O segredo do sucesso

Publicada por José Manuel Dias


A partir de Outubro, um grupo de 20 a 25 escolas vai funcionar com novas regras de gestão. Até final do ano lectivo, a EPIS acredita que o manual de "boas práticas" estará em condições de se tornar operacional.
A EPIS, em parceria com a empresa MacKinsey e Company, trabalha desde Maio de 2007 na elaboração de um guia de boas práticas de gestão dos estabelecimentos escolares. O objectivo do manual é "servir de apoio, uma base para" os conselhos directivos "olharem", defendeu, ao JN, Diogo Simões Pereira. A partir de Setembro, o Conselho de Escolas passa a fazer parte da parceria.
O segredo do sucesso é quase básico: "um bom gestor e um bom corpo docente produzem bons resultados", independentemente do contexto socioeconómico em que a escola está inserida, garante o administrador da associação.
"As escolas com melhores resultados são as que fazem de forma mais detalhada o seu planeamento e gestão da sua actividade". Ou seja, insistiu, "são as que geram mais e que trabalham mais próximo das famílias e com os docentes". São também as que investem mais na formação dos seus professores - esta tendência revelou-se, mesmo, linear: docentes "mais qualificados têm melhores resultados".
Ler na íntegra aqui, Jornal de Notícias desta data.

Os 3 D's

Publicada por José Manuel Dias


Os divórcios são responsáveis por um terço do incumprimento à Banca em Portugal. Olhando para o valor do total do crédito malparado nos primeiros cinco meses do ano, 2,59 mil milhões de euros, o fim do casamento responde por mais de 800 milhões de euros de dívidas incobráveis, o que representa mais de dois milhões de euros por dia, avança o «Correio da Manhã».
Em 2006, data dos últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foram decretados 23.935 divórcios.
Isto significa que por cada 100 casamentos celebrados 48 acabam em divórcio. Uma taxa que afasta as empresas de seguros de protecção de crédito de um nicho de mercado significativo.
«O risco é muito elevado», diz o director-geral da Genworth Financial, Luís Marques.
«Um terço do incumprimento à Banca é por motivos de divórcio e os outros dois terços são devidos ao desemprego, a doença», e outras situações, resume o executivo, «a doença é a que apresenta menor risco» às seguradoras.
Fonte: Blogue Agência Financeira, aqui.
Desemprego, doença e divórcio explicam a larga maioria dos incumprimentos no Crédito Habitação. Divórcio à vista? Aumenta a probabilidade de incunprimento, como se pode concluir pelos dados disponibilizados neste artigo.

Brandi Carlile - The Story

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Oportunidades de negócio

Publicada por José Manuel Dias


O Millennium BCP criou linhas de crédito de médio prazo para financiar as exportações de bens de equipamento e serviços portugueses para Angola. As linhas de crédito disponibilizadas pelo banco “traduzem-se num leque alargado de soluções financeiras desenhadas para responder às exigências dos seus clientes, independentemente do produto ou serviço a exportar”, lê-se em comunicado divulgado hoje. O apoio às exportações para Angola vai ser feito pela modalidade de crédito ao comprador, por períodos entre os dois e os sete anos, com a cobertura de riscos através da Cosec, quando os bens a exportar e os montantes envolvidos se enquadrem na Convenção Portugal-Angola.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Angola é já o um dos principais destinos das nossas exportações. Situa-se em quinto lugar, à frente dos Estados Unidos, e depois da Espanha, Alemanha, França e Reino Unido. Máquinas e aparelhos mecânicos e bens agro-alimentares são os principais produtos exportados para este país africano. Em 2007 Portugal exportou para Angola 1,7 mil milhões de euros, mais 39% que no ano anterior. Nos primeiros seis meses do ano em curso este mercado rendeu às empresas portuguesas 955 milhões de euros, se a tendência se mantiver, ficaremos perto dos 2 mil milhões de Euros. Angola representa uma excelente oportunidade de negócio, aproveitá-lo, é uma aposta estratégica, sobretudo numa situação de anemia económica da União Europeia. O Millennium Bcp sabe o que faz, ver em detalhe aqui.

A brincar também se aprende...

Publicada por José Manuel Dias


Fomentar o interesse pela prática do cálculo mental e desenvolver o interesse pela Matemática de forma lúdica são alguns dos objectivos do Campeoneto de superTmatik de Cálculo Mental cujas inscrições decorrem até 31 de Janeiro. O campeonato destina-se a alunos do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico – de escolas públicas e privadas – que queiram mostrar que são verdadeiros talentos na área do cálculo mental. Durante o torneio os alunos têm de criar e utilizar estratégias de cálculo próprias e inovadoras para responderem de forma rápida e correcta às perguntas e problemas que lhes são colocados.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Para Angola, em força!

Publicada por José Manuel Dias


Angola é um mercado cada vez mais importante para as exportações portuguesas, especialmente com a Europa a arrefecer. Até ao fim do ano, vai valer 1,9 mil milhões de euros.
Máquinas, materiais de construção, instalações eléctricas, alimentos, carros, cerveja, cutelaria, papel são alguns dos produtos que explicam a forte subida das exportações portuguesas para Angola, país que absorve já quase 5% das vendas totais ao exterior.
No primeiro semestre, este mercado africano rendeu às empresas nacionais mais de 955 milhões de euros em facturação, 25% mais do que no mesmo período do ano passado. Se a tendência se mantiver no segundo semestre, como costuma acontecer, as vendas ultrapassarão facilmente 1,9 mil milhões de euros em 2008. Angola tornou-se, este ano, o melhor cliente das exportações portuguesas fora da Europa. Passou a ocupar o quinto lugar, ultrapassando os Estados Unidos. Mais recentemente suplantou a Itália. E, nos próximos meses, deverá destronar o Reino Unido como quarto maior destino já que este compra cada vez menos. Quando tal acontecer à sua frente ficarão apenas três países: Espanha, Alemanha e França.
Angola está a ser uma ajuda importante para que a economia portuguesa consiga amortecer os efeitos nocivos da crise que faz travar a maioria dos parceiros mais desenvolvidos. “Angola está em crescimento muito acelerado e tem ajudado a colmatar as dificuldades sentidas noutros mercados, como os Estados Unidos”, exemplifica David Ribeiro, presidente da Cutipol, a fabricante de cutelaria.
No Diário Económico de hoje, para ler na íntegra
aqui.

Ala dos Namorados - Caçador de Sóis

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Jogos Olímpicos

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A História dos Jogos Olímpicos contada pelos cartazes oficiais. Um trabalho deslumbrante que pode ser visto clicando aqui. Da responsabilidade de Leonel Vicente e Paulo Querido.

Jogos são Jogos

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Abertura Jogos Olímpicos 2008.

O problema não é só "deles"

Publicada por José Manuel Dias


De acordo com uma nota interna da TAP, citada pela Lusa, os trabalhadores são convidados a intervir, a partir da próxima semana, dadas "as dificuldades criadas pela crise dos combustíveis, que obrigam a recorrer a todas as formas de controlar os custos".
As propostas dos trabalhadores, remetidas para o e-mail poupar@tap.pt, serão posteriormente avaliadas pelo comité de gestão e acompanhamento, responsável por desenhar as grandes medidas de contenção da TAP, de que são exemplo a suspensão de 60 voos a partir de Outubro e a rescisão do Acordo de Empresa, ainda em negociação.
A TAP registou prejuízos de 136 milhões de euros, o pior resultado dos últimos anos, no primeiro semestre deste ano face a igual período de 2007, reflectindo o “aumento brutal” do preço dos combustíveis. A transportadora gastou 312 milhões de euros em combustíveis, mais 133 milhões que nos primeiros seis meses do ano passado, o que representa um agravamento de 75 por cento.
Fonte: Jornal Público aqui.
Há ainda muito boa gente que pensa que os problemas que as empresas enfrentam dizem apenas respeito aos sócios (ou accionistas) e aos gestores. Nada mais errado. Um mau desempenho de uma empresa penaliza não apenas os detentores do capital e os gestores mas também os trabalhadores pois se a empresa tiver piores resultados verão reduzida a sua segurança de emprego, podendo, inclusive, perder o posto de trabalho em caso de encerramento da empresa. Existem também outros interessados (ou Stakeholders) numa boa performance da empresa: clientes, fornecedores, sociedade em geral e, ainda, o Estado, por via dos impostos, que pode arrecadar. Neste enquadramento anda bem a Administração da TAP em envolver os trabalhadores inquirindo-os sobre medidas para recuperação da empresa. O discurso de alguns sindicalistas pode levar a pensar que o problema é só "deles" (da Administração). Não é. É de todos, designadamente dos trabalhadores da TAP e, até, nosso, que somos "accionistas do Estado" por via dos impostos que pagamos.

Mercado da habitação

Publicada por José Manuel Dias


A subida das taxas de juro e as regras mais rígidas das instituições financeiras em conceder empréstimos para aquisição de casa estão a levar cada vez mais famílias a recorrerem ao arrendamento.
“ Com a subida das taxas de juro deixou de ser compensador comprar casa”, adianta Frederico Mendoça, responsável pelo departamento residencial da Abacus -Savills. Ao mesmo tempo, há uma maior oferta de casas para arrendar, já que, como não se conseguem vender, os proprietários e promotores colocam-nas para arrendar. Uma situação peculiar que permite a diminuição dos valores das rendas em muitas zonas, especialmente nas periféricas das grandes cidades de Lisboa e Porto.
A procura para arrendamento é constituída por famílias que deixaram de conseguir pagar os empréstimos ao banco, jovens casais ou casais divorciados a quem são negados empréstimos, ou famílias que vendem as casas e preferem esperar mais algum tempo para comprar uma nova habitação.
Fonte: Semanário Económico de 8 de Agosto de 2008
Elisabete Soares, no Semanário Económico desta semana, oferece-nos uma excelente análise do mercado da habitação, com particular enfoque no mercado de arrendamento. Estamos longe da época em que mais de metade da contrução se destinava ao arrendamento, início da década de 70, mas, já temos mais do que os 5% da altura do boom da compra de habitação própria ( 1998-2000). Um artigo que vale a pena ler na íntegra aqui.

Crédito mais selectivo

Publicada por José Manuel Dias


O aumento dos spreads, das garantias exigidas e a diminuição do rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia foram as formas usadas para restringir a cedência dos empréstimos. A implementação de medidas restritivas baseia-se “na deterioração das expectativas quanto à actividade económica” e na maior probabilidade de os consumidores não conseguirem pagar a dívida. As perspectivas pessimistas para o mercado de habitação e a fraca confiança dos consumidores influenciaram de forma negativa, de acordo com os bancos inquiridos, a procura de crédito para a compra de casa.
Também a concessão de empréstimos ou linhas de crédito a empresas foi restringida com a aplicação de spreads mais elevados, no segundo trimestre deste ano. Mas a procura destas formas financiamento não se alterou “significativamente”, tendo apenas uma instituição referido “uma ligeira diminuição da procura" nos últimos três meses, lê-se nos resultados do inquérito divulgados pelo Banco Central Europeu. As mudanças na concessão de empréstimos devem-se “a uma avaliação bastante mais cautelosa do risco de crédito a nível mundial”, quando os EUA vivem uma crise de crédito hipotecário de alto risco e os mercados financeiros permanecem num período de turbulência.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Novos mercados

Publicada por José Manuel Dias


Cerca de 55% das vendas das empresas nacionais ao exterior vão para destinos à beira de uma recessão ou em forte travagem – Espanha é o caso mais paradigmático, mas a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos são também mercados de peso. A única escapatória – como bem sabem os empresários, a avaliar pelos voos cheios para Angola – está nos mercados emergentes. É aqui (Angola, Brasil, Rússia, China) que se poderá ir buscar oxigénio para aguentar a asfixia actual. São mercados arriscados e exigentes – mas, para muitas empresas, são a única saída. Fonte: Diário Económico, aqui.

David Fonseca - "The 80's"

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Diz quem sabe...

Publicada por José Manuel Dias


Em Portugal há 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados e, por isso, não encontram qualquer comprador, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da APEMIP, José Eduardo Macedo."Estimo que actualmente a oferta de imóveis usados no mercado português ascenda a 200 mil, mas porque estão sobreavaliados não encontram comprador", disse o dirigente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). Segundo José Macedo, estima-se que hajam 200 mil imóveis usados "na cabeça dos proprietários". "Os preços pedidos estão ainda relativamente próximos dos valores a que são vendidos os imóveis novos, mas por estarem sobreavaliados os compradores não optam por os adquirir", sublinhou.
O responsável pela APEMIP disse à Lusa que o parque imobiliário edificado, que ascendeu a 64 mil imóveis em 2007, estima-se que deverá crescer este ano mais 50 mil unidades. Há 5,7 milhões de imóveis edificados, mas entre 800 mil a um milhão não reúnem condições mínimas de habitabilidade ou estão muito degradadas. "Estamos numa fase em que a construção não é paradigma, mas sim a reabilitação, além da construção atendendo à sustentabilidade e eficiência ambiental", sublinhou.
Fonte: Jornal Público, aqui.

Subida de Taxas afastada, por ora....

Publicada por José Manuel Dias


O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, reconheceu hoje que o crescimento na Zona Euro enfraqueceu e deu entender, segundo a leitura feita pela agência AFP, que, apesar de uma inflação "inquietante", novas subidas nas taxas de juro devem estar afastadas no imediato. "Identificámos alguns riscos para o crescimento", disse, apontando para um abrandamento do crescimento no segundo e no terceiro trimestres do ano.
Os últimos indicadores económicos "sugerem que o crescimento real para meados de 2008 será substancialmente mais fraco que para o primeiro trimestre do ano", reconheceu, sem entrar em detalhes. "Vamos esperar pelas novas previsões (...) em Setembro", acrescentou o presidente do BCE, quando interrogado sobre o risco de recessão admitido por um número cada vez maior de economistas.
O Conselho de Governadores "não tem orientação" para os próximos tempos e nunca se compromete, o que, atendendo ao jargão habitualmente usado pelo presidente do banco central, leva a AFP a interpretar que está a fechar a porta a novas subidas das taxas no imediato.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Descer, subir ou manter a taxa de juro? A satisfação de uns é a incomodidade de outros. As decisões não são fáceis e o unanimismo nunca se consegue. A intenção e a realidade nem sempre convergem. Por ora os devedores sossegam...

Cartões sem PIN

Publicada por José Manuel Dias


A SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços anunciou que vai, a partir de 2009, introduzir novos cartões e terminais de pagamento de baixo valor que dispensam a marcação do código PIN.
"O novo cartão funcionará apenas para os pagamentos mais pequenos e as pessoas poderão sempre optar pelo pagamento com o novo cartão ou com o Multibanco normal", explicou fonte da empresa. Os principais benefícios da nova tecnologia são a comodidade, rapidez e redução de custos, disse.
Portugal será o primeiro país da Europa a ter este tipo de pagamentos disponível a todos os emissores e com as mesmas regras de funcionamento.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
A SIBS é um caso de sucesso. A sua criação remonta à década de 80 e foi o resultado da cooperação da comunidade bancária. A automatização das transacções bancárias rotineiras, criação de uma rede de serviços interbancários, universal e aberta a todos os participantes no projecto, corresponderam a iniciativas que se traduziram em melhor serviço para os clientes e e ganhos de eficiência não desprezíveis. Um exemplo para muitos sectores de actividade...

50.000 visitas

Publicada por José Manuel Dias


Reparo que já ultrapassámos as 50.000 visitas. O contador Sitemeter conta com já 50.013. O visitante número 50.000 é dos USA, da cidade de Newburyport no Estado de Massachusetts e chegou a COGIR através do Google pesquisa "empreendedorismo". Um tema a que dedicámos alguns posts, a maioria dos quais da responsabilidade do Professor Emanuel Leite.
Portugal e Brasil respondem por cerca de de 90% dos acessos. Estados Unidos, Moçambique, e Angola são os países que se seguem. Vêm parar cibernautas de todos os continentes, como se pode verificar pela distribuição dos visitantes. O mundo está transformado numa aldeia global.
Obrigado a todos os que por aqui têm passado. Voltem sempre!

Viagens na minha terra (2)

Publicada por José Manuel Dias


A aldeia de Soajo, localizada em pleno Parque Natural Peneda Gerês, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez. É uma aldeia muito conhecida pelo conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo datará de 1782. A sua construção tinha como propósito proteger as espigas de milho das intempéries e dos animais roedores. A qualidade da gastronomia e as paisagens são duas boas razões para revisitar esta aldeia.

E a cenoura?

Publicada por José Manuel Dias


É muito. Está acima da média da OCDE. É demais para um país que se quer desenvolvido. Não estão em causa apenas os esquemas de fuga ao fisco ou à Segurança Social, é mais do que isso. São todos os estratagemas usados para fintar as regras de funcionamento da economia, nos licenciamentos, na protecção do ambiente, na segurança no trabalho. É o pior do ‘nacional porreirismo’. Esta é uma das principais causas do atraso do país relativamente às médias internacionais, uma vez que permite a sobrevivência de empresas sem futuro nem razão de existir. Como conseguem escapar às obrigações com o Estado e a sociedade, estas empresas têm custos inferiores e continuam a operar, apesar de mal geridas e de muitas vezes não serem competitivas. Ainda assim, acabam por roubar clientes aos cumpridores, que são penalizados por seguirem as regras. As consequências são óbvias. Primeiro, há um nivelamento por baixo, o que resulta numa evolução da produtividade abaixo do que é necessário para a expansão da economia. Segundo, há a questão moral: nenhuma sociedade pode ter um futuro risonho se tolerar níveis elevados de desrespeito pelas leis. Portanto, a questão é: como se resolve a chaga da economia informal? Com muito pau e cenoura.
Bruno Proença no Diário Económico desta data, aqui.
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) vai colocar inspectores tributários e funcionários dos serviços de Finanças a visitar pessoalmente contribuintes com dívidas em processos de execução de forma a identificar o património que estes possuam e que pode ser penhorado. Se não existir património, no caso das empresas, é iniciado um processo de reversão, passando as dívidas a ser exigidas aos responsáveis das empresas devedoras.
Jornal Público, aqui.
Simplificar processos, reforçar o controlo, penalizar os incumpridores são medidas necessárias à diminuição da economia paralel. Convirá, no entanto, perguntar: e a cenoura onde está?

António Pinho Vargas - Vilas Morenas

Publicada por José Manuel Dias

Promover a competitividade

Publicada por José Manuel Dias


Alargamento para dez anos do prazo de prescrição dos crimes fiscais mais complexos, criação de um balcão único a nível municipal para agilizar o contacto com as empresas, reforço do aconselhamento nos primeiros anos de negócio e melhorias de formação dos juízes em matérias económico-financeiras, estão entre as 61 medidas sugeridas pela COTEC ao Ministério das Finanças para combater a economia informal considerada um dos grandes "entraves" à inovação empresarial, à concorrência e à competitividade das Pequenas e Médias (PME) empresas.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Um contributo da associação COTEC Portugal que visa combater a economia informal ou dito de outro modo a economia em que os agentes económicos não cumprem com as suas obrigações (fiscais e legais). Para além do impacto negativo nas receitas públicas não devemos negligenciar o facto desta situação manter operadores menos eficientes no mercado, em resultado das "vantagens" da fuga às obrigações, com manifesto prejuízo dos que observam as melhores práticas. Estima-se que a economia informal atinja cerca de 25% do PIB. Minorar este problema passa pela responsabilidade social individual e pelo reforço de vigilância da administração tributária, como bem sugere a COTEC.

O Mantorras resolve

Publicada por José Manuel Dias


A crer no comportamento dos portugueses diria mesmo que o combustível está a preços de saldo, são muito poucos os que conduzem de forma a minimizar o seu consumo. Este comportamento faz-me lembrar a velha convição dos Benfiquistas, quando a equipa está em apuros dizem logo que “Mantorras” resolve, a equipa pode jogar mal que o Angolano vai lá e desfaz o adversário. Aliás, a generalidade das equipas tem o seu resolvedor de problemas, no estádio do Sporting são sempre visíveis os cartazes a dizer que “Liedson resolve”.
Enquanto portugueses comportamo-nos como os adeptos de equipas em apuros, encontramos sempre quem nos resolve o problema,em regra é o governo, se este for mal sucedido recorremos ao presidente, se nem assim a coisa vai pedimos que entre a líder da oposição e quando tudo falha há sempre alguém que assegurar que se Salazar (no Benfica seria o Eusébio) fosse vivo haveria de encontrar uma solução.
Para quê preocuparmo-nos ou empenharmo-nos na solução dos nossos problemas? O Mantorras resolve.
Com a devida vénia do blogue O Jumento, leitura integral aqui.

Combater a economia informal

Publicada por José Manuel Dias


A Associação Empresarial para a Inovação – COTEC Portugal –, liderada pelo ex-banqueiro Artur Santos Silva, apresenta hoje um retrato da ‘Economia Informal em Portugal’ e 50 medidas necessárias para combater o fenómeno, que já representa 25 por cento do PIB, ou seja, mais de 30 mil milhões de euros.
Para os responsáveis da COTEC, a "economia informal constitui um sério entrave à concorrência, à competitividade e à inovação empresarial", pelo que o grupo promoveu um estudo para analisar os mecanismos que alimentam este fenómeno. O estudo foi desenvolvido pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e tem entre os responsáveis nomes como Vasco Rodrigues, Miguel Cadilhe e Alberto Castro.
O grupo vai propor vários instrumentos e políticas para minimizar os efeitos da economia informal ao nível do sistema fiscal, da Justiça e dos processos de licenciamento.
O objectivo principal passa por reduzir "o grau de incidência da economia informal no País". Entre algumas das acções que se incluem no fenómeno estão irregularidades na contratação de trabalhadores ou a falta de pagamento de certos impostos.
Fonte: Correio da Manhã desta data, aqui.
25% do PIB, mais de 30 mil milhões de Euros é obra! Faz todo o sentido combater a economia informal. Aplauda-se o trabalho realizado e aguarde-se pela divulgação das medidas.

Prémio Nacional de Professores

Publicada por José Manuel Dias


O Ministério da Educação promove a atribuição anual de um Prémio Nacional de Professores, com o objectivo de distinguir professores que revelem, ao longo da carreira, a adopção de boas práticas e capacidade de lidar com as dificuldades, tornando-se uma referência para os seus pares e para os seus alunos, bem como para a restante comunidade educativa. No ano de 2008, vai decorrer a segunda edição do concurso, podendo as candidaturas ser submetidas electronicamente através do Portal da Educação (www.min-edu.pt), a partir de 10 de Março até 15 de Setembro de 2008.
Para conhecer em detalhe é só espreitar aqui.
O benchmarking é um excelente instrumento de melhoria de desempenho. Conhecer quem faz melhor e como faz melhor é de utilidade para todos. Os professores têm por esta via uma boa oportunidade de "adoptar boas práticas" em ordem a conseguir melhores resultados. Todos ficam a lucrar.

A importância do networking

Publicada por José Manuel Dias


O networking é a cunha do século XXI. Ou antes, é a cunha naquilo que tem de positivo. Melhor ainda é como a descreveu o criador e líder do projecto Star Tracking Tiago Forjaz: "O explorar de sinergias." Uma pessoa conhece outra pessoa e outra e outra e, quantas mais conhecermos, maiores as probabilidades de um emprego melhor, de mais clientes, de mais negócio. Ou de eu e o leitor juntarmos os nossos negócios para um outro negócio. No entanto, não basta ter o nome nas agendas ou BlackBerrys alheios, é preciso ser bom naquilo que se faz. O que, convenhamos, faz toda a diferença face ao sistema antigo que apenas servia para enfiar sobrinhos na PT ou num ministério. (Para os que não sabem o que seja isso do BlackBerry, esclareço que é um telemóvel xpto para quem não pode passar um minuto sem acesso ao correio electrónico ou às cotações da Bolsa.)
Retirado daqui, artigo de João Villalobos, Orgulhosamente nós, no Diário de Notícias.

Aprender a poupar...

Publicada por José Manuel Dias


"O louco disparar do preço do petróleo forçou-nos a mudar alguns hábitos. O Governo percebeu que era obrigatório e urgente atenuar a nossa enorme dependência do petróleo e, por isso, apoiou e favoreceu investimentos em energias alternativas, renováveis e limpas. Os construtores de automóveis perceberam que não podiam continuar a hipotecar as suas vendas futuras e, por isso, descontinuaram o fabrico de modelos bêbados de gasolina (como Hummer e os grandes SUV) , aceleraram a investigação de combustíveis alternativos e apostam na produção de carros que gastam pouco .Os 60 mil automóveis por dia que desde o início deste ano deixaram de entrar em Lisboa estão aí a provar que os brutais e sucessivos aumentos do preço da gasolina, obrigaram muitos de nós a fazer as contas, encostar o carro e passar a usar os transportes públicos. Os preços exorbitantes atingidos pelo barril de brent forçaram-nos a uma dieta pobre em derivados do petróleo. Agora que o preço do barril recuou 27 dólares , em apenas duas semanas, seria uma pena se não aproveitássemos esta crise para continuarmos a lutar por um estilo de vida mais saudável para o planeta Terra".
Jorge Fiel, no Diário de Notícias de hoje, elenca algumas das vantagens da subida do preço do petróleo, defendendo que devemos continuar a combater o desperdício de energia. Não podíamos estar mais de acordo. Para ver o artigo na íntegra clicar aqui.

Um país diferente e bem melhor

Publicada por José Manuel Dias


Uma investigadora portuguesa ganhou o mais alto galardão europeu para a investigação científica. Dois irmãos criaram uma empresa de investigação e apresentaram esta semana o computador portátil Magalhães, criado para crianças em idade escolar e que poderá vir a ser exportado para o mundo inteiro. Um português criou, há um ano, a Star Tracker, uma rede de relacionamento e contactos sociais que reúne talentos portugueses dispersos por 144 países do mundo num total de 15.000 emigrados ou descendentes de emigrantes lusos que exercem funções de destaque nos países de acolhimento. É outra raça de portugueses: os que não ficaram sentados à espera do subsídio, do favor, da ‘cunha’. Aqueles que um dia poderão dizer “eu fiz isto e isto pelo meu país”. Se houvesse muitos mais assim, seríamos, seguramente, um país diferente e bem melhor,
Miguel Sousa Tavares, no semanário Expresso de 3 de Agosto de 2008

Toca a todos...

Publicada por José Manuel Dias


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou hoje ter aumentado o seu capital social em 400 milhões de euros para os 3,5 mil milhões de euros, através da emissão de 80 milhões de novas acções, com um valor nominal unitário de cinco euros, que foram integralmente subscritas pelo Estado, accionista único da instituição.
Tendo presente a estratégia de crescimento da actividade do Grupo, nomeadamente nos mercados internacionais, o aumento do capital da Caixa Geral de Depósitos, S.A. justifica-se pela necessidade de assegurar os níveis de solvabilidade claramente acima dos limites prudenciais aceites pela entidade de supervisão e adequados à sua posição de liderança no mercado financeiro português e à sua notação de rating internacional, factores imprescindíveis para manter num patamar competitivo o respectivo custo de financiamento e, consequentemente, a respectiva rendibilidade", explica a CGD.
Fonte: Diário Económico de 1 de Agosto, aqui.

Diana Krall - Just The Way You Are

Publicada por José Manuel Dias

Maior rigor e mais transparência?

Publicada por José Manuel Dias


Foi uma verdadeira chuva de concursos públicos o que se verificou nos dias que antecederam a entrada em vigor do novo Código dos Contratos Públicos (CCP) - quarta feira, 30 de Julho. Trezentos nos últimos dois dias, uma média de 40 por dia no últimos dois meses. Em períodos normais, a média de concursos públicos anunciados por dia no Diário da República é de cerca de uma dezena. Serviços municipalizados e empresas municipais, regiões autónomas, hospitais, câmaras e juntas de freguesia, ministérios e empresas públicas como a Rave, a Refer ou a Estradas de Portugal (vários por dia, quase todos os dias), e até o Tribunal de Contas. Com tantos exemplos, parece que as empresas e instituições andaram numa correria para evitar as novas regras do CCP, pelo que lançaram os concursos para empreitadas e para fornecimentos de serviços ao abrigo da anterior lei. O novo regime introduziu alterações profundas na área da contratação pública. São elas, em última instância, que justificam a verdadeira "corrida aos concursos" dos últimos meses. Por um lado, estão em causa as alterações das regras, que têm como objectivo aumentar o rigor e a transparência no acto da contratação e no período de vigência dos contratos. Por exemplo, passou a ser obrigatória a publicitação, durante seis meses, de quaisquer modificações do contrato que representem um valor acumulado superior a 15 por cento do preço contratual, sob pena de pôr em causa a própria eficácia da adjudicação). Por outro lado, não é negligenciável o facto de a grande maioria dos cerca de 5500 donos de obras públicas e entidades que se submetem à regra da contratação pública (como as instituições de solidariedade social) não estarem ainda apetrechadas técnica e formalmente para montar concursos de acordo com as novas regras.
Fonte: Jornal Público,
aqui.

Participar no Star Tracking

Publicada por José Manuel Dias


Desafiamos-te a explorar o potencial desta rede, propondo iniciativas concretas que possam contribuir para um Portugal vencedor, por isso, se quiseres abraçar esta causa deves comprometer-te com algumas regras simples:
1) Não dizer mal de Portugal;
2) Explicar porque te orgulhas de ser Português;
3) Fomentar o networking com Portugueses;
4) Participar cívica e socialmente na construção do futuro do nosso País;
5) Participar activamente no Star Tracking com ideias, projectos e opiniões para a construção de um Portugal vencedor;
6) Participar na implementação de um projecto que faça bem a Portugal;
7) Divulgar o Star Tracking junto do teu network de amigos talentosos.
Quer saber mais? É só espreitar aqui.
Portugal precisa de portugueses que acreditem no seu valor e que tenham orgulho no seu país. Há muito boa gente que se não mudar de atitude nunca poderá associar-se a esta causa: construir um Portugal vencedor.
Poderá ver os vídeos do encontro Star Tracking de 31 de Julho de 2008, clicando no "Lugar do conhecimento".

Norah Jones - My Dear Country

Publicada por José Manuel Dias

Cogir (Cogitar+Agir)

Publicada por José Manuel Dias


Pensar é deliberar sobre a acção antes de agir, e reflectir em seguida sobre a acção efectuada. Pensar e agir são inseparáveis. Toda acção está sempre baseada numa ideia específica quanto a relações causais. Quem pensa uma relação causal, pensa um teorema. Acção sem pensamento e prática sem teoria são inimagináveis. O raciocínio pode ser falso e a teoria incorrecta; mas o pensamento e a teoria estão presentes em toda acção. Por outro lado, pensar implica sempre imaginar uma futura acção. Mesmo quem pensa sobre uma teoria pura pressupõe que a teoria é correcta, isto é, que uma acção efectuada de acordo com o seu conteúdo teria por resultado um efeito compatível com seus ensinamentos.
Ludwig von Mises, Ação Humana, cap. IX

O absentismo dos Deputados

Publicada por José Manuel Dias


Os 230 deputados da Assembleia da República deram mais de 1500 faltas nas 109 reuniões plenárias da terceira sessão legislativa, das quais só 10 foram injustificadas. Manuel Alegre, PS, e Carlos Gonçalves, PSD, são os recordistas, com 39 faltas.
Os deputados do PSD foram os mais faltosos, com 675 faltas, uma média de nove faltas por deputado e de seis faltas por sessão.
Logo a seguir, a bancada socialista registou 593 faltas, uma média de cinco por deputado e por sessão.
Seis deputados foram obrigados a descontar parte do ordenado mas nenhum perdeu o mandato - o que acontece com mais do que quatro faltas injustificadas.
Houve vinte e três deputados nunca faltaram nos dez meses da sessão legislativa: 15 são do PS, quatro do PSD, dois do CDS-PP, um do PCP e outro do PEV.
Fonte: Jornal de Notícias, aqui.
Ao que nos dizem, desde que José Sócrates é Primeiro Ministro o absentismo dos parlamentares reduziu. É bom que assim seja. O exemplo deve "vir de cima"...

Não há sectores condenados...

Publicada por José Manuel Dias


Foi o primeiro sector da economia a sofrer o embate da abertura de mercados. Muito por culpa da mão-de-obra barata em que assentava a sua competitividade. O que sucedeu a seguir é conhecido: falências em massa, aceleradas pela abertura dos mercados às importações da China e Índia. Não tardou que aparecessem as habituais carpideiras a sugerir que não havia lugar para o têxtil.
A experiência recente mostra que não é assim. Veja-se o aparecimento de empresas cujo modelo de negócio não assenta na mão-de-obra barata mas no valor acrescentado (com inovação à mistura). Quem visitar a cintura industrial têxtil constata que, no meio dos destroços fumegantes de empresas que não se adaptaram à mudança, estão a nascer unidades empresariais de ponta. Com capacidade para competir com os melhores. Como as empresas que fornecem equipamentos de ponta aos atletas, de várias nacionalidades, presentes nos Jogos Olímpicos (v.g. a Petratex, cujo fato de banho está a fazer cair recordes do mundo na natação). Empresas que já não se limitam a fabricar, mas a inovar. E a patentear as inovações, verbo até há pouco inexistente no dicionário da gestão portuguesa. O que se está a passar na indústria têxtil é a confirmação de que não há sectores condenados. Há empresas bem e mal geridas. Cortesia da abertura dos mercados, que obrigaram os empresários a usar a cabeça, em vez do proteccionismo, para sobreviver.
Camilo Lourenço no Jornal de Negócios, aqui.
Objectivos bem definidos, uma estratégia bem delineada, uma boa implementação e um controlo cuidado permitem alcançar boas performances que se traduzem em benefícios para todos os stakeholders. Como diz Camilo Lourenço "não há sectores condenados, há empresas bem e mal geridas"...

Assim se faz Portugal...

Publicada por José Manuel Dias


Nove selecções que participam nos Jogos Olímpicos deste ano em Pequim, incluindo a portuguesa, vão vestir fatos de hipismo made in Portugal, salvando 500 postos de trabalho em Paços de Ferreira.
A fábrica que produz os equipamentos que serão usados pelos atletas olímpicos, a Profato, estava há um ano na falência quando foi «descoberta» pelo alemão Dieter Klein, que viu na pequena unidade um grande potencial de investimento. «Comprei essa fábrica e uma outra de corte também em Paços de Ferreira por um euro e fiquei com todas as dívidas, num total de 4 milhões de euros, e prejuízos acumulados de 7 milhões de euros nos últimos três anos», contou à agência Lusa o proprietário da Profato, que falava à margem de uma apresentação organizada pelo Ministério da Economia para dar a conhecer as empresas envolvidas no evento olímpico.
Segundo Dieter Klein, o risco que assumiu no início de 2007 foi um «tiro certeiro», visto que ambas as unidades estão já a dar lucro, esperando fechar o ano a Profato com um resultado positivo de 500 mil euros e a Supercorte de 800 mil euros.
Fonte: semanário Sol, aqui.
Uma empresa em situação de quase insolvência é recuperada pelas mãos de um gestor alemão e vai apresentar lucros de 500 mil Euros. Não são as condições nem os recursos que impedem a consecução de bons resultados, a liderança parece ser determinante. Um bom caso de estudo...

Cost to income (*)

Publicada por José Manuel Dias


Em alturas de forte expansão ou de contracção económica, o denominador da equação apresenta uma maior elasticidade, mas os custos não se adaptam de forma automática, sobretudo na rubrica de pessoal onde existem vários direitos adquiridos. Na actual conjuntura, de abrandamento no crescimento das receitas, os três maiores bancos cotados estão a fazer um esforço para reduzir os seus encargos fixos, com o objectivo de contrariar a subida registada nos rácios de eficiência. A fórmula tem sido: antecipar as reformas dos funcionários, cortar nas pensões e recorrer ao ‘outsourcing’.
Mas como não existem fórmulas mágicas, este é um processo que leva o seu tempo e até lá os lucros do sector continuam a ressentir-se da crise. Nos primeiros seis meses do ano, os quatro maiores bancos privados em Portugal lucraram menos 500 milhões de euros.
Pedro Carvalho no Diário Económico, aqui.
(*) Relação entre os custos e as receitas geradas

Atenção aos BRIC

Publicada por José Manuel Dias


A lista das 500 Globais é interessante porque diz muito sobre o que vai por esse mundo. Por exemplo, nos últimos anos, as petrolíferas e as empresas ligadas às matérias-primas tem subido muitos lugares nos rankings. Simultaneamente, os EUA, tem menos empresas na lista (153) mas ainda assim quase um terço do total. Ora, esta perda relativa da América, que se deve também à quebra do dólar, é compensada pelo ganho da China que apresenta 29 companhias, tantas quantas a Itália, a Espanha e a Austrália somadas. Nada mau, para um país que até há poucos anos nem queria ouvir falar no capitalismo e que continua a considerar-se comunista. Mas não é só a China que sobe. Os outros BRIC (nome cunhado pela Goldman Sachs para Brasil, Rússia, Índia e China) também ganham lugares: o Brasil tem cinco empresas, três bancos mais a Petrobras e a CVRD. A Rússia tem também cinco; quatro no sector energético, petróleo e/ou gás e um banco e a Índia tem sete. Se as empresas portuguesas querem saber quais são os clientes ou parceiros do futuro, ou melhor, do presente, não restam dúvidas. É preciso apostar na China. Das grandes economias emergentes é a maior e a que mais cresce. É seguro afirmar que para o ano os BRIC terão mais empresas nas 500 Globais e que a China terá ainda mais. E, para os países que procuram investimento estrangeiro, a China é, também, um gigante que convém ter em mente.
João Caiado Guerreiro, no Semanário Económico, aqui.

The Star Tracking

Publicada por José Manuel Dias


Mais de 800 portugueses com experiência de vida e de trabalho no estrangeiro vão estar reunidos quinta-feira (hoje) no Campo Pequeno, em Lisboa, para mostrarem o empreendedorismo, a iniciativa e o "talento global português" que existe fora de Portugal.
Organizado pela Odisseia de Talento The Star Tracking, o evento vai contar com a presença do chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Nascido de uma iniciativa privada, o The Star Tracking pretende identificar o talento global português e incentivar a partilha de experiências e informações dessa comunidade com o objectivo de criar valor para o país.
Com a filosofia de que "o que é nacional é bom" e que tem de se valorizar o "ser português", o The Star Tracking proíbe que os seus mais de 15 mil membros falem mal de Portugal.
Ler notícia desenvolvida aqui.
Iniciativas como estas são de aplaudir. Portugal precisa de melhorar a sua auto-estima e banir os eternos maledicentes que por aí pululam. Quem "cospe na sopa" não a deve comer. Valorizar o "ser português" e estabelecer uma ligação mais forte e positiva com o País, inscrevem-se nos objectivos da rede de talento português global que conta já mais de 15.000 associados. Vale a pena conhecer o site "Star Tracking - A Odisseia", clicando aqui.

Vão faltar médicos. Saiba porquê...

Publicada por José Manuel Dias

O gráfico e a notícia (do Público) dão um contributo para a compreensão do problema que tenderá a agravar-se a partir de 2013 (ano a partir do qual 40% dos médicos de família estão em condições de se reformar). Informação via Sindefer, aqui.

Reforçar a competitividade

Publicada por José Manuel Dias


Um grupo de bancos europeus organizou-se em consórcio, liderado pelo Santander Totta, para permitir a Carlos Moreira da Silva, presidente da BA Glass (que controla a BA Vidro, ex-Barbosa e Almeida), avançar com uma proposta de compra da área internacional de embalagens em vidro do grupo francês Saint Gobain.Caso se confirme, o negócio envolveria um investimento de cerca de quatro mil milhões de euros e permitiria à empresa portuguesa, com sede em Avintes, dar um salto significativo na sua expansão e ganhar dimensão mundial. A proposta de negócio já chegou à administração da multinacional francesa, embora não seja ainda do conhecimento de todos os accionistas.
A compra da unidade de embalagens de vidro da Saint-Gobain, se tiver luz verde, vai exigir da parte de Moreira da Silva (cuja empresa factura anualmente cerca de 230 milhões de euros) um investimento de quatro mil milhões de euros, só comparável à oferta pública de aquisiçãolançada pelo BCP sobre o BPI. E é por esta razão que a transacção está a ser equacionada com grande ponderação e discrição. Mas a sua concretização permitiria à BA Vidro consolidar uma importante posição internacional.
Fonte: Jornal Público, aqui.
Aumentar a capacidade instalada, alargar mercados, reforçar a competitividade...

Leonard Cohen - If it be your will

Publicada por José Manuel Dias

Que chatice!!

Publicada por José Manuel Dias


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo irá fazer um investimento de 400 milhões de euros na área da Educação nos próximos sete meses, nomeadamente na instalação de Internet em todas as salas de aulas.
Um dos projectos, adiantou, visa a instalação de Internet em todas as salas de aula. Além disso, irá ser aumentada a velocidade da banda larga nas escolas para um mínimo de 48 megabites por segundo.O Governo pretende também, segundo o primeiro-ministro, instalar uma rede de vídeo-vigilância nas escolas para aumentar a segurança e pretende criar um novo cartão estudante, "para acabar com o dinheiro nas escolas". "O maior investimento nos próximos sete meses será na Educação", salientou.
Fonte: jornal Público, aqui.
O reforço do investimento no sector da Educação é uma boa notícia. Generalizar o acesso à internet e às tecnologias de comunicação foi sempre uma exigência dos Sindicatos. Agora que o Governo se compromete com a sua implementação, não faltará quem diga: "Que chatice!! (*)"
(*) Retiram-nos uma das nossas bandeiras de luta.

O trabalho, os pobres e a gandulice

Publicada por José Manuel Dias


Alguém consegue convencer um jovem que nunca teve que estudar ou trabalhar a carregar um balde de cimento ou a apanhar amêndoas aos 20 anos? Duvido muito, com essa idade quem nunca fez nada na vida descobre que em Portugal o melhor estatuto é o de gandulo, até porque graças às preocupações dos sociólogos, governantes e estatísticos são uma espécie protegida.
Uma boa parte dos nossos apoios sociais não são outra coisa senão o financiamento da gandulice, mas isso é coisa que os nossos cientistas sociais nunca perceberão, eles nunca souberam o que é ser pobre. Não percebem que enquanto vão ficando felizes com os resultados estatísticos do seu trabalho vai germinando entre os portugueses uma profunda revolta contra toda esta hipocrisia, porque há muita boa gente que nunca precisou de roubar e superou a pobreza trabalhando e sem quaisquer apoios sociais.
Há um profundo divórcio entre a abordagem de elites bem pensantes e com complexos de culpa e o povo que nunca lhe passou outra coisa senão trabalhar para ganhar a vida, as elites fazem estudos bem pagos para explicar a pobreza e acabam por confundir pobreza com outros fenómenos bem diferentes, ainda que convergentes nos resultados. Não conseguem perceber o mais elementar e confundem o pobre que ganha pouco ou está no desemprego com aquele que é pobre porque não quer trabalhar.
Transcrito do blogue O Jumento, a ler na íntegra aqui.

Premiar os melhores

Publicada por José Manuel Dias


O aluno que em cada escola obtiver a melhor média de conclusão do Ensino Secundário vai receber um prémio de mérito de 500 euros, atribuído pelo Ministério da Educação já em Setembro.
Premiados serão ainda os melhores alunos dos cursos profissionais e tecnológicos, que tenham obtido a melhor classificação final, anunciou o Ministério tutelado por Maria de Lurdes Rodrigues.
Com o galardão, pretende-se "reconhecer e valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares" dos melhores estudantes de cada escola do ensino público ou privado, bem como das escolas profissionais.
Notícia completa no Jornal de Notícias, aqui.
Já tinha sido criado o Prémio para o Melhor Professor, faz, também, sentido, criar o Prémio para o aluno que em cada escola tiver melhor classificação. Há que premiar os melhores. É um sinal claro para todos: o esforço traduz-se em resultados e os bons resultados são ainda mais recompensados.

Maior rigor, mais transparência....

Publicada por José Manuel Dias


O novo código dos contratos públicos (CCP) entra hoje em vigor, depois de apenas ontem terem sido publicadas as dez portarias que vão regulamentar este novo diploma.
Este Codigo vem estabelecer novas regras para a contratação de empreitadas de obras públicas e para a aquisição de todo o tipo de bens e serviços a que, a partir de hoje, se deverão submeter toda a administração pública (central e local) bem como as empresas públicas que não estejam a operar em mercados abertos à concorrência.
Uma das principais novidades, em termos procedimentais, e que vai obrigar a um grande esforço de adequação das entidades contratantes, bem como dos fornecedores, prende-se com a obrigatoriedade de todos os concursos serem lançados pela forma electrónica.
As portarias regulamentares publicadas definem, também, como deverá ser feita a divulgação, no Portal dos Contratos Públicos (http://www.base.gov.pt/), onde passarão a estar publicitados todos os contratos celebrados por ajuste directo (sem tal publicitação os contratos não têm eficácia jurídica), assim como a publicitação obrigatória dos actos de modificação do contrato que representem valor superior a 15% do preço contratual.
Fonte: Jornal Público, aqui.
As preocupaçõe expressas são salutares - maior simplificação, com recurso à via electrónica e maior transparência, divulgação de todos os contratos com ajuste directo superior a 15% - e poderão concorrer para um maior rigor na gestão das empreitadas públicas com óbvias vantagens para o erário público. Sucede que a experiência ensina que entre as intenções e as realidades vai, por vezes, um passo de gigante. Eventuais discrepâncias poderão, no entanto, ser assinaladas pelo Observatório de Obras Públicas e pela Comissão de Acompanhamento. O futuro dirá se os propósitos de "eficiência, eficácia e economia" serão alcançados...

Magalhães

Publicada por José Manuel Dias



O primeiro computador 'Magalhães', o mais barato do mercado português, sai da fábrica em Setembro e destina- -se a crianças dos seis aos 10 anos. O investimento, a realizar na fábrica de Matosinhos, para produzir o PC deverá criar cerca de 1000 postos de trabalho.
Hoje no Pavilhão Atlântico em Lisboa numa cerimónia presidida pelo primeiro ministro, o Governo e a norte-americana Intel, que conta com a presença do seu presidente Craig Barret, assinam um acordo estratégico para a criação da "Iniciativa Magalhães", nome escolhido em homenagem ao navegador português Fernão Magalhães que comandou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. A iniciativa tem três grandes objectivos. O primeiro deles é a criação do computador também denominado Magalhães, desenvolvido em consórcio pela Intel, com a JP Sá Couto, uma empresa que já tem hoje uma unidade de produção de equipamentos informáticos em Matosinhos e com a Inforlândia, uma sociedade também portuguesa. "Iniciativa Magalhães" pode assim, por um lado, facilitar o acesso dos portugueses a computadores de baixo custo e, por outro lado, promover a incorporação de produção nacional nesses equipamentos. O produto, pelas suas características inovadoras e de preço permite cumprir o segundo e terceiro objectivo da "Iniciativa Magalhães", que é disponibilizar equipamento informático e serviços de implementação, a preços acessíveis, para programas e iniciativas de carácter educacional a desenvolver noutros países, ou seja, exportar. E fornecer, já no próximo ano, portáteis para todos alunos portugueses do primeiro ciclo, adequados à suas realidades e exigências. Fonte: Diário de Notícias desta data, aqui.
De acordo com o jornal Público, aqui, vão ser distribuídos 500.000 computadores aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, no âmbito do novo programa “e.escolinhas”, uma réplica de um outro programa, o “e.escolas”, que nasceu o ano passado. Contudo, no caso dos computadores "Magalhães", e ao contrário do que acontecia no programa “e.escola”, a opção de ligação à Internet é facultativa.

Trabalhar para as estatísticas?!

Publicada por José Manuel Dias


A média da segunda fase do exame nacional de Matemática A do 12º ano não atingiu os nove valores, registando um resultado pior que o do ano passado (9,3) e contrariando, assim, a tendência positiva da primeira época em que a média foi de 12,5 valores – a melhor dos últimos anos. Nas restantes disciplinas registou-se uma melhoria global dos resultados, ainda que sejam inferiores aos da primeira chamada, com 16 a subirem a sua média e 70 por cento a terem resultados positivos.Matemática A obteve piores resultados que no ano anterior, passando de 9,3 para 8,9 valores, o que significa que 24 por cento dos estudantes chumbaram, face aos 18 por cento de 2007.
Fonte: Jornal Público, aqui.
E o que dizem agora os críticos da Ministra da Educação? Vão acusá-la de trabalhar para as estatísticas?

Bons conselhos

Publicada por José Manuel Dias


Assim, no caso de recorrermos a crédito, os empréstimos devem ser contraídos quando o nosso rendimento está abaixo da média do que prevemos obter no futuro, pagando-os em épocas em que os nossos rendimentos são superiores a essa média.
Por isso, ao contrairmos dívida, não devemos apenas avaliar as nossas capacidades de pagamento com base nos rendimentos actuais.
O importante é avaliar se, quando pagarmos a dívida, iremos ter activos e aptidões produtivas que nos permitam gerar rendimentos capazes de manter os nossos padrões de vida actuais.
Olhar apenas para os rendimentos correntes no momento da contracção de dívida para consumo é como olhar para a lua. Esquecemos a sua face negra, e vemos apenas a sua face iluminada, uma cara simpática a dizer nos que a vida vai melhorar. Teresa Lloyd Braga, Professora da Universidade Católica no jornal Expresso
aqui.

Rihanna - Cry

Publicada por José Manuel Dias

Viagens na minha terra (1)

Publicada por José Manuel Dias


Aldeia da Pena, no concelho de S. Pedro do Sul. Um lugar único, longe de tudo, no fundo dum vale, onde o silêncio é apenas quebrado pelo canto dos pássaros.
Contam- se 20 casas, construídas à base de xisto e lousa. Ainda se podem ver alguns espigueiros. Lugares destes são cada vez mais raros. Temos de enfrentar a íngreme descida 2,5 Km da estrada que serve a aldeia antes de vislumbrar um cenário de sonho.
Uma visita que "vale bem a pena".

Sempre a crescer

Publicada por José Manuel Dias

Barak Obama in Berlin

Publicada por José Manuel Dias

Fui ver "isto" e já voltei

Publicada por José Manuel Dias

Os destruidores

Publicada por José Manuel Dias


No decorrer da história, sempre houve construtores e destruidores. Os primeiros cultivaram a terra, edificaram cidades, desenvolveram as ciências. Os outros, em geral pastores incultos mas óptimos guerreiros, saquearam e destruíram o que os primeiros tinham construído. Os grandes construtores foram os egípcios, os gregos e os romanos e deixaram-nos um imenso património constituído por edifícios, cidades, templos, estradas e também ciências como a filosofia, a literatura e o teatro. Pelo contrário, os destruidores como os godos, os vândalos, os hunos só nos deixaram ruínas e a recordação do terror que semeavam à sua passagem.Na política – e por vezes também nas empresas – repete-se um pouco aquilo que acontece nas guerras de conquista. Há políticos que procuram o poder para pôr em prática um programa próprio. Nessa altura, destroem aquilo que consideram estar errado para dar lugar ao novo. Posicionam dirigentes e colaboradores fiéis mas se encontrarem pessoas de valor também as convidam para trabalharem no seu projecto. Mas também há políticos que apenas desejam o cargo em si, que não têm nenhum sonho nem nenhum projecto para realizar. Quando chegam ao poder, a sua primeira preocupação é destruir o que o antecessor construiu, mesmo que excelente, para poderem brilhar.Não podemos esquecer que tudo aquilo que fazemos, quer se trate da nossa casa, de um livro, de uma canção, ou de uma escola, é uma materialização de nós mesmos. É algo a que damos o que temos de melhor, o que queremos oferecer aos outros, o que desejamos que nos sobreviva. Quem destrói e trava os outros fá-lo por não ter nada para dar e apenas sentir inveja. Pelo contrário, quem cria, realiza e edifica, mesmo quando é ambicioso, mesmo quando é autoritário, tem uma alma generosa, e realiza-se através de coisas que são úteis para os outros.
Francisco Alberoni no Diário Económico, aqui.

Simply Red - Sunrise

Publicada por José Manuel Dias

Alemães ou marroquinos?

Publicada por José Manuel Dias


"Os portugueses têm uma produtividade marroquina mas vivem como alemães". Era esta, aproximadamente, a ideia que, há uns anos, surgiu escrita num artigo do "Wall Street Journal" em que era analisada a situação da economia portuguesa e o progressivo endividamento das empresas, famílias e Estado. O cenário pouco mudou desde essa altura e, periodicamente, instituições nacionais e estrangeiras vêm recordar o país de que algo vai mal, sendo necessário mudar de hábitos".
João Cândido da Silva, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, aqui, alerta-nos apara necessidade de de retomarmos os hábitos de poupança.

Faço minhas as palavras do Luís

Publicada por José Manuel Dias


Ao tentar aceder ao o Jumento recebe-se (por vezes) uma mensagem de barramento e o aviso do Blogger a informar que se trata de um Blog com conteúdo reprovável. Basta responder que se quer continuar para que o Blog fique acessível. No entanto, trate-se de uma brincadeira de mau gosto feita por alguém que se acha com graça, ou de uma tentativa por quem não gosta dos conteúdos de o Jumento para o inviabilizar, não posso deixar de me associar ao repúdio que a acção merece.

Irresponsabilidade sindical

Publicada por José Manuel Dias


Fernando Pinto, presidente da TAP, repetiu a ronda de reuniões com os sindicatos. Em cima da mesa colocou uma proposta de redução de custos com pessoal, que inclui, por exemplo, a redução dos ganhos extraordinários e a suspensão do adiantamento de subsídio de doença. Os representantes dos trabalhadores recusaram. O acordo disponibilizado ontem pela administração da transportadora estatal, que registou prejuízos de 102 milhões de euros nos primeiros cinco meses de 2008, contém cinco medidas de natureza laboral, que integram a lista de 84 acções designada por Plano de Emergência.No documento disponibilizado aos sindicatos, a TAP propõe a "manutenção dos níveis de emprego", ou seja, garantias de que nenhum trabalhador será despedido, e a "preservação dos ganhos regulares fixos", colocando de parte reduções e aumentos salariais.
Jornal Público, aqui.
Por este andar - 102 milhões de euros de prejuízos de Janeiro a Maio - e com sindicalistas destes que " reinvindicam actualização de remunerações em 2008" e não estão disponíveis para "sacrifícios viladores dos direitos dos trabalhadores" não tarda que a imagem deste post - um avião em pleno voo - seja apenas uma imagem de arquivo. Registe-se que a Administração da TAP comprometia-se a "manter os níveis de emprego" mas parece que os representantes dos trabalhores estão apostados em dar razão a John Kohlsaat.

Deve Portugal negociar com a Venezuela?

Publicada por José Manuel Dias


No caso da Venezuela a crítica roça o ridículo já que o regime político ainda está muito longe do da Coreia do Norte e a presença de uma grande comunidade portuguesa obriga a ter algum cuidado diplomático. Mas se a questão é a defesa dos direitos humanos pode colocar-se a mesma questão em relação a muitos outros países, não apenas Angola ou a Líbia.
Teríamos que quase cortar relações económicas e diplomáticas com uma boa parte dos países do mundo, reduzindo-as à Europa, Oceânia, América do Norte e meia dúzia de países da América Latina, África e Ásia. Isto é, um país sem recursos naturais e cuja economia depende das exportações teria de viver orgulhosamente só, mais isolado ainda que nos tempos de Salazar.
Um pequeno país como Portugal não se pode dar ao luxo de reduzir as relações económicas com Angola por causa do Eduardo dos Santos, com a Rússia por causa do Putin, com a Líbia por causa do Kadafi, com a Venezuela por causa do Chavez, com a China por causa do Tibete e por aí adiante. Em nenhum país do mundo os governos confundem os sentimentos em relação a terceiros países com os interesses nacionais, no caso de um país com as dimensões de Portugal isso seria mesmo desastroso.
É evidente que muitos dos românticos que leio nos jornais ou na blogosfera têm uma situação económica que lhes permite viver bem independentemente da situação económica do país, falam de barriga cheia.
Transcrito coma devida vénia do blogue O Jumento.