facto e não na retórica, tem defendido a escola pública em Portugal, agora e nas últimas décadas.
Continuar a ler aqui. Rui Pena Pires defende que a "actual política educativa constitui, no essencial, uma defesa real da escola pública num contexto nacional em que esta se encontrava".