Despesómetro

Publicada por José Manuel Dias


No Dia Mundial da Poupança, a Direcção-Geral do Consumidor deixa algumas recomendações para gerir as despesas e poupar algum dinheiro. O primeiro passo é avaliar no início do mês as despesas fixas (habitação, energia, telefone, água) e as despesas correntes de montante variável (alimentação, higiene, transportes). Avalie também as despesas ocasionais previstas para esse período, mas que podem ser evitáveis, como férias ou a compra de alguns equipamentos.
Ainda no início do mês, defina um montante possível de poupança para eventuais imprevistos.
Quando chegar ao final do mês controle o que gastou em cada um dos tipos de despesa acima referidos, confira todos os estratos bancários, identifique se teve despesas superiores ao previsto e em quê, pague sempre as suas despesas fixas a horas e esteja sempre preparado para ajustar o seu orçamento a novas realidades.
Fonte: Portal do Consumidor

Já estamos a poupar...

Publicada por José Manuel Dias


A maior concessionária de auto-estradas de Portugal, Brisa, registou menos seis mil carros por dia nos primeiros nove meses de 2008, em comparação com igual período no ano passado. A notícia avançada hoje pelo "Jornal de Notícias" diz que a crise nos combustíveis e o preço das portagens estão a fazer com que muitos condutores optem por outras alternativas. Os dados foram retirados do relatório de contas da Brisa, relativo ao primeiro trimestre deste ano, e mostram que a circulação média de veículos se situou nos 235.261. Em 2007 o tráfico foi de 241.166 automóveis, ou seja, uma diferença de 5905 carros por dia. No total terá havido menos 1,6 milhões de veículos a passar pelas portagens da empresa, nos primeiros nove meses de 2008.
Fonte: Jornal Público aqui.
Há muito boa gente que em resultado do aumento do preço dos combustíveis começou a fazer contas e a utilizar o veículo automóvel apenas quando é estritamente necessário e não existe alternativa menos dispendiosa. Não deve ter sido por acaso que o nível de utilização de trasportes públicos aumentou...

Dia Mundial da Poupança

Publicada por José Manuel Dias


Os portugueses poupam cada vez menos. Os dados do Banco de Portugal mostram que a taxa de poupança das famílias baixou de 9,2 para 7,9 por cento do rendimento disponível, entre 2005 e 2007, encontrando-se agora em mínimos de pelo menos 13 anos (dados só disponíveis até 1994). A estimativa para este ano é, ainda inferior. Perguntar-se-á porquê? Os rendimentos que se obtêm são, cada vez mais, orientados para o consumo. Consome-se mais e poupa-se menos. Consome-se porque se precisa e porque não se precisa e confia-se que o futuro será sempre melhor que o passado. A crise financeira está aí para demonstrar que não se pode tomar como certa essa ideia. Poupar é, pois, uma necessidade. Preocupar-se com a educação dos filhos, com a segurança económica do agregado familiar, com uma possível doença, exige que se recuperem hábitos de poupança. Constituir uma reserva financeira com parte dos rendimentos auferidos é, pois, um acto de racionalidade. Pode dar jeito no futuro. Poupar não depende só dos rendimentos que obtemos, depende, também principalmente, dos hábitos de consumo que temos. Reajustar os hábitos é, pois, necessário. Esta crise internacional, cuja amplitude e profundidade ainda desconhecemos, pode ser uma excelente oportunidade. Poupar pode começar por reservarmos uma parcela do nosso rendimento para nós mesmo, afectando-o a um qualquer produto de poupança. Dez por cento do nosso rendimento mensal pode ser um bom começo. Deixamos de contar com esse montante e elencamos os nossos gastos por forma a saber onde "somos obrigados a poupar". Vamos concluir nessa análise que nem todos os gastos são mesmo indispensáveis...

Leo Kottke - Louise

Publicada por José Manuel Dias

O novo sonho americano

Publicada por José Manuel Dias


El día que Ted Kennedy mostró su apoyo público a Barack Obama recordó cómo su hermano John retó a Estados Unidos a atravesar una Nueva Frontera. El joven candidato católico tuvo que soportar las críticas del anterior presidente demócrata, Harry Truman, que pedía paciencia y exigía a alguien con más experiencia, pero John Fitzgerald respondió: "El mundo está cambiando. Las viejas fórmulas ya no sirven". En el Estados Unidos post Bush, Obama ha hecho suyas esas palabras del presidente asesinado para simbolizar el hambre de cambio y radiar un efecto de esperanza que ya no se recordaba en las bases demócratas.
Fonte: El País, aqui.
Faltam apenas 5 (longos) dias para Bush se despedir...

Teoria das expectativas racionais

Publicada por José Manuel Dias


Nos seus tempos de aluna do ISCEF (actual ISEG) Manuela Ferreira Leite não tomou contacto com as teorias económicas que hoje fazem parte do currículo das cadeiras de macroeconomia e que abordam o papel das expectativas dos ‘agentes’ no desempenho da Economia.
«The theory of rational expectations was first proposed by John F. Muth of Indiana University in the early 1960s. He used the term to describe the many economic situations in which the outcome depends partly on what people expect to happen. The price of an agricultural commodity, for example, depends on how many acres farmers plant, which in turn depends on the price farmers expect to realize when they harvest and sell their crops.(…)»
Talvez com uma actualização dos conteúdos curriculares se evitariam discursos dramáticos como este:“tudo o que seja dar sinais às pessoas de que o próximo ano vai ser um ano muito bom é obviamente enganar as pessoas.” (MFL)
Ninguém anda a dizer que os próximos tempos vão ser ‘muito bons’ mas se todos nos convencermos de que o futuro é dramático, e se o primeiro-ministro ‘ajudar à festa’, como Ferreira Leite parece querer, o mais provável é que o pior cenário se concretize.

Será que reprovar ensina?

Publicada por José Manuel Dias


Sabia que na Finlândia, o país em que os alunos têm o melhor desempenho do mundo, ninguém reprova durante a escolaridade obrigatória? Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados nos estudos internacionais “as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos”. Seguindo esta tendência de política educativa que, também é recomendada pela OCDE, o Conselho Nacional de Educação (CNE) propõe ao Governo o fim das reprovações até as crianças terem 12 anos. O projecto de parecer sobre a “A Educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”, a que o Diário Económico teve acesso, sugere “a substituição das repetências por medidas eficazes de apoio”. Entre as propostas avançadas estão “estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldade e estratégias de diferenciação pedagógica” .
Fonte: Diário Económico. A ler na íntegra, aqui.
Cada estudante que reprova implica um aumento anual de despesa de 3.000,00 Euros. Se multiplcarmos esse valor pelos 233.000 estudantes que não transitaram de ano ou abandonaram o sistema antes de terminarem o ensino obrigatório, determinamos um valor de 699 milhões de Euros. Um país como o nosso não se pode dar ao luxo de tal desperdício. Podemos (e devemos) ser exigentes sem que isso se traduza em reprovações. Basta-nos copiar as melhores práticas observadas na Europa. A reprovação não é uma segudna oportunidade é, na maioria dos casos, reforçar a discriminação. Não deve ser por acaso que a OCDE defende que "as elevadas taxas de repetência de alguns países devem ser reduzidas, criando incentivos às escolas para encontrarem abordagens alternativas".

Gisele Bundchen - Ipanema

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Os dez mandamentos da gestão financeira

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1. Não gastarás mais dinheiro do que aquele que recebes;
2. Gastarás dinheiro tendo em vista o teu futuro assim como o teu presente;
3. Lembrar-te-ás que os juros compostos não são reversíveis;
4. Não coleccionarás cartões de crédito nem os utilizarás descuidadamente;
5. Honrarás sempre as tuas dívidas e os teus compromissos;
6. Desenvolverás um plano de gastos e utilizarás dinheiro em poupanças ou investimentos;
7. Procurarás altas taxas de juro e bons rendimentos;
8. Viverás com moderação e não adorarás o deus do materialismo;
9. Diversificarás os teus investimentos;
10. Procurarás educação financeira para que não sejas enganado por ninguém.
Fonte: Direcção Geral do Consumidor

Uma explicação para a crise

Publicada por José Manuel Dias


A causa da crise assenta, sob muitos aspectos, em razões sociológicas. Não só por aquilo que Raymond Plant recentemente escreveu (afastámo-nos da virtude, disse ele, e o nosso afastamento das religiões ou filosofias que a pregavam também é causa da crise), mas porque a própria vida actual nos empurrou - a todos ou quase - para uma ideia que, vista hoje, é preocupante: a convicção de que a poupança, ou que amealhar para o futuro não faz qualquer sentido.
Para tal não contribuiu apenas uma razão, mas dezenas delas. E, desde logo, ideias generosas e que fazem sentido - refira-se a da garantia das reformas pelo Estado - assim como ideias duvidosas, "vide" as do crédito imediato concedido pelo telefone.
A enorme diferença é que há uns anos, não mais do que duas gerações, as famílias aforravam para a velhice, porque sabiam que não haveria outros apoios senão os familiares. E, quando se era novo, trabalhava-se para atingir um objectivo, fosse ele casar, comprar casa, ter um carro ou fazer férias especiais.
Hoje confia-se no Estado para assegurar reformas (ainda que a confiança nos últimos anos tenha baixado). Quando não é no Estado é num PPR, que por sua vez entrou, na maioria dos casos, no mesmo circo financeiro que os bancos. Já quanto aos bens, como automóveis, casas ou férias, o sistema desde há 50 anos que nos aconselha a comprá-los primeiro e pagá-los depois. Tudo junto, é todo um programa contra a poupança. O contrário do aforro é o endividamento. E quando todo o sistema assenta na dívida podemos ter colapsos destes.
Henrique Monteiro em artigo de opinião no semanáriol Expresso, a ler na íntegra aqui.
Um artigo de grande valor pedagógico. Se queremos ter futuro teremos que renunciar ao prazer do consumo imediato, teremos que (re)aprender a poupar.

E agora?

Publicada por José Manuel Dias


Desde os anos 90, observou-se uma forte queda de preços dos bens transaccionáveis por via da entrada dos países do sudoeste asiático no mercado mundial, da redução dos preços dos bens não transaccionáveis (devido às tecnologias de informação e comunicação e à liberalização dos serviços nas economias desenvolvidas) e da baixa das taxas de juro (pela conjugação de excesso de poupança no Oriente e complacência face ao risco no Ocidente). Os rendimentos do trabalho estagnavam, mas os orçamentos familiares progrediam. Enquanto os preços dos bens e os encargos com a dívida caiam, a bolha do crédito insuflava, e o mercado imobiliário e as bolsas valorizavam-se. Agora, os benefícios da globalização estão exaustos e a crise financeira enraizou-se de forma virulenta. O petróleo, as "t-shirts" e o crédito encareceram e a recessão subiu à ribalta, num momento que vislumbra a acalmia da desordem bancária.
Cristina Casalinho, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, para ler na íntegra aqui.

Deolinda - Fado Toninho

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A irresponsabilidade sindical

Publicada por José Manuel Dias


Quem ouve os dirigentes sindicais falar só pode tirar uma de duas conclusões: ou estão loucos, autistas, incapazes de apresentar propostas sensatas e lúcidas, ou são demasiado estúpidos, inconscientes, e não dispõem de nenhuma informação exacta sobre o que se passa no País, na Europa e no Mundo.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
[...]
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, 'porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos'. Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
Emídio Rangel, em artigo de opinião no Correio da Manhã, aqui.

Talentos perdidos

Publicada por José Manuel Dias





Este é uns vídeos mais vistos do Youtube. O jogador dos New Jersey Nets, Devin Harris, é "humilhado" por Stuar Tanner, um inglês de 28 anos. Stuart começou por falhar um cesto da linha dos três pontos, mas no um-contra-um mostrou deu festival, ao passar a bola por entre as pernas de Devin Harris, antes de encestar, de costas para o cesto. Um amador derrota umas das estrelas da NBA. Um talento perdido...

Prémio Dardos

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A crise e as exportações

Publicada por José Manuel Dias


Os mercados europeus que escoam 75% das exportações portuguesas estão em abrandamento ou mesmo em recessão. Será que isto afecta as exportações portuguesas? Claro que afecta. Mas será que este facto é suficiente para determinar que as exportações do País vão cair em 2008 e 2009, e que o défice externo ainda se vai agravar mais? Eu penso que não.
[...]
Concluindo, o abrandamento das economias europeias não implicou até agora uma quebra das nossas exportações para a União Europeia. O crescimento das nossas exportações no último ano assentou principalmente nos PALOP, países da OPEP, Ásia e América do Sul, economias para as quais as instituições internacionais continuam a prever mantenham um forte crescimento em 2009. Alguns destes mercados poderão desacelerar, em particular os muito dependentes do petróleo, com a prevista diminuição do preço, mas nestes mercados a desvalorização do euro estará a ajudar as exportações em 2009.
Manuel Caldeira Cabral, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui, expõe o seu ponto de vista sobre o comportamento presente e futuro das nossas exportações.

Quem me dera...

Publicada por José Manuel Dias


... Ter comprado uma casa que não podia pagar
... Ter pedido ainda mais dinheiro emprestado por conta da casa para comprar carro, mobilar a casa e fazer as férias de sonho
... Ter emprestado a quem não podia pagar, se fosse banqueiro....
Ter emprestado 100% do valor da casa para que pudessem comprar também o carro e mobilar a casa, se fosse banqueiro.
Hoje estaria o Estado a premiar a minha irresponsabilidade com os impostos que todos pagam.
Um post de Helena Garrido que nos alerta para "o outro lado" da crise financeira. A ser lido na íntegra aqui.

Cautelas e caldos de galinha...

Publicada por José Manuel Dias


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que, apesar do aumento do crédito malparado, que atingiu um novo recorde em Agosto, as famílias portuguesas até são muito cautelosas com o crédito à habitação.
«Apesar deste aumento do esforço financeiro decorrente da subida das taxas de juro, os portugueses são cautelosos quando se trata da habitação e há um esforço por parte das famílias para encontrar soluções», disse o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) do banco público, Paulo Sousa, em conferência de imprensa.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal sobre cobrança duvidosa, divulgados esta terça-feira, o malparado atingiu um novo recorde em Agosto, nos 2.801 milhões de euros. Em apenas um ano, cresceu mais de 26%. A maior fatia cabe à habitação, com um malparado de 1.510 milhões, num crescimento de 23,6% face ao homólogo de 2007. Mas foi no crédito ao consumo que o malparado mais cresceu: 70% num ano, para os 691 milhões de euros.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

Russian Red - They dont belive

Publicada por José Manuel Dias

A longo prazo estaremos todos mortos

Publicada por José Manuel Dias


A única vez que Margaret Thatcher me dirigiu a palavra na qualidade de membro da Câmara dos Lordes foi para me perguntar qual havia sido a pior coisa que Lorde Keynes havia dito ou feito. Tive alguma dificuldade em responder à pergunta, embora estivesse convencido de que Thatcher teria uma longa lista de erros cometidos por Keynes. Fiquei, todavia, intrigado em saber o que ela pensava sobre o assunto. E prontamente me esclareceu: o pior foi ter dito que “a longo prazo estaremos todos mortos”. Uma escolha interessante, sem dúvida, mas o que ela tinha em mente era o facto de o capitalismo ter que incorporar certas virtudes e restrições face ao desejo e ao consumo para poder funcionar de forma eficaz. Historicamente, tanto as virtudes como as restrições têm sido salvaguardadas pelas crenças religiosas e por todo um conjunto de atitudes culturais enraizadas nessas mesmas crenças. Eliminar essas crenças significa eliminar as sanções ou restrições inerentes ao vasto leque de desejos humanos. Dizer que a longo prazo estaremos todos mortos é um incentivo ao consumo imediato, um apelo a uma visão de curto prazo e à rejeição de uma gratificação diferida.
Um artigo de Raymond Plan, publicado no Diário económico de hoje, que nos alerta para o inconveniente de levar à letra o slogan “Para quê esperar? Satisfaça já os seus desejos”. A ler na íntegra aqui.