Prémio Dardos

Publicada por José Manuel Dias

A crise e as exportações

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Os mercados europeus que escoam 75% das exportações portuguesas estão em abrandamento ou mesmo em recessão. Será que isto afecta as exportações portuguesas? Claro que afecta. Mas será que este facto é suficiente para determinar que as exportações do País vão cair em 2008 e 2009, e que o défice externo ainda se vai agravar mais? Eu penso que não.
[...]
Concluindo, o abrandamento das economias europeias não implicou até agora uma quebra das nossas exportações para a União Europeia. O crescimento das nossas exportações no último ano assentou principalmente nos PALOP, países da OPEP, Ásia e América do Sul, economias para as quais as instituições internacionais continuam a prever mantenham um forte crescimento em 2009. Alguns destes mercados poderão desacelerar, em particular os muito dependentes do petróleo, com a prevista diminuição do preço, mas nestes mercados a desvalorização do euro estará a ajudar as exportações em 2009.
Manuel Caldeira Cabral, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui, expõe o seu ponto de vista sobre o comportamento presente e futuro das nossas exportações.

Quem me dera...

Publicada por José Manuel Dias


... Ter comprado uma casa que não podia pagar
... Ter pedido ainda mais dinheiro emprestado por conta da casa para comprar carro, mobilar a casa e fazer as férias de sonho
... Ter emprestado a quem não podia pagar, se fosse banqueiro....
Ter emprestado 100% do valor da casa para que pudessem comprar também o carro e mobilar a casa, se fosse banqueiro.
Hoje estaria o Estado a premiar a minha irresponsabilidade com os impostos que todos pagam.
Um post de Helena Garrido que nos alerta para "o outro lado" da crise financeira. A ser lido na íntegra aqui.

Cautelas e caldos de galinha...

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que, apesar do aumento do crédito malparado, que atingiu um novo recorde em Agosto, as famílias portuguesas até são muito cautelosas com o crédito à habitação.
«Apesar deste aumento do esforço financeiro decorrente da subida das taxas de juro, os portugueses são cautelosos quando se trata da habitação e há um esforço por parte das famílias para encontrar soluções», disse o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) do banco público, Paulo Sousa, em conferência de imprensa.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal sobre cobrança duvidosa, divulgados esta terça-feira, o malparado atingiu um novo recorde em Agosto, nos 2.801 milhões de euros. Em apenas um ano, cresceu mais de 26%. A maior fatia cabe à habitação, com um malparado de 1.510 milhões, num crescimento de 23,6% face ao homólogo de 2007. Mas foi no crédito ao consumo que o malparado mais cresceu: 70% num ano, para os 691 milhões de euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Russian Red - They dont belive

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A longo prazo estaremos todos mortos

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A única vez que Margaret Thatcher me dirigiu a palavra na qualidade de membro da Câmara dos Lordes foi para me perguntar qual havia sido a pior coisa que Lorde Keynes havia dito ou feito. Tive alguma dificuldade em responder à pergunta, embora estivesse convencido de que Thatcher teria uma longa lista de erros cometidos por Keynes. Fiquei, todavia, intrigado em saber o que ela pensava sobre o assunto. E prontamente me esclareceu: o pior foi ter dito que “a longo prazo estaremos todos mortos”. Uma escolha interessante, sem dúvida, mas o que ela tinha em mente era o facto de o capitalismo ter que incorporar certas virtudes e restrições face ao desejo e ao consumo para poder funcionar de forma eficaz. Historicamente, tanto as virtudes como as restrições têm sido salvaguardadas pelas crenças religiosas e por todo um conjunto de atitudes culturais enraizadas nessas mesmas crenças. Eliminar essas crenças significa eliminar as sanções ou restrições inerentes ao vasto leque de desejos humanos. Dizer que a longo prazo estaremos todos mortos é um incentivo ao consumo imediato, um apelo a uma visão de curto prazo e à rejeição de uma gratificação diferida.
Um artigo de Raymond Plan, publicado no Diário económico de hoje, que nos alerta para o inconveniente de levar à letra o slogan “Para quê esperar? Satisfaça já os seus desejos”. A ler na íntegra aqui.

Euribor em queda

Publicada por José Manuel Dias


Os índices bolsistas têm caido e a Euribor também. Este é o comportamento dos últimos dias. O que vai acontecer para semana? Se soubesse não dizia, ficava rico. Prever é cada vez mais difícil. O Banco de Portugal actualiza diariamente as taxas da Euribor, nos vários prazos. A garantia dos Estados no acesso ao crédito sossegou os diversos operadores e a Euribor iniciou a trajectória descendente. Veremos o que acontece para a semana...

FIIAH

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A proposta de Orçamento de Estado para 2009 inclui um mecanismo transitório (que deverá vigorar por período não superior a 11 anos) de apoio aos bancos e às famílias que estejam a passar dificuldades impostas pelo aumento das taxas de juro nos créditos à habitação , através da criação do chamado fundo de investimento imobiliário em arrendamento habitacional (FIIAH). Este novo instrumento legal prevê a aplicação de um conjunto de benefícios fiscais na compra de casas para futuro arrendamento, desde isenções de IMI e IMT à isenção de impostos sobre os rendimentos gerados pelas Unidades de Participação dos próprios fundos.
A proposta parece interessante, ao responder a necessidades efectivas de famílias incapazes de solver com normalidade os seus empréstimos e à vontade dos Bancos em mobilizarem recursos e limparem os seus balanços. Não é, contudo, original. Os americanos nos anos 60, adoptaram modelo semelhante: Real Estate Investement Trust. Se aprendermos com os erros dos outros, pode ser que a a implementação de um projecto bem intencionado, nos permita concluir que os resultados alcançados com esta proposta foram meritórios.

Bon Jovi - Always

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Leituras de sábado à tarde

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Palavras intemporais?

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O surgimento de crises económicas periódicas e recorrentes é a consequência necessária de tentativas repetidamente renovadas de se reduzir a taxa 'natural' de juros do mercado por meio de políticas bancárias. As crises não irão desaparecer enquanto os homens não aprenderem a evitar tais estímulos expansionistas, porque um crescimento artificialmente estimulado tem inevitavelmente de levar a uma crise e a uma depressão... Qualquer tentativa de pôr fim a essa crise por meio de novas medidas intervencionistas é algo completamente equivocado. Só há uma maneira de sair dela: abdicar de qualquer tentativa de impedir o impacto dos preços de mercado sobre a produção.
Ludwig von Mises, The causes of the economics crisis,
aqui.

Palavras de optimismo

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Olhemos as coisas por outro ângulo. A crise por que passamos não é uma crise universal, mas localizada. Vive-se nas economias ditas avançadas e é o reflexo de uma ganância sem limites. Porque as outras, aquelas a que chamamos “emergentes”, estão a crescer a taxas fabulosas de 7-8% ao ano, como se pertencessem a um mundo à parte. E só abrandaram um pouco porque a procura dos “ricos” se retraiu. Então tomem nota: quando a crise do lado de cá terminar, será o fulgor do lado de lá que vai alimentar a procura. Já tinham pensado nisto? Continuemos a raciocinar positivo. Depois do colapso das finanças públicas, o Governo levou a cabo um processo notável de consolidação orçamental, o que nos permite uma folga que, usada em contra-ciclo, poderá agora responder às necessidades mais urgentes: garantia de liquidez aos bancos, apoio fiscal às empresas, dotações pontuais às famílias carenciadas. Além disso, a inflação está controlada, o desemprego é gerível e, que eu saiba, nenhum organismo, nem mesmo o FMI, ousou até hoje prever um quadro recessivo para 2008-09. Não acham isto tranquilizador?
Daniel Amaral, no Diário Económico, aqui.

Empresa portuguesa na liderança

Publicada por José Manuel Dias


Em Vila do Conde, mais precisamente em Canidelo, existe uma empresa líder mundial. O que pode parecer estranho tornar-se-á ainda mais se lhe dissermos que a empresa em questão produz kayaks. Exactamente, kayaks de competição. Mais. Essa mesma empresa tinha este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, 56 embarcações, 20 das quais saíram da competição medalhadas, e tem sido assim nas últimas grandes competições internacionais. Manuel Ramos, chairman da empresa e mentor desta proeza, diz que tudo começou pela necessidade que ele próprio sentiu quando começou a praticar a modalidade. Estávamos na década de 70 e não havia quem produzisse kayaks em Portugal. Porque o gosto era grande, Manuel Ramos, Nelo para os amigos, começa a fabricar as suas próprias embarcações. E sem grande planeamento e sem grande estratégia cria em 1978, a sua primeira empresa, hoje a M.A.R. Kayaks. Mas se é com esta denominação que regista a empresa a verdade é que é sob a marca “Nelo” que se impõe no panorama internacional.
Para continuar a ler este artigo de Elisabete Felismino, publicado no Diário Económico de hoje, clicar aqui.
Um caso de sucesso que se suporta na apresentação de uma proposta de valor que se iniciou na satisfação de uma necessidade : "não havia quem produzisse Kayaks em Portugal"...

U2 - Mysterious Ways

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El momento de la verdad por Paul Krugman

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El mes pasado, cuando el Departamento del Tesoro [Ministerio de Hacienda] estadounidense permitió que Lehman Brothers quebrase, escribí que Henry Paulson, el secretario del Tesoro, estaba jugando a la ruleta rusa financiera. Sin duda, había una bala en la recámara: la quiebra de Lehman hizo que la crisis financiera mundial, ya grave de por sí, empeorase, mucho, mucho más.
Las consecuencias de la caída de Lehman quedaron de manifiesto en cuestión de días, pero los principales actores políticos han desperdiciado en buena medida las pasadas cuatro semanas. Ahora han llegado al momento de la verdad: más les vale hacer algo rápido -de hecho, más les vale anunciar un plan coordinado de rescate este fin de semana- o la economía mundial podría sufrir su peor recesión desde la Gran Depresión.
Para continuar a ler este artigo de Paul Krugman, professor de Economía en la Universidad de Princeton e novo Prémio Nobel da Economia, clicar
aqui., El País.com, New York Times Service de 12 de Outubro p.p..

Não se brinca em serviço...

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O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje uma medida para aumentar o acesso à liquidez do sistema financeiro que, realçou, “tem-se revelado sólido e continua a demonstrar resistência à situação internacional”. O Governo português vai disponibilizar “até 20 mil milhões de euros” em garantias, “abertas a todas as instituições de crédito sediadas em Portugal”.
Estas garantias não terão, contudo, um impacto orçamental a curto prazo. “Esperamos que estas situações (de recurso às garantias) sejam reduzidas”, disse Teixeira dos Santos, que não quis avançar com o número de bancos que poderá solicitar esta ajuda. Ainda assim, o responsável quis salientar que o acesso a esta medida do Estado não será um sinal de fragilidade e que em caso de incumprimento o Governo chamará a si essa responsabilidade. “A garantia é, no fundo, o Estado afirmar que, se por acaso, houver incumprimento por parte de uma instituição, o Estado chamará a si o cumprimento dessa obrigação”.
Fonte: Público,
aqui.
Este Ministro já deu provas, por mais de uma vez, que sabe o que faz. Ao garantir o acesso a crédito por parte das Instituições financeiras o que nos diz é : sosseguem. O sistema financeiro financeiro português tem funcionado bem e, a avaliar pelo que diz o Fórum Económico Mundial, os Bancos portugueses estão entre os mais sólidos do Mundo. Com esta medida eventuais necessidades de liquidez podem ser facilmente supridas. Estamos, pois, devidamente sossegados. Os depositantes estão garantidos, por via do Fundo de Garantia de Depósitos, e quem necessita (e merece) vai continuar a ter acesso ao crédito.

Van Morrison - Astral Weeks

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Crédito ao consumo cai...

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A crise dos mercados financeiros chegou também às empresas de crédito rápido, que têm visto menos famílias a pedir empréstimos, ao mesmo tempo que se tornam mais exigentes nas garantias de bom pagamento exigidas.
Desde o início do ano, as famílias têm pedido menos dinheiro às sociedades financeiras para aquisições a crédito, conhecidas como empresas de "crédito fácil" ou por telefone. De Janeiro a Março, estas empresas concederam créditos no valor de 1.458 milhões de euros; nos três meses seguintes, emprestaram menos 2,1%.
Na base da redução estão dois factores que têm complicado a vida das sociedade de crédito especializado. Por um lado, "a inflação, o preço dos combustíveis, os juros mais altos e o desemprego têm baixado o poder de compra e a procura de bens e serviços". Aqui, destaca-se a diminuição dos empréstimos para comprar carro, uma das principais áreas de negócio das empresas.
Por outro lado, Menezes Rodrigues referiu a "dificuldade de 'funding' [de obter financiamento junto de bancos] e os juros mais altos", que levam as sociedades financeiras para aquisições a crédito a serem mais rigorosas na avaliação do risco, de cada vez que recebem um pedido de financiamento. Neste momento, disse, "as recusas [de empréstimos] são superiores ao normal".
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
O crédito é um instrumento essencial ao desenvolvimento económico. Importa, no entanto, que a decisão de o contrair (e conceder) tenha por base um princípio: o devedor tem obrigação de o pagar. Compete, por isso, ao credor avaliar os rendimentos e activos do devedor para ponderar os riscos que toma. É o que está a suceder para bem dos credores e dos devedores.

Big is beautiful

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A General Motors e a Chrysler, dois gigantes automóveis norte-americanos, estão a negociar uma possível junção das suas actividades, que pode passar por uma fusão ou por uma aquisição, noticia a imprensa norte-americana. De acordo com o “Wall Street Journal”, que cita fontes ligadas ao processo, a Cerberus, fundo de investimento que controla a Chrysler e 51 por cento da GM Financial Services, ofereceu à GM o negócio automóvel da Chrysler em troca dos restantes 49 por cento da GMAC.
[.../...]
Uma fusão das operações automóveis de ambos os grupos solidificaria a liderança da GM como maior produtor mundial, que está actualmente em perigo devido ao crescimento da japonesa Toyota. A GM chegou a negociar em 2007 uma possível aquisição da Chrysler à DaimlerChrysler AG, antes da Cerberus ter comprado a maioria do capital do fabricante automóvel.
Fonte: Jornal Público, aqui.
O "small is beatiful" parece ter sido remetido para o "Canal História"... Nos tempos de hoje a a capacidade instalada e a dimensão da quota de mercado viram reforçadas a sua importância. As economias de escala parecem revelar-se decisivas na obtenção dos resultados.

A crise financeira explicada no Brasil

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"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre-preço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia. Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exactamente o que quer dizer.Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !".
Retirado de artigo de opinião de Fernando Braga de Matos, no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui.

Aplausos para a Medida

Publicada por José Manuel Dias


As gasolineiras vão passar a fornecer à página electrónica da Direcção-Geral de Energia e Geologia os dados relativos ao preço de venda dos combustíveis que estão a praticar nos postos de abastecimento.
A medida, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, insere-se no programa de simplificação administrativa Simplex, e destina-se a todos os consumidores interessados.
«Desta forma, será possível conhecer via internet o preço de combustíveis praticado em qualquer posto de abastecimento do continente. Para além do preço dos combustíveis, será, também, disponibilizada aos consumidores informação sobre a localização, horário de funcionamento e serviços existentes em cada posto de abastecimento», esclarece o documento do Conselho de Ministro.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

A gastar não estamos mal...

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Portugal gasta em justiça 48 euros por cidadão, sendo o 7.º país que mais despende anualmente, por habitante, no total dos 36 Estados europeus. Esta é uma das conclusões do estudo "Sistemas Judiciários Europeus - Eficácia e Qualidade da Justiça".
Para ler na íntegra aqui, Diário de Notícias.

Bancos portugueses entre os mais sólidos...

Publicada por José Manuel Dias


O sistema financeiro português ocupa o 35.º lugar dos bancos mais sólidos do mundo, à frente de países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Os dados foram avançados esta quinta-feira pelo Fórum Económico Mundial que analisa ao todo 134 países.
O Canadá aparece em primeiro lugar deste «ranking» ao liderar a lista do sistema financeiro mais sólido do mundo.
A Suécia, o Luxemburgo e a Austrália aparecem logo a seguir na tabela. Já Espanha ocupa a 10ª posição. A verdade é que os efeitos desta crise financeira acabaram por se reflectir em determinados países. É o caso da Alemanha que ocupa o 39º lugar, os Estados Unidos que ocupam o 40º lugar e o Reino Unido que surge em 44º lugar.
Fonte: Agência Financeira,
aqui.

Aplausos para a baixa do IRC

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro anunciou hoje a redução do IRC para 12,5 por cento nos primeiros 12.500 euros de matéria colectável das empresas, notando que a medida irá abranger 80 por cento do tecido empresarial português.A partir desse valor de referência aplica-se a taxa normal de 25 por cento de IRC às empresas, anunciou hoje José Sócrates, no debate quinzenal do Governo no Parlamento.Uma segunda medida para limitar o impacto da crise financeira internacional nas empresas prevê o reforço da linha de crédito PME InvestII, que passará a ser de mil milhões de euros e que se irá juntar aos 750 milhões de euros já utilizados pelas pequenas e médias empresas.
Fonte: Jornal Público, aqui.

O contributo dos Ninja para a crise

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O que aconteceu a um sistema financeiro durante tanto tempo apresentado como o mais completo e sofisticado do mundo? Onde é que isto vai acabar? Que efeitos terá a actual situação sobre o sistema financeiro mundial? É difícil responder a estas perguntas com convicção quando estamos ainda em plena crise. De facto, cada dia que passa parece trazer piores notícias – e já nem os fins-de-semana nos dão descanso quanto à avalancha de más notícias! Independentemente do resultado final, uma coisa é certa – o resto do mundo já não se mostrará entusiasmado em adoptar os princípios do mercado livre que orientaram o desenvolvimento financeiro dos Estados Unidos. Apesar de momentos desesperados poderem justificar medidas desesperadas, a forte intervenção por parte do governo norte-americano também dificultará, no futuro, que se defenda que o Estado deve ficar à margem do sistema financeiro.
[.../...]
As raízes da crise nos Estados Unidos, evidentemente, remontam aos anos em que Alan Greenspan era presidente da Reserva Federal norte-americana. Naquela época, o dinheiro abundava e a regulamentação não era muito rígida. A existência dos famosos empréstimos imobiliários "ninja" ("no income, no job and no assets") era o sinal mais claro de negligência a nível regulatório. No entanto, estes óbvios sinais de imprudência foram ignorados muito facilmente quando as coisas corriam bem e a Administração norte-americana de então mostrava alguma hostilidade perante a regulação.
Claramente, a inovação financeira não funciona bem sem uma regulação eficaz. No novo mundo de mercados financeiros mais sofisticados, os perigos estão à espreita nos lugares mais insuspeitos.
Eswar Prasad, Jornal de Negócios, a ler na íntegra
aqui.

Rui Veloso - Não Há Estrelas no Céu

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Grande mergulho

Publicada por José Manuel Dias


O dia de hoje foi marcado por forte quedas no mercado accionista mundial com os receios do impacto da crise financeira na Europa. Os temores de que aumentem as falências no sistema bancário estão a pressionar os índices mundiais mas também o euro e as matérias-primas.
As praças europeias encerraram hoje em forte queda, com o índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, a perder 7,41% para os 2.524,61 pontos e o Dow Jons Stoxx600 a registar a maior queda desde Outubro de 1987, ao desvalorizar 7,2% para os 242,52 pontos.Entre os principais mercados europeus, o AEX em Amesterdão foi o que mais desvalorizou ao perder 9,14% para os 312,56 pontos, seguido do CAC40 em França que recuou 9,04% para os 3.711,98 pontos.O Foostie inglês encerrou a sessão de hoje a perder 7,85% para os 4.589,19 pontos, o DAX alemão caiu 7,07% para os 5.387,01 pontos e o IBEX em Espanha registou uma desvalorização de 6,06% para os 10.726 pontos.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
O mundo está perigoso. O dia de ontem sabemos como foi, o de amanhã não sabemos como vai ser. Os entendidos dividem-se sobre o diagnóstico e sobre a terapêutica mas uma coisa parece certa: andámos todos a viver acima das nossas possibilidades. O crédito utilizado tem agora de ser reembolsado...

Xutos e Pontapés - A minha casinha

Publicada por José Manuel Dias



Esta música não tem nada a ver com a forma como ao longo de décadas se atribuiram "casinhas" em Lisboa (seria só em Lisboa?). Aplaude-se, no entanto, a intenção do actual Presidente em divulgar a lista dos beneficiários do património camarário disperso (ou seja, património fora da lógica dos bairros sociais). Quem não deve, não teme...

Procrastinação

Publicada por José Manuel Dias


A procrastinação é uma disposição mental que leva a adiar e a evitar determinadas tarefas. Um estudante que adia a preparação de um teste ou um trabalhador que foge à execução de determinadas tarefas têm em comum a procrastinação. É um mal geral. Adia-se determinada tarefa e depois lamenta-se a ausência de tempo para a sua execução. É comum observar-se que as pessoas quem mais falta o "tempo" são as que mais dificuldade têm em estabelecer prioridades. A procrastinção não é preguiça, não é ócio. É ocupar o tempo com tarefas acessórias, negligenciando as importantes. É em resultado desta postura que na véspera de um importante compromisso se desata a fazer de forma acelerada o que deveria ser feito com calma, planeamento e rigor. O planeamento das nossas tarefas é, pois, essencial .
Pedro Rosário, professor e investigador na Universidade do Minho, em entrevista à TSF desenvolveu esta temática. Do que ouvi gostaria de partlhar convosco a seguinte explicação: " Se eu tenho determinado objectivo para conseguir, devo procurar elencar as as tarefas necessárias para a sua concretização, isto é, decompôr os objectivos "distais" em objectivos"proximais". Porquê? Porque são mais próximos, tangíveis e assim poderei dar-lhes melhor seguimento...
Uma boa definição de objectivos implica a observância do CRAVA (Concreto, realista e avaliável)."
Uma excelente oportunidade de negócios. Um serviço que pode ser prestado a muitas organizações (públicas e privadas). No nosso país e comum adiar-se o que é mais penoso. Por duas razões : por tudo e por nada!

Plano Paulson aprovado

Publicada por José Manuel Dias


A Câmara dos Representantes aprovou hoje a versão reformulada do plano de saneamento do sistema financeiro norte-americano, quatro dias depois de ter rejeitado o documento original, fazendo mergulhar as bolsas mundiais. A proposta de lei, aprovada com 263 votos a favor e 171 votos contra, vai seguir agora para assinatura final na Casa Branca.O plano, desencadeado para evitar novas falências entre os gigantes do sector bancário (com inevitáveis consequências na economia), autoriza o Departamento do Tesouro a gastar até 700 mil milhões de dólares para comprar aos banco os activos mais arriscados, que estas não consigam liquidar.
Minutos depois da aprovação do plano que promoveu, o Presidente norte-americano anunciou que iria assinar a lei mal a recebesse – o que se concretizou minutos depois –, permitindo a entrada em vigor de uma iniciativa que considerou “vital para ajudar a economia americana a sobreviver à tempestade financeira”. Contudo, George W. Bush sublinha que “vai demorar algum tempo” até que se façam sentir os efeitos do plano de apoio ao sector da banca e seguradoras. Também Paulson, que vai dispor de um instrumento sem precedentes para intervir nos mercados financeiros, prometeu pôr o plano rapidamente em marcha.Questionado sobre como vai funcionar em concreto o plano de ajuda, Paulson não quis entrar em detalhes, limitando-se a dizer que os funcionários do Tesouro estão já a trabalhar nos pormenores para que o programa não sofra qualquer atraso. “Vamos agir rapidamente para implementar as novas medidas, mas também vamos agir metodicamente”, garantiu.A mesma satisfação foi manifestada pelo presidente da Reserva Federal americana, Ben Bernanke, a quem caberá coordenar com o Departamento do Tesouro o uso dos 700 mil milhões de dólares. A votação no Congresso, afirmou, “demonstra o empenho do Governo face àquilo que é necessário fazer para reforçar a nossa economia”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Para bem de alguns e sossego de muitos o Plano passou. Só o futuro nos dirá que "mundo novo" se abre...

Maior exportadora para Itália

Publicada por José Manuel Dias


Como chega uma simples empresa familiar de Felgueiras, com 160 trabalhadores, ao invejável estatuto de maior exportadora de calçado para Itália, a capital mundial da moda? Com "muito trabalho", mas também "apresentando uma colecção arrojada, com um produto diferenciado em design, formas e cores", diz Joaquim Moreira, o fundador da J.Moreira, que detém a marca Felmini. Uma posição tanto mais de relevo quanto é certo que há apenas seis anos a empresa se deparou com grandes dificuldades. Hoje exporta 100% da sua produção, exclusivamente com a marca Felmini, e está nas melhores lojas de Milão, Florença, Paris, Barcelona, Madrid, Amesterdão, Bruxelas, Londres e Tóquio, entre outras cidades."Ainda há dias o nosso agente nos comunicou que estamos em duas das 10 melhores lojas de Paris. É evidente que nos faz sentir muito bem", refere Joaquim Moreira, que gere a Felmini com a mulher e os dois filhos.
Com uma produção diária na ordem dos 1400 pares, a Felmini conta com uma carteira de 1800 clientes. Só em Itália está presente em mais de 500 pontos de venda. "É uma vitrina para o mundo. Estando bem representados em Itália temos as portas abertas para o mundo inteiro. Há clientes que nos encomendam artigos porque os viram expostos em Milão ou em Florença, perguntaram, e souberam que estavam a vender muito bem", explica o empresário.
Mas nem sempre foi assim. Aliás, Joaquim Moreira admite que esteve para desistir. "O produto não era suficientemente agressivo, não estava a funcionar. Mas insistimos e acabamos por entender o mercado", diz. "O que se vende em Itália 'sobra' depois para os outros mercados. Itália arrisca mais na moda e compra sempre um pouco mais à frente. O teste de mercado aos artigos é sempre feito lá, sem dúvida", refere.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.
Tentar, procurar fazer melhor, retirar ensinamentos da experiência, buscar mercados mais exigentes, melhorar a proposta de valor, conseguir resultados o caminho percorrido pelo maior exportador de calçado português para Itália. Um exemplo de sucesso.

Hello Saferide - "Anna"

Publicada por José Manuel Dias

Brincar com o fogo

Publicada por José Manuel Dias


A Câmara dos Representantes chumbou o plano de ajuda ao sector bancário norte-americano, por 228 votos contra e apenas 205 a favor. A maior oposição surgiu da bancada republicana, onde metade dos representantes votou contra a iniciativa da Administração Bush. O resultado fez mergulhar o Dow Jones, principal índice de Wall Street, mais de 400 pontos.O plano, desencadeado para evitar novas falências entre os gigantes do sector bancário (com inevitáveis consequências na economia), autorizava o Departamento do Tesouro a gastar até 700 mil milhões de dólares para comprar os activos mais arriscados, que os bancos não conseguissem liquidar.
Fonte: Público, aqui.
A crença na "mão invisível" pode sair cara à maior economia do Mundo. Só é pena é que todos os outros venham a "apanhar por tabela". O nervosismo, também, não é bom conselheiro. Os índices de confiança estão a cair e os mercados ressentem-se. Se não forem injectados os fundos necessários no sistema financeiro é toda a economia que sofre. Esperemos que as diligências tendentes a encontrar uma solução sejam coroadas de êxito. Aguardemos com tranquilidade, por ora.

Não Importa?!

Publicada por José Manuel Dias


O atual desastre econômico é o resultado de uma combinação de negligência, excesso de confiança e uma teoria econômica desastrosa. Durante décadas, as políticas fiscais e monetárias foram praticadas baseando-se na ilusão do "não importa". Primeiro veio a ilusão de que "déficits não importam". Depois, a política do "não importa" se estendeu para a criação monetária, para a expansão do crédito, para a bolha da bolsa de valores e para o boom imobiliário. Agora, já estão dizendo que a compra que o banco central está fazendo de títulos podres, com o intuito de amparar bancos e corretoras, também não importa.
[.../...]
O fato é que a economia americana está sobrecarregada por uma estrutura de capital altamente desequilibrada, conseqüência de uma enorme discrepância entre consumo e produção. E essa discrepância, por sua vez, é resultado da política monetária. Uma balança comercial persistentemente deficitária é o sintoma dessa discrepância. Isso significa que taxas de juros menores e incentivos do governo voltados para estimular o consumo irão funcionar como um verdadeiro veneno para a economia americana. Ao invés de mais consumo, são necessários menos consumo, mais poupança e menos importações.
A atual crise financeira significa que muitos devedores atingiram seu limite de endividamento e também que os credores estão diminuindo esse limite. De agora em diante, empresas e consumidores, governos e investidores terão de trabalhar sob as restrições impostas por um teto de endividamento menor.
Antony P. Mueller, via Mises Brasil, para ler na íntegra aqui.
Um contributo da Escola Austríaca para a compreensão da actual crise financeira americana que, segundo Mueller, decorrendo de desequilíbrios estruturais da economia real vai obrigar a uma profunda reestruturação do capital global. Uma leitura imperdível para quem quer avaliar a bondade das políticas de intervenção defendidas pelo FED.

€ 235,12

Publicada por José Manuel Dias


Cada português pagou, em média, 235,12 euros no ano passado em impostos municipais, mais 25,9 por cento em relação ao ano passado em que a média cobrada foi de 186,81 euros. Na origem desta subida estará o aumento dos valores do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e do Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT).Dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais indicam que as receitas do IMI e do IMT recolhidas cresceram 32 por cento e 33 por cento, respectivamente, entre 2006 e 2007. Além disso, no ano passado a derrama também melhorou bastante, já que depende da cobrança de IRC, cuja receita cresceu 31,2 por cento. No ano passado, as 308 câmaras municipais do país recolheram junto da população cinco impostos: IMI, o IMT, o Imposto Único de Circulação, recebendo ainda cinco por cento da receita de IRS.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Um aumento de 25,9% em relação ao ano transacto é obra! Uma razão - mais uma - para reforçarmos a nossa exigência no que concerne ao desempenho das autarquias. Para além destes recursos, há que também ter em conta as receitas que a Administração Central transfere para os municípios. Dinheiro dos contribuintes que deve ser gerido com rigor, avlaiando a custo/benefício das possíveis afectações.

Concentrar-se no essencial

Publicada por José Manuel Dias



Uma organização deve assentar as suas actividades numa reflexão estratégica sobre quem são os clientes-alvo, sobre qual a sua proposta de valor e sobre qual o seu posicionamento sustentável, de modo a evitar desperdícios em recursos, motivação e atenção. Se atentarmos neste filme veremos que o vencedor é discreto, espera o momento certo e actua concretizando o seu propósito: ganhar o combate. Uma metáfora que pode ser transposta para o quotidiano. Na vida não são os que "dão nas vistas" que alcançam os melhores resultados mas os que se concentram no essencial. A eficiência e a eficácia devem andar de "braço dado".

Falhado não é quem falha

Publicada por José Manuel Dias


Falhado não é quem falha uma vez, mas quem se recusa a tentar de novo. O estigma de um mau negócio é muito pesado no mercado português: desde a banca até ao Estado, o empresário que ouse recomeçar enfrenta um longo caminho contra o preconceito.
Em Maio de 2006, a administração da fábrica de cerâmica Ceres manifestou vontade de pedir a insolvência da empresa. Francisco Lemos fazia parte dessa administração, apesar da estratégia da Ceres estar nas mãos de um accionista maioritário, cuja má gestão colocou a empresa numa posição de difícil sobrevivência. Este revés na carreira não fez Francisco Lemos recuar. Pelo contrário. O empreendedor lançou-se no desafio de reactivar a empresa, após uma paragem de dois anos e meio.Esta semana a Ceres reabriu com meia centena de trabalhadores. “A situação de dificuldade continua a existir e tem a ver com o aspecto financeiro”, confessa Francisco Lemos. Neste processo, a maior dificuldade está no acesso ao crédito. “Sentimos preconceito por parte da banca. Isto acontece porque hoje são os departamentos de risco quem manda nos bancos”, acusa o administrador da Ceres, acrescentando que “os bancos só oferecem créditos às empresas quando estes não são necessários”.
Para ler na íntegra, aqui, Semanário Económico.

Acabaram as comissões (*)

Publicada por José Manuel Dias

A partir de hoje (ontem) acabaram as comissões cobradas pela Banca nos contratos de crédito à habitação. A entrada em vigor do decreto-lei, aprovado no final de Julho em Conselho de Ministros, proíbe os bancos de cobrarem comissões na renegociação dos contratos e de fazerem depender a renegociação das condições da subscrição de produtos. Desta forma, pedir uma análise do processo de crédito à habitação, renegociar o ‘spread’ ou o prazo do empréstimo vai passar a sair a custo zero, mas apenas para os empréstimos já em vigor. Nos novos contratos de crédito à habitação tudo se mantém na mesma.O decreto-lei foi bem recebido pelas associações de defesa de consumidores, por considerarem que o diploma “vem aumentar a capacidade negocial dos consumidores”, adiantou Carla Oliveira, jurista da Deco, ao Diário Económico.No actual contexto de subida das taxas de juro, e com muitas famílias em dificuldades para pagar o empréstimo da casa, a isenção de comissões na renegociação do contrato pode ser um incentivo para rever o crédito à habitação. De acordo com os últimos números da Deco, de Setembro do ano passado, as comissões de análise de processo situavam-se entre os 52 euros e os 166 euros.O decreto-lei também colocou limitações à prática de ‘cross-selling’ (venda de produtos associados para beneficiar de melhores condições).
Notícia integral pode ser lida no Diário Económico, aqui.
(*) Na renegociação dos contratos de crédito habitação.

Mais vale tarde...

Publicada por José Manuel Dias


Queremos que as escola fiquem na linha da frente das mudanças tecnológicas. Por isso, este Governo tem apostado no plano tecnológico da educação”, afirmou o Chefe do Governo, respondendo a questões da bancada parlamentar do PS durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
Os 400 milhões de euros serão usados na instalação de Internet e de quadros interactivos em todas as salas de aula, aumento da velocidade da Internet e distribuição dos computadores “Magalhães” a crianças do Ensino Básico.
“Queremos que os cidadãos que entrem daqui a 15 anos no mercado de trabalho já não tenham dificuldades por desconhecem inglês ou por não estarem impreparados para usar novas tecnologias”, justificou.
Fonte: Correio da Manhã, aqui.

Toca a todos, quase de certeza

Publicada por José Manuel Dias


O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou ontem que o mundo inteiro sofrerá com a crise financeira com origem nos Estados e alertou que "quase de certeza vai atingir os portugueses"."Aqueles que sofrem esta crise financeira estão espalhados pelo mundo", disse Aníbal Cavaco Silva, em declarações à comunicação social durante a sua visita à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. "Não só porque têm menos acesso ao crédito, [mas também porque] pagam taxas de juro mais elevadas", justificou.
"A Wall Street é o epicentro do ciclone financeiro", afirmou o chefe de Estado português, acrescentando que tem a sua ideia sobre aquilo que falhou: "Os reguladores, os supervisores, bancos centrais, a invenção que se fez de produtos financeiros". "Permitiram-se todas as invenções. De tal forma que, agora, nem se consegue descortinar o que é que está dentro dos vínculos financeiros que foram inventados. Os produtos são tão complexos, nem os próprios reguladores entendem o que está dentro desses produtos", sublinha.
No entanto, o Presidente da República assegurou não acreditar que esta crise signifique a falência da economia de mercado. "Funciona se houver uma regulação. Não podia funcionar segundo uma regra geral da mão invisível. Por isso é que existem entidades reguladoras, por isso é que existe responsabilidade dos governos. Alguém disse, a democracia é o pior dos regimes, excepto todos os outros; a economia de mercado é a pior, excepto todas as outras", afirmou.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Economia, impostos e despesas

Publicada por José Manuel Dias


A receita fiscal está em derrapagem. Nos primeiros oito meses do ano faltam nos cofres fiscais pelo menos 595 milhões de euros e só adiamentos de despesas e excedentes com a Segurança Social - aumento de contribuições e "cortes" no subsídio de desemprego - seguram o défice orçamental entre os 2,2% e os 2,5% do PIB.Em impostos indirectos, mais sensíveis ao andamento da economia, o Estado já perdeu 707,3 milhões de euros, entre Janeiro e Agosto. Em IVA, "faltavam" 304 milhões de euros, justificados pelo abrandamento da procura interna - consumo e investimento - já que a descida do imposto de 21% para 20% ainda não teve impacte significativo na receita. Em contrapartida, os impostos directos - destaque para o IRC, o imposto sobre os lucros - excedeu as estimativas em 103,8 milhões de euros.
É a Segurança Social que "salva" o défice. Um excedente de 1,5 mil milhões de euros, um acréscimo de 616,6 milhões de euros face a igual período do ano passado, explicado por um aumento de 7,5% nas receitas e um crescimento de apenas 2,9% nas despesas.
Fonte; Diário de de Notícias, aqui.
Se a economia abranda as receitas arrecadadas, via impostos, diminuem. As despesas do Estado, nas quais se incluem os salários dos funcionários públicos, mantêm-se, dada a sua rigidez. O acréscimo do défice seria, assim, o corolário lógico desta situação não fosse o bom desempenho da Segurança Social. Resta saber até quando...

Estadista ou estatista?

Publicada por José Manuel Dias


Um dia destes, George W. Bush ainda acabará por ser recordado, não como um grande estadista, mas como um grande estatista. Tudo por causa do combate aos estragos causados pelos mágicos do dinheiro fácil e pela atitude crédula de que viveremos eternamente no mundo do crédito sem fim.
O que assistimos agora é o resultado, como sempre desastroso, de mais uma forma de se conseguir mais lucros e bónus através da utilização do dinheiro de muita gente no mercado financeiro global. Ganhar dinheiro de todas as formas possíveis sempre foi glamoroso durante o século XX. Lembremo-nos dos "roaring twenties" descritos por F. Scott Fitzgerald, antes da crise de 1929. Ou dos loucos anos 60, antes da crise petrolífera. Ou de "A Fogueira das Vaidades" de Tom Wolfe, nos anos 80, antes da próxima crise. A economia e o sistema financeiro sempre viveram crises destas, em que se gastou mais do que se poupou, em que se investiu demasiado em sonhos que acabaram em pesadelos. Vivemos numa época em que a massificação da cultura da riqueza fácil (dos concursos televisivos ao investimento em derivados) se tornou global. E em que todos nos atirámos ao mar, ao som de sereias que cantavam a facilidade do crédito inesgotável. O Estado só regressou para que o dilúvio universal não aconteça devido à irresponsabilidade geral. Ronald Reagan, afinal, é que tinha uma visão simples e realista da economia: "Se se mexe, taxem-na; Se se continuar a mover, regulamentem-na; Se parar de se mexer, subsidiem-na".
Fernando Sobral, no Jornal de Negócios, aqui.

Queen - Bohemian Rhapsody

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Os maus créditos...

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O crédito malparado atingiu em Julho os 2,73 mil milhões de euros, mais 3,2 por cento do que no mês anterior, diz o Banco de Portugal.
Os dados, divulgados esta segunda-feira, apontam ainda para outro cenário: o malparado das famílias portuguesas disparou 24% no espaço de um ano. Mais um reflexo de que a crise já se faz sentir no bolso dos portugueses é o facto do crédito de cobrança duvidosa no sector da habitação ter subido para os 1,48 mil milhões de euros no mesmo mês em análise. Já ao nível do crédito ao consumo, o malparado subiu 3,2% até aos 678 milhões de euros.
Deste modo, e ainda de acordo com o Banco de Portugal, o malparado está já a valer 2,1% do total de crédito concedido. Por outro lado, o crédito da banca concedido a particulares situou-se em Julho nos 133,2 mil milhões de euros, mais 0,5% do que em Junho.
Fonte: Agência Financeira, aqui.
...têm, por regra, origem nos bons tempos. Alterações nos rendimentos dos devedores, em resultado de causas diversas, como desemprego, divórcio ou doença, podem conduzir a situações de incumprimento se não se encontrarem tempestivamente soluções adequadas.

Green Day - Wake Me Up When September Ends

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Ser simpático compensa!

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Um livro escrito por duas mulheres, Linda e Robin, cujo sucesso pode ser explicado pela observância do princípio orientador: ser simpático compensa!
As autoras, líderes da poderosa agência de publicidade Kaplan Thaler, socorrem-se de vários estudos para provar porque as pessoas simpáticas têm mais sorte no amor (ou menos divórcios); porque ganham mais dinheiro; porque são mais saudáveis e, por fim, porque passam menos tempo nos tribunais. No capítulo seguinte apresentam os seis princípios da simpatia. O primeiro salienta a importância de causar uma boa primeira impressão. O segundo refere que vale a pena ser simpático com estranhos pois nunca se sabe de onde virá a recompensa. Na mesma linha as autores advertem, no terceiro princípio, que é um erro apenas ser simpático para os nossos chefes ou pares. O quarto diz que a simpatia deve ser espontânea. O quinto salienta que as más impressões propagam-se como um vírus. No sexto as autoras apelam a que ouçamos sempre a nossa consciência. Seguem-se vários casos de pessoas e empresas que põem em prática essa filosofia de vida. Um livro simpático que pode ajudar a melhorar as nossas competências.
Fonte: Público,
aqui.

Alguém falhou... (*)

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O departamento do Tesouro norte-americano publicou ontem à noite uma ficha explicativa do plano governamental de 700 mil milhões de dólares (483 mil milhões de euros) que está a ser negociado com o Congresso para salvar o sector bancário nos Estados Unidos.
Segundo um comunicado do departamento, o plano dá ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, a autoridade, em concertação com o presidente da Reserva Federal (FED), Ben Bernanke, “para adquirir activos incertos” dos bancos ligados a empréstimos hipotecários, tal como “outros activos, desde que necessário, para estabilizar efectivamente os mercados financeiros”.
“As instituições financeiras que participam (neste programa) devem realizar operações significativas nos Estados Unidos, a menos que o secretário (do Tesouro) não determine, em concertação com o presidente da Reserva Federal, que uma definição mais ampla é necessária para estabilizar eficazmente os mercados”, refere o plano. Os activos serão geridos por gestores privados sob a direcção do Tesouro, que terá plenos poderes sobre a sua gestão, e que terá três meses até apresentar contas pela primeira vez ao Congresso, após o que só deverá fornecer relatórios semestralmente.Por fim, o produto da venda dos activos, num prazo não fixado, será incluído no Orçamento geral do Governo Federal.
Fonte: jornal Público, aqui.
...mas agora tem que ser ou, dito de outro modo, não há alternativa porque o "mal do sector" financeiro pode estender-se a toda a economia. Os americanos podem ser muito liberais mas "não são parvos".

Zélia Duncan - Quase Sem Querer

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Sobe, sobe, taxa sobe

Publicada por José Manuel Dias


As taxas Euribor a três e seis meses atingiram hoje máximos históricos. A instabilidade no mercado de crédito europeu está a ditar o aumento das taxas interbancárias, o que deixa antever novas subidas da prestação da casa.
A Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado para o crédito habitação em Portugal, fixou-se nos 5,223%. Com esta subida, a média mensal do indexante a seis meses volta a aumentar, situando-se nos 5,181%, o valor mais elevado de sempre. A manter-se a tendência, as famílias cuja revisão do contrato aconteça no próximo mês já vão sentir o aumento na prestação da casa. Também os novos contactos de crédito à habitação feitos em Outubro vão pagar um juro mais elevado. A Euribor a três meses, o indexante que os bancos têm mais adoptado nos últimos anos para os novos empréstimos, também subiu, e atingiu os 4,991, o valor mais alto de sempre.
Fonte: Diário Económico, aqui.
Más notícias para todos nós. Vamos pagar mais pelo mesmo crédito. Se quisermos pagar a mesma prestação (amortização de capital mais juros) só nos resta dilatar o prazo ou, caso se tenha poder negocial, melhorar o spread. Quem, como eu, faz consultadoria financeira sabe, no entanto, que só não há "solução para a morte e para o pagamento de impostos".

Ontem já não era tarde?

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A Autoridade da Concorrência (AdC) garantiu hoje que vai analisar o desfasamento entre a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais e os preços finais praticados pelas gasolineiras.Segundo o comunicado da AdC, a "análise aprofundada" do mercado dos combustíveis líquidos em Portugal resulta de dados adicionais solicitados às empresas petrolíferas (entre outros operadores no mercado) após a divulgação do Relatório sobre o Mercado dos Combustíveis em Portugal, de 2 de Junho de 2008. A entidade "não deixará de actuar atempadamente, fazendo uso da sua competência sancionatória", se verificar a existência de práticas anómalas ou factores que afectem a concorrência do mercado.
Fonte: Jornal Público,
aqui.

Caso único na Europa

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Os dados da Associação Portuguesa da Indústria de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), indicam que, em 2007, as vendas de calçado português para o exterior somaram 70 milhões de pares, no valor de 1230 milhões de euros, tendo o calçado sido vendido a um preço médio de 17,66 euros. Já as importações ascenderam a 52 milhões de pares, no valor de 318 milhões de euros, e o preço médio do calçado comprado foi de 7,03 euros. Nesse ano, o calçado português apresentou um saldo comercial positivo de 17 milhões de pares e 862 milhões de euros. O preço médio de exportação de calçado português, na ordem dos 18 dólares, destaca-se como um dos mais elevados do mundo, logo a seguir a Itália, traduzindo a aposta dos industriais em segmentos de elevado valor acrescentado. De acordo com a APICCAPS, este ano as exportações de calçado deram já mostras de algum dinamismo, estando de novo a crescer "ainda que a um ritmo moderado".
Fonte: Diário Económico, aqui.
Quando as empresas se redireccionam para mercado mais atractivos e melhoram a sua proposta de valor alcançam níveis de produtividade superiores. Mudar depende da gestão. Melhorar o desempenho por via do reforço da formação dos colaboradores é condição necessária mas não basta. É preciso escolher os clientes que se quer servir e agir em conformidade de modo a alcançar uma vantagem competitiva. O sector do alcançado constitui um excelente exemplo. Hoje já rivalizamos com o calçado italiano. Temos boas empresas mas algumas - as que não se conseguiram adaptar às novas exigências - ficaram pelo caminho. Podemos dizer com orgulho que Portugal é o único país da Europa com saldo comercial positivo no sector do calçado.

Réplicas

Publicada por José Manuel Dias


Condições de crédito mais difíceis para o Estado, para as instituições financeiras, para as empresas e para as famílias, quer por via do aumento das taxas de juro, quer pela escassez de financiamento, são o principal impacto desta crise financeira iniciada em finais de Julho do ano passado nos Estados Unidos. O alerta é de António Borges em declarações ao Negócios.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.

A cronologia da crise (*)

Publicada por José Manuel Dias


Daqui: Janeiro de 2001, "Mortgage lending excesses in the early years of this decade ultimately took a toll on the financial sector, bringing down lenders like Countrywide Financial and Wall Street icons like Bear Stearns. As confidence ebbed, credit tightened, and central banks took steps to limit the damage to the economy and the financial system".
Até aqui: 15 de Setembro de 2008, "Mortgage lending excesses in the early years of this decade ultimately took a toll on the financial sector, bringing down lenders like Countrywide Financial and Wall Street icons like Bear Stearns. As confidence ebbed, credit tightened, and central banks took steps to limit the damage to the economy and the financial system".
(*) do subprime vista pelo The New York Times, pode ser vista em detalhe aqui, com imagem picada daqui.

Bob Marley - No Woman No Cry

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Uff

Publicada por José Manuel Dias


O sistema bancário português tem uma exposição pouco significativa à Lehman Brothers, reflectida no balanço, garantiu esta segunda-feira o Banco de Portugal.
«De acordo com a informação recolhida pelo Banco de Portugal (BdP), a exposição no balanço do sistema bancário português à Lehman Brothers não é significativa», disse à «Lusa» fonte oficial da instituição.
Após o anúncio hoje da falência do quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o supervisor do sistema financeiro português fez uma recolha de informações junto dos bancos portugueses, precisamente para saber qual a exposição do sistema bancário português.
A Lehman Brothers não tem activos em Portugal e está registada apenas como uma instituição que presta serviços.

Senhora do vinho

Publicada por José Manuel Dias


Teresa Cadaval venceu o prémio 'Senhora do Vinho' dos Prémio Eva 2008, em Espanha. Trata-se do único prémio gastronómico feminino internacional, uma criação da Associação de Mulheres Empresárias de Navarra e do Governo de Navarra.
O objectivo é homenagear um conjunto de personalidades internacionais que se destacam a nível mundial como promotoras da excelência gastronómica nos mais diversos campos, através da selecção realizada por um júri onde estão especialistas do Estados Unidos da América, França, Espanha, Itália e Brasil.
Fonte da agência de Comunicação responsável pela internacionalização da Casa do Cadaval, a Força Motriz, sublinhou a importância deste prémio: «Assume uma especial relevância, dada a importância estratégica de Espanha, enquanto parceiro económico de Portugal e possibilita também o reconhecimento de um produtor português num mercado onde os vinhos nacionais se tem deparado com reconhecidas dificuldades de penetração».
A casa Cadaval é uma empresa do sector agro alimentar que gere cerca de 5,400 no Ribatejo. A herdade está na posse da família desde 1648, e integra a Casa Cadaval Investimentos Agrícolas, uma sociedade anónima que factura cerca de quatro milhões de euros por ano, empregando cerca de 40 pessoas.
Fonte: Semanário Sol, aqui.

Livro de leitura obrigatória (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Peter Drucker é atribuída a paternidade da gestão. Ele é dos poucos pensadores que se pode gabar de ter mudado o mundo com as suas ideias.Inventou conceitos como as privatizações ou a gestão por objectivos, profetizou a emergência dos trabalhadores do conhecimento e tornou a gestão uma disciplina séria, respeitada e acessível a milhões de pessoas. Na sua visão, a gestão é simultaneamente uma arte e uma prática. É uma “arte” que se alimenta de ciências como a economia, psicologia, história, matemática, teoria política e filosofia. E é também uma “prática” – como a medicina - no sentido em que não interessa se um tratamento é, ou não, científico, mas sim se cura ou não o doente. No seu entender, a gestão é fundamentalmente uma ciência social que lida com pessoas e cujo âmbito não se confina ao mundo empresarial (por isso, o autor dedicou uma grande atenção às organizações sem fins lucrativos). Apesar de todas estas contribuições, Peter Drucker com a sua proverbial modéstia, recusava o título de “pai do management”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
(*) agora, também, em português.

Festejar o início das aulas

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de profesores e alunos da Escola Secundária S. João do Estoril deslocou-se a Lviv, a segunda cidade Ucraniana, para assistir ao início do ano lectivo. As aulas iniciam-se no dia 1 de Setembro, ainda que seja sábado, domingo ou feriado.
Da reportagem que pode ser lida na íntegra aqui destacamos estas passagens:
1) "É quase tudo diferente, desde a maneira como os alunos estão nas aulas até à forma de lidar com os professores e a directora. O respeito que têm pelo país. Levam a escola a sério, como se fosse um trabalho", diz Ricardo Lobato, 16 anos, 11.º ano de Humanidades;
2) Por outras palavras, Maria de Lurdes Valbom, 55 anos, professora de Economia, tira a mesma conclusão: "Há uma maior exigência na Ucrânia. A nível da disciplina, da postura dos alunos. A educação é encarada como fundamental na vida do cidadão. Em Portugal, a escola devia ser mais exigente a todos os níveis, em relação aos alunos e aos professores";
3) "A partir de agora valorizo mais a escola portuguesa. E acho que se facilita demasiado em Portugal. Tive colegas que passaram e deveriam ter chumbado", comenta a Inês. Vem do privado tal como acontece com 80% dos alunos que participaram no intercâmbio. A Catarina acrescenta: "A escola na Ucrânia é mais rígida. Os alunos levam a escola mais a sério. Têm outro tipo de atitude."

Faz todo o sentido...

Publicada por José Manuel Dias


O Governo aprovou em Conselho de Ministros o regime jurídico relativo à Central de Responsabilidades de Crédito, com o qual pretende que se previna situações de sobreendividamento.
«Este Decreto-Lei vem modernizar e dotar de maior fiabilidade o actual regime jurídico que rege o serviço de centralização de riscos de crédito, gerido pelo Banco de Portugal», refere o comunicado do Governo.
Assim, adoptam-se medidas que «permitem complementar» a informação disponível junto do Banco de Portugal, de modo a «promover a eficiência» na agregação das responsabilidades de crédito de cada cliente e a fiabilidade dos dados que são disponibilizados.
Por outro lado, favorece-se, também, a acessibilidade a essa informação pelas entidades responsáveis pela concessão de crédito.
«Desta forma, através do aperfeiçoamento da Central de Responsabilidades de Crédito, reforçam-se as condições de análise de solvabilidade do consumidor prévia à concessão ».
Fonte: Agência Financeira, aqui

As leis não são para cumprir?

Publicada por José Manuel Dias


Cerca de 80% das empresas públicas não cumpriram com os requisitos de divulgação de informação e transparência a que passaram a estar obrigadas a partir de Abril de 2007, altura em que entraram em vigor os princípios de bom governo, conclui o primeiro balanço feito sobre o tema pelo Ministério das Finanças. Entre as 77 empresas analisadas, que representam 90% das carteiras de participações relevantes do Estado, houve sete - entre elas a agência de compras públicas, a AICEP e a Metro do Porto - que não remeteram qualquer informação às Finanças ou o fizeram de forma muito deficiente.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.

Bob Marley - Redemption Song

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Sinais dos tempos

Publicada por José Manuel Dias


“(…) Citado pela agência AP, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou hoje que a administração Bush decidiu intervir para impedir o colapso dos dois colossos do crédito imobiliário, cujas consequências seriam catastróficas.
A intervenção estatal poderá custar milhares de milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos, mas o custo de uma falência de uma destas sociedades seria ainda mais pesado, garantiu Paulson.
«A Fannie Mae e o Freddie Mac têm uma dimensão tal que a falência de um deles causaria uma enorme turbulência nos mercados financeiros, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro», afirmou o responsável, numa intervenção televisiva.
«A falência (de uma das instituições) afectaria a capacidade dos americanos de obter créditos à habitação, empréstimos automóveis e crédito ao consumo», acrescentou Paulson. (…)”
Transcrito da Agência Financeira, aqui.

Postas taberneiras

Publicada por José Manuel Dias


Lemos a capa do DN de hoje e parece que estamos a ouvir o Sr. Júlio da taberna a resmungar: "O pior Agosto de sempre no turismo português". No título interior, desaparece o "português". E quando acabamos de ler o texto, percebemos que afinal era basicamente só ao Algarve que se referiam, com um remate final do género "ah e tal, e no resto do país a situação foi semelhante", para aligeirar a coisa. Mas, adiante, que nem são as considerações geográficas que me fazem escrever.
Por uma simples questão de rigor, há palavras que deviam ser excluídas do léxico jornalístico. Uma delas é a palavra "sempre". Porque "sempre" é, por definição, um conceito temporalmente indefinido, o que não combina bem com rigor. O que é que a Leonor Matias quer dizer com "sempre"? Desde o ano passado? Nos últimos dez anos? Desde o 25 de Abril 1974? Desde 1143? No texto, apenas se diz que "ocupação hoteleira (...) baixou face face a igual mês de 2007". Ah, talvez o "sempre" signifique "desde o ano passado"...
E o "pior", já agora, refere-se a quê? Número de turistas mais baixo de sempre? Será a "ocupação hoteleira" mais baixa de sempre? (E o que raio é isto? Será taxa de ocupação hoteleira? Será número de turistas que ocupam as instalações hoteleiras?) Ou será antes o volume de negócios mais baixo de sempre? Não sabemos...
Com a devida vénia do Blogue A Pente-Fino, aqui.