Senhora do vinho

Publicada por José Manuel Dias


Teresa Cadaval venceu o prémio 'Senhora do Vinho' dos Prémio Eva 2008, em Espanha. Trata-se do único prémio gastronómico feminino internacional, uma criação da Associação de Mulheres Empresárias de Navarra e do Governo de Navarra.
O objectivo é homenagear um conjunto de personalidades internacionais que se destacam a nível mundial como promotoras da excelência gastronómica nos mais diversos campos, através da selecção realizada por um júri onde estão especialistas do Estados Unidos da América, França, Espanha, Itália e Brasil.
Fonte da agência de Comunicação responsável pela internacionalização da Casa do Cadaval, a Força Motriz, sublinhou a importância deste prémio: «Assume uma especial relevância, dada a importância estratégica de Espanha, enquanto parceiro económico de Portugal e possibilita também o reconhecimento de um produtor português num mercado onde os vinhos nacionais se tem deparado com reconhecidas dificuldades de penetração».
A casa Cadaval é uma empresa do sector agro alimentar que gere cerca de 5,400 no Ribatejo. A herdade está na posse da família desde 1648, e integra a Casa Cadaval Investimentos Agrícolas, uma sociedade anónima que factura cerca de quatro milhões de euros por ano, empregando cerca de 40 pessoas.
Fonte: Semanário Sol, aqui.

Livro de leitura obrigatória (*)

Publicada por José Manuel Dias


A Peter Drucker é atribuída a paternidade da gestão. Ele é dos poucos pensadores que se pode gabar de ter mudado o mundo com as suas ideias.Inventou conceitos como as privatizações ou a gestão por objectivos, profetizou a emergência dos trabalhadores do conhecimento e tornou a gestão uma disciplina séria, respeitada e acessível a milhões de pessoas. Na sua visão, a gestão é simultaneamente uma arte e uma prática. É uma “arte” que se alimenta de ciências como a economia, psicologia, história, matemática, teoria política e filosofia. E é também uma “prática” – como a medicina - no sentido em que não interessa se um tratamento é, ou não, científico, mas sim se cura ou não o doente. No seu entender, a gestão é fundamentalmente uma ciência social que lida com pessoas e cujo âmbito não se confina ao mundo empresarial (por isso, o autor dedicou uma grande atenção às organizações sem fins lucrativos). Apesar de todas estas contribuições, Peter Drucker com a sua proverbial modéstia, recusava o título de “pai do management”.
Fonte: Jornal Público, aqui.
(*) agora, também, em português.

Festejar o início das aulas

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de profesores e alunos da Escola Secundária S. João do Estoril deslocou-se a Lviv, a segunda cidade Ucraniana, para assistir ao início do ano lectivo. As aulas iniciam-se no dia 1 de Setembro, ainda que seja sábado, domingo ou feriado.
Da reportagem que pode ser lida na íntegra aqui destacamos estas passagens:
1) "É quase tudo diferente, desde a maneira como os alunos estão nas aulas até à forma de lidar com os professores e a directora. O respeito que têm pelo país. Levam a escola a sério, como se fosse um trabalho", diz Ricardo Lobato, 16 anos, 11.º ano de Humanidades;
2) Por outras palavras, Maria de Lurdes Valbom, 55 anos, professora de Economia, tira a mesma conclusão: "Há uma maior exigência na Ucrânia. A nível da disciplina, da postura dos alunos. A educação é encarada como fundamental na vida do cidadão. Em Portugal, a escola devia ser mais exigente a todos os níveis, em relação aos alunos e aos professores";
3) "A partir de agora valorizo mais a escola portuguesa. E acho que se facilita demasiado em Portugal. Tive colegas que passaram e deveriam ter chumbado", comenta a Inês. Vem do privado tal como acontece com 80% dos alunos que participaram no intercâmbio. A Catarina acrescenta: "A escola na Ucrânia é mais rígida. Os alunos levam a escola mais a sério. Têm outro tipo de atitude."

Faz todo o sentido...

Publicada por José Manuel Dias


O Governo aprovou em Conselho de Ministros o regime jurídico relativo à Central de Responsabilidades de Crédito, com o qual pretende que se previna situações de sobreendividamento.
«Este Decreto-Lei vem modernizar e dotar de maior fiabilidade o actual regime jurídico que rege o serviço de centralização de riscos de crédito, gerido pelo Banco de Portugal», refere o comunicado do Governo.
Assim, adoptam-se medidas que «permitem complementar» a informação disponível junto do Banco de Portugal, de modo a «promover a eficiência» na agregação das responsabilidades de crédito de cada cliente e a fiabilidade dos dados que são disponibilizados.
Por outro lado, favorece-se, também, a acessibilidade a essa informação pelas entidades responsáveis pela concessão de crédito.
«Desta forma, através do aperfeiçoamento da Central de Responsabilidades de Crédito, reforçam-se as condições de análise de solvabilidade do consumidor prévia à concessão ».
Fonte: Agência Financeira, aqui

As leis não são para cumprir?

Publicada por José Manuel Dias


Cerca de 80% das empresas públicas não cumpriram com os requisitos de divulgação de informação e transparência a que passaram a estar obrigadas a partir de Abril de 2007, altura em que entraram em vigor os princípios de bom governo, conclui o primeiro balanço feito sobre o tema pelo Ministério das Finanças. Entre as 77 empresas analisadas, que representam 90% das carteiras de participações relevantes do Estado, houve sete - entre elas a agência de compras públicas, a AICEP e a Metro do Porto - que não remeteram qualquer informação às Finanças ou o fizeram de forma muito deficiente.
Fonte: Jornal de Negócios,
aqui.

Bob Marley - Redemption Song

Publicada por José Manuel Dias

Sinais dos tempos

Publicada por José Manuel Dias


“(…) Citado pela agência AP, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou hoje que a administração Bush decidiu intervir para impedir o colapso dos dois colossos do crédito imobiliário, cujas consequências seriam catastróficas.
A intervenção estatal poderá custar milhares de milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos, mas o custo de uma falência de uma destas sociedades seria ainda mais pesado, garantiu Paulson.
«A Fannie Mae e o Freddie Mac têm uma dimensão tal que a falência de um deles causaria uma enorme turbulência nos mercados financeiros, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro», afirmou o responsável, numa intervenção televisiva.
«A falência (de uma das instituições) afectaria a capacidade dos americanos de obter créditos à habitação, empréstimos automóveis e crédito ao consumo», acrescentou Paulson. (…)”
Transcrito da Agência Financeira, aqui.

Postas taberneiras

Publicada por José Manuel Dias


Lemos a capa do DN de hoje e parece que estamos a ouvir o Sr. Júlio da taberna a resmungar: "O pior Agosto de sempre no turismo português". No título interior, desaparece o "português". E quando acabamos de ler o texto, percebemos que afinal era basicamente só ao Algarve que se referiam, com um remate final do género "ah e tal, e no resto do país a situação foi semelhante", para aligeirar a coisa. Mas, adiante, que nem são as considerações geográficas que me fazem escrever.
Por uma simples questão de rigor, há palavras que deviam ser excluídas do léxico jornalístico. Uma delas é a palavra "sempre". Porque "sempre" é, por definição, um conceito temporalmente indefinido, o que não combina bem com rigor. O que é que a Leonor Matias quer dizer com "sempre"? Desde o ano passado? Nos últimos dez anos? Desde o 25 de Abril 1974? Desde 1143? No texto, apenas se diz que "ocupação hoteleira (...) baixou face face a igual mês de 2007". Ah, talvez o "sempre" signifique "desde o ano passado"...
E o "pior", já agora, refere-se a quê? Número de turistas mais baixo de sempre? Será a "ocupação hoteleira" mais baixa de sempre? (E o que raio é isto? Será taxa de ocupação hoteleira? Será número de turistas que ocupam as instalações hoteleiras?) Ou será antes o volume de negócios mais baixo de sempre? Não sabemos...
Com a devida vénia do Blogue A Pente-Fino, aqui.

Estamos a mudar os hábitos (*)

Publicada por José Manuel Dias


Há cada vez mais condutores a deixar o carro em casa e a utilizar transportes públicos. O sistema ferroviário registou, no primeiro semestre, o volume mais elevado de passageiros dos últimos seis anos e o metro ganhou clientes.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, o tráfego total em comboios suburbanos e interurbanos atingiu 79,7 milhões de passageiros, no primeiro semestre. Este valor não só representa um crescimento de 1,4%, em termos homólogos, como é necessário recuar seis anos nos registos do INE para encontrar um volume total de passageiros mais elevado, até Junho (81,5 milhões, em 2002).
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
(*) ou o menor recurso ao automóvel foi apenas ditado por restrições orçamentais?

Ano da mudança

Publicada por José Manuel Dias



Este é o ano do centenário da General Motors, a famosa GM, mas pode ser uma data marcada pela derrota: as vendas no primeiro semestre do ano mostram uma vantagem de 300 mil unidades por parte da Toyota, com a empresa japonesa a crescer 2%, enquanto a sua rival americana regista uma quebra de 5%. Com este cenário é previsível o fim de 77 anos de liderança da GM como maior vendedora de automóveis a nível mundial. E dificilmente se repetirá o milagre de 2007: depois de a Toyota liderar quase todo o ano, as contas finais acabaram numa espécie de empate na ordem dos 9,3 milhões de unidades vendidas. Mas visto ao pormenor, a GM comercializou mais três mil carros que os japoneses.Com as vendas de carros a registarem níveis recordes na China e restante Ásia, com excepção do Japão, é sobretudo a situação de recessão económica nos Estados Unidos que explica a quebra da GM.
Fonte: Diário de Notícias,
aqui.

U2 Bono Pavarotti

Publicada por José Manuel Dias

Banca on line

Publicada por José Manuel Dias


Mais de cinco milhões de clientes já aderiram aos serviços de Banca online das principais instituições financeiras nacionais. Segundo uma avaliação feita pelo SOL junto dos principais bancos, este modo de relacionamento entre clientes e Banca virtual tem crescido 15% a 40% ao ano.
O Millennium BCP é o banco com maior adesão à banca virtual, tendo, até ao momento, 1,8 milhões de clientes registados. E, de forma recorrente, cerca de meio milhão de utilizadores acede mensalmente aos produtos e serviços disponibilizados no site do Millennium.
Fonte: semanário Sol, aqui.
Uma forma de contacto com o Banco que vem crescendo de forma muito acelerada, com vantagens para os utilizadores e para os próprios Bancos que assim reduzem os seus custos operacionais.

Síndrome pós férias

Publicada por José Manuel Dias


Problemas de sono, falta de energia física, sinais de ansiedade. Se foi atacada/o por algum destes sintomas ao regressar de férias, então,... tudo normal. Os especialistas identificam o stress pós-férias como uma variante “de um fenómeno bastante mais amplo que é conhecido por Stress Relacionado com o Trabalho (SRT)”. Este tipo de sofrimento começa muitas vezes antes mesmo que as férias acabem, com um aumento da ansiedade e instabilidade de humor. Como o fenómeno é cíclico, há que adoptar ‘truques’ para não sucumbir ao drama do regresso ao trabalho. Na vida pessoal: regressar a casa alguns dias antes do fim das férias, para ‘normalizar’ o ritmo; reconhecer que retomar horários (de trabalho, refeições) exige adaptação; dormir sete ou oito horas por dia, para ter energia; retomar ou manter uma alimentação saudável (regular e rica em fruta e legumes); evitar realizar tarefas que impliquem deslocações nos primeiros dias – se deixar isso para a segunda semana prepara uma transição mais tranquila; praticar desporto e convívio com amigos nos dias de semana, ou prosseguir com os seus hobbies no resto do ano. No local de trabalho: mentalizar-se que o rendimento vai aumentar ao longo dos dias – por isso, começar de forma gradual; estabelecer objectivos alcançáveis/novos na vida laboral, que sejam motivadores; evitar retomar o trabalho a uma segunda-feira, para evitar a percepção de uma semana longa; adoptar uma atitude positiva face ao trabalho e evitar concentrar-se nos incómodos que sente.
Fonte: Semanário Económico, aqui.

Afinal toca a todos...

Publicada por José Manuel Dias


Os europeus e os norte-americanos têm o sentimento de ter perdido poder de compra nos últimos três anos, em particular os franceses e os italianos, segundo uma sondagem Harris Interactive/France 24/International Herald Tribune hoje publicada. "Os franceses e os italianos são os mais severos face à evolução do poder de compra ao longo dos últimos três anos, 88 e 90 por cento respectivamente considerando que o poder de compra baixou no país", sublinha a sondagem, que não abrangeu Portugal.
O lazer, os produtos culturais e os bens de equipamento são os principais afectados destas restrições, enquanto o consumo de bens alimentares foi o menos afectado.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Sinais dos tempos, efeitos da globalização a que também nós não escapamos. É a vida. Só nos resta consumir menos, decidindo criteriosamente os nossos gastos.

O Banco de Portugal esclarece...

Publicada por José Manuel Dias


Como é possível identificar uma conta de depósito? Como podem ser classificadas as contas de depósitos a ordem? Quando é que os bancos podem negar a concessão de crédito? Quando podem pedir elementos adicionais de identificação? Quais os documentos que podem ser exigidos na abertura de uma conta de depósito? Quando é que pode ser impedida a movimentação dos fundos depositados? Pode o banco pode retirar fundos da conta de um cliente que esteja devedor da instituição? As contas de DO podem ser encerradas? O que são "serviços mínimos" bancários? E muitas outras questões são respondidas aqui, pelo Banco de Portugal.
(*) caderno publicado nesta data pelo Banco de Portugal que aborda um conjunto de informação considerada relevante sobre deveres de informação, tipos de depósitos e regimes, titularidade, abertura de conta e elementos identificativos, movimentação e encerramento de conta e serviços mínimos bancários.

Boletim dos professores

Publicada por José Manuel Dias


O Boletim dos Professores n.º 12, distribuído por todas as escolas, dá especial destaque às medidas desenvolvidas no âmbito do Plano Nacional de Leitura, com o objectivo de promover a criação de hábitos de leitura, considerados essenciais para alcançar melhores níveis de aprendizagem. No início deste ano lectivo, a oferta de um livro a todos os alunos que entram para o 1.º ano pretende assinalar o início da vida escolar das crianças, incentivando o gosto por ler. O alargamento da Acção Social Escolar é outra das temáticas privilegiadas, com a explicitação das regras que vão mudar, de modo a abranger um maior número de alunos.
O Boletim dos Professores aborda, ainda, as seguintes temáticas:
Organização e gestão do currículo;
Alargamento da rede de educação pré-escolar;
Programa de Modernização do Parque Escolar do ensino secundário;
Regras de funcionamento dos centros de formação de associação de escolas;
Regras a observar no concurso para a eleição de directores das escolas.

Stop and Hear the Music

Publicada por José Manuel Dias

Uma mão amiga fez-me chegar este mail que não resisto a partilhar convosco:"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal. Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de marca".


A Universidade e as reformas

Publicada por José Manuel Dias


A Universidade tende sempre a escapar às reformas. Não foi atingida pelo PRACE, foi parcialmente poupada a medidas de contenção financeira, vê adiada a avaliação de docentes e ensino, escapa a grandes traumas na distribuição interna do poder e viu adiado, (para que calendas?) o estatuto dos docentes.
[.../...]
A pressão orçamental, mais que tudo, já havia forçado a universidade a fazer contas, abandonar megalómanos pedidos de pessoal, cancelar cursos sem procura, utilizar as reservas financeiras dos anos gordos. Esforço desigualmente prosseguido. Mesmo na assumpção de responsabilidades de parte patronal na Caixa Geral de Aposentações, a universidade foi temporariamente poupada, (não o sendo os hospitais) e só este ano entrou no regime comum. Daí o clamor de dívidas acumuladas no valor de 90 milhões de euros; mas já se lê que elas serão objecto de generosa regularização em 2009.
António Correia de Campos, no Diário Económico, aqui.
Na parte final do artigo, este ex-Ministro, grande implusionador de reformas no sector da Saúde, apresenta um conjunto de sugestões para aplicação às Universidades. A serem lidas com atenção.

Subsídios para a história da criminalidade

Publicada por José Manuel Dias


O salazarismo transfigurou a violência da sociedade em violência do Estado. Desde então, os crimes contra o património (e, durante a ditadura, os crimes contra a ordem pública) passaram a dominar as estatísticas, superando o homicídio e os demais crimes violentos. Mas ainda em 1994 se registava mais de 400 homicídios dolosos por ano (mais de um por dia) e até 2000 o número não desceu abaixo de 300. Até 2004 o número excedeu sempre 200, começando, nos anos seguintes, a situar-se em menos de 200 – tendência que hoje persiste.
[.../...]
Todavia, o crime em períodos anteriores interessava mais à Imprensa especializada, desprezada pelas elites. As ameaças terroristas suscitaram uma situação de insegurança mundial. A corrupção, o branqueamento e os tráficos tornaram--se temas políticos por excelência. Também os maus tratos e a violência doméstica aumentaram a partir do momento em que a lei os tornou públicos (não dependentes de queixa) em 1998, alterando a natureza que lhes fora ainda atribuída em 1995. Mas os homicídios de todo o género e os roubos violentos, incluindo o ‘esticão’, foram persistindo.
A inovação criminosa da sociedade de segurança e tecnológica foi o carjacking. A visibilidade mediática deste crime sugere-nos uma violência que não existia. A vantagem das notícias é a intolerância para com a violência. O seu maior defeito é criar um passado idílico e fazer eco – sem razão – de relações erradas, como a que se pretende estabelecer entre a restrição dos crimes sujeitos a prisão preventiva e a criminalidade violenta, à qual nunca deixou de ser aplicável tal medida. Devemos enfrentar o crime violento e atacar as suas raízes para melhorar o Mundo e não para obter ganhos partidários ou sindicais.
Fernanda Palma, no Correio da Manhã, aqui.

Exportações: tecnologia já pesa mais de 50%

Publicada por José Manuel Dias


O perfil das exportações portuguesas está a modificar-se e a demonstrar mais tecnologia, depois da industria tradicional ter ganho quota nas exportações industriais entre 2006 e 2007, altura em que interrompeu uma tendência de modernização dos produtos verificada desde o princípio da década. Ainda assim, os sectores de produtos de baixa intensidade tecnológica, considerados como tradicionais - têxteis, calçado, produtos alimentares, pasta, papel - representam ainda mais de um terço das vendas industriais para fora de fronteiras. Dados oficiais indicam que 34,1% das exportações nacionais ocorridas nos primeiros cinco meses do ano, têm como base produtos da fileira da indústria tradicional. Isto representa uma queda de 1,1 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado, depois de em 2007 este tipo de produtos ter angariado posições face a 2006. Esta realidade contrasta com a que se verificava em 2001, em que mais de 44% das exportações industriais eram constituídas por produtos tradicionais e as exportações de produtos com tecnologia intermédia rondava a mesma percentagem. Oito anos depois, o raio X à qualidade das exportações já acusa outro esqueleto da economia. A predominância da baixa tecnologia no tecido industrial parece assim ter passado à história. A economia está a fazer a transição da "baixa tecnologia" para a "média tecnologia". A média tecnologia está presente em 55% das vendas industriais, enquanto o peso dos produtos base (tradicionais) caiu dez pontos percentuais.
Fonte: Diário de Notícias, aqui.
Estamos a assistir a uma profunda mudança no perfil das nossas exportações. Sem darmos por isso, em 5 anos, o acréscimo de produtos de "média tecnolgia" aumentou cerca de 25%. Um realce justificado.