Uma boa parte dos nossos apoios sociais não são outra coisa senão o financiamento da gandulice, mas isso é coisa que os nossos cientistas sociais nunca perceberão, eles nunca souberam o que é ser pobre. Não percebem que enquanto vão ficando felizes com os resultados estatísticos do seu trabalho vai germinando entre os portugueses uma profunda revolta contra toda esta hipocrisia, porque há muita boa gente que nunca precisou de roubar e superou a pobreza trabalhando e sem quaisquer apoios sociais.
Há um profundo divórcio entre a abordagem de elites bem pensantes e com complexos de culpa e o povo que nunca lhe passou outra coisa senão trabalhar para ganhar a vida, as elites fazem estudos bem pagos para explicar a pobreza e acabam por confundir pobreza com outros fenómenos bem diferentes, ainda que convergentes nos resultados. Não conseguem perceber o mais elementar e confundem o pobre que ganha pouco ou está no desemprego com aquele que é pobre porque não quer trabalhar.
Premiados serão ainda os melhores alunos dos cursos profissionais e tecnológicos, que tenham obtido a melhor classificação final, anunciou o Ministério tutelado por Maria de Lurdes Rodrigues.
Com o galardão, pretende-se "reconhecer e valorizar o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e desempenho escolares" dos melhores estudantes de cada escola do ensino público ou privado, bem como das escolas profissionais.
Assim, no caso de recorrermos a crédito, os empréstimos devem ser contraídos quando o nosso rendimento está abaixo da média do que prevemos obter no futuro, pagando-os em épocas em que os nossos rendimentos são superiores a essa média.
Por isso, ao contrairmos dívida, não devemos apenas avaliar as nossas capacidades de pagamento com base nos rendimentos actuais.
O importante é avaliar se, quando pagarmos a dívida, iremos ter activos e aptidões produtivas que nos permitam gerar rendimentos capazes de manter os nossos padrões de vida actuais.
Olhar apenas para os rendimentos correntes no momento da contracção de dívida para consumo é como olhar para a lua. Esquecemos a sua face negra, e vemos apenas a sua face iluminada, uma cara simpática a dizer nos que a vida vai melhorar. Teresa Lloyd Braga, Professora da Universidade Católica no jornal Expresso aqui.
Teríamos que quase cortar relações económicas e diplomáticas com uma boa parte dos países do mundo, reduzindo-as à Europa, Oceânia, América do Norte e meia dúzia de países da América Latina, África e Ásia. Isto é, um país sem recursos naturais e cuja economia depende das exportações teria de viver orgulhosamente só, mais isolado ainda que nos tempos de Salazar.
Um pequeno país como Portugal não se pode dar ao luxo de reduzir as relações económicas com Angola por causa do Eduardo dos Santos, com a Rússia por causa do Putin, com a Líbia por causa do Kadafi, com a Venezuela por causa do Chavez, com a China por causa do Tibete e por aí adiante. Em nenhum país do mundo os governos confundem os sentimentos em relação a terceiros países com os interesses nacionais, no caso de um país com as dimensões de Portugal isso seria mesmo desastroso.
É evidente que muitos dos românticos que leio nos jornais ou na blogosfera têm uma situação económica que lhes permite viver bem independentemente da situação económica do país, falam de barriga cheia.















