Segundo a agência «Lusa», no final de Junho encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 382.498 desempregados, menos seis mil indivíduos que no período homólogo.
Dar o primeiro passo. Alinhar esforços. Acreditar na capacidade colectiva. Concretizar objectivos.
Embora a expressão venha do filósofo Henri Bergson, o nome é inspirado no da obra do grande pensador Karl Popper, “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”. A sua alma procurará estar de acordo, em grande medida, com as ideias aí defendidas por aquele filósofo, que tão bem compreendeu, descreveu e marcou a actual sociedade ocidental. Recuso qualquer pretensiosismo da minha parte, embora reconheça o abuso da expressão que deu nome a uma das suas obras mais conhecidas. Porém, julgo-me absolvido por recorrer ao seu pensamento inspirador, o que, com a devida humildade, mais não é que o reconhecimento da sua importância para a nossa sociedade.
Vejamos. Há um ano, dois dos gigantes mundiais das telecomunicações fundiram-se, dando origem à Nokia Siemens Networks. Em Portugal, o novo conglomerado incorporou a área de telecomunicações da Siemens.
Pois bem, um ano depois do arranque, a Nokia Siemens Networks criou mais 466 postos de trabalho especializados em Portugal, resultantes: 1) do arranque em Maio de 2007 do Centro de Inovação de Aveiro, desenvolvido em parceria com a Universidade de Aveiro; 2) da criação, em Junho, de um novo Global Network Solutions Center em Lisboa, o segundo a nível mundial, como parte integrante da estratégia de serviços da NSN; 3) da criação em Setembro de um novo Centro de Inovação Global, no Taguspark, em Oeiras, como resultado da cooperação entre a NSN, a Universidade Técnica, o IST e a Tagusparque.
Mais recentemente, a NSN assinou um protocolo com a Universidade de Aveiro e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, visando a criação de uma Cátedra NSN, com o objectivo de desenvolver projectos de investigação e desenvolvimento nas telecomunicações.
Pode dizer-se que se não fosse João Picoito, o principal responsável pela NSN em Portugal, todo este investimento não teria acontecido. Mas se Picoito não mostrasse resultados também não conseguiria convencer alemães e finlandeses a reforçar a aposta que estão a fazer em Portugal e nos nossos técnicos.
A resposta à pergunta inicial é que eles apostam e acreditam em nós porque obtemos resultados tão bons ou melhores que os outros centros da NSN. Ou seja, não, eles não são loucos.
Leonard Norman Cohen actua dia 19 em Lisboa. Um concerto a não perder para apreciadores de "um dos dos mais importantes e influentes compositores dos nossos tempos, uma figura cujo trabalho alcança maior mistério e profundidade à medida que o tempo passa".
É uma pena que os nossos professores falem do insucesso dos nossos estudantes esquecendo que esse insucesso é também e sobretudo deles.
A escolha está entre o "corporate welfare" e a ajuda social aos que têm mais dificuldades na adaptação.
Estão aí - nas energias renováveis - as únicas boas notícias.
O sol do Sul de Portugal - a zona da Europa com mais sol - não serve só para atrair turistas. As notícias animadoras sobre a explosão das centrais solares e a constante baixa de preço da sua produção mostram que temos tantos recursos a médio e longo prazo como se tivéssemos petróleo.
Obras, podemos e devemos ter: transportes de massa confortáveis e rápidos para os grandes centros urbanos que lhes permitam funcionar. Comboios de razoável velocidade que liguem o interior ao litoral (agora, com os espanhóis a fazer contas, é melhor esquecer de vez o TGV) e mais, muito mais linhas para o transporte de mercadorias. Barragens também, mais auto-estradas não.
500 anos de história de arte contemplando as mulheres. Um tributo às mulheres num vídeo criativo que mostra, por meio de quadros famosos, como a mulher tem sido representada. Imperdível.
Os territórios, as empresas e os indivíduos degladiam-se diariamente nos processos de criação de valor económico num enquadramento hipercompetitivo. Os contextos que os condicionam e motivam são turbulentos, complexos e incertos. A opção de produzir mais com menos foi ultrapassada pela inevitabilidade de conceber rapidamente diferenças e funcionalidades adaptáveis. A dinâmica económica é movida por actividades inovadoras, fortemente dependentes do conhecimento, de processos de aprendizagem interactiva e de múltiplas proximidades. Os agentes económicos de excelência são aqueles com capacidade de integrar nas suas estratégias empresariais a complexidade decorrente da articulação entre produtos, processos e tecnologias, maximizando por tempo incerto uma função não linear de apropriação produto/mercado. Continuar a ler aqui o excelente artigo de Sérgio Leal Nunes, publicado no Diário Económico de hoje.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) tinha um protocolo com a Ordem dos Advogados (OA) que durou três meses e terminou no final de Junho.
O sistema 'I-Garment' foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, incorporando um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, composto por sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperatura e batimento cardíaco), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.
«Esta é uma proposta minimalista que apresentámos para demonstrarmos que queremos resolver as coisas pela via do diálogo», disse esta quinta-feira aos jornalistas o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), José Simão.
Em conferência de imprensa, os representantes dos vários sindicatos, onde se incluem também o dos técnicos de handling, o dos trabalhadores, o dos quadros da aviação comercial e o das indústrias metalúrgicas, explicaram que a proposta foi rejeitada no encontro que tiveram com a administração da transportadora esta quarta-feira.
«Não houve janela de abertura negocial. A empresa respondeu com um não que é inaceitável», acrescentou José Simão que refere que os 1,5% pedidos estão muito abaixo dos aumentos ideais. Uma situação que os órgãos sindicais não entendem, dado os lucros que a empresa teve, de quase 33 milhões de euros, no ano passado.
A estratégia de consolidação incluiu tanto medidas de curto prazo (com um impacto imediato) como reformas de fundo para atacar de uma forma mais directa o insustentável crescimento da despesa (causa de grandes défices no passado).
Um importante pilar dessa consolidação orçamental foi a reforma da administração pública. A Administração do Estado está a ser reorganizada. O número de serviços e de funcionários públicos está a ser reduzido. Foi também introduzido um novo quadro legal para aumentar a mobilidade dentro da administração pública. Estas medidas estão destinadas a melhorar a eficiência do sector público.
Trabalha-se também para alinhar as regras que regem o trabalho dos funcionários públicos com aquelas do sector privado. A reforma do regime pensionista já foi feita, o que deverá incrementar a flexibilidade e a mobilidade entre os sectores público e privado.
Esses são importantes progressos. O desafio agora é de consolidar os resultados desse esforço e reduzir ainda mais o défice.
Mas ao mesmo tempo, Portugal terá que preparar-se para alcançar um crescimento durável e sustentável.
Machado não pensa assim. Porque tudo é melhor do que 250 mil pessoas abandonarem a agricultura nos próximos anos. Mas o presidente da CAP foi mais longe, dizendo ser “absolutamente necessário resolver os problemas dos agricultores”. Mas quem tem de resolver os problemas dos agricultores não são… os próprios agricultores?João Machado pertence ao grupo dos que acham que o Estado deve estar sempre disponível para ajudar empresários em dificuldades. Ou será antes pseudo empresários? É que é difícil chamar “empresário” a alguém que, quando as coisas saem mal, corre a estender o chapéu à caridade do Estado.
Em Portugal fala-se demasiado da qualidade dos trabalhadores e questiona-se pouco a dos dirigentes, como se as competências destes fosse inata, ou como se bastasse pagar um pequeno curso no INA (uma excelente receita para este instituto e a sua corte de formadores), como se o estatuto de nobreza os coloque acima de qualquer avaliação ou medida de gestão.
Mas todos sabemos que o país e, em particular, a Administração Pública está cheio de pequenos Mugabes, gente sem qualidades para exercer cargos de liderança, que estão mais ocupados a gerir o seu estatuto do que a promover a qualidade dos seus serviços. São demasiados os dirigentes portugueses que apreciam ideias novas, que aceitam quadros com ambição, as novas ideias desvalorizam-nos os quadros que as defendem colocam os seus lugares em perigo.















































