Empresa portuguesa na liderança

Publicada por José Manuel Dias


Em Vila do Conde, mais precisamente em Canidelo, existe uma empresa líder mundial. O que pode parecer estranho tornar-se-á ainda mais se lhe dissermos que a empresa em questão produz kayaks. Exactamente, kayaks de competição. Mais. Essa mesma empresa tinha este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, 56 embarcações, 20 das quais saíram da competição medalhadas, e tem sido assim nas últimas grandes competições internacionais. Manuel Ramos, chairman da empresa e mentor desta proeza, diz que tudo começou pela necessidade que ele próprio sentiu quando começou a praticar a modalidade. Estávamos na década de 70 e não havia quem produzisse kayaks em Portugal. Porque o gosto era grande, Manuel Ramos, Nelo para os amigos, começa a fabricar as suas próprias embarcações. E sem grande planeamento e sem grande estratégia cria em 1978, a sua primeira empresa, hoje a M.A.R. Kayaks. Mas se é com esta denominação que regista a empresa a verdade é que é sob a marca “Nelo” que se impõe no panorama internacional.
Para continuar a ler este artigo de Elisabete Felismino, publicado no Diário Económico de hoje, clicar aqui.
Um caso de sucesso que se suporta na apresentação de uma proposta de valor que se iniciou na satisfação de uma necessidade : "não havia quem produzisse Kayaks em Portugal"...

U2 - Mysterious Ways

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El momento de la verdad por Paul Krugman

Publicada por José Manuel Dias


El mes pasado, cuando el Departamento del Tesoro [Ministerio de Hacienda] estadounidense permitió que Lehman Brothers quebrase, escribí que Henry Paulson, el secretario del Tesoro, estaba jugando a la ruleta rusa financiera. Sin duda, había una bala en la recámara: la quiebra de Lehman hizo que la crisis financiera mundial, ya grave de por sí, empeorase, mucho, mucho más.
Las consecuencias de la caída de Lehman quedaron de manifiesto en cuestión de días, pero los principales actores políticos han desperdiciado en buena medida las pasadas cuatro semanas. Ahora han llegado al momento de la verdad: más les vale hacer algo rápido -de hecho, más les vale anunciar un plan coordinado de rescate este fin de semana- o la economía mundial podría sufrir su peor recesión desde la Gran Depresión.
Para continuar a ler este artigo de Paul Krugman, professor de Economía en la Universidad de Princeton e novo Prémio Nobel da Economia, clicar
aqui., El País.com, New York Times Service de 12 de Outubro p.p..

Não se brinca em serviço...

Publicada por José Manuel Dias


O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje uma medida para aumentar o acesso à liquidez do sistema financeiro que, realçou, “tem-se revelado sólido e continua a demonstrar resistência à situação internacional”. O Governo português vai disponibilizar “até 20 mil milhões de euros” em garantias, “abertas a todas as instituições de crédito sediadas em Portugal”.
Estas garantias não terão, contudo, um impacto orçamental a curto prazo. “Esperamos que estas situações (de recurso às garantias) sejam reduzidas”, disse Teixeira dos Santos, que não quis avançar com o número de bancos que poderá solicitar esta ajuda. Ainda assim, o responsável quis salientar que o acesso a esta medida do Estado não será um sinal de fragilidade e que em caso de incumprimento o Governo chamará a si essa responsabilidade. “A garantia é, no fundo, o Estado afirmar que, se por acaso, houver incumprimento por parte de uma instituição, o Estado chamará a si o cumprimento dessa obrigação”.
Fonte: Público,
aqui.
Este Ministro já deu provas, por mais de uma vez, que sabe o que faz. Ao garantir o acesso a crédito por parte das Instituições financeiras o que nos diz é : sosseguem. O sistema financeiro financeiro português tem funcionado bem e, a avaliar pelo que diz o Fórum Económico Mundial, os Bancos portugueses estão entre os mais sólidos do Mundo. Com esta medida eventuais necessidades de liquidez podem ser facilmente supridas. Estamos, pois, devidamente sossegados. Os depositantes estão garantidos, por via do Fundo de Garantia de Depósitos, e quem necessita (e merece) vai continuar a ter acesso ao crédito.

Van Morrison - Astral Weeks

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Crédito ao consumo cai...

Publicada por José Manuel Dias


A crise dos mercados financeiros chegou também às empresas de crédito rápido, que têm visto menos famílias a pedir empréstimos, ao mesmo tempo que se tornam mais exigentes nas garantias de bom pagamento exigidas.
Desde o início do ano, as famílias têm pedido menos dinheiro às sociedades financeiras para aquisições a crédito, conhecidas como empresas de "crédito fácil" ou por telefone. De Janeiro a Março, estas empresas concederam créditos no valor de 1.458 milhões de euros; nos três meses seguintes, emprestaram menos 2,1%.
Na base da redução estão dois factores que têm complicado a vida das sociedade de crédito especializado. Por um lado, "a inflação, o preço dos combustíveis, os juros mais altos e o desemprego têm baixado o poder de compra e a procura de bens e serviços". Aqui, destaca-se a diminuição dos empréstimos para comprar carro, uma das principais áreas de negócio das empresas.
Por outro lado, Menezes Rodrigues referiu a "dificuldade de 'funding' [de obter financiamento junto de bancos] e os juros mais altos", que levam as sociedades financeiras para aquisições a crédito a serem mais rigorosas na avaliação do risco, de cada vez que recebem um pedido de financiamento. Neste momento, disse, "as recusas [de empréstimos] são superiores ao normal".
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
O crédito é um instrumento essencial ao desenvolvimento económico. Importa, no entanto, que a decisão de o contrair (e conceder) tenha por base um princípio: o devedor tem obrigação de o pagar. Compete, por isso, ao credor avaliar os rendimentos e activos do devedor para ponderar os riscos que toma. É o que está a suceder para bem dos credores e dos devedores.

Big is beautiful

Publicada por José Manuel Dias


A General Motors e a Chrysler, dois gigantes automóveis norte-americanos, estão a negociar uma possível junção das suas actividades, que pode passar por uma fusão ou por uma aquisição, noticia a imprensa norte-americana. De acordo com o “Wall Street Journal”, que cita fontes ligadas ao processo, a Cerberus, fundo de investimento que controla a Chrysler e 51 por cento da GM Financial Services, ofereceu à GM o negócio automóvel da Chrysler em troca dos restantes 49 por cento da GMAC.
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Uma fusão das operações automóveis de ambos os grupos solidificaria a liderança da GM como maior produtor mundial, que está actualmente em perigo devido ao crescimento da japonesa Toyota. A GM chegou a negociar em 2007 uma possível aquisição da Chrysler à DaimlerChrysler AG, antes da Cerberus ter comprado a maioria do capital do fabricante automóvel.
Fonte: Jornal Público, aqui.
O "small is beatiful" parece ter sido remetido para o "Canal História"... Nos tempos de hoje a a capacidade instalada e a dimensão da quota de mercado viram reforçadas a sua importância. As economias de escala parecem revelar-se decisivas na obtenção dos resultados.

A crise financeira explicada no Brasil

Publicada por José Manuel Dias


"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre-preço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia. Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exactamente o que quer dizer.Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !".
Retirado de artigo de opinião de Fernando Braga de Matos, no Jornal de Negócios, a ler na íntegra aqui.

Aplausos para a Medida

Publicada por José Manuel Dias


As gasolineiras vão passar a fornecer à página electrónica da Direcção-Geral de Energia e Geologia os dados relativos ao preço de venda dos combustíveis que estão a praticar nos postos de abastecimento.
A medida, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, insere-se no programa de simplificação administrativa Simplex, e destina-se a todos os consumidores interessados.
«Desta forma, será possível conhecer via internet o preço de combustíveis praticado em qualquer posto de abastecimento do continente. Para além do preço dos combustíveis, será, também, disponibilizada aos consumidores informação sobre a localização, horário de funcionamento e serviços existentes em cada posto de abastecimento», esclarece o documento do Conselho de Ministro.
Fonte: Agência Financeira, aqui.

A gastar não estamos mal...

Publicada por José Manuel Dias


Portugal gasta em justiça 48 euros por cidadão, sendo o 7.º país que mais despende anualmente, por habitante, no total dos 36 Estados europeus. Esta é uma das conclusões do estudo "Sistemas Judiciários Europeus - Eficácia e Qualidade da Justiça".
Para ler na íntegra aqui, Diário de Notícias.

Bancos portugueses entre os mais sólidos...

Publicada por José Manuel Dias


O sistema financeiro português ocupa o 35.º lugar dos bancos mais sólidos do mundo, à frente de países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Os dados foram avançados esta quinta-feira pelo Fórum Económico Mundial que analisa ao todo 134 países.
O Canadá aparece em primeiro lugar deste «ranking» ao liderar a lista do sistema financeiro mais sólido do mundo.
A Suécia, o Luxemburgo e a Austrália aparecem logo a seguir na tabela. Já Espanha ocupa a 10ª posição. A verdade é que os efeitos desta crise financeira acabaram por se reflectir em determinados países. É o caso da Alemanha que ocupa o 39º lugar, os Estados Unidos que ocupam o 40º lugar e o Reino Unido que surge em 44º lugar.
Fonte: Agência Financeira,
aqui.

Aplausos para a baixa do IRC

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro anunciou hoje a redução do IRC para 12,5 por cento nos primeiros 12.500 euros de matéria colectável das empresas, notando que a medida irá abranger 80 por cento do tecido empresarial português.A partir desse valor de referência aplica-se a taxa normal de 25 por cento de IRC às empresas, anunciou hoje José Sócrates, no debate quinzenal do Governo no Parlamento.Uma segunda medida para limitar o impacto da crise financeira internacional nas empresas prevê o reforço da linha de crédito PME InvestII, que passará a ser de mil milhões de euros e que se irá juntar aos 750 milhões de euros já utilizados pelas pequenas e médias empresas.
Fonte: Jornal Público, aqui.

O contributo dos Ninja para a crise

Publicada por José Manuel Dias


O que aconteceu a um sistema financeiro durante tanto tempo apresentado como o mais completo e sofisticado do mundo? Onde é que isto vai acabar? Que efeitos terá a actual situação sobre o sistema financeiro mundial? É difícil responder a estas perguntas com convicção quando estamos ainda em plena crise. De facto, cada dia que passa parece trazer piores notícias – e já nem os fins-de-semana nos dão descanso quanto à avalancha de más notícias! Independentemente do resultado final, uma coisa é certa – o resto do mundo já não se mostrará entusiasmado em adoptar os princípios do mercado livre que orientaram o desenvolvimento financeiro dos Estados Unidos. Apesar de momentos desesperados poderem justificar medidas desesperadas, a forte intervenção por parte do governo norte-americano também dificultará, no futuro, que se defenda que o Estado deve ficar à margem do sistema financeiro.
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As raízes da crise nos Estados Unidos, evidentemente, remontam aos anos em que Alan Greenspan era presidente da Reserva Federal norte-americana. Naquela época, o dinheiro abundava e a regulamentação não era muito rígida. A existência dos famosos empréstimos imobiliários "ninja" ("no income, no job and no assets") era o sinal mais claro de negligência a nível regulatório. No entanto, estes óbvios sinais de imprudência foram ignorados muito facilmente quando as coisas corriam bem e a Administração norte-americana de então mostrava alguma hostilidade perante a regulação.
Claramente, a inovação financeira não funciona bem sem uma regulação eficaz. No novo mundo de mercados financeiros mais sofisticados, os perigos estão à espreita nos lugares mais insuspeitos.
Eswar Prasad, Jornal de Negócios, a ler na íntegra
aqui.

Rui Veloso - Não Há Estrelas no Céu

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Grande mergulho

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O dia de hoje foi marcado por forte quedas no mercado accionista mundial com os receios do impacto da crise financeira na Europa. Os temores de que aumentem as falências no sistema bancário estão a pressionar os índices mundiais mas também o euro e as matérias-primas.
As praças europeias encerraram hoje em forte queda, com o índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, a perder 7,41% para os 2.524,61 pontos e o Dow Jons Stoxx600 a registar a maior queda desde Outubro de 1987, ao desvalorizar 7,2% para os 242,52 pontos.Entre os principais mercados europeus, o AEX em Amesterdão foi o que mais desvalorizou ao perder 9,14% para os 312,56 pontos, seguido do CAC40 em França que recuou 9,04% para os 3.711,98 pontos.O Foostie inglês encerrou a sessão de hoje a perder 7,85% para os 4.589,19 pontos, o DAX alemão caiu 7,07% para os 5.387,01 pontos e o IBEX em Espanha registou uma desvalorização de 6,06% para os 10.726 pontos.
Fonte: Jornal de Negócios, aqui.
O mundo está perigoso. O dia de ontem sabemos como foi, o de amanhã não sabemos como vai ser. Os entendidos dividem-se sobre o diagnóstico e sobre a terapêutica mas uma coisa parece certa: andámos todos a viver acima das nossas possibilidades. O crédito utilizado tem agora de ser reembolsado...

Xutos e Pontapés - A minha casinha

Publicada por José Manuel Dias



Esta música não tem nada a ver com a forma como ao longo de décadas se atribuiram "casinhas" em Lisboa (seria só em Lisboa?). Aplaude-se, no entanto, a intenção do actual Presidente em divulgar a lista dos beneficiários do património camarário disperso (ou seja, património fora da lógica dos bairros sociais). Quem não deve, não teme...

Procrastinação

Publicada por José Manuel Dias


A procrastinação é uma disposição mental que leva a adiar e a evitar determinadas tarefas. Um estudante que adia a preparação de um teste ou um trabalhador que foge à execução de determinadas tarefas têm em comum a procrastinação. É um mal geral. Adia-se determinada tarefa e depois lamenta-se a ausência de tempo para a sua execução. É comum observar-se que as pessoas quem mais falta o "tempo" são as que mais dificuldade têm em estabelecer prioridades. A procrastinção não é preguiça, não é ócio. É ocupar o tempo com tarefas acessórias, negligenciando as importantes. É em resultado desta postura que na véspera de um importante compromisso se desata a fazer de forma acelerada o que deveria ser feito com calma, planeamento e rigor. O planeamento das nossas tarefas é, pois, essencial .
Pedro Rosário, professor e investigador na Universidade do Minho, em entrevista à TSF desenvolveu esta temática. Do que ouvi gostaria de partlhar convosco a seguinte explicação: " Se eu tenho determinado objectivo para conseguir, devo procurar elencar as as tarefas necessárias para a sua concretização, isto é, decompôr os objectivos "distais" em objectivos"proximais". Porquê? Porque são mais próximos, tangíveis e assim poderei dar-lhes melhor seguimento...
Uma boa definição de objectivos implica a observância do CRAVA (Concreto, realista e avaliável)."
Uma excelente oportunidade de negócios. Um serviço que pode ser prestado a muitas organizações (públicas e privadas). No nosso país e comum adiar-se o que é mais penoso. Por duas razões : por tudo e por nada!

Plano Paulson aprovado

Publicada por José Manuel Dias


A Câmara dos Representantes aprovou hoje a versão reformulada do plano de saneamento do sistema financeiro norte-americano, quatro dias depois de ter rejeitado o documento original, fazendo mergulhar as bolsas mundiais. A proposta de lei, aprovada com 263 votos a favor e 171 votos contra, vai seguir agora para assinatura final na Casa Branca.O plano, desencadeado para evitar novas falências entre os gigantes do sector bancário (com inevitáveis consequências na economia), autoriza o Departamento do Tesouro a gastar até 700 mil milhões de dólares para comprar aos banco os activos mais arriscados, que estas não consigam liquidar.
Minutos depois da aprovação do plano que promoveu, o Presidente norte-americano anunciou que iria assinar a lei mal a recebesse – o que se concretizou minutos depois –, permitindo a entrada em vigor de uma iniciativa que considerou “vital para ajudar a economia americana a sobreviver à tempestade financeira”. Contudo, George W. Bush sublinha que “vai demorar algum tempo” até que se façam sentir os efeitos do plano de apoio ao sector da banca e seguradoras. Também Paulson, que vai dispor de um instrumento sem precedentes para intervir nos mercados financeiros, prometeu pôr o plano rapidamente em marcha.Questionado sobre como vai funcionar em concreto o plano de ajuda, Paulson não quis entrar em detalhes, limitando-se a dizer que os funcionários do Tesouro estão já a trabalhar nos pormenores para que o programa não sofra qualquer atraso. “Vamos agir rapidamente para implementar as novas medidas, mas também vamos agir metodicamente”, garantiu.A mesma satisfação foi manifestada pelo presidente da Reserva Federal americana, Ben Bernanke, a quem caberá coordenar com o Departamento do Tesouro o uso dos 700 mil milhões de dólares. A votação no Congresso, afirmou, “demonstra o empenho do Governo face àquilo que é necessário fazer para reforçar a nossa economia”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Para bem de alguns e sossego de muitos o Plano passou. Só o futuro nos dirá que "mundo novo" se abre...

Maior exportadora para Itália

Publicada por José Manuel Dias


Como chega uma simples empresa familiar de Felgueiras, com 160 trabalhadores, ao invejável estatuto de maior exportadora de calçado para Itália, a capital mundial da moda? Com "muito trabalho", mas também "apresentando uma colecção arrojada, com um produto diferenciado em design, formas e cores", diz Joaquim Moreira, o fundador da J.Moreira, que detém a marca Felmini. Uma posição tanto mais de relevo quanto é certo que há apenas seis anos a empresa se deparou com grandes dificuldades. Hoje exporta 100% da sua produção, exclusivamente com a marca Felmini, e está nas melhores lojas de Milão, Florença, Paris, Barcelona, Madrid, Amesterdão, Bruxelas, Londres e Tóquio, entre outras cidades."Ainda há dias o nosso agente nos comunicou que estamos em duas das 10 melhores lojas de Paris. É evidente que nos faz sentir muito bem", refere Joaquim Moreira, que gere a Felmini com a mulher e os dois filhos.
Com uma produção diária na ordem dos 1400 pares, a Felmini conta com uma carteira de 1800 clientes. Só em Itália está presente em mais de 500 pontos de venda. "É uma vitrina para o mundo. Estando bem representados em Itália temos as portas abertas para o mundo inteiro. Há clientes que nos encomendam artigos porque os viram expostos em Milão ou em Florença, perguntaram, e souberam que estavam a vender muito bem", explica o empresário.
Mas nem sempre foi assim. Aliás, Joaquim Moreira admite que esteve para desistir. "O produto não era suficientemente agressivo, não estava a funcionar. Mas insistimos e acabamos por entender o mercado", diz. "O que se vende em Itália 'sobra' depois para os outros mercados. Itália arrisca mais na moda e compra sempre um pouco mais à frente. O teste de mercado aos artigos é sempre feito lá, sem dúvida", refere.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.
Tentar, procurar fazer melhor, retirar ensinamentos da experiência, buscar mercados mais exigentes, melhorar a proposta de valor, conseguir resultados o caminho percorrido pelo maior exportador de calçado português para Itália. Um exemplo de sucesso.

Hello Saferide - "Anna"

Publicada por José Manuel Dias